31.12.05
Feliz 2006...
para você e para todos os que você ama.
30.12.05
O mordomo
Ariane Carvalho anda culpando o comercial d'O Globo pela provável dêbacle do Q!. Segundo ela, os contatos do jornal da Irineu Marinho estariam pressionando os anunciantes a não veicularem no vespertino, ameaçando cortar os vultosos descontos proporcionados sobre o preço de tabela.
Ok, o comercial d' O Globo usa mesmo todos os truques sujos que existem - vale até ameaçar com retaliações da Rede Globo -, mas não foi ninguém de lá que contratou 18 ou 19 editores para fechar 24 páginas, com salários que variam entre R$ 10 mil e R$ 19 mil.
Ok, o comercial d' O Globo usa mesmo todos os truques sujos que existem - vale até ameaçar com retaliações da Rede Globo -, mas não foi ninguém de lá que contratou 18 ou 19 editores para fechar 24 páginas, com salários que variam entre R$ 10 mil e R$ 19 mil.
25.12.05
O triste papel de JF
Não se pode dizer que O Globo não dê prioridade à América Latina em cobertura internacional. Na Europa, por exemplo, mantém a Deborah Berlinck em Paris confundindo o sexo de escritores famosos, mas, para compensar, tem o bom Fernando Duarte em Londres. Na AL, porém, o jornal da Irineu Marinho enfia Janaína Figueiredo goela abaixo dos leitores sem nem um suquinho para ajudar a empurrar. (O post ficou enorme. O resto está aqui, na Pensata)
De alegria e dor no Rio
O Observatório das Favelas lançou dia 15 o livro "Favelas: alegria e dor na cidade". Nele, Jaílson de Souza e Silva e Jorge Luiz Barbosa, coordenadores do OF, procuram demonstrar que, para o bem e para o mal, a favela faz parte da muy heróica e leal cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e não há muito o que a classe média possa fazer a respeito, a não ser aceitar o fato e parar de tentar destrui-la, incluindo no processo os próprios moradores por meio da polícia.
Jabuti-telecom
É, mais uma vez aquele assunto chato: convergência digital. Mas o que posso fazer se sou tarado pelo tema e ele vive aparecendo na minha frente? Dessa vez, foi a a Anatel, que, aproveitado a renovação do contrato de concessão das operadoras de telefonia, criou mais uma confusão na gafieira.
Talvez você tenha lido nos jornais - como sempre eles não contaram a história direito por estarem envolvidos na questão - que a Agência, sem avisar a ninguém, pôs na cláusula 1.3 dos contratos de renovação que as empresas de telefonia só poderiam produzir e distribuir conteúdos por seus cabos caso cumpram o artigo 222 da Constituição Federal. Ele reza que só empresas com no máximo 30% das ações em mãos de estrangeiros podem participar do mercado de radiodifusão de textos, sons e imagens. Esse jabuti foi posto em cima da árvore não por enchente, mas por mão de gente, mais especificamente a do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que antes de encarnar o político mineiro foi repórter da Rede Globo, com quem parece ter uma ligação eterna, já que desde que assumiu o atual cargo não faz outra coisa a não ser defender os interesses dos Marinho.
Só que ao botar a cláusula 1.3 nos contratos de renovação de concessão, pode ser que Costa tenha exagerado e dado um tiro que sairá pela culatra da Globo. Alguns advogados ouvidos por veículos especializados argumentam que, no fim, o dispositivo acaba por ajudar a Telemar e a Brasil Telecom, empresas com maioria de capital nacional, embora prejudiquem Telefônica e Embratel, ambas com sócios estrangeiros majoritários. Ou seja, na ânsia de garantir o monópolio de produção e conteúdo para os barões de sempre, Costa pode ter aberto a brecha para o que eles mais temem: maior concorrência.
Talvez você tenha lido nos jornais - como sempre eles não contaram a história direito por estarem envolvidos na questão - que a Agência, sem avisar a ninguém, pôs na cláusula 1.3 dos contratos de renovação que as empresas de telefonia só poderiam produzir e distribuir conteúdos por seus cabos caso cumpram o artigo 222 da Constituição Federal. Ele reza que só empresas com no máximo 30% das ações em mãos de estrangeiros podem participar do mercado de radiodifusão de textos, sons e imagens. Esse jabuti foi posto em cima da árvore não por enchente, mas por mão de gente, mais especificamente a do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que antes de encarnar o político mineiro foi repórter da Rede Globo, com quem parece ter uma ligação eterna, já que desde que assumiu o atual cargo não faz outra coisa a não ser defender os interesses dos Marinho.
Só que ao botar a cláusula 1.3 nos contratos de renovação de concessão, pode ser que Costa tenha exagerado e dado um tiro que sairá pela culatra da Globo. Alguns advogados ouvidos por veículos especializados argumentam que, no fim, o dispositivo acaba por ajudar a Telemar e a Brasil Telecom, empresas com maioria de capital nacional, embora prejudiquem Telefônica e Embratel, ambas com sócios estrangeiros majoritários. Ou seja, na ânsia de garantir o monópolio de produção e conteúdo para os barões de sempre, Costa pode ter aberto a brecha para o que eles mais temem: maior concorrência.
Unesco ignora agressões a jornalista no Pará
Lembra de Lúcio Flávio Pinto? Provavelmente não...Bem, ele é o jornalista que enfrenta o poder do Grupo Maiorana - maior no Pará do que os do Marinho em relação ao resto do país - e por isso foi agredido (como recordar é viver, leia aqui a notícia sobre o espancamento dele por um Maiorana) e ganhou um prêmio do Comitê de Proteção aos Jornalistas, organização mundial com sede em Nova Iorque, que se dedica ao que o seu nome indica.
Pois bem, nem assim a Unesco se dignou a ao menos advertir a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), que tem O Liberal - jornal dos Maiorana - como membro financiador da comissão de defesa da liberdade de imprensa (é isso aí que você leu, pode conferir aqui) da ANJ. Ao contrário, a Unesco procurou tirar o corpo fora (aqui). Como diria o Casoy (se tivesse coragem para tanto), "uma vergonha!".
Para saber sobre a triste história de Lúcio Flávio e conhecer mais um pouco do porquê o Bananão está escorrengando, viscosamente, pelo ralo da História, dê um pulo aqui.
Pois bem, nem assim a Unesco se dignou a ao menos advertir a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), que tem O Liberal - jornal dos Maiorana - como membro financiador da comissão de defesa da liberdade de imprensa (é isso aí que você leu, pode conferir aqui) da ANJ. Ao contrário, a Unesco procurou tirar o corpo fora (aqui). Como diria o Casoy (se tivesse coragem para tanto), "uma vergonha!".
Para saber sobre a triste história de Lúcio Flávio e conhecer mais um pouco do porquê o Bananão está escorrengando, viscosamente, pelo ralo da História, dê um pulo aqui.
23.12.05
Frila heterodoxo
Pois é. Às vezes a vida fica tão dura que a gente tem que apelar... Clique aqui e dê boas gargalhadas!
Obrigado ao conselheiro que mandou a dica.
Obrigado ao conselheiro que mandou a dica.
O Q!? Já subindo no telhado?
Em reunião com os editores anteontem, Ariane Carvalho avisou a todos que deveriam procurar trabalho antes do réveillon para não ficarem ao deus-dará em janeiro. Segundo a sócia do Q!, há 95% de chances de o jornal fechar as portas no primeiro mês de 2006. Não chegaria ao terceiro mês de vida.
20.12.05
Guaranis denunciam governo brasileiro
O corpo mole do Ministério da Justiça em demarcar a reserva de Morro dos Cavalos (SC) fez com que os os guarani da região representassem contra o governo brasileiro à ONU. Aqui.
As violadoras
A ONG Global Exchange lista as 14 empresas que mais violam os diversos tipos de direitos humanos em todo o mundo. Aqui.
Coleguinhas cobram aposta de Maluf
Dois jornalistas, um suíço e outro brasileiro, vão cobrar de Paulo Maluf a grana que ele prometeu pagar a quem provasse que ele tinha contas na Suiça. Leia aqui.
18.12.05
TVD: Jogo duro (II)
Os europeus, porém, não desistem e estão encarando o lobby ministerial da Rede Globo. A União Européia prometeu, agora de maneira oficial, um financiamento de 5 milhões de euros para quem quiser comprar equipamentos caso o sistema deles - o DVB - seja escolhido pelo Brasil. Por essa razão, a maior parte da indústria nacional que atua no segmento de telemática - ainda se usa essa palavra para definir a soma de telecomunicações e informática? - deve apoiar oficialmente a proposta européia. Como não são bestas, não o farão via Minicom - bastião dos japas e da Rede Globo -, mas por meio da Casa Civil, onde está uma dona que, como se sabe, adora entrar numa briga. Para adoçar a boca de um governo que ainda se diz de esquerda, a proposta deverá trazer explicitada a idéia de que a TVD será uma forma de inclusão digital a médio prazo. Outro argumento pró-Europa é que a Argentina estaria propensa a detonar o ISDB (modelo japonês) logo de saída porque os japas não teriam oferecido boas contrapartidas aos "hermanos".
TVD: Jogo duro (I)
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, deixou pra lá as firulas e, na sexta-feira, defendeu publicamente o padrão japonês, na primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento do Sistema de TV Digital, instância em que se vai decidir qual o sistema que será usado na implantação da TVD por aqui. Costa argumentou que os japoneses são os únicos a abrirem mão completamente do pagamento dos royalties e que os japas prometem usar as pesquisas brasileiras no desenvolvimento do sistema. Como você deve saber - se teve a paciência de acompanhar esse assunto chato - os japoneses têm o apoio da Rede Globo, que já teria acertado a compra de todo o seu equipamento com a NEC, num negócio de pai pra filho pitboy. Assim, não chega a ser exatamente uma surpresa o ex-repórter do Fantástico tomar posição em favor dos caras de olhinhos puxados.
16.12.05
Valeu, Marqueiro!
Mesmo com atraso aí vão os meus parabéns ao Paulo Marqueiro, repórter do Globo que levou dois Prêmios Esso de uma vez. Prêmio mais do que justo não só pelas matérias - a série sobre a emigração de nordestinos para o Rio, se você lembra, eu avisei que era barbada - como também pelo conjunto da obra de Marqueiro, um dos repórteres mais dedicados e diligentes que já conheci.
As congratulações se estendem, claro, à Selma Schimidt e a Túlio Brandão, parceiros do Marqueiro nas matérias que ganharam o Esso 2005.
As congratulações se estendem, claro, à Selma Schimidt e a Túlio Brandão, parceiros do Marqueiro nas matérias que ganharam o Esso 2005.
"Veja" leva o KofK 2005
Não teve pra ninguém. A matéria (?!) sobre o "Ouro de Havana" da Veja levou o King of the Kings- 2005 de maior cascata do ano. A cascata da revista da Abril obteve 30 votos (54,55% do total), muito à frente da série do Globo defendendo a remoção das favelas cariocas, que ficou em segundo com 7 votos (12,73%). Em terceiro lugar terminaram empatadas a matéria a favor do Não, também da Veja, e a série de matérias sobre a anulação dos jogos do Brasileiro que deram o título de mão-beijada ao Corinthians, com 6 sufrágios cada uma (10,91%). No quinto lugar ficou a série de matérias sobre os escândalos políticos, com 4 votos (7,27%) e em último, com apenas dois votos (um deles meu), aquela a respeito da suposta epidemia de gravidez entre as adolescentes brasileiras, do Globo e da Rede Globo.
Parabéns à Veja pelo título de cascateira do ano, título reforçado pelo fato de ter obtido mais de 65% dos votos, se somarmos os sufrágios dados à primeira e à terceira colocadas no pleito.
Parabéns à Veja pelo título de cascateira do ano, título reforçado pelo fato de ter obtido mais de 65% dos votos, se somarmos os sufrágios dados à primeira e à terceira colocadas no pleito.
14.12.05
Bonner alimenta Homer
No meio do bate-boca sobre Homer Simpson e o Jornal Nacional passou despercebido um fato que Eliakim Araújo recupera nesse texto e mostra Homer vai continuar sendo um imbecil se depender do William Bonner (dica do Edu do Brooklyn).
13.12.05
KofK na reta final
Faltam apenas dois dias para o fim da eleição da maior cascata de 2005, que receberá o belo troféu virtual King of the Kings que você vê abaixo:

Vamos lá! Não deixe de votar!

Vamos lá! Não deixe de votar!
12.12.05
Esse é o Bananão...
Nélson Tanure, o sujeito que não paga o 13º dos jornalistas do JB e também o plano de saúde dos mesmos, fez proposta de US$ 112 milhões por 25% da FRBPar, instituição que controla a Varig, Como no acordo, ele teria ainda o usufruto de outros 42% das ações ordinárias da FRBPar, segue-se que ele seria o controlador da Varig, com 67% das ações da companhia aérea. Não contente, Tanure ainda se propõe pagar mais US$ 139 milhões por duas das empresas coligadas à empresa aérea.
O fato de que um cara que não paga salários - e portando devia estar preso - adquirir o controle da companhia aérea mais importante do país sem que nada aconteça responde com exatidão à questão posta por Francelino Pereira nos anos 70 e ecoada pelo Renato Russo nos 90.
O fato de que um cara que não paga salários - e portando devia estar preso - adquirir o controle da companhia aérea mais importante do país sem que nada aconteça responde com exatidão à questão posta por Francelino Pereira nos anos 70 e ecoada pelo Renato Russo nos 90.
O governo e a mídia
As tevês têm se queixado da perda de anunciantes devido aos escândalos políticos que abriram uma pontinha da tampa da caixa preta da publicidade oficial. Ainda que possa haver razão no chororô, as tevês continuam sendo privilegiadas no que toca à distribuição de verbas de publicidade. Pelos dados do site da Secom, de janeiro a setembro de 2005, a Administração Federal investiu R$ 304,8 milhões de um total de R$ 497,9 milhões. Houve uma queda de 40% em relação a todo o ano de 2004, quando chegou a R$ 510 milhões em tevê até dezembro (de um total de R$ 867 milhões), mas:
1. Ano passado teve Jogos Olímpicos, o que fez com que as estatais que apóiam o esporte (BB, Caixa, Petrobrtas, Correios etc) anunciassem mais;
2. O ano que passou foi aquele em que o governo mais investiu em publicidade desde 2001, quando a verba total atingiu pouco mais de R$ 990 milhões.
Mesmo com a queda de 40%, ainda assim a tevê foi o veículo menos prejudicado até agora. A mídia jornal, por exemplo, caiu 49% e a mídia revista 41%, sempre em relação ao total de 2004. Como os dados se referem a setembro - havendo ainda três meses para o encerramento do ano, pois -, pode ser que a diferença caia um pouco e o resultado acabe sendo menos ruim para as empresas.
1. Ano passado teve Jogos Olímpicos, o que fez com que as estatais que apóiam o esporte (BB, Caixa, Petrobrtas, Correios etc) anunciassem mais;
2. O ano que passou foi aquele em que o governo mais investiu em publicidade desde 2001, quando a verba total atingiu pouco mais de R$ 990 milhões.
Mesmo com a queda de 40%, ainda assim a tevê foi o veículo menos prejudicado até agora. A mídia jornal, por exemplo, caiu 49% e a mídia revista 41%, sempre em relação ao total de 2004. Como os dados se referem a setembro - havendo ainda três meses para o encerramento do ano, pois -, pode ser que a diferença caia um pouco e o resultado acabe sendo menos ruim para as empresas.
Vídeo sobre mídia independente
Para quem quiser participar:
Oi estou fazendo um video sobre estudantes de comunicação que são a favor da midia independente gostaria de saber se eu posso usar as imagens dos videos que vcs tem disponibilizados no site, o que mais me chamou a atenção foram as tortadas, sou Josinaldo Medeiros curador do Cineclube Beco do Rato organizado pelos alunos do CINEMANEIRO (www.cinemaneiro.com.br), em contrapartida colocaremos o nome do CMI nos creditos finais como apoiador.
Aguardo respostas.
Josinaldo Medeiros - 21-8808-4556
Oi estou fazendo um video sobre estudantes de comunicação que são a favor da midia independente gostaria de saber se eu posso usar as imagens dos videos que vcs tem disponibilizados no site, o que mais me chamou a atenção foram as tortadas, sou Josinaldo Medeiros curador do Cineclube Beco do Rato organizado pelos alunos do CINEMANEIRO (www.cinemaneiro.com.br), em contrapartida colocaremos o nome do CMI nos creditos finais como apoiador.
Aguardo respostas.
Josinaldo Medeiros - 21-8808-4556
9.12.05
Zé e Homer
William "Simpson" Bonner e José Dirceu têm algo em comum? O sempre atento Gustavo Barreto acha que sim. Veja aqui nesse post do Panorama da Mídia.
8.12.05
Boas notícias no Império
Em sua estréia, a Globo Comunicação Participações S/A - soma da TV Globo com as empresas da holding Globopar, fora as rádios e o Infoglobo (O Globo mais o Extra) - bateu um bolão. No terceiro trimestre do ano, a Globo S/A obteve um receita líqüida de R$ 1,459 bilhão, maior 6,4% do que o mesmo período de 2004, tomando-se as empresas na época separadas. O Ebitda (sigla em inglês de Lucro Antes do pagamento de Juros, Impostos e Amortizações) foi de R$ 406, 4 milhões, um crescimento de 3,2% em relação a 2004. Já dívida baixou à beça em apenas três meses: era de US$ 1,996 bilhão em junho e em setembro ficou em U$S 1,494 bi. E a empresa espera chegar em 31de dezembro com apenas US$ 1,11 bilhão em papagaios empinados.
Briga de foice no escuro
Os europeus oferecem um crédito de até 400 milhões de euros em seis anos para as emissoras se o governo resolver usar o padrão deles - o DVB - na TV Digital brasileira; os japoneses contam com o trunfo de ter a Rede Globo ao seu lado, além de prometerem não cobrar royalties pelos aparelhos se o sistema escolhido for o seu ISDB; os americanos, que estão por baixo na briga, oferecem metade dos royalties cobrados - US$ 1 por aparelho - para um fundo de desenvolvimento da TVD por aqui, juram que o padrão ATSC vai ter mobilidade total já em 2006 e tentam seduzir SBT, Record e Bandeirantes para que elas se oponham à Globo e aos japoneses; enquanto isso, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação quer impedir que o governo escolha o sistema já - o martelo está previsto para ser batido em feveiro - por não aceitar o encaminhamento feito até agora de se adotar uma TVD que apenas melhore imagem e som, sem abrir canais para maior concorrência e a sociedade civil.
Essa novela promete ainda muita emoção até o seu desfecho.
Essa novela promete ainda muita emoção até o seu desfecho.
Sapo, Guedes, almofadas telepatas e o futuro do Brasil
No Globo de hoje tem matéria sobre o debate durante o lançamento no Rio do livro "O valor do amanhã", de Eduardo Giannetti. Além do autor, dos coleguinhas Flávia Oliveira e George Vidor e do economista e professor Roberto Fendt, estava na mesa o também economista Paulo Guedes. Esse estava em grande forma. Algumas pérolas ditas pela figura e reproduzidas pelo jornal:
1. Os EUA poupam zero e investem 5% ao ano
Eles não poupam porque não precisam. E por que não precisam? Porque tomam a poupança dos outros, oras!
Sapo da Mineira nunca teve um trabalho honesto na vida, mas vive muito bem. Segue-se então, segundo o raciocínio do economista, que um adolescente da Mineira deve seguir os passos de Sapo. Além de um certo problema ético - faceta que o economista parece considerar de pouca, ou mesmo nenhuma, relevância - há o fato de a Mineira só comportar um único dono. Assim sendo, se nosso hipotético adolescente resolver seguir o mesmo caminho de Sapo, este certamente tomará providências para que o status quo do morro se mantenha.
2. Não temos a matriz do desenvolvimento econômico mundial
Essa matriz é a liberal-democracia, segundo Paulo Guedes. Ok. Então como o douto economista explica o Japão Imperial (aquele que chamou os EUA pro pau na Segunda Guerra e deu um trabalho do cão para ser derrotado), a Coréia do Sul dos anos 70 e 80 e até o Chile do Pinochet. Ele acha que um sujeito que mandou matar 30 mil compatriotas porque tinham idéias contrárias às dele é um democrata? E o Imperador do Japão que acreditava ser e era considerado - de verdade! - Deus pode ser considerado um liberal? E a ditadura coreana do período citado também é um exemplo de liberal-democracia na visão de Guedes? Pois todos esses regimes desenvolveram economicamente seus países - e quase acabaram com eles no processo - sob os aplausos frenéticos dos liberais-democratas de Guedes.
3. O crescimento brasileiro esbarra na má gestão governamental
Certo. Mas isso tem uma explicação: é que somos governados pelas cruéis almofadas telepatas do planeta Byutohn, do sistema solar Norink (passando Cassiopéia, segunda dobra espacial à esquerda). Como todos sabem - inclusive Paulo Guedes -, as cruéis almofadas telepatas de Byutohn são também metamorfas e por isso, além de controlar as mentes de suas vítimas, se tornam idênticas a elas, impedindo, assim, que sejam descobertas. Esse é o motivo por que nós, brasileiros, sermos governados como somos há tantos anos. Não é culpa nossa. É culpa das cruéis almofadas telepatas e metamorfas de Byutohn .
Ah! Fala sério, Paulo Guedes!
1. Os EUA poupam zero e investem 5% ao ano
Eles não poupam porque não precisam. E por que não precisam? Porque tomam a poupança dos outros, oras!
Sapo da Mineira nunca teve um trabalho honesto na vida, mas vive muito bem. Segue-se então, segundo o raciocínio do economista, que um adolescente da Mineira deve seguir os passos de Sapo. Além de um certo problema ético - faceta que o economista parece considerar de pouca, ou mesmo nenhuma, relevância - há o fato de a Mineira só comportar um único dono. Assim sendo, se nosso hipotético adolescente resolver seguir o mesmo caminho de Sapo, este certamente tomará providências para que o status quo do morro se mantenha.
2. Não temos a matriz do desenvolvimento econômico mundial
Essa matriz é a liberal-democracia, segundo Paulo Guedes. Ok. Então como o douto economista explica o Japão Imperial (aquele que chamou os EUA pro pau na Segunda Guerra e deu um trabalho do cão para ser derrotado), a Coréia do Sul dos anos 70 e 80 e até o Chile do Pinochet. Ele acha que um sujeito que mandou matar 30 mil compatriotas porque tinham idéias contrárias às dele é um democrata? E o Imperador do Japão que acreditava ser e era considerado - de verdade! - Deus pode ser considerado um liberal? E a ditadura coreana do período citado também é um exemplo de liberal-democracia na visão de Guedes? Pois todos esses regimes desenvolveram economicamente seus países - e quase acabaram com eles no processo - sob os aplausos frenéticos dos liberais-democratas de Guedes.
3. O crescimento brasileiro esbarra na má gestão governamental
Certo. Mas isso tem uma explicação: é que somos governados pelas cruéis almofadas telepatas do planeta Byutohn, do sistema solar Norink (passando Cassiopéia, segunda dobra espacial à esquerda). Como todos sabem - inclusive Paulo Guedes -, as cruéis almofadas telepatas de Byutohn são também metamorfas e por isso, além de controlar as mentes de suas vítimas, se tornam idênticas a elas, impedindo, assim, que sejam descobertas. Esse é o motivo por que nós, brasileiros, sermos governados como somos há tantos anos. Não é culpa nossa. É culpa das cruéis almofadas telepatas e metamorfas de Byutohn .
Ah! Fala sério, Paulo Guedes!
7.12.05
Os Bonners
Cara conselheira, caso o seu marido/parceiro/companheiro se comparasse ao Homer Simpson, seguir-se-ia que você é a Marge Simpson, correto? Diante desta conclusão lógica, o que você faria?
Estavam rindo de quê mesmo?
Enquanto os jornais brasileiros festejam os resultados das pesquisas do Ibope...
Grupo inglês de mídia impressa migra para a internet
O poderoso Dayly Mail and General Trust venderá todas os seus jornais impressos, entre os quais o Evening Standard, a bíblia dos londrinos, para dedicar-se somente a publicações online.
São Paulo - Um dos mais importantes grupos editoriais britânicos, o Daily Mail and General Trust (DGMT), pretende vender todas as suas 100 publicações impressas, que valem 2,2 bilhões de euros, para dedicar-se exclusivamente a edições online.
A notícia foi estampada hoje no jornal francês Libération. O DGMT é proprietário do influente Daily Mail, do Evening Standard, a bíblia dos londrinos, e do gratuito Metro.
A iniciativa seria tomada em razão da forte concorrência de outros peso-pesados da imprensa regional, como o Trinity Mirror e o Johnston Press. A queda de publicidade, que migra gradativamente para a internet, também teria influído na decisão do DGMT.
Grupo inglês de mídia impressa migra para a internet
O poderoso Dayly Mail and General Trust venderá todas os seus jornais impressos, entre os quais o Evening Standard, a bíblia dos londrinos, para dedicar-se somente a publicações online.
São Paulo - Um dos mais importantes grupos editoriais britânicos, o Daily Mail and General Trust (DGMT), pretende vender todas as suas 100 publicações impressas, que valem 2,2 bilhões de euros, para dedicar-se exclusivamente a edições online.
A notícia foi estampada hoje no jornal francês Libération. O DGMT é proprietário do influente Daily Mail, do Evening Standard, a bíblia dos londrinos, e do gratuito Metro.
A iniciativa seria tomada em razão da forte concorrência de outros peso-pesados da imprensa regional, como o Trinity Mirror e o Johnston Press. A queda de publicidade, que migra gradativamente para a internet, também teria influído na decisão do DGMT.
Mais cuidado...
Conselheira encontra erro bobo, mas que pega mal, no caderno de variedades do Globo:
Página 2 do Segundo Caderno, matéria sobre o frio europeu e as filmagens de "Batismo de Sangue".
"Mas a equipe quase congelou. O termômetro chegou a cinco graus negativos.
- Caio Blat, coitado, tilintava em cima da árvore (...) - comenta Raton."
Foi desses enganos que faz a gente correr ao dicionário para saber se o verbo tilintar tem dois significados, um deles como sinônimo de tiritar. Não tem. Os únicos seres vivos que tilitam são pássaros e a fada Sininho, de Peter Pan. Já os textos da Deborah, coitada, estão provocando estremecimentos de terror, com tantos errinhos bestas.
É bom lembrar que a correspondente Deborah Berlinck outro dia confundiu o sexo de Emile Zola, que, para ela, foi uma senhora.
Página 2 do Segundo Caderno, matéria sobre o frio europeu e as filmagens de "Batismo de Sangue".
"Mas a equipe quase congelou. O termômetro chegou a cinco graus negativos.
- Caio Blat, coitado, tilintava em cima da árvore (...) - comenta Raton."
Foi desses enganos que faz a gente correr ao dicionário para saber se o verbo tilintar tem dois significados, um deles como sinônimo de tiritar. Não tem. Os únicos seres vivos que tilitam são pássaros e a fada Sininho, de Peter Pan. Já os textos da Deborah, coitada, estão provocando estremecimentos de terror, com tantos errinhos bestas.
É bom lembrar que a correspondente Deborah Berlinck outro dia confundiu o sexo de Emile Zola, que, para ela, foi uma senhora.
Eleições na Venezuela: coisa de doido
Essa cobertura da eleição na Venezuela está cada vez mais maluca. Depois de o presidente Chávez ter sido chamado de antidemocrata por disputá-la, hoje vem a notícia de que OEA e União Européia confirmam que o pleito foi justo, liso e livre, mas que ele precisa mudar. O interessante é que não lembro de as qualquer das duas instituições terem proposto mudanças em um sistema eleitoral que permite que um presidente seja eleito com menos votos do que seu oponente. Onde existe semelhante aberração democrática? Nos Estados Unidos da América, oras!
Para falar um pouco mais - e bem melhor - dessa "cobertura do crioulo doido", Gustavo Barreto escreveu esse texto para o site Fazendo Média.
Para falar um pouco mais - e bem melhor - dessa "cobertura do crioulo doido", Gustavo Barreto escreveu esse texto para o site Fazendo Média.
6.12.05
Atirar primeiro, perguntar nem pensar
Pela respeitabilidade de quem escreveu, esse informe deve ter sido noticiado, mas confesso que não vi.
Chávez: mais uma vez o outro lado
A oposição venezuelana correu da raia da eleição e agora acusa o presidente Chávez de ser antidemocrata por disputá-la. E tem jornal que apóia essa lógica estranha. Mas ainda tem gente lúcida no mundo, que, como tal, raramente é ouvida pela grande mídia. Esses caras aqui, por exemplo.
Fim de ano no JB
Conselheiro que trabalhou longos anos no JB manda notícias tristes de como andam as coisas por lá neste momento de magno congraçamento da Cristandade:
Ivson, fiquei indignado com duas coisas que andam acontecendo no JB (existe ainda). Foi o que me disseram.
1. Os sofridos coleguinhas que lá estão foram cobrar o 13º e alguém da diretoria ou da administração disse que a cobrança era uma sacanagem com o pobre Tanure (Argh, dá ânsia de vômito), porque ele pegou o jornal fudido , levantou e salvou o emprego de muita gente. Tem escroto pra tudo nesse mundo, né?
2. Parece que o jornal não está pagando a Amil (o que não é novidade) e as pessoas não estão conseguindo fazer exames, etc.
E esse Tanure, que ainda está solto, se candidata a comprar a Varig, fazendo baixaria. Só no Brasil.
Ivson, fiquei indignado com duas coisas que andam acontecendo no JB (existe ainda). Foi o que me disseram.
1. Os sofridos coleguinhas que lá estão foram cobrar o 13º e alguém da diretoria ou da administração disse que a cobrança era uma sacanagem com o pobre Tanure (Argh, dá ânsia de vômito), porque ele pegou o jornal fudido , levantou e salvou o emprego de muita gente. Tem escroto pra tudo nesse mundo, né?
2. Parece que o jornal não está pagando a Amil (o que não é novidade) e as pessoas não estão conseguindo fazer exames, etc.
E esse Tanure, que ainda está solto, se candidata a comprar a Varig, fazendo baixaria. Só no Brasil.
3.12.05
Vida dura à frente
Em contraposição casual aos fogos soltados pelo Globo, Pedro Dória entrevistou para o nominimo o jornalista e professor da Universidade da Carolina do Norte Philip Meyer. Ele traça um futuro sombrio para os jornais. Leia aqui.
Por que a alegria?
"Elogio em boca própria é vitupério" pontificava sempre minha Vó Sinhá ao pregar a humildade. É o que a sábia velhinha provavelmente diria ao ler a matéria autocongratulatória publicada pelo Globo hoje na página 40, na qual comemora o crescimento da circulação e da credibilidade dos jornais, aferidas em pesquisas diferentes, mas malandramente editadas - só quem lê com atenção os gráficos é que vê que a pesquisa de credibilidade é do Ibope Opinião e a do aumento de circulação é do IVC. No texto, parece que as duas são uma só e feitas pelo Ibope. (Desculpe o tamanho do post, mais para Pensata, mas vai ficar por aqui mesmo, ok?)
A pesquisa mais interessante é a de credibilidade. Mostra que 74% das pessoas acreditam nos jornais. Não diz, porém, que 22% não crêem - o que dá mais de uma em cada cinco. Não deveria ser um resultado para se comemorar, a não ser se comparado com o de seis anos atrás, quando os índices de confiança e desconfiança estavam tecnicamente empatados (49% a 47% para os primeiros, com 2,2% de margem de erro). Uma recuperação sensacional, sem dúvida, mas partindo de um patamar muito baixo.
Outro problema com essa comemoração aparece quando se analisa a pesquisa em si. Ela me parece pouco consistente. Por exemplo, inclui médicos, engenheiros, advogados e empresários, mas eles não representam insituições, mas profissões, daí só poderem ser comparados a outros profissionais (jornalistas, professores, agrônomos etc). Mesmo nas instituições, há tratamento diferente. A imprensa é dividida em três - jornais, rádios e tevês -, mas elas fazem parte de um todo, assim como Câmara e Senado. Se o critério fosse a divisão, as Forças Armadas também teria que ser divididas em Exército, Marinha e Aeronáutica e o Poder Judiciário em Justiças cível, trabalhista e militar e ainda incluir o MP separadamente. Esse rigor pode parece bobagem, mas não creio que seja. Se juntarmos, por exemplo, os três meios de comunicação abrangidos pela pesquisa, veremos que a tal credibilidade cai para 66% na média, com 29% de incrédulos, variações bem acima da margem de erro.
Outro ponto de inconsistência na pesquisa a meu ver é não computar o diferente peso que tem a credibilidade para as diversas instituições apresentadas. De todas as instituições, a imprensa - aí englobando jornal, rádio e tevê - e as Igrejas são as que precisam sempre ter um grau de credibilidade máximo. Por que? Porque elas se baseiam no testemunho. Pode-se ou não acreditar nas Forças Armadas, mas isso não alterará o fato de que elas é que vão defender o país em caso de agressão externa; pode-se não acreditar na Medicina e ainda assim tomar um remédio para acabar com um resfriado ou ir ao médico se as dores na coluna estiverem demais. Mas a crença em Deus fará com que você vá ou não à igreja e a crença de que um veículo de comunicação está retratando fielmente o que se está passando fará com que você o compre/assista/ouça ou não.
Essas considerações necessitam ser feitas antes de se comemorar o fato de que 66% das pessoas (juntando todos os veículos) não crêem em rádios, tevês e jornais. Por comparação, não vi nenhum bispo achar bom o resultado de 73% da Igreja Católica (as igrejas evangélicas são outro papo, mas que você vai ter que ler a pesquisa para ver. Se o fizer, atenção ao que ocorreu entre 1997 e 1999).
E não é que não tenha havido tempo para uma comemoração: a pesquisa foi divulgada pelo Ibope em 25 de maio, ou seja há mais de seis meses. Por que só agora O Globo resolveu publicá-la? Boa pergunta, que talvez seja respondida se você olhar o gráfico da circulação, segundo IVC, no jornal. Em maio, o crescimento da circulação em relação ao mesmo mês de 2004 foi de 3,7%, o menor do ano. Ficaria mal divulgar um aumento tão pífio, não é? Pois é. Por esse tipo de esperteza é que quase 30% das pessoas não crêem nos veículos de comunicação.
Se você quiser baixar a pesquisa, clique aqui (está em Power Point). Infelizmente, o Ibope não apresenta o questionário usado na pesquisa, o que impede a sua crítica, no sentido estatístico do termo.
A pesquisa mais interessante é a de credibilidade. Mostra que 74% das pessoas acreditam nos jornais. Não diz, porém, que 22% não crêem - o que dá mais de uma em cada cinco. Não deveria ser um resultado para se comemorar, a não ser se comparado com o de seis anos atrás, quando os índices de confiança e desconfiança estavam tecnicamente empatados (49% a 47% para os primeiros, com 2,2% de margem de erro). Uma recuperação sensacional, sem dúvida, mas partindo de um patamar muito baixo.
Outro problema com essa comemoração aparece quando se analisa a pesquisa em si. Ela me parece pouco consistente. Por exemplo, inclui médicos, engenheiros, advogados e empresários, mas eles não representam insituições, mas profissões, daí só poderem ser comparados a outros profissionais (jornalistas, professores, agrônomos etc). Mesmo nas instituições, há tratamento diferente. A imprensa é dividida em três - jornais, rádios e tevês -, mas elas fazem parte de um todo, assim como Câmara e Senado. Se o critério fosse a divisão, as Forças Armadas também teria que ser divididas em Exército, Marinha e Aeronáutica e o Poder Judiciário em Justiças cível, trabalhista e militar e ainda incluir o MP separadamente. Esse rigor pode parece bobagem, mas não creio que seja. Se juntarmos, por exemplo, os três meios de comunicação abrangidos pela pesquisa, veremos que a tal credibilidade cai para 66% na média, com 29% de incrédulos, variações bem acima da margem de erro.
Outro ponto de inconsistência na pesquisa a meu ver é não computar o diferente peso que tem a credibilidade para as diversas instituições apresentadas. De todas as instituições, a imprensa - aí englobando jornal, rádio e tevê - e as Igrejas são as que precisam sempre ter um grau de credibilidade máximo. Por que? Porque elas se baseiam no testemunho. Pode-se ou não acreditar nas Forças Armadas, mas isso não alterará o fato de que elas é que vão defender o país em caso de agressão externa; pode-se não acreditar na Medicina e ainda assim tomar um remédio para acabar com um resfriado ou ir ao médico se as dores na coluna estiverem demais. Mas a crença em Deus fará com que você vá ou não à igreja e a crença de que um veículo de comunicação está retratando fielmente o que se está passando fará com que você o compre/assista/ouça ou não.
Essas considerações necessitam ser feitas antes de se comemorar o fato de que 66% das pessoas (juntando todos os veículos) não crêem em rádios, tevês e jornais. Por comparação, não vi nenhum bispo achar bom o resultado de 73% da Igreja Católica (as igrejas evangélicas são outro papo, mas que você vai ter que ler a pesquisa para ver. Se o fizer, atenção ao que ocorreu entre 1997 e 1999).
E não é que não tenha havido tempo para uma comemoração: a pesquisa foi divulgada pelo Ibope em 25 de maio, ou seja há mais de seis meses. Por que só agora O Globo resolveu publicá-la? Boa pergunta, que talvez seja respondida se você olhar o gráfico da circulação, segundo IVC, no jornal. Em maio, o crescimento da circulação em relação ao mesmo mês de 2004 foi de 3,7%, o menor do ano. Ficaria mal divulgar um aumento tão pífio, não é? Pois é. Por esse tipo de esperteza é que quase 30% das pessoas não crêem nos veículos de comunicação.
Se você quiser baixar a pesquisa, clique aqui (está em Power Point). Infelizmente, o Ibope não apresenta o questionário usado na pesquisa, o que impede a sua crítica, no sentido estatístico do termo.
2.12.05
Chávez vende gasolina mais barata a...americanos!
O presidente da Venezuela "passa a mão" no Bush. É Edu Graça, diretamente do Brooklyn, quem informa.
Diferenças
Cláudio Prudente, em comentário abaixo, assume o erro da primeira página do Globo de ontem. Uma atitude digna de um homem digno e profissional sério.
Uma pena que a direção de redação do jornal não siga o exemplo do Cláudio, nem mesmo naquela "inútiiiil" (ler com entonação do Roger no rock do mesmo nome) autocrítica da página 2. Toda vez que lembro de olhar aquilo, fico pensando que espaço em jornal não é tão valioso assim, afinal de contas.
Uma pena que a direção de redação do jornal não siga o exemplo do Cláudio, nem mesmo naquela "inútiiiil" (ler com entonação do Roger no rock do mesmo nome) autocrítica da página 2. Toda vez que lembro de olhar aquilo, fico pensando que espaço em jornal não é tão valioso assim, afinal de contas.
1.12.05
Por outro lado...
ainda há esperança. Aqui.
Barbárie
A barbárie não ocorre só no Rio. É no Brasil todo, como você pode ler aqui.
Fim com chave de lata
E Ricardo Boechat realmente desencarnou do JB. Mas não sem antes fazer uma última lambança. Conselheiro mandou essa:
Olha o que saiu em 30/11:
"Começou a ser exibido nas emissoras de TV um anúncio da prefeitura comunicando que os professores aposentados do município do Rio recebem seus salários na mesma data que os da ativa.
Conversa fiada.
Sexta-feira, o atraso no pagamento dos velhinhos completa três meses."
Não há nenhum professor aposentado da Prefeitura sem receber há três meses. E todos os servidores, inativos e ativos, encontram seu pagamento na conta todo segundo dia útil do mês há muito, mas muito tempo.
O erro é tão patético, tão grosseiro, tão tacanho, que a assessoria da Prefeitura adotou uma postura simples: ignorar.
No mínimo, falta de apuração jornalística, comum nessas colunas de notinhas. No máximo, indecência e mau-caratismo.
Olha o que saiu em 30/11:
"Começou a ser exibido nas emissoras de TV um anúncio da prefeitura comunicando que os professores aposentados do município do Rio recebem seus salários na mesma data que os da ativa.
Conversa fiada.
Sexta-feira, o atraso no pagamento dos velhinhos completa três meses."
Não há nenhum professor aposentado da Prefeitura sem receber há três meses. E todos os servidores, inativos e ativos, encontram seu pagamento na conta todo segundo dia útil do mês há muito, mas muito tempo.
O erro é tão patético, tão grosseiro, tão tacanho, que a assessoria da Prefeitura adotou uma postura simples: ignorar.
No mínimo, falta de apuração jornalística, comum nessas colunas de notinhas. No máximo, indecência e mau-caratismo.
Ninguém ama a primeira página do Globo
Vim pela noite tão longa
De fracasso em fracasso
E hoje, descrente de tudo
Me resta o cansaço
Cansaço da vida
Cansaço de mim
Velhice chegando
E eu chegando ao fim
("Ninguém me ama", de Antônio Maria)
Lembrei do samba-canção do grande compositor, jornalista e boêmio Antônio Maria (pai do também ótimo profissional Antônio Maria Filho, do Esporte do Globo) quando vi hoje pela manhã a primeira página do jornal da Irineu Marinho. Estava lá, no canto inferior esquerdo, o anúncio da revista encartada do dia: Rio Show. Bem, pra dizer a verdade, o que pensei primeiro mesmo é que hoje era sexta. Só tive certeza da nova barriga quando li, no cabeçalho do periódico, que hoje era realmente quinta, dia da revista Boa Viagem, fato confirmado por essa estar dentro jornal como seria de se esperar.
O pessoal da direção de redação do Globo não pode dizer que não foi avisado: é só olhar, posts abaixo, minha previsão de que a falta de uma punição exemplar pela barriga cometida no domingo contra a Eletrobrás abriria caminhos para novos fracassos. Está aí. E se não houver punição novamente, outros virão e não só na primeira página.
De fracasso em fracasso, a direção de redação do Globo está jogando numa sarjeta de samba-canção todo um trabalho de anos de investimento na qualidade da publicação.
De fracasso em fracasso
E hoje, descrente de tudo
Me resta o cansaço
Cansaço da vida
Cansaço de mim
Velhice chegando
E eu chegando ao fim
("Ninguém me ama", de Antônio Maria)
Lembrei do samba-canção do grande compositor, jornalista e boêmio Antônio Maria (pai do também ótimo profissional Antônio Maria Filho, do Esporte do Globo) quando vi hoje pela manhã a primeira página do jornal da Irineu Marinho. Estava lá, no canto inferior esquerdo, o anúncio da revista encartada do dia: Rio Show. Bem, pra dizer a verdade, o que pensei primeiro mesmo é que hoje era sexta. Só tive certeza da nova barriga quando li, no cabeçalho do periódico, que hoje era realmente quinta, dia da revista Boa Viagem, fato confirmado por essa estar dentro jornal como seria de se esperar.
O pessoal da direção de redação do Globo não pode dizer que não foi avisado: é só olhar, posts abaixo, minha previsão de que a falta de uma punição exemplar pela barriga cometida no domingo contra a Eletrobrás abriria caminhos para novos fracassos. Está aí. E se não houver punição novamente, outros virão e não só na primeira página.
De fracasso em fracasso, a direção de redação do Globo está jogando numa sarjeta de samba-canção todo um trabalho de anos de investimento na qualidade da publicação.
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