30.5.06
Mocinhos perdem mais um
Morreu Daniel Herz, um dos batalhadores pela democratização da comunicação no país. Jornalista, fundador da Fenaj, Daniel, 52 anos, foi um dos idealizadores da Lei do Cabo, que permitiu, por exemplo, a existência das tevês legislativas e comunitárias na tevê paga. Ele também foi o criador e era a alma e o cérebro por trás do Fórum Nacional para Democratização da Comunicação (FNDC). Daniel lutou por dois anos contra a leucemia, tendo feito dois transplantes de medula nos EUA. Como os médicos o desenganaram, voltou para o Rio Grande do Sul, onde nasceu, para morrer junto aos seus.
Descanse paz, companheiro.
Descanse paz, companheiro.
29.5.06
CBN paga por Cony
Delegados da PF ganham indenização devido a ataques de Carlos Heitor Cony à corporação. Veja aqui.
Acerto importante
Pelo menos uma pauta essencial está sendo bem cumprida pela imprensa brasileira: a do combate ao trabalho escravo. Essa foi a conclusão do trabalho "Muito Além da Notícia: A influência e o papel da imprensa no combate ao trabalho escravo no Brasil contemporâneo", de autoria da colegujinha Maria Paola Jacon de Salvo. Veja mais aqui.
TVD: agora vai...
Não deve passar dessa semana a definição sobre o padrão que será adotado para a implantação da TV Digital no país. O decreto a ser assinado pelo Nove-Dedos deverá dizer que o padrão escolhido é o japonês, defendido pelo Império Global.
28.5.06
Cascata!
Há tempos penso em criar um blog só para registrar os diversos tipos de empulhações que os veículos e os coleguinhas impingem ao distinto púbçico. Mas sobe como é: falta de tempo e preguiça se juntam e eu arquivo projetos. Mas a irritação foi crescendo lentamente e um dia...BANG!...Perdi a paciência. Assim surgiu o Cascata! (aqui), no qual espero contar com a sua ajuda que nunca faltou aqui na Coleguinhas.
As time goes by
Pois é. Foi num dia 27 de maio que a Coleguinhas, Uni-vos! entrou em rede pela primeira vez. Nesse tempo todo, muito mudou - o mundo, a Grande Rede, minha vida - e o sítio também. Aliás, essa já foi um tremenda mudança: de um site modesto - embora com várias seções - encolheu e virou este blog ainda mais desvalioso. Houve uma paradinha para reciclagem de uns quatro meses e muitos leitores desistiram (ainda hoje tem gente que se surpreende que a Coleguinhas tenha voltado à ativa), mas como ter um grande índice de leitura nunca foi mesmo o objetivo mesmo, tudo bem.
Hein? Qual era e é o objetivo da Coleguinhas? Bem, no início era ser um ponto de partida na Rede para os coleguinhas que estivessem chegando ao mundo virtual (você provavelmente não inagina o quanto os jornalistas brasileiros resistiram e demoraram a entrar na internet) e prestasse alguns serviços que eu imaginava úteis para os colegas. Uma idéia que pouco tempo acabou se espalhando e tornando-se os chamados portais, que hoje ainda existem, mas com outros objetivos.
Hoje em dia? Bem, acho que a encarnação blog serve para o mesmo que os outros blogs: satisfazer o ego do blogueiro. Espero apenas que, ao fazer isso, não esteja enchendo o saco de ninguém que não mereça.
Hein? Qual era e é o objetivo da Coleguinhas? Bem, no início era ser um ponto de partida na Rede para os coleguinhas que estivessem chegando ao mundo virtual (você provavelmente não inagina o quanto os jornalistas brasileiros resistiram e demoraram a entrar na internet) e prestasse alguns serviços que eu imaginava úteis para os colegas. Uma idéia que pouco tempo acabou se espalhando e tornando-se os chamados portais, que hoje ainda existem, mas com outros objetivos.
Hoje em dia? Bem, acho que a encarnação blog serve para o mesmo que os outros blogs: satisfazer o ego do blogueiro. Espero apenas que, ao fazer isso, não esteja enchendo o saco de ninguém que não mereça.
23.5.06
Miriam tucano.globo.com
Dona Míriam estréia site no globo.com apresentando artigo de Edmar Bacha e entrevista com Pérsio Arida.
Bem, pelo menos na internet ela não vai tentar disfarçar.
Bem, pelo menos na internet ela não vai tentar disfarçar.
TVD: vai acabar no tapetão...
A Administração Federal está a ponto de escolher o padrão a ser adotado na adoção da TV Digital no país (como quer o Império, deverá ser o japonês), mas pode preparar os advogados, pois o caso deve parar na Justiça. A Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital (que reúne o Coletivo Intervozes, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e outras entidades) já tem engatilhada uma ação caso a Administração use a forma de decreto sobre questões como outorgas e a criação de uma nova figura, o operador de rede (empresa que receberia uma faixa do espectro, que poderia negociar com emissoras, uma espécie de "dealer"). A ação da Frente teria o apoio do Ministério Público, que há coisa de um mês decidiu entrar de vez na questão, já tendo até avisado a Administração de que está no caso.
22.5.06
Brasil na Telesur
Domingo estreou na Telesur o programa Notícias do Brasil, produzido pela TV Brasil, uma parceria entre os Três Poderes que visa levar ao ar programas que sejam veiculados dentro e fora do Brasil, enfocando nossas coisas, é claro. O Notícias do Brasil é uma contrapartida do Sintesis Latinoamérica, um resumo das notícias da América Latina produzido pela Telesur e que pode ser assistido aos sábados e domingos, às 7h e às 13h, na TV NBR, canal por assinatura do governo federal. Quem tiver curiosidade, os canais da NBR nas cidades onde o seu sinal está disponível são esses.
"Veja" apela mais
Não, não é mais uma daquelas matérias enlouquecidas não. É que a revista de maior circulação do país resolveu apelar para um expediente que só era usado por jornais populares ou para os grandes pára combater queda de vendas: vender enciclopédia. Agora quem comprar a revista dos Civita leva uma enciclopédia Larousse. Os próximos passos são CDs de música clássica (como O Globo), atlas e, por fim, panelas.
Irritação de toga
A mania dos coleguinhas de investigar, julgar e condenar de uma tacada só já começa a incomodar os juízes. Veja aqui o que diz o juiz do Supremo, Eros Grau.
21.5.06
Data-base do Rio: assembléia é na terça
Mais uma do Sindicato. Terça, dia 23, tem assembléia para ver como fica a situação do pessoal de jornais e revistas, cujo acordo deste ano ainda não foi assinado (a data-base é 1º de fevereiro). Amanhã, 22, tem reunião da diretoria com os representantes dos patrões, na qual, além da questão financeira, estarão na mesa a criação de comissões de segurança nas redações e a garantia de um período de reciclagem profissional para visando melhorar a qualidade do jornalista carioca (vamos convir, um ponto cuja importância literalmente salta aos olhos toda vez que se pega um jornal do Rio). A assembléia começa às 21 horas, no auditório do Sind ((Rua Evaristo da Veiga, 17/16º andar).
Sindicato denuncia empresas de comunicação
O Sindicato do Rio informa que apresentou à Delegacia Regional do Trabalho dossiê com denúncias de irregularidades trabalhistas em 20 empresas de comunicação, entre jornais, revistas, emissoras de rádio e TV e assessorias de imprensa. As principais irregularidades constatadas em um ano de elaboração do dossiê foram a contratação de Pessoas Jurídicas ou falsos "sócios" para burlar a CLT e sonegar impostos, o uso abusivo de estagiários, o exercício ilegal da profissão (sem o registro profissional definitivo) e o não depósito do Fundo de Garantia. As empresas serão fiscalizadas. O pessoal pede que você ajude o Sindicato neste esforço contra a esculhambação da sua profissão telefonando para o Departamento Jurídico (2544-2100) ou mandando e-meio para jurídico@jornalistas.org.br. O sigilo da fonte está garantido.
Os problemas da multi brasileira
Se você pensa que os problemas da Petrobras se restringem à Bolívia está muito enganado/a. Veja aqui o que está ocorrendo no Equador.
20.5.06
Museu de grandes novidades na Maré
Os moradores da favela da Maré, no Rio, se organizaram e, com a ajuda da ONG Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (Ceasm), criaram o Museu da Maré, o primeiro dentro de uma favela brasiliera. Veja aqui.
TVD: Debate em Nikiti
O curso de Comunicação Social da Universidade Salgado de Oliveira promove, dia 23, a partir das 18h30min, debate sobre vários aspectos da rádio e da tevê digital. O encontro terá como debatedores o deputado estadual Carlos Minc (como poderia estar de fora, certo?), Tião Santos (da Rede Viva Favela de Rádios Comunitárias, do Viva Rio), Cláudia Abreu (coleguinha articuladora do grupo Comunicativistas) e Adilson Cabral (professor da UFF e editor do site Sete Pontos, cujo link está aí do lado). O furdunço terá lugar na rua Marechal Deodoro, 217, Centro de Niterói (Sala Universo, Bloco A, 1º andar).
18.5.06
Mocinho x bandido. Sem mocinho.
Uma das atividades favoritas de Johnny Saad, dono da Bandeirantes, é atacar a Rede Globo. Aqui está ele outra vez e aproveita para enfiar o cacete no Ministério das Comunicação. Pensando bem, ele não mudou de alvo, né?
Os Oscatzos!
Eis os dois Oscatzos!, criados pelo designer Luiz Arieira. O dourado será entregue ao vencedor do prêmio King of The Kings de maior cascata do ano. Já o prateado será daqueles homenageados especiais (conjunto da obra, revelação, menção honrosa), se houver.


16.5.06
TVD: esses cientistas bronzeados mostraram seu valor
Lá pelos meados de 2005, quando o governo lançou a idéia de que universidades e empresas brasileiras poderiam criar um padrão próprio de TV Digital, ouviram-se críticas irônicas, "acusações" de nacionalismo retrógrado e de desperdício de dinheiro público. Não tínhamos dinheiro, conhecimento e muito menos cérebros para criar algo tão complexo tecnologicamente, façanha só alcançável os superiores americanos, japoneses e europeus. Pois veja aqui o que sucedeu-se apenas 15 meses após o lançamento do desafio.
Lacerda era melhor...
O ex-ministro Antônio Palocci Filho vai entrar na Justiça contra a Veja por ter publicadoo dossiê que teria sido feito pelo banqueiro Daniel Dantas para incriminar membros da atual administração federal, incluindo o Nove-Dedos. Entre as provas de que o documento era forjado e a revista sabia disso está o de que o sobre do ex-ministro é Palocci Filho e nos documentos publicados por Veja ele aparece como Palocci Junior, provavelmente por terem sido forjados por um americano. E por falar em Dantas, ele nega ter contratado o gringo - um ex-agente da CIA - para forjar qualquer coisa. Leia aqui.
Realmente, Carlos Frederico Werneck de Lacerda era muito melhor como caluniador, como mostra o caso conhecido como Carta Brandi: em 16 de setembro de 1955, Carlos Lacerda divulgou, com o seu estardalhaço que lhe fez a glória, uma carta escrita por um ex-deputado argentino, Antônio Jesus Brandi, datada de 5 de agosto de1953, ao então Ministro do Trabalho, João Goulart. A carta fazia referência a armas compradas por Goulart na província argentina de Córdoba. Aludia também que Goulart estava organizando uma brigada de choque operária. A carta era falsa.
Qualquer semelhança é uma vergonha e prova que Bruzundanga anda de lado em todos os setores.
Realmente, Carlos Frederico Werneck de Lacerda era muito melhor como caluniador, como mostra o caso conhecido como Carta Brandi: em 16 de setembro de 1955, Carlos Lacerda divulgou, com o seu estardalhaço que lhe fez a glória, uma carta escrita por um ex-deputado argentino, Antônio Jesus Brandi, datada de 5 de agosto de1953, ao então Ministro do Trabalho, João Goulart. A carta fazia referência a armas compradas por Goulart na província argentina de Córdoba. Aludia também que Goulart estava organizando uma brigada de choque operária. A carta era falsa.
Qualquer semelhança é uma vergonha e prova que Bruzundanga anda de lado em todos os setores.
15.5.06
Veteranos de West Point contra Bush
A academia militar de West Point é a mais famosa dos Estados Unidos, tendo sido modelo para a criação de outras pelo mundo (como a nossa Agulhas Negras). Pois os seus veteranos se encheram de Bush (aquela questão de limites da qual falo abaixo) e estão em campanha contra a escalada militarista dos EUA. Aqui o manifesto do movimento West Point Graduates Against The War.
Ken, o Vermelho, dá uma força a Chavez
O prefeito de Londres, Ken Livingstone, defende o presidente Hugo Chavez. Leia aqui.
Limites
"Tudo tem limite" era o que dizia minha avó Sinhá. Tinha razão como sempre, mas ainda assim há uma aspecto aí: qual é o limite de cada pessoa? Até que ponto alguém agüenta alguma coisa que a ofende ou põe em perigo algo importante para ela? Qual o momento em que a gente, a alma, o corpo da gente diz "Chega! Não dá mais!"?
Faço essas perguntas de filósofo de botequim pensando nos colegas que trabalham na Veja. Você sabe que jornalista tem sempre um argumento à disposição para se livrar de quem questiona a posição de um veículo ao qual ele/ela está vinculado. "Olha, o jornal (rádio, tevê) não é meu. Apenas trabalho lá", diz (com as variações de praxe).
É argumento válido, creio, na maior parte da vezes. Mas mesmo para ele há um limite. Sei que há as contas a pagar no fim do mês - supermercado, escola particular dos filhos, aluguel - e eles ajudam a tornar os limites mais flexíveis. Porém, até que ponto? Até que ponto alguém, por mais profissional que seja, agüenta trabalhar em um lugar que vilipendia exatamente a sua profissão? Sabe como é: mesmo os assassinos profissionais tem lá seu código - tipo não matar parente de outro assassino -, pelo menos para não tornar a "profissão" impossível de exercer.
Qual será o limite dos jornalistas da Veja?
Faço essas perguntas de filósofo de botequim pensando nos colegas que trabalham na Veja. Você sabe que jornalista tem sempre um argumento à disposição para se livrar de quem questiona a posição de um veículo ao qual ele/ela está vinculado. "Olha, o jornal (rádio, tevê) não é meu. Apenas trabalho lá", diz (com as variações de praxe).
É argumento válido, creio, na maior parte da vezes. Mas mesmo para ele há um limite. Sei que há as contas a pagar no fim do mês - supermercado, escola particular dos filhos, aluguel - e eles ajudam a tornar os limites mais flexíveis. Porém, até que ponto? Até que ponto alguém, por mais profissional que seja, agüenta trabalhar em um lugar que vilipendia exatamente a sua profissão? Sabe como é: mesmo os assassinos profissionais tem lá seu código - tipo não matar parente de outro assassino -, pelo menos para não tornar a "profissão" impossível de exercer.
Qual será o limite dos jornalistas da Veja?
14.5.06
Doc TV, ano III
Trinta e cinco projetos foram selecionados entre os 861 inscritos para a terceira edição do Doc TV, programa do Ministério da Cultura que tem por objetivo democratizar o acesso de jovens documentaristas aos dinheiros públicos. Os escolhidos receberão R$ 100 mil para realizarem seus filmes, que serão exibidos nas redes públicas de TV.
Os contemplados foram os seguintes (ainda falta Rondônia, cujo concurso ainda não terminou):
Norte
"Monte Roraima - Magia e Aventura na Terra de Macunaíma", de Tiago Bríglia (RR);
"Quem Bagunçar Paga a Festa", de Clive Garvin Andrews (AP);
"A Saga do Piadeiro", de José Guedes Leite (AM);
"Chupa Chupa a História que Veio do Céu", de Roger Elarrat (PA);
"Serra Pelada - Esperança Não é Sonho", de Priscila Brasil (PA);
"Raimunda, a Quebradeira", de Marcelo Silva (TO);
"Sustentabilidade e Culturas Hibrídas na Rota do Pacífico", de Emilson Ferreira Souza (AC).
Nordeste
"Crime da Ulen", de José Murilo Moraes dos Santos (MA);
"Um Corpo Subterrâneo", de Douglas Machado (PI);
"Uma Encruzilhada Aprazível", de Ruy Vasconcelos de Carvalho (CE);
"Sábado a Noite", de Ivo Lopes Araújo (CE);
"O Vôo Silenciado do Jucurutu - Sobre a Cineasta Jussara Queiroz", de Paulo Ribeiro Laguardia (RN);
"Manoel Monteiro - Em Vídeo Verso e Prosa", de Rodrigo Lima Nunes (PB);
"Uma Cruz, Uma Estrada, Uma História", de Wilson Freire de Lima (PE);
"Por que Calabrar", de Hermano Figueiredo Mendes (AL);
"Nação Lascada de Veio: A Glória do Sertão", de Ulisses Naves Rafael (SE);
"Os Negativos", de Ángel Diéz (BA);
"As Cores da Caatinga", de Ivana Pontes (BA).
"Terra Tecida", de Juliana Castelo Branco de Noronha Campos (PI);
"1912 - O Quebra de Xangô", de Siloé Soares de Amorim (AL).
Centro-Oeste
"Mapulawache, a Festa do Pequi", de Ayuruá Mehinako (DF);
"Guerrilha uma História do Brasil", de Eduardo Castro e Ana Cristina Evanggelista (GO);
"Resgate", de Wanda Isabel Silva Marchetti (MT);
"Sasha Siemel - O Caçador de Onças", de Cândido Alberto da Fonseca (MS).
"O Torto e o Direito", de Teresa Cristina Barbosa Labarrère (DF);
"Sociedade à Brasiliera", de Claudia Nunes (GO);
"Café com Pão Manteiga Não", de Viviane Louise (GO).
Sudeste
"A Barganha: Gestos e Falas Entre os Sertanejos Mineiros", de Rubem Caixeta (MG);
"Metros Quadrados - Construindo Espaços Públicos Temporários", de Inês Karin Linke Ferreira (MG);
"Touro Moderno", de Juliano Enrico Marques Teixeira (ES);
"Ìyàmi Àgbà - A Minha Mãe Mais Velha", de Tarcisio Lara Puiati (RJ);
"20 Anos de Suvaco", de Paola Vieira (RJ);
"Festa no Buzão", de Kiko Goifman (SP);
"Zumbi Somos Nós", de Fernando Coster (SP).
"Memórias e Improvisos de um Tipógrafo Partideiro", de Pedro Portella (MG);
"Eis que a Luz se Acendeu na Casa e Não Coube Mais na Sala", de Aline Xavier Mineiro Álvares (MG);
"Oh, de Casa!", de Clarisse Maria Castro de Alvarenga (MG);
"O Trem Passou e a Gente Ficou", de Raoni Miranda Maddalena (SP);
"Elevado 3.5", de João Clark de Abreu Sodré (SP);
"Sempre em Meu Coração", de Andréa Pasquini (SP);
"Cururu - Encontros e Desencontros no Tradicionalismo Caipira", de Nicholas Dieter Berdaguer Rauschenberg;
"No Traço do Invisível - Grafiteiro Zezão", de Marília Scharlach Cabral;
"Depois da Festa", de Karina Bonini Fogaça.
Sul
* "Estado de Resistência", de Berenice Isabel Mendes Bezerra (PR);
"Maack, O Profeta da Devastação", de Joachim Frieddrich Karl Fullgraf (PR);
"Dykia Distachya", de Jonas Edson Varela Pinto (SC);
"Lutzenberger: For Ever Gaia", de Otto Guerra Netto;
"Blau Nunes - O Vaqueiro", de Carlos André Constantin (RS).
Os contemplados foram os seguintes (ainda falta Rondônia, cujo concurso ainda não terminou):
Norte
"Monte Roraima - Magia e Aventura na Terra de Macunaíma", de Tiago Bríglia (RR);
"Quem Bagunçar Paga a Festa", de Clive Garvin Andrews (AP);
"A Saga do Piadeiro", de José Guedes Leite (AM);
"Chupa Chupa a História que Veio do Céu", de Roger Elarrat (PA);
"Serra Pelada - Esperança Não é Sonho", de Priscila Brasil (PA);
"Raimunda, a Quebradeira", de Marcelo Silva (TO);
"Sustentabilidade e Culturas Hibrídas na Rota do Pacífico", de Emilson Ferreira Souza (AC).
Nordeste
"Crime da Ulen", de José Murilo Moraes dos Santos (MA);
"Um Corpo Subterrâneo", de Douglas Machado (PI);
"Uma Encruzilhada Aprazível", de Ruy Vasconcelos de Carvalho (CE);
"Sábado a Noite", de Ivo Lopes Araújo (CE);
"O Vôo Silenciado do Jucurutu - Sobre a Cineasta Jussara Queiroz", de Paulo Ribeiro Laguardia (RN);
"Manoel Monteiro - Em Vídeo Verso e Prosa", de Rodrigo Lima Nunes (PB);
"Uma Cruz, Uma Estrada, Uma História", de Wilson Freire de Lima (PE);
"Por que Calabrar", de Hermano Figueiredo Mendes (AL);
"Nação Lascada de Veio: A Glória do Sertão", de Ulisses Naves Rafael (SE);
"Os Negativos", de Ángel Diéz (BA);
"As Cores da Caatinga", de Ivana Pontes (BA).
"Terra Tecida", de Juliana Castelo Branco de Noronha Campos (PI);
"1912 - O Quebra de Xangô", de Siloé Soares de Amorim (AL).
Centro-Oeste
"Mapulawache, a Festa do Pequi", de Ayuruá Mehinako (DF);
"Guerrilha uma História do Brasil", de Eduardo Castro e Ana Cristina Evanggelista (GO);
"Resgate", de Wanda Isabel Silva Marchetti (MT);
"Sasha Siemel - O Caçador de Onças", de Cândido Alberto da Fonseca (MS).
"O Torto e o Direito", de Teresa Cristina Barbosa Labarrère (DF);
"Sociedade à Brasiliera", de Claudia Nunes (GO);
"Café com Pão Manteiga Não", de Viviane Louise (GO).
Sudeste
"A Barganha: Gestos e Falas Entre os Sertanejos Mineiros", de Rubem Caixeta (MG);
"Metros Quadrados - Construindo Espaços Públicos Temporários", de Inês Karin Linke Ferreira (MG);
"Touro Moderno", de Juliano Enrico Marques Teixeira (ES);
"Ìyàmi Àgbà - A Minha Mãe Mais Velha", de Tarcisio Lara Puiati (RJ);
"20 Anos de Suvaco", de Paola Vieira (RJ);
"Festa no Buzão", de Kiko Goifman (SP);
"Zumbi Somos Nós", de Fernando Coster (SP).
"Memórias e Improvisos de um Tipógrafo Partideiro", de Pedro Portella (MG);
"Eis que a Luz se Acendeu na Casa e Não Coube Mais na Sala", de Aline Xavier Mineiro Álvares (MG);
"Oh, de Casa!", de Clarisse Maria Castro de Alvarenga (MG);
"O Trem Passou e a Gente Ficou", de Raoni Miranda Maddalena (SP);
"Elevado 3.5", de João Clark de Abreu Sodré (SP);
"Sempre em Meu Coração", de Andréa Pasquini (SP);
"Cururu - Encontros e Desencontros no Tradicionalismo Caipira", de Nicholas Dieter Berdaguer Rauschenberg;
"No Traço do Invisível - Grafiteiro Zezão", de Marília Scharlach Cabral;
"Depois da Festa", de Karina Bonini Fogaça.
Sul
* "Estado de Resistência", de Berenice Isabel Mendes Bezerra (PR);
"Maack, O Profeta da Devastação", de Joachim Frieddrich Karl Fullgraf (PR);
"Dykia Distachya", de Jonas Edson Varela Pinto (SC);
"Lutzenberger: For Ever Gaia", de Otto Guerra Netto;
"Blau Nunes - O Vaqueiro", de Carlos André Constantin (RS).
13.5.06
RD: fabricantes e emissoras querem dar golpe
Enquanto que os brasileiros começam a tentar discutir a implantação da tevê digital no país, os fabricantes e as emissoras estão, na surdina, negociando a implantação de um padrão para a rádio, algo que sequer foi discutido pelo governo. A idéia é criar um fato consumado e que se dane a sociedade. Veja aqui.
Atos contra corrupção
Um grupo de cidadãos está organizando atos contra a corrupção no Congresso em todo o Brasil. No dia 21, eles prometem tomar praças de Rio, São Paulo, Curitiba, Brasília, BH, Porto Alegre, Recife, Londrina, Salvador, Juiz de Fora e Campo Grande, a partir das 15h. No Rio, a concentração será na Cinelândia. Contatos com Glauce dos Reis, que organiza a manifestação na ex-Cidade Maravilhosa, pelo emeio glaucep@gmail.com
11.5.06
Campanha necessária
Começou hoje a segunda fase da campanha Onde você guarda o seu racismo?, do movimento Diálogos contra o Racismo, iniciativa do Ibase. Nesta segunda etapa, a campanha apresentará novos comerciais para TV e pequenos áudios para rádio com casos verídicos de racismo no Brasil de hoje. Um deles, aliás, vivi hoje no trabalho: fizeram um pop-up para homenagear as mães na intranet da empresa. A proposta veio cair na minha mãos. Estava lá: a mamãe e o pequerrucho que ilustravam a peça pareciam descendentes diretos dos vikings. Sacaneei - disse que adorava morar na Suécia - e mudaram a ilustração (botaram o close de um bebê mamando no peito. Ambos brancos, claro, mas menos pior).
Mais informações sobre a campanha aqui.
Mais informações sobre a campanha aqui.
TVD: teles e radiodifusores vão se entendendo
É como dizia minha vó Sinhá: "os brancos acabam se entendendo" (ela sabia do que falava: era loura dos olhos bem azuis). No caso do modelo de negócios a ser usado na televisão digital do Brasil, teles e radiodifusores já estão caminhando para um entendimento: haveria um conteúdo aberto, gratuito - como defendem os barões da mídia - e um fechado, pago, como queriam as teles. O primeiro seria destinado à massa ignara e o segundo aos mais abastados. Ou seja, Ratinho e Faustão pros pobres e o filé pra quem pode pagar, mais ou menos como é hoje na tevê. O "mais ou menos" fica por conta do fato de que quem tiver a grana e a disposição de gastar algo em torno de US$ 1 mil por um celular que esteja habiltado para receber os sinais digitais de tevê, não vai aceitar dieta de Ratinho e Faustão.
Os canais públicos? Não têm sido sequer falados, nem pelo governo. Você deve estar chocado/a, não?
Os canais públicos? Não têm sido sequer falados, nem pelo governo. Você deve estar chocado/a, não?
8.5.06
Discussão nuclear
Ulisses Capozzolli afirma no Observatório da Imprensa de 24 de abril que a imprensa escondeu a confissão de arrependimento de Patrick Moore, fundador do Greenpeace, que teve a coragem de mudar de opinião publicamente e apoiar a energia nuclear como forma de vencer o déficit energético mundial (artigo de Ulisses aqui; artigo de Moore aqui).
Bem, nem todo mundo Ulisses. A Rets, revista do terceiro setor, fala do assunto exatamente numa matéria sobre os 20 anos do desastre de Chernobyl (aqui).
Tá vendo como não é complicado fazer jornalismo honesto?
Bem, nem todo mundo Ulisses. A Rets, revista do terceiro setor, fala do assunto exatamente numa matéria sobre os 20 anos do desastre de Chernobyl (aqui).
Tá vendo como não é complicado fazer jornalismo honesto?
Mundo virado
Foto de capa do Globo mostra Evo Morales envergando trajes típicos e tomando Coca-Cola. Título da foto: "Índio americanizado".
Nunca pensei ver O Globo usando as metáforas da esquerda latino-americana da década de 60. Agora só falt dizer que o índio gosta mesmo não é de apito, mas da "água negra do imperialismo".
Nunca pensei ver O Globo usando as metáforas da esquerda latino-americana da década de 60. Agora só falt dizer que o índio gosta mesmo não é de apito, mas da "água negra do imperialismo".
Índios presos apanham na cadeia
Em Dourados (MS), três índios foram acusados sem provas de terem assassinador um policial e presos. Agora apanham todos os dias dos guardas penitenciários. Veja aqui.
Brasileiros por Morales
Há brasileiros que apóiam a iniciativa do presidente Evo Morales de nacionalizar o gás boliviano. Aqui.
6.5.06
TVD: videoconferência dia 11
A Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital realizará dia 11 (quinta-feira) uma videoconferência nacional a fim de afinar a viola para o Dia Nacional de Luta, marcado para o dia 24 de maio. A videoconferência usará o Sistema Intelegis, que une todas as câmaras municipais e a Câmara dos Deputados. Veja aqui.
TVD: Vai sair caro...
Segundo cálculos dos pesquisadores do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpqD), em seu relatório para a criação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, entrgue ao governo federal, a implantação completa da TV Digital no Brasil custará à sociedade brasileira - ou seja, a mim e a você - R$ 287 bilhões em 15 anos. Veja aqui como eles chegaram a esse resultado.
4.5.06
Cara-pau
E a querida Tereza Cruvinel culpando a Petrobras pelo alarmismo ridículo da cobertura do Globo no primeiro dia da tal crise do gás na Bolívia? Quer dizer que é culpa da estatal os jornalistas não terem apurado direito qual era o escopo do decreto e o que ele dizia e saítem pintando um suposto "apagão do gás"?
Ah, qual é?!...
Ah, qual é?!...
Na marca do pênalti
Você lembra daquele projeto de lei 708/2003, de autoria do deputado Pastor Amarildo (PSB-TO), que muda o Decreto Lei 972/69, que regulamentou a profissão de jornalista? Pois está previsto que ela entrará na ordem do dia do Senado - onde tramita sob o número 79/2004 - na terça-feira, dia 9. Entre outras modificações, o projeto determina que a função de assessor de imprensa passa a ser privativa de jornalistas. A redação final do PL na Câmara, que não foi alterada em seu conteúdo no Senado, você pode ler aqui.
3.5.06
Estão comemorando o quê?
O Globo publica hoje matéria sobre uma pesquisa que mostra ser a imprensa mais confiável do que o governo de Bruzundanga. O jornal dos Marinho comemora como se fosse o reconhecimento popular pelo grandes serviços prestados pela imprensa ao Brasil, especialmente por parte das Organizações Globo. Como ex-estatístico fui dar uma olhadinha nos gráficos e está claro como água de pura fonte: o fato de a imprensa ser mais confiável do que o governo significa que o país em que isso ocorre é pobre.
Tô brincando não. Dos dez países em que pesquisa foi realizada, a imprensa é mais confiável que o governo em Brasil, Nigéria, Indonésia, Índia, Egito e Rússia (essa por pouco: 58% a 54%). O contrário ocorre nos EUA, Reino Unido e Alemanha. Na Coréia do Sul, que não pobre, mas também não é tão tica assim (classe média alta), há empate de 45% a 45%. Mais. A imprensa é tanto mais confiável quanto mais pobre é a população do país:
Nigéria: 88%
Indonésia: 86%
Índia: 82%
Egito: 74%
Outro ponto interessante da pesquisa é o que mostra que 68% dos entrevistados "acreditam muito ou relativamente" nos jornais nacionais ou regionais, o percentual mais alto entre os veículos. Esse resultado é praticamente o mesmo aferido por pesquisa realizada pela ANJ em 99 (deu 69%). Duas questões aí:
1. Como é que se acredita relativamente numa instituição cujo "produto" é a credibilidade? Acredita-se nesse produto ou não, certo?
2. 68% acredita muito ou relativamente, certo? Quer dizer que 32% não acredita de maneira alguma, correto? Ou seja, um terço dos leitores não crêem no que os jornais estão contando para eles. Um em cada três...
Na boa, neguinho tá rindo do quê? Devia era estar era arrancando os cabelos de preocupação e tentando mudar esse quadro. Mas auto-complacência dá tão menos trabalho...
Tô brincando não. Dos dez países em que pesquisa foi realizada, a imprensa é mais confiável que o governo em Brasil, Nigéria, Indonésia, Índia, Egito e Rússia (essa por pouco: 58% a 54%). O contrário ocorre nos EUA, Reino Unido e Alemanha. Na Coréia do Sul, que não pobre, mas também não é tão tica assim (classe média alta), há empate de 45% a 45%. Mais. A imprensa é tanto mais confiável quanto mais pobre é a população do país:
Nigéria: 88%
Indonésia: 86%
Índia: 82%
Egito: 74%
Outro ponto interessante da pesquisa é o que mostra que 68% dos entrevistados "acreditam muito ou relativamente" nos jornais nacionais ou regionais, o percentual mais alto entre os veículos. Esse resultado é praticamente o mesmo aferido por pesquisa realizada pela ANJ em 99 (deu 69%). Duas questões aí:
1. Como é que se acredita relativamente numa instituição cujo "produto" é a credibilidade? Acredita-se nesse produto ou não, certo?
2. 68% acredita muito ou relativamente, certo? Quer dizer que 32% não acredita de maneira alguma, correto? Ou seja, um terço dos leitores não crêem no que os jornais estão contando para eles. Um em cada três...
Na boa, neguinho tá rindo do quê? Devia era estar era arrancando os cabelos de preocupação e tentando mudar esse quadro. Mas auto-complacência dá tão menos trabalho...
A favela filma
De sexta a domingo, o Observatório de Favelas mostrará as produções audiovisuais feitas por movimentos sociais populares. A Mostra Filma Favela contará com a presença de curtas-metragens realizados por grupos como Nós do Cinema, Nós do Morro, Central Única de Favelas (Cufa) e Escola Popular de Comunicação Crítica. NA mostra também serão exibidos os documentários "Falcão - meninos do tráfico" (da Cufa) e "Até quando?" (do Observatório de Favelas), além de um longa produzido pelo Afreoreggae. Após as exibições haverá debate com os envolvidos na produção e especialistas nos temática abordados pelos. O Observatório de Favelas fica na Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, na Maré. Os telefones de contato são (21) 3104-4057 ou 3888-3220.
2.5.06
Primeira chamada para o Oscatzo!
Por falar em cascata, uma chamada para os acadêmicos e acadêmicas que vão indicar os concorrentes ao primeiro Oscatzo! - troféu instituído este ano para homenagear o ganhador (ou ganhadores) do concurso King of The Kings de maior cascata do ano. Que tal fazer uma primeira seleção dos indicados, apenas com os primeiros cinco meses do ano? Acho que assim teríamos menos chance de esquecer algum merecedor de indicação que tenha sido publicado/ido ao ar no início de 2006. Eu já tenho duas indicações e uma terceira anda pintando. Se algum/a acadêmico/a tiver as suas pode me mandar em PVT para eu ir compilando a lista.
Agora, um lembrete: no KofK só concorrem os jornais/programas de rádio e tevê que supostamente levam a sério a inteligência de seus leitores/ouvintes/espectadores. Assim, Meia Hora, Expresso, Cidade Alerta, Patrulha da Cidade e que-tais não entram na disputa, ok?
Agora, um lembrete: no KofK só concorrem os jornais/programas de rádio e tevê que supostamente levam a sério a inteligência de seus leitores/ouvintes/espectadores. Assim, Meia Hora, Expresso, Cidade Alerta, Patrulha da Cidade e que-tais não entram na disputa, ok?
Mania de microondas
O Globo estreou uma coluna sobre os "bastidores da notícia" na página 2. Na apresentação, o diretor de redação, Rodolfo Fernandes, afirma que o jornal "começa do zero" todos os dias.
É? E as suítes? E a agenda? E as entrevistas marcadas? E a pauta, enfim?
Caracoles! Será que não dá para publicar mais nada num jornal que não passe pelo microondas para dar uma esquentadinha?
É? E as suítes? E a agenda? E as entrevistas marcadas? E a pauta, enfim?
Caracoles! Será que não dá para publicar mais nada num jornal que não passe pelo microondas para dar uma esquentadinha?
O outro lado: Bolívia - I
Parece que ninguém quer saber as razões dos bolivianos quererem nacionalizar a exploração de gás em seu território. Mas vai que tem algum maluco que goste sempre de ouvir pelo menos dois lados de uma questão... Esse/a doido/a deve dar uma olhada aqui.
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