30.7.07

 

Nem tudo está perdido, porém...


   Afinal, como bem observou Nobre Conselheiro, até Dom Gaspari admitiu - cheio de dedos, mas admitiu - em sua coluna de domingo que ninguém mais leva muito a sério os veículos impressos. A tevê ainda leva uma vantagem pelo poder de sedução da imagem, mas em breve mesmo ela vai sentir o peso da desmoralização causada pela manipulação grosseira nossa de cada dia.

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Veja não se emenda


   Falando em Nassif, colaboração de coleguinha desconstrói o anti-intitulado furo da Veja desta semana. Aqui.

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Mídia x anti-mídia


   Esta análise de Luis Nassif me parece um tanto forçada quando fala das candidaturas de Ciro Gomes ou Roberto Requião em 2010, mas no resto - sobre a briga mídia x anti-mídia - me parece correta.

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Memória - II


   Ainda no "varandão da saudade", mas indo 20 anos mais longe...A primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade também foi em São Paulo.

 

Memória


   O Nove-Dedos recebeu o Flusão hoje. Vamos ver quem vai lembrar da visita dos jogadores do tricolor ao Paulo Maluf em 84. E também quem lembrará que, depois, no mesmo ano, o maior clube do Universo foi campeão brasileiro.

 

A glória de ser popular


   Amiga que assistiu à decisão do torneio de basquete do Pan relata que, além da torcida pela seleção brasileira, um outro ponto uniu as milhares de pessoas que foram à Arena Olímpica de Jacarepaguá: os xingamentos ao Galvão Bueno. Em todos os pedidos de tempos e nos intervalos dos quartos e da primeira para a segunda etapa, o publico se dedicava a entoar dois corinhos muito comuns no Maracanã, devidamente adaptados ao locutor global: "Ei, Galvão, vai tomar no c...!" e "Galvão, v...."   A "teste de popularidade" de Galvão obteve tanto sucesso que, segundo o Blue Bus, ele teve que sair escoltado por soldados do Força Nacional.
 
   Aliás, falando nisso, alguém viu nota sobre este acontecimento em outro lugar?

27.7.07

 

Pulando fora


   Sabe quem é um dos descrentes no futuro do jornalismo impresso? Donald Graham. Sabe quem é não? Nada menos que o CEO do Washington Post. Veja aqui o que ele (e outros) comandantes de veículos da sede do Império estão fazendo para salvar seus bônus de fim de ano.

26.7.07

 

Cansei também


    Olha o que vem por aí:
     
       Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros externa indignação
       por Anne Warth
       Lideradas pela secção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), diversas entidades civis lançaram na manhã de hoje o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, iniciativa que pretende externar a indignação da sociedade diante do acidente aéreo com o vôo JJ 3054 da TAM Linhas Aéreas, no dia 17, na capital paulista, e dos recentes escândalos de corrupção que assolam o País.
 
   Aqui os apoios da campanha:
 
      A campanha publicitária do Movimento Cívico pelo Direito que começa a circular amanhã (27) nas TVs, e rádios e é publicada em jornais e revistas, é da agência de publicidade África Propaganda, do publicitário Nizan Guanaes, que não cobrou cachê.
     Os meios de comunicação social também não receberam pela veiculação da mensagem. Adesões ao ato podem ser feitas a partir de amanhã, na página na internet www.cansei.com.br.
 
   Agora a parte realmente gozada:
 
      (Luiz Flávio Borges ) D'Urso (presidente da OAB) ressaltou que a ação é apolítica e apartidária. "A premissa do movimento é ser cívico, apolítico e apartidário. Pretendemos traduzir o anseio da sociedade e mostrar atitude e indignação pelo momento vivido. Não é um movimento contra ninguém, governo, A, B ou C, mas a favor do Brasil e da cidadania", disse.

      Essa foi uma das preocupações do empresário João Dória Junior, presidente do Grupo de Líderes Empresariais (Lide). "Nossa preocupação, desde o início, foi não estabelecer nenhuma característica de ordem política, mas sim de ordem cívica. Nada melhor que a liderança do OAB, que tem tradição, história e a defesa da cidadania incluída em seu estatuto", afirmou.

    É mesmo de cansar a beleza de qualquer um, não?

 

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Previsibilidade


   Os on lines têm ajudado muito quem, por obrigação profissional, precisa estar atento ao que se veicula na mídia informativa. Nem sempre dá para acompanhar tudo, mas, com os on lines, já se consegue prever não só os assuntos das capas dos jornais do dia seguinte e, em alguns casos, dos telejornais da noite, e até os enfoques que serão dados.
 
   Veja o caso da capa do Globo de hoje. Ela ficou previsível quando li, no site do Estadão, que o Nove-Dedos tentou descontrair o ambiente naturalmente carregado da posse de Nelson Jobim no Ministério da Defesa. Tive a certeza de que viria o N-D rindo e algo na linha "tá rindo de quê?" como enfoque. Não bateu no bico.
 
   Depois perguntam o porquê da queda da vendagem dos jornais em todo o mundo.

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25.7.07

 

E nem contaram os nossos...


   Pesquisa do International Center for Media and the Public Agenda diz que as atitudes fechadas e arrogantes das empresas e dos jornalistas prejudicam a credibilidade deles. Veja aqui a pesquisa.

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Menos...


   O caderno do Pan do Globo traz matéria assinada pelo bom Pedro "Bala" Motta Gueiros comparando a derrota de ontem da seleção feminina brasileira de basquete para as americanas com a do time masculino deles para o nosso na final do Pan de 87, em Indianápolis. Exagero.  Aquela derrota teve efeito cataclísmico para os caras. Tanto que foi ali que eles começaram a pensar em levar os times profissionais para os Jogos Olímpicos (idéia que se consolidou com o bronze em Seul-88) e, anos depois, fez com que simplesmente demolissem o ginásio de péssimas memórias para construírem outro para o Mundial de 2002 (adiantou lhufas: o time americano, com profissionais e tudo, ficou em quinto lugar). A derrota de ontem de Janeth e suas companheiras, no máximo e com boa vontade, poderia ser comparada à derrota delas para o time brasileiro no Mundial da Malásia em 1994. Ainda assim, essa derrota provocou mais estragos, levando, por exemplo, à criação da WNBA anos depois.

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Tava demorando...


    Mídia adjetivando desrespeitosamente o governo a gente está acostumado há anos, mas ministro do Superior Tribunal Militar pregando golpe à jovem oficialidade não ouvimos há uns 50 anos. E sabemos bem no que deu a junção desses dois pontos. Leia mais.

24.7.07

 

Vale-tudo


   Até notícia errada e sem fonte identificada. Leia aqui.
 

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Bordoada - II


   A sarrafada agora é do Luis Nassif. E sobra pra todo mundo. Leia aqui.

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Momento mágico


   O esforço da produção do programa Momento Pan, do Sportv, proporcionou ontem um dos momentos mais lindos deste Pan-Americano. Para total encantamento do apresentador Marcelo Barreto, de seus colegas de programa - entre eles Lúcio de Castro, cada vez mais perecido com o pai, meu mestre Marcos de Castro - e dos telespectadores que gostam de esporte, estiveram reunidos no estúdio algumas das lendas olímpicas cubanas.
 
   Pude rever a incrível meia-fundista Ana Fidélia Quirot, ainda ostentado as cicratizes - físicas e claramente emocionais também - das queimaduras oriundas do incêndio causado pela explosão de um botijão de gás em sua casa, que a fez perder a criança da qual estava grávida e a deixou com 80% do corpo queimado. Isso dois anos antes de vencer sua especialidade, os 800 metros, no Mundial da Suécia, e três antes de conquistar a medalha de ouro na mesma prova, nos Jogos de Atlanta. Também estavam lá a colossal - em vários sentidos - meio de rede Regla Torres, do poderoso time de vôlei cubano tricampeão olímpico (92, 96 e 2000) e Erik Lopez, multimedalhista que obteve 18 medalhas na ginástica. Mas, sobre tudo e todos no estúdio , imperava mesmo o principesco Teofilo Stevenson, do alto de seu metro e 90. O primeiro tricampeão olímpico de boxe - e até hoje único em Olimpíadas seguidas - , na categoria pesado, esbanjou a classe que sempre exibia nos ringues e ainda um senso de humor fino que só as pessoas realmente inteligentes possuem.
 
   Palavra, depois de tantos anos aposentado do jornalismo esportivo, foi a primeira vez que tive saudade dos tempos de ralação insana que é uma editoria de esportes. Valeu, pessoal!

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23.7.07

 

Bordoada


   Julio Hungria baixa o sarrafo na imprensa brasileira. Com toda a razão. Leia aqui.

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Precedente importante


   O STJ negou o pedido da Rede Globo para suspender a execução provisória da indenização de  R$ 2 milhões arbitrada contra a empresa por ela ter divulgado o seqüestro de Gonçalo Matarazzo, filho de  Luís André Matarazzo, no ano 2000. Leia aqui.

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22.7.07

 

O manipulador - II


   Conselheiro municipal informa: tem chefe na Prefeitura ostentando, com orgulho, no protetor de tela do monitor aquele selinho divulgado pelo Segundo Colunista que diz "Eu vaiei Lula".

21.7.07

 

História demais


   A página que O Globo dedica à História aos sábados é muito, muito, muito legal!

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Quem anunciou a tragédia?


   O bravo Gustavo Barreto revela aqui. Mas não resisto e dou uma dica: não foram os coleguinhas.

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Muito importante, mas ignorado


   Em meio ao barulho provocado pela tragédia de Congonhas - e pelo uso político da dor humana feita pelos veículos de comunicação - e pela alegria do Pan, um fato extremamente importante passou quase despercebida. Doa 18, a Anatel concedeu, por três votos a dois, anuência prévia para que a Telefônica entrasse no ramo de TV paga ao adquirir participação acionária na TVA, empresa do Grupo Abril. Essa concordância da Anatel é um marco, pois, pela primeira vez, foi permitida a entrada de uma telecom no mundo da distribuição de conteúdo por tevê. Isso era tão importante para a Telefônica que ela não hesitou em dispende R$ 922 milhões na compra.

   Leia mais aqui e aqui

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20.7.07

 

Réquiem


   Aquele Nobre Conselheiro continua na bronca com a cobertura escalafobética do acidente de Congonhas  feita pelos veículos do Império :

      Veja a primeira do Globo de hoje, trazendo bem no alto da página uma galeria de fotos de gente desesperada com a morte de seus entes queridos, e esse comentário de um leitor do Blue Bus:

         Noticiario © Blue Bus

         O mínimo que o Jornal Nacional deveria ter era respeito | queixa de leitor 14:15 "Ontem assistindo ao Jornal Nacional fiquei inconformado. Mesmo sem ter nenhum conhecido entre as vítimas da tragédia com o vôo da Tam fiquei chocado ao ver tamanha falta de sensibilidade do maior veículo de comunicaçao do país. Entendo perfeitamente que o jornalismo deve informar, nos contar os detalhes e explicar tudo que aconteceu, porém é absolutamente desnecessário mostrar o desespero das famílias. O jornal mostrou famílias chorando, amigos gritando, mostrou até o momento em que foram anunciados os nomes das vítimas e consequentemente o desespero das pessoas que rezavam para nao ouvir algum nome. Todos sem saber o que fazer, todos descontrolados por estarem fazendo parte de uma das maiores tragédias da história brasileira. Fiquei imaginando a dor (que já é imensa) dos amigos e familiares assistindo ao Jornal Nacional na noite de ontem. Se o país inteiro está de luto, o mínimo que o Jornal Nacional deveria ter era respeito". 19/07 Leonardo Nahum

      É uma edição ao mesmo tempo politcamente editorializada, para emocionar o leitor/telespectador contra o Lula, e ao mesmo tempo sensacionalista, para vender mais e ganhar mais Ibope.

      Função social do jornalismo, baubau...

   Babau há muito tempo, Nobre Conselheiro.

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19.7.07

 

Sócia majoritária - II


    "Mas como é que a Globo pode mandar tanto?", perguntará você.
    "Porque é a sócia majoritária do COB (leia-se Carlos Arthur Nuzman) no empreendimento Pan 2007", respondo eu.
 
    Essa promiscuidade entre a empresa de comunicação supostamente isenta (a parceria pode ser claramente percebida, mas nunca foi transparentemente explicitada) não é nova. A Rede Globo também é sócia majoritária da CBF (leia-se Ricardo Teixeira) na franquia seleção brasileira, por exemplo.  A intimidade acaba também por gerar situações jornalisticamente estranhas. Exemplo: um repórter veterano fez boa matéria sobre a falta de segurança na Vila Panamericana. A tal matéria foi chamada de capa do jornal em que o repórter labuta. Por causa ela, o colega passou a ser considerado "persona non grata" na Estrela da Morte.
 
   Normal? Poderia ser. Só que o jornal em que o tal coleguinha trabalha é O Globo.

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Sócia majoritária - I


   O pau comeu ontem à tarde na entrada do Maracanãzinho por causa de Fluminense x São Paulo e Internacional x Corinthians, jogos realizados à noite no Morumbi, em São Paulo, e no Beira-Rio, em Porto Alegre. O paradoxo espaço-temporal, que deve ter feito a alegria de Einstein naquela grande academia lá do Céu, foi causada pela Rede Globo.
 
   Explicando. Originalmente, como está nos jornais de hoje, o jogo semfinal do voleibol feminino que teria o time que ficasse em primeiro lugar na chave do Brasil seria às 22h. Como até as antenas que sustentam as redes sabiam que a equipe brasileira venceria o grupo, todo mundo que comprou o ingresso antecipadamente o fez para a partida da noite. Só que, monitorando o Ibope, a Rede Globo viu que o Pan não está indo tão bem de audiência quanto seria de se esperar. Assim, pelo sim, pelo não, a empresa ordenou que o CO-Rio mudasse a seqüência dos jogos e manteve a programação original - ou seja, quarta à noite é dia de futebol.
 
   Deu no que deu.
 
 

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18.7.07

 

Mundo-cão interativo


   Nobre Conselheiro ficou bronqueado com os sites Folha On Line e G1:
 
      Em meio à tragédia de mais um avião da TAM, os sites da Folha e do G1 ficam incentivando leitores a participarem do "show" de notícias, olha que coisa aviltante:
     17/07/2007 - 19h46

      Envie fotos ou relatos sobre o acidente da TAM em São Paulo da Folha Online O leitor que deseja contribuir com imagens ou relatos do acidente envolvendo o avião da TAM, pode enviar para o endereço: redacao.online@folha.com.br

      Avião que vinha de Porto Alegre bate e pega fogo em São Paulo Aeronave tem capacidade para transportar até 170 passageiros. Após acidente, Congonhas foi fechado para pousos e decolagens.

      ACOMPANHE, AO VIVO, A COBERTURA DA GLOBONEWS .

      Registrou o incêndio em Congonhas? Envie foto e vídeo ao G1.

   O velho jornalismo mundo-cão em roupagem do século XXI

 
 
 

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17.7.07

 

O manipulador


   Para quem acha que o nosso alcaide não é capaz de ter contratado a claque para vaiar o Nove-Dedos, um Nobre Conselheiro,sempre antenado, lembra que, há uns dez anos, a Revan lançou o livro "Política é Ciência", fruto de 18 horas de entrevistas com César Epitácio Maia.
 
   Na obra, o prefeito do Rio conta como, em 96, deu uma rasteira no então postulante tucano à prefeitura Sérgio Cabral Filho para ajudar o seu candidato, Luiz Paulo Conde. César revela que contratou 150 peões com a missão de ir aos botequins da cidade e pedir um cafezinho. Enquanto bebericava, o agente cesista puxava conversa e dizia para quem quisesse ouvir: "Rapaz, soube que o Cabral vai renunciar!".
 
   Três dias depois, vangloriava-se César no livro, o boato chegou a ele de volta e foi só esperar. Na pesquisa seguinte, os números de Cabral começaram a cair para não mais se levantarem naquela eleição.
 

 

Por falar em governo...


   Não sei se é verdade, mas recebi email de velho e sumido camarada alertando que a Domínio Público, biblioteca digital mantida pelo governo federal, está para ser detonada por falta de acessos. Acho que já ouvi/li esse boato, mas, pelo sim, pelo não,  pelo quem sabe, pelo talvez, dá uma passadinha lá, vai...É http://www.dominiopublico.gov.br.

16.7.07

 

Pobre barão


   Pierre de Frédy, barão de Coubertin, já teve seu sonho muito avacalhado por boicotes, dopings, resultados armados e sujeitos invadindo a pista para abraçar maratonista. Mas o prefeito dessa muy leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, César Epitácio Maia, estabeleceu um novo recorde. Nunca, em nenhum evento chancelado pelo venerando Comitê Olímpico Internacional, o responsável pela cidade-sede contratara uma claque para vaiar o mais alto dignitário do país a fim de humilhá-lo politicamente. Veja aqui o ensaio do evento de abertura, com o ensaio também da vaia no Nove-Dedos.

   Finalmente o Rio entrou para a história do Olimpismo. Ainda bem que De Frédy não viveu para ver a maneira como isso ocorreu.

 

Espírito olímpico


    Em seu programa de rádio semanal, Nove-Dedos disse hoje que não guarda mágoa do Rio por causa da vaia que tomou na abertura do Pan. "Isso (os apupos) não muda um milímetro do meu comportamento com o Rio de Janeiro", jurou, depois de ter dito que tinha ficado "muito triste" com as vaias (ainda vai sair dessa como vítima e os cariocas como mal-educados). Por isso, o governo federal vai continuar investindo no Rio como vem fazendo desde que o Sérgio Cabral assumiu.

   Bacana. Mas como gestos desta grandeza, historicamente, não são comuns em homens públicos brasileiros, vou dar uma de mal-educado também e me reservar o direito de esperar até 2009.

15.7.07

 

A vaia e o Rio-2016


   Se Nove-Dedos for vingativo, o Rio pode ter dado adeus à candidatura aos Jogos Olímpicos de 2016. Leia aqui.

 

Triste incompetência


   A matéria do Globo sobre as supostas falcatruas nas licitações da Petrobras, que saiu na edição de hoje da editoria de Economia, me deixou triste. Não devia, já estou cascudo com a mania dos coleguinhas manipularem informações para pô-las a serviço de suas idéias e/ou pautas. Mas fiquei assim mesmo.

   A malandragem começa na chamadinha de primeira página: "Carlos Heleno Barbosa, o mais graduado executivo da Petrobras preso pela PF, era investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) desde 2005. Página 27". Aí vamos à página indicada e vemos que a chamada é tendenciosa: Carlos Heleno realmente foi chamado a prestar esclarecimentos pelo TCU em 2005. Ele os deu e tais esclarecimento foram aceitos pelo TCU. Estava na matéria? Estava - num aposto de três palavras no quinto parágrafo.

   Tem mais e pior. A informação sobre o pedido de esclarecimentos do TCU - e não investigação - nada tem a ver com a matéria, que versa sobre as suspeitas atuais. Na verdade, parece estar ali apenas para tentar disfarçar o que é o resto do texto: uma transcrição do relatório do Ministério Público, citado de forma indireta (na maior parte) e direta, com citações supostamente literais entre aspas. Num trabalho que um contínuo esperto do Globo - há vários deles - também faria.

   É, o que realmente me chocou e deixou triste não foi propriamente a manipulação, que, de resto, já espero nos veículos de comunicação. Foi mesmo a incompetência com que foi realizada.

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12.7.07

 

Abra quer fechar um pouco a porteira


   A idéia é impedir que as telecoms viabilizem sua entrada na TV a cabo só conteúdo produzido fora e, ao mesmo tempo, dar um cjhega pra lá na Globosat e suas parceiras Sky/Direct TV e Net, mas, de qualquer maneira, a proposta da Associação Brasileira dos Radiodifusores (Abra) de que a haja uma lei que exija 50% de produção nacional em meios eletrônicos, é uma boa. Leia mais.

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11.7.07

 

Caindo na rede


   Os donos de jornais, em suas reuniões ao redor do mundo, desmentem, mas a cada dia as negativas caem no ridículo: as verbas publicitárias estão migrando do papel para a web. Leia aqui.

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9.7.07

 

Enrolando


   As telecoms propuseram ao governo levar a banda larga a 180 mil escolas públicas no país, em troca do adiamento da obrigação de criarem os Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs), que faria parte das nova metas a serem exigidas pela Anatel neste segundo semestre.

   O governo está analisando a proposta, mas, já numa primeira olhada, viu um problema: as telecoms dizem que vão investir no projeto R$ 500 milhões, mas a Anatel calcula que elas teriam que desembolsar algo entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões. Enquanto se discute, as empresas já levaram o que pediram: a obrigação de cumprir a nova meta, que começaria nesse segundo semestre, foi adiada para o início do ano que vem.

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7.7.07

 

Cadê o povo?


   Quando o governo da Venezuela não renovou a concessão da RCTV foi aquela revolta geral. Pelo menos foi o que os meios de comunicação da América Latina mostraram em seus jornais e telejornais. E a prova de como a maioria do povo venezuelano é indomável é que o perseguido telejornal da emissora havia driblado o ogro comedor de jornalistas e ido para a internet, mantendo viva a chama da liberdade de imprensa. Bem, veja aqui como anda a história (aproveite, pois isso você não vai ler ou ver na grande imprensa daqui).

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Namoro firme


   O namoro entre os coleguinhas e a PF continua firme. Prova? Bem, desde a famosa matéria do Fantástico em que aparece uma diretora da Gautama levando R$ 100 mil para supostamente entregá-los a alguém no Ministério de Minas e Energia foi dito que a dinheirama estava no envelope branco que a mulher carregava na entrada e não levava na saída. Essa informação foi repetida por dias e dias nos jornais e a PF jamais a desmentiu.
   Eis que surge um laudo, assinado por respeitado cientista da Unicamp - já muitas vezes usado como referência de competência e idoneidade pelos coleguinhas - dizendo que não havia como R$ 100 mil caberem no tal envelope. Diante dessa contestação, a PF agora diz que a grana não estava no envelope, mas na bolsa preta que a tal senhora levava.
   Os coleguinhas diante dessa contradição dos federais? Nem te ligo. Não a mencionaram uma vez sequer. É como se não fosse com eles.

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6.7.07

 

Tristeza


   Morreu hoje Carlos Eduardo Zanatta, chefe da sucursal Brasília da revista Teletime e um dos coleguinhas que mais conheciam telecomunicações (e sua filha dileta, a convergência digital). Com as análises claras que só o conhecimento profundo permite, Zanatta ensinou muito a este seu modesto leitor de sempre.
   Descanse em paz, mestre.

 

"Eppur, si muove" - IV


   Também fora da tevê as coisas andam mudando. Hoje de manhã, enquanto esperava o ônibus, um anúncio na Rádio Tupi me chamou a atenção. Era da Veja. Quem diria, há pouco tempo, que a "maior revista do Brasil" iria anunciar no horário nobre de um veículo cuja grande força se concentra nas classes C e D?

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"Eppur, si muove" - III


   A ABPI-TV, que reúne os produtores independentes de televisão, quer aproveitar o momento e também seu empurrãozinho. Aqui.

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"Eppur, si muove" - II


   E a movimentação do setor de comunicação não é boa para todos. A Estrela da Morte, por exemplo, anda avariada. Leia aqui.

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"Eppur, si muove"


   O professor Venício A. de Lima escreve sobre o estranho semestre que acaba de terminar, no qual foram detectados sinais de vida na paz de cemitério que sempre caracterizou o setor de comunicação no Bananão. Leia aqui.

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