5.1.09

 

Concorrência, ma non troppo


   Os coleguinhas, em especial os colunistas, adoram dizer que as agências reguladoras são a maior garantia de um mercado concorrencial, o nirvana capitalista para o consumidor. Esse argumento é brandido principalmente quando alguma delas entra em choque com o governo. Por algum motivo que me escapa, porém, ele é esquecido no momento em que as agências são confrontadas pelas empresas privadas. Ninguém, por exemplo, levantou-se em defesa da Anac, que está sendo atacada pelas empresas áreas, que querem porque querem impédir a concorrência na venda de passagens para Europa, e muito menos estranhou que a Anatel esteja há mais de seis meses sem definir simplesmente se o assinante de TV paga deve pagar ou não pagar - e quanto, em caso positivo - por pontos extras, subjugada pelo lobby da ABTA.

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Comentários:
Comentários, por favor, sobre a cobertura do acordo ortográfico. Em Portugal, o acordo só leva paulada, não tem data para entrar em vigor e segue um cronograma que só prevê obrigatoriedade em 6 anos. O terceiro país lusófono em termos de população (Angola) sequer assinou o acordo. E nada disso sai na imprensa brasileira (sai, porém, no Diário de Notícias, no Público, etc.).
 
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