30.5.06
Falou espanhol, é da Farc
Prenderam uma peruana em São Paulo acusada de ter organizado um ataque a um quartel do Corpo de Bombeiros no qual um capitão foi assassinado. Sem mais nem menos - ninguém aparece falando isso, nem a informação é atribuída a alguém ou a alguma instituição -, o repórter da Globo manda que a mulher é suspeita de "ter ligações com a Farc".
Mais, a Farc foi qualificada ciomo "guerrilha que controla o narcotráfico na Colômbia". Antigamente, as Farc protegiam os narcotraficantes, acusação jamais provada por nenhuma fonte independente; hoje controlam o narcotráfico. E quem disse que cascata não evolui? Claro que evolui! Vira cachoeira.
Ah! Outra coisa interessante nessa matéria, observada por minha velha mãe. O repórter diz que os bandidos atacaram o quartel dando 50 tiros. O bombeiro, porém, morreu com dois. Aí aparece um policial afirmando que a ordem dos chefes do PCC era matar policial, mas o tal Mascote - acusado de assassinar o bombeiro - resolveu por conta própria dar dois tiros no servidor público. Dúvida da minha mãe ao ouvir isso: "Por que ele foi matar um bombeiro então?" Ao que acrescento: os tiros que acertaram o bombeiro contavam entre os 50 ou foram dados à parte, como insinua a matéria?
Mais, a Farc foi qualificada ciomo "guerrilha que controla o narcotráfico na Colômbia". Antigamente, as Farc protegiam os narcotraficantes, acusação jamais provada por nenhuma fonte independente; hoje controlam o narcotráfico. E quem disse que cascata não evolui? Claro que evolui! Vira cachoeira.
Ah! Outra coisa interessante nessa matéria, observada por minha velha mãe. O repórter diz que os bandidos atacaram o quartel dando 50 tiros. O bombeiro, porém, morreu com dois. Aí aparece um policial afirmando que a ordem dos chefes do PCC era matar policial, mas o tal Mascote - acusado de assassinar o bombeiro - resolveu por conta própria dar dois tiros no servidor público. Dúvida da minha mãe ao ouvir isso: "Por que ele foi matar um bombeiro então?" Ao que acrescento: os tiros que acertaram o bombeiro contavam entre os 50 ou foram dados à parte, como insinua a matéria?
29.5.06
Furada
A seleção canarinho treina contra um time de juniores e O Globo trata a prática como se fosse jogo de verdade, com direito até a nota oara os craques.
Dando um gás
Lembra dos dias subseqüentes ao anúncio da nacionalização do gás por parte da Bolívia? Manchetes e chamadas vaticinando que o preço do gás iria às alturas era mato. Pois bem, no fim de semana passado, o Estadão - um dos que previram (e torceram) pelo apocalipse gasoso - informou que o gás nosso de cada dia não só não aumentou como diminuiu de preço em São Paulo. Foi apenas 0,14%, mas desceu e não subiu.
27.5.06
Microondas ao vivo, para todo o Brasil
O fato que encheu minha paciência e fez com que finalmente resolvesse criar esse blog, no qual penso há tempos, ocorreu na noite de quarta-feira, dia 24 de maio, durante jogo entre o Fluzão e o Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro.
Lá pela metade do segundo tempo, Juliano, meia que acaba de subir dos juniores, cai em campo sem mais nem menos. Imediatamente, o locutor Luiz Roberto, da Rede Globo, levanta a suspeita de que o rapaz sofrera um entorse no joelho. Enquanto ele fala, Marcão, capitão do time, se abaixa e começa a fazer aquele alongamento tradicional em alguém que está com câimbras: força a ponta do pé para trás, em direção ao joelho, forçando o alongamento da batata-da-perna.
Mesmo diante dessa cena, Luiz Roberto não se detém e aumenta a potência do microondas e passa a ser ajudado pelo repórter de campo, que lembra ter Juliano passado por duas intervenções no joelho ainda nos juniores. Enquanto os dois falam, vem a imagem do lance. Em câmera lenta, Juliano cai com perna durinha, nada torcida, provando que sofrera apenas uma câimbra. Pensa que LR e o repórter mudaram de assunto? Que nada! continuaram dizendo que seria uma tremenda pena que um jogador tão jovem tivesse que passar por três operações, etc, etc...
O absurdo só terminou quando a imagem foi para Juliano saindo no caminho da maca fazendo, ele mesmo, o alongamento contra câimbras. Aí, sem ter outro jeito, Luiz Roberto desligou o microondas e admitiu o que milhões de pessoas já tinham visto quase um minuto antes - foi o que demorou, mais ou menos, cascata: que o jogador tivera um simples câimbra.
O grave, creio, é que um cara teve a absoluta desfaçatez de esquentar um fato ao vido, diante de milhões espectadores, indo de encontro até ao que as imagens mostravam. Isso, é claro, na melhor das hipóteses, pois a outra possibilidade me parece ainda pior: ele simplesmente criou aquela fantasia toda sem nem sentir, achando mesmo que estava reportando o que via. Aí seria realmente o fim porque indicaria que a prática do esquentamento constante da notícia teria tornado o Luiz Roberto um esquizofrênico delirante.
Lá pela metade do segundo tempo, Juliano, meia que acaba de subir dos juniores, cai em campo sem mais nem menos. Imediatamente, o locutor Luiz Roberto, da Rede Globo, levanta a suspeita de que o rapaz sofrera um entorse no joelho. Enquanto ele fala, Marcão, capitão do time, se abaixa e começa a fazer aquele alongamento tradicional em alguém que está com câimbras: força a ponta do pé para trás, em direção ao joelho, forçando o alongamento da batata-da-perna.
Mesmo diante dessa cena, Luiz Roberto não se detém e aumenta a potência do microondas e passa a ser ajudado pelo repórter de campo, que lembra ter Juliano passado por duas intervenções no joelho ainda nos juniores. Enquanto os dois falam, vem a imagem do lance. Em câmera lenta, Juliano cai com perna durinha, nada torcida, provando que sofrera apenas uma câimbra. Pensa que LR e o repórter mudaram de assunto? Que nada! continuaram dizendo que seria uma tremenda pena que um jogador tão jovem tivesse que passar por três operações, etc, etc...
O absurdo só terminou quando a imagem foi para Juliano saindo no caminho da maca fazendo, ele mesmo, o alongamento contra câimbras. Aí, sem ter outro jeito, Luiz Roberto desligou o microondas e admitiu o que milhões de pessoas já tinham visto quase um minuto antes - foi o que demorou, mais ou menos, cascata: que o jogador tivera um simples câimbra.
O grave, creio, é que um cara teve a absoluta desfaçatez de esquentar um fato ao vido, diante de milhões espectadores, indo de encontro até ao que as imagens mostravam. Isso, é claro, na melhor das hipóteses, pois a outra possibilidade me parece ainda pior: ele simplesmente criou aquela fantasia toda sem nem sentir, achando mesmo que estava reportando o que via. Aí seria realmente o fim porque indicaria que a prática do esquentamento constante da notícia teria tornado o Luiz Roberto um esquizofrênico delirante.