6.5.09

 

Publicidade x independência jornalística


   Comentador do post abaixo dá boa dica de leitura em espanhol (aqui). E faço um adendo: os problemas apontados pela pesquisa que gerou a matéria tendem a agravar-se numa época de crise como a que passamos.

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26.4.09

 

Feijão, arroz e bom tempero


   Legais e oportunas as matérias da Rio do Globo sobre o caos dos transportes urbanos e as pedrinhas portuguesas. Embora a primeira tenha fica muito apertada numa página (merecia pelo duas ou uma página em dois dias), ambas são honestas e falam de coisas importantes para o cotidiano do carioca (o texto sobre o barulho também foi nessa linha e merece elogios para pauta, mas nem tanto pela edição sufocada). Não vão ganhar prêmio, mas dão muito mais credibilidade ao jornal diante do seu público do que essos ou embratéis, e não atacam a inteligência de ninguém, como no caso da remoção de favelas.

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17.4.09

 

Pequena aula de jornalismo


   Inglês entrevista FHC e mostra como se faz jornalismo sério. Aqui.

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1.2.09

 

Na medida


   Respeitosa e carinhosa a matéria de capa da Revista do Globo sobre os cantores de churrascaria, assinada por Renatro Lemos. Muito legal.

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18.1.09

 

Bala com bala


   Muito bacaninha a matéria sobre as balas Juquinha, na economia do Globo. Nadou contra duas correntes: a do pessimismo depressivo das páginas da área e a flta de criatividade das pautas econômicas.

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3.11.08

 

No cravo e na ferradura


   Boa a a iniciativa do Globo de realizar (ou divulgar) pesquisas sobre temas do dia-a-dia, como fez com as drogas e o transportem público. Vem cobrir em parte uma lacuna estatística que devia ser preenchida mesmo pelos órgãos públicos - que até hoje não aprenderam que "quem não conta e mede, não administra".

   Lamentável, no entanto, no caso da divulgação da pesquisa sobre o transporte público, do "parti pris" contra as vans, em parte causado pelo tradicional preconceito das O.G. com qualquer coisa que cheire a povo (motorista de van, em geral, é subempregado oriundo das reengenharias,PDVs e crises da década de 90) e parte pelo compromisso com a Fetranspor, que sempre comparece com aquela meia página de "informe publicitário".

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8.10.08

 

Curso de economia para coleguinhas


   O Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro promoverá a segunda edição do curso sobre Indicadores Econômicos para jornalistas e outros profissionais que trabalham com o tema. Serão dez aulas, todas as sextas-feiras, a partir das 18h30min, começando do dia 17 de outubro, na sede do Conselho (Av. Rio Branco, 109 - 16º).Mais informações no site cursos@corecon-rj.org.br ou pelo telefone 21 2103-0119.

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8.9.08

 

Bom trabalho pelo trabalho


   Muito boa e pertinente a matéria de Cássia Almeida, n'O Globo de ontem, sobre a luta do Ministério e do Ministério Público do Trabalho contra a vergonha do trabalho em condições análogas à escravidão.

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23.6.08

 

De três pontos


   Muito legal o lide da matéria sobre o abandono do Palácio dos Esportes do Rio, de autoria do Ary Cunha. Um lide bem sacado e executado é coisa tão rara que a gente tem que registrar. Valeu mesmo, Ary!

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8.4.08

 

Memória do Jornalismo


   O Centro de Cultura e Memória do Jornalismo será lançado amanhã (9), na Academia Brasileira de Letras (Avenida Presidente Wilson 203, 1º andar, Centro). Leia aqui as intenções do CCMJ.

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30.3.08

 

Impressionante


   Impressionante a matéria do Mauro Ventura, publicada hoje no Globo, sobre o "julgamento" do jovem ladrão pelos traficantes. Como o Mauro é um sujeito sério, quero crer que a reportagem não tenha qualquer cascata, como aquela da Mangueira.

   Ponto que considero interessante é que, em priscas eras, uma fonte como o pastor teria o JB como opção para passar uma matéria como essa, destinada a provocar impacto na sociedade. Hoje, porém, só tem mesmo O Globo, apesar dos esforços de O Dia.

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3.3.08

 

Dom Eugênio


   As matérias do José Casado no Globo sobre a participação de Dom Eugênio Salles na proteção aos refugiados políticos sul-americanos durante a era das ditaduras no subcontinente são importante registro histórico por esclarecer a participação do arcebispo naquele momento histórico e também algumas lembranças, provocando algumas reflexões em quem viveu aquele período de outros ângulos. Se tiver interesse em algumas delas, clique aqui.

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10.2.08

 

Longe das capitais


   Pensando bem, tem um banho de sangue diário aqui, não é? Afinal, o que são as incursões da PM carioca nos morros e da Rota na perifa de Sampa? Nelas, há uma matança generalizada de pretos pobres ou quase-pretos e poucos ligam (e quem liga é sacaneado pelas tropas de elite de plantão). Quer dizer, não liga aqui, no Sul Maravilha. Lá em Salvador, a PM foi fazer o mesmo com quatro jovens da periferia e o pau comeu na "maior cidade negra fora da África". Não sabia? Pois devia ler a Carta Capital. Se ficar só nos jornais e revistas da nossa grande imprensa, vai levar bola nas costas sobre o que ocorre nesse Brasilzão a fora.

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3.2.08

 

Rasgando a fantasia


   Tivemos que esperar até o domingo de carnaval, mas, afinal, O Globo fez a matéria que gritava para ser escrita: as relações entre os bicheiros e traficantes com as escolas de samba, reclamada há tempos por um Alto Conselheiro da Colegunhas. E valeu a espera. As matérias de Sérgio Ramalho e Dimmi Amora - especialmente a primeira - estão muito boas. Parabéns a todos.

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20.1.08

 

Bom ping-pong


   Logo, a estranha página móvel do Globo - das poucas boas coisas do jornal hoje em dia, junto com o Megazine, o Prosa&Verso, as colunas Negócios&Cia e do Arthur Dapieve e mais uma ou duas coisas que devo ter esquecido - aborda as relações entre tráfico e carnaval. O enfoque ia ficando ruim, pois vincula carnaval e samba, como se fossem sempre sinônimos, mas o texto de Ney Lopes aponta essa bobagem e salva a coisa por esse lado. No entanto, ao mesmo tempo em que Lopes critica corretamente a página, também abre a guarda ao passar ao largo do fato de que as próprias comunidades apóiam os bandidos (como está numa matéria da página ao lado, que mostra como a Beija-Flor endeusa Anísio). O desvio do autor é bem flagrado pela turma da página que faz a crítica. No fim, foi um bom início de debate. Agora, é seguir em frente.

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12.12.07

 

Boa preocupação


   As empresas GlobeScan (de pesquisa social) e Synovate (de marketing global) realizaram pesquisa sobre como diferentes países julgam a imprensa, em múltiplas dimensões. Os brasileiros, bem surpreendentemente, se mostraram os mais preocupados (80%) com a concentração da mídia em poucas mãos e também muito críticos quanto à qualidade das informações que lhe são prestadas tanto por empresas de comunicação tanto públicas quanto privadas. A pesquisa, realizada por encomenda da BBC para marcar os seus 75 anos, em sua versão completa está aqui.

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4.12.07

 

É ou não é? - II


   Nem tudo está perdido. Clóvis Rossi e Eliane Catanhêde fazem, na Folha, análises equilibradas sobre o resultado do referendo na Venezuela.

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8.11.07

 

Ceguim


   Pior é que o Globo publicou o caso dos executivos de bancos suíços presos pela PF. Deu até um alto de página na Economia. Primeira, porém, só para os barnabés mesmo.

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14.10.07

 

Saudação


   Provavelmente pela primeira vez no ano, o Companheiro Gaspari elogiou o governo do Nove-Dedos, no caso palmas para ao bem-sucedido leilão das concessões de trechos de estradas federais. O maior quinhão de encômios foi para a ministra Dilma Rousseff, mas N-D deve ter ficado muito feliz.
   Grato ao Alto Conselheiro que me lembrou da coluna do CG de hoje.

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12.10.07

 

Caveiras surreais


   Não deu nem pra saída. Ao ler o "tema em debate"da página de opinião do Globo, sobre o filme "Tropa de Elite"(que, juntamente com o caso Renan, parecem ser os únicos assuntos do país), fica-se até um pouco constrangido. O coleguinha Jorge Antônio Barros massacra os outros dois articulistas - um ex-comandante do Bope, hilariamente apresentado como "caveira 37" e filósofo"" (coitados de Sócrates, Platão, Hume, Kant, etc), e um coronel PM. Enquanto Jorge constrói um raciocínio com início, meio e fim e sem pretensão de esgotar o assunto ou dar lição de moral, os outros dois escrevem textos que são quase absurdos em sua pretensão de demonstrar sapiência e superioridade moral, não conseguindo, porém, comunicar uma idéia inteira. Dos dois, o pior, longe, é o do tal caveira filósofo. Chega a mesmo a ser surreal em suas citações de Francis Bacon e Gilles Deleuze (só os nomes, pelo menos).

   De qualquer maneira, ainda vão servir para algo. Vou dizer para os meus estagiários ler os dois a fim de verem "como não se faz" e compará-los com o de JAB.

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30.9.07

 

Bem boa


   Até que a matéria de hoje do Globo sobre a escola do MST na região do Contestado não está muito preconceituosa, para os padrões das OG, bem entendido. Escorregada mesmo só no último parágrafo, o que não chegou a comprometer.

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27.9.07

 

De bicicleta


   A escolha de Tereza Cruvinel para presidente da TV Brasil (ou lá que nome tenha a nova tevê pública) foi um golaço do Franklin Martins, pela capacidade da profissional. E deve ter acabado com o desconforto da coleguinha que mostrava há tempos não estar bem enquadrada nos ditames de oposicionismo a qualquer preço do Globo. Tanto que, das poucas vezes em que tentou se jogar esse jogo, acabou dando de canela como apontei aqui, estranhando o comportamento.

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17.9.07

 

Ô felicidade!


   Os coleguinhas dos grandes veículos vão ficar felizes: terão nova oportunidade de esconder uma boa notícia dos seus leitores/ouvintes/espectadores. Se você quiser ser estraga-prazeres, leia aqui.

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11.9.07

 

Contextualizando


   Até o Greenspan já disse que a crise financeira de hoje é parecida com as de 87 e 98, mas os coleguinhas brasileiros insistem na mania de contextualizar o mínimo possível, fazendo qualquer acontecimento parecer a-histórico, encerrado em si próprio.
   Mas não tema! Tem gente que ainda que informar bem o pobre leitor, dando-lhe ferramentas para pensar. Como esse nosso amigo aqui.

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10.9.07

 

Sabia dessa?


   Mais uma vez, o jornalistas escamoteiam informações importantes da população. Leia aqui.

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19.8.07

 

Temos um acordo


   Carla Rocha, Custódio Coimbra, Dimmi Amora, Fábio Vasconcellos e Sérgio Ramalho, sob o comando de Angelina Nunes. Esse foi o "scratch" que o Globo escalou para conquistar mais um Prêmio Esso de Reportagem. E pelo que se viu na primeira matéria da série de reportagens sobre o regime de terror em que vivem os pobres do Rio de Janeiro (sobre o medo dos não tão pobres, o Globo sempre fala), esse grande time tem mesmo chance de conquistar o título almejado.
   Você já deve saber - e se não sabe, saberá agora - que tenho profundas críticas ao "premismo" que proliferou nos últimos anos, com tudo quanto é entidade oferecendo galardões, como forma de influenciar a agenda pública via pautas de jornal. No entanto, dado o semi-autismo que acomete a imprensa brasileira, se é preciso que haja um prêmio para que um jornal mobilize o melhor que tem para falar de um assunto fundamental como esse que O Globo começou a enfocar hoje, que remédio?
   Fico na torcida para que as matérias continuem boas como as de hoje, aprofundando mais o tema e - pelamordedeus - evitando de culpar apenas a atual Administração federal pelo atual estado de coisas. Diante da capacidade da equipe citada lá em cima, creio que o bom caminho será trilhado.

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9.8.07

 

Direito de vôo


   Dei mole e deixei passar essa brilhante (como sempre) abordagem jurídica de minha irmã sobre a tragédia de Congonhas.

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Nassif, Bigode e o Coisa Ruim


   E não é que o Nassif resolveu mesmo sacanear gente simplória. Que coisa feia! Bateu até no Merval Pereira. Vais pro inferno, colega...Aqui.

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Nassif , Prepúcio e Cramulhão


   Luis Nassif é um bom sujeito. Um tanto marrento, mas do tipo Romário: porque fez por onde. Mas se arrisca a terminar na companhia do Canhoto não por isso e sim por tripudiar sobre formas inferiores de vida. Como Ali Kamel, por exemplo. Leia aqui.

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24.7.07

 

Bordoada - II


   A sarrafada agora é do Luis Nassif. E sobra pra todo mundo. Leia aqui.

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Momento mágico


   O esforço da produção do programa Momento Pan, do Sportv, proporcionou ontem um dos momentos mais lindos deste Pan-Americano. Para total encantamento do apresentador Marcelo Barreto, de seus colegas de programa - entre eles Lúcio de Castro, cada vez mais perecido com o pai, meu mestre Marcos de Castro - e dos telespectadores que gostam de esporte, estiveram reunidos no estúdio algumas das lendas olímpicas cubanas.
 
   Pude rever a incrível meia-fundista Ana Fidélia Quirot, ainda ostentado as cicratizes - físicas e claramente emocionais também - das queimaduras oriundas do incêndio causado pela explosão de um botijão de gás em sua casa, que a fez perder a criança da qual estava grávida e a deixou com 80% do corpo queimado. Isso dois anos antes de vencer sua especialidade, os 800 metros, no Mundial da Suécia, e três antes de conquistar a medalha de ouro na mesma prova, nos Jogos de Atlanta. Também estavam lá a colossal - em vários sentidos - meio de rede Regla Torres, do poderoso time de vôlei cubano tricampeão olímpico (92, 96 e 2000) e Erik Lopez, multimedalhista que obteve 18 medalhas na ginástica. Mas, sobre tudo e todos no estúdio , imperava mesmo o principesco Teofilo Stevenson, do alto de seu metro e 90. O primeiro tricampeão olímpico de boxe - e até hoje único em Olimpíadas seguidas - , na categoria pesado, esbanjou a classe que sempre exibia nos ringues e ainda um senso de humor fino que só as pessoas realmente inteligentes possuem.
 
   Palavra, depois de tantos anos aposentado do jornalismo esportivo, foi a primeira vez que tive saudade dos tempos de ralação insana que é uma editoria de esportes. Valeu, pessoal!

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23.7.07

 

Bordoada


   Julio Hungria baixa o sarrafo na imprensa brasileira. Com toda a razão. Leia aqui.

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21.7.07

 

História demais


   A página que O Globo dedica à História aos sábados é muito, muito, muito legal!

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12.7.07

 

Abra quer fechar um pouco a porteira


   A idéia é impedir que as telecoms viabilizem sua entrada na TV a cabo só conteúdo produzido fora e, ao mesmo tempo, dar um cjhega pra lá na Globosat e suas parceiras Sky/Direct TV e Net, mas, de qualquer maneira, a proposta da Associação Brasileira dos Radiodifusores (Abra) de que a haja uma lei que exija 50% de produção nacional em meios eletrônicos, é uma boa. Leia mais.

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17.6.07

 

Dona Míriam encontra a História


   Alvíssaras! Dona Míriam descobriu a História! É uma ótima notícia, pois, a persistir nesse caminho, seu preparo intelectual para discutir as mazelas do Brasil melhorará muito. Claro que como toda neófita, a colunista do Globo cometeu alguns erros elementares e dois deles merecem destaque:

   1. Ir ao passado como refúgio do presente: É um erro crasso, pois quem gosta de História sabe que não se foge do presente no passado (para isso a boa é a ficção científica). Bem ao contrário - vai-se ao encontro dele. É no passado que se encontra a explicação do presente. Assim, não é curioso que se veja o presente no passado. É o esperado. A (possivelmente) única particularidade no caso do Brasil é que aqui o passado é muito presente no presente.

   2. É preciso sempre relativizar: Como em tudo na vida, há correntes e, assim, ao entrar numa obra de José Murilo de Carvalho sobre Dom Pedro II - que encantou Dona Míriam -, por exemplo, é bom ter em mente que Zé Murilo é monarquista e, mais do que isso, fã confesso de Dom Pedro. Defende mesmo a tese de que ele foi expelido do trono - por um golpe de Estado chamado República - por ser moderno demais para a elite brasileira.

   São enganos, que, no entanto, espero não vão fazer com Dona Míriam desanime e pare de estudar História.

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21.5.07

 

Estourou no Norte


   Por falar em trabalho decente (na verdade muito mais que isso), Felipe Awi, do Globo, merece ser lembrado para o Prêmio Esso. Ganhar ou não, vai depender dos conchavos de bastidores, mas o jovem repórter merece a indicação pelo belo trabalho que vem fazendo em matérias sobre a esquecida Região Norte do país.

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