4.10.07
Enfiaram a mão na Maria da Penha
Cara, a elite desse país é inacreditável. Depois de o presidente da Comissão de Meio Ambiente do Pará defender as carvoeiras que empregam escravos (está hoje na coluna da Débora Thomé, substituta da Dona Míriam), eis que vem um juiz do Mato Grosso do Sul e desconsidera a Lei 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha, aquela que tornou crime a violência doméstica, e, em sua sentença, protesta contra ela. Mais: uma turma do TJ do MS manteve a decisão!
Minha irmã comenta esse incrível Febeapá (para os jovens, Festival de Besteiras que Assola o País, do cada dia mais saudoso Stanislaw Ponte Preta) aqui.
Minha irmã comenta esse incrível Febeapá (para os jovens, Festival de Besteiras que Assola o País, do cada dia mais saudoso Stanislaw Ponte Preta) aqui.
Marcadores: Outros brasis
3.6.07
Revelando os brasis nas telas
Os filmes do primeiro projeto Revelando os Brasis, rodados em 2005, serão exibidos amanhã, dia 4, no Rio, seguindo no dia seguinte para Cordeiro, no Centro-Norte fluminense. O Revelando os Brasis é um projeto da Secretaria de Audiovisual do MinC que viabiliza a produção de películas por realizadores de cidades com até 20 mil habitantes. A mostra itinirante começou em Vitória e depois do Rio passa por Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, MaraMinas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Pará. Até 27 de julho, quando a maratona termina, serão percorridos 25 mil quilômetros, com exibições nas 40 cidades em que os filmes foram realizados e mais 21 capitais estaduais.
Marcadores: Outros brasis, Pautas alternativas
27.5.07
Inclusão digital para jovens
Como não li em nenhum lugar, vai aqui.
Marcadores: Democratização da Comunicação, Outros brasis, Pautas alternativas
18.5.07
Rede Globo mente sobre comunidade quilombola baiana
O JB, porém, não está sozinho na disputa para ver quem melhor e mais rapidamente desmoraliza o jornalismo brasileiro. Um concorrente de peso e de tradição é a Rede Globo. A última dela foi usar todo o poder de fogo da Estrela da Morte contra pobres (muito pobres) descendentes de quilombolas baianos. Essa matéria levada ao ar pelo Jornal Nacional no dia 14 de maio (um dia após a comemoração da libertação dos escravos. Não basta mentir, tem que ser cruel) provocou o seguinte comentário de minha irmã:
Mano isso é mentira! Existem 14 fazendeiros que estão pagando para a imprensa e alguns moradores. Tenho um vídeo comprovando isso, inclusive que foi levado como prova para o juiz retirar a liminar de reintegração de posse dos fazendeiros! Vou mandar o video depois.
O vídeo de que minha irmã fala é este.
A comunidade atacada pela Globo divulgou a nota abaixo:
NOTA PÚBLICA
COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO SÃO FRANCISCO DO PARAGUAÇU
Cachoeira, Bahia.
As falsidades veiculadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão no dia 14 de maio deste ano "Crime no quilombo ? suspeitas de fraude e extração de madeira de Mata Atlântica" repetem na história o que significou o 14 de maio de 1888 para a população negra no Brasil, dia seguinte à abolição oficial da escravatura. O dia 14 daquela época significou o acirramento das relações escravistas, da violência racial contra negras e negros, e a tentativa de exterminá-la através de inúmeras medidas de exclusão e apartheid, dando continuidade ao processo de exclusão social e criminalização da população negra.
Passados cem anos continuamos a assistir às práticas racistas, novamente a covardia daqueles que atacam as comunidades negras utilizando as estruturas poderosas de dominação se manifesta através da veiculação de uma reportagem fraudulenta e tendenciosa, sem oferecer a comunidade nenhuma oportunidade para se defender. Nossa comunidade assistiu a reportagem exibida no Jornal Nacional da Rede Globo com profunda indignação diante da atitude racista expressa na má fé e na falta de ética de um meio de comunicação poderoso que está submetido a interesses perversos e tenta esmagar uma comunidade negra historicamente excluída.
Já esperávamos por esta reportagem, pois fomos testemunhas do teatro que foi armado por ocasião das filmagens, onde boa parte da comunidade envolvida na luta pela regularização do território quilombola nem sequer foi ouvida, visto que a equipe de reportagem se recusou a registrar qualquer versão contrária aos interesses dos fazendeiros, cortando falas e utilizando de métodos persuasivos, já que demonstrou expressamente o objetivo de manipular e deturpar a realidade, inclusive. Tentamos conversar com os prepostos da TV Bahia, filial da rede Globo, mas fomos ignorados. Logo vimos a vinculação da reportagem com os poderosos locais que tentam explorar nossa comunidade.
Diante deste sentimento de indignação com a reportagem fraudulenta exibida hoje vimos a público divulgar as verdades que Globo não divulga:
Historicamente, nossa comunidade ocupa este território. Os relatos dos mais idosos remetem nossa presença a muitas gerações. Ali sempre praticamos um modo de vida fruto de uma longa tradição deixada por nossos ancestrais. Extraímos da Floresta a Piaçava, o Dendê, a Castanha, e tantos outros produtos. Extraímos tantos tipos de cipós diferentes que usamos para fazer cofos, cestos e tantos outros artesanatos aprendidos com nossos avós. Nós amamos a floresta e a defendemos. Nossa luta para defender a floresta causa a ira de poderosos interesses que desejam o desmatamento para a grande criação de gado que cresce no recôncavo. Estamos decepcionados com a falta de dignidade do jornalista que expôs seu nome numa reportagem fraudulenta, pois as imagens do desmatamento de madeira apresentado na reportagem não foi filmada em nossa comunidade, sendo que a pessoa flagrada no corte de madeiras não pertence a comunidade de São Francisco do Paraguaçu, confirmando a manipulação dolosa, visto que as falas foram cortadas e editadas com o objetivo de transmitir uma mensagem mentirosa e caluniosa.
Perguntamos aos responsáveis pela matéria: Por que não relataram as vultosas multas não pagas ao IBAMA pelos fazendeiros? Por que não mostraram os mangues cercados que inviabilizam a sobrevivência da comunidade?
Desta maneira, os poderosos que nos oprimem preferem partir para a calúnia, fraude e abuso do poder econômico. Tentam assim, dissimular já que sabem da força da verdade e do nosso direito. O Sr. Ivo, que aparece na reportagem, se diz dono da nossa área é um médico com forte influência política na região, à Frente de seus interesses está o seu Genro, conhecido como Lú Cachoeira, filho de um ex-prefeito e eterno candidato a prefeito. Lu Cachoeira tem um cargo de confiança no Governo do Estado como assessor especial na CAR (Coordenação de Ação Regional) e utiliza sua influência política para perseguir a comunidade. Esta família poderosa tem feito várias investidas contra a comunidade utilizando, inclusive, capangas, pistoleiros, ameaçando a comunidade, violentando crianças, perseguindo idosos, inclusive, utilizando métodos torpes refletidos nas ações violentas de policiais militares não fardados a serviço da família Santana que pode ser comprovado através de relatório da Polícia Federal que já teve diversas vezes na comunidade para nos defender.
Imbuídos do sentimento de justiça não podemos compactuar com atitudes que visam reverter as conquistas democráticas de reconhecimento de direitos da população negra, um verdadeiro afronte aos artigos 215, 216 e o artigo 68 das Disposições Transitórias da Constituição Federal. O povo negro e as comunidades quilombolas cientes de que o caminho de reparação das injustiças raciais é irreversível e que o direito constitucional à propriedade de seus territórios tradicionalmente ocupados é uma conquista da democracia brasileira, não sucumbirá aos interesses poderosos que durante toda história do Brasil promoveu atitudes autoritárias e de desrespeito ao Estado Democrático de Direito.
Lamentamos a covardia daqueles que usam o poder da mídia e do dinheiro para oprimir e perseguir comunidades tradicionais. Já estamos acostumados com esta prática perversa. Nosso povo resistiu até aqui enfrentando o peso da escravidão. FIÉIS A NOSSOS ANCESTRAIS, CONTINUAREMOS FIRMES, DE PÉ, LUTANDO PELA LIBERDADE!
Pela vergonhosa manipulação dos fatos e depoimentos,QUEREMOS DIREITO DE RESPOSTA E QUE O INCRA E A FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES SE PRONUNCIEM.
Salvador, 15 de maio de 2007
Comunidade São Francisco do Paraguaçu
E depois o Ali Kamel diz que não há racismo no Brasil...
Mano isso é mentira! Existem 14 fazendeiros que estão pagando para a imprensa e alguns moradores. Tenho um vídeo comprovando isso, inclusive que foi levado como prova para o juiz retirar a liminar de reintegração de posse dos fazendeiros! Vou mandar o video depois.
O vídeo de que minha irmã fala é este.
A comunidade atacada pela Globo divulgou a nota abaixo:
NOTA PÚBLICA
COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO SÃO FRANCISCO DO PARAGUAÇU
Cachoeira, Bahia.
As falsidades veiculadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão no dia 14 de maio deste ano "Crime no quilombo ? suspeitas de fraude e extração de madeira de Mata Atlântica" repetem na história o que significou o 14 de maio de 1888 para a população negra no Brasil, dia seguinte à abolição oficial da escravatura. O dia 14 daquela época significou o acirramento das relações escravistas, da violência racial contra negras e negros, e a tentativa de exterminá-la através de inúmeras medidas de exclusão e apartheid, dando continuidade ao processo de exclusão social e criminalização da população negra.
Passados cem anos continuamos a assistir às práticas racistas, novamente a covardia daqueles que atacam as comunidades negras utilizando as estruturas poderosas de dominação se manifesta através da veiculação de uma reportagem fraudulenta e tendenciosa, sem oferecer a comunidade nenhuma oportunidade para se defender. Nossa comunidade assistiu a reportagem exibida no Jornal Nacional da Rede Globo com profunda indignação diante da atitude racista expressa na má fé e na falta de ética de um meio de comunicação poderoso que está submetido a interesses perversos e tenta esmagar uma comunidade negra historicamente excluída.
Já esperávamos por esta reportagem, pois fomos testemunhas do teatro que foi armado por ocasião das filmagens, onde boa parte da comunidade envolvida na luta pela regularização do território quilombola nem sequer foi ouvida, visto que a equipe de reportagem se recusou a registrar qualquer versão contrária aos interesses dos fazendeiros, cortando falas e utilizando de métodos persuasivos, já que demonstrou expressamente o objetivo de manipular e deturpar a realidade, inclusive. Tentamos conversar com os prepostos da TV Bahia, filial da rede Globo, mas fomos ignorados. Logo vimos a vinculação da reportagem com os poderosos locais que tentam explorar nossa comunidade.
Diante deste sentimento de indignação com a reportagem fraudulenta exibida hoje vimos a público divulgar as verdades que Globo não divulga:
Historicamente, nossa comunidade ocupa este território. Os relatos dos mais idosos remetem nossa presença a muitas gerações. Ali sempre praticamos um modo de vida fruto de uma longa tradição deixada por nossos ancestrais. Extraímos da Floresta a Piaçava, o Dendê, a Castanha, e tantos outros produtos. Extraímos tantos tipos de cipós diferentes que usamos para fazer cofos, cestos e tantos outros artesanatos aprendidos com nossos avós. Nós amamos a floresta e a defendemos. Nossa luta para defender a floresta causa a ira de poderosos interesses que desejam o desmatamento para a grande criação de gado que cresce no recôncavo. Estamos decepcionados com a falta de dignidade do jornalista que expôs seu nome numa reportagem fraudulenta, pois as imagens do desmatamento de madeira apresentado na reportagem não foi filmada em nossa comunidade, sendo que a pessoa flagrada no corte de madeiras não pertence a comunidade de São Francisco do Paraguaçu, confirmando a manipulação dolosa, visto que as falas foram cortadas e editadas com o objetivo de transmitir uma mensagem mentirosa e caluniosa.
Perguntamos aos responsáveis pela matéria: Por que não relataram as vultosas multas não pagas ao IBAMA pelos fazendeiros? Por que não mostraram os mangues cercados que inviabilizam a sobrevivência da comunidade?
Desta maneira, os poderosos que nos oprimem preferem partir para a calúnia, fraude e abuso do poder econômico. Tentam assim, dissimular já que sabem da força da verdade e do nosso direito. O Sr. Ivo, que aparece na reportagem, se diz dono da nossa área é um médico com forte influência política na região, à Frente de seus interesses está o seu Genro, conhecido como Lú Cachoeira, filho de um ex-prefeito e eterno candidato a prefeito. Lu Cachoeira tem um cargo de confiança no Governo do Estado como assessor especial na CAR (Coordenação de Ação Regional) e utiliza sua influência política para perseguir a comunidade. Esta família poderosa tem feito várias investidas contra a comunidade utilizando, inclusive, capangas, pistoleiros, ameaçando a comunidade, violentando crianças, perseguindo idosos, inclusive, utilizando métodos torpes refletidos nas ações violentas de policiais militares não fardados a serviço da família Santana que pode ser comprovado através de relatório da Polícia Federal que já teve diversas vezes na comunidade para nos defender.
Imbuídos do sentimento de justiça não podemos compactuar com atitudes que visam reverter as conquistas democráticas de reconhecimento de direitos da população negra, um verdadeiro afronte aos artigos 215, 216 e o artigo 68 das Disposições Transitórias da Constituição Federal. O povo negro e as comunidades quilombolas cientes de que o caminho de reparação das injustiças raciais é irreversível e que o direito constitucional à propriedade de seus territórios tradicionalmente ocupados é uma conquista da democracia brasileira, não sucumbirá aos interesses poderosos que durante toda história do Brasil promoveu atitudes autoritárias e de desrespeito ao Estado Democrático de Direito.
Lamentamos a covardia daqueles que usam o poder da mídia e do dinheiro para oprimir e perseguir comunidades tradicionais. Já estamos acostumados com esta prática perversa. Nosso povo resistiu até aqui enfrentando o peso da escravidão. FIÉIS A NOSSOS ANCESTRAIS, CONTINUAREMOS FIRMES, DE PÉ, LUTANDO PELA LIBERDADE!
Pela vergonhosa manipulação dos fatos e depoimentos,QUEREMOS DIREITO DE RESPOSTA E QUE O INCRA E A FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES SE PRONUNCIEM.
Salvador, 15 de maio de 2007
Comunidade São Francisco do Paraguaçu
E depois o Ali Kamel diz que não há racismo no Brasil...
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8.5.07
Racionalidade
Como ninguém publica esse tipo de texto, aqui vai o comentário de um rapper a respeito da cobertura da imprensa sobre o tumulto ocorrido durante o show dos Racionais MCs em São Paulo.
A MANCHETE ESTÁ ERRADA, NÃO FOI O SHOW DO RACIONAIS QUE CAUSOU O TUMULTO; SIM O PODER PÚBLICO QUE ORGANIZOU A VIRADA CULTURAL.
Rapper Pirata
São Paulo, 07 de maio de 2007- A Virada Cultural termina em tumulto na Praca da Sé, capital paulista, na madrugada de domingo dia 06 de maio, por causa da uma briga de garotos pichadores e a policia militar, as cenas depois de bombas de lacrimogêneo, gás de pimenta e tiros de calibre do doze com balas de borracha mostrou a fragilidade do esquema de segurança oferecido aos paulistanos participantes do evento. Esse era o lead que tinha que ter sido veiculado em toda a mídia brasileira no domingo e segunda feira, e não o que atribuiu ao Racionais Mcs como culpados pelo incidente. Fica-me uma pergunta: Porquê? Racismo? Preconceito? Raíva? Ódio? Vingança? Muitos outros adjetivos, que a sociedade e a mídia diz não ter contra as pessoas e manifestações culturais vindas da periferia.
Quando você ouve ou lê as manchetes referentes ao caso, se tem à impressão que o Brown e companhia estimularam o quebra-quebra, passa-se logo a sensação que os marginais fizeram suas arruaças coordenadas pelo seu grande líder, destruindo o clima de paz e a festa que estava vivendo a cidade.
Os jornalistas que sonham em entrevistar o grupo escreveram suas matérias sem ouvir o outro lado, somente o lado do estado e da tal classe média, até ai sempre foi assim. O ruim são os prejuízos a imagem do Racionais, um dos grupos mais importantes da a cultura brasileira, vindo lá da fundão, queiram o não queria. Também ao movimento hip hop. Que de passagem não teve mesma importância dada á outros estilos da programação.
O poder público foi culpado pela confusão: Por não oferecer toda a segurança para população que estava no local; Por portar armas e atirar a esmo nos cidadãos convidados a virar a noite no centro da cidade; Por não ouvir e sim impor cultura que eles acham serem representantes da capital; Fica a pergunta: Onde estavam as escolas de samba? O forró que tocam nos botecos e lares da periferia? O funk que hoje leva muitos jovens para suas festa? Independente dos meus gostos musicais, a arte tem diversas manifestações que devem ser respeitadas e seu público também , que são os que pagaram a festa através de impostos.
O prefeito Gilberto Kassab, as secretarias envolvida com a Virada Cultural e a mídia devem desculpas ao Racionais Mcs. Lembrando que houve uma invasão no palco, por não haver grades de contenção, isso poderia colocar em risco a integridade dos artistas. Todos tem que pedir desculpas ao movimento Hip Hop e as pessoas que foram feridas com as balas de borracha e espancadas pelos representantes do estado que tinham armas, cassetes e escudos.
A cultura de violência não é promovida pelo Brown, pelo hip hop ou pela periferia. Sim por injustiças e desrespeitos com todos que pagam impostos seja dos Jardins ou dos moradores do bairro Cocaia zona sul da cidade.
Rapper Pirata
11-8216-2160
A MANCHETE ESTÁ ERRADA, NÃO FOI O SHOW DO RACIONAIS QUE CAUSOU O TUMULTO; SIM O PODER PÚBLICO QUE ORGANIZOU A VIRADA CULTURAL.
Rapper Pirata
São Paulo, 07 de maio de 2007- A Virada Cultural termina em tumulto na Praca da Sé, capital paulista, na madrugada de domingo dia 06 de maio, por causa da uma briga de garotos pichadores e a policia militar, as cenas depois de bombas de lacrimogêneo, gás de pimenta e tiros de calibre do doze com balas de borracha mostrou a fragilidade do esquema de segurança oferecido aos paulistanos participantes do evento. Esse era o lead que tinha que ter sido veiculado em toda a mídia brasileira no domingo e segunda feira, e não o que atribuiu ao Racionais Mcs como culpados pelo incidente. Fica-me uma pergunta: Porquê? Racismo? Preconceito? Raíva? Ódio? Vingança? Muitos outros adjetivos, que a sociedade e a mídia diz não ter contra as pessoas e manifestações culturais vindas da periferia.
Quando você ouve ou lê as manchetes referentes ao caso, se tem à impressão que o Brown e companhia estimularam o quebra-quebra, passa-se logo a sensação que os marginais fizeram suas arruaças coordenadas pelo seu grande líder, destruindo o clima de paz e a festa que estava vivendo a cidade.
Os jornalistas que sonham em entrevistar o grupo escreveram suas matérias sem ouvir o outro lado, somente o lado do estado e da tal classe média, até ai sempre foi assim. O ruim são os prejuízos a imagem do Racionais, um dos grupos mais importantes da a cultura brasileira, vindo lá da fundão, queiram o não queria. Também ao movimento hip hop. Que de passagem não teve mesma importância dada á outros estilos da programação.
O poder público foi culpado pela confusão: Por não oferecer toda a segurança para população que estava no local; Por portar armas e atirar a esmo nos cidadãos convidados a virar a noite no centro da cidade; Por não ouvir e sim impor cultura que eles acham serem representantes da capital; Fica a pergunta: Onde estavam as escolas de samba? O forró que tocam nos botecos e lares da periferia? O funk que hoje leva muitos jovens para suas festa? Independente dos meus gostos musicais, a arte tem diversas manifestações que devem ser respeitadas e seu público também , que são os que pagaram a festa através de impostos.
O prefeito Gilberto Kassab, as secretarias envolvida com a Virada Cultural e a mídia devem desculpas ao Racionais Mcs. Lembrando que houve uma invasão no palco, por não haver grades de contenção, isso poderia colocar em risco a integridade dos artistas. Todos tem que pedir desculpas ao movimento Hip Hop e as pessoas que foram feridas com as balas de borracha e espancadas pelos representantes do estado que tinham armas, cassetes e escudos.
A cultura de violência não é promovida pelo Brown, pelo hip hop ou pela periferia. Sim por injustiças e desrespeitos com todos que pagam impostos seja dos Jardins ou dos moradores do bairro Cocaia zona sul da cidade.
Rapper Pirata
11-8216-2160
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4.5.07
Prefeito "sinhôzinho"
Ministério d Trabalho resgata família que era mantida em situação degradante de trabalho em fazenda pertencente a prefeito do Pará. Leia aqui.
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9.4.07
Egbé: lugar de negro é em sua terra
Programa de ONG carioca apóia comunidades negras urbanas e quilombolas nos campos social e político. Leia aqui.
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8.4.07
"A verdade sobre as nações indígenas"
Artigo que saiu na Folha e foi republicado pela minha irmã em seu blog. Leitura boa. Aqui.
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3.4.07
Nova vitória contra os escravocratas
Fiscais do Ministério do Trabalho libertaram mais 59 brasileiros que se encontravam escravizados, dessa vez no Maranhão. Leia mais.
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24.3.07
Senhores de escravos perdem outra no Pará
Grupo de 49 trabalhadores é libertado em Ulianópolis (PA) por equipe móvel do Ministério do Trabalho. Leia mais.
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