30.1.08
E acham que é má-vontade
Tem gente que acha que eu persigo O Globo. Não é verdade. É apenas que o jornal dos Marinho, de uns anos para cá, resolveu torcer os fatos de uma maneira "nunca antes vista nesse país". Mais uma constatação disso? Leia aqui (e eu não tenho nada a ver com isso!)
29.1.08
Os ricos
O Ipea descobriu que 70% do pagamento dos juros da dívida pública brasileira - uma jamanta de dinheiro de R$ 147,3 bilhões, em 2007 - foi para 20 mil clãs brasileiros (clã, pelo estudo, são famílias com 50 ou mais integrantes).
Vamos ver quantos e quais jornais dão essa matéria e qual o destaque concedido a ela. Ela pode ser lida aqui.
Vamos ver quantos e quais jornais dão essa matéria e qual o destaque concedido a ela. Ela pode ser lida aqui.
Comunicação Empresarial
A Aberje promove, em parceria com a Universidade de Syracuse (EUA), o 3º Curso Internacional de Comunicação Empresarial. O primeiro módulo será ministrado de 24 a 26 de abril e haverá mais três até setembro, todos em São Paulo. Mais informações aqui.
Marcadores: Ensino de jornalismo
28.1.08
Não é só aqui
Pesquisa mostra que 25% dos coleguinhas americanos querem largar a profissão. Os principais motivos para desilusão são os baixos salários, as ?longas e indesejáveis? jornadas de trabalho e o estresse. Deve ser horrível ser jornalista num país em que as empresas fazem isso com seus profissionais...
Leia mais aqui e veja a pesquisa inteira aqui (em inglês).
Leia mais aqui e veja a pesquisa inteira aqui (em inglês).
Marcadores: Mercado de comunicação
Concurso para editor
27.1.08
Chorando na rampa
Os barões da mídia não podem se queixar do governo do Nove-Dedos. O cara está fazendo uma força danada para que a tal TV Digital pegue no tranco. Claro que faz essa cortesia com o chapéu alheio, no caso, o nosso. Como você pode ver aqui.
Marcadores: Convergência
21.1.08
Jogo duro
A Docas Investimentos, de Nelson Tanure, anunciou hoje a compra da Intellig, a telecom semifalida há quatro anos à venda, sem encontrar comprador, apesar de ser dona de um tremendo backbone de 500 mil quilômetros, que corta o Bananão de Norte a Sul. Tanure comprou a empresa da National Grid (inglesa), Sprint Nextel (americana) e France Telecom (adivinha de onde...), mas nada falou sobre os principais credores da empresa, os bancos UBS/Pactual (suiço-brasileiro) e Deutsche Bank (esse também fácil de saber de onde é). Assim, de acordo como o modus operandi de Tanure, os banqueiros podem se preparar para levar uma rasteira. Mas dar rasteira em jornalista bobo é uma coisa, fazer o mesmo com banco é outra bem diferente.
20.1.08
Bom ping-pong
Logo, a estranha página móvel do Globo - das poucas boas coisas do jornal hoje em dia, junto com o Megazine, o Prosa&Verso, as colunas Negócios&Cia e do Arthur Dapieve e mais uma ou duas coisas que devo ter esquecido - aborda as relações entre tráfico e carnaval. O enfoque ia ficando ruim, pois vincula carnaval e samba, como se fossem sempre sinônimos, mas o texto de Ney Lopes aponta essa bobagem e salva a coisa por esse lado. No entanto, ao mesmo tempo em que Lopes critica corretamente a página, também abre a guarda ao passar ao largo do fato de que as próprias comunidades apóiam os bandidos (como está numa matéria da página ao lado, que mostra como a Beija-Flor endeusa Anísio). O desvio do autor é bem flagrado pela turma da página que faz a crítica. No fim, foi um bom início de debate. Agora, é seguir em frente.
Marcadores: Bola dentro
Grilado
Rasgando a fantasia
Na coluna de hoje, seguindo na contramão do período momesco, o Merval Pereira rasgou a fantasia e assumiu a real função de sua coluna no Globo: ser porta-voz do Fernando Henrique Cardoso na área política (na econômica, há uma bola dividida entre a Dona Míriam e "Turca" Sônia Racy,do Estadão, que, por essa razão, se odeiam).
Atenção: eu escrevi porta-voz do FHC e não do PSDB. É o que se vê claramente na coluna de hoje, quando o colunista-amestrado (copyright Hélio Fernandes) ataca diretamente o senador Arthur Virgílio, por ele ter se lançado pré-candidato à Presidência da República pelos tucanos, e o ex-governador de São Paulo e candidato derrotadíssimo à Presidência em 2006, Geraldo Alckmin, que luta contra o acordo do grupo FHC-Serra para apoiar Gilberto Kassab (DEM) à reeleição na Prefeitura de Sampa, em troca do apoio dos demos ao Serra na corrida ao Planalto de 2010. Essas duas atitudes ajudam Aécio Neves, o tucano mineiro bom de bastidor, biografia e estampa que ameaça a hegemonia dos paulistas não só no âmbito interno do partido, como até no país (N-D nasceu lá na terrinha, mas foi criado politicamente em São Paulo, não esqueça).
Atenção: eu escrevi porta-voz do FHC e não do PSDB. É o que se vê claramente na coluna de hoje, quando o colunista-amestrado (copyright Hélio Fernandes) ataca diretamente o senador Arthur Virgílio, por ele ter se lançado pré-candidato à Presidência da República pelos tucanos, e o ex-governador de São Paulo e candidato derrotadíssimo à Presidência em 2006, Geraldo Alckmin, que luta contra o acordo do grupo FHC-Serra para apoiar Gilberto Kassab (DEM) à reeleição na Prefeitura de Sampa, em troca do apoio dos demos ao Serra na corrida ao Planalto de 2010. Essas duas atitudes ajudam Aécio Neves, o tucano mineiro bom de bastidor, biografia e estampa que ameaça a hegemonia dos paulistas não só no âmbito interno do partido, como até no país (N-D nasceu lá na terrinha, mas foi criado politicamente em São Paulo, não esqueça).
Marcadores: Cascata
18.1.08
Premeditadas ironias
Já que Pavuna '73 falou do Rumo, vamos prosseguir no caminho (hahaha) e falar de outro importante grupo do movimento Lira Paulistana: Premeditando o Breque, o Premê. Hã? O que é Lira Paulistana? Bom, preciso de um novo parágrafo para contar.
Lá pelos fins dos 70, uma galera paulista começou a se juntar, compor e se apresentar em público. O centro do agito era o teatro Lira Paulistana, um porão localizado na Rua (ou Praça, uns chamam de uma coisa, outros de outra) Benedito Calixto, em Pinheiros. Lá se apresentavam,além do Rumo e do Premê, gente como Itamar Assumpção, Vânia Bastos, Cida Moreira, Língua de Trapo e outros (Arrigo Barnabé, o compositor mais considerado do movimento, porém, nunca tocou lá). Eles acabaram sendo intitulados ora como Nova Canção Paulistana (para lembrar a Nova Canção Cubana), ora como Música Independente Paulista, ora como Lira Paulistana (referência ao livro de poesias de Mário de Andrade). Como a última denominação era mais poética e menos pomposa, acabou colando, ainda mais quando surgiu o selo independente com o mesmo nome.
Agora, voltando o Premê...O grupo surgiu em 77 com a base formada por Claus Petersen, Mário Augusto "Manga" Aydar e Antônio Marcelo Galbetti, a quem se juntariam vários músicos, dependendo da época. Eles puseram sua refinada técnica (os três fundadores são formados em música) para sustentar letras na maioria das vezes irônicas. Elas puderam ser apreciadas nos discos "Premeditando o Breque"(1981), "Quase Lindo" (1983), "O Melhor dos Iguais" (1985), "Grande Coisa" (1986) e "Alegria dos Homens" (1991). O Premê ainda existe, mas se apresenta apenas esporadicamente.
Uma mostra do "estilo Premê"? Ouça "São Paulo, São Paulo", hilária paródia de "New York, New York".
Lá pelos fins dos 70, uma galera paulista começou a se juntar, compor e se apresentar em público. O centro do agito era o teatro Lira Paulistana, um porão localizado na Rua (ou Praça, uns chamam de uma coisa, outros de outra) Benedito Calixto, em Pinheiros. Lá se apresentavam,além do Rumo e do Premê, gente como Itamar Assumpção, Vânia Bastos, Cida Moreira, Língua de Trapo e outros (Arrigo Barnabé, o compositor mais considerado do movimento, porém, nunca tocou lá). Eles acabaram sendo intitulados ora como Nova Canção Paulistana (para lembrar a Nova Canção Cubana), ora como Música Independente Paulista, ora como Lira Paulistana (referência ao livro de poesias de Mário de Andrade). Como a última denominação era mais poética e menos pomposa, acabou colando, ainda mais quando surgiu o selo independente com o mesmo nome.
Agora, voltando o Premê...O grupo surgiu em 77 com a base formada por Claus Petersen, Mário Augusto "Manga" Aydar e Antônio Marcelo Galbetti, a quem se juntariam vários músicos, dependendo da época. Eles puseram sua refinada técnica (os três fundadores são formados em música) para sustentar letras na maioria das vezes irônicas. Elas puderam ser apreciadas nos discos "Premeditando o Breque"(1981), "Quase Lindo" (1983), "O Melhor dos Iguais" (1985), "Grande Coisa" (1986) e "Alegria dos Homens" (1991). O Premê ainda existe, mas se apresenta apenas esporadicamente.
Uma mostra do "estilo Premê"? Ouça "São Paulo, São Paulo", hilária paródia de "New York, New York".
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Marcadores: Pavuna '73
Cadê?
A norte-americana Symetrix instalaráno Rio a primeira fábrica de semicondutores da América Latina. O que tem isso a ver conosco? Na verdade, nada. Mas é que os japoneses prometeram ao governo que, caso tivessem o seu modelo escolhido como padrão para a TV digital, construiriam uma fábrica daquele importante insumo tecnológico. Até agora, nada de japas no horizonte. Quem veio mesmo foram os americanos.
Marcadores: Convergência
16.1.08
Narcisismo impresso
O que é aquilo na página 2 do Globo de hoje?! Neguinho surtou competamente!
E não foi só que ficou chocado com o ataque narcísico do Globo, pelo menos um Alto Conselheiro também ficou perplexo:
A pág 2 do Globo de hoje ( aquele "olha eu aqui mamãe") merece
prêmio. Isso sim é jornalismo! Iconoclasta, independente, corajoso,
sempre pronto a comprar um barulho com o poder, seja qual for, esteja
onde estiver.
Eu quase fui às lagrimas.
prêmio. Isso sim é jornalismo! Iconoclasta, independente, corajoso,
sempre pronto a comprar um barulho com o poder, seja qual for, esteja
onde estiver.
Eu quase fui às lagrimas.
De minha parte, fiquei foi constrangido.
13.1.08
A China também
O Brasil não é o único que se preocupa em ter uma empresa nacional para disputar o mercado de telecom. Os chineses seguem pelo mesmo caminho. Leia aqui.
Marcadores: Convergência
Oi, BrT!
Algumas pessoas dentro do governo acreditam que os empecilhos legais à fusão entre a Oi e a Brasil Telecom, para a criação de uma supertele de capital nacional, são menores do que imaginava a princípio. Leia aqui
O que temos, nós de comunicação, com isso? É que a BrT já tem uma operação de IPTV (veja aqui o que é e como se compara à WebTV) e a Oi está para conseguir (já recebeu aval da Anatel) comprar a Way TV, uma operadora de cabo mineira. Ou seja, a tal supertelecom nacional estaria bem posicionada para jogar na convergência que bate às portas.
O que temos, nós de comunicação, com isso? É que a BrT já tem uma operação de IPTV (veja aqui o que é e como se compara à WebTV) e a Oi está para conseguir (já recebeu aval da Anatel) comprar a Way TV, uma operadora de cabo mineira. Ou seja, a tal supertelecom nacional estaria bem posicionada para jogar na convergência que bate às portas.
Marcadores: Convergência
Que meda!
Toda vez que leio matérias prevendo que estamos às portas de um novo apagão e de uma epidemia de febre amarela, me lembro do excelente livro do sociólogo Berry Glassner, "Cultura do Medo, no qual ele mostra que "a mídia nos faz temer cada vez mais o que deveríamos temer cada vez menos". Caso se interesse, no Submarino o livro está por módicos (para a sua qualidade) R$ 38,00 (aqui)
Marcadores: Cascata
Tréplica e quadréplica
Obtemperei (com ele é possível obtemperar) com o Alto Conselheiro sobre a réplica carnavalesca do post abaixo:
Olha que interessante:o meu conselheiro e eu mesmo continuamos achando que os bicheiros mandam no carnaval - até pelo fato inconsteste citado por você de que mesmo presos eles poderiam manater o mando. Como a Furacão ocorreu em 2007, não seria interessante mostrar como o setor se organizou para não precisar dos caras - ou pelo menos servir só de lavanderia para eles? Aliás, só pra eles acho que não, né?
A quadréplica do Alto Conselheiro:
a minha opinião pode estar contaminada pelo conhecimento que tenho do assunto. aí, notícias que pras pessoas normais podem ser novidade, prum doente como eu parecem velhas. então, pode ser que tenha a matéria aí, admito.
lavagem de dinheiro é um assunto ignorado pela imprensa. o futebol e o carnaval são grandes lavanderias hoje - o primeiro maior do que o segundo, aliás.
Olha que interessante:o meu conselheiro e eu mesmo continuamos achando que os bicheiros mandam no carnaval - até pelo fato inconsteste citado por você de que mesmo presos eles poderiam manater o mando. Como a Furacão ocorreu em 2007, não seria interessante mostrar como o setor se organizou para não precisar dos caras - ou pelo menos servir só de lavanderia para eles? Aliás, só pra eles acho que não, né?
A quadréplica do Alto Conselheiro:
a minha opinião pode estar contaminada pelo conhecimento que tenho do assunto. aí, notícias que pras pessoas normais podem ser novidade, prum doente como eu parecem velhas. então, pode ser que tenha a matéria aí, admito.
lavagem de dinheiro é um assunto ignorado pela imprensa. o futebol e o carnaval são grandes lavanderias hoje - o primeiro maior do que o segundo, aliás.
Réplica carnavalesca
Alto Conselheiro, denodado súdito de Momo, replica, de maneira um tanto irritada, as insinuações de outro Alto Conselheiro sobre a cobertura de Carnaval, que você pode ler alguns posts abaixo:
Em terra de sapo, mosquito não dá rasante. seu alto-conselheiro ou não sabe de nada ou não lê jornal. os bicheiros estão naquele prende-e-solta comum em processos com advogados milionários. os jornais têm dado vários altos de página a respeito, quando acontecem fatos a serem divulgados.
sobre as escolas: a produção do carnaval segue normalmente, sem sobressaltos diferentes dos anos anteriores. desde a prisão pela denise frossard, as escolas criaram estruturas autônomas de funcionamento. e, qualquer pessoa que entenda o mínimo de carnaval (sei que, pelo amigo, essa festa seria proibida, tudo bem, questão de gosto, democracia, etc), sabe que há muito os bicheiros, salvo raras exceções, não botam dinheiro na produção das escolas. entre subvenção, direitos de tv, disco e receita de quadra, cada escola tem perto de R$ 3 milhões pra fazer o carnaval. dá e sobra. falta, apenas, quando roubam - o que acontece muito.
o que bicheiros grandes como anisio, luizinho e jaider fazem é lavar dinheiro no carnaval. mas aí, sobra dinheiro, não falta, certo?
até parece que alguém estar preso impede de mandar no quer que seja. se fosse assim, traficante não mandava
em morro de dentro da cadeia, né?? essa aí, como diria a (nome da enteada do Alto Conselheiro, omitido aqui para não pistas de sua identidade), é dããããããããã...
ou seja: não tem matéria. o carnaval vai pra rua igualzinho. e isso está saindo no jornal, do tamanho que o globo gosta de dar - pequeno, minúsculo. o que é outro problema...
em relação à manipulação de resultados: como costuma acontecer nas investigações de merda, nada restou provado. o delegado ouviu um grampo, mas não sabe nada de carnaval (é do interior de são paulo, imagina...), e entendeu como manipulação o que era somente uma conversa banal. então estou dizendo que não tem manipulação no resultado?? claaaaaaaaro que tem!!! só que não do jeito que a polícia especula. estão totalmente no caminho errado. e, por isso, deu em coisa nenhuma.
Em terra de sapo, mosquito não dá rasante. seu alto-conselheiro ou não sabe de nada ou não lê jornal. os bicheiros estão naquele prende-e-solta comum em processos com advogados milionários. os jornais têm dado vários altos de página a respeito, quando acontecem fatos a serem divulgados.
sobre as escolas: a produção do carnaval segue normalmente, sem sobressaltos diferentes dos anos anteriores. desde a prisão pela denise frossard, as escolas criaram estruturas autônomas de funcionamento. e, qualquer pessoa que entenda o mínimo de carnaval (sei que, pelo amigo, essa festa seria proibida, tudo bem, questão de gosto, democracia, etc), sabe que há muito os bicheiros, salvo raras exceções, não botam dinheiro na produção das escolas. entre subvenção, direitos de tv, disco e receita de quadra, cada escola tem perto de R$ 3 milhões pra fazer o carnaval. dá e sobra. falta, apenas, quando roubam - o que acontece muito.
o que bicheiros grandes como anisio, luizinho e jaider fazem é lavar dinheiro no carnaval. mas aí, sobra dinheiro, não falta, certo?
até parece que alguém estar preso impede de mandar no quer que seja. se fosse assim, traficante não mandava
em morro de dentro da cadeia, né?? essa aí, como diria a (nome da enteada do Alto Conselheiro, omitido aqui para não pistas de sua identidade), é dããããããããã...
ou seja: não tem matéria. o carnaval vai pra rua igualzinho. e isso está saindo no jornal, do tamanho que o globo gosta de dar - pequeno, minúsculo. o que é outro problema...
em relação à manipulação de resultados: como costuma acontecer nas investigações de merda, nada restou provado. o delegado ouviu um grampo, mas não sabe nada de carnaval (é do interior de são paulo, imagina...), e entendeu como manipulação o que era somente uma conversa banal. então estou dizendo que não tem manipulação no resultado?? claaaaaaaaro que tem!!! só que não do jeito que a polícia especula. estão totalmente no caminho errado. e, por isso, deu em coisa nenhuma.
9.1.08
Skindô!
Alto Conselheiro faz uma reflexão pré-carnavalesca:
Vc já reparou como já começou o tradicional oba oba marqueteiro do desfile das escolas de samba e ninguém fala mais sobre o escândalo da manipulação dos resultados? Ou seja: ano passado os caras da LIESA foram descobertos com a mão na massa (que surpresa...) e no ano seguinte tá tudo normal, como se nada tivesse acontecido. Será que ainda vamos ter que aturar aquela gente toda fazendo o papel de otários na "apuração" de quarta?
Pois é. Não seria hora de se fazer matéria para saber como está a situação dos bicheiros presos na Operação Furacão? Quem está mandando nas escolas em nome deles? A preparação foi prejudicada? Os carnavalescos estão recebendo em dia? Há insegurança nas "comunidades" em virtude do perrengue pelo qual estão passando seus benfeitores?
Até entendo que o pessoal das Organizações Globo não faça essa matéria. Afinal, o produto "desfile" é muito importante para a Estrela da Morte, o carro-chefe e vaca leiteira do grupo, mas e os outros veículos? Por que ainda não a fizeram?
7.1.08
Pulga atrás da orelha
Sabe aquele acordo entre o governo e as telecoms para levar a banda larga a escolas de todo o país? Pois parece não ser tão bom assim. Leia aqui
Marcadores: Convergência
6.1.08
Simples e direto
Marcelo Souza, um dos bravos coleguinhas do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), estará no XV Congresso Brasileiro dos Estudantes de Comunicação Social (Cobrecos), que se realiza entre 20 e 27 de janeiro, em Maceió. Marcelo participará, no dia 22, da mesa " Mídia e Movimentos Sociais", na qual dará um recado bem claro e simples: os movimentos sociais devem ter instrumentos próprios para divulgar suas idéias. "A mídia empresarial está na dela. Ou não noticia ou distorce os fatos. Para o NPC, a solução é parar de reclamar e investir na imprensa dos movimentos populares", resume Marcelo.
Marcadores: Mídia independente
3.1.08
No Rumo de Noel
Noel Rosa não precisa de apresentação. Diante dessa verdade, resta à Pavuna '73 falar do Grupo Rumo, que interpreta a deliciosa "Seja breve", do poeta da Vila. O Rumo surgiu em 1974 na prestigiosa (e um tanto superestimada) Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP e mais parecia um pelotão pelo seu número de integrantes (10): os irmãos Tatit (Luiz e Paulo), Ná Ozzetti, Gal Oppido, Hélio Ziskind, Zécarlos Ribeiro, Pedro Mourão, Akira Ueno, Ciça Tuccori e Geraldo Leite.
Naquelas priscas eras, um grupo não surgia e ia logo gravando. Não. Tinha que ter estrada. E o Rumo andou por ela, jaconianamente, por sete anos antes de gravar o seu primeiro disco - "Rumo" - em 81. Com tanto tempo rodando, obviamente os paulistas já tinham uma idéia bem clara do que queriam e por isso, no mesmo ano, lançaram o segundo LP, "Rumo aos antigos", no qual está "Seja breve". Depois, foram só mais quatro: Diletantismo (83), Caprichoso (85), Quero passear (88) - disco infantil - e Rumo ao Vivo (92), fora um LP coletânea, que saiu pelo selo Eldorado em 89, além de um DVD, gravado em 2004, em comemoração dos 30 anos do grupo.
Ah! Noel não precisa de apresentação, mas aí vai uma informação nova: desde terça-feira passada, 1º de janeiro, as obras nas quais o gênio de Vila Isabel trabalhou sozinho estão em domínio público, por terem completado 70 anos desde que começou a contar o tempo da Lei de Direito Autoral (por um motivo que só o Ecad pode explicar, esse tempo conta só a partir de 1º de janeiro do ano posterior ao da morte do último autor da obra. Como Noel morreu em 36, a contagem começou em 1º de janeiro de 1937)
Naquelas priscas eras, um grupo não surgia e ia logo gravando. Não. Tinha que ter estrada. E o Rumo andou por ela, jaconianamente, por sete anos antes de gravar o seu primeiro disco - "Rumo" - em 81. Com tanto tempo rodando, obviamente os paulistas já tinham uma idéia bem clara do que queriam e por isso, no mesmo ano, lançaram o segundo LP, "Rumo aos antigos", no qual está "Seja breve". Depois, foram só mais quatro: Diletantismo (83), Caprichoso (85), Quero passear (88) - disco infantil - e Rumo ao Vivo (92), fora um LP coletânea, que saiu pelo selo Eldorado em 89, além de um DVD, gravado em 2004, em comemoração dos 30 anos do grupo.
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Ah! Noel não precisa de apresentação, mas aí vai uma informação nova: desde terça-feira passada, 1º de janeiro, as obras nas quais o gênio de Vila Isabel trabalhou sozinho estão em domínio público, por terem completado 70 anos desde que começou a contar o tempo da Lei de Direito Autoral (por um motivo que só o Ecad pode explicar, esse tempo conta só a partir de 1º de janeiro do ano posterior ao da morte do último autor da obra. Como Noel morreu em 36, a contagem começou em 1º de janeiro de 1937)
Marcadores: Pavuna '73
2.1.08
TV Brasil, segundo os outros
Como seria de se esperar, a TV Brasil provoca polêmica - o que, em si, já é muito bom - , por sua gestão, pela concorrência que faria às privadas por verbas publicitárias e até pela sua programação. Leia aqui.
TV Brasil, segundo Cruvinel
Uma TV em busca do Brasil. Assim será a TV Brasil, segundo a presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), a sempre sensata Tereza Cruvinel. Leia aqui.
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