Arquivo de junho de 2003

quinta-feira, 26 de junho de 2003

O grande Roberto Falcão está deixando o Lance! para dar um gás na sua Edição Extra, que está aí mesmo para o que der e vier no ramo de publicações.

No lugar de Falcão como editor-executivo fica Andre Loffredo, que volta à casa após um ano e meio.

quinta-feira, 26 de junho de 2003

Sábia (outra) do Conselho me avisa que aquela nota sobre o nominimo (de anteontem) está errada. Aquele pessoal todo que citei não trabalhou no site, mas no finado no., a encarnação anterior. Assim, a rigor, o Tutty está certo em dizer que o site cresceu desde a sua criação há um ano. Assim, o máximo que posso criticar, avanço eu, é o ataque de amnésia que ele teve a respeito do naufrágio do no. E, ainda assim, ele pode argumentar que foi amnésia traumática…

quinta-feira, 26 de junho de 2003

Eleito, Tereza Cruvinel diz que você está amargurado porque as boas coisas que o seu governo, segundo você, está fazendo não têm sido divulgadas pela mídia. Por isso, você acha que está perdendo a “guerra da comunicação”.

Meu velho, aprende uma coisa: esta guerra seu governo não pode vencer; não pode empatar; não pode nem mesmo se recusar a lutar. Assim, relaxa. Vai aí fazendo o seu, de preferência sem falar muito, e depois mostra durante a campanha de 2006, quando a propaganda gratuita funciona mais ou menos como a Zion no Matrix. Aí deixa que o pessoal resolva.

Se continuares a dar microcrédito e distribuir terreno em favela, e conseguir diminuir a fome e o analfabetismo em uns mil municípios do Nordeste, estás reeleito, queiram ou não os donos de empresas de comunicação e os coleguinhas.

quinta-feira, 26 de junho de 2003

A mesma sábia manda mais uma, essa do Segundo Colunista do Globo:

A toda-boa Kelly Key quer se livrar de uma tatuagem na perna com o nome de Latino, seu ex.

Uma vez por semana, vai com o segurança a uma clínica na Barra, no Rio, para o tratamento.

Comentário da sábia:

Isso saiu numa reportagem grande sobre gente arrependida de suas tatuagens na Época de 9 de junho: “Tatuagens: Trintões querem apagar as marcas da juventude”. Lá tem até foto da perna da KK…

quinta-feira, 26 de junho de 2003

Parece que a briga de lóbis via colunistas está fascinando mais gente. Aquela sábia que pegou a nota velhinha da Hilde ontem, viu mais uma peleja hoje.

Do Segundo Colunista do Globo hoje:

Às voltas que…

Esta história circula no coração do poder.

Na CPI do Orçamento, em 1993, o então deputado Luiz Alfredo Salomão tentou quebrar o sigilo da colega Roseana Sarney. A turma do deixa-disso, aí incluindo Luiz Eduardo Magalhães e Sigmaringa Seixas, suou a camisa para mostrar que a filha de Sarney era gente boa.

Terça-feira, o Senado, presidido pelo pai de Roseana (aliás, ela própria é senadora) rejeitou o nome de Salomão para uma diretoria da ANP.

Do Boechat de ontem:

O troco

Sob o título ”Lambança”, a coluna publicou, dia 7, a seguinte nota:

”Indicado para uma das diretorias da ANP, o ex-deputado Luiz Alfredo Salomão se atrapalhou todo.

Ainda sem o nome aprovado pelo Senado, ele distribuiu em Brasília convites impressos de sua posse.

Alguns senadores consideraram-se ofendidos.

E querem dar o troco.”

***

Ontem, a nomeação de Salomão foi rejeitada pelo Senado, por 40 votos a 23.

E agora?

Mesmo sem nenhum cargo oficial, Luiz Alfredo Salomão instalou-se num gabinete de diretor da Agência Nacional do Petróleo, no Rio, há cerca de dois meses.

Requisitou carro, chofer, secretária, celular e passagens aéreas.

Também constituiu dois assessores - o ex-deputado Edésio Frias e o empresário Waldemar Fizman.

Com seu nome vetado pelo Senado, ontem, as despesas que gerou ficaram sem justificativa legal.

O Tribunal de Contas da União vai deitar e rolar.

quarta-feira, 25 de junho de 2003

Sábia, membro do Conselho, que, por obrigação profissional e conjugal, tem que ler a Hilde todo dia:

ESTA É QUENTÉRRIMA, gente. Estão sentados? O Rio corre o risco de perder 30% de seu petróleo! E isso por obra e graça de um senador suplente pelo Paraná, Olivir Gabardo, autor do projeto de lei n 48, de 27/2/2003, que está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e altera o artigo 9 da lei n 7.525, de 1986. O projeto prevê simplesmente a redefinição

dos limites territoriais na costa brasileira quanto à distribuição dos royalties do petróleo. E as únicas fronteiras que se deslocam, curiosamente, são a do Rio de Janeiro com o Espírito Santo, que anda 16° para o sul, e a do Rio de Janeiro com São Paulo, 14° para o norte…

Nota sobre o assunto saiu no Segundo Colunista do Globo (ou seja, no mesmo jornal onde Hilde escreve) anteontem.

quarta-feira, 25 de junho de 2003

Outra do Informe do Dia

Piratas na berlinda

Há pelo menos um mês a imprensa do eixo Rio-São Paulo-Brasília denuncia a voracidade de alguns parlamentares do Congresso que decidiram criar uma indústria de convocações e convites para empresários deporem nas comissões especiais e CPIs. Normalmente, os deputados e senadores que agem com tanta afoiteza não estão preocupados com informações. Querem dinheiro.

Até há pouco tempo, essa trampolinagem era lugar-comum na Alerj. Os malandros precisaram ser ameaçados com expulsão para recuarem. Há duas semanas, o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), andou puxando as orelhas dos colegas que adoram criar dificuldades para mercadejar facilidades. A reprimenda não surtiu efeito.

A indústria das convocações e convites do Congresso continua a todo vapor. Cunha decidiu adotar o exemplo do Rio. Vários de seus colegas estão sob vigilância cerrada e poderão sofrer execração pública logo, logo.

É bom ficar de olho, já que uma parte significativa de deputados da bancada fluminense tem se dedicado a esse deplorável ramo da pirataria.

Dois comentários:

1. Pelo que outras colunas disseram (sim! A nota tem prazo de validade vencido, mas isso é confessado logo no lide) são três os deputados fluminenses nessa jogada: Eduardo Cunha, André Luiz e mais um que não me lembro o nome. Não é “parte significativa da bancada fluminense”. A não ser que a coluna tenha informações em contrário, as quais deveria dar a público, já que existe para isso.

2. “(…)deplorável ramo da pirataria”. Quer dizer que há ramos da pirataria que não deploráveis? Quais?

quarta-feira, 25 de junho de 2003

Do Informe do Dia:



Xodó

O PMDB e o PT do Rio andam num namorico de dar nojo.

A coisa gira em torno do deputado Jorge Bittar, o ungido dos barbudinhos para concorrer à Prefeitura do Rio, ano que vem.

Dar nojo?! Em quem? Por que? E o namoro Garotinho-César não dá nojo não? Por que?

terça-feira, 24 de junho de 2003

O Tutty Vasquez é realmente hilário! Na crônica de um ano em comemoração ao nominimo.com.br, ele afirma que “NoMínimo é, decerto, a redação que mais cresceu no Brasil nos últimos meses” e cita os pesos-pesados que passaram a fazer parte do time nestes 365 dias: Ricardo A. Setti, Roberto Benevides, José Paulo Kupfer, Ricardo Calil, Salomão Antunes e Sérgio Rodrigues. Timaço, não há dúvida, mas o gozador esqueceu que saíram de lá José Augusto Dias Pires, Luiz Bello, Tetê Oliveira, Alessandro Greco, Gabriella Vieira M. Araujo, Gilmar Piolla, Helena Arago, Ivan Finotti, Jan Theophilo, Janaína Perez , Karla Monteiro, Leonardo Pimentel, Roberta Salomone, Sidney Coutinho, Sila Monteiro e Thais Aguiar.

Só mesmo o Tutty para tirar seis de 16 e conseguir resultado positivo!

terça-feira, 24 de junho de 2003

Quem já leu na CPM, pode pular…

Continua a liqüidação das participações do Império na tevê paga, agora em Portugal. Nos próximos dias, a Globosat passa nos cobres a participação acionária que possui na Premium TV, um tipo de fraqueadora de programação premium (aquela que importa e não está em pacote básico) em Portugal. As ações pertencem à Portosat, empresa na qual as Organizações Globo são sócias da grandona portuguesa SIC, que tira o time de campo junto. Quem aproveita a xepa é a TV Cabo Portugal, já sócia da Portosat na Premium TV.

A venda da participação na PTV é apenas mais uma parada na Transmigração do Império Global de volta para o Brasil, em mais uma fracassada aventura européia (a outra, para quem não se lembra foi a Telemontecarlo, lá pelos meados dos anos 80). Há algum tempo, os Marinho estão tentando empurrar para a frente a sua participação acionária na própria SIC, mas está difícil.