28.4.09

 

Cimitarra desembainhada


   Rumores que chegam da Rua do Riachuelo dizem que a cimitarra está para começar a girar no número 359

Marcadores:


 

Ainda a cascata da Folha


   A cara Sylvia Moretzshon detona a Folha e a "ficha" da Dilma no Observatório da Imprensa. Aqui.

Marcadores: ,


 

E aquele papo sobre cidadania?


   A manchete do Globo de hoje, sobre a crise suína, é alarmista? Bem, não sou apenas eu que acha. Leia aqui.

   Ah...Voltei a assinar O Globo. Sessenta reais mensais por um jornal porque ele piorou.... Ok, não precisa dizer, eu sei: estou maluco.

Marcadores:


26.4.09

 

Reconhecimento de firma


      "Nota da Redação - Tão logo a ministra colocou em dúvida a autenticidade de uma das reproduções publicadas, a Folha escalou repórteres para esclarecer o caso e publicará o resultado dessa apuração numa próxima edição."

   Essa notinha está escrita no pé dessa matéria da Folha, na qual a Dilma Rousseff nega autenticidade da ficha do Dops em que é acusada de ter participado de ações armadas contra a ditadura militar (post "A Folha não toma jeito", logo baixo). Bem, não tenho lido a Folha, mas, pelo menos no site, não há resultado algum das investigações. Talvez por que, se o resultado for de que o documento é falso, como parece ser o caso, ficará a óbvia questão: "Por que não checaram antes de publicar, ó pá?!"

   Depende da resposta a essa pergunta - ou da falta dela - a inscrição da "Ficha da Dilma" no King of the Kings-2009.

Marcadores: ,


 

Feijão, arroz e bom tempero


   Legais e oportunas as matérias da Rio do Globo sobre o caos dos transportes urbanos e as pedrinhas portuguesas. Embora a primeira tenha fica muito apertada numa página (merecia pelo duas ou uma página em dois dias), ambas são honestas e falam de coisas importantes para o cotidiano do carioca (o texto sobre o barulho também foi nessa linha e merece elogios para pauta, mas nem tanto pela edição sufocada). Não vão ganhar prêmio, mas dão muito mais credibilidade ao jornal diante do seu público do que essos ou embratéis, e não atacam a inteligência de ninguém, como no caso da remoção de favelas.

Marcadores:


 

O câncer da Dilma


   Algumas apressadas observações midiático-políticas sobre a revelação do câncer da Dilma:

      1. A oposição deve torcer para que ela fique fraquinha e tenha que largar a corrida presidencial, mas não desenganada. Assim, jogaria o Nove-Dedos numa confusão dos diabos, pois ficaria entre construir uma candidatura do zero - e petista, pois o partido não abriria mão da cabeça de chapa - e a horrorosa tese do terceiro mandato. Se Dilma fica na bica de dançar, daria ao tal candidato novo ou ao N-D-3 o apoio dela em imagens bacanas dela em cadeira de rodas.

      2. Caso ela se recupere bem, como apontam os médicos, aí é a oposição vai estar em maus lençóis. Com a fama de durona reforçada - depois de vencer a tortura e a machismo, ainda derrotou o câncer -, mas humanizada pela doença (e ainda apoiada pelo Cara), ir para o segundo turno será de lei. E com aquele monte de obras do PAC sendo inauguradas e a crise tendo virado marolinha em outubro de 2010 (ou, pelo menos, o pessoal tendo se acostumado a ela), será uma pedreira de granito vencê-la no mano a mano.

      3. Se houver mais alguém macho no Planalto, além da própria, Dilma poderia virar uma espécie de Jade Goody política. Lembra da Jade Goody, né? Aquela inglesa que transformou sua agonia devido ao câncer em reality show... Imagina, aí por janeiro, fevereiro próximos, a Dilma, já curada, aparecendo em anúncios do Ministério da Saúde falando dos benefícios do exame preventivo? A oposição subiria nas tamancas e nas tribunas vociferando, mas e daí? Ela diria que a ideia foi do Temporão, aprovada pelo N-D, e que, como membro do governo e cidadã, ela tem obrigação de colaborar com uma campanha tão importante para a saúde pública etc, etc, etc...

      4. A decisão de divulgar a doença e a maneira profissional com que a operação foi realizada é lição para todos os dirigentes estatais, seja de que nível for. Antecipar e dar publicidade aos problemas, a fim de esvaziar a bola das especulações, é sempre a melhor estratégia.

Marcadores:


24.4.09

 

A Folha não toma jeito


   Parece que os grandes jornais brasileiros estão passando por uma espécie surto coletivo. Depois do incrível caso da "ditabranda", a Folha voltou a reescrever a história recente do país - período no qual ela teve participação bem ativa - atacando a Dilma Rousseff. Leia aqui no blog do grande amigo Zé Sérgio.

Marcadores:


23.4.09

 

Quase lá


   O governo peruando escolheu o modelo brasileiro (baseado no sistema japonês ISDB) de TV Digital. É o primeiro país a fazer isso, mas o passo decisivo será mesmo a adesão da Argentina. Segundo informações do mercado, os hermanos já teriam decidido pelo ISDB verde-amarelo, mas só bateriam o martelo após da eleições legislativas, marcadas para fim de junho. O apoio da Argentina é fundamental para que as negociações que já estão ocorrendo com o Chile e a Venezuela terminem bem para os brasileiros, pois os dois países ficariam isolados caso aderissem a padrões diferentes do escolhido pelas duas maiores economias da região.

   A adesão dos vizinhos é essencial para o Sistema Brasileiro de TV Digital porque permitiriam ganho de escala na fabricação de hardware e software, barateando os custos, principal empecilho para que a TVD deslanche por aqui.

Marcadores:


21.4.09

 

Ô angústia!


   Confesso que estou angustiado: acho que vou ter que voltar a assinar O Globo. Está ficando muito difícil deixar de ler um jornal tão hilariante. Hoje, há três textos que valeriam os quase R$ 2 por dia da assinatura:

      1. Nota do Ancelmo Gois desfaz do Nove-Dedos ao duvidar de que ele tenha lido "Veias Abertas da América Latina", do Eduardo Galeano. A base para o deboche é que Lula teria aconselhado o Djalma Bom a não ler "Esquerdismo, doença infantil do comunismo", de Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido como camarada Lênin. Pode ser que N-D não saiba o que está escrito em "Veias" e aconselhado o Bom a não ler a obra leninista, mas o que a nota mostra mesmo é que o Ancelmo não tem a menor ideia do que está escrito no livro do revolucionário russo (vou dar de barato que ele leu o do Galeano). "Esquerdismo:..." é chato para caramba! Pior do que ele só "Materialismo e Empirocriticismo", que é inominável e só terminei porque era tarefa partidária e sempre fui tarefeiro disciplinado (tá certo que li na versão portuguesa, mas mesmo em português do Brasil tenho certeza de que o suplício seria o mesmo). Já "Veias abertas", todo mundo sabe, é uma uma obra-prima não só pelo conteúdo, mas também pelo belo estilo de Eduardo Galeano. Assim, não há nada de errado ter lido este e não ter lido o outro - uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, Ancelmo;

      2. Bem mais gozada é a matéria raivosa sobre a reportagem do "El País" a respeito da idéia de construir-se muros para cercar as favelas. A matéria do jornal espanhol contém muitos erros, é verdade, mas o que é aquele texto editorializado, rapá?! Fica patente que O Globo sentiu o golpe, pois, embora tenha falhas gritantes, o correspondente Francho Barón - e o magnífico José Saramgo antes dele - acertou em cheio no significado dos muros: são para separar de vez pobres do resto da sociedade carioca, partir irremediavelmente a cidade. Usa-se aquele discurso ambiental tão em voga para justificar um monte de sandices e segundas intenções para disfarçar o real objetivo do projeto, que - agora não há mais dúvidas, se é que elas existiam antes - é apoiado de corpo e alma pelo Globo.
Ah! Como recordar é viver, foi do El País a primeira matéria sobre o trabalho do fotógrafo francês JR, que registrou os olhares de pessoas do Morro da Providência após o assassinato daqueles três rapazes pelas tropas de ocupação do Exército. Como você deve lembrar, os olhos foram impressos em painéis gigantes e era visíveis da Praça 11, mas o pessoal do Globo só viu depois que a reportagem do El País começou a correr a internet. Ironia histórica: o trabalho de JR agora é atração oficial do Ano da França no Brasil, projeto apoiado pelas Organizações Globo.

      3. Por fim, algo ainda mais engraçado. Matéria sobre o filme de José Joffily vem com o título "Olhoz azuis". Primeiro pensei que a obra tivesse um título irônico, mas depois vi que era erro do jornal mesmo. Parece que finalmente aconteceu algo que já era de se prever: a falta de cuidado com o texto que caracteriza do Globo On line passou a contaminar também o jornal de papel. O problema é que, no mundo digital, dá pra consertar rapidinho, no analógico fica para a história.

18.4.09

 

Calça arriada à vista


   A Anatel decidiu que o ponto extra será gratuito, só podendo as operadoras cobrar pela instalação do ponto e pelo aluguel do equipamento, certo? Pois então leia aqui a nota oficial da agência e me diga onde está definida a questão do aluguel. Aliás, cadê a publicação da decisão no DO? Será que não deu tempo? Como, se todo o mercado já sabia da decisão antes de ela ser divulgada, na tarde de quinta-feira?

Marcadores: ,


17.4.09

 

Pequena aula de jornalismo


   Inglês entrevista FHC e mostra como se faz jornalismo sério. Aqui.

Marcadores: , ,


14.4.09

 

Um escândalo de verdade


   Quem ainda acha que agência reguladora é algo confiável deveria prestar atenção no que vem ocorrendo na Anatel. Em junho do ano passado, a agência expediu regulamentação proibindo a cobrança de pontos extras para TV paga. Pois esta determinação jamais foi cumprida pelas operadoras e, depois de dez meses de discussão, a Anatel está prestes a não só permitir a cobrança, como não impôr nenhum limite ao preço que proteja o consumidor da ganância das empresas.

   ISSO é um escândalo. Que, obviamente, é ignorado pelos coleguinhas.

Marcadores: ,


12.4.09

 

Na ferradura e no cravo


   No caso da demissão do presidente do BB, comemorei a volta de Ancelmo Gois ao jornalismo, após anos de ausência escrevendo sobre a floração dos ipês-roxos e a beleza de mulatas e mulatos cariocas.

   Lamentavelmente, minha alegria sofreu um baque com o comentário de Ancelmo sobre a entrevista do Adriano semana passada. Afinal, quem é Ancelmo Gois - ou Ivson Alves, ou você, ou qualquer um - para dizer onde uma pessoa deve ou não deve sentir-se feliz? Melhor faria Ancelmo se lesse o texto de Rodrigo Fonseca, bom e sério crítico de cinema do Globo, publicado na Logo de hoje.

   Bom também que, no futuro, Ancelmo deixasse o trabalho de ideólogo do jornal para o Ali Kamel, que, embora também sem maior qualificação para o cargo, ainda assim leva mais jeito para exercê-lo.

 

Cascata pobre


   Na boa, há carioca que realmente acredite que alguma favela será removida se os moradores não quiserem? Não se conseguiu isso nem quando as armas estavam de um lado só - e não era dos pobres -, quanto mais agora quando o poderio bélico é bem mais equilibrado.

   Diante desa constaração, essa matéria de hoje do Globo classifica-se para a disputa do King of the Kings 2009.

Marcadores: ,


 

Recuo estratégico


Com a defesa da mumificada tese da remoção das favelas, O Globo avança mais um pouco em sua guinada à direita, resultado, creio, da crise econômica. Leia mais aqui.

Marcadores:


7.4.09

 

Ih, ferrou!


   O Conselho Nacional do Ministério Público proibiu a divulgação por procuradores e promotores de transcrições de fitas para quem quer que seja.

   Lá se vai a carreira de um monte de "repórteres investigativos".

Marcadores:


 

Ô inveja!


   Sou um historiador frustrado. Daí que me mordo todo de inveja quando leio algumas das doces crônicas do amigo André Mansur, em seu blog Emendas e Sonetos. Como esta aqui, sobre os duros tempos da fundação da muy leal e heroica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Marcadores:


4.4.09

 

Um cara muito bacana


   Márcio Moreira Alves foi comparado com aquele japonês que apertou a descarga na hora em que explodiu a boma en Hiroshima e morreu pensando ter causado a tragédia. Ao contrário do personagem da anedota, porém, Márcio sempre soube que seu discurso na Câmara fora apenas o pretexto usado pelo militares para decretar o AI-5 e endurecer o regime militar de vez. Essa lucidez é que sempre me fazia ler as colunas dele no Globo. Ela e o otimismo que transformou-se na série de reportagens que ele apresentou durante pelo menos um ano mostrando as coisas boas que existem Brasil a fora, cuja existência é conscientemente ignorada pelo jornalistas. Uma atitude sempre constestada por Márcio, juntamente com os ataques ao Nove-Dedos, oriundos, sabia ele, mais de posições de classe do que de fatos concretos.

   Vai na paz, mestre!

 

Um pouco de sadismo


   Recomendo veementemente a leitura da coluna do Merval Pereira. Confesso que meu lado sádico divertiu-se a valer com o fel da inveja tucana que escorre da página 4 da edição de hoje matutino. Fiquei a me perguntar se o Choco vai fazer uma segunda charge, mostrando o Merval tendo um ataque histérico, ao lado FHC, por causa do sucesso internacional do Nove-Dedos. A leitura torna-se mais hilária ainda quando vemos, na página seguinte, a posição pragmática dos políticos profissionais da oposição admitindo que Lula tentará tirar partido do afago do Obama, que faz muito bem em seguir esse caminho e que a oposição lutará para furar esse balão, como é seu papel institucional. Nada de chororô ressentido.

Marcadores:


2.4.09

 

Saudades do Rubens de Falco


   De um Alto Conselheiro ainda meio besta com a página 2 do Globo de hoje:

       Essa página 2 do Globo de hoje entra para a história. Assim como o público volta e meia descobre que alguma moderníssima e eficientíssima empresa mantém trabalho escravo em algum canto do Brasil, ele acaba de descobrir que o paladino da moralidade só reconheceu a legislação do trabalho em 01/04/2009. Esse texto vai fazer a festa de muito advogado

   O "alô, mamãe!" de hoje também mereceu comentários do Sind, mas não tão bem-humorados quanto o do Conselheiro. Leia aqui.

Marcadores: ,


1.4.09

 

Primeiro de abril!


   No fim, o julgamento do STF sobre a Lei de Imprensa não acabou - mas ela vai cair, porque a revogação é barbada - e a obrigatoriedade do diploma nem foi apresentada.

Marcadores: ,


 

Um dia para ser lembrado


   Primeiro de abril não é lá uma data das mais respeitáveis, mas o de 2009 será realmente especial. Hoje, o STF deve definir se para o exercício do jornalismo é imprescindível diploma específico e se a Lei de Imprensa, de 1967, ainda é válida. Também hoje começa a valer o controle de freqüência no Infoglobo, para profunda irritação dos editores, que, de agora em diante, serão obrigados a gerir e usar de maneira eficiente e eficaz os recursos humanos a sua disposição, sob pena de serem admoestados pelos departamentos de RH, Finanças e Jurídico.

Marcadores: ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Assinar Postagens [Atom]