29.5.08
Vovô Karl já dizia
No Livro 1 do Capital (de passagem) e no 3 (mais esmiuçado): no capitalismo, a tendência à monopolização é irresistível. Mais uma prova da verdade do modo do produção que vivemos deve vir à luz em breve: o Infoglobo está para comprar o Estado de São Paulo.
O pool de bancos que há uns três anos administra o tradicionalíssimo jornal dos Mesquita jogou a toalha e desistiu de dar ter lucro com a operação. Daí botou o jornal no prego. Abril, Infoglobo e o grupo do jornal Supernotícias, de BH, se interessaram. Fora pra mesa e só quem mostrou cacife até agora foram os Marinho.
Saindo o negócio, duas vítimas já aparecem de primeira - o leitor, cada vez mais tolhido em sua possibilidade de múltiplas visões; o Grupo Folha, que passará a viver dentro de um torniquete empresarial, a não ser que se associe à Abril.
O pool de bancos que há uns três anos administra o tradicionalíssimo jornal dos Mesquita jogou a toalha e desistiu de dar ter lucro com a operação. Daí botou o jornal no prego. Abril, Infoglobo e o grupo do jornal Supernotícias, de BH, se interessaram. Fora pra mesa e só quem mostrou cacife até agora foram os Marinho.
Saindo o negócio, duas vítimas já aparecem de primeira - o leitor, cada vez mais tolhido em sua possibilidade de múltiplas visões; o Grupo Folha, que passará a viver dentro de um torniquete empresarial, a não ser que se associe à Abril.
Marcadores: Democratização da Comunicação, Mercado de comunicação
27.5.08
Quem manda
Em julho, o Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom) divulgará mais um levantamento do projeto "Donos da Mídia" que há anos a ONG vem realizando. Nesse momento, virá a público o aprofundamento da pesquisa, lançada em 2004, e que enfocava os senadores, abrangendo, dessa vez, também os deputados. Uma palinha do levantamento você ler aqui.
Marcadores: Democratização da Comunicação, Mercado de comunicação
20.5.08
Bagunça
A Globonews deu que um avião se chocara com um prédio em São Paulo e sites importantes como Terra e UOL copiaram a informação. Era barriga. Veja aqui a matéria do C-se sobre mais essa cascata causada pelo tal "jornalismo em tempo real".
Marcadores: Cascata
19.5.08
De volta da Bahia...
Depois de uma semana de bob na casa da mana, volto e mando essa interessante reflexão, que você não vai encontrar em nenhum dos nossos grandee meios de comunicação. Aqui.
Marcadores: Pautas alternativas
9.5.08
Dor, juventude e desleixo
A indizível dor que perpassou a alma flamenga após o apito que encerrou a partida diante do América, do México, na quarta-feira passada, lançou em completa confusão as hostes rubro-negras. O suplício,porém, foi sentido com particular intensidade naquele veíuclo que, nos últimos tempos, tem sido, para todos os efeitos práticos, um house organ do clube da Gávea. Não foi, no entanto, apenas o desespero o culpado pelo inacreditável erro cometido pelo Globo, na página 47 de hoje. Houve muito também de juventude e desleixo. Leia mais.
Marcadores: Cascata
7.5.08
Pra garantir
Como bem pode ser que não passe direito nos telejornais da noite e seja relegada a segundo plano pelos jornais de amanhã, veja aqui o esporro público que Dilmão deu no Agripino Maia no depoimento de hoje. A cara do senador demo é impagável - dá pra ver perfeitamente que adoraria que a terra se abrisse e o engolisse para todo sempre.
6.5.08
Empurrando com a barriga
Ameaçando o relator Jorge Bittar (PT-RJ) co m um motim, no qual pediriam verificação de quórum, os deputados do PSDB conseguiram impedir que seja votado amanhã o substitutivo do parlamentar carioca sobre o PL 29, que muda os conceitos e os parâmetros da TV paga. Os tucanos afirmam que querem um maior debate do tema, mas o objetivo real é bem outro: empurrar a votação na omissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) com a barriga até junho, quando, todo mundo sabe, acaba o ano político e nada mais será votado.
Um doce para quem adivinhar a quem essa estratégia beneficia.
Um doce para quem adivinhar a quem essa estratégia beneficia.
Marcadores: Convergência, Democratização da Comunicação, Mercado de comunicação
De olho na vizinhança
Anos atrás, sugeri que os jornais brasileiros fixassem correspondentes na China, pois este país tendia a ser um parceiro comercial muito importante para nós e, por isso, seria objeto de curiosidade aqui. Meses depois, O Globo enviou o Gilberto Scofield, que vem, desde então, enviado ótimas matérias de lá. O jornal dos Marinho foi além e hoje mantém a competente Florência Costa na Índia, outro país do grupo Bric (o último, a Rússia, está coberta pela boa Vivian Oswald).
Agora sugiro que O Globo e outros jornais apostem na América do Sul. Hoje, há um repórter, em geral baseado em Buenos Aires, cobrindo o subcontinente inteiro. Creio que é hora de avançar na região, pondo mais dois correspondentes - um baseado em Lima ou La Paz, cobriria Peru, Bolívia e Equador; outro, localizado em Bogotá ou Caracas, atuaria na Colômbia, na Venezuela e nos outros pequenos países da chamada Calha Norte. O correspondente de Buenos Aires continuaria cobrindo Argentina, Uruguai, Chile e, talvez, Paraguai. A dúvida quanto a este é que poderia ser coberto com reforço na sucursal de Curitiba ou por um correspondente baseado em Campo Grande.
Agora sugiro que O Globo e outros jornais apostem na América do Sul. Hoje, há um repórter, em geral baseado em Buenos Aires, cobrindo o subcontinente inteiro. Creio que é hora de avançar na região, pondo mais dois correspondentes - um baseado em Lima ou La Paz, cobriria Peru, Bolívia e Equador; outro, localizado em Bogotá ou Caracas, atuaria na Colômbia, na Venezuela e nos outros pequenos países da chamada Calha Norte. O correspondente de Buenos Aires continuaria cobrindo Argentina, Uruguai, Chile e, talvez, Paraguai. A dúvida quanto a este é que poderia ser coberto com reforço na sucursal de Curitiba ou por um correspondente baseado em Campo Grande.
Marcadores: Mercado de comunicação
1.5.08
Nove-Dedos, os coleguinhas e o Falcão Azul
A mídia brasileira já estava toda alegrinha, badalando o aumento do preço da comida - que tem na popularidade do Nove-Dedos o mesmo efeito que a kriptonita tem no Super-Homem -, quando vem a Standard&Poor's e dá o "investment grade" pro Brasil.
Claro que os coleguinhas vão desmerecer o fato - falando coisas como "o mercado já esperava" ou "ainda tem que esperar outras agências confirmarem a S&P" -, mas, no fundo, estarão falando para a S&P o que Falcão Azul falava pro Bionicão, quando esse dava uma de suas mancadas: "Assim, não dá!"
Claro que os coleguinhas vão desmerecer o fato - falando coisas como "o mercado já esperava" ou "ainda tem que esperar outras agências confirmarem a S&P" -, mas, no fundo, estarão falando para a S&P o que Falcão Azul falava pro Bionicão, quando esse dava uma de suas mancadas: "Assim, não dá!"
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