6.5.09
Publicidade x independência jornalística
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3.5.09
E agora?
Agora, como ficaria uma mulher que fosse acusada de terrorista por um dos maiores jornais do país, com base em um documento forjado, NÃO sendo essa mulher a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República?
Ah! Poderia recorrer ao Judiciário. Certo...Só para definir bem, estamos falando do mesmo Judiciário que leva sete ou oito anos para decidir sobre uma simples reclamação trabalhista? Esse Judiciário?
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O companheiro e a reforma política
Bom, o primeiro argumento mostra que Gaspari parece não ter ideia de como se faz política nos partidos brasileiros. Os caciques não precisam esperar uma lei para montar as listas do partido porque já fazem isso hoje. Os candidatos são escolhidos a dedo pelas cúpulas, da mesma forma que são escolhidos em quais os partidos vão investir e quais serão os "pererecas" - em geral líderes de comunidades pobres ou simples manés deslumbrados, usados parar passar "santinhos" e arrumar votos para os partido.
"Para o partido, não. Para ele", dirá você. Errado. Você pode não saber, mas não vota no candidato, vota no partido. É assim: no fim da eleição proporcional (deputados e vereadores, no caso da eleição municipal), apura-se o número de votos válidos (todos, com exceção dos nulos) e divide-se pelo número de cadeiras em disputa. Obtém-se, assim, o "quociente eleitoral". Então divide-se o número de votos no partido pelo quociente, obtendo-se o número de cadeiras para o partido. Aí, vê-se quais deputados foram os mais votados em cada partido, que são os eleitos. Adivinhe quantas vezes um "candidato perereca", sem apoio da grana do partido consegue se eleger? Nem uma em 100. E, quando essa zebra acontece, na eleição seguinte, ele já não será mais "perereca", pois terá entrado no esquema partidário.
Grana do partido? Pois é. Hoje já existe um financiamento de campanha. Chama-se Fundo Partidário. Cada partido tem direito a ele, dependendo do número de eleitos que tenha obtido na eleição anterior. É um financiamento de campanha, só não é público, pois ninguém sabe bem a quanto monta cada cota de partido e nem como este distribui internamente a bufunfa, que, aliás, vem dos nossos impostos.
Pode até ser que você não soubesse como funciona o sistema, mas o companheiro Gaspari certamente sabe. Fica então a pergunta: por que ele se bate tanto para o sistema eleitoral brasileiro continue como está? Não deve ser pelos ótimos resultados que tem obtido ao levar às câmaras gente de tão elevado espírito público.
1.4.09
Primeiro de abril!
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Um dia para ser lembrado
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12.2.09
"Notícia, um produto à venda"
O problema básico da tese é que o mundo em que vivemos - e, consequentemente, a nossa vida - fragmentou-se tanto que qualquer veículo teria (tem)tremenda dificuldade de cobrir os pontos de real interesse de seus leitores. Seria muita notícia e, como perguntou Caetano há 30 anos, quem as leria (lê)? E se você não sabe responder a essa pergunta (que atualmente talvez nem tenha mesmo uma resposta), não saberá também responder às indagações seguintes: "quem tem interesse em pagar?" e "quanto?"
Obrigado ao Alto Conselheiro que mandou a colaboração.
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16.12.08
Os índios, a terra e o Direito
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30.11.08
King of the Kings-2008: chegou a hora!
1. Voto aberto: É só postar um comentário com as suas escolhas;
2. Voto fechado: Enviando email para kings2008@coleguinhas.jor.br
Esse ano há uma inovação. Você pode votar em até três cascatas diferentes. Aquela que tiver maior número de primeiras indicações, vence.
O pleito segue até o dia 14 de dezembro, às 21 horas.
Vamos lá! Vote! Reconheça quem trabalhou duro para melhor desinformar o leitor brasileiro e avacalhar o jornalismo pátrio em 2008!
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28.11.08
Colisão de mundos
Como que em resposta ao editor da Rede Globo, em encontro em São Paulo, capas-pretas do jornalismo pátrio - entre eles, Otavinho Frias Filho - dizem que tudo vai bem obrigado nas redações (aqui).
E como que para sacaneá-los e dar razão ao Geneton, acontece isso aqui.
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10.11.08
Na trilha de Obama
Marcadores: Debate, Pautas alternativas, Perspectiva
4.11.08
Contra-hegemonia in Rio
Marcadores: Debate, Democratização da Comunicação, Mídia independente
6.10.08
Eu também vou palpitar!
Vitórias
Serra: Ganhou mais pelo que não fez do que pelo fez. Não sustentou Alckmin e não apoiou ostensivamente Kassab, embora tivesse batalhado muito por ele nos bastidores.
Nove-Dedos: Confirmou que é o rei do Nordeste com candiduturas suas ganhando em primeiro turno em várias capitais, só perdendo mesmo em Natal. Em compensação, detonou ACMezinho em Salvador, onde corre com os dois cavalos no páreo de 26 de outubro. Botou candidatos seus em Sampa e BH (nessa cidade, o outro também é seu) no segundo turno, mas foi derrotado no Rio, onde Paes e Gabeira não são de seu agrado por serem opotunistas demais até para os padrões lulistas.
Cabral: Carregou a mala do Paes ao segundo turno com boas chances de vitória. Se conseguir, credencia-se para ser o vice da Dilma em 2010, seu grande plano.
Organizações Globo: Botou Gabeira no segundo turno, atingindo seu maior objetivo nessa eleição, que era derrotar Crivela no Rio. Agora, deve se voltar para Sampa, onde tentará levar à vitória o Kassab. Provavelmente vai conseguir. No entanto, perdeu feio em Salvador.
Dilma e Tarso: Levaram a Maria do Rosário ao segundo turno em POA, evitando a vergonha de não ir a essa fase pela primeira vez em 20 anos.
Jacques e Geddel: A dupla caipira baiana arrebentou com o que restava do carlismo, num belo movimento de pinça.
Hélio Costa: Deu a volta em Aécio e em FernandoPimentel ao levar seu candidato ao segundo turno em BH. Se vencer, credencia-se para o governo de Minas e entra na disputa para ser vice da Dilma. Mas só se seu candidato chegar aos 40% pelo menos.
Patrus Ananias e Luiz Dulci: Impediram a vitória de Pimentel no primeiro turno. Mas, como Costa, só podem cantar vitória mesmo se não tomarem caldo no segundo turno.
Datafolha: Pegou melhor os movimentos do eleitorado em locais de difícil captação, como Rio, Salvador e BH. Em São Paulo, porém, deu mole, como o Ibope.
Empates
Jandira: Não avançou, mas não ficou mal para a senatoria em 2010.
PT do Rio: O quinto lugar foi mais do que se poderia esperar, mas também não chegou a empolgar ninguém.
Derrotas
César Maia: Sua candidata ficar atrás do Molon foi demais. Seus planos para o Senado em 2010 ficaram seriamente abalados.
Crivela: Ficou onde sempre esteve - ao lado do lúmpen carioca. No seu caso, o empate foi derrota.
Alckmin: Essa besta conseguiu fazer a mesma lambança duas vezes seguidas. Se tinha alguma liderança entre os tucanos, ela virou fumaça ontem.
Ibope: Errou feio no Rio e em Sampa e não foi muito bem em outros lugares. Quem sabe agora pára de fazer política e volta a ser apenas uma boa empresa de pesquisas?
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17.9.08
Temos um acordo!
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15.9.08
Só Dona Míriam
Infelizmente, Dona Míriam perdeu pontos, no sábado, ao dizer que o tal discurso era do Partido Republicano dos EUA. No entanto, pelo que me consta, quem defendeu essa tese, em primeiro lugar, foi a baronesa Margareth Thatcher, e ela não fazia (nem faz até hoje) parte dos quadros do partido norte-americano. Assim como não o fazem o francês Nicolas Sarkozy, o italiano Silvio Berlusconi e o ídolo de Dona Míriam (e de Tia Suely e de Sônia Turca), Fernando Henrique Cardoso.
A defesa do Estado mínimo não é privilégio dos republicanos, mas dos conservadores de todos os partidos, em todo o mundo. Dona Míriam tem dificuldades para admitir isso porque, bem sabe ela, iria contra todo aquele passado de militância política de esquerda do qual tanto se orgulha.
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31.8.08
PL 29: A jogada do dr. Chinaglia
Marcadores: Convergência, Debate, Regulação
10.8.08
Inversões
28.7.08
Pressão e insistência
Marcadores: Debate, Democratização da Comunicação, Regulação
7.7.08
A promotora, o filho e o Aydano
Marcadores: Debate
6.7.08
O filho da promotora, o PM e o Marona
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