6.1.09
Outras palavras
Leitor sugere, no comentário do post abaixo, pauta sobre a reforma ortográfica: como ela está sendo vista e implementada em outros países lusófonos, em especial em Portugal? O leitor conta que os patrícios estão furiosos, batendo à beça na reforma.
Seria interessante ouvir o ponto de vista deles e temperá-los com obervações como a que li hoje no Estadão: um lexicógrafo argumenta que os tugas estão irritados porque a reforma iguala a língua portuguesa e acaba com o monopólio da versão portuguesa, que sempre se apresentou internacionalmente como o "português verdadeiro". Agora isso acabou e, como nós somos muitos mais, os brasileiros tenderiam a tornar-se dominantes. Bobagem? Será? Isso não muda, por exemplo, a questão da chamada "localização" de softwares? É um indústria de bilhões...Vale ou não uma assuntada?
E quanto à ONU? Uma vez li que a maior dificuldade do português ser adotado como língua oficial nas Nações Unidas é que a ortografia não era unificada. É verdade isso? Se for, a unificação seria um passo a mais na ambição do Itamaraty de fazer o Brasil um dos países a ter assento permanente no Conselho de Segurança, certo?
Seria interessante ouvir o ponto de vista deles e temperá-los com obervações como a que li hoje no Estadão: um lexicógrafo argumenta que os tugas estão irritados porque a reforma iguala a língua portuguesa e acaba com o monopólio da versão portuguesa, que sempre se apresentou internacionalmente como o "português verdadeiro". Agora isso acabou e, como nós somos muitos mais, os brasileiros tenderiam a tornar-se dominantes. Bobagem? Será? Isso não muda, por exemplo, a questão da chamada "localização" de softwares? É um indústria de bilhões...Vale ou não uma assuntada?
E quanto à ONU? Uma vez li que a maior dificuldade do português ser adotado como língua oficial nas Nações Unidas é que a ortografia não era unificada. É verdade isso? Se for, a unificação seria um passo a mais na ambição do Itamaraty de fazer o Brasil um dos países a ter assento permanente no Conselho de Segurança, certo?
Marcadores: Pautas alternativas, Perspectiva
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A reforma ortográfica pouco nos afeta, exceto quanto à retirada do acento agudo em hiatos - uma imbecilidade para satisfazer os portugueses, que abrem mais vogais que os baianos. Tirar o trema adianta pra quem?
Acabem todos os hífens de uma vez, ora essa! Derrubem acentos e, para a felicidade geral da estudantada, as crases. Afinal, o que vale é a língua desifenizada e desacentuada consagrada pela internet.
Eu, por mim, resistirei! Enquanto for permitido, continuarei tremando e acentuando o que puder.
Acabem todos os hífens de uma vez, ora essa! Derrubem acentos e, para a felicidade geral da estudantada, as crases. Afinal, o que vale é a língua desifenizada e desacentuada consagrada pela internet.
Eu, por mim, resistirei! Enquanto for permitido, continuarei tremando e acentuando o que puder.
Vai aí mais uma idéia ideia então: quando vão fazer uma matéria decente sobre o custo dos estádios para a Copa de 2014? Outro dia o Globo disse que a REFORMA do Maracanã custará R$ 400 milhões. O novo estádio do Grêmio, segundo o Estadão, está estimado em R$ 270 milhões. Pois o 1889 Hoffenheim, da Alemanha, acaba de construir um estádio "state of the art" para 30 mil pessoas por 60 milhões de euros (R$ 185 milhões ao câmbio de hoje) - isso usando operários europeus... Será que estou louco ou isso é uma senhora pauta? p.s.: o 1889 Hoffenheim, que estava na QUINTA divisão em 2000, é o atual campeão de inverno da 1a divisão alemã.
É, Rodrigo, valia matéria sim, mas tem que ver estádio, mesmo "estado da arte", para 30 mil tende mesmo custar menos que um para 80 mil, ainda mais se este não vai ser construído, mas reconstruído todo. Uma comparação interessante seria com o que foi gasto na Copa de 2006,quando os mesmos alemães reconstruíram estádios antigos.
Falar em diferenças, recebi um email sobre palavras com sentidos opostos, em BR e PT, que acho, vou postar.
Acho essa reforma da língua tão gastritante...
Pensa bem, nhemnhemnhem tava bem como estava, agora é nhem-nhem-nhem. Já co-herdeiro era lindo, e agora é coerdeiro.
Serei uma das velhas chatas, escrevendo errado para todo o sempre. Pelo menos eu não vou errar ao pronunciar pelo, pelo e pelo. Mas os futuros falantes da língua terão problemas com isso, assim como a minha geração tem problemas ao dizer póça, ao invés de pôça, e féche ao invés de fêche.
Enfim, o Lula assinou, a gente engole.
Acho essa reforma da língua tão gastritante...
Pensa bem, nhemnhemnhem tava bem como estava, agora é nhem-nhem-nhem. Já co-herdeiro era lindo, e agora é coerdeiro.
Serei uma das velhas chatas, escrevendo errado para todo o sempre. Pelo menos eu não vou errar ao pronunciar pelo, pelo e pelo. Mas os futuros falantes da língua terão problemas com isso, assim como a minha geração tem problemas ao dizer póça, ao invés de pôça, e féche ao invés de fêche.
Enfim, o Lula assinou, a gente engole.
Alice, co-herdeiro continua se escrevendo assim porque palavras com o prefixo "co" mantêm o hífen (assim como "mantêm" continua com circunflexo). Sobre "nhemnhemnhem" não sei como fica. Talvez nem o Evanildo Bechara saiba. Vamos ter que esperar mesmo a publicação do VOLP para essas e outras dúvidas. Concordo com você que os futuros falantes talvez tenham problemas com a falta de alguns acentos, agora essa não dá para botar na conta do Nove-Dedos: o acordo estava acertado há mais de uma década e só esperava o "de acordo" do Congresso português. Depois que ele foi dado, não havia mais como protelar a assinatura.
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