7.1.07
Advogados jornalísticos
Ainda nas discussões sobre a cobertura pró-Marcão (aqui tomada como exemplo da cobertura parcial) no NIT, sobrou para a assessoria do Marcão, cuja ação detalhei abaixo. Não tenho certeza de que os assessores do jogador cometeram algum desvio ético, caso realmente tenham aconselhado o atleta a fazer agrados às torcidas organizadas. Mas se nos ativermos apenas no lado jornalístico não não cabe, a meu ver, os protestos dos meus amigos nitianos contra a ação da assessoria do Marcão. Minhas razões, expostas em mensagem no grupo, vai abaixo:
Os assessores são um mal necessário da mesma maneira que os advogados. Como o tal "tribunal da opinão pública" de tornou uma entidade quase real, as instituições, e agora até as pessoas, passaram a necessitar de técnicos que conheçam os códigos da instituição jornalística. O problema é que os coleguinhas de redação simplesmente abdicaram do dever de procurar mais fontes, de contrapor verdades, de procurar vazios nos discursos etc. Preferem deitar na sopa e ficar seguindo pautas pré-fabricadas em vez de pensar com a própria cabeça.
Esse quadro se agrava com o fato de que, em todos os tempos, redação é dos locais mais emburrecedores do mundo. O coleguinha trabalha 10, 12 horas por dia e mal tem tempo de cuidar da própria vida, quanto mais se informar sobre o que vai fora do mundinho do setor que cobre. Sempre foi mais ou menos assim, como escrevi, mas a diferença é que, antigamente, o cara tinha que pelo menos ir à rua se informar sobre o mundinho. Agora, não. O mundinho vem a ele na forma de releases e pautas, poupando um tempão. E como o ser humano funciona sempre pela lei do menor esforço...
Em tempo: sou assessor de imprensa. :)