1.6.08
Tim, em vão
A tortura a que foram submetidos os colegas de O Dia por uma milícia (=polícia + bombeiros) demonstra mais do que o desapreço desses bandidos pelo direito à informação, como bradam os jornais hoje (de resto, não tenho notícia de bandido que jamais tenha defendido a liberdade de expressão). Deixa claramente exposto que as direções de redação continuam desrespeitando os mais elementares deveres de segurança que, como chefes, têm com seus subordinados. Mandar três pessoas ficarem andando por uma favela por duas semanas é de um irresponsabilidade que deveria fazer com que as famílias dos martirizados entrassem na justiça contra O Dia.
E tudo para quê? Para melhorar a vida dos pobres que moram na favela? É ruim, hein?! Direção de redação hoje liga pouco ? para ser legal e não dizer nada ? para isso. O que importa é aquele prêmio Esso ou Embratel, que vale moral com a alta administração do jornal, convites para as festas do dono e, de repente, um bônus legal no fim do ano.
O velho Tim parece que morreu em vão mesmo.
E tudo para quê? Para melhorar a vida dos pobres que moram na favela? É ruim, hein?! Direção de redação hoje liga pouco ? para ser legal e não dizer nada ? para isso. O que importa é aquele prêmio Esso ou Embratel, que vale moral com a alta administração do jornal, convites para as festas do dono e, de repente, um bônus legal no fim do ano.
O velho Tim parece que morreu em vão mesmo.
Marcadores: Liberdade de expressão, Violência contra jornalistas
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Também acho que esse tipo de coisa tem pouquíssimo a ver com liberdade de expressão (ou falta de). É óbvio que, na prática, ao se intimidar um jornalista, você está cerceando a liberdade de expressão. Porém, a causa da violência não é um desejo de impedir a liberdade de expressão, como símbolo de nada. A causa é o descaso, o desmando, a desfaçatez. Os jornais, se quisessem reaver a liberdade de expressão, ou o que quer que seja, deviam estampar, diariamente, a incompetência de seguidos governos na gestão da segurança pública, da assistência social, da educação, da saúde e tudo o mais. Mas tratam sempre os fatos como problemas isolados... para não se indispor (demais) com os donos (donos?) do poder. Esse ato de violência é um prêmio também aos dirigentes de jornais e sua visão do mundo (ou dos negócios).
Acho uma leviandade um veículo enviar profissionais para campanas absolutamente desnecessárias como essa. Deveria haver ação do Ministério Público contra tal inconseqüência. Submeter um trabalhador a um risco desses deveria ser passível de processo.
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