A Globo ainda tenta fingir que está tudo bem, mas já admite que a internet vai complicar-lhe muito a vida. Mas quem dera que fosse só isso, pensam os executivos globais. Ainda tem os concorrentes e a possibilidade de multiprogramação na TV Digital... Leia aqui.
Parece que Jorge Bittar cansou de tentar agradar todo mundo e resolveu tomar partido na discussão do PL 29. E foi contra as Organizações Globo. É o que se depreende das simulações que a própria equipe de assessores do deputado pôs na internet para mostrar os efeitos do projeto, caso seja aprovado. Pela simulação, a grande prejudicada pela definição de cotas mínimas para produção nacional será exatamente a maior programadora brasileira, a Globosat. Como parte do Império Global, a Globosat exerce um domínio férreo quando se trata de conteúdo nacional. Caso do PL 29 seja aprovado, ele obrigará as operadoras a procurar produções fora da programadora dos Marinho, pois o texto limita os chamados "canais BR" - que devem ser 30% de cada pacote oferecido pelas operadoras - de uma mesma programadora a 25%. Isso aumentará a concorrência, que, como se sabe, as OG acham uma coisa fantástica, desde que seja no mercado dos outros. Explicando: hoje, um dos pacotes da NET tem 42 canais,portanto seria obrigado a ter 12 canais BR (arrendonda-se para baixo)- sendo 4 no primeiro ano após a aprovação da lei, 8 no segundo, e 12 no terceiro ano. Só que esse pacote da NET já tem seis canais BR, todos da Globosat. Assim, no primeiro ano, as operadoras teriam que buscar no mercado 3 canais (pois 25% de 4 é 1) para cumprir a cota. No segundo ano, seis canais (25% de 8 é 2) e, por fim, 9 (25% de 12 é 3). O texto do substitutivo você pode ver aqui (é um .doc), e a simulação, aqui (é um pdf).
É,o PL-29 volta amanhã à pauta da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. E, claro, não deve ser votado de novo, até porque que contraria ainda mais os interesses das Organizações Globo. Leia aqui.
Quando se pensa que todo mundo já deu pitaco no PL 29, eis que um grupo que reúne Record, Abril, Band e produtores independentes envia nova proposta do relator Jorge Bittar. Leia aqui.
Há boas chances que, enfim, seja votado o PL 29, que modifica a legislação sobre TV por assinatura e o mercado audiovisual. A briga é grande entre a Globo, de um lado, e Band, Abril e produtores independentes de outro. A sessão de hoje da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTI), que começa Às 10h, promete ser loooonga.
Ameaçando o relator Jorge Bittar (PT-RJ) co m um motim, no qual pediriam verificação de quórum, os deputados do PSDB conseguiram impedir que seja votado amanhã o substitutivo do parlamentar carioca sobre o PL 29, que muda os conceitos e os parâmetros da TV paga. Os tucanos afirmam que querem um maior debate do tema, mas o objetivo real é bem outro: empurrar a votação na omissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) com a barriga até junho, quando, todo mundo sabe, acaba o ano político e nada mais será votado.
Um doce para quem adivinhar a quem essa estratégia beneficia.
Na terça-feira, foi realizada uma Comissão Geral da Câmara sobre o PL-29. Comissão Geral é quando o assunto a ser tratado po uma comissão específica é levado ao plenário por ser do interesse muitos grupos. Veja abaixo a opinião de cada grupo de interesse sobre o PL-29, que o seu relator, Jorge Bittar (PT-RJ), que ver votado dia 29 (terça) de qualquer jeito:
Os barões da mídia não podem se queixar do governo do Nove-Dedos. O cara está fazendo uma força danada para que a tal TV Digital pegue no tranco. Claro que faz essa cortesia com o chapéu alheio, no caso, o nosso. Como você pode ver aqui.
A norte-americana Symetrix instalaráno Rio a primeira fábrica de semicondutores da América Latina. O que tem isso a ver conosco? Na verdade, nada. Mas é que os japoneses prometeram ao governo que, caso tivessem o seu modelo escolhido como padrão para a TV digital, construiriam uma fábrica daquele importante insumo tecnológico. Até agora, nada de japas no horizonte. Quem veio mesmo foram os americanos.
O Brasil não é o único que se preocupa em ter uma empresa nacional para disputar o mercado de telecom. Os chineses seguem pelo mesmo caminho. Leia aqui.
Algumas pessoas dentro do governo acreditam que os empecilhos legais à fusão entre a Oi e a Brasil Telecom, para a criação de uma supertele de capital nacional, são menores do que imaginava a princípio. Leia aqui O que temos, nós de comunicação, com isso? É que a BrT já tem uma operação de IPTV (veja aqui o que é e como se compara à WebTV) e a Oi está para conseguir (já recebeu aval da Anatel) comprar a Way TV, uma operadora de cabo mineira. Ou seja, a tal supertelecom nacional estaria bem posicionada para jogar na convergência que bate às portas.
Para detonar o PL 29/2007, a Associação Brasileira de TV por Assinaturas (ABTA)está usando tática semelhante aos bárbaros que impediram a proibição do uso indiscriminado de armas de fogo. A associação diz que se a cota de 50% para conteúdo nacional, proposta pelo relator Jorge Bittar (PT-RJ) for aprovada haverá um atentado contra a "liberdade de escolha" do telespectador. Só que a ABTA não terá pela frente molengas como aqueles que defenderam o desarmamento.A Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV) botou o bloco na rua e divulgou nota oficial dizendo que o uso das TVs por assinatura para fazer campanha em favor da ABTA "resvala para a falta de ética". Além da ABPITV, a Oi e a Brasil Telecom já tomaram posição a favor do PL 29. Ou seja, os radiodifusores podem até levar vantagem mais uma vez, mas vão ter que suar um litro certo para ganhar mais essa.
Devagar, bem devagarzinho, a situação da mídia no Brasil vai mudando. Ou pelo menos dá esperança de mudar. Assim, é possível que, em fevereiro, seja votado o PL 29/2007 que tentará organizar o mercado de TV paga no país. O relator, deputado Jorge Bittar (PT-RJ), avisou que sua proposta permitirá que as empresas de telefonia entrem como sócias de produtoras de conteúdo, mas com participação limitada a 49%. As produtoras, segundo o deputado, também poderão participar como minoritárias das empresas de telecom. O conteúdo nacional, de acordo com a proposta, teria um cota de 50% da programação (para ranger de dentes das produtoras) e, para bancá-lo, 10% do Fistel - tributo pago pela empresas de comunicação - seriam repassados ao Fundo Nacional de Cultura.
Le petit Nicolas Sarkozy, presidente da França, mantendo a linha-dura em favor do mercado, resolveu dar uma baita mão para a indústria fonográfica e propôs botar a polícia atrás dos baixadores de música na internet, ameaçando-os até de impedir seu acesso à Grande Rede. As gravadoras, óbvio, acharam o máximo, mas as associações de consumidores e até os artistas da pátria do lema "liberdade, igualdade e fraternidade " não gostaram nada. Leia mais aqui.
Obrigado à conselheira Mariana, minha colega no MBA em Gestão e Produção Cutural da FGV e cantora de categoria, que mandou a dica.
O povo do marketing deve estar até emocionado (dentro do que alguém de mkt pode se emocionar com alguma coisa, claro...). A edição do Globo de hoje traz para a realidade o sonho que papas do mkt, como Kotler e outros, não confessavam nem para si mesmos: transformar os jornalistas em força de vendas, expressão bacana que substitui o velho e individualista vendedor.
Pois vender foi o que fizeram os coleguinhas que participaram da matéria sobre TV Digital no principal jornal das Organizações Globo. E, vamos dizer logo, o fizeram com uma competência extraordinária. Mostrando amplo domínio dos métiers jornalístico e vendedor, eles não esconderam que a TV Digital no Brasil só vai ser realidade lá para a Copa de 2014 (se tudo der certo), mas colocaram o seu melhor mesmo em seduzir o futuro comprador com informações sobre a melhoria da imagem, do som e possibilidade de interatividade etc da tecnologia digital.Falaram apenas de passagem sobre o elevadíssimo custo da transição - e mesmo assim quase que só para o consumidor final, reservando poucas palavras para os incentivos (no último parágrafo da primeira matéria) - que será pago por toda a sociedade (é, acabaremos pagando duas vezes).
Os cuidados acima, claro, foram esquecidos na superreco com o ministro da Globo. Nessa, as levantadas de bola foram de fazer babar de inveja o Ricardinho, mas o ministro, coitado, não é o Giba. Vai daí que acusou as empresas européias de estarem sabotando o sistema brasileiro ao cobrarem o preço real dos conversores (R$ 1 mil contra os R$ 200 prometidos por ele) e, na sua fúria, arrebentou a geografia: botou a Coréia (origem da Samnsung) e o Japão (berço da Sony) na Europa.
Essa bobagem, porém, não é importante. É apenas mais um "causo" para o já extenso anedotário do ministro da Globo. O importante mesmo - como diria o Banco Real, já que estamos falando de mkt bem-feito - é que, finalmente, a sinergia das Organizações Globo mostrou seu lado bom para os coleguinhas, cuja empregabilidade aumentou. Agora, além de emprego como jornalistas, poderão se candidatar a postos na Tele-Rio. Talento para vendas, pelo menos a galera que assinou as matérias do Globo de hoje mostrou que tem de sobra.
Depois de ter permitido a compra da TVA pela Telefonica, a Anatel mudou de posição e deu sua anuência à compra da Way TV, de Belo Horizonte, pela Oi. Não custa lembrar que a telecom começou sua ainda incipiente rede de rádio por BH e é isso que dá um medo danado aos radiodifusores, especialmente às Organizações Globo. Leia mais sobre a decisão da Anatel aqui.
Cheguei tarde ontem e por isso quando li sobre a intenção da Oi lançar sua TV via internet deixei para publicar hoje. Eis que, ao abrir o Globo de hoje, lá está a notícia, com direito a alto de página.
É, parece que o Globo resolveu desistir de olhar para o outro lado e resolveu cobrir direito uma área que põe em xeque a pedra angular das OG.
Quanto a mim, acho que vou ter que me esforçar mais, né? :)
A Conferência Nacional Preparatória de Comunicações, que terminou ontem, em Brasília, foi um tremendo barata-voa:
- Hélio Costa propôs que a Conferência sobre Comunicação de verdade fosse adiada para 2008 (pelo menos) para que se pudesse fazer encontros preparatórios regionais. Pois não é a mesma proposta do Coletivo Intervozes?
O Intervozes, porém, exige a ampla presença da sociedade nos encontros regionais, o que Costa, claro, não mencionou em sua proposta.
- Deputados como Walter Pinheiro (PT-BA), Jorge Bittar (PT-RJ) e Paulo Bornhausem (DEM-SC) pularam nas tamancas contra a proposta ministerial. Nas mesmas tamancas subiram as telecoms, desconfiadíssimas que a idéia de Costa seja mais uma jogada dele para ajudar seus patrões da Rede Globo. Todos querem Conferência já.
- Essa, acompanhada por todos os radiodifusores, por sua vez, deu um pau no Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) que propôs a criação de uma rede pública sobre a qual trafegariam os conteúdos. Os barões não querem que se mude um tal de "sistema federativo", que é o atual, no qual, obviamente, eles mandam e desmandam.
- Já a Rede Bandeirantes baixou o cacete na Globo e o poder que ela tem na TV paga por ser sócia ao mesmo tempo da Sky e da Net e ainda por cima da única programadora que realmente pode ser chamada por esse nome (a Globosat).
- A Band e a Globo, porém, concordam em discordar do Intervozes e do FNDC que desejam a regionalização das produções a serem exibidas no vídeo. Afirma que isso é inviável devido à pobreza dos mercados fora do eixo Via Dutra.
- Os radiodifusores também concordam em defender uma cota mínima de 50% de conteúdo nacional nos vídeos, proposta atacada pelas telecoms.
- Os radiodifusores, no entanto, brigam entre si porque os de TV aberta querem acabar com o "must carry" deve acabar. "Must carry" é a determinação da lei do Cabo que obriga as tevês a cabo (mas não via MMDS ou DTH) a entregarem os canais de TV aberta da região. Como é uma obrigação legal, os canais a cabo nada pagam aos "abertos". Estes, então, querem acabar com a obrigação e impedir que ela se estenda às outras tecnologias para poderem cobrar o sinal dos "
Por aí vai.
Enquanto isso, como se pode ver nos posts abaixo, o chão de move.
Por falar em TV na internet, lembra do Joost, aquela nova jogada dos cybervikings Zennström & Friis ? Pois ela está chegando ao Brasil. Pelo menos a empresa Elo Audiovisual já está vendendo anúncios para a nova plataforma, cujo lançamento oficial será mês que vem. E os caras já vão avisando: o Brasil é mercado prioritário. A Elo você pode conhecer aquie o Joost aqui (vale a pena).
A Universidade de São Paulo (USP) lançou a sua televisão na internet. A IPTV USP tem seis canais Saúde, Arte e Cultura, Ciências, Humanidades, Tecnologia e IPTV USP (este dedicado à própria universidade). O conteúdo ficará disponível para o público, que terá possibilidade de acessar um arquivo que, de cara, já conta com 1206 horas de eventos, 603 horas de produção própria e 201 horas de aulas gravadas. Quem quiser dar uma olhada é só clicar aqui.
Os cybervikings Niklas Zennström (sueco) e Janus Friis (dinamarquês) voltam a atacar. Depois de invadirem as praias da indústria da música com o KaZaa e das telecoms com o Skype, os nórdicos mais terríveis que Hagar, o Horrível, resolveram dar um refresco para essas últimas e partiram para cima de outra poderosa mídia. Veja qual e como aqui.
A Ericsson, a Endemol International e a holandesa Triple IT desenvolveram um software chamado Me-On-TV que permite o usuário publicar vídeos diretamente de dispositivos móveis (celulares e smartphones, por exemplo). O sistema permite também que sejam gravadas nas imagens as marcas de emissores, sites ou operadoras de telecom que esteja fornecendo o serviço. Pelo acordo, a Ericsson hospeda e gerencia o serviço e Endemol licencia o produto. O Me-On-TV está sendo usado pelo participantes do Big Brother atualmente em cartaz na Holanda.
Cada vez aumenta o número de ferramentas para qualquer um que quiser produzir seus próprios programas, incluindo aí, é claro, os jornalísticos.
As Organizações Globo estão perdendo as estribeiras no monte de disputas causadas pela convergência digital. Como se não bastasse ficar trocando cotoveladas com as teles, o Império resolveu bater também nas concorrentes da Globosat no campo da produção de conteúdo. Em debate no Senado, no dia 23, o vice-presidente de relações institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, chamou de contrabandistas os programadores estrangeiros.
É que os gringos compram publicidade lá fora e as OG protestam contra a exportação de empregos no setor de produção audiovisuial. Como ocorre em 9,5 em cada dez vezes, o discurso dos globais não têm a ver com o que realmente os interessam. O problema mesmo é que quando vão pagar os comerciais importados, os programadores estrangeiros podem escolher entre pagar o Condecine (um imposto sobre o pagamento das compras de material audiovisual no exterior) ou aplicar 3% do valor do pagamento em produções nacionais.
Ora, é claro que as programadoras sempre escolhem a segunda opção. Afinal, aqueles três por cento ficam em suas mãos e não nas do governo, capitalizando o seus setores de produção - ou de compra de conteúdo de terceiros. Como o custo dos comerciais é e dólares, mas o cálculo dos 3% é em real, segue-se que em uma remessa de, digamos, US$ 1 milhão, os programadores ganham U$ 30 mil (algo em torno de R$ 60 mil) para aplicar em produções próprias. Como o valor das remessas é várias vezes um milhão de dólares, vê-se o potencial da coisa para criar um mercado de produção de boa qualidade para TV paga, aberta ou, claro, teles. E é esse potencial que faz com que a Globo se arrepie.
Em meio ao barulho provocado pela tragédia de Congonhas - e pelo uso político da dor humana feita pelos veículos de comunicação - e pela alegria do Pan, um fato extremamente importante passou quase despercebida. Doa 18, a Anatel concedeu, por três votos a dois, anuência prévia para que a Telefônica entrasse no ramo de TV paga ao adquirir participação acionária na TVA, empresa do Grupo Abril. Essa concordância da Anatel é um marco, pois, pela primeira vez, foi permitida a entrada de uma telecom no mundo da distribuição de conteúdo por tevê. Isso era tão importante para a Telefônica que ela não hesitou em dispende R$ 922 milhões na compra.
As telecoms propuseram ao governo levar a banda larga a 180 mil escolas públicas no país, em troca do adiamento da obrigação de criarem os Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs), que faria parte das nova metas a serem exigidas pela Anatel neste segundo semestre.
O governo está analisando a proposta, mas, já numa primeira olhada, viu um problema: as telecoms dizem que vão investir no projeto R$ 500 milhões, mas a Anatel calcula que elas teriam que desembolsar algo entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões. Enquanto se discute, as empresas já levaram o que pediram: a obrigação de cumprir a nova meta, que começaria nesse segundo semestre, foi adiada para o início do ano que vem.
O que era para ser o Dia D da entrada triunfal das telecoms na TV paga se tornou uma reedição daquela famosa batalha que nunca houve. A Anatel adiou a decisão da compra da TVA pela Telefônica devido a um conveniente pedido de vistas do processo por parte do conselheiro Plínio de Aguiar Jr. Conveniente porque ontem a Sky/Direct TV tinha exatamente pedido que a agência reguladora adiasse a decisão.
A Sky, porém, acha muito natural a sua fusão com a Direct TV, que deve ser concluída mês que vem, apesar de que a empresa passe a dominar 95% do mercado de Direct To Home (DTH). Aqui.
Em pânico diante da possibilidade de enfrentar a poderosa telecom no maior mercado do país, a Sky não aceita que a Telefônica possa ter operação de TV paga em São Paulo. Leia aqui.
A Anatel decide hoje se a Telefônica pode comprar a TVA, do Grupo Abril. A agência reguladora tende a aprovar o pleito da telecom espanhola. Leia aqui o porquê.
Dilma Rousseff, que é quem manda mesmo, desautoriza (de novo) o lobista-mór dos barões da mídia, Hélio Costa, que dissera que o governo apoiaria o bloqueio da possibilidade de gravação de programas transmitidos pela TV Digital. Leia mais.
Os radiodifusores estão com medo de que as transmissões em alta definição pela TV Digital sejam pirateadas e já convenceram o governo de que deve haver algum tipo de bloqueio eletrônico. Vai ser gozado ver o desenrolar dessa contenda. Afinal, como sabemos, os descendentes cyber de Jack Sparrow sempre venceram essas batalhas. Sobre a preocupação dos barões e a posição do ministro Hélio Costa (um doce para quem adivinhar qual é), leia mais aqui.
Com o atraso que lhes é peculiar, os deputados começam amanhã a debater a introdução da rádio digital no Brasil (leia aqui). Também como é de praxe, os radiodifudores querem enfiar goela abaixo um sistema - o IBOC (In band on channel) - que os beneficia. Mas tem gente atenta à jogada (leia aqui)
O lobby das empresas de comunicação continua agindo nos bastidores para protelar as discussões sobre a reorganização legal do setor levando em conta a convergência dgital. Veja a nova manobra aqui.
Paulo Bornhausen, sucessor da dinastia de sua família no mando político em Santa Cataria, vai tratando de cavar espaço próprio. Para isso elegeu a radiodifusão como bandeira e, em mais um passo para tentar se tornar interlocutor importante na área, assumiu a presidêncida da Frente Parlamentar da Radiodifusão. Muito bem. Mas PB é autor de um projeto que trata da convergência digital de uma forma que os radiodifusores odeiam, ou seja, abrindo completamente às telecoms a possibilidade de produzir conteúdo. Estranho, né? E não é a única coisa estranha nesse caso. Leia mais aqui.
A bancada da Rede Globo no Congresso arranjou mais uma maneira de protelar as discussões sobre a participação das empresas de telecomunicações na produção de conteúdo. Veja a jogada aqui.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) realizará uma série de consultas públicas para que os atores da convergência digital digam que posição defendem sobre o tema e por que. Ainda não há casos na pauta do Cade sobre o assunto (o caso ABTA x TVA/Telefônica ainda não chegou aos conselheiros), mas é óbvio que eles chegarão e provavelmente em avalanche. Daí os conselheiros resolveram seguir a FCC americana e a Ofcom inglesa e realizar esse tipo de consulta, que versará sobre: convergência tecnológica, aspectos concorrenciais da convergência tecnológica, Regulação e fomento à competição no novo ambiente convergente, o papel do Estado no novo ambiente convergente e como ele deve garantir a diversidade de conteúdos, utilização da tecnologia em favor da universalização da informação e mudanças institucionais necessárias para garantir a concorrência e a difusão da informação no novo ambiente convergente.
O primeiro a falar será Luiz Eduardo Falco,presidente da Telemar, no dia 26. Os papos rolarão até 23 de agosto e deles sairá um relatório a ser entregue a todos os conselheiros para eles irem meditando.
Um dos maiores sucessos da tevê britânica está chegando ao Brasil. É Sumo.TV, que não só publica vídeos dos internautas na internet, como o YouTube, como leva ao ar durante as 24 horas do dia os melhores por meio da Sky da terra da Rainha. A idéia é da Cellcast, que também produz conteúdon para telefones celulares. A Sumo.TV desembarca aqui em abril pelas mãos da TV Cultura, num programa de 45 minutos. Até o fim do ano, porém, os executivos da Cellcast acredita que o canal esteja nas tevês por assinatura no seu estilo all day
O ministro da Globo, Hélio Costa, disse que a decisão da Anatel liberando a Telefônica para entrar no mercado de tevê por assinatura, via DTH, foi "uma decisão de governo". Ou seja, que ele não levou uma volta da agência (e, talvez, da Dilma Rousseff). Só que, em novembro passado, o mesmo Costa garantiu que nenhum processo seria aprovado pela Anatel até ser editada uma Lei Geral de Comunicação de Massa.
Não levou volta... Tá bom....Tá legal...Eu acredito...
Rápida como um raio a Telefônica não só aceitou as "sugestões" da Anatel (post pouco abaixo) como ainda ofereceu-se para doar dois mil kits de DTH para serem instalados em escolas à escolha do governo.
Depois dos projetos de Nelson Marquezelli (PTB-SP), que favorece os radiodifusores, e de Paulo Bornhausen (PFL-SC), que pende para o lado das telecoms, agora é a a vez do PT, por meio dos deputados Paulo Teixeira (SP) e Walter Pinheiro (BA), fazer proposta sobre a regulamentação da convergência digital no Bananão. A grande novidade do projeto petista é a criação do conceito de "meios de comunicação social eletrônica de acesso condicionado", que inclui TV por assinatura, serviços de transmissão de conteúdos por meio do serviço de STFC (telefonia fixa), SCM (multimídia) e SMP (celular) e o que mais for inventado nessa seara. Lei a íntegra do projeto aqui (em PDF).
A Anatel acaba de conceder licença para a Telefônica operar DTH (antena-pizza), o que foi solicitado pela empresa em maio passado. Como espécie de contrapartida, a agência sugeriu (como se agência sugerisse e não mandasse...) que a nova televisão inclua em sua grade as TVs Câmara, Senado e Justiça, algo que só é exigido dos canais a cabo. Além disso, a Anatel quer que a Telefônica torne disponível um canal educacional, que transmita para escolas públicas de ensino fundamental, médio e superior.
Obviamente a Telefônica atenderá essas "sugestões" com um imenso sorriso nos lábios. Já os barões da mídia brasileira deverão, rodriguianamente, sentar no meio-fio e chorar lágrimas de esguicho, não só pela entrada da poderosa telecom em seu ramo sempre tão protegido como também com essa história de canal gratuito para escola pública. Afinal, nos dois casos, passou o boi, passa a boiada.
O "In Band on Channel" (IBOC), padrão de rádio digital norte-americano, está em "promoção", mas só para emissoras que o adotarem até 30 de setembro. A "promoção" deve fazer com que as emissoras brasileiras se apressem a adotar o padrão sem que tenha havido qualquer debate público sobre sua adoção e nem mesmo parecer técnico da Anatel. Ou seja, a chegada da rádio digital ao Bananão vai seguindo o mesmo caminho da TV Digita - ao sabor e no ritmo determinado pelos barões da mídia. Leia mais sobre a "promoção" e suas implicações aqui.
O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP) foi eleito presidente da da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara. É um ponto a favor das empresas de telecomunicação, a quem o parlamentar paulista é ligado. As telecoms, na verdade, estão ganhando por 2 a 0, pois o segundo vice-presidente é Paulo Bornhausen (PFL-SC), um radical defensor do fim das barreiras que impedem as empresas de telecomunicação de entrarem não só na área de radiodifusão, mas também na produção de conteúdo.
A briga das teles com os radiodifusores promete novo round amanhã na Câmara dos Deputados. É que Arnaldo Chinaglia prometeu o cargo de presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática ao PP, que está a fim de indicar Ricardo Barros (PR), dono de rádio. Só que, no segundo turno da eleição para presidente da Câmara, Chinaglia, precisando dos votos dos tucanos, ofereceu o mesmo cargo a eles, que querem Júlio Semeghini, ligado às teles (mais especificamente à Telefônica). E para arrematar o furdunço, o ministro Hélio Costa quer botar um peemedebista lá para não ter problemas com a Comissão. E ainda tem Walter Pinheiro (PT-BA), montado em um caminhão de votos, também almeja a presidência da CCTCI.