A redação do projeto de lei 256/91, que regulamenta o artigo 221 da Constituição e estabelece regras para regionalização da programação cultural e jornalística no País, foi rejeitada quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A decisão, raríssima, foi uma crocodilagem braba comandada pela bancada evangélica, que havia exigido para aprová-lo, ano passado, um monte de mudanças que enfraqueceram o PL de autoria da brava Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

O placar foi 23 a 16 e os deputados que votaram contra o PL foram os seguintes (atenção para alguns nomes…):

Antônio Carlos Magalhães Neto, Paulo Magalhães, Zelinda Novaes, Almeida de Jesus, José Roberto Arruda, João Campos, João Paulo Gomes da Silva, Antonio Cruz, Wilson Santos, Raimundo Santos, Roberto Magalhães, André Zacharow, José Divino, Rodrigo Maia, Mendes Ribeiro Filho, José Ivo Sartori, Heleno Silva, Luiz Antonio Fleury, Edna Macedo, Bispo Wanderval, Robson Tuma, Ildeu Araujo e Darci Coelho.

Roberto Magalhães, eleito novo relator do projeto, disse que vai reapresentar rapidamente o PL com a mesma redação. Ou seja, a manobra teria sido só para atrasar a aprovação do projeto, que seguiria para o Senado, onde será alvo de novas obstruções e provavelmente de alterações, apenas no semestre que vem, jogando para as calendas a aprovação final.

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