27.11.07
Bela, jazzista e cara
Em outros tempos, um monte de ortodoxos torceria o nariz para a pianista canadense que se metia a tocar jazz tendo nascido muito ao Norte e - meu Deus! - sendo ainda por cima loura, linda e vindo de família estruturada. Graças ao Senhor, porém, nesses tempos pós-modernos nem tudo é ruim e Diana Jean Krall não teve que enfrentar muitos problemas para ser reconhecida, aos 43 anos, como uma das melhores cantoras de jazz em atividade. Em menos de 24 horas, ela se apresentará aqui no Rio, no Vivo, a um preço proibitivo para este pobre fã - o ingresso mais barato custa R$ 120, sem direito ao binóculo necessário para se enxergar o palco da distância em que dele se encontra a arquibancada. E como estamos no Brasil, este show de ingressos caríssimos foi produzido com a ajuda do meu, do seu, do nosso dinheirinho, via renúncia fiscal da Lei Rouanet, mais um ponto para os gênios financeiros do Bradesco, que têm em seu currículo ainda a inclusão do Cirque du Soleil na Rouanet.
Mas a mulher do também grande Elvis Costello - pai dos seus gêmeos - não tem nada com nossas mazelas de país subdesenvolvido. Daí, Pavuna ´73 traz Diana Krall cantando "How insensitive", nossa conhecidíssima "Insensatez", de Tom e Vinícius, cujos versos tiveram tradução de Norman Gimbel.
Mas a mulher do também grande Elvis Costello - pai dos seus gêmeos - não tem nada com nossas mazelas de país subdesenvolvido. Daí, Pavuna ´73 traz Diana Krall cantando "How insensitive", nossa conhecidíssima "Insensatez", de Tom e Vinícius, cujos versos tiveram tradução de Norman Gimbel.
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Marcadores: Pavuna '73
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