12.9.07

Ô gente marvada!

   Quanto mais os midiatecas rezam, mais assombrações vikings aparecem. Agora, depois de sacanear a indústria do disco com o KaZaa e a de telefonia com o Skype, o sueco Niklas Zennström e o dinamarquês Janus Friis criaram o Joost, um serviço que permite que a televisão via internet tenha qualidade quase tão boa quando a de tevê tradicional. O quase fica por conta do programa ainda estar em fase beta e eu ser um chato. Alguém menos pentelho - ou mesmo eu, nos bons dias - consideraria o Joost muito bom. Quem quiser exprimentar, vá em www.joost.com (não ligue para o negócio do convite. É só bater que eles abrem a porta).

   Não, não é um novo Youtube. Dois pontos diferenciam o Joost do UT: a qualidade de imagem é largamente superior e o conteúdo é profissional, gerado por empresas de comunicação, independentes ou ligadas a redes e até mesmo a patrocinadores. A idéia, pelo que deu pra entender, é distribuir canais segmentados sob demanda para todo mundo, literalmente. Assim, o Joost já apresenta um hilário canal de animação, um da MTV, um para adolescentes anglo-saxões tarados (desculpem o pleonasmo) em que modelos brasileiras aparecem de biquinininhos, outro para admiradores do pôquer (esse fiquei vendo por uma hora e meia ontem) e por aí vai.

   Esse programa resolveria a vida das telecoms, pois permitiria uma tecnologia padrão de distribuição de conteúdo audiovisual no sistema "ponto-a-ponto", supersegmentado, facilitando a vida de todo mundo. Quer dizer, de quase todo mundo... Se chegar ao Brasil, o Joost fará com que os barões da mídia tupinambás soltem horríveis pragas contra todos os descendentes de Eric, o Vermelho, até o fim dos tempos.

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