O fim da (nossa) história
Bom, minha tese é que o Brasil começará a se dissolver em mais uns 200 anos - até lá ficaremos mais ou menos como agora, uma terra de zumbis vagando sem ter muito o que fazer no planeta, a não se produzir jogadores de futebol e organizar uma superfestança anualmente. Assim, aí pelo Século XXIII, o país se dissolveria num processo relativamente rápido - mais uns 150, 200 anos - com partes se declarando independentes (Sul, Nordeste e Sudeste, este últimos sempre em tensão fronteiriça devido ao problema dos imigrantes), partes sendo absorvidas pelos vizinhos (Centro-Oeste e parte da Amazônia já dizimada) e partes sendo internacionalizadas (Amazônia ainda existente).
Abre parênteses. Essa parte da tese se baseia num conto publicado na Isaac Asimov Magazine no início da década de 90, que partia do pressuposto que o Paraguai tinha vencido a Guerra no Século XIX. Fecha parênteses.
Desse modo, lá pelo Século XXV, teríamos escorrido pelo ralo. A memória coletiva, porém, ainda recordará o país que tinha tudo para dar certo, mas falhou miseravelmente após 700 anos cometendo todos os desatinos socioeconômicos imagináveis. Um prato e tanto para os "schollars", né? Pois os estudiosos da maior potência da época, a República Popular Sul-Asiática (união dos atuais China, Vietnam, Laos, Cambodja e as duas Coréias), e os da União do Norte (Noruega, Suécia e Dinamarca, que terão pulado fora da decadente União Européia) se debruçarão sobre a história fascinante desse extinto país.
Serão estudos interdisciplinares - como se diz hoje, pois nesse tempo já será dado que a Ciência só tem validade se for interdisciplinar - que analisarão, com base em documentos e nos depoimentos dos contemporâneos (nossa visão blogueira entremilênios certamente será minuciosamente discutida) o como e os porquês de termos ido para o brejo.
Pena que não vou estar aqui pra ler os livros a serem traduzidos para o espanhol. Porque o português, obviamente, já será uma língua morta como pedra há séculos.

2 Comments:
Caramba! as perpesctivas não são das melhores, hein!? ;)
É, Denise, não são não. :)
:*
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