31.10.07

 

A tomada de Santa Catarina


   Para desesepero do Silvio Santos e maior desconforto das OG, a Record somou outra casa no tabuleiro da guerra pela audiência - e pelas verbas publicitárias, of course - na TV brasileira. Edir Macedo tomou a Rede SC de SS, que ficou simplesmente sem afiliada na afluente Santa Catarina. Ato contínuo, o nome da empresa mudou para  Rede Independência de Comunicação (RIC). A alteração se deve ao plano de juntar a operação catarinense com a do Paraná, ambas sob a regência da RIC, pertencente à família Petrelli, o que deve ocorrer no primeiro trimestre de 2008.

 

Lá também


   O motivo é diferente - contratos de exclusividade com síndicos de conjuntos habitacionais - e o tratamento também (lá as agências pelo menos disfarçam sua captura pelo mercado), mas o problema dos preços exorbitantes cobrados pelas TVs por assinatura é o mesmo e também assusta os nova-iorquinos. Aqui, graças ao Edu Graça, o Verdadeiro Correspondente.

30.10.07

 

Produto nacional


   Encerro (por enquanto) o giro pelos doidões com um legítimo produto nacional, algo que a moça não gosta, preferindo sempre o bom scotch. Ângela Maria Diniz Gonçalves sempre admitiu que seu mal é a birita, mas não o único - qualquer droga pesada e sexo também estavam (o último, pelo que se sabe, aidna está) entre as preferências da moça, o que ela, aliás, também jamais negou. Ângela, cognominada Rô-Rô por sua voz que parece ter saido de uma profunda caverna julioverniana e pela risada à la Bom Velhinho, tem mesmo preferências definidas e não as esconde. As sexuais, por exemplo: declarava-se lésbica desde o tempo em que isso não era chique, bem ao contrário.

   Essa personalidade forjou uma obra original dentro da música brasileira. Se afunda numa fossa abissal, digna de Maysa, dela sai um jeito bluesy de cantar que lembra Billie Holiday e Janis Joplin. A compositora não nega a cantora, mas dá a esta o refresco (arrrghhh!) de uma ou outra ironia. Pavuna '73, porém, traz Ângela cantando uma homenagem-descrição-lamento a ela - escrita por Caetano Veloso, "Escândalo" foi a faixa-título do disco lançado em 81.

Angela RoRo - Escândalo...

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Ataque à inteligência


  Na boa, está cada vez mais difícil ler, ver ou ouvir qualquer veículo das Organizações Globo. Tenho que ficar filtrando tudo, procurando segundas intenções não só políticas (a essas já estou acostumado desde que comecei a ler jornal, na época da ditadura  militar), mas agora também as econômicas.
 
  O Globo on line de hoje - matéria publicada ás 12h24 - por exemplo, diz que "Tropa de Elite" está para chegar aos 2 milhões de assistentes em quatro semanas de exibição. Aí diz que pesquisa da empresa Filme B, atribui a queda de 43% da presença nas sessões do filme ocorrida no fim de semana passado à pirataria.  Homessa! Quer dizer que queriam que um filme há tanto tempo em cartaz estivesse com o mesmo pique de seu lançamento? Dois milhões de espectadores em quatro semanas - ou seja 500 mil por semana. Quantos filmes brasileiros atingiram essa marca? E os que não atingiram foram sabotados pela pirataria também? Não cogitam a hipótese de que foi exatamente a pirataria que chamou tanto a atenção para a obra que fez com que ela chegasse a esses números impressionantes para um mercado como o nosso?
 
  Ok, é legítimo que as OG combatam a pirataria, pois ela lhes tira um bocado da imensa parte do bolo de mídia que detêm - por meio não só da Rede Globo, mas também da Editora Globo, da Som Livre e da produtora -, mas precisa insultar a inteligência do distinto público?

29.10.07

 

Vendo direito


   Bela matéria de Phydia de Athayde, para a Carta Capital dessa semana , sobre a visita de rapazes e moças finalistas do concurso Elite Model 2007 ao museu Diálogo no Escuro, em Campinas. No museu, quem enxerga passa 90 minutos no breu completo a fim de entender como é a vida dos deficientes visuais. Phydia pega bem o espírito da visita e faz a gente andar junto com as mocinhas (a maioria) na aventura.
 
  Matéria que bem poderia ter sido feito por um jornal para a edição de domingo. Mas cadê a coragem para fazer algo diferente, né?

24.10.07

 

Enquanto isso, os hermanos....


   Tribunal argentino acolheu ação da Argentine Cable Television Association (ATVC) - entenda-se Grupo Clarín - que pedia a probição de empresas de telecom oferecerem serviço de IPTV (TV por internet) - leia aqui. Mas isso tem mais cara de primeiro round, pois após as eleições lá, talvez a lei mude.
 
  Gracias ao Alto Conselheiro que mandou o atalho.

23.10.07

 

Telecoms 2 x 0 Radiodifusores


   Depois de ter permitido a compra da TVA pela Telefonica, a Anatel mudou de posição e deu sua anuência à compra da Way TV, de Belo Horizonte, pela Oi. Não custa lembrar que a telecom começou sua ainda incipiente rede de rádio por BH e é isso que dá um medo danado aos radiodifusores, especialmente às Organizações Globo. Leia mais sobre a decisão da Anatel aqui.

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Tecnologia de ponta


   Morrendo e aprendendo, como dizia vó Sinhá...Nobre Conselheiro informa que a Universidade da Cidade de São Paulo está oferecendo úm curso de Tecnologia de Comunicação Institucional. Em quatro semestres, o vivente sai com um diploma de curso superior reconhecido pelo MEC e habilitado a trabalhar como tecnólogo de Comunicação Institucional. E também a sair pelo Brasil oferecendo seus conhecimentos como fez aquela moça lá no Acre.

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Corredor polonês


   A MP de implantação da TV Pública está passando por um corredor polonês formado pela oposição no Congresso. Tucanos e demos já protocolaram 88 emendas contra a idéia, sendo que a primeira, do senador Álvaro Dias (PSDB-PR),  vai direto no ponto e propõe que a MP seja revogada por não atender aos preceitos de relevância e urgência. Como essa não deve colar - desde Itamar Franco o que mais chegou ao Congresso foi MP tratando de assuntos sem a menor urgência ou relevância - a oposição arma uma melhor - daquelas 88 emendas a maior parte bate onde dói: no bolso. Se forem aprovadas, a TV Pública vira indigente, pois não poderá nem negociar espaço publicitário na forma de apoio institucinal, como ocorre hoje com as TVEs e a Cultura.
 
   Desse jeito, o Franklin ainda acaba achando que sequestrar embaixador americano foi mais fácil.

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22.10.07

 

Chapada dos austríacos


   Prosseguindo em sua viagem (com duplo sentido, faz favor) pelo mundo dos doidões, Pavuna '73 dá uma paradinha (hahahaha)na Áustria para conhecer Peter Kruder e Richard Dorfmeister. Eles trabalham juntos há uns 15 anos...Quer dizer, mais ou menos...Gravaram, em 93, "G-Stoned", dizendo, já a partir do título, a que vinham. O problema é que, desde então, raras vezes conseguiram estar no mesmo continuum espaço-temporal,e, quando isso ocorre, acabam se dedicando mais a remixes do que a composições próprias. Assim, não conseguem compor músicas suficientes para um CD só deles. O que é uma pena, pois é sempre muito bom vermos artistas que passam a maneira como vêem o mundo para sua música. E Kruder&Dorfmeister fazem isso, como você certamente entenderá ao ouvir "High Noon" (mais um trocadalhinho), que eles puseram em DJ Kicks, CD de 96 em que reuniram seus amigos para uma presença.


Kruder & Dorfmeist...

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19.10.07

 

Ei, Galvão! Olha a musiquinha!


   Alto Conselheiro envia link para vídeo que mostra o que o Maracanã achou daquela história de "jogo das famílias" que o Galvão Bueno ficou repetindo centenas de vezes. Aqui.

18.10.07

 

Ei, Globo! Olha o MSM!


   O Blue Bus informa: no dia 10, o MSM (Movimento dos Sem-Mídia) vai protestar diante da TV Globo em São Paulo. A manifestação está marcada para começar às 10h da manhã.

    Sugestão: o pessoal poderia levar uma delegação de cariocas que estiveram ontem no jogo da seleção. A musiquinha mandando o Galvão Bueno para aquele lugar foi tão gozada quanto o segundo gol do Kaká. E fez tanto sucesso que o pessoal da retaguarda teve que tirar o som ambiente quando o Galvão começou a ficar impaciente.

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17.10.07

 

Sem ciscada


   Interessante as posições da Polícia Federal e dos coleguinhas na cobertura dessa maracutaia que envolveria a Cisco.  Quando se trata de agentes do Estado brasileiro, a PF só falta divulgar a impressão digital do acusado e os jornais publicam todos os nomes, com cargos e tudo, e até imagens das pessoas. Agora, quando se trata de uma poderosa companhia multinacional, há todos os cuidados recomendados para que se preservar a integridade do cidadão que é apenas suspeito de ter cometido um delito (aliás, mesmo se condenado, continua sendo cidadão). Além do presidente da Cisco e de seus antecessor, nenhum nome de empresário foi publicado. Por quê a diferença? Não se argumente que os agentes estatais estavam desviando dinheiro público e por isso mereciam ser linchados midiaticamente, pois era exatamente isso que estariam fazendo os agentes privados ao sonegar impostos.

   A atitude comedida (e democrática) da PF - notada apenas pela Folha, mas atribuída à mudança do comando da força policial - levou à uma constatação interessante nos jornais. Os bravos coleguinhas não mostraram nenhuma apuração além do que foi divulgado oficialmente. Pelo jeito, a única investigação que os jornalistas investigativos brasileiros só investigam mesmo o caminho que os leva à porta da assessoria de imprensa das polícias.


 

"Como e por quê se pratica o jornalismo?"


   Boa pergunta, hein? Uma possível resposta - ou parte de uma possível resposta - está aqui, no artigo do diretor do El País, da Espanha, Javier Moreno, ao dar conta aos leitores das mudanças pelas quais o jornal passa ao completar 31 anos.
 
  Uma observação melacólica: depois de ler o texto de Moreno fiquei pensando: "Pôxa...Não tem um, unzinho, diretor de redação no Brasil que seja capaz de se expressar como esse cara,  muito menos pensar o mundo como ele".

16.10.07

 

RD: jogo adiado


   Hélio Costa bem que tentou ir em frente, mas a Casa Civil (leia-se Dilma Rousseff) resolveu dar um freio de arrumação no processo de escolha do padrão de rádio digital brasileiro.

   Há dois padrões em disputa: o Iboc (americano) e o DRM (europeu). O primeiro é o favorito dos radiodifusores (e, por conseqüência, do Costa). Eles alegam que o Iboc permite usar a mesma banda para a RD e a rádio analógica, o que não é permitido pelo DRM. Isso é importante porque permitiria que as rádios de ondas curtas - essenciais na vastidão do Norte do país - pudessem continuar operando. O que os radiodifusores não dizem é que a banda seria toda codificada pelo Iboc, o que impediria a existência das rádios comunitárias. Já o DRM não permite o uso digital e analógico ao mesmo tempo, mas, em compensação, não impede que o espectro seja usado pelas rádios livres.

   Outros problemas existentes - como o alcance menor das rádios digitais, a baixa durabilidade das baterias do "radinho de pilha" digital e o custo da migração para as rádios (embora, nesse caso, sempre possa rolar uma graninha do BNDES) - fizeram com que a Casa Civil adiasse a continuação do processo pro ano que vem. Mas Hélio Costa já arma o contra-ataque: quer levar uma comissão aos EUA para conversar com a FCC (Federal Communications Commission). E, você sabe, de uma boa conversa ninguém escapa.

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O declínio do império americano


   Diplô analisa como a invasão do Iraque está minando por dentro as elites norte-americanas. Aqui.

15.10.07

 

Soprando forte


   Librianas talentosas e doidonas não existem apenas no rock. Que o diga Anita Belle Colton, nascida em 18 de outubro de 1919, em Chicago, e que se tornou conhecida pelo nome artístico que assumiu em meados dos anos 30: Anita O'Day. Fale uma droga, legal (principalmente contendo álcool) ou não, que fosse vendida nos anos decorridos entre 1930 e 1970, e eu afirmo que Anita O'Day a usou, em doses mais ou menos cavalares, num ritmo que fez com que os médicos a dessem como morta por duas vezes. Esse pequeno desvio comportamental, no entanto, não a impediu de ser uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos, mesmo tendo nascido sem a úvula - mais conhecida como campainha, aquele pequeno músculo engraçadinho que fica pendurado na garganta - e com a cor que certos "puristas" consideravam errada: Anita era branca e ainda por cima tinha olhos azuis. As dúvidas que essa combinação de características físicas levantaram no início de sua carreira foram atropeladas pelo seu modo de cantar "cool", com altas doses de ironia, e uma fulgurante presença no palco. Quem não teve a graça de vê-la em "Jazz on a summer day", documentário de Bert Stern sobre o festival de Newport de 1958, pode ter uma idéia auditiva do que era Anita, dentro e fora do palco, ao ouvir o seu maior sucesso, "Let me off uptown", no qual é acompanhada pela banda de outro notório "junkie", o baterista Gene Krupa, em especial pelo trompetista Roy Eldridge, que obedece com disposição à ordem "blow, Roy, blooooow" - comando que era puro Anita: na gíria da época, "to blow" era tomar droga.



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14.10.07

 

Saudação


   Provavelmente pela primeira vez no ano, o Companheiro Gaspari elogiou o governo do Nove-Dedos, no caso palmas para ao bem-sucedido leilão das concessões de trechos de estradas federais. O maior quinhão de encômios foi para a ministra Dilma Rousseff, mas N-D deve ter ficado muito feliz.
   Grato ao Alto Conselheiro que me lembrou da coluna do CG de hoje.

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Lamento


   Tocante o lamento do Globo de hoje pelo fim do carlismo. Sente-se que o texto foi escrito e editado com as almas sangrando de dor.

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Novidades


   Como o Feedblitz é um carteiro muito enrolado (nem anda entregando os emails, pelo que sei), resolvi enviar os avisos de atualização pelo Feedburner. Aproveitando a onda, entrei também na era do RSS (veja aqui o que raios é isso).

12.10.07

 

Caveiras surreais


   Não deu nem pra saída. Ao ler o "tema em debate"da página de opinião do Globo, sobre o filme "Tropa de Elite"(que, juntamente com o caso Renan, parecem ser os únicos assuntos do país), fica-se até um pouco constrangido. O coleguinha Jorge Antônio Barros massacra os outros dois articulistas - um ex-comandante do Bope, hilariamente apresentado como "caveira 37" e filósofo"" (coitados de Sócrates, Platão, Hume, Kant, etc), e um coronel PM. Enquanto Jorge constrói um raciocínio com início, meio e fim e sem pretensão de esgotar o assunto ou dar lição de moral, os outros dois escrevem textos que são quase absurdos em sua pretensão de demonstrar sapiência e superioridade moral, não conseguindo, porém, comunicar uma idéia inteira. Dos dois, o pior, longe, é o do tal caveira filósofo. Chega a mesmo a ser surreal em suas citações de Francis Bacon e Gilles Deleuze (só os nomes, pelo menos).

   De qualquer maneira, ainda vão servir para algo. Vou dizer para os meus estagiários ler os dois a fim de verem "como não se faz" e compará-los com o de JAB.

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De novo. Beeem devaagaar...


   O Nove-Dedos deveria explicar de novo, bem devagar e escandindo as palavras, ao pessoal do Globo qual a diferença entre vender, a preço de xêpa (de fim de feira, para quem não é do Rio), patrimônio construído com dinheiro dos brasileiros à iniciativa privada e conceder a gestão de novos empreendimentos à mesma iniciativa privada, por prazo determinado, reservando o direito de posse. Talvez dê um pouco de trabalho, dada à óbvia dificuldade cognitiva dos habitantes do aquário do jornal (algo, aliás, comum em habitantes de aquários), mas N-D pelo menos não vai ter que falar disso a 66% da população brasileira, que entendeu perfeitamente a diferença entre os conceitos quando ela foi explicada durante a campanha eleitoral o ano passado.

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10.10.07

 

Vivo e chutando


   Que não se pense que o Movimento dos Sem-Mídia foi se juntar ao finado "Cansei". O MSM está vivo e chutando como você pode ler aqui.

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Quanto mais a gente reza... - II


   Segue o debate sobre o que disse Solange Ramos, a Boquirrota. Aqui.

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8.10.07

 

Quanto mais a gente reza...


   Uma tal de Rio Press Assessoria de Imprensa oferece, há tempos, um curso de assessoria de imprensa a R$ 15 por cabeça. Leu bem sim: quinze "real". Não pode ser sério, certo?

   Essa constatação óbvia, porém, não impediu que um coleguinha do Acre levasse uma tal de Solange Ramos, que trabalha nessa empresa, para dar um curso desses lá naquele longínquo torrão de nossa pátria. Pois veja no blog do valoroso Altino Machado (aqui e aqui) no que deu.

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Apartados


   Essa matéria do Globo sobre as vans que fazem rotas para outras cidades do Estado do Rio, como Angra, Macaé, Rio das Ostras, etc, dá força uma hipótese que formulo faz tempo: boa parte da fraquíssima cobertura de cidade dos jornais cariocas se dá porque os jornalistas andam pouco de ônibus (quando andam), não entram em fila de banco e só circulam no Circuito Manoel Carlos (Zona Sul-Barra). É uma espécie auto-apartheid dos coleguinhas.

   As tais vans da matéria fazem essas linhas há, pelo menos, quatro anos. Era só ter ido à Rodoviária num dia de semana a partir das 16 horas que se veria dezenas delas estacionadas, com os motoristas e cobradores oferecendo seus serviços. Mas sabe como é: a Rodoviária fica na Zona Norte, longe, num lugar feio, cheio de gente pobre e escura. Melhor ficar na bela e ensolarada ZS, né?

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Concessões na rua - II


   O blog Dialógico, de Cláudia Cardoso e Eugênio Neves, botou na rede as fotos das manifestações realizadas em 15 cidades exigindo transparência nas concessões de radiodifusão. Veja aqui.

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5.10.07

 

A Veja e o Che


   Gilberto Maringoni analisa a matéria da Veja citada por um Nobre Conselheiro outro dia. Leia aqui.

   Aliás, agradeço a outro Nobre Conselheiro pelas dicas do texto do Maringoni e também pelo do Eliakim.

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Confessa ou não?


   Eliakim Araújo vai a São Paulo e se assusta com o trânsito. E também com a desfaçatez das Organizações Globo. Leia aqui.

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4.10.07

 

Janis vive!


   Janis Lyn Joplin não era de pipocar e por isso quando morreu - de overdose de heroína, em 4 de outubro de 1970, aos 27 anos - ninguém ficou lá muito surpreso. Triste, porém, muita gente ficou. Afinal, calava-se a voz durona que disparava sarcasmo e tristeza com igual intensidade, dizendo muita coisa que andava entalada há muito tempo na garganta dos jovens daquele tempo. Os dois - a voz e o sarcasmo - você pode ouvir em "Mercedes Benz" - letra do beatnik Michael McClure e lançada no póstumo "Pearl", de 1971 - com que a Pavuna '73 lembra os 37 anos de morte do mito.

Janis Joplin - Mercedes Benz

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Enfiaram a mão na Maria da Penha


   Cara, a elite desse país é inacreditável. Depois de o presidente da Comissão de Meio Ambiente do Pará defender as carvoeiras que empregam escravos (está hoje na coluna da Débora Thomé, substituta da Dona Míriam), eis que vem um juiz do Mato Grosso do Sul e desconsidera a Lei 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha, aquela que tornou crime a violência doméstica, e, em sua sentença, protesta contra ela. Mais: uma turma do TJ do MS manteve a decisão!
    Minha irmã comenta esse incrível Febeapá (para os jovens, Festival de Besteiras que Assola o País, do cada dia mais saudoso Stanislaw Ponte Preta) aqui.

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Concessões na rua


   Pela primeira, ao que eu saiba, uma campanha organizada visando mudar a forma bagunçada e opaca com que são concedidas as outorgas de concessões de radiodifusão vai para a rua. Com o slogan "Concessões de rádio e TV: quem manda é você", o movimento começa hoje, em Brasília, e amanhã se espalha pelo país, aproveitando que várias concessões de poderosos grupos de comunicação - Globo, Band, Record, CNT - estão vencendo por agora. Ninguém, nem os próprios organizadores, espera que essas concessões não sejam renovadas. A idéia é levar o assunto a ser discutido politicamente a fim de, no futuro, chegar-se a normas democráticas e transparentes para o processo.

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Concorrência


   Cheguei tarde ontem e por isso quando li sobre a intenção da Oi lançar sua TV via internet deixei para publicar hoje. Eis que, ao abrir o Globo de hoje, lá está a notícia, com direito a alto de página.

   É, parece que o Globo resolveu desistir de olhar para o outro lado e resolveu cobrir direito uma área que põe em xeque a pedra angular das OG.

   Quanto a mim, acho que vou ter que me esforçar mais, né? :)

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2.10.07

 

O Globo, loroteiro internacional


   A Associated Press, insuspeita de esquerdismo, informa que O Globo deu guarida à "lorota mais assustadora do ano". Veja qual foi aqui.

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1.10.07

 

Problemas agrários para jornalistas


Minha irmã avisa que nos dias 6 e 7 próximos será realizado em São Paulo o Seminário Agrário para Jornalistas e Comunicadores, promovido pelo MST e pela Escola Nacional Florestan Fernandes, com apoio e certificação do Departamento de Jornalismo da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). O evento será no sindipetro (Viaduto Nove de Julho, 160 Conj. 2E, Centro, próximo à estação de Metrô Anhangabaú). O valor da inscrição é simbólico: R$ 10,00. Mais informações pelo telefones 11-3361-3866 / 8267-6393 e pelo email seminariosp@mst.org.br.

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