6.5.09

 

Publicidade x independência jornalística


   Comentador do post abaixo dá boa dica de leitura em espanhol (aqui). E faço um adendo: os problemas apontados pela pesquisa que gerou a matéria tendem a agravar-se numa época de crise como a que passamos.

Marcadores: , , , , ,


3.5.09

 

E agora?


   Muito bem. Acabou-se a Lei de Imprensa. Já foi tarde.

   Agora, como ficaria uma mulher que fosse acusada de terrorista por um dos maiores jornais do país, com base em um documento forjado, NÃO sendo essa mulher a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República?

   Ah! Poderia recorrer ao Judiciário. Certo...Só para definir bem, estamos falando do mesmo Judiciário que leva sete ou oito anos para decidir sobre uma simples reclamação trabalhista? Esse Judiciário?

Marcadores: , ,


 

O companheiro e a reforma política


   O companheiro Gaspari está há muito voltado para as coisas da América. É o que parece quando a gente lê seus textos contra a reforma política - que nem sei se é boa ou ruim, creio precisar de um debate mais acurado. Gaspari tem, basicamente, três argumentos: a) que a escolha do candidatos em lista deixaria tudo nas mãos dos caciques políticos; b) que a patuleia pagaria uma grana para eleger políticos povo que nada teriam a ver com ela, devido ao financiamento público de campanha; c) que esses deputados não teriam a ver com o povo porque o voto não seria nominal, mas na lista.

   Bom, o primeiro argumento mostra que Gaspari parece não ter ideia de como se faz política nos partidos brasileiros. Os caciques não precisam esperar uma lei para montar as listas do partido porque já fazem isso hoje. Os candidatos são escolhidos a dedo pelas cúpulas, da mesma forma que são escolhidos em quais os partidos vão investir e quais serão os "pererecas" - em geral líderes de comunidades pobres ou simples manés deslumbrados, usados parar passar "santinhos" e arrumar votos para os partido.

   "Para o partido, não. Para ele", dirá você. Errado. Você pode não saber, mas não vota no candidato, vota no partido. É assim: no fim da eleição proporcional (deputados e vereadores, no caso da eleição municipal), apura-se o número de votos válidos (todos, com exceção dos nulos) e divide-se pelo número de cadeiras em disputa. Obtém-se, assim, o "quociente eleitoral". Então divide-se o número de votos no partido pelo quociente, obtendo-se o número de cadeiras para o partido. Aí, vê-se quais deputados foram os mais votados em cada partido, que são os eleitos. Adivinhe quantas vezes um "candidato perereca", sem apoio da grana do partido consegue se eleger? Nem uma em 100. E, quando essa zebra acontece, na eleição seguinte, ele já não será mais "perereca", pois terá entrado no esquema partidário.

   Grana do partido? Pois é. Hoje já existe um financiamento de campanha. Chama-se Fundo Partidário. Cada partido tem direito a ele, dependendo do número de eleitos que tenha obtido na eleição anterior. É um financiamento de campanha, só não é público, pois ninguém sabe bem a quanto monta cada cota de partido e nem como este distribui internamente a bufunfa, que, aliás, vem dos nossos impostos.

   Pode até ser que você não soubesse como funciona o sistema, mas o companheiro Gaspari certamente sabe. Fica então a pergunta: por que ele se bate tanto para o sistema eleitoral brasileiro continue como está? Não deve ser pelos ótimos resultados que tem obtido ao levar às câmaras gente de tão elevado espírito público.

Marcadores: ,


1.4.09

 

Primeiro de abril!


   No fim, o julgamento do STF sobre a Lei de Imprensa não acabou - mas ela vai cair, porque a revogação é barbada - e a obrigatoriedade do diploma nem foi apresentada.

Marcadores: ,


 

Um dia para ser lembrado


   Primeiro de abril não é lá uma data das mais respeitáveis, mas o de 2009 será realmente especial. Hoje, o STF deve definir se para o exercício do jornalismo é imprescindível diploma específico e se a Lei de Imprensa, de 1967, ainda é válida. Também hoje começa a valer o controle de freqüência no Infoglobo, para profunda irritação dos editores, que, de agora em diante, serão obrigados a gerir e usar de maneira eficiente e eficaz os recursos humanos a sua disposição, sob pena de serem admoestados pelos departamentos de RH, Finanças e Jurídico.

Marcadores: ,


12.2.09

 

"Notícia, um produto à venda"


   O título do post é o de um livro da professora Cremilda Medina. Esse texto, cuja publicação mereceu alto de página no Globo neste semana, discute a necessidade que têm os jornais e revistas de cobrarem pelas notícias e análises que põem na internet. É uma discussão interessante. O autor defende uma "volta ao básico" - as publicações passariam a pensar no interesse de seus leitores (em vez de nos dos anunciantes) e eles renovariam seu interesse em pagar por essa atitude.

   O problema básico da tese é que o mundo em que vivemos - e, consequentemente, a nossa vida - fragmentou-se tanto que qualquer veículo teria (tem)tremenda dificuldade de cobrir os pontos de real interesse de seus leitores. Seria muita notícia e, como perguntou Caetano há 30 anos, quem as leria (lê)? E se você não sabe responder a essa pergunta (que atualmente talvez nem tenha mesmo uma resposta), não saberá também responder às indagações seguintes: "quem tem interesse em pagar?" e "quanto?"

   Obrigado ao Alto Conselheiro que mandou a colaboração.

Marcadores: , ,


16.12.08

 

Os índios, a terra e o Direito


   Minha irmã traz duas reflexões - uma dela, outra de um jurista - sobre a relação dos índios com o Direito, a partir do caso Raposa Serra do Sol. Leia aqui e aqui

Marcadores: ,


30.11.08

 

King of the Kings-2008: chegou a hora!


   "Mais um ano se passou....", como dizia o grande Cassiano. É o momento em que se fazem retrospectivas e elegem-se os destaques dos 365 dias que terminam. Ou seja, é hora da eleição do King of The Kings, que este ano chega a sua 11ª edição. As cascatas concorrentes estão aí ao lado e você pode votar de duas maneiras:

      1. Voto aberto: É só postar um comentário com as suas escolhas;
      2. Voto fechado: Enviando email para kings2008@coleguinhas.jor.br

   Esse ano há uma inovação. Você pode votar em até três cascatas diferentes. Aquela que tiver maior número de primeiras indicações, vence.

   O pleito segue até o dia 14 de dezembro, às 21 horas.

   Vamos lá! Vote! Reconheça quem trabalhou duro para melhor desinformar o leitor brasileiro e avacalhar o jornalismo pátrio em 2008!

Marcadores: , ,


28.11.08

 

Colisão de mundos


   Geneton Moraes Neto denuncia, no excelente blog Balaio do Kotscho, que o jornalismo está sendo assassinado e dá os nomes dos matadores; os jornalistas. Leia aqui.

    Como que em resposta ao editor da Rede Globo, em encontro em São Paulo, capas-pretas do jornalismo pátrio - entre eles, Otavinho Frias Filho - dizem que tudo vai bem obrigado nas redações (aqui).

   E como que para sacaneá-los e dar razão ao Geneton, acontece isso aqui.

Marcadores:


10.11.08

 

Na trilha de Obama


   Em tempos de presidente negro nos EUA, mais do que nunca é hora de discutir o nosso racismo. De 26 a 28 deste mês a UERJ sedia o III Fórum "Racismo É Crime! Aplicabilidade da Lei Penal". Mais informações pelos telefones (21) 2557-1382, 9676-2490, 9893-4191, 9943-8589 e pelos emails centro.ceperj@terra.com.br e forumracismoecrime@terra.com.br. Matéria sobre o assunto você pode ler aqui, na Consciencia.net, do bravo Gustavo Barreto.

Marcadores: , ,


4.11.08

 

Contra-hegemonia in Rio


   De 19 a 23 de novmebro, será realizado, no Rio, o 14º curso anual do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), cujo objetivo é reunir, formar e informar os coleguinhas da imprensa ligada ao movimento dos trabahadores. Este ano o tema para refelxão será a relação entre a mídia dos trabalhadores e a política. Este ano, o curso do NPC terá presenças ilustres como o sociólogo Ignacio Ramonet, o professor Dênis de Moraes (UFF) e o ouvidor da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Laurindo Leal. Mais informações sobre o curso podem ser obtidas em http://www.piratininga.org.br/.

Marcadores: , ,


6.10.08

 

Eu também vou palpitar!


   Se todo mundo dá os palpites mais estapafúrdios sobre as eleições municipais - até correlacionando-as com uma eleição federal daqui a dois anos! - eu também posso escrever besteiras, certo? Portanto, aí vão meus pitacos.

    Vitórias
Serra: Ganhou mais pelo que não fez do que pelo fez. Não sustentou Alckmin e não apoiou ostensivamente Kassab, embora tivesse batalhado muito por ele nos bastidores.
Nove-Dedos: Confirmou que é o rei do Nordeste com candiduturas suas ganhando em primeiro turno em várias capitais, só perdendo mesmo em Natal. Em compensação, detonou ACMezinho em Salvador, onde corre com os dois cavalos no páreo de 26 de outubro. Botou candidatos seus em Sampa e BH (nessa cidade, o outro também é seu) no segundo turno, mas foi derrotado no Rio, onde Paes e Gabeira não são de seu agrado por serem opotunistas demais até para os padrões lulistas.
Cabral: Carregou a mala do Paes ao segundo turno com boas chances de vitória. Se conseguir, credencia-se para ser o vice da Dilma em 2010, seu grande plano.
Organizações Globo: Botou Gabeira no segundo turno, atingindo seu maior objetivo nessa eleição, que era derrotar Crivela no Rio. Agora, deve se voltar para Sampa, onde tentará levar à vitória o Kassab. Provavelmente vai conseguir. No entanto, perdeu feio em Salvador.
Dilma e Tarso: Levaram a Maria do Rosário ao segundo turno em POA, evitando a vergonha de não ir a essa fase pela primeira vez em 20 anos.
Jacques e Geddel: A dupla caipira baiana arrebentou com o que restava do carlismo, num belo movimento de pinça.
Hélio Costa: Deu a volta em Aécio e em FernandoPimentel ao levar seu candidato ao segundo turno em BH. Se vencer, credencia-se para o governo de Minas e entra na disputa para ser vice da Dilma. Mas só se seu candidato chegar aos 40% pelo menos.
Patrus Ananias e Luiz Dulci: Impediram a vitória de Pimentel no primeiro turno. Mas, como Costa, só podem cantar vitória mesmo se não tomarem caldo no segundo turno.
Datafolha: Pegou melhor os movimentos do eleitorado em locais de difícil captação, como Rio, Salvador e BH. Em São Paulo, porém, deu mole, como o Ibope.

   Empates
Jandira: Não avançou, mas não ficou mal para a senatoria em 2010.
PT do Rio: O quinto lugar foi mais do que se poderia esperar, mas também não chegou a empolgar ninguém.

   Derrotas
César Maia: Sua candidata ficar atrás do Molon foi demais. Seus planos para o Senado em 2010 ficaram seriamente abalados.
Crivela: Ficou onde sempre esteve - ao lado do lúmpen carioca. No seu caso, o empate foi derrota.
Alckmin: Essa besta conseguiu fazer a mesma lambança duas vezes seguidas. Se tinha alguma liderança entre os tucanos, ela virou fumaça ontem.
Ibope: Errou feio no Rio e em Sampa e não foi muito bem em outros lugares. Quem sabe agora pára de fazer política e volta a ser apenas uma boa empresa de pesquisas?

Marcadores:


17.9.08

 

Temos um acordo!


   O deputado Celso Russomanno (PP-SP) apresenta (melhor, reapresenta) projeto de lei que pode acabar de vez com esse lenga-lenga da regulamentação do exercício da profissão de jornalista - se, claro, as partes envolvidas estiverem mesmo a fim de acabar com ele. Leia aqui (obrigado ao Alto Conselheiro que me passou a informação)

Marcadores: , , ,


15.9.08

 

Só Dona Míriam


   Muito bem. Esperei uma semana para que as campeãs do neoliberalismo na imprensa - Dona Míriam, Tia Suely e Sônia Turca - falassem sobre a estatização de Fannie Mae e Fraddie Mac, as duas superempresas hipotecárias americanas. Das três, só Dona Míriam encarou o problema, o que é um ponto para ela. E a sinceiridade, num primeiro momento, foi outro: a colunista do Globo mostrou sua perplexidade ao perguntar, até com certa ingenuidade, o que o fazer com o discurso que defende menos intervenção dos governos na economia.
   Infelizmente, Dona Míriam perdeu pontos, no sábado, ao dizer que o tal discurso era do Partido Republicano dos EUA. No entanto, pelo que me consta, quem defendeu essa tese, em primeiro lugar, foi a baronesa Margareth Thatcher, e ela não fazia (nem faz até hoje) parte dos quadros do partido norte-americano. Assim como não o fazem o francês Nicolas Sarkozy, o italiano Silvio Berlusconi e o ídolo de Dona Míriam (e de Tia Suely e de Sônia Turca), Fernando Henrique Cardoso.
   A defesa do Estado mínimo não é privilégio dos republicanos, mas dos conservadores de todos os partidos, em todo o mundo. Dona Míriam tem dificuldades para admitir isso porque, bem sabe ela, iria contra todo aquele passado de militância política de esquerda do qual tanto se orgulha.

Marcadores:


31.8.08

 

PL 29: A jogada do dr. Chinaglia


   O presidente da Câmara dá uma rasteira em seu colega de partido Jorge Bittar e faz com que a aprovação do PL-29 volte à estava zero. Leia mais.

Marcadores: , ,


10.8.08

 

Inversões


   Os publicitários, categoria sempre se diz avessa à política (exceto na hora de ganhar uma grana no período eleitoral), saiu-se com um manifesto totalmente político. Como são bons de modificar o mundo real até torná-lo irreconhecivelmente lindo, o manifesto traz uma tremenda inversão. Leia aqui.

Marcadores: ,


28.7.08

 

Pressão e insistência


   O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) tentará mobilizar a sociedade a fim de que a Câmara dos Deputados para que haja audiências públicas antes de se decidir pela renovação das concessões de radiodifusão. Atualmente, emissoras próprias das redes Globo, Bandeirantes e Record estão com as concessões vencidas, algumas há quase um ano. Leia mais.

Marcadores: , ,


7.7.08

 

A promotora, o filho e o Aydano


   Agora, os argumentos de outro blogueiro - Aydano André Motta - sobre o caso do assassinato de um garoto pelo PM que protegia o filho de uma promotora. Aqui.

Marcadores:


6.7.08

 

O filho da promotora, o PM e o Marona


   Meu ex-chefe Mário Marona acha que os coleguinhas estão demonizando o filho da promotora e o PM que o protegia e matou um garoto na boate Baronetti, indo pelo caminho mais fácil, mas não, necessariamente, o mais correto. Leia aqui.

Marcadores:


This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Assinar Postagens [Atom]