1.5.09

 

"Recession blues"


   Os grandes jornais tanto deram notícias de que o mundo ia acabar por causa da crise, que sofreram o efeito bumerangue - a vendagem teve maior queda dessa década para seis dos 20 maiores. Leia aqui, ao som de Recession Blues, de B.B. King, um oferecimento de Pavuna '73, sua rádio favorita na internet (bom, pelo menos é a minha...)



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14.3.08

 

Um sujeito muito agitado


   Tempos atrás (mais precisamente em 27 de novembro de 2007, veja aqui), a Pavuna '73 levou ao ar a jazzista Diana Krall. Na apresentação, falei que ela era casada e tinha gêmeos de seu marido, o também grande Elvis Costello. Bom, agora é hora de homenagear o outro lado deste talentosíssimo casal.

   Declan Patrick "Aloysius" (esse ele acrescentou depois de adulto) MacManus nasceu em 25 de agosto de 1954, em Londres, mas formou sua primeira banda em Liverpool, em 1971, tocando com ela por cinco anos, até voltar a Londres, em 77, já casado e com filho pra criar. O nome de Elvis Costello foi bolado pelo seu primeiro empresário, Jake Rivera,dono do selo Stiff, que juntou o primeiro nome do Rei do Rock, com o nome do meio de sua própria mãe. Jake o pôs para tocar com a banda Clover, com a qual o agora Elvis Costello gravou seu primeiro álbum, My Aim Is True (em 1977).

   No mesmo ano, ele criou a sua própria banda, The Attractions, com a qual fez muito barulho, em especial no Staruday Night Live, quando tocou "Radio, radio", música que satirizava as corporações televisivas e que os produtores do programa tinham ordenado expressamente que ele não apresentasse. Por essa estripulia Elvis Costello foi banido por quase toda a década de 80 da TV dos EUA (só voltou a tocar nela em 89, exatamente no Saturday Night Live).

   Durante estes anos, EC se meteu em um monte de confusões (a mais notável envolvendo Ray Charles) e amadureceu como poeta e músico, como se pôde ver, por exemplo, no notável álbum King of America, de 86. Mas a música que a Pavuna ´73 trás para você, gentil ouvinte, faz parte de Spike (de 89) e é uma excelente mostra das letras sofisticadas que EC conjuga com um som meio sobre o inclassificável, os dois a serviço de temas muito estranhos. Ou não é esquisita uma música cantada por um comediante morto, na qual ele narra seu encontro com o Criador em pessoa (aliás, um tanto decepcionado com uma de suas criaturas) e o novo emprego que este lhe arranja?

Ouça, então, God's comic:

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   P.S.: Elvis continua ativíssimo e sempre inquieto. A última dele - em 2004, um ano de vir ao Brasil para o TIM Festival - foi criar um balé, chamado Il Sogno, inspirado na peça Sonho de uma noite de verão, de Shakespeare.

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18.1.08

 

Premeditadas ironias


   Já que Pavuna '73 falou do Rumo, vamos prosseguir no caminho (hahaha) e falar de outro importante grupo do movimento Lira Paulistana: Premeditando o Breque, o Premê. Hã? O que é Lira Paulistana? Bom, preciso de um novo parágrafo para contar.

   Lá pelos fins dos 70, uma galera paulista começou a se juntar, compor e se apresentar em público. O centro do agito era o teatro Lira Paulistana, um porão localizado na Rua (ou Praça, uns chamam de uma coisa, outros de outra) Benedito Calixto, em Pinheiros. Lá se apresentavam,além do Rumo e do Premê, gente como Itamar Assumpção, Vânia Bastos, Cida Moreira, Língua de Trapo e outros (Arrigo Barnabé, o compositor mais considerado do movimento, porém, nunca tocou lá). Eles acabaram sendo intitulados ora como Nova Canção Paulistana (para lembrar a Nova Canção Cubana), ora como Música Independente Paulista, ora como Lira Paulistana (referência ao livro de poesias de Mário de Andrade). Como a última denominação era mais poética e menos pomposa, acabou colando, ainda mais quando surgiu o selo independente com o mesmo nome.

Agora, voltando o Premê...O grupo surgiu em 77 com a base formada por Claus Petersen, Mário Augusto "Manga" Aydar e Antônio Marcelo Galbetti, a quem se juntariam vários músicos, dependendo da época. Eles puseram sua refinada técnica (os três fundadores são formados em música) para sustentar letras na maioria das vezes irônicas. Elas puderam ser apreciadas nos discos "Premeditando o Breque"(1981), "Quase Lindo" (1983), "O Melhor dos Iguais" (1985), "Grande Coisa" (1986) e "Alegria dos Homens" (1991). O Premê ainda existe, mas se apresenta apenas esporadicamente.

Uma mostra do "estilo Premê"? Ouça "São Paulo, São Paulo", hilária paródia de "New York, New York".

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3.1.08

 

No Rumo de Noel


   Noel Rosa não precisa de apresentação. Diante dessa verdade, resta à Pavuna '73 falar do Grupo Rumo, que interpreta a deliciosa "Seja breve", do poeta da Vila. O Rumo surgiu em 1974 na prestigiosa (e um tanto superestimada) Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP e mais parecia um pelotão pelo seu número de integrantes (10): os irmãos Tatit (Luiz e Paulo), Ná Ozzetti, Gal Oppido, Hélio Ziskind, Zécarlos Ribeiro, Pedro Mourão, Akira Ueno, Ciça Tuccori e Geraldo Leite.

   Naquelas priscas eras, um grupo não surgia e ia logo gravando. Não. Tinha que ter estrada. E o Rumo andou por ela, jaconianamente, por sete anos antes de gravar o seu primeiro disco - "Rumo" - em 81. Com tanto tempo rodando, obviamente os paulistas já tinham uma idéia bem clara do que queriam e por isso, no mesmo ano, lançaram o segundo LP, "Rumo aos antigos", no qual está "Seja breve". Depois, foram só mais quatro: Diletantismo (83), Caprichoso (85), Quero passear (88) - disco infantil - e Rumo ao Vivo (92), fora um LP coletânea, que saiu pelo selo Eldorado em 89, além de um DVD, gravado em 2004, em comemoração dos 30 anos do grupo.


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   Ah! Noel não precisa de apresentação, mas aí vai uma informação nova: desde terça-feira passada, 1º de janeiro, as obras nas quais o gênio de Vila Isabel trabalhou sozinho estão em domínio público, por terem completado 70 anos desde que começou a contar o tempo da Lei de Direito Autoral (por um motivo que só o Ecad pode explicar, esse tempo conta só a partir de 1º de janeiro do ano posterior ao da morte do último autor da obra. Como Noel morreu em 36, a contagem começou em 1º de janeiro de 1937)

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27.11.07

 

Bela, jazzista e cara


   Em outros tempos, um monte de ortodoxos torceria o nariz para a pianista canadense que se metia a tocar jazz tendo nascido muito ao Norte e - meu Deus! - sendo ainda por cima loura, linda e vindo de família estruturada. Graças ao Senhor, porém, nesses tempos pós-modernos nem tudo é ruim e Diana Jean Krall não teve que enfrentar muitos problemas para ser reconhecida, aos 43 anos, como uma das melhores cantoras de jazz em atividade. Em menos de 24 horas, ela se apresentará aqui no Rio, no Vivo, a um preço proibitivo para este pobre fã - o ingresso mais barato custa R$ 120, sem direito ao binóculo necessário para se enxergar o palco da distância em que dele se encontra a arquibancada. E como estamos no Brasil, este show de ingressos caríssimos foi produzido com a ajuda do meu, do seu, do nosso dinheirinho, via renúncia fiscal da Lei Rouanet, mais um ponto para os gênios financeiros do Bradesco, que têm em seu currículo ainda a inclusão do Cirque du Soleil na Rouanet.

  Mas a mulher do também grande Elvis Costello - pai dos seus gêmeos - não tem nada com nossas mazelas de país subdesenvolvido. Daí, Pavuna ´73 traz Diana Krall cantando "How insensitive", nossa conhecidíssima "Insensatez", de Tom e Vinícius, cujos versos tiveram tradução de Norman Gimbel.


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5.11.07

 

Mi Buenos Aires querido!


   Estive com minha Flor em Buenos Aires no feriado. Cidade bonita, agradável, espaçosa, mas, com exceção de Puerto Madero, um tanto decadente. Como bons turistas, estivemos na Calle Florida e na Esquina Gardel. Nós e um monte de brasileiros. Definitivamente estamos devolvendo com juros e correção monetária (em reais) a invasão deles nos anos 80. De recuerdo, entre otras cositas, trouxe um disco com tangos gravados pelo próprio Carlos Gardel e é um deles (o meu favorito) que Pavuna '73 traz esta semana. "Por una cabeza" é do mito e de Alfredo Le Pera, foi gravado pelo primeiro em 1935 e ganho maior popularidade internacional por ter feito parte da trilha sonora de filmes de sucesso como "Perfume de mulher", "True Lies" e "A Lista de Schindler".

   Mas não é só. Dessa vez, como homenagem à bela capital argentina (e - vá lá! - aos hermanos), Pavuna '73 apresenta um programa duplo. "Concerto para quinteto" (do disco "Tango Zero Hour", de 86) é um típico Astor Piazzolla - sofisticado sem perder a passión tanguera que o fez ser tão bela e ferozmente dançado pelos milongueros da Esquina Gardel.


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   Ah! Uma dica de turista: quando for sua vez de invadir as calles deles, leve "Guia Buenos Aires para brasileiros", das coleguinhas Márcia Carmo (grande figura com quem trabalhei no JB na década de 80), correspondente da BBC Brasil em terras portenhas, e Cláudia Trevisan, que morou anos lá, trabalhando para a Folha. É muito bom!

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30.10.07

 

Produto nacional


   Encerro (por enquanto) o giro pelos doidões com um legítimo produto nacional, algo que a moça não gosta, preferindo sempre o bom scotch. Ângela Maria Diniz Gonçalves sempre admitiu que seu mal é a birita, mas não o único - qualquer droga pesada e sexo também estavam (o último, pelo que se sabe, aidna está) entre as preferências da moça, o que ela, aliás, também jamais negou. Ângela, cognominada Rô-Rô por sua voz que parece ter saido de uma profunda caverna julioverniana e pela risada à la Bom Velhinho, tem mesmo preferências definidas e não as esconde. As sexuais, por exemplo: declarava-se lésbica desde o tempo em que isso não era chique, bem ao contrário.

   Essa personalidade forjou uma obra original dentro da música brasileira. Se afunda numa fossa abissal, digna de Maysa, dela sai um jeito bluesy de cantar que lembra Billie Holiday e Janis Joplin. A compositora não nega a cantora, mas dá a esta o refresco (arrrghhh!) de uma ou outra ironia. Pavuna '73, porém, traz Ângela cantando uma homenagem-descrição-lamento a ela - escrita por Caetano Veloso, "Escândalo" foi a faixa-título do disco lançado em 81.

Angela RoRo - Escândalo...

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22.10.07

 

Chapada dos austríacos


   Prosseguindo em sua viagem (com duplo sentido, faz favor) pelo mundo dos doidões, Pavuna '73 dá uma paradinha (hahahaha)na Áustria para conhecer Peter Kruder e Richard Dorfmeister. Eles trabalham juntos há uns 15 anos...Quer dizer, mais ou menos...Gravaram, em 93, "G-Stoned", dizendo, já a partir do título, a que vinham. O problema é que, desde então, raras vezes conseguiram estar no mesmo continuum espaço-temporal,e, quando isso ocorre, acabam se dedicando mais a remixes do que a composições próprias. Assim, não conseguem compor músicas suficientes para um CD só deles. O que é uma pena, pois é sempre muito bom vermos artistas que passam a maneira como vêem o mundo para sua música. E Kruder&Dorfmeister fazem isso, como você certamente entenderá ao ouvir "High Noon" (mais um trocadalhinho), que eles puseram em DJ Kicks, CD de 96 em que reuniram seus amigos para uma presença.


Kruder & Dorfmeist...

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15.10.07

 

Soprando forte


   Librianas talentosas e doidonas não existem apenas no rock. Que o diga Anita Belle Colton, nascida em 18 de outubro de 1919, em Chicago, e que se tornou conhecida pelo nome artístico que assumiu em meados dos anos 30: Anita O'Day. Fale uma droga, legal (principalmente contendo álcool) ou não, que fosse vendida nos anos decorridos entre 1930 e 1970, e eu afirmo que Anita O'Day a usou, em doses mais ou menos cavalares, num ritmo que fez com que os médicos a dessem como morta por duas vezes. Esse pequeno desvio comportamental, no entanto, não a impediu de ser uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos, mesmo tendo nascido sem a úvula - mais conhecida como campainha, aquele pequeno músculo engraçadinho que fica pendurado na garganta - e com a cor que certos "puristas" consideravam errada: Anita era branca e ainda por cima tinha olhos azuis. As dúvidas que essa combinação de características físicas levantaram no início de sua carreira foram atropeladas pelo seu modo de cantar "cool", com altas doses de ironia, e uma fulgurante presença no palco. Quem não teve a graça de vê-la em "Jazz on a summer day", documentário de Bert Stern sobre o festival de Newport de 1958, pode ter uma idéia auditiva do que era Anita, dentro e fora do palco, ao ouvir o seu maior sucesso, "Let me off uptown", no qual é acompanhada pela banda de outro notório "junkie", o baterista Gene Krupa, em especial pelo trompetista Roy Eldridge, que obedece com disposição à ordem "blow, Roy, blooooow" - comando que era puro Anita: na gíria da época, "to blow" era tomar droga.



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4.10.07

 

Janis vive!


   Janis Lyn Joplin não era de pipocar e por isso quando morreu - de overdose de heroína, em 4 de outubro de 1970, aos 27 anos - ninguém ficou lá muito surpreso. Triste, porém, muita gente ficou. Afinal, calava-se a voz durona que disparava sarcasmo e tristeza com igual intensidade, dizendo muita coisa que andava entalada há muito tempo na garganta dos jovens daquele tempo. Os dois - a voz e o sarcasmo - você pode ouvir em "Mercedes Benz" - letra do beatnik Michael McClure e lançada no póstumo "Pearl", de 1971 - com que a Pavuna '73 lembra os 37 anos de morte do mito.

Janis Joplin - Mercedes Benz

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28.9.07

 

Estrela que não cai


   São Paulo primeiro (dias 1º e 2) e Rio depois (4) - no Canecão - receberão mais uma vez a visita de um habituée muito do bem-vindo: o gaitista (ok, harmonista...) Toots Thielemans. Aos 85 anos, o belga de Bruxelas continua a esbanjar o talento e a classe que o fez tocar com gente como Benny Goodman (na turnê deste à Europa, em 50), Charlie Parker (uma influência fortíssima), Ella Fitzgerald, Bill Evans, Paul Simon e um monte de outros. Talento e classe que você pode ouvir em "Stars fell on Alabama", de Frank Perkins, que Pavuna '73 traz para seu deleite, caro audionauta (ou internetouvinte, sei lá).

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19.9.07

 

Choro de craque


   Na mesma semana em que o excelente Déo Rian lançou CD com músicas inéditas do grande mestre Jacob do Bandolim, os brutamontes do futebol defenderam agressões contra o garoto Kerlon, do Cruzeiro, que ousa levar criatividade e alegria aos gramados com seu "drible da foca" (equilibrar a bola na testa e sair correndo em direção ao gol adversário). O que tem uma coisa a ver com outra? Ouça "Na ginga do Mané", homenagem do craque do bandolim ao Anjo das Pernas Tortas.


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17.9.07

 

Revolução, mas com estilo


   Era possível combater Margareth Thatcher, pregar a Revolução e permanecer completamente cool? Bem, Paul Weller (guitarrista, ex-Jam) e Mick Talbot (tecladista) achavam que sim e criaram o Style Council, que, mais tarde, ganhou o reforço do garoto (16 anos) baterista Steve White. Impecavelmente vestidos - afinal, eram legítimos descendentes do mod revival do fim dos anos 70 -, Paul e Mick mandavam bala em cima de tories e assemelhados sem perder a classe, casando letras duras com um som soft que não soa estranho aos ouvidos brasileiros, combinação bem representada por "With everythig to lose", do disco "Our favorite shop", de 85.


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16.9.07

 

"Too darn hot"


   Cole Porter não era de economizar menções sexuais em suas letras, o que, na América da primeira metade do século passado, era clamar por problemas, ainda mais se o cara era um boiolaço. Assim, não causou surpresa a ninguém que "Too darn hot", que escreveu para a peça "Kiss me, Kate", em 48, tivesse sido censurada pela MGM quando a obra foi levada à tela em 53. A tesoura puritana cortou o verso em que era mencionado o Relatório Kinsey sobre a sexualidade, que levou rubores intensos às bochechas americanas. O estúdio mandou trocar "according to the Kinsey report" para "according to the latest report".

   A versão que a Pavuna '73 apresenta hoje, porém, é fiel ao original. Ela é de Mel Tormé, um menino-prodígio que começou a cantar profissionalmente aos quatro anos e não parou mais, tornando-se um dos grandes "jazz singers" de todos os tempos, além de compositor e arranjador. Dono de múltiplos talentos, Tormé foi ainda ator de rádio e cinema e escritor, com cinco livros publicados.


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9.9.07

 

Pavuna '73 samba


   Pavuna ´73 manda ver no ritmo símbolo do Brasil. E vai do meu conterrâneo Bezerra da Silva ao carioca Nei Lopes passando pelos também carioquíssimos Noel (na voz de Araci de Almeida) e Xangô da Mangueira (que nasceu no Estácio). Aliás, sobre a música "Quando eu vim de Minas", ela tem a ver com queridos coleguinhas: foi retirada do CD que acompanha o livro "Xangô da Mangueira", escrito por Marceu Vieira e fotografado por Bruno Veiga, e é cantada por Tânia Malheiros, em dueto com o mestre. Outra coisa: na hilariante Parsifal, Nei Lopes, que a compôs com Guinga, é acompanhado por Chico Buarque.


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3.9.07

 

Soul Brasil


   Com a Flor de volta ao meu jardim, a Pavuna '73 retorna para onde tinha parado e cumpre a promessa de botar na caixa a soul music brasileira. Neste set temos então a Banda Black Rio (a qual tive a honra de ver em seus inícios em dois shows, um no Pavunense F.C. e outro no Esporte Clube Anchieta), um clássico do grande Cassiano, a irmã Sandra de Sá e um dos primeiros sucessos do síndico Tim Maia. Infelizmente, perdi o disco do rei Gerson King Combo e não pude apresentá-lo aqui (sorry, Mulberry Kid).

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26.8.07

 

All that jazz in Pavuna '73


   Como minha Flor está em Nova York - e eu morrendo de saudade -, a programação da Pavuna '73 está totalmente jazzy. Espero que minha Flor goste (e você também)

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18.8.07

 

Pavuna ´73


   Um grande sonho se realiza. Há anos queria ter minha própria rádio na internet para saciar a minha nostalgia dos bailes que promovi na Baixada Fluminense por boa parte da minha adolescência. Agora, graças ao site esnips (www.esnips.com), está na rede a Pavuna´73. Espero que você goste!
E para começar uma pequena seleção de soul music, tipo de música que consumia em quantidades industriais naquela doce época da minha vida e que até hoje toca minha alma negona.
Ah! Espero que sua banda larga seja boa...

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