11.6.09
A coleguinha Petrobras
Não entendeu? Olha só: a empresa disse que vai publicar as perguntas e as respostas (obviamente, a relação agora se dará por escrito, certo?) no primeiro minuto do dia em que a matéria foi publicada. Bom, em primeiro lugar, tecnicamente, o leitor continuará a ter acesso às perguntas e as respostas da companhia antes de ver o jornal, mas isso não é a grande jogada. A sacada mesmo é que, se a nota da Petrobras não estiver na íntegra na edição, o veículo de comunicação será acusado de ter manipulado a resposta. Para escapar dessa acusação, só tem um jeito - botar num box com a nota completa (ou, no caso da TV, lê-la todinda, de cabo a rabo). Ou seja, a Petrobras influenciará diretamente na edição (não, jênius, nem pensem em usar o truque do corpo menor. Ficará pior, vai por mim).
Os editores, porém, não devem ficar tão tristes em ter essa incômoda companhia ao lado. Em pior situação fica o povo do comercial. Afinal, sempre que vinham acusações pesadas da redação, a Petrobras tinha que comprar espaço de anúncio para dar suas respostas a peso de ouro. Agora, não vai precisar. Mais uma fonte que seca e logo nesse momento de crise quando as metas já estão tão difíceis de serem atingidas. Se a moda pega então...
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10.6.09
Recado dado, recado entendido
Esse jogada final coroa a jogada de mestre da estatal, que abriu um novo caminho para a democracia do Brasil e, de quebra, ensinou a outras grandes empresas como não se tornarem reféns dos jornais e dos jornalistas. Leia aqui o post em que a empresa dita como vai ser a sua relação dos coleguinhas daqui por diante.
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E depois reclamam...
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Filosofice
Ok...Vamos ver se entendi...Ao publicar as perguntas dos jornalistas e suas respostas, a empresa está fazendo algo comparável ao que Israel faz com os palestinos - invadindo casas, agredindo, sequestrando e matando. Então tá...
É esse tipo de exagero que faz com que os jornais - e outros veículos - percam o respeito da sociedade e vejam suas teses e matérias não serem levadas a sério. Até mesmo o prinicipal objetivo da matéria, ser uma saída honrosa, acabou prejudicado com o delírio conceitual do tal professor.
Uma coisa boa, porém, Romano falou - aconselhou os jornais a continuarem ouvindo o outro lado. Pois, pelo que se depreende de uma das perguntas, algum "jêniu" já tinha pensado em só ouvir a Petrobras depois de as matérias serem publicadas. Aí é que a vaca atolaria de vez no brejo, pois provaria a principal tese da companhia, a de que a imprensa manipula as informações.
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9.6.09
Na lista
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O mundo de ponta-cabeça
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Recordar é viver
Lá por 98 ou 99, O Globo mandou pra rua uma galera que fazia os tijolinhos. A versão oficial é de que eles estavam cometendo muitos erros e as queixas dos leitores se avolumavam. Realmente, os colegas erraram, mas não dessa maneira. A falha deles foi cortar a peça de uma amiga do Merval Pereira daquela lista "O Globo indica" que vem no roteiro cultural. Contei essa versão na Coleguinhas.
Pra quê? O Ali Kamel escreveu um catilinária contra mim e o site (não era blog na época) e me mandou. Obviamente publiquei e rebati. Resultado? Os acessos a Coleguinhas triplicaram e a polêmica foi republicada até em Parnamaribo, creio. Tudo isso num tempo em que a internet no Brasil não era nem sombra do que é hoje. Na época, um amigo me zoou: "Isso é armação sua com o Ali! Com esse monte de acessos, você vai arrumar uns investidores e ele vai ser seu diretor de marketing!", acusou-me, gaiato.
É, o tempo passou, mas neguinho não aprendeu nada com ele.
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O mundo gira, a Lusitana roda
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Ética? Que ética?
O quê? O Código de Ética da Fenaj? Bem, o que a Fenaj pode fazer caso um jornalista fira esse código? No máximo, sacudir o dedo indicador e dizer: "Menino mau! Feio!" (se for menina, é só mudar o gênero). Tirar o registro ou mesmo publicar aquelas advertências públicas, como fazem os conselhos, nem pensar.
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Desastre escrito
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Top
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8.6.09
Por outro lado...
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Doidice
A loucura - parece que causada pela dor lancinante provocada pelo desmascaramento - fez ainda com que a ANJ confundisse aquela mensagem de praxe que finalizada as mensagens de email - usada há anos por quase todas as empresas grandes, por conselho dos advogados, a fim de isentar as companhias do uso de mensagens internas em demandas públicas - com ameaças à sacrossanta liberdade de imprensa.
Na boa, o blog da Petrobras (é esse aqui, baseado no wordpress) não ameaça a liberdade de imprensa coisa nenhuma. Quem o faz são os veículos de comunicação quando, em tresloucado gesto (como se dizia antigamente), dão não um tiro no pé, mas na cabeça ao ir contra a liberdade de expressão da qual a de imprensa é uma conseqüencia - importante, mas apenas consequência.
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4.6.09
Eu avisei...
O N-D deveria fazer um agradecimento público aos coleguinhas. É muita ingratidão não fazê-lo, pois, sem a ajuda deles, certamente jamais poderia posar de salvador da pátria tantas vezes e, portanto, chegar a essa aprovação recorde a um ano e meio do fim do segundo mandato.
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"Vingança! Vingança! Vingança!"
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1.6.09
Nada surpreendente
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Aniversários
Para você ter ua ideia, quando a Coleguinhas entrou na Rede, em 27 de maio de 1996, só havia um jornal nela (o JB, liderado, em sua edição on line, por outro pioneiro, Sérgio Charlab) e nenhum site sobre jornalismo feito por jornalista - e por nenhum outro profissional, para falar a verdade. Tempos heróicos aqueles...Mas, tenho a impressão que, daqui a 13 anos, esses tempos de agora também serão considerados heróicos. Para o bem e para o mal.
Para marcar o natalício deste desvalioso blog (ex-site), mesmo com considerável atraso, ouça a simpática "Primeiro jornal", de Sueli Costa e Abel Silva, com Elis Regina.
Passa-fora
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O outro lado
O problema é que essa estratégia mexe com os ongueiros - o que não chega a ser tão ruim, já que a direita não gosta de ONG mesmo - e com os artistas. Aí sim, pode ficar esquisito. Não que eu espere que o pessoal da cultura saia pressionando às claras, como faz quando o assunto lhe toca diretamente (na guerra com o povo do esporte, há cerca de um ano e meio, por exemplo) mas, na chincha deve rolar algumas conversas com os políticos. Afinal, se a Petrobras parar de patrocinar a cultura brasileira, essa, que nunca anda bem das pernas, vai pro buraco direto, pois a petroleira, vamos combinar, é o verdadeiro ministério da Cultura do país.Bom, pelas matérias do Globo e do Estadão desse fim de semana, realmente a estratégia da oposição é pegar a Petrobras pelo lado do patrocínio e da responsabilidade social. É boa jogada, como já disse, pois ataca um ponto que dói no governo - os investimentos sociais são a marca da Era Nove-Dedos - e deixa livre o lado econômico da gigante brasileira.
O problema é que essa estratégia mexe com os ongueiros - o que não chega a ser tão ruim, já que a direita não gosta de ONG mesmo - e com os artistas. Aí sim, pode ficar esquisito. Não que eu espere que o pessoal da cultura saia pressionando às claras, como faz quando o assunto lhe toca diretamente (na guerra com o povo do esporte, há cerca de um ano e meio, por exemplo) mas, na chincha deve rolar algumas conversas com os políticos. Afinal, se a Petrobras parar de patrocinar a cultura brasileira, essa, que nunca anda bem das pernas, vai pro buraco direto, pois a petroleira, vamos combinar, é o verdadeiro ministério da Cultura do país.
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