31.10.05
Na pressão
Conselheiro avisa que a Teletime News - newsletter eletrônica para profissionais da área ou tarados por telecomunicações (ou ambas as coisas) - flagrou a entrada em campo da Rede Globo na briga da tevê digital no país (pois é. Se você não é tarado/a, pode parar de ler aqui sobre esse assunto chato).
Na matéria que foi ao ar na noite de sexta, no Jornal da Globo, a Estrela da Morte, segundo a TN, tece loas ao sistema que permite o envio de imagens de forma gratuita, ou seja, o padrão japonês (leia post que está por aí, logo abaixo, se tiver saco). As tevês querem, com isso, jogar as telecoms para fora da estrada e manter o modelo de negócios de hoje, mais conhecido como semimonopólio. É que o modelo japonês permite que as tevês usem as faixas existentes para enviar o conteúdo para os móveis, enquanto o modelo europeu força a existência de novas faixas, que deveriam ser licitadas, abrindo, assim, possibilidade para que outros jogadores entrassem campo. E você sabe que a coisa que os barões da mídia mais detestam - em seu campo, não do dos outros - é concorrência.
Na matéria que foi ao ar na noite de sexta, no Jornal da Globo, a Estrela da Morte, segundo a TN, tece loas ao sistema que permite o envio de imagens de forma gratuita, ou seja, o padrão japonês (leia post que está por aí, logo abaixo, se tiver saco). As tevês querem, com isso, jogar as telecoms para fora da estrada e manter o modelo de negócios de hoje, mais conhecido como semimonopólio. É que o modelo japonês permite que as tevês usem as faixas existentes para enviar o conteúdo para os móveis, enquanto o modelo europeu força a existência de novas faixas, que deveriam ser licitadas, abrindo, assim, possibilidade para que outros jogadores entrassem campo. E você sabe que a coisa que os barões da mídia mais detestam - em seu campo, não do dos outros - é concorrência.
30.10.05
Na covardia
Em Mato Grosso, grileiros se preparam para atacar índios que nunca tiveram contato com a civilização usando até bombas. Leia mais.
Japão x Europa pela TV
Hoje duas correntes se digladiam na questão da escolha do padrão para a TV Digital no Brail. De um lado está Hélio Costa, ao lado dos radidifusores (ó, que surpresa!), defendendo o ISDB-T, japonês; de outro, o resto do governo querendo o DVB, europeu, que abre a possiblidade de as camadas de software (incluindo as aplicações) serem criadas por empresas nacionais.
Costa e seu patrões querem o modelo japa porque este permite mandar sinais de tevê para dispositivos móveis de forma aberta, contornando, dessa maneira, a rede de suas arquiinimigas, as telecoms, o que o DVB não permite. Por este motivo também é que o modelo europeu dá chance para que haja uma real convergência de serviços e plataformas digitais. (Assunto interessante, né?...)
Costa e seu patrões querem o modelo japa porque este permite mandar sinais de tevê para dispositivos móveis de forma aberta, contornando, dessa maneira, a rede de suas arquiinimigas, as telecoms, o que o DVB não permite. Por este motivo também é que o modelo europeu dá chance para que haja uma real convergência de serviços e plataformas digitais. (Assunto interessante, né?...)
Relações perigosas
Por que a Veja escreve o que escreve, segundo Gustavo Barreto.
29.10.05
O Dia Q
Dia 7 próximo começa a circular novo jornal na cidade. É o Q!
Quê? Não! Q!
Quê? Ah, deixa pra lá!
Quê? Não! Q!
Quê? Ah, deixa pra lá!
27.10.05
Defendendo o leite das crianças
Pequenos produtores de leite protestam em Brasília contra o preço do produto e a entrada em vigor da Instrução Normativa nº 51 este ano.
26.10.05
Certinho...
Vamos lá: digite "mulambada" no Google e veja qual é a primeira resposta.
Quanto mais eu rezo...
O Jornal do Campus, feito por alunos de Jornlaismo da ECA-USP, auto-censurou matéria sobre o assassinato de Rafael Alves pelo colega Fábio Nanni, no dia 14 de outubro, ambos alunos da escola. Caraca! Sempre que penso que não dá mais para piorar, o jornalismo brasileiro - no caso o seu futuro - não cansa de me surpreender...Uma avaliação indignada sobre o ocorrido na Pensata (obrigado ao conselheiro que enviou o artigo)
Identificando
Para quem leu hoje a página de defesa do consumidor d'O Globo: a personagem da matéria sobre os eletrodomésticos perigosos, Suzana Liskauskas, é uma coleguinha gente boníssima. É só para saber mesmo, já que a Suzana não foi identificada como jornalista (creio até que trabalhou no Info&Etc) conforme o manual.
25.10.05
De olhos bem fechados
A nossa imprensa segue firme no seu caminho de desservir o país. Dessa vez ao fechar os olhos ao passado que ajuda a explicar a opção pela selvageria feita no domingo e só se concentrar no óbvio e que mais lhe interessa. O post ficou enorme e por isso foi pro Pensata.
24.10.05
Banditismo por uma questão de classe
Gustavo Barreto, no blog Panorama da Mídia, afirma que o banditismo voltou às páginas dos jornais. Sou forçado a discordar do bravo companheiro. Não pode ressurgir algo que nunca desapareceu.
Tio Sam de olho em você
As impressoras laser coloridas imprimem códigos invisíveis nos documentos, sem que o usuário o saibam. Esses códigos são de conhecimento dos serviços secretos americanos, que, assim, podem identificar que documento saiu de que máquina. Maluquice? Paranóia? Bem, a denúncia é da Electronic Frontier Foundation (EFF), a respeitada organização de defesa as liberdades civis na internet.
Briga na quadrilha
Ex-assessor de Colin Powell acusa vice de Bush e Donald Rumsfeld de conspiração.
23.10.05
Nos trinques
Hilka Telles assumiu a chefia de reportagem d'O Dia e começou jogando duro:
Meninas:
Sei que o assunto é um saco e que algumas aqui vão ficar chateadas comigo. Contudo, espero que, mesmo aborrecidas, compreendam os meus argumentos.
Que tal se estabelecêssemos algumas diretrizes sobre vestuário, como ocorre em toda e qualquer empresa?
Pois é. Nenhuma de nós aqui tem salário para vestir Coco Chanel, mas também não precisamos exagerar e chegar às raias do simplérrimo, não é mesmo? Sabemos que tanto podemos ir ao morro, quanto ao gabinete da governadora, num mesmo dia, em obediência às necessidades do serviço. Por isso, espero que todas encontrem um meio termo na hora de se vestir e se calçar para trabalhar.
Tenho reparado uma informalidade excesiva em alguns casos. Por favor, não usem chinelos. Sandálias baixas, sempre que quiserem, mas de couro ou material semelhante. Não importa o quanto tenha custado o chinelo e qual a griffe - ele será sempre um chinelo, daqueles que a gente usa para ir à praia, à feira, etc, nada recomendável para uso em trabalho. Evitemos, da mesma maneira, roupas com decotes generosos, barrigas de fora e saias curtas em demasia.
Afinal, representamos um jornal sério, somos a personificação dele. O entrevistado, quando vê um repórter vestido e/ou calçado de maneira inadequada, faz críticas ao jornal e constrói uma imagem errada sobre o nosso trabalho. Um repórter mal vestido passa a ser visto como um profissional ruim. É assim que a banda toca. Não sejamos ingênuos: querendo ou não, as pessoas fazem a ilação entre uma coisa e outra. Quando estamos bem apresentáveis, as portas se abrem com mais facilidade - sem contar que a gente evita aquele olharzinho de soslaio dos entrevistados para a nossa roupa/sapato.
Espero que todas compreendam e colaborem.
Abraços, Hilka Telles.
Está aberto o debate. Escolham as armas e salve-se quem puder!
Meninas:
Sei que o assunto é um saco e que algumas aqui vão ficar chateadas comigo. Contudo, espero que, mesmo aborrecidas, compreendam os meus argumentos.
Que tal se estabelecêssemos algumas diretrizes sobre vestuário, como ocorre em toda e qualquer empresa?
Pois é. Nenhuma de nós aqui tem salário para vestir Coco Chanel, mas também não precisamos exagerar e chegar às raias do simplérrimo, não é mesmo? Sabemos que tanto podemos ir ao morro, quanto ao gabinete da governadora, num mesmo dia, em obediência às necessidades do serviço. Por isso, espero que todas encontrem um meio termo na hora de se vestir e se calçar para trabalhar.
Tenho reparado uma informalidade excesiva em alguns casos. Por favor, não usem chinelos. Sandálias baixas, sempre que quiserem, mas de couro ou material semelhante. Não importa o quanto tenha custado o chinelo e qual a griffe - ele será sempre um chinelo, daqueles que a gente usa para ir à praia, à feira, etc, nada recomendável para uso em trabalho. Evitemos, da mesma maneira, roupas com decotes generosos, barrigas de fora e saias curtas em demasia.
Afinal, representamos um jornal sério, somos a personificação dele. O entrevistado, quando vê um repórter vestido e/ou calçado de maneira inadequada, faz críticas ao jornal e constrói uma imagem errada sobre o nosso trabalho. Um repórter mal vestido passa a ser visto como um profissional ruim. É assim que a banda toca. Não sejamos ingênuos: querendo ou não, as pessoas fazem a ilação entre uma coisa e outra. Quando estamos bem apresentáveis, as portas se abrem com mais facilidade - sem contar que a gente evita aquele olharzinho de soslaio dos entrevistados para a nossa roupa/sapato.
Espero que todas compreendam e colaborem.
Abraços, Hilka Telles.
Está aberto o debate. Escolham as armas e salve-se quem puder!
Jogo feito
Era a favor do "sim", mas devo admitir que a vitória acachapante do "não" será um passo adiante no processo histórico brasileiro pelos seguintes pontos:
1. Fim de mito - Brasileiro é cordial coisa nenhuma. Como disse esse conhecedor da alma brasileira, Larry Rohter (demonstrando, mais uma vez, que mesmo um relógio parado acerta duas vezes ao dia), brasileiro gosta mesmo é de dar tiro na fuça dos outros.
2. Fim do diálogo - Agora é lei: a sociedade brasileira não deseja ver resolvidos seus conflitos - sociais, raciais, econômicos, de gênero ou de qualquer outro tipo - por meio do diálogo. O negócio é na bala - quem atirar primeiro e/ou melhor ou tiver maior poder de fogo terá razão. Esse tipo de "debate" passa a valer para tudo: de reforma agrária a briga de trânsito, de desavença entre vizinhos a redistribuição de renda, de cotas para negros a reunião de condomínio.
3. Solidariedade é o cacete - Esse é mais um corolário dos dois primeiros itens. Se o negócio é decidir as coisas à bala, não há espaço para a idéia de solidariedade.
4. De volta para o futuro - Num post que está na Pensata, escrevi que o Brasil teria escorrido pelo ralo da História no Século XXV. Com o resultado de hoje, tenho que refazer as previsões: não duraremos mais 150 anos. Não é possível que uma sociedade sobreviva à violência como forma de resolver conflitos. O processo será mais rápido e muito mais doloroso - movido a hectolitros de sangue.
Bom, então estamos conversados: quem quiser - e puder - viver num país civilizado, que se mande daqui. No Brasil, de hoje em diante, o que vale oficialmente é a barbárie.
1. Fim de mito - Brasileiro é cordial coisa nenhuma. Como disse esse conhecedor da alma brasileira, Larry Rohter (demonstrando, mais uma vez, que mesmo um relógio parado acerta duas vezes ao dia), brasileiro gosta mesmo é de dar tiro na fuça dos outros.
2. Fim do diálogo - Agora é lei: a sociedade brasileira não deseja ver resolvidos seus conflitos - sociais, raciais, econômicos, de gênero ou de qualquer outro tipo - por meio do diálogo. O negócio é na bala - quem atirar primeiro e/ou melhor ou tiver maior poder de fogo terá razão. Esse tipo de "debate" passa a valer para tudo: de reforma agrária a briga de trânsito, de desavença entre vizinhos a redistribuição de renda, de cotas para negros a reunião de condomínio.
3. Solidariedade é o cacete - Esse é mais um corolário dos dois primeiros itens. Se o negócio é decidir as coisas à bala, não há espaço para a idéia de solidariedade.
4. De volta para o futuro - Num post que está na Pensata, escrevi que o Brasil teria escorrido pelo ralo da História no Século XXV. Com o resultado de hoje, tenho que refazer as previsões: não duraremos mais 150 anos. Não é possível que uma sociedade sobreviva à violência como forma de resolver conflitos. O processo será mais rápido e muito mais doloroso - movido a hectolitros de sangue.
Bom, então estamos conversados: quem quiser - e puder - viver num país civilizado, que se mande daqui. No Brasil, de hoje em diante, o que vale oficialmente é a barbárie.
21.10.05
Assassinato de menores chega à OEA
O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará denunciará na OEA grupo de extermínio organizado por uma rede de farmácias e operado por uma empresa de segurança e por PMs. Leia mais.
18.10.05
Na briga teles x Organizações Globo, adivinha quem dança?
Essa foi mole, né? Nós, claro. Veja como e por que nesta análise do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.
17.10.05
Vai dar problema. Outra vez.
Conflitos por terra continuam ocorrendo no Sul e Sudeste do Pará e ninguém liga. Até haver um daqules periódicos massacres, é claro. Desta vez, a batalha está para ocorrer em Conceição do Araguaia.
Pela Democratização da Comunicação
Começou hoje, quando se comemora o Dia Internacional pela Democratização da Mídia, a III Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, durante a qual várias atividades serão realizadas por todo o país. Leia mais informações.
Você também não?
Conselheiro pergunta:
Que houve com o Globo no Ar? Não consigo acessá-lo...
Eu também não. Que tal você tentar?
Que houve com o Globo no Ar? Não consigo acessá-lo...
Eu também não. Que tal você tentar?
16.10.05
Hein?
Conselheiro imagina o diálogo entre o plantão da madruga do novo jornal Q! e um policial de DP:
- Alô, aqui é fulano do Q!...
- Do quê?
- Do Q!
- Do quê?
...
- Alô, aqui é fulano do Q!...
- Do quê?
- Do Q!
- Do quê?
...
É rei!
Wilson Tosta é grande. Leia.
15.10.05
Derrota geral
OOOPS!! O post analisando a pesquisa do Ibope que saiu no Globo hoje ficou grandão também. Por isso foi pra Pensata.
A outra culpada
Para senhora ver, doutora Dora, como jornalismo malfeito pode ser um perigo público é só analisar esse caso do fuzuê acontecido na Vila Belmiro no jogo entre Santos e Corinthians. Esse jogo era um dos três que o Edílson Pereira de Carvalho disse (já nas fitas gravadas pela PF e depois confirmou em depoimento) que não tinha conseguido manipular mesmo tentando - os outros foram Juventude x Figueirense e Fluminense x Brasiliense. Mas eis que o desembargador Luiz Sveiter, presidente do STJD, ignorando o próprio tribunal que preside, anulou todos os 11 jogos apitados por Edílson. Ele só se sentiu seguro para tomar uma atitude tão estrepitosa e inopinada porque ela foi defendida com unhas e dentes por todos os veículos das Organizações Globo - os jornalistas que fizeram as matérias no meio - mais interessada em seus ganhos comerciais do que em fazer justiça.
Como sempre ocorre neste tipo de caso, a imprensa imediatamente começa a apontar o dedo em outras direções. Culpados absolutos são os trogloditas das torcidas organizadas - que certamente têm culpa e não só nesse caso - e o estádio de Vila Belmiro - realmente um pardieiro, mas que é assim desde que me conheço por gente e nunca sua interdição foi pedida por nenhum veículo de comunicação, ao que eu saiba. Só que esses fatores têm parte da culpa pelo ocorrido, mas não total e nem, na minha opinião, a maior. O que aconteceu no estádio do Santos foi provocado diretamente pela ação das OG - e à reboque dela pela maior parte da imprensa - no caso todo. O povo brasileiro não é muito inteligente - nossa História está aí mesmo para provar o fato de sobejo -, mas não é completamente estúpido. E dessa vez foi em cima exatamente de quem teve maior parte da culpa.
E não adianta dizer "ah! Mas o pessoal do Sportv não tinha culpa. Estava lá só trabalhando". Não tem essa não. Quem apurou, editou, publicou ou mandou ao ar matérias defendendo a injustiça da anulação dos 11 jogos foram jornalistas concretos que tomaram essa atitude conscientemente, inclusive manipulando informações (dizendo e escrevendo, por exemplo, que Edílson só tinha falado que não tinha conseguido manipular os três jogos citados apenas no depoimento e não nas fitas, como de fato ocorreu). Assim, escolheram, também conscientemente, um lado e, dessa maneira, assumiram todas as conseqüências que poderiam advir dessa tomada de posição.
Como sempre ocorre neste tipo de caso, a imprensa imediatamente começa a apontar o dedo em outras direções. Culpados absolutos são os trogloditas das torcidas organizadas - que certamente têm culpa e não só nesse caso - e o estádio de Vila Belmiro - realmente um pardieiro, mas que é assim desde que me conheço por gente e nunca sua interdição foi pedida por nenhum veículo de comunicação, ao que eu saiba. Só que esses fatores têm parte da culpa pelo ocorrido, mas não total e nem, na minha opinião, a maior. O que aconteceu no estádio do Santos foi provocado diretamente pela ação das OG - e à reboque dela pela maior parte da imprensa - no caso todo. O povo brasileiro não é muito inteligente - nossa História está aí mesmo para provar o fato de sobejo -, mas não é completamente estúpido. E dessa vez foi em cima exatamente de quem teve maior parte da culpa.
E não adianta dizer "ah! Mas o pessoal do Sportv não tinha culpa. Estava lá só trabalhando". Não tem essa não. Quem apurou, editou, publicou ou mandou ao ar matérias defendendo a injustiça da anulação dos 11 jogos foram jornalistas concretos que tomaram essa atitude conscientemente, inclusive manipulando informações (dizendo e escrevendo, por exemplo, que Edílson só tinha falado que não tinha conseguido manipular os três jogos citados apenas no depoimento e não nas fitas, como de fato ocorreu). Assim, escolheram, também conscientemente, um lado e, dessa maneira, assumiram todas as conseqüências que poderiam advir dessa tomada de posição.
Caso de medalha
Com a devida vênia, doutora Dora Beatriz Wilson, creio que a senhora está errada em pedir a punição do Fellipe Awi, repórter do Globo, por ele ter feito matéria sobre a briga entre Coca-Cola e Brasil Telecom pela imagem da Daiane dos Santos. O rapaz fez o trabalho dele ao contar uma história que soube e apurou. Se houve quebra de sigilo funcional não foi dele, foi de quem lhe contou o que estava ocorrendo, certo? Além disso, o Código Penal é lei, mas tem uma Lei Maior e essa diz que sigilo da fonte é inviolável. Se o Awi tivesse cometido ele um crime ao tornar pública a história - como no caso daqueles coleguinhas americanos que entregaram a espiã da CIA porque o marido avisou que o Bush estava mentindo sobre o motivo para entrar em guerra ao Iraque - dava pra discutir bem, mas não é o caso(na história americana, a divulgação em si já é crime capitulado).
Na verdade, doutora Dora, acho que em vez de tentar botar o Awi em cana a senhora devia era apresentar o nome dele para receber uma medalha do MP. É que, hoje em dia, repórter fazer o seu trabalho de maneira minimamente decente é tão raro que é caso de homenagens e recebimento de comenda em público.
Na verdade, doutora Dora, acho que em vez de tentar botar o Awi em cana a senhora devia era apresentar o nome dele para receber uma medalha do MP. É que, hoje em dia, repórter fazer o seu trabalho de maneira minimamente decente é tão raro que é caso de homenagens e recebimento de comenda em público.
13.10.05
Mais um reforço
Depois do fantasmagórico - e hilário - Avenida Brasil, que analisa e avacalha o JB (pelo menos tenta duramente, já que é bem difícil esculhambar ainda mais aquilo), eis que surge O Globo no Ar, blog dedicado ao jornal da Irineu Marinho. Muito bom! Espero agora um d'O Dia, um da Folha e outro do Estadão. Vamos lá, pessoal! Depois de nove anos e meio nessa praia, posso garantir a quem se interessar em botar na Rede um blog desse tipo que assunto é o que não vai faltar!
12.10.05
Fórum de professores de jornalismo
Dia 15 será realizado, na Faculdade de Filosofia de Campos, o I Encontro Rio de Janeiro-Espírito Santo de Professores de Jornalismo.
Filósofo pede reparação dos erros da imprensa
O mesmo Conselheiro manda essa:
Filósofo pede agilidade na reparação de erros da imprensa
Na audiência pública do Conselho de Comunicação Social, o filósofo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) Denis Rosenfield defendeu mecanismos mais ágeis de reparação para pessoas acusadas injustamente pela imprensa. Para o filósofo, a imprensa não deve ter nenhum tipo de cerceamento, mas precisa ter maior responsabilidade sobre o que publica.
Rosenfield defendeu a criação de mecanismos que aproximem a sociedade dos veículos de comunicação, aumentando o espaço de responsabilidade social destes. Entre esses mecanismos, o filósofo citou a instituição do ombudsman (funcionário encarregado de observar e criticar as práticas de uma empresa, colocando-se no ponto de vista do público).
Esse pedido ganha maior peso quando se sabe que Rosenfield é um conservador de carteirinha. Ou seja, mesmo os conservadores estão começando sentir que a mídia, que sempre lhes dá maior espaço e tempo, está saindo do seu controle, trabalhando por interesses políticos próprios que podem, em alguma medida, prejudicá-los.
Filósofo pede agilidade na reparação de erros da imprensa
Na audiência pública do Conselho de Comunicação Social, o filósofo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) Denis Rosenfield defendeu mecanismos mais ágeis de reparação para pessoas acusadas injustamente pela imprensa. Para o filósofo, a imprensa não deve ter nenhum tipo de cerceamento, mas precisa ter maior responsabilidade sobre o que publica.
Rosenfield defendeu a criação de mecanismos que aproximem a sociedade dos veículos de comunicação, aumentando o espaço de responsabilidade social destes. Entre esses mecanismos, o filósofo citou a instituição do ombudsman (funcionário encarregado de observar e criticar as práticas de uma empresa, colocando-se no ponto de vista do público).
Esse pedido ganha maior peso quando se sabe que Rosenfield é um conservador de carteirinha. Ou seja, mesmo os conservadores estão começando sentir que a mídia, que sempre lhes dá maior espaço e tempo, está saindo do seu controle, trabalhando por interesses políticos próprios que podem, em alguma medida, prejudicá-los.
Barões vencem outra no CCS
O Conselho de Comunicação Social, que é dominado pelos barões da mídia, decidiu, segunda-feira, apoiar a Proposta de Emenda Constitucional que limita a participação estrangeira a 30% do capital das empresas produtoras, programadoras ou provedoras de conteúdo de comunicação social eletrônica e também nas empresas de acesso à internet. A PEC 55/2004, de autoria do senador Maguito Vilela (PMDB-GO), tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O parecer aprovado é do conselheiro Paulo Tonet, que representa as empresas da imprensa escrita no CCS (mas como os barões mandam em todas as mídias, exceto (ainda) na internet, essa distinção só existe para eles serem sobrerepresentados no Conselho).
A PEC do senador Maguito é uma tentativa de impedir que as capitalizadas telecoms entrem no campo da produção de conteúdo, promovendo uma maior diversidade de produtos e permitindo a virtual monopolização do setor nas mãos das Organizações Globo. Aprovada a PEC, só os atuais barões - com as OG à frente - poderão produzir conteúdo no país, obrigando as telecoms a comprar deles as produções que necessitarem para ocupar os seus sites e celulares.
Grato ao Conselheiro que me deu o toque.
A PEC do senador Maguito é uma tentativa de impedir que as capitalizadas telecoms entrem no campo da produção de conteúdo, promovendo uma maior diversidade de produtos e permitindo a virtual monopolização do setor nas mãos das Organizações Globo. Aprovada a PEC, só os atuais barões - com as OG à frente - poderão produzir conteúdo no país, obrigando as telecoms a comprar deles as produções que necessitarem para ocupar os seus sites e celulares.
Grato ao Conselheiro que me deu o toque.
Favelafobia
O Companheiro Gaspari inventa essa palavra para lembrar o que era moda no Rio nos anos 60 e que O Globo tenta reviver agora. Sobre assunto, apesar do atraso (ando usando o pouco tempo que tenho para estudar o que dá pro concurso do BNDES), acho que vale o comentário de um Conselheiro sobre o "debate" promovido pelo jornal da Irineu Marinho nas páginas da edição de domingo passado:
O que foi o artigo de Roberval Uzeda, falando como morador das favelas, entre os artigos que discutiam alternativas à favelização ontem em The Globe?????? O cara já foi pai-de-santo, compositor de jingles, político, auto-proclamado presidente de associação de moradores, enfim será que a única pessoa nas comunidades capaz de dizer algo sobre esse inacreditável debate??
Ou a idéia era partir pro achincalhe mesmo?
O que foi o artigo de Roberval Uzeda, falando como morador das favelas, entre os artigos que discutiam alternativas à favelização ontem em The Globe?????? O cara já foi pai-de-santo, compositor de jingles, político, auto-proclamado presidente de associação de moradores, enfim será que a única pessoa nas comunidades capaz de dizer algo sobre esse inacreditável debate??
Ou a idéia era partir pro achincalhe mesmo?
9.10.05
Para longe dos cartões postais
Pingue-pongue com Jailson de Souza, da ONG Observatório das Favelas, sobre da ressurreição da proposta de remoção das favelas da Zona Sul do Rio.
Meio ambiente e jornalismo
Já de 12 a 14 próximos será realizado em Santos o 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas Ambientais. Além de coleguinhas brasileiros, estarão presentes jornalistas de outros países da América Latina, dos EUA e da Europa. Mais informações aqui.
África, Brasil e mídia
Dea manhã a sexta será realizado em São Paulo o Encontro Internacional África-Brasil Igualdade Racial: um Desafio para a Mídia. Jornalistas africanos estarão presentes e debaterão com seus colegas brasileiros trocando idéias para tornar a diversidade racial uma realidade do lado de lá e do lado de cá do Atlântico. Leia mais.
A guerra contínua
Entra Adminsitração, sai Administração, a guerra de brancos contra índios continua em boa parte do país. Os assassinatos voltaram a ocorrer na região de Cruzeiro no Sul (AC), depois do começo da construção da BR-364. Leia sobre mais uma dessas histórias de violência sobre a qual pouca gente sabe e menos ainda liga.
7.10.05
Um passo na direção certa
A TV Câmara e a Radiobrás estão autorizadas a produzir e veicular um programa semanal de 50 minutos sobre ética e o direito à comunicação na tevê brasileira. Leia mais sobre o assunto, que me foi passado por atento conselheiro, a quem agradeço muitíssimo.
Ah! Não se surpreenda se os barões da midia protestarem, vilipendiarem e ridicularizarem o programa desde já.
Ah! Não se surpreenda se os barões da midia protestarem, vilipendiarem e ridicularizarem o programa desde já.
Poço sem fundo
Parece que a degradação da Veja não tem limites. Conselheira descobriu essas na edição que ainda etá nas bancas:
Morreram: O embaixador, advogado e historiador Sérgio Corrêa da Costa [...] Diplomata da era pré-Lula, quando falar inglês com perfeição era um pré-requisito para o exercício das relações internacionais e não prejudicava a carreira [...]
Encontrada: uma tartaruga de água doce de duas cabeças, em Havana, Cuba. [...] A preocupação agora é que, se um dia esse tipo de mutação ocorrer em seres humanos cubanos, o regime castrista terá mais trabalho com a degola de dissidentes.
A conselheira pergunta se "é a consolidação do jornalismo-gracinha".
Em minha opinião não, porque sequer é jornalismo.
Mas haverá gente que ache ser uma atitude "corajosa e revolucionária" da revista dos Civita...
Morreram: O embaixador, advogado e historiador Sérgio Corrêa da Costa [...] Diplomata da era pré-Lula, quando falar inglês com perfeição era um pré-requisito para o exercício das relações internacionais e não prejudicava a carreira [...]
Encontrada: uma tartaruga de água doce de duas cabeças, em Havana, Cuba. [...] A preocupação agora é que, se um dia esse tipo de mutação ocorrer em seres humanos cubanos, o regime castrista terá mais trabalho com a degola de dissidentes.
A conselheira pergunta se "é a consolidação do jornalismo-gracinha".
Em minha opinião não, porque sequer é jornalismo.
Mas haverá gente que ache ser uma atitude "corajosa e revolucionária" da revista dos Civita...
6.10.05
Costa arma para manter concentração com a TV Digital
Entidades da sociedade civil protestam publicamente contra as decisões do ministro das Comunicações Hélio Costa no processo de decisão sobre a introdução da TV Digital no Brasil. Seguindo as determinações dos barões da mídia, o ministro tem tratado de garantir que o atual padrão de concentração da mídia eletrônica no país não só seja mantido como até ampliado. Veja a carta das entidades que contém uma excelente análise da atual situação e explica porque o cidadão está a ponto de dançar de novo.
O bom combate da Andi
A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) prossegue no bom combate pela melhoria da cobertura da infância e juventude pela mídia brasileira. Tem sido infrutífero até agora, mas desistir não é uma opção. Leia mais.
Teoria do "futebol de negócios"
Veja a explicação teórica do motivo pelo qual os 11 jogos do Campeonato Brasileiro apitados por Edílson Pereira de Carvalho foram anulados e por que o futuro campeão brasileiro é usado como lavanderia pela máfia russa.
A guerra da água
Já começou e é silenciosa. Mas não deve continuar assim por muito tempo. Veja o porquê.
Saúde para todos. Na Venezuela.
Como essa não vai sair na nossa imprensa, talvez você devesse lê-la para ter um outro lado da questão.
4.10.05
"Veja" de arma na mão
Essa capa da "Veja" defendendo o pessoal da bala para mim só tem uma explicação racional: a revista perdeu muitos assinantes em sua campanha tresloucada em favor do golpe de estado contra o Nove-Dedos e agora tem que caçar leitor na banca. E na banca, como está escrito em qualquer cartilha, ganha quem grita mais alto e dá maior choque. É algo no caminho do que o JB está fazendo (hoje esse saiu com "Vem aí o perdão dos pecadores").
O problema com essa estratégia é que leitor que compra só em banca é volúvel e sempre sedento de mais sangue - se não receber doses cada vez mais copiosas, não compra. E o mercado publicitário sabe desse fato e por isso só valoriza o assinante, diminuindo o valor dos "torce-e-sai-sangue".
Como se vê é estratégia perigosa e que cheira a desespero.
Essa capa da "Veja" defendendo o pessoal da bala para mim só tem uma explicação racional: a revista perdeu muitos assinantes em sua campanha tresloucada em favor do golpe de estado contra o Nove-Dedos e agora tem que caçar leitor na banca. E na banca, como está escrito em qualquer cartilha, ganha quem grita mais alto e dá maior choque. É algo no caminho do que o JB está fazendo (hoje esse saiu com "Vem aí o perdão dos pecadores").
O problema com essa estratégia é que leitor que compra só em banca é volúvel e sempre sedento de mais sangue - se não receber doses cada vez mais copiosas, não compra. E o mercado publicitário sabe desse fato e por isso só valoriza o assinante, diminuindo o valor dos "torce-e-sai-sangue".
Como se vê é estratégia perigosa e que cheira a desespero.
Anistia Internacional x FBI
A Anistia Internacional exige uma investigação independente sobre o assassinato do líder independentista porto-riquenho Filiberto Ojeda Ríos, morto pelo FBI. Leia mais.
Democratização no Recife
A terrinha está sediando, até o dia 9, a III Semana Nacional pela Democratização dos Meios de Comunicação. Mais informações aqui.
W.O.
Essa saiu ontem no Globo On
21h53m Brasileiro 2005
Fla tem adversário na estréia do Carioca-2006
21h53m Brasileiro 2005
Fla tem adversário na estréia do Carioca-2006
Mais uma pomba se vai...
Regina Zappa também deixa a assessoria da Petrobras. Vai para casa cuidar do livro que escreve sobre Hugo Carvana, mas aceita frilas e bons projetos.
Esclarecimento
Você deve ter notado que tirei o post sobre o artigo de Luiz Antônio Giron sobre a calúnia que ele sofreu de "Veja" - e o atalho que ele continha para o artigo inteiro, na Pensata. É que a Conselheira que mandou o emeio que lhe foi endereçado pediu, aflita, que eu o retirasse até que Giron o publicasse no site da AOL, para o qual foi feito originalmente. Como a Conselheiranão tinha avisado que o artigo estava embargado, eu o publiquei, mas como não quero prejudicar ninguém, retirei-o. O artigo volta assim que for mandado pra Rede, ok?
2.10.05
Só pode ser sacanagem...- II
O que é aquela entrevista com Lélia Fraga, secretária municipal de Urbanismo na administração Marcello Alencar?
Lá pela tantas, a mulher manda essa:
Seria possível remover uma favela do porte da Rocinha para um lugar como esse?
LÉLIA: Tecnicamente, sim. Mas acho a remoção total de favelas grandes como a Rocinha inviável, por conta das implicações envolvidas. Você tem é que procurar frear o seu crescimento.
Que implicações?
LÉLIA: Implicações de ordens política e estrutural. As pessoas que moram lá têm envolvimentos, que não vem ao caso falar.
Como "não falar"?! Mas essas "implicações" é o poder do tráfico numa favela como a Rocinha e a reação dos traficantes a uma remoção que acabaria com o seu mando! É um dado essencial do problema proposto! Como não falar disso?
Pois não é que não se falou mesmo mais do assunto? Não se insistiu no ponto, apesar da gritante importância dele. Realmente, essa matéria põe o conceito de "reco" em outro patamar ("reco", para quem não trabalha ou trabalhou nas redações do Rio, é aquela matéria definida pela alta direção da redação ou mesmo do jornal, na qual o repórter é pouco mais do que um boy de luxo, indo lá apenas para ver e ouvir, e depois transcrever, o que interessa ao jornal).
Lá pela tantas, a mulher manda essa:
Seria possível remover uma favela do porte da Rocinha para um lugar como esse?
LÉLIA: Tecnicamente, sim. Mas acho a remoção total de favelas grandes como a Rocinha inviável, por conta das implicações envolvidas. Você tem é que procurar frear o seu crescimento.
Que implicações?
LÉLIA: Implicações de ordens política e estrutural. As pessoas que moram lá têm envolvimentos, que não vem ao caso falar.
Como "não falar"?! Mas essas "implicações" é o poder do tráfico numa favela como a Rocinha e a reação dos traficantes a uma remoção que acabaria com o seu mando! É um dado essencial do problema proposto! Como não falar disso?
Pois não é que não se falou mesmo mais do assunto? Não se insistiu no ponto, apesar da gritante importância dele. Realmente, essa matéria põe o conceito de "reco" em outro patamar ("reco", para quem não trabalha ou trabalhou nas redações do Rio, é aquela matéria definida pela alta direção da redação ou mesmo do jornal, na qual o repórter é pouco mais do que um boy de luxo, indo lá apenas para ver e ouvir, e depois transcrever, o que interessa ao jornal).
Só pode ser sacanagem... - I
Só pode ser essa a explicação para O Globo ter desenterrado a tese de remoção de favelas, uma idéia que apareceu nos tempos de Carlos Lacerda e sumiu, depois de rotundo fracasso social (onde se incluiu casos como Vila Kennedy e Cidade de Deus), antes mesmo do fim da ditadura militar. Será que o jornal dos Marinho pensa realmente que algum poder poderá remover alguma parte da Rocinha, do Dona Marta ou da Mineira (só se falou em favela da Zona Sul ou que no caminho de acesso a ela. Por que será?) sem que haja um banho de sangue no processo? Ou O Globo entende essa obviedade e apesar (ou por causa disso mesmo) apóia essa idéia que já era imbecil há 40 anos?
Por falar em farisaísmo...
As Organizações Globo conseguiram o que queriam: os 11 jogos que Edílson Pereira de Carvalho apitou no Brasileiro foram anulados. Agora, a Rede Globo pode dizer aos gringos interessados em comprar o seu principal produto de exportação no campo esportivo que este é limpo. Resta saber se os caras vão acreditar ao descobrirem que a virada de mesa beneficiou totalmente um time formado com dinheiro vindo da máfia russa.
Depois ainda dizem corrupção só existe no meio político...
Depois ainda dizem corrupção só existe no meio político...
Farisaísmo geral e irrestrito
Conselheiro comenta as matérias da semana passada, demonstrando o estado em que se encontra nossa imprensa:
1) Esta matéria das estatais [N do P: do Globo] não tem pé nem cabeça. Mistura empresa de produção de derivados de sangue com subsidiárias da Petrobrás. Tudo para gerar uma manchete fajuta de domingo, Governo Lula criou uma estatal por mês. O que tem a Hemobrás (empresa criada para produzir derivados de sangue, que são atualmente importados, a preços exorbitantes, produtos estratégicos para o País) a ver com a Petrobrás Argentina (criada, se não em engano, a partir da compra de uma petroleira local, parte dos planos de expansão da empresa, aliás lucrativíssima)? Nada, né? Pois o Globo faz uma mistureba total, não junta pé com bola, para gerar uma série cuja conclusão é: ai, que saudades do FHC!!!
2) Nossa imprensa está cada vez mais ideológica. Ontem, um ranking de PERCEPÇÃO do Fórum Econômico Mundial (percepção, Ivson, com o que executivos ACHAM), no qual o Brasil caiu SEIS ou oito posições, saiu com chamadas enormes nas primeiras páginas. Hoje, uma notícia concreta, que o Brasil foi o terceiro país a receber mais investimento estrangeiro direto em 2004, não teve chamada nos jornalões. Só deram dentro, é verdade que no Globo foi capa da Economia. E tem mais coisa. The Economist deu uma matéria enorme elogiando o Bolsa Família, solenemente ignorada no Brasil. The New York Times deu editorial elogiando a redução do desmatamento no Brasil. Isso gerou uma curta nota coberta, na Globonews, e mais nada. Agora, qq crítica, por mínima que seja, que saia na imprensa estrangeira, vira manchete, né? Por quê? Motivo óbvio, não?
3) A posição em relação à eleição do Aldo foi de um farisaísmo atroz. Sim, PTB, PL e PP são os partidos do mensalão, mas, se eles não votassem no Aldo, ele perderia, não? E ele não teve só votos deles. Ao fim e ao cabo, O Globo (e toda a imprensa) gostaria que o governo tivesse ficado paralisado e cedido o comando da Câmara ao PFL que, claro, partiria para o impeachment. Isso não aconteceu, os caras ficaram putos e aí descarregam em manchetes ressentidas. O Merval tem acenado com a tese de que teria sido melhor para o governo um presidente de oposição... Só rindo!
1) Esta matéria das estatais [N do P: do Globo] não tem pé nem cabeça. Mistura empresa de produção de derivados de sangue com subsidiárias da Petrobrás. Tudo para gerar uma manchete fajuta de domingo, Governo Lula criou uma estatal por mês. O que tem a Hemobrás (empresa criada para produzir derivados de sangue, que são atualmente importados, a preços exorbitantes, produtos estratégicos para o País) a ver com a Petrobrás Argentina (criada, se não em engano, a partir da compra de uma petroleira local, parte dos planos de expansão da empresa, aliás lucrativíssima)? Nada, né? Pois o Globo faz uma mistureba total, não junta pé com bola, para gerar uma série cuja conclusão é: ai, que saudades do FHC!!!
2) Nossa imprensa está cada vez mais ideológica. Ontem, um ranking de PERCEPÇÃO do Fórum Econômico Mundial (percepção, Ivson, com o que executivos ACHAM), no qual o Brasil caiu SEIS ou oito posições, saiu com chamadas enormes nas primeiras páginas. Hoje, uma notícia concreta, que o Brasil foi o terceiro país a receber mais investimento estrangeiro direto em 2004, não teve chamada nos jornalões. Só deram dentro, é verdade que no Globo foi capa da Economia. E tem mais coisa. The Economist deu uma matéria enorme elogiando o Bolsa Família, solenemente ignorada no Brasil. The New York Times deu editorial elogiando a redução do desmatamento no Brasil. Isso gerou uma curta nota coberta, na Globonews, e mais nada. Agora, qq crítica, por mínima que seja, que saia na imprensa estrangeira, vira manchete, né? Por quê? Motivo óbvio, não?
3) A posição em relação à eleição do Aldo foi de um farisaísmo atroz. Sim, PTB, PL e PP são os partidos do mensalão, mas, se eles não votassem no Aldo, ele perderia, não? E ele não teve só votos deles. Ao fim e ao cabo, O Globo (e toda a imprensa) gostaria que o governo tivesse ficado paralisado e cedido o comando da Câmara ao PFL que, claro, partiria para o impeachment. Isso não aconteceu, os caras ficaram putos e aí descarregam em manchetes ressentidas. O Merval tem acenado com a tese de que teria sido melhor para o governo um presidente de oposição... Só rindo!
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