20.9.07
Convergência, divergência, barata-voa
A Conferência Nacional Preparatória de Comunicações, que terminou ontem, em Brasília, foi um tremendo barata-voa:
- Hélio Costa propôs que a Conferência sobre Comunicação de verdade fosse adiada para 2008 (pelo menos) para que se pudesse fazer encontros preparatórios regionais. Pois não é a mesma proposta do Coletivo Intervozes?
O Intervozes, porém, exige a ampla presença da sociedade nos encontros regionais, o que Costa, claro, não mencionou em sua proposta.
- Deputados como Walter Pinheiro (PT-BA), Jorge Bittar (PT-RJ) e Paulo Bornhausem (DEM-SC) pularam nas tamancas contra a proposta ministerial. Nas mesmas tamancas subiram as telecoms, desconfiadíssimas que a idéia de Costa seja mais uma jogada dele para ajudar seus patrões da Rede Globo. Todos querem Conferência já.
- Essa, acompanhada por todos os radiodifusores, por sua vez, deu um pau no Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) que propôs a criação de uma rede pública sobre a qual trafegariam os conteúdos. Os barões não querem que se mude um tal de "sistema federativo", que é o atual, no qual, obviamente, eles mandam e desmandam.
- Já a Rede Bandeirantes baixou o cacete na Globo e o poder que ela tem na TV paga por ser sócia ao mesmo tempo da Sky e da Net e ainda por cima da única programadora que realmente pode ser chamada por esse nome (a Globosat).
- A Band e a Globo, porém, concordam em discordar do Intervozes e do FNDC que desejam a regionalização das produções a serem exibidas no vídeo. Afirma que isso é inviável devido à pobreza dos mercados fora do eixo Via Dutra.
- Os radiodifusores também concordam em defender uma cota mínima de 50% de conteúdo nacional nos vídeos, proposta atacada pelas telecoms.
- Os radiodifusores, no entanto, brigam entre si porque os de TV aberta querem acabar com o "must carry" deve acabar. "Must carry" é a determinação da lei do Cabo que obriga as tevês a cabo (mas não via MMDS ou DTH) a entregarem os canais de TV aberta da região. Como é uma obrigação legal, os canais a cabo nada pagam aos "abertos". Estes, então, querem acabar com a obrigação e impedir que ela se estenda às outras tecnologias para poderem cobrar o sinal dos "
Por aí vai.
Enquanto isso, como se pode ver nos posts abaixo, o chão de move.
- Hélio Costa propôs que a Conferência sobre Comunicação de verdade fosse adiada para 2008 (pelo menos) para que se pudesse fazer encontros preparatórios regionais. Pois não é a mesma proposta do Coletivo Intervozes?
O Intervozes, porém, exige a ampla presença da sociedade nos encontros regionais, o que Costa, claro, não mencionou em sua proposta.
- Deputados como Walter Pinheiro (PT-BA), Jorge Bittar (PT-RJ) e Paulo Bornhausem (DEM-SC) pularam nas tamancas contra a proposta ministerial. Nas mesmas tamancas subiram as telecoms, desconfiadíssimas que a idéia de Costa seja mais uma jogada dele para ajudar seus patrões da Rede Globo. Todos querem Conferência já.
- Essa, acompanhada por todos os radiodifusores, por sua vez, deu um pau no Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) que propôs a criação de uma rede pública sobre a qual trafegariam os conteúdos. Os barões não querem que se mude um tal de "sistema federativo", que é o atual, no qual, obviamente, eles mandam e desmandam.
- Já a Rede Bandeirantes baixou o cacete na Globo e o poder que ela tem na TV paga por ser sócia ao mesmo tempo da Sky e da Net e ainda por cima da única programadora que realmente pode ser chamada por esse nome (a Globosat).
- A Band e a Globo, porém, concordam em discordar do Intervozes e do FNDC que desejam a regionalização das produções a serem exibidas no vídeo. Afirma que isso é inviável devido à pobreza dos mercados fora do eixo Via Dutra.
- Os radiodifusores também concordam em defender uma cota mínima de 50% de conteúdo nacional nos vídeos, proposta atacada pelas telecoms.
- Os radiodifusores, no entanto, brigam entre si porque os de TV aberta querem acabar com o "must carry" deve acabar. "Must carry" é a determinação da lei do Cabo que obriga as tevês a cabo (mas não via MMDS ou DTH) a entregarem os canais de TV aberta da região. Como é uma obrigação legal, os canais a cabo nada pagam aos "abertos". Estes, então, querem acabar com a obrigação e impedir que ela se estenda às outras tecnologias para poderem cobrar o sinal dos "
Por aí vai.
Enquanto isso, como se pode ver nos posts abaixo, o chão de move.
Marcadores: Convergência, Democratização da Comunicação, Mercado de comunicação
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