13.11.07
Está ficando tão óbvio...
Quando dei uma olhada nos títulos da primeira página do Globo de hoje - especialmente o incrível "Planalto quer saber o que ética" de um box, à direita e embaixo - pensei com meus zíperes: "alguma coisa que está rolando deve afetar a Globo de imediato".
Não deu outra. Está prevista para hoje - mas deve ser adiada para as últimas negociações de praxe - a votação, na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara do parecer do relator Wellington Fagundes (PR/MT) sobre o PL 29/2007. O projeto de lei dispõe sobre novas regras para o setor de distribuição de TV por assinatura e para a produção, programação e empacotamento de conteúdos. Entre essas novas regras está a que proíbe a propriedade cruzada de empresas de telecom e programadoras e produtoras de conteúdo, inscrita por emenda do Vanderlei Macris (PSDB/SP). Obviamente, a aprovação dessa emenda em muito interessa à Globo, daí a pressão adicional da primeira página do Globo de hoje.
No entanto, a batalha não será fácil, pois mesmo as OG estão sentindo o bafo quente do poder econômico das teles no cangote. Assim, o Império já admite negociar a saída da NET (distribuidora) e a entrada das adversárias em empresas de conteúdo, desde que até o limite de 30% do controle (como é na TVaberta) e que elas não possam - atenção - adquirir eventos esportivos e nem contratar artistas ou direitos sobre obras brasileiras, pelo menos diretamente.
As teles, porém, querem mais - defendem que essas restrições sejam apenas para empresas nacionais. Qual a vantagem? Bem, elas não poderiam comprar eventos esportivos aqui, mas poderiam distribui-lo, via IPTV o que suas matrizes comprassem (e transmitissem) lá fora.
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