10.2.08

 

Cartão amarelo


   Sobre esses cartões corporativos, que são a única notícia que existe hoje nesta Dinamarca tropical:

   1. A primeira "denúncia" sobre o caso surgiu onde mesmo? Pelo que entendi até agora, foi no Potal da Transparência, site criado quando? Pelo que sei em 2004. No governo de quem? Ah, do Nove-Dedos? E antes, não tinha? Tá...Alguém reclamou de que não houvesse? Francamente, não lembro, mas, como estou ficando velho, pode ser um lapso e alguém tenha reclamado...

   2. Acho que já faz mais de duas semanas que só se fala disso, e, em meio à avalancha costumeira nesse tipo de "cobertura", não lembro (a velhice....) de ter visto matéria de como são tratados os gastos das mais altas autoridades de outros paises. Os gastos dos gabinetes do George Jr, do cara que mora em 10, Downing Street e daquela senhora que habita aquele castelão bacana em Londres, do primeiro-ministro e do presidente da França, do primeiro-ministro e de Sua Divindidade o Imperador do Japão, do presidente do México, etc, estão na internet? Eles são revelados pelos jornais? Como se presta contas deles lá?

   3. Os gastos secretos dos serviços de segurança são revelados na Rede ou nas páginas de revistas? Talvez em Portugal...

   4. Aliás, como são os portais da transparência em todos esses países?

   Realmente, tem vezes que tenho vergonha de ser brasileiro. Uma delas - e a mais freqüente - é quando passo os olhos no que escrevem os jornalistas daqui.

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Comentários:
Somos dois.
 
E como disse a Alessandra aqui em casa: alguém já explicou o que pode e o que não pode comprar com cartão?
 
Muito engraçado é que jornais e revistas estampam que fulano gastou 20 mil reais nos cartões, em um ano, como se isso fosse crime. Pombas, queriam que o governo comprasse material e contratasse serviços como? De graça?
 
Junto-me aos indignados....
 
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