30.10.06

 
Contabilidade - III

   Quem empatou:

      Alckmin. Saiu da campanha como começou: como herdeiro de um não-movimento político, o covismo, que só existe em São Paulo. Tende a despontar para o anonimato se não disputar a Prefeitura de Sampa. E se fizer isso vai aspirar a ser burro quando já foi cavalo, como diz um amigo.

 
Contabilidade - II

   Quem perdeu:

      1. O PFL. Foi humilhado na Bahia, levou tunda em Pernambuco e tomou volta no Maranhão. Ganhou só DF e ainda assim com um cara que tem bico e plumagem de tucano. Em 2008, vai decidir se vive ou morre: se não mantiver Rio ou São Paulo ou arrumar alguma grande capital, vai acabar virando linha auxiliar do PMDB ou do PSDB.
      2. A privatização. Para desespero daqueles que acham que vivem na Europa ou nos EUA (ou no que eles pensam que são Europa e EUA), a idéia de que o mercado tudo resolve foi massacrada no segundo turno da eleição, quando trazida à baila. Para o brasileiro, a "mão invisível" apenas bateu-lhe a carteira.
      3. A imprensa. Bateu no Nove-Dedos e no PT com gosto durante dois anos apenas para vê-los não só sobreviver, como continuarem fortes. Na boa, tirando a Globo, o resto da imprensa não vale um tostão furado como ator político no Brasil exatamente porque se arvora de ator político. Acaba falando sozinha.
      4. O Estado do Rio. Confirmou a sina de ser estado com as piores lideranças políticas do país (tá, talvez Goiás, Rondônia e Roraima sejam tão ruins quanto). A única mais ou menos é o Vladimir. Do resto, não se salva um (ou uma).

 
Contabilidade - I

   Urnas fechadas, jogo jogado, vamos à contabilidade da campanha. Primeiro, quem ganhou:

      1. Nove-Dedos. Obviamente. Tomou pancada de tudo quanto foi lado, o tempo todo, por dois anos e, mesmo com uns amigos paulistas que dispensam inimigos, teve mais de 60% dos votos válidos. Negócio para ser estudado com lupa por um monte de "ólogos" por décadas.
      2. Os pobres. Depois de 500 anos, elegeram um deles e o cara se sai bem, apesar dos pesares. E, reeleito, diz que a prioridade são eles. E não eram?! Caraca!
      3. A Internet. N-D tinha os votos dos pobres, mas sem a Rede não arrumava nem pro café na classe média se a militância - meio envergonhada na rua - não partisse pra cima do teclado. As mensagens mostrando os bons feitos que a imprensa se recusou terminantemente a mostrar certamente acabaram neutralizando os malfeitos do governo entre os felizardos que têm acesso a computadores conectados.
      4. O PT. Do jeito que levou pau, era mesmo para ter sido cumprida a profecia do Bornhausen e ter ficado 30 anos fora de qualquer perspectiva de poder. No fim, fez a segunda bancada da Câmara, elegeu o presidente, passou a governar mais estados (com direito a derrotar o carlismo) e ainda por cima se livrou de um monte de paulista mala e consolidou lideranças país afora.
      5. Aécio e Serra. Se livraram de dois concorrentes de uma tacada: Alckmin e Nove-Dedos. Se não fizerem muita bobagem, são dois favoritos para o segundo turno em 2010.

29.10.06

 
Que coisa...

   O sujeito apanhou em ritmo de 24x7 durante dois anos seguidos e teve quase o mesmo número de votos de 2002. Impressionante...

27.10.06

 
Comunicação institucional, ética e democracia

   Recomendo esse texto da Pensata mesmo para quem não é assessor de comunicação.

25.10.06

 
A ocupação do Alemão

   O Bope ocupa o Complexo do Alemão há duas semanas para caçar traficantes e os moradores pagam o pato. Leia aqui.

24.10.06

 
E quem regula o regulador?

   Os empresários - e, claro, os tucanos e os meios de comunicação - defendem com unhas e dentes a idéia de que as agências reguladoras são a quintessência da modernidade por assegurarem a gestão de setores estratégicos de maneira equilibarada e técnica, blindada de influências políticas. Mas nem nos EUA é assim, conforme você pode ler aqui em caso envolvndo a Federal Communications Commission (FCC), a agência de lá que cuida da mídia em todas as suas formas (aqui não tem nada parecido porque os donos da empresas de comunicação chamariam a de "atentado à liberdade de imprensa"...Mas isso é outra história).

 
Coronéis eletrônicos

   Nada menos de 80 parlamentares eleitos este ano são donos de rádios ou tevês. Número que conta só a posse direta, admitida por eles na declaração de bens ao TSE, o que deixa de fora os parentes. Contando-os, o número passa de 100. Leia mais aqui e veja a lista dos "coronéis eletrônicos" aqui.

23.10.06

 
Briga de verdade

   Você acha que Lula e Alckmin brigam? Então é porque ainda não prestou atenção no pega-pra-capar que é a luta entre as tevês - abertas e por assinatura - e as telecoms. Para ter uma idéia de como é o quebra-pau leia aqui e aqui.

 
Com a força do povo

   Não lembro - embora possa ter havido - de um slogan definir tão bem uma candidatura como esse aí de cima define a candidatura do Nove-Dedos. Duvida? Então dê uma olhada na pesquisa do Ibope de 20 de outubro, que aponta a vantagem do candidato à reeleição por 21 pontos percentuais sobre o candidato oposicionista. Aqui (em pdf).

22.10.06

 

Aviso


Tô postando pouco aqui, é verdade. É que a a atual conjuntura fez com que a ação se concentrasse na Cascata!

21.10.06

 
Prêmio Embratel

   Saíram os finalistas regionais do Prêmio Embratel 2006. Confira aqui.

 
Direito autoral e internet

   Esse assunto não faz lá muito sucesso entre jornalistas de texto, que não se importam de ver suas matérias reproduzidas país afora sem receber nada por isso. Nem todo mundo, porém, é tão otário (os jornalistas de imagem pelo menos chiam uma barbaridade) e por isso há gente discutindo e se mobilizado para discutir o assunto. Leia mais.

 
Saúde negra

   Dia 27 próximo será o Dia de Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra. Nesse dia, diversas atividades porão em discussão a maneira de mudar dados como aqueles que apontam que o risco de uma mulher grávida negra morrer em conseqüência de causas maternas é 2,5 a 8 vezes maior se comparado aos riscos apresentados num país desenvolvido. Leia mais aqui.

 
TVD: pra você ver...

   A Associação da Indústria de Telecomunicações dos EUA, maior representante dos fornecedores de equipamentos do Grande Irmão do Norte, adotou o DVB-H como padrão oficial para a TV móvel (um dos maiores atrativos para a adoção da TV Digital, junto com a interatividade). A TIA (a sigla em inglês) seguiu assim o seu equivalente da Europa, o Instituto de Padrões de Telecomunicações Europeu. A TV Móvel já está em uso na Itália e testes serão iniciados ano que vem Estados Unidos, Finlândia, Vietnã, França, Alemanha, Espanha, Rússia e África do Sul. Nós, espertos como sempre, escolhemos o padrão japa e estamos de fora.

15.10.06

 
O Estado da cascata

   Uma empulhação bacaninha contra o pobre do leitor desavisado na edição de hoje do Estado de São Paulo você pode ler na Cascata!

 
Saída pela direita!!

   Diogo Araújo mandou a dica e meu correspondente favorito, Eduardo Graça, comenta a incrível não-entrevista a uma tevê australiana em que Geraldo Alckmin literalmente foge de suas responsabilidade sobre a situação da segurança em São Paulo. Veja o vídeo aqui e o comentário de Edu do Brooklyn aqui.

11.10.06

 
Mineirices

   O Ziraldo - nesse texto que você pode ler na Pensata - fala de algo que eu já tinha pensado ter muita chance de acontecer (por ter muita lógica política) e, que se realmente ocorrer, vai dar margem a mais uma daquelas hilariantes explicações pós-eleições de representantes de institutos de pesquisa.

8.10.06

 
Recordando Juraci

   Como há uma boa possibilidade de voltarmos aos tempos de Juraci Magalhães e acharmos que "tudo o que é bom para os Estados Unidos é bom pra o Brasil" (a Alca, por exemplo), cabe vermos o que anda acontecendo na casa de Tio Sam com os olhos do meu correspondente favorito, Eduardo Graça. Leia na Pensata.

 
O show deve continuar

   Como negócios são negócios, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, não pode ficar esperando para saber quem será o próximo presidente. Daí vai fazendo jus ao seu salário de empregado das Organizações Globo (o ministério é só frila) e tentando impedir que as telecoms entrem no negócio de tevê.

   A nova atitude de embarreiramento é propor a regulamentação das operações de DTH (antenas-pizza) para dificultar a entrada da Telefônica no ramo. O DTH, assim como todo o negócio de tevê paga e aqueles surgidos com a convergência digital, não é regulado no Bananão, pois os barões da mídia - com os Marinho à frente - sempre impediram que se discutisse a regulamentação dos artigos 221 e 222 da Constituição Federal - aqueles que falam sobre os meios de comunicação.

   Para disfarçar o seu alvo real, Costa diz que quer regular o DTH para proteger as indefesas crianças brasileiras. A idéia dele é fazer com que todo o conteúdo de DTH saia do satélite, desça numa repartição governamental para ser monitorado, suba de novo e desça novamente na casa do cliente. O ministro jura que não é censura prévia - embora pareça à beça, né? De qualquer maneira, esse sobe-e-desce fará com que o retardo que a gente já sente no DTH aumente muito.

    Se essa idéia passar, a comemoração do gol na casa de quem só tem tevê aberta, que hoje já começa uns bons segundos antes, vai ter até terminado quando a bola balançar a rede na casa do assinante.

5.10.06

 
A atual conjuntura

   Esse foi o tema que a diretoria da escola de samba em que o crioulo era compositor escolheu para aquele carnaval. O que saiu nos foi relatado por Stanislaw Ponte Preta no magnífico "Samba do Crioulo Doido".

   Como a atual conjuntura também está de enlouquecer, várias pessoas me mandaram emails, desabafos, considerações, textos recomendados...Por isso, depois do longo inverno de nossas desilusões, a Pensata está de volta. O primeiro texto da série que postarei nos próximos dias é este aqui. Me chegou antes da eleição de 1º de outubro, mas, como você certamente concordará, não perdeu atualidade.

3.10.06

 
Recordar é viver

   Bons tempos aqueles...Assista aqui um pouco da história, veja como as pessoas mudam.

2.10.06

 
Índios on line

   ONG interliga índios de sete tribos Nordeste para que elas levem sua cultura à rede e discutam seus problemas. Leia mais.

 
"No future for you!"

   O futuro dos veículos impressos já é cinzento e vai ficar cada vez mais plúmbeo (gostou dessa?) com o tempo, pois os jovens estão crescendo sem "ligação emocional" com o papel. É o que diz Michael Rogers, futurista residente do New York Times (é, os caras criaram esse cargo! Um sujeito que pensa sobre o futuro! Igualzinho aos nossos veículos, né?). Leia aqui.

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