26.1.06
TVD: À discussão, finalmente!
Demorou, mas parece que esse atraentíssimo assunto afinal chamou a atenção dos nossos bravos parlamentares. Nos últimos dias, a Câmara decidiu, com um atraso de meses, começar a discutir a adoção da TV Digital aqui no Bananão. Nas próximas semanas, segundo o que foi definido em reunião entre o presidente da Casa e alguns parlamentares de vários partidos dia 24, haverá uma série de reuniões abertas ao público a fim de que a questão seja posta no seu lugar - ou seja, em debate pela sociedade. Até agora, só um grupelho de ministros, técnicos e lobistas diversos participaram das conversas. A reunião inicial será no dia 8.
Com essa entrada em cena dos deputados - e logo depois virão os senadores, pode ter certeza - fica adiado "sine die" as definções sobre tecnologia (padrão) e modelo de negócios (que tipo de abertura haverá para novos competidores e que importância será dada à univesalização do serviço, por exemplo), que deveriam sair dia 10. Também com o início das discussões mais amplas é previsto que os veículos de comunicação, que nunca se esforçaram para levar o tema ao distinto leitor/ouvinte/telespectador, sejam obrigados a abrir espaço para o assunto.
Com essa entrada em cena dos deputados - e logo depois virão os senadores, pode ter certeza - fica adiado "sine die" as definções sobre tecnologia (padrão) e modelo de negócios (que tipo de abertura haverá para novos competidores e que importância será dada à univesalização do serviço, por exemplo), que deveriam sair dia 10. Também com o início das discussões mais amplas é previsto que os veículos de comunicação, que nunca se esforçaram para levar o tema ao distinto leitor/ouvinte/telespectador, sejam obrigados a abrir espaço para o assunto.
23.1.06
TVD: a reunião independente
Abaixo vai a ata da reunião do Comitê de Mídia Independente realizada no dia 18 de janeiro no IP da Lapa. Foi escrita por Bruno Zornitta:
Relato da reunião do dia 18 de janeiro [Democratização da Mídia]
Presentes: Bruno Zornitta, Claudia de Abreu, Cláudio Salles, Ian Dana, José Vilhena, Mário Augusto Jakobskind e Paulo Rodrigues
- A reunião teria dois objetivos principais: definir mobilização por um modelo democrático de rádio e TV digitais, e unificar o movimento pela democratização da comunicação no Rio de Janeiro em torno de uma agenda comum.
- O segundo ponto será desenvolvido em reunião futura, pois os presentes entenderam que é necessário tocar na questão da digitalização nesse momento. Isso porque o governo tem até o dia 10 de fevereiro para anunciar o modelo de TV digital que será adotado no país. Além disso, o modelo estadunidense de rádio digital está sendo implantado na surdina. Os ComunicAtivistas agendaram uma audiência pública na Alerj para tratar do tema no dia 22 de fevereiro. Foi lembrado que os movimentos precisam organizar atos públicos como o "De Costas para Hélio Costa".
- Surgiu a idéia de fazer mobilizações itinerantes, e não concentradas em um só ponto. Decidimos aproveitar o carnaval e fazer uma espécie de "Cordão da Digitalização". Paulo Rodrigues chamará uma bateria de 50 meninas da escola de música Villa Lobos. Também surgiram os nomes do Bloco dos Sequelados e de outro grupo chamado Bip-Bip. Segunda-feira, dia 23, Mário, Bruno e Paulo encontrarão Darcy da Mangueira para desenvolver um samba enredo. Na mesma hora, brotaram versos de uma marchinha:
Tevê e rádio digital
Virou agora um problema nacional
Vamos botar o nosso bloco na rua
Que esse negócio tá cheirando a falcatrua
- Para a mesa da audiência pública do dia 22 de fevereiro, serão chamados: Cláudia de Abreu(ComunicAtivistas), André Barbosa (Casa Civil), um representante do Ministério das Comunicações, Gustavo Gindre (Conselho Consultivo da TV Digital), Tião Santos (representante do movimento de rádios comunitárias), Takashi Tome (engenheiro eletrônico), Cláudio Barbedo (técnico de rádios comerciais), e Luís Fernando (PUC -Rio).
- Vilhena vai escrever um manifesto sobre a digitalização do rádio e da TV.Jakobskind e Paulo Rodrigues
Relato da reunião do dia 18 de janeiro [Democratização da Mídia]
Presentes: Bruno Zornitta, Claudia de Abreu, Cláudio Salles, Ian Dana, José Vilhena, Mário Augusto Jakobskind e Paulo Rodrigues
- A reunião teria dois objetivos principais: definir mobilização por um modelo democrático de rádio e TV digitais, e unificar o movimento pela democratização da comunicação no Rio de Janeiro em torno de uma agenda comum.
- O segundo ponto será desenvolvido em reunião futura, pois os presentes entenderam que é necessário tocar na questão da digitalização nesse momento. Isso porque o governo tem até o dia 10 de fevereiro para anunciar o modelo de TV digital que será adotado no país. Além disso, o modelo estadunidense de rádio digital está sendo implantado na surdina. Os ComunicAtivistas agendaram uma audiência pública na Alerj para tratar do tema no dia 22 de fevereiro. Foi lembrado que os movimentos precisam organizar atos públicos como o "De Costas para Hélio Costa".
- Surgiu a idéia de fazer mobilizações itinerantes, e não concentradas em um só ponto. Decidimos aproveitar o carnaval e fazer uma espécie de "Cordão da Digitalização". Paulo Rodrigues chamará uma bateria de 50 meninas da escola de música Villa Lobos. Também surgiram os nomes do Bloco dos Sequelados e de outro grupo chamado Bip-Bip. Segunda-feira, dia 23, Mário, Bruno e Paulo encontrarão Darcy da Mangueira para desenvolver um samba enredo. Na mesma hora, brotaram versos de uma marchinha:
Tevê e rádio digital
Virou agora um problema nacional
Vamos botar o nosso bloco na rua
Que esse negócio tá cheirando a falcatrua
- Para a mesa da audiência pública do dia 22 de fevereiro, serão chamados: Cláudia de Abreu(ComunicAtivistas), André Barbosa (Casa Civil), um representante do Ministério das Comunicações, Gustavo Gindre (Conselho Consultivo da TV Digital), Tião Santos (representante do movimento de rádios comunitárias), Takashi Tome (engenheiro eletrônico), Cláudio Barbedo (técnico de rádios comerciais), e Luís Fernando (PUC -Rio).
- Vilhena vai escrever um manifesto sobre a digitalização do rádio e da TV.Jakobskind e Paulo Rodrigues
TVD: Americanos não desistem
Saio do retiro - para onde retornarei logo - para voltar a esse assunto chato.
Os americanos, cujo pardão de TV Digital, o ATSC, é o mais desprezado dos três que disputam o mercado brasileiro, não entregam os pontos. Eles afirmam que seu padrão pode ser tão portável e móvel quanto o padrão japonês (ISDB-T, defendido pelas tevês, Globo à frente, com a ajuda do ministro Hélio Costa) e o europeu (DVB, favorito das telecoms). E ainda contra-atacam dizendo que, com a adoção do ISDB-T, seria difícil exportar softs e equipamentos e ainda haveria perdas devido à escala - o modelo japonês só existe lá, enquanto o americano é adotado também por México, Canadá e Coréia do Sul e possui 28 milhões de equipamentos espalhados por esses países.
Para adoçar a boca das tevês brasileiras - especialmente a Globo, a mais resistente -, Robert Graves, o manda-chuva do Fórum ATSC - entidade que defende o modelo americano - afirma que se as empresas aceitarem adotar o ATSC poderão comprar os equipamento com financiamentos a juros entre 3% e 4%, com carência de dois anos e até sete para pagamento.
O governo ficou de bater martelo sobre o assunto até 10 de fevereiro. Até lá, o pau cantar solto.
Os americanos, cujo pardão de TV Digital, o ATSC, é o mais desprezado dos três que disputam o mercado brasileiro, não entregam os pontos. Eles afirmam que seu padrão pode ser tão portável e móvel quanto o padrão japonês (ISDB-T, defendido pelas tevês, Globo à frente, com a ajuda do ministro Hélio Costa) e o europeu (DVB, favorito das telecoms). E ainda contra-atacam dizendo que, com a adoção do ISDB-T, seria difícil exportar softs e equipamentos e ainda haveria perdas devido à escala - o modelo japonês só existe lá, enquanto o americano é adotado também por México, Canadá e Coréia do Sul e possui 28 milhões de equipamentos espalhados por esses países.
Para adoçar a boca das tevês brasileiras - especialmente a Globo, a mais resistente -, Robert Graves, o manda-chuva do Fórum ATSC - entidade que defende o modelo americano - afirma que se as empresas aceitarem adotar o ATSC poderão comprar os equipamento com financiamentos a juros entre 3% e 4%, com carência de dois anos e até sete para pagamento.
O governo ficou de bater martelo sobre o assunto até 10 de fevereiro. Até lá, o pau cantar solto.
17.1.06
Mídia independente na Lapa
Para a galera que quer participar do movimento pela democratização da comunicação:
Oi pessoal!
Conversei com um cara que quer agitar o cmi aqui do Rio e a gente marcou uma reunião para esta quinta feira às 15h no IP (é na Lapa, Rua Joaquim Silva, putz, esqueci o número, mas é logo depois da escadaria, a porta é uma garagem). Quem estiver a fim de tocar o cmi aparece lá. Se não puder neste horário, sugira outro e mudamos. Mas se não puder aparecer lá, mas quiser participar, mantenha contato!
Então, reunião do cmi-rio nesta quinta feira, 19/01, às 15h no IP, Lapa!
Abraço do André.
Oi pessoal!
Conversei com um cara que quer agitar o cmi aqui do Rio e a gente marcou uma reunião para esta quinta feira às 15h no IP (é na Lapa, Rua Joaquim Silva, putz, esqueci o número, mas é logo depois da escadaria, a porta é uma garagem). Quem estiver a fim de tocar o cmi aparece lá. Se não puder neste horário, sugira outro e mudamos. Mas se não puder aparecer lá, mas quiser participar, mantenha contato!
Então, reunião do cmi-rio nesta quinta feira, 19/01, às 15h no IP, Lapa!
Abraço do André.
TVD: capítulos finais
O drama da adoção da TV Digital no Brasil está chegando ao fim. Para os últimos capítulos deverão ficar apenas os padrões DVB (europeu) e ISDB (japonês). O primeiro é apoiado pelas empresas de telecomunicação e o segundo pela Rede Globo, com apoio mais do que decidido do ministro (e ex-repórter da Estrela Morte), Hélio Costa. A decisão sobre o assunto ficará para o Nove-Dedos, com a consultoria de Costa (adivinha quem ele vai apoiar?), Dilma Rousseff (Casa Civil), Antônio Pallocci (Fazenda), Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e Sérgio Resende (Ciência e Tecnologia. É! Tem um ministério com esse nome!). A data prevista para o martelo ser batido é 10 de fevereiro.
O ISDB tem a vantagem - além do apoio das Organizações Globo - de ter apenas dois fabricantes, o que aumenta o poder do governo. No entanto, é usado apenas no Japão. Já o DVB tem um monte de fornecedores e, além de já ter sido testado em vários países, está na bica de ser adotado pela Índia, o que abriria a possibilidade de exportação do sistema brasileiro para lá. Sistema brasileiro? Pois é. O governo pretende escolher o padrão que oferecer maior espaço para o uso de softwares desenvolvidos por pesquisadores daqui. Assim, dependendo do que for conseguido, poderia ser obtido um produto híbrido, com potencial para ser vendido para países pobres como o nosso e que não pretendam ficar para trás na corrida pela TVD.
O ISDB tem a vantagem - além do apoio das Organizações Globo - de ter apenas dois fabricantes, o que aumenta o poder do governo. No entanto, é usado apenas no Japão. Já o DVB tem um monte de fornecedores e, além de já ter sido testado em vários países, está na bica de ser adotado pela Índia, o que abriria a possibilidade de exportação do sistema brasileiro para lá. Sistema brasileiro? Pois é. O governo pretende escolher o padrão que oferecer maior espaço para o uso de softwares desenvolvidos por pesquisadores daqui. Assim, dependendo do que for conseguido, poderia ser obtido um produto híbrido, com potencial para ser vendido para países pobres como o nosso e que não pretendam ficar para trás na corrida pela TVD.
15.1.06
Concursos!
Como parece que uma parte da categoria finalmente passou a admitir que o desemprego na área é estrutural - e não apenas uma fase ruim - e resolveu partir para fazer concursos públicos, aqui vão duas dicas:
1. Transpetro - As inscrições estão abertas até 25 de janeiro. É para um cadastro de reserva gigantesco: 265 vagas em 13 cidades. A má notícia é que é preciso ter quatro anos experiência em assessoria de imprensa. Detalhes aqui.
2. DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) - As inscrições começam terça, dia 17, e vão até 16 de fevereiro. Boa notícia: não é preciso experiência. Más notícias: são apenas duas vagas e ambas para Brasília. Mais detalhes aqui.
Boa sorte!
1. Transpetro - As inscrições estão abertas até 25 de janeiro. É para um cadastro de reserva gigantesco: 265 vagas em 13 cidades. A má notícia é que é preciso ter quatro anos experiência em assessoria de imprensa. Detalhes aqui.
2. DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) - As inscrições começam terça, dia 17, e vão até 16 de fevereiro. Boa notícia: não é preciso experiência. Más notícias: são apenas duas vagas e ambas para Brasília. Mais detalhes aqui.
Boa sorte!
Última rodada
E por falar em programas sociais, veja o que os gestores do Fome Zero e do Bolsa-Família esperam para este último ano de governo (e, talvez, dos próprios programas...). Aqui.
Entrevista de chuchu
Confesso que fiquei um tanto perplexo com a entrevista do governador demissionário de São Paulo e pré-candidato Geraldo Alckmin publicada hoje pelo Globo. Abaixo quatro perguntas que teriam, talvez, acabado com a minha perplexidade, se tivessem sido feitas pelos coleguinhas:
1. O senhor elogiou o Bolsa-Família e até disse que vai mantê-lo. O programa, porém, é tachado de assitencialista, demagógico, perdulário e desfocado pelo seu partido. Poderia explicar essa contradição entre o seu discurso e o do PSDB?
2. O senhor afirma que as PPPs são boas soluções para a administração pública do país. Mais uma vez, o seu discurso se choca com o PSDB. O partido acha que as PPPs não resolvem nada, apesar das emendas que os tucanos conseguiram negociar durante o processo para sua aprovação. Como o senhor explica mais essa contradição?
3. O senhor diz que privilegiará a privatização dos bancos estaduais. Mas o senhor é candidato a Presidente da República e os bancos estaduais...bem...são estaduais...Não estarão sob sua jurisdição. O BC até já interveio em alguns bancos estaduais, mas não conseguiu privatizá-los por não encontrar compradores, já que estão tecnicamente falidos. E os que estão relativamente saudáveis, os governadores se recusam a passar adiante, exatamente por estarem mais ou menos das pernas e serem importantes instrumentos políticos para eles. Como o senhor pretende superar esse impasse que perdura desde o o governo de seu correligionário Fernando Henrique Cardoso?
4. Por falar no ex-presidente, o senhor critica a política econômica baseada nas altas taxas de juros. Mas ela é a mesma que ficou em prática nos oito anos da Era FHC. O seu correligionário estava equivocado como está o presidente Lula?
1. O senhor elogiou o Bolsa-Família e até disse que vai mantê-lo. O programa, porém, é tachado de assitencialista, demagógico, perdulário e desfocado pelo seu partido. Poderia explicar essa contradição entre o seu discurso e o do PSDB?
2. O senhor afirma que as PPPs são boas soluções para a administração pública do país. Mais uma vez, o seu discurso se choca com o PSDB. O partido acha que as PPPs não resolvem nada, apesar das emendas que os tucanos conseguiram negociar durante o processo para sua aprovação. Como o senhor explica mais essa contradição?
3. O senhor diz que privilegiará a privatização dos bancos estaduais. Mas o senhor é candidato a Presidente da República e os bancos estaduais...bem...são estaduais...Não estarão sob sua jurisdição. O BC até já interveio em alguns bancos estaduais, mas não conseguiu privatizá-los por não encontrar compradores, já que estão tecnicamente falidos. E os que estão relativamente saudáveis, os governadores se recusam a passar adiante, exatamente por estarem mais ou menos das pernas e serem importantes instrumentos políticos para eles. Como o senhor pretende superar esse impasse que perdura desde o o governo de seu correligionário Fernando Henrique Cardoso?
4. Por falar no ex-presidente, o senhor critica a política econômica baseada nas altas taxas de juros. Mas ela é a mesma que ficou em prática nos oito anos da Era FHC. O seu correligionário estava equivocado como está o presidente Lula?
13.1.06
Cidadania na telinha
A Câmara dos Deputados apanha que nem atacante em jogo da Terceirona - e com justa razão na maior parte das vezes -, mas dessa vez merece elogios. O presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), pôs à disposição dos cinco mil prefeitos do país o sinal da premiadíssima TV Câmara. Para retransmitir o sinal, as prefeituras devem solicitar ao Ministério das Comunicações um canal aberto do tipo RTV-I (Retransmissão de Televisão Institucional), modelo de tevê regulamentado por decreto presidencial de fevereiro de 2005 (muito atacado pelos barões da mídia, como seria de esperar).
12.1.06
Petras prevê
O sociólogo americano James Petras faz previsões sobre os EUA e seu Império para o ano de 2006. Aqui (em espanhol).
A Rohter do Haiti
Depois dizem que jornalista é isento. Olha só como é interessante a vida da coleguinha Regine Alexandre em Port-au-Prince. Aqui (em inglês)
Q! atraso...
Como fiquei off dois dias, os assuntos acumularam e esse especificamente ficou um tanto vencido. Mas, ainda assim, creio que valem dois retornos ao assunto do malogro do Q!. O primeiro vai abaixo, no qual conselheiro propõe que se diferencie Ariane Carvalho de escroques como Nelson Tanure::
(...) E, de minha parte, acho que é preciso tomar cuidado para não se queimar a Ariane. Até onde eu sei, ela foi incompetente, sem dúvida, mas não foi filha da puta, como um Tanure. Estimulou colegas a mudarem de emprego e a acreditarem num projeto de risco, mas todo mundo é profissional e sabe que risco é risco. E ela torrou milhões do próprio bolso num projeto pioneiro e que poderia gerar mais emprego e informação alternativa no jornalismo carioca. Isso é louvável. Não deu certo, houve falhas que parecem ser gritantes, mas houve correção da parte dela ao pagar todo mundo em dia e honestidade no projeto profissional. (...)
O segundo é a reprodução do emeio de despedida do Q!, assinado por Ariane, que irritou um conselheiro por não ter "nenhuma palavra sobre os jornalistas que ralaram loucamente no projeto, nenhum agradecimento aos profissionais que alí trabalharam".
Prezado leitor:
Depois de um ano concebendo, pesquisando, planejando e testando, finalmente lançamos o jornal Q!. Foi uma atitude muito ousada, não só por ser um projeto inédito, mas também por sabermos que enfrentaríamos vários obstáculos mercadológicos.
Como todo produto sério que é lançado no mercado, o investimento em pesquisa & desenvolvimento é alto e contínuo nos primeiros meses de vida. A última pesquisa qualitativa, realizada com leitores do jornal em dezembro de 2005, apontou a necessidade de ajustes, mas também foi muito gratificante. Tivemos a oportunidade de saber que o Q! era admirado e já havia conquistado em pouco tempo a imagem que desejávamos: a de um jornal inteligente e simpático, que lançou um novo jeito de informar.
No entanto, após a avaliação do investimento que seria necessário para a concretização de ajustes do produto, somado aos altos custos da operação, decidimos suspender temporariamente a circulação da versão impressa do veículo.
A partir de sexta-feira, dia 06 de janeiro de 2006, apenas o site www.qonline.com.br estará ativo. Nossa decisão busca, acima de tudo, preservar uma marca e um ideal que pertencem a todos nós.
Gostaria de agradecer aos leitores que nos prestigiaram.
Ariane Carvalho
(...) E, de minha parte, acho que é preciso tomar cuidado para não se queimar a Ariane. Até onde eu sei, ela foi incompetente, sem dúvida, mas não foi filha da puta, como um Tanure. Estimulou colegas a mudarem de emprego e a acreditarem num projeto de risco, mas todo mundo é profissional e sabe que risco é risco. E ela torrou milhões do próprio bolso num projeto pioneiro e que poderia gerar mais emprego e informação alternativa no jornalismo carioca. Isso é louvável. Não deu certo, houve falhas que parecem ser gritantes, mas houve correção da parte dela ao pagar todo mundo em dia e honestidade no projeto profissional. (...)
O segundo é a reprodução do emeio de despedida do Q!, assinado por Ariane, que irritou um conselheiro por não ter "nenhuma palavra sobre os jornalistas que ralaram loucamente no projeto, nenhum agradecimento aos profissionais que alí trabalharam".
Prezado leitor:
Depois de um ano concebendo, pesquisando, planejando e testando, finalmente lançamos o jornal Q!. Foi uma atitude muito ousada, não só por ser um projeto inédito, mas também por sabermos que enfrentaríamos vários obstáculos mercadológicos.
Como todo produto sério que é lançado no mercado, o investimento em pesquisa & desenvolvimento é alto e contínuo nos primeiros meses de vida. A última pesquisa qualitativa, realizada com leitores do jornal em dezembro de 2005, apontou a necessidade de ajustes, mas também foi muito gratificante. Tivemos a oportunidade de saber que o Q! era admirado e já havia conquistado em pouco tempo a imagem que desejávamos: a de um jornal inteligente e simpático, que lançou um novo jeito de informar.
No entanto, após a avaliação do investimento que seria necessário para a concretização de ajustes do produto, somado aos altos custos da operação, decidimos suspender temporariamente a circulação da versão impressa do veículo.
A partir de sexta-feira, dia 06 de janeiro de 2006, apenas o site www.qonline.com.br estará ativo. Nossa decisão busca, acima de tudo, preservar uma marca e um ideal que pertencem a todos nós.
Gostaria de agradecer aos leitores que nos prestigiaram.
Ariane Carvalho
9.1.06
Rits procura estagiário
A Rits seleciona até 13 de janeiro um estagiário de jornalismo com domínio da língua inglesa e noções de espanhol. A carga horária é de 20 horas. Os interessados devem mandar currículo acompanhado de um texto de 20 linhas comentando a matéria que está na seção Exclusivo do site da ONG (aqui) para o endereço rh@rits.org.br.
A Cidade que entra no rumo certo
A A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) criam a primeira agência de desenvolvimento local em uma comunidade de baixa renda no Rio. Veja aqui.
8.1.06
Até os velhinhos de Idaho...
Pesquisa nos EUA demonstra que até os maiores de 55 anos - o grupo mais resistente a mudar de idéia sobre seus hábitos - já estão trocando a mídia tradicional pela internet. Aqui.
Bush queima os arquivos: a morte de James Hatfield
Conheça parte dos últimos dias da vida de James Hatfield, o coleguinha americando que revelou o passado negro de George W. Bush e que apareceu morto no dia 18 de julho de 2001, no hotel Days Inn em Springdale, Arkansas, com uma bala na cabeça.
7.1.06
Boa pegunta
Conselheiro faz pergunta extremamente pertinente nestes tempos tanurianos: os demitidos do Q! estão recebendo o que lhes é devido por lei?
Ciranda n' O Globo
Parece que não tem jeito. Eu evito, reluto, olho pro outro lado fingindo que não é comigo, mas acabo sempre caindo nesse vaivém de redação...Enfim, fazer o quê? Vamos às mudanças na Irineu Marinho 35, 2º andar:
1. Como noticiado, saem Alba Valéria e Patrícia Faria. Nos seus lugares entram Fernanda Pontes e Natanael Damasceno, ambos do Bairros. A primeira já estava emprestada na Rio há uns seis meses e o segundo só aporta por lá em fevereiro, pois está batendo bola na Economia;
2. Sérgio Ramalho chega d'O Dia, mas com o salário de Maiá Menezes, que sai da Rio para a Nacional substituindo Toni Marques, que se transfere para o Gobon Online a fim de ser editor de internacional;
3. Pro lugar mesmo de Maiá, na equipe que empentelha os malandros da Administração Pública, vai Fábio Vasconcelos, que era da repol;
4. Rolland Gianotti deixa a chefia de reportagem da Rio para a coordenação da Revista do Globo, a fim de cobrir licença-maternidade. Para lá também está indo Adriana Castello Branco, igualmente para cobrir licença-maternidade;
5. No lugar de Rolland, fica a Selma Schmidt.
6. Letícia Helena também deixa a Rio indo para o Bairros como subeditora. Será substituída por Lydia Medeiros, que chega de Brasília;
1. Como noticiado, saem Alba Valéria e Patrícia Faria. Nos seus lugares entram Fernanda Pontes e Natanael Damasceno, ambos do Bairros. A primeira já estava emprestada na Rio há uns seis meses e o segundo só aporta por lá em fevereiro, pois está batendo bola na Economia;
2. Sérgio Ramalho chega d'O Dia, mas com o salário de Maiá Menezes, que sai da Rio para a Nacional substituindo Toni Marques, que se transfere para o Gobon Online a fim de ser editor de internacional;
3. Pro lugar mesmo de Maiá, na equipe que empentelha os malandros da Administração Pública, vai Fábio Vasconcelos, que era da repol;
4. Rolland Gianotti deixa a chefia de reportagem da Rio para a coordenação da Revista do Globo, a fim de cobrir licença-maternidade. Para lá também está indo Adriana Castello Branco, igualmente para cobrir licença-maternidade;
5. No lugar de Rolland, fica a Selma Schmidt.
6. Letícia Helena também deixa a Rio indo para o Bairros como subeditora. Será substituída por Lydia Medeiros, que chega de Brasília;
5.1.06
Q pedido de tempo nada!
Pedido de tempo é para basquete, vôlei e futsal. Pra jornal não, né? Por isso esse papo dos diretores do Q! de que o vespertino parou de circular temporariamente é parolagem flácida para bovino dormitar. O jornal acabou mesmo. Já era. C'est fini. Se os tais investidores não apareceram com o Q! circulando, não é com ele fora das ruas que vão surgir, correto?
Demissões no Globo
Alba Valéria e Patrícia Farias, a simpaticíssima Pati Faria, dançaram do Globo. Uns dizem que foi para manter o orçamento da editoria com a chegada de Sérgio Ramalho, vindo de O Dia. Outros, mais paranóicos, afirmam que seria o início do projeto sinérgico que uniria as redações d'O Globo, Extra e Globo On Line numa só.
Pessoalmente, acho que esse processo é inevitável. Afinal, se as mídias estão convergindo, nada mais natural, capitalisticamente falando, que os empregos convirjam também. Só não acho que no Globo seja para já, pelo menos para 2006. O ano vai ser agitado, com Copa do Mundo e eleição presidencial, e o processo todo muito complexo, não só no nível gerencial (mudanças de pessoas de lugar, possível adaptação de postos de trabalho, redesenho de fluxos de trabalho etc), como no de recursos humanos (quem sai, quem fica, quem vai/vão ser o/s carrasco/s, como lidar com a insegurança, o trauma e o sentimento de culpa de quem fica, com os custos de quem sai etc). Assim, seria mais sensato empurrar o problema mais pro fim do ano - tipo novembro - ou mesmo para o ano que vem.
Pessoalmente, acho que esse processo é inevitável. Afinal, se as mídias estão convergindo, nada mais natural, capitalisticamente falando, que os empregos convirjam também. Só não acho que no Globo seja para já, pelo menos para 2006. O ano vai ser agitado, com Copa do Mundo e eleição presidencial, e o processo todo muito complexo, não só no nível gerencial (mudanças de pessoas de lugar, possível adaptação de postos de trabalho, redesenho de fluxos de trabalho etc), como no de recursos humanos (quem sai, quem fica, quem vai/vão ser o/s carrasco/s, como lidar com a insegurança, o trauma e o sentimento de culpa de quem fica, com os custos de quem sai etc). Assim, seria mais sensato empurrar o problema mais pro fim do ano - tipo novembro - ou mesmo para o ano que vem.
4.1.06
"O mundo tá virado!"
Conselheiro pitacou esse relatório do FMI no post aí embaixo e pede que este desvalioso blog ajude a divulgá-lo. Tudo bem, aí está. Mas devo confessar minha perplexidade diante do quadro: os barões da mídia atacam violentamente um governo de esquerda que é aplaudido de pé pelo FMI!
Devo concordar com a exclamação da minha santa vózinha Sinhá - Deus a tenha fazendo aquelas tapiocas divinas a seu lado - que dá título a este post.
Devo concordar com a exclamação da minha santa vózinha Sinhá - Deus a tenha fazendo aquelas tapiocas divinas a seu lado - que dá título a este post.
3.1.06
Revolta de um conselheiro
Conselheiro simplesmente não agüentou mais e resolveu desabafar:
Acabo de ver no Jornal Hoje a matéria sobre acidentes nas estradas no réveillon. Quanta mistificação. O locutor informou que houve um aumento de 7,9% no número de acidentes nas estradas federais e que "em compensação" o número de mortos e feridos diminuiu. Mas não deu o número e passou para a matéria seguinte... Eu dou, Ivson: a queda no número de mortos foi de QUARENTA POR CENTO. Caralho, acho que o lead é esse, não? Mas o Hoje ignorou. Isso é de dar nojo, é um falso jornalismo, desinforma, mistifica e, no limite, mente. Tenho cá minha tese: é a "orientação" para que não haja NENHUMA notícia positiva, para criar um ambiente negativo para a reeleição do Lula. Só isso pode explicar, por exemplo, esconderem que o Brasil quitou seus débitos com o FMI, por exemplo, como fizeram os jornais. O Globo deu embaixo da página,quase caindo do papel... O que vc acha? Viu outros sinais????
Respondi dizendo que sim, tinha visto vários sinais de que ele está certo (listei oito pontos escondidos ou simplesmente omitidos pela imprensa). Mais furibundo ainda o mesmo Conselheiro continuou em outro emeio:
Ivson, esta campanha está demais. Hoje, tem Alckmin e Serra criticando as férias dos ministros em função do fim de ano. Caraca, TODO MUNDO pára nesta época. Tentei falar com um secretário do Serra antes do Natal e fui informado que ele já estava no recesso... E basta uma rápida pesquisa, nos anos e governos anteriores tb foi assim. Rapaz, nunca vi um negócio desses. O pior é que o governo é muito ruim de comunicação. Esta entrevista do Lula era totalmente desnecessária e foi um desastre. Assim como essas férias que ele fala que vai tirar e eles não dizem onde vai ser. Só desgaste, seu.
Por que vc não cria algo no seu blog, para denunciar a campanha dos jornais?
Minha resposta ao Conselheiro:
Bem, tento fazer isso de uma outra maneira: procurando mostrar outros lados dos assuntos e, principalmente, temas que nunca, jamais, em tempo algum estão na pauta dos jornais. Porque considero isso mais grave: a campanha contra o governo vai parar assim que Serra ou Alckmin assumir, voltando à Era FHC quando todos os problemas do país ou eram abafados (Pasta Rosa, Compra da Reeleição, Privataria...), ou criminalizados (Reforma Agrária, Direito à Comunicação...), mas o silêncio a que estão condenados negros, mulheres agredidas, índios e pobres em geral pelos meios de comunicação, essa vai continuar seja qual for a Administração que esteja em Brasília.
Acabo de ver no Jornal Hoje a matéria sobre acidentes nas estradas no réveillon. Quanta mistificação. O locutor informou que houve um aumento de 7,9% no número de acidentes nas estradas federais e que "em compensação" o número de mortos e feridos diminuiu. Mas não deu o número e passou para a matéria seguinte... Eu dou, Ivson: a queda no número de mortos foi de QUARENTA POR CENTO. Caralho, acho que o lead é esse, não? Mas o Hoje ignorou. Isso é de dar nojo, é um falso jornalismo, desinforma, mistifica e, no limite, mente. Tenho cá minha tese: é a "orientação" para que não haja NENHUMA notícia positiva, para criar um ambiente negativo para a reeleição do Lula. Só isso pode explicar, por exemplo, esconderem que o Brasil quitou seus débitos com o FMI, por exemplo, como fizeram os jornais. O Globo deu embaixo da página,quase caindo do papel... O que vc acha? Viu outros sinais????
Respondi dizendo que sim, tinha visto vários sinais de que ele está certo (listei oito pontos escondidos ou simplesmente omitidos pela imprensa). Mais furibundo ainda o mesmo Conselheiro continuou em outro emeio:
Ivson, esta campanha está demais. Hoje, tem Alckmin e Serra criticando as férias dos ministros em função do fim de ano. Caraca, TODO MUNDO pára nesta época. Tentei falar com um secretário do Serra antes do Natal e fui informado que ele já estava no recesso... E basta uma rápida pesquisa, nos anos e governos anteriores tb foi assim. Rapaz, nunca vi um negócio desses. O pior é que o governo é muito ruim de comunicação. Esta entrevista do Lula era totalmente desnecessária e foi um desastre. Assim como essas férias que ele fala que vai tirar e eles não dizem onde vai ser. Só desgaste, seu.
Por que vc não cria algo no seu blog, para denunciar a campanha dos jornais?
Minha resposta ao Conselheiro:
Bem, tento fazer isso de uma outra maneira: procurando mostrar outros lados dos assuntos e, principalmente, temas que nunca, jamais, em tempo algum estão na pauta dos jornais. Porque considero isso mais grave: a campanha contra o governo vai parar assim que Serra ou Alckmin assumir, voltando à Era FHC quando todos os problemas do país ou eram abafados (Pasta Rosa, Compra da Reeleição, Privataria...), ou criminalizados (Reforma Agrária, Direito à Comunicação...), mas o silêncio a que estão condenados negros, mulheres agredidas, índios e pobres em geral pelos meios de comunicação, essa vai continuar seja qual for a Administração que esteja em Brasília.
2.1.06
Lento e sem reflexos
Eu já fui nesse negócio de reportagem, mas devo admitir que você está certo em duvidar depois de ler o que vai abaixo e comparar com o post sobre o Q!, mais para baixo:
Grande Ivson, a propósito do Q! não vi ninguém noticiar ainda o afastamento da diretora de redação Paula Fernandes, que saiu ainda antes do Natal embora seu nome continue no expediente. Paula montou uma das redações mais medíocres da história do jornalismo carioca e foi a maior responsável pelo fracasso do jornal, ao apresentar na primeira semana capas pífias e sem o menor apelo.
Ariane estava farta de contar montanhas de encalhes, mas demorou a tomar a decisão de afastar Paula. O jornal vem sendo fechado por Laerte e Tete, que nada de novo conseguiram apresentar para melhorar os 1.500 a 2 mil exemplares vendidos por dia. Os salários dos editores vão de 4 mil a 8 mil.
O fechamento do jornal é questão de dias, mas Ariane reluta porque vai ser motivo de piada na família O Dia
O que mais posso dizer além de "desculpe a nossa falha" pelo erro no salário dos editores do Q!? Bem, é isso aí. Desculpe, a minha falha. E grato ao conselheiro pelo toque.
Em tempo: Ariane Carvalho não devia se preocupar pela possibilidade de servir de piada na família. Essa possibilidade já se tornou realidade há tempos.
Grande Ivson, a propósito do Q! não vi ninguém noticiar ainda o afastamento da diretora de redação Paula Fernandes, que saiu ainda antes do Natal embora seu nome continue no expediente. Paula montou uma das redações mais medíocres da história do jornalismo carioca e foi a maior responsável pelo fracasso do jornal, ao apresentar na primeira semana capas pífias e sem o menor apelo.
Ariane estava farta de contar montanhas de encalhes, mas demorou a tomar a decisão de afastar Paula. O jornal vem sendo fechado por Laerte e Tete, que nada de novo conseguiram apresentar para melhorar os 1.500 a 2 mil exemplares vendidos por dia. Os salários dos editores vão de 4 mil a 8 mil.
O fechamento do jornal é questão de dias, mas Ariane reluta porque vai ser motivo de piada na família O Dia
O que mais posso dizer além de "desculpe a nossa falha" pelo erro no salário dos editores do Q!? Bem, é isso aí. Desculpe, a minha falha. E grato ao conselheiro pelo toque.
Em tempo: Ariane Carvalho não devia se preocupar pela possibilidade de servir de piada na família. Essa possibilidade já se tornou realidade há tempos.
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