8.7.08
Torpedo 29 contra o Império
Parece que Jorge Bittar cansou de tentar agradar todo mundo e resolveu tomar partido na discussão do PL 29. E foi contra as Organizações Globo. É o que se depreende das simulações que a própria equipe de assessores do deputado pôs na internet para mostrar os efeitos do projeto, caso seja aprovado.
Pela simulação, a grande prejudicada pela definição de cotas mínimas para produção nacional será exatamente a maior programadora brasileira, a Globosat. Como parte do Império Global, a Globosat exerce um domínio férreo quando se trata de conteúdo nacional. Caso do PL 29 seja aprovado, ele obrigará as operadoras a procurar produções fora da programadora dos Marinho, pois o texto limita os chamados "canais BR" - que devem ser 30% de cada pacote oferecido pelas operadoras - de uma mesma programadora a 25%. Isso aumentará a concorrência, que, como se sabe, as OG acham uma coisa fantástica, desde que seja no mercado dos outros.
Explicando: hoje, um dos pacotes da NET tem 42 canais,portanto seria obrigado a ter 12 canais BR (arrendonda-se para baixo)- sendo 4 no primeiro ano após a aprovação da lei, 8 no segundo, e 12 no terceiro ano. Só que esse pacote da NET já tem seis canais BR, todos da Globosat. Assim, no primeiro ano, as operadoras teriam que buscar no mercado 3 canais (pois 25% de 4 é 1) para cumprir a cota. No segundo ano, seis canais (25% de 8 é 2) e, por fim, 9 (25% de 12 é 3).
O texto do substitutivo você pode ver aqui (é um .doc), e a simulação, aqui (é um pdf).
Pela simulação, a grande prejudicada pela definição de cotas mínimas para produção nacional será exatamente a maior programadora brasileira, a Globosat. Como parte do Império Global, a Globosat exerce um domínio férreo quando se trata de conteúdo nacional. Caso do PL 29 seja aprovado, ele obrigará as operadoras a procurar produções fora da programadora dos Marinho, pois o texto limita os chamados "canais BR" - que devem ser 30% de cada pacote oferecido pelas operadoras - de uma mesma programadora a 25%. Isso aumentará a concorrência, que, como se sabe, as OG acham uma coisa fantástica, desde que seja no mercado dos outros.
Explicando: hoje, um dos pacotes da NET tem 42 canais,portanto seria obrigado a ter 12 canais BR (arrendonda-se para baixo)- sendo 4 no primeiro ano após a aprovação da lei, 8 no segundo, e 12 no terceiro ano. Só que esse pacote da NET já tem seis canais BR, todos da Globosat. Assim, no primeiro ano, as operadoras teriam que buscar no mercado 3 canais (pois 25% de 4 é 1) para cumprir a cota. No segundo ano, seis canais (25% de 8 é 2) e, por fim, 9 (25% de 12 é 3).
O texto do substitutivo você pode ver aqui (é um .doc), e a simulação, aqui (é um pdf).
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