5.1.07
Escracho
Caiu a máscara mesmo. Os coleguinhas finalmente chutaram pro alto aquela bobagem de jornalismo isento e escracharam de vez. Virou um tremendo salve-se-quem-puder. A prova da vez dessa verdade é a cobertura da saída do volante Marcão do elenco do Fluminense.
Jogador medíocre em seus melhores momentos e completamente decadente há pelo menos dois anos, Marcão tem dois trunfos: um sorriso encantador e uma assessoria de relações públicas muito talentosa. Ensinado pelos assessores, Marcão jamais recusa uma entrevista e nunca perdeu a oportunidade de declarar seu suposto amor ao tricolor.
Mas a assessoria foi além. Sabendo da força cada vez maior das torcidas organizadas dentro dos clubes, onde agem como se fossem guardas pretorianas de dirigentes em troca de ingressos e outras regalias, os assessores de Marcão passaram a pagar freqüentes churrascos para as torcidas organizadas. Essa iniciativa é do conhecimento de todos os que freqüentam o clube, incluindo aí os repórteres. No entanto, nenhuma linha foi escrita sobre ela nas matérias sobre as manifestações das torcidas organizadas exigindo a permanência do "ídolo" demitido nas Laranjeiras. Em vez disso, tóneis de tinta foram usados e hectares de florestas foram derrubadas para documentar a manifestação espontânea em prol do "jogador-símbolo" do Fluminense.
Virou zona. Completamente.