2.9.07
As Organizações Globo estão perdendo as estribeiras no monte de disputas causadas pela convergência digital. Como se não bastasse ficar trocando cotoveladas com as teles, o Império resolveu bater também nas concorrentes da Globosat no campo da produção de conteúdo. Em debate no Senado, no dia 23, o vice-presidente de relações institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, chamou de contrabandistas os programadores estrangeiros.
É que os gringos compram publicidade lá fora e as OG protestam contra a exportação de empregos no setor de produção audiovisuial. Como ocorre em 9,5 em cada dez vezes, o discurso dos globais não têm a ver com o que realmente os interessam. O problema mesmo é que quando vão pagar os comerciais importados, os programadores estrangeiros podem escolher entre pagar o Condecine (um imposto sobre o pagamento das compras de material audiovisual no exterior) ou aplicar 3% do valor do pagamento em produções nacionais.
Ora, é claro que as programadoras sempre escolhem a segunda opção. Afinal, aqueles três por cento ficam em suas mãos e não nas do governo, capitalizando o seus setores de produção - ou de compra de conteúdo de terceiros. Como o custo dos comerciais é e dólares, mas o cálculo dos 3% é em real, segue-se que em uma remessa de, digamos, US$ 1 milhão, os programadores ganham U$ 30 mil (algo em torno de R$ 60 mil) para aplicar em produções próprias. Como o valor das remessas é várias vezes um milhão de dólares, vê-se o potencial da coisa para criar um mercado de produção de boa qualidade para TV paga, aberta ou, claro, teles. E é esse potencial que faz com que a Globo se arrepie.
É que os gringos compram publicidade lá fora e as OG protestam contra a exportação de empregos no setor de produção audiovisuial. Como ocorre em 9,5 em cada dez vezes, o discurso dos globais não têm a ver com o que realmente os interessam. O problema mesmo é que quando vão pagar os comerciais importados, os programadores estrangeiros podem escolher entre pagar o Condecine (um imposto sobre o pagamento das compras de material audiovisual no exterior) ou aplicar 3% do valor do pagamento em produções nacionais.
Ora, é claro que as programadoras sempre escolhem a segunda opção. Afinal, aqueles três por cento ficam em suas mãos e não nas do governo, capitalizando o seus setores de produção - ou de compra de conteúdo de terceiros. Como o custo dos comerciais é e dólares, mas o cálculo dos 3% é em real, segue-se que em uma remessa de, digamos, US$ 1 milhão, os programadores ganham U$ 30 mil (algo em torno de R$ 60 mil) para aplicar em produções próprias. Como o valor das remessas é várias vezes um milhão de dólares, vê-se o potencial da coisa para criar um mercado de produção de boa qualidade para TV paga, aberta ou, claro, teles. E é esse potencial que faz com que a Globo se arrepie.
Marcadores: Convergência
Assinar Postagens [Atom]
