26.4.09

 

Reconhecimento de firma


      "Nota da Redação - Tão logo a ministra colocou em dúvida a autenticidade de uma das reproduções publicadas, a Folha escalou repórteres para esclarecer o caso e publicará o resultado dessa apuração numa próxima edição."

   Essa notinha está escrita no pé dessa matéria da Folha, na qual a Dilma Rousseff nega autenticidade da ficha do Dops em que é acusada de ter participado de ações armadas contra a ditadura militar (post "A Folha não toma jeito", logo baixo). Bem, não tenho lido a Folha, mas, pelo menos no site, não há resultado algum das investigações. Talvez por que, se o resultado for de que o documento é falso, como parece ser o caso, ficará a óbvia questão: "Por que não checaram antes de publicar, ó pá?!"

   Depende da resposta a essa pergunta - ou da falta dela - a inscrição da "Ficha da Dilma" no King of the Kings-2009.

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Saiu, no sábado, no Erramos (reproduzo abaixo) e em matéria discreta (que não reproduzo pelo tamanho). Este ano o prêmio vai ser disputado.

PRIMEIRA PÁGINA (5.ABR) A ficha criminal da ministra Dilma Rousseff que acompanhou o texto "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto", também reproduzida na reportagem "Aos 19, 20 anos, achava que eu estava salvando o mundo" (Brasil, pág. A10), não tem como origem o "arquivo [do] Dops", e sim um e-mail enviado à reportagem da Folha. A ficha não poderia ter sido tratada como autêntica, porque não há provas de que seja. Leia mais sobre o assunto na pág. A12 (Brasil) de hoje.
 
Muuito bem... Mais um forte concorrente para o KofK-2009.
 
OK, aqui estão as provas: as fontes tipográficas usadas na tal ficha são a fonte do sistema do Windows (MS Sans Serif) e a fonte monoespaçada Courier New, imitando máquina de escrever. Ou seja, foi uma fraude produzida digitalmente. Se fosse um documento verdadeiro escaneado, as letras apareceriam com os contornos difusos. Mas elas são formadas por pixels perfeitamente visíveis a olho nú. Qualquer bom designer reconhece estas fontes. Digo isto com a experiência de 30 anos de artes gráficas, 18 deles com mídias digitais, e como professor de jornalismo gráfico numa escola federal, o CESNORS/UFSM.
 
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