17.6.08
A Batalha da Providência
Comentários sobre a batalha que se desenrola no Centro do Rio:
1.Tudo bem que as Organizações Globo usem os cadáveres dos três rapazes para fazer campanha política (contra Nove-Dedos) e empresarial (contra a Record, representada pelo Crivela). A inconsciência social e a cupidez sem limites estão no DNA da família Marinho mesmo. Já os coleguinhas que estão realizando a cobertura precisam ter um pouco mais de cuidado. Afinal, as com seqüelas que deixar, esse episódio vai passar, as forças por trás dele se reagruparão e quem vai estar nas ruas fazendo matéria continuará na linha de frente. É bom nunca esquecer isso.
2.Com os três rapazes da Providência foi enterrado também o sonho da classe média de resolver o problema da pobreza usando o Exército. Pergunta: quando é que os veículos de comunicação vão publicar o funéreo dessa solução delirante?
3.O Merval Pereira diz que os militares que entregaram os rapazes aos traficantes da Mineira introjetaram a lógica do tráfico durante sua estada na Providência. É isso que dá passar tanto tempo em Paris. Merval, os caras já chegaram lá com a lógica introjetada. Faria bem ao colunista do Globo ler o jornal em que ele trabalha, de vez em quando.
4. E agora, o que o Exército vai fazer? Se sair, além de prova de fraqueza, deixará às costas, literalmente, um inimigo em posição vantajosa, psicológica e posicionalmente (podendo atacar de cima); se ficar, será como tropa de ocupação, sob permanente pressão de uma população civil hostil.
Comentários:
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Ô Ivson, deixe de ser invejoso: você fala mal das Organizações Globo porque, não tendo talento para estar lá, restou-lhe um blog (o que criança faz) para vociferar contra "a imprensa burguesa".
Você fala mal do Merval porque jamais chegará a ter um terço do poder e da influência que ele teve como diretor da Infoglobo e, agora, como colunista político.
Você já foi à Paris?
Você fala mal do Merval porque jamais chegará a ter um terço do poder e da influência que ele teve como diretor da Infoglobo e, agora, como colunista político.
Você já foi à Paris?
Caramba, Ivson, vc não tem talento para estar no Globo? E como é que vc foi pauteiro de lá por tanto tempo? E como é que foi repórter de lá por tanto tempo?
Agora, na boa, comentar apenas a história oficial é fácil, né? É tudo tão indigno, a versão dos soldados, a incerteza sobre o que haverá no inquérito... A única coisa certa é que os rapazes foram julgados e mortos no melhor estilo Capitão Nascimento. Às famílias restará somente dor e revolta.
Agora, na boa, comentar apenas a história oficial é fácil, né? É tudo tão indigno, a versão dos soldados, a incerteza sobre o que haverá no inquérito... A única coisa certa é que os rapazes foram julgados e mortos no melhor estilo Capitão Nascimento. Às famílias restará somente dor e revolta.
Tal qual tantos ingratos - como Paulo Henrique Amorim -, hoje faz questão de cuspir no prato que comeu.
As críticas de Ivson são panfletárias, sectárias, superficiais e pueris. Ele deveria ir para a "Carta Capital" fazer jornalismo chapa-branca.
As críticas de Ivson são panfletárias, sectárias, superficiais e pueris. Ele deveria ir para a "Carta Capital" fazer jornalismo chapa-branca.
Ivson,
esses caras que ficam em Paris não conseguem entender que a "lógica" do tráfico não está dentro das comunidades. Esta lógica utiliza-se das comunidades. A lógica do tráfico é "externa".
Quanto aos anônimos que vêm aqui, esses não conseguem nem "mostrar a cara", quanto mais argumentar.
Continue fazendo este excelente trabalho.
Forte abraço.
esses caras que ficam em Paris não conseguem entender que a "lógica" do tráfico não está dentro das comunidades. Esta lógica utiliza-se das comunidades. A lógica do tráfico é "externa".
Quanto aos anônimos que vêm aqui, esses não conseguem nem "mostrar a cara", quanto mais argumentar.
Continue fazendo este excelente trabalho.
Forte abraço.
Anônimo, vc deve estar incomodado mesmo com o que o Ivson escreve, porque faz críticas agressivas mas não se identifica. Aliás, sendo um fã tão dedicado do Merval eu entendo que vc não queira assumir sua identidade.Mas presta atenção numa coisinha: "Você já foi a Paris?" não tem acento indicativo de crase.
É verdade, Consuelo. Confesso que errei. Quem vai a Paris, volta "de" Paris. Portanto, a preposição não se junta ao artigo. Mas preste atenção numa coisinha: não misture os tratamentos. Seu comentário se referiu a mim como "você"; no entanto, escreveu "presta atenção", imperativo empregado no uso do "tu". O correto é como este pobre anônimo escreveu: "PRESTE atenção".
Ivson,
Você deve ter tido algum problema com o Merval. (Foi demitido por ele?) Ele não é o melhor analista político do Brasil, longe disso; mas suas colunas trazem visões interessantes, e procuram sempre fazer a ponte com o universo acadêmico, dando ao leitor a chance de conhecer pesquisas e teses acadêmicas sobre o mundo da política.
A coluna dele sobre o problema do Exército no Morro é bastante informativa e contextualizada. Sabendo que ele nunca foi correspondente em Paris, e que só viaja para cobrir congressos acadêmicos, sua ironia se revela mesquinha e despropositada,e muito invejosa.
Você deve ter tido algum problema com o Merval. (Foi demitido por ele?) Ele não é o melhor analista político do Brasil, longe disso; mas suas colunas trazem visões interessantes, e procuram sempre fazer a ponte com o universo acadêmico, dando ao leitor a chance de conhecer pesquisas e teses acadêmicas sobre o mundo da política.
A coluna dele sobre o problema do Exército no Morro é bastante informativa e contextualizada. Sabendo que ele nunca foi correspondente em Paris, e que só viaja para cobrir congressos acadêmicos, sua ironia se revela mesquinha e despropositada,e muito invejosa.
Outra coisa: o sonho de combater o tráfico usando o Exército não foi enterrado por um simples motivo - o sonho nunca foi transposto para a realidade. Nunca houve um plano de ação nesse sentido. O que os militares fazem na Providência é garantir a segurança de um projeto populista e politiqueiro do Crivella. Sem dúvida, uma aberração jurídica.
As Forças Armadas jamais foram utilizadas no combate ao tráfico. No dia em que isso acontecer, e se fracassar, aí sim poderemos vociferar, com a arrogância estúpida de quem culpa a classe média por todos os males que existem no Brasil e no mundo: o sonho acabou!
As Forças Armadas jamais foram utilizadas no combate ao tráfico. No dia em que isso acontecer, e se fracassar, aí sim poderemos vociferar, com a arrogância estúpida de quem culpa a classe média por todos os males que existem no Brasil e no mundo: o sonho acabou!
Se, por causa de onze imbecis fardados, o Exército se mostra despreparado para combater o tráfico, imagine, então, as polícias civil e militar do Rio de Janeiro...
O Globo - e a imprensa de modo geral - faz um excelente trabalho ao mostrar a aberração que é a presença do Exército para fins eleitoreiros. Quantas pessoas sabiam da presença do Exército na Providência? Quantas pessoas sabiam da ligação entre Crivella e as Forças Armadas do chefe supremo Nove-Dedos? (Aliás, que falta de criatividade, Ivson, usar o recurso de Elio Gaspari de apelidar presidentes da República)
Está correta a imprensa ao denunciar essa aberração jurídica.
Mas a imprensa erra ao não cobrar, com mais contundência, a prisão dos traficantes que torturaram e mataram os jovens. Mas por que cobrar isso, se os traficantes são vítimas da injustiça social - o que torna suas atrocidades aceitáveis? Né, Ivson?
Está correta a imprensa ao denunciar essa aberração jurídica.
Mas a imprensa erra ao não cobrar, com mais contundência, a prisão dos traficantes que torturaram e mataram os jovens. Mas por que cobrar isso, se os traficantes são vítimas da injustiça social - o que torna suas atrocidades aceitáveis? Né, Ivson?
A única pergunta que não saiu da minha cabeça desde a primeira vez que eu vi essa história é a seguinte: O que é que a morte desses 3 rapazes tinha de tão interessante para os traficantes do morro vizinho? Porque afinal, matar morador comum de favela, trabalhador brasileiro que não faz nada além de se esquivar de bala no caminho de casa pro trabalho e vice-versa, não lhes traz vantagem nem desvantagem, quando muito é pura perda de tempo. Então que interesse poderiam ter na execução dos 3? Ah sim, e o fato dos milicos terem se interessado em pegar um grupo de pessoas não para retê-las, mas para entregar no outro morro, é muito esquisito também.
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