30.6.05

 

Os outros lados do trator


   Como de hábito, no caso do "tratoraço" os lados ouvidos são bem selecionados, assim como os dados divulgados. Para uma visão mais ampla da questão, dê uma olhada aqui.

 

Cibercensura avança


   Não é só no ciberespaço americano que a chapa está quente. Aqui.

 

Visão de fora


   Uma visão estrangeira sobre a crise da Administração do Nove Dedos.

 

Trabalho interessante na Prefeitura


   A Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura do Rio realiza um elogiável trabalho de publicação de livros e estudos sobre o tema comunicação nos Cadernos de Comunicação, muito úteis tanto para estudantes e profissionais da área e também para interessados pelo assunto.

   Já o link direto para o local onde está a pesquisa mecionada pelo Raphael Perret no comentário do post abaixo é este. A pesquisa é o estudo 164.

29.6.05

 

Proposta de pesquisa


   Está mais do que na hora de ser feita uma nova pesquisa sobre a credibilidade dos meios de comunicação no Brasil. A última foi realizada em 99 e, mesmo tendo sido paga pela ANJ, revelou que 30% das pessoas não crêem ou pouco acreditam no que lêem nos jornais (para efeito de comparação, nas matérias sobre a revelação do Garganta Profunda, foi escrito que 45% dos americanos têm essa avaliação sobre os meios de comunicação em geral. E isso depois dos escândalos de Jason Blair e outros). Creio que uma pesquisa séria sobre o assunto - e que abrangesse também rádio, tevê e internet - deveria ser levada a cabo por uma entidade como o Observatório da Mídia ou outra ligada à Academia.

 

Irresponsabilidade


   A irresponsabilidade que grassa nas redações estabeleceu, nos dois últimos dias, um novo recorde. Na manchete sobre o helicóptero da Marinha que caiu sobre a faculdade Bennet, matando duas pessoas, o Extra - jornal que mais vende no país, é bom ter em mente - afirmou que a aeronave fora abatida a tiros por traficantes. Assim uns 300 mil leitores (fora os filões) passaram o dia de ontem temendo e reverenciando - "puxa, os caras estão encarando até as Forças Armadas" - esse câncer que corrói o Rio e contra o qual jornais sempre pedem providências a todas autoridades da terra e do Céu.

   Hoje, em vez de dar destaque às negativas comprovadas dos investigadores sobre a possiblidade de o aparelho ter sido abatido a tiros, o jornal preferiu dar como manchete a afirmação óbvia da Marinha de que o helicóptero estava em bom estado de conservação. Só lá no meio vinham os desmentidos categóricos tanto da PM, quanto da Marinha e ainda os testemunhos de pessoas que viram a aeronave cair e ouviram um estrondo, não um estampido, antes da tragédia.

   E aí, como fica? Fica por isso mesmo. Ninguém vai ser punido por este desserviço à coletividade e à cidadania. Os jornalistas não perderão o emprego e nenhum cidadão poderá representar contra eles pedindo a cassação de seu registro por negligência profissional, pois não existe um conselho, ordem ou coisa que o valha para punir esses maus profissionais.

 

O mestre polonês


   Ignácio Ramonet escreve sobre o grande repórter polonês Ryszard Kapuscinski.

 

Shakespeare e Jefferson


   Carta Ácida de Flávio Aguiar.

28.6.05

 

Anúncio: florestas para alugar. Dá-se preferência a estrangeiros


   Projeto de lei de iniciativa do governo propõe concessão para exploração das florestas por 60 anos. A maior parte dos interessados é formada por múltis.

 

Anúncio: precisa-se de outro gringo para morrer no Pará


   A situação agrária no Pará deteriora-se à luz do sol, mas é ignorada pelo resto do país, graças ao silêncio da imprensa. Parece que só se lembra desta crise endêmica quando um gringo morre por lá.

 

É guerra! (na mídia)


   Depois de ler essa matéria, fica-se pensando quem são os escalados para o Brasil, quando isso ocorreu e com quem eles estão em contato.

27.6.05

 

Indiozinho morto é assunto; indiozão assassinado não


   Quando é para culpar governos pela morte de curumins subnutridos, a imprensa abre vastos espaços e verte muitas lágrimas crocodilais. Mas quando o bicho pega, o melhor é olhar pro outro lado.

 

Remédios coloridos


   Bem, já que ninguém parece estar a fim de discutir direito esse negócio de "medicina racial", aqui estão alguns argumentos.

 

Vizinhança barra-pesada


   O Grande Irmão do Norte resolveu ressuscitar a cooperação militar com os nossos vizinhos paraguaios. E nós temos algo a ver com isso.

 

Lá é às claras


   Na Corte, os "homens da mala" têm até crachá.

 

Espectros vigilantes


   Você não sabe o que está perdendo por não visitar o blog Avenida Brasil, onde defuntos jornalistas do JB puxam os pés dos que se aproveitam da carcaça do ex-jornal da Condessa.

 

O porquê da pancadaria


   Gostaria de ver Dona Míriam - que outro dia transformou sua coluna numa encruzilhada para um despacho tucano pela contaminação da economia pela política - e outros coleguinhas falarem dessa pesquisa.

24.6.05

 

O nosso JC...


   Conselheiro espiritual alerta para um recorde do Jornal do Commercio:

      Na edicao desta quinta-feira, o jc conseguiu um feito que deve ser inedito no jornalismo pos-chatô. a manchete "Inauguração da Rio Polímeros dá início ao Pólo Gás-Químico" leva a um encarte publicitário pago pela própria RioPol e pelo Governo do Estado!!!!

      Repare, nao eh uma tarjinha, nem uma pequena chamada, eh a manchete do jornal.

 

Tri-FHC


   Por falar em FHC, a entrevista ao jornal oficial serviu também para lançar oficialmente a sua recandidatura ao Planalto. Notícia que, em outras circunstâncias, seria chamadona de primeira, mas, na atual conjuntura, o pessoal preferiu fingir que não entendeu.

 

"Arrepia, zagueiro..."


   Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas foi preciso neguinho denunciar que havia golpismo no ar para que a oposição desse uma meia-trava. Até o FHC apareceu no jornal oficial para botar água na fervura. É mesmo como dizia Jorge Ben, antes de virar Benjor:

      Zagueiro tem que ser malandro
      Quando tiver perigo com a bola no chão
      Pensar rápido e rasteiro
      Ou sai jogando ou joga bola pro mato
      Pois o jogo é de campeonato

 

Preparando Túnis


   Atrasado pacas, mas ainda importante, creio: o que aconteceu na Conferência Regional para América do Sul e Caribe sobre a Sociedade da Informação, realizada no Rio entre 8 e 10 de junho. O encontro foi mais um dos que vêm ocorrendo pelo mundo visando à Conferência Mundial sobre a Sociedade da Informação, marcada para Túnis, em outubro.

 

O orkut, os blogs e as redes sociais


   Artigo da professora Raquel da Cunha Recuero, da Universidade de Pelotas, sobre como as aplicações práticas da Comunicação Mediada por Computador está ampliando a teoria das redes sociais.

 

Mídia pública é outra coisa


   A BBC decidiu mudar sua linha editorial (aqui a notícia publicada no Globo, reproduzida na Pensata, agora com novo leiáute). O grupo de mídia das terras de Isabel II decidiu que é mais importante que os fatos relatados sejam os mais corretos possíveis do que serem dados a conhecer ao distinto público da maneira mais veloz .

   Nos dias de hoje, quando a velocidade da informação se tornou um valor em si (como escreveu a professora Sylvia Moretszohn em livro), uma decisão desse porte só poderia ser tomada por uma tevê pública, pois para ela informar corretamente o seu cliente - que é também o cara que sustenta a empresa diretamente - é realmente a base de sua razão de ser. Isso sim é que é ter compromisso com informação cidadã. O resto são "parolas flácidas para bovinos dormitarem".

23.6.05

 

Imagem partida


   Teve muito sujeito feliz da vida com a foto publicada hoje pelo Dia mostrando o Leonardo Di Caprio com a cara danificada por uma garrafada que teria tomado durante uma briga. Só que a foto que saiu no valoroso matutino da Rua do Riachuelo não é a da agressão. É uma de still (aquelas que ficam nos cartazes) do filme "A Praia", no qual o mancebo toma uns tabefes bem colocados. Um engraçadinho pôs a foto na Rede, com um corte que parece ter sido causado pela garrafada, e O Dia engoliu com anzol e tudo.

 

Chiapas esquenta - II


   Subcomandante Marcos explica o Alerta Vermelho em Chiapas.

 

Roda-zumbi


   Atrasado porque só peguei o emeio do Conselheiro há pouco, mas serve de roteiro para aqueles coleguinhas que resolverem realmente levar à sério o trabalho:

      O Roda Viva ontem estava uma gracinha. Parecia um bando de colegiais fazendo figuração em volta do picadeiro montado por Roberto Jefferson dentro de um dos mais importantes programas de entrevistas da televisão brasileira. Quase não dá para acreditar que jornalistas daquela importância não tenham aproveitado o momento para desmascarar o bufão. Ninguém lembrou de fazer as perguntas que não querem calar:

      Quais deputados do PTB pressionaram para receber o mensalão?

      Como Roberto Jefferson conseguiu dissuadi-los, foi só ameaçando deixar a presidência do PTB?

      Os deputados só poderiam receber o mensalão com autorização de Roberto Jefferson?

      Por que decidiram permanecer no PTB recebendo nada em lugar de se bandearem para o PP ou o PL, onde o mensalão estaria rolando solto?

      Por que não os expulsou do partido imediatamente preferindo manter no PTB um bando de parlamentares confessadamente venais?

      Por que não foi à tribuna denunciar o mensalão assim que soube de sua existência através dos deputados do PTB, cumprindo com sua obrigação de parlamentar?

      Quanto levou ou que vantagem obteve para calar por tanto tempo, preferindo ficar de fuxico nos corredores fazendo apenas insinuações?

      Se Molina não tivesse sido pego ou não tivesse citado seu nome, Roberto Jefferson teria denunciado o mensalão?

      Enviei o questionário por e-mail, mas parece que a produção do programa não conseguiu entregá-lo ao mediador a tempo.

22.6.05

 

Que tal começar a trabalhar?


   Agora que, depois de três semanas de disse-me-disse, chegou a fase dos depoimentos na CPI quem sabe os coleguinhas resolvem parar de bancar o gravadores vivos e ficarem apenas reproduzindo palavras de deputado-muda-versão-todas-sem-provas, ex-presidente de estatal mitômano, secretária vagalume e amnésicos que subitamente recobram memória e começam a trabalhar direito? A Tereza Cruvinel começou, embora timidamente, e o Ilimar Franco avançou um pouquinho mais no caminho de fazer perguntas e confrontar versões. Tudo bem que a Veja, o Estadão e a Folha não façam isso, já que são panfletos da oposição mesmo, mas os outros veículos ao menos poderiam fingir que estão mesmo preocupados com a restauração da moralidade pública (ou, melhor, com a instauração, já que no Bananão isso jamais ocorreu).

 

Novo sítio


   É o do velho amigo Sergio Leo. Aí, à esquerda.

 

Ingratidão vernácula


   Globo online, hoje, 14h09min. (há testemunhas)

      Kléber agradeçe apoio ao Flu

 

Escola Base - II


   O companheiro Gáspari expõe hoje mais uma daqueles dramas que deviam envergonhar a sociedade brasileira: o linchamento moral de um cidadão pela imprensa e pelo MP, uma dupla que, na busca de ambos por manchetes, custem o que custar a quem quer que seja, não se detém diante de nada, quanto mais de um ser humano.

   Como a trama envolve a imprensa, ele procura desviar o assunto o mais que pode, jogando a culpa apenas no MP. No entanto, se não houvessem jornalistas ávidos por manchetes, que levam a prêmios jornalísiticos - ou outros, menos diretos -, nenhum procurador caça-manchetes se criaria. Se a imprensa realmente prezasse o público que ela diz servir, fatos como esse não ficariam restritos a uma coluna de meio de semana, e ainda assim com texto "tira-da-reta". Seriam tratados como aqueles semelhantes que ocorrem na imprensa americana e são fartamente noticiados por aqui.

21.6.05

 

Empregão em Miami


   Já pensou em morar nos Estados Unidos, trabalhar na tevê, ganhar bem à beça e não ter nem que se preocupar com a audiência? Veja aqui onde está este paraíso e otras cositas más.

 

Chiapas esquenta


   O pau ameaça comer solto de novo em Chiapas. Aqui e aqui.

 

Comunicação, direito de todos


   O Coletivo Intervozes lançou no Brasil, dia 17 passado, a pesquisa sobre Direito à Comunicação, que faz parte do Projeto de Governança Global (Global Governance Project, em inglês) criado pela campanha CRIS (Communication Rights in the Information Society – Direitos da Comunicação na Sociedade da Informação). Veja o que é e o que objetiva a pesquisa.

20.6.05

 

Se o negócio é derrubar mitos...


   Um estudioso chileno-alemão quer derrubar o mito de Salvador Allende e ganha espaço à beça para divulgar seu trabalho. Bem, já que é assim, vamos voltar ainda mais no tempo e lembrar o que fez outro mito, este muito caro ao Império.

 

Na Era da Desinformação


   Como o tempo real transformou a idéia da informação instantânea, portanto sem manipulação, na desinformação nossa de cada dia.

 

JC em Sampa


   Parece que sou bem lido naquelas esferas das quais nada sabemos. Recebi esse emeio assinado por "Ibanor Tartarotti" (para quem não sabe, foi presidente dos Diários Associados. Morreu em 2003).

      Ao que parece o jornal do commercio vai mesmo passar a circular em Sao Paulo. A ideia seria incluir noticiario de sp no jornal atual e nao criar uma versao diferente para o novo mercado. A pergunta que fica eh a seguinte. A Folha de S Paulo/folhapress e o Estado/AE, que fornecem pelo meno metadde do material publicado no jc, estao sabendo disso? eles concordam em alimentar um jornal que -- bem ou mal -- vai ser concorrente direto na capital paulista?

      abracos

 

blog x IE


   Recebi esse emeio de um novel (pelo que deduzo) leitor:

      O seu blog, "Coleguinhas, Uni-vos!", não funciona direito no browser Internet Explorer 6 SP2. A coluna larga da direita acaba verticalmente onde acaba a coluna estreita da esquerda. No Firefox 1.0.4, ele funciona perfeitamente.
      Caso os usuários do IE não sejam bem-vindos, solicito que coloque um aviso.
      Atenciosamente,
      André


   Nunca recebi um aviso desses e por isso pergunto a outros leitores se experimentaram problema semelhante.

15.6.05

 

Narcisismo da esquerda latino-americana


   Uma dura análise pela esquerda do que ocorre na Bolívia.

 

Lá também


   Seqüestro também é um bom negócio no Iraque.

 

Confuso


   Conselheiro ficou confuso sobre a ordem das matérias n'O Globo de hoje:

      Oi, Ivson, tudo bem?

      Estou com a 2ª edição do Globo de hoje aqui. O noticiário sobre o depoimento do Roberto Jefferson ocupa a seqüência das páginas 3 a 16. Ocorrem três exceções nessa série: as páginas 6 e 7, já esperadas, que formam a seção de Opinião do jornal. Mas a página 14 traz, além dos anúncios, apenas um box sobre os 67 anos do Bonequinho.

      Isso não seria uma matéria pra entrar no Segundo Caderno? Mesmo que fosse decidido que ela saira no caderno principal, não seria mais coerente deixá-la depois do noticiário sobre o depoimento? E por que celebrar os *sessenta e sete* anos do Bonequinho?

      Ficou parecendo notícia da época da ditadura, que era censurada e substituída por horóscopo, receita culinária etc. Matéria mais deslocada, impossível.

 

Sem sacanagem. Mesmo.


   Conselheiro explica o porquê do corte de acesso a certos sítios da internet por parte do Globo:

      Salve Ivson,

      Não quero defender a equipe de sistemas do Globo, sou contra qualquer bloqueio de site na Internet, mas só esclarecer que o objetivo principal deles é economia do link com a Internet, que é muito caro. Com a disseminação da banda larga, muitos divulgadores mandam fotos pela rede, da mesma forma que anúncios chegam em pacotes zipados, e os próprios fotógrafos do jornal e das sucursais também assim o fazem. Isso aumentou muito o tráfego pelo link. Recentemente fizeram um upgrade, aumentando esta capacidade, mas ainda não foi suficiente, continuam existindo reclamações constantes do próprio pessoal da redação e de outros departamentos que estão tendo demora no recebimento de material para uso no jornal. Algumas fotos chegam a levar 8 horas para entrar no sistema. Já que a empresa está em plena campanha para redução de custos, é mais óbvio que ataquem o uso dos funcionários do que paguem uma nota por mais link.

14.6.05

 

Ô decepção!


   O tom da cobertura sobre o fim do julgamento do Michael Jackson nos jornais brasileiros diz muito de como se está fazendo jornalismo por aqui. A decepção foi geral com a decisão pela inocência do ex-ídolo pop. Neguinho esperava a condenação para esfregar ainda mais a cara esbranquiçada do sujeito na lama. O júri deve ter feito um monte de páginas já preparadas serem deletadas dos computadores e muito editor xingar a idéia de que alguém é inocente até prova em contrário. Muito melhor, crêem, é o método deles: se os jornalistas decidirem que alguém é culpado, esse alguém é culpado e ponto final.

 

Sem sacanagem!


   Depois de reclamações, o pessoal da informática d'O Globo desbloqueou, no fim da tarde de ontem, o acesso ao site do nomínimo. Outros sítios, porém, continuam bloqueados. Entre esses não se encontram os do orkut, gazzag etc, que são até usados como fontes pelos coleguinhas do jornal.

13.6.05

 

O outro lado de Floripa


   Para variar, só tem um lado também na batalha do transporte coletivo em Floripa. Assim, eis outros relatos: aqui e aqui.

 

Do lado errado do equador


   Como esse não era americano, ninguém ligou.

 

Muita sacanagem!


   O Globo decidiu censurar - lá pode - o acesso a alguns sites por parte de seus empregados (provavelmente só a arraia-miúda). A desculpa, claro, foi impedir que o pessoal perdesse tempo em sites pornôs. Mas então por que o site do nomínimo também foi censurado?

10.6.05

 

Dia inspirado


   De volta à base, descubro que Wilson Tosta esteve inspiradíssimo no dia 7 de junho em seu Vida&Política.

8.6.05

 

O vício


   Off é mesmo um vício. Vejam esta história:

      O coleguinha liga para assessoria de imprensa de uma gigante estatal pedindo informações
sobre um determinado convênio com o Ibama. A assessora, que já trabalhou com o coleguinha em redação, atende com a maior boa vontade. Ouve algo que a deixa sem fala:

      - Olha, fulana, Quero duas informações suas. Uma, a oficial, Outra, já que você é minha velha conhecida, de bastidor, ok?

      Sem graça, a assessora anota o pedido e só no retorno dá a resposta.

      - Fulano, quanto às informações em OFF, realmente nem tenho como lhe passar, pois minha função é outra, né?

5.6.05

 

Em trânsito


   Viajo amanhã a serviço e fico fora do Rio até sexta-feira. Assim, a postagem ficará muito irregular por eu depender de ter um computador à mão para postar algo. Isso não será problema para quem assina o blog via Bloglet e é informado quando algo é publicado, mas para quem não o faz pode ser frustrante vir aqui e não haver nada de novo. Quanto a conselheiros e conselheiras peço que mandem suas colaborações, pois, na pior das hipóteses, recupero tudo quando voltar, se Deus quiser.

 

Independência, pero no mucho...


   No VI Fórum Brasil de Programação e Produção, realizando em Sampa e que terminou dia 1º, algumas tevês regionais subiram nas tamancas e afirmaram querer mais independência das redes e mais espaço para conteúdo local. No entanto, quando o coleguinha Paulo Markun lembrou que o projeto da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) seria a grande chance de ter uma produção regional forte por assentada sobre uma regulamentação, os radiodifusores logo rebarbaram a idéia. O projeto de Jandirão, talvez você lembre, regulamenta o artigo 221 da Constituição Federal e ficou 13 anos em tramitação na Câmara. Foi aprovado castrado e ainda assim está para ser enterrado vivo no Senado por pressão dos radiodifusores.

 

Do outro mundo


   Recebi esse emeio:

      Caro Ivson Alves,

Redijo-lhe este e-mail para avisar que eu e meus amigos João Saldanha e Manoel Francisco do Nascimento Brito fomos convocados pela condessa Maurina Pereira Carneiro para uma missão inglória:

Contar, sem censura, tudo que aconteceu, acontece e acontecerá no estranho mundo do Jornal do Brasil.

Leia-nos em www.avenidabrasil.blogspot.com.

Um abraço do Carlos Castelo Branco.


   Como não brinco com essas coisas, o atalho já está aí ao lado, na parte dos blogs legais.

   Búúúúúúúúúú!!!!


3.6.05

 

Desmilinguindo-se


   Depois de Milton Leite, a ESPN-Brasil perdeu para o Sportv Cláudio Carsughi, o mais bem-vestido e cavalheiresco jornalista esportivo do país. E aos dois deve juntar-se logo o divertido e competente Paulo César Vasconcellos. A dúvida que fica: quem apaga a luz, Zé Trajano ou Soninha?

 

Lições profundas


   O artigo de Bob Woodward sobre como nasceu e se desenvolveu o Garganta Profunda deveria ser usando como texto escolar nas cadeiras de técnica de reportagem (a título de colaboração, botei o texto na Pensata e um atalho permanente aí ao lado). O coleguinhas americano mostra ali algumas atitudes e práticas que deveriam ser observadas pelos jornalistas 24 horas por dia. Algumas delas:

   1. Fonte inocente nasceu morta: Quem fala com jornalista o faz por interesse. Assessor, presidente da República, ongueiro, bandido, ninguém fala com jornalista porque acredita que a imprensa é um bastião da democracia. Conversa-se com coleguinhas porque eles podem ser úteis como instrumentos para que os objetivos da fonte sejam atingidos. Os mais experientes sabem bem disso e usam as fontes também, claro. Ou seja, cada um faz o seu jogo - que, no caso do jornalista, deveria ser, em princípio, a busca da verdade - e o acerto tem que ser claro, justo e limpo.

   2. No fio da barba (ou no fio da escova progressiva, no caso das moças): Uma vez acertados, tacitamente ou não, os ponteiros com a fonte, vale o fechado. Promessas feitas, promessas cumpridas. Por ambas as partes. Assim, nada de prometer o que não se tiver certeza de que se poderá cumprir estritamente.

   3. Cara-de-pau não é impertinência: Jornalista tem o direito, tacitamente concedido pela sociedade, de ser cara-de-pau, mas não mal-educado ou impertinente. Woodward fala com sua fonte com respeito e isso vale não somente porque o cara poderia ajudá-lo, mas também para qualquer um. Ninguém ama um mala. Nem por interesse.

   4. Fonte é bom, mas não é tudo: Até por ser movida pelos seus próprios interesses, uma fonte, por melhor que seja, tem que ser complementada e cotejada com outras fontes e, principalmente, documentos.

   5. Fonte é que nem vinho: quanto mais velha melhor : Fonte nova pode até ser boa, mas é sempre arriscada. Por isso, uma fonte antiga e que já prestou serviços em outras ocasiões é mais segura que uma nova, por melhor e mais significativa que esta pareça.

   6. O jardineiro e a fonte: Corolário do ponto acima - tem que saber fazer a fonte nova virar uma boa fonte velha. Para isso é preciso paciência e respeito (no quê voltamos aos pontos 2 e 3).

   Bom, certamente outros mais competentes poderão tirar mais do texto de Woodward, mas o que me chamou a atenção foi isso.

   Ah! Mais uma coisa: achei interessante que no caso Watergate dois dos astros principais do lado jornalístico - Bradlee e Woorward - tenham pertencido aos serviços de inteligência dos EUA antes de enveredarem pela profissão. Pode até ter sido coincidência, mas...

2.6.05

 

Que figura!


   O locutor esportivo Luis Roberto, da Globo, é engraçadíssimo. Ontem, durante a narração da exibição de gala do Flusão em Fortaleza, ele mandou as seguintes:

      1. Rogério Ceni, goleiro do São Paulo, já tinha feito dois gols de falta e ia bater um pênalti. Luis ficou falando que devia ser um recorde, pois acreditava que nenhum goleiro já fizera três gols numa mesma partida. Falou e repetiu mais duas vezes. Rogério perdeu a penalidade, a primeira de sua carreira. Luis Roberto: "O telespectador deve estar pensando que eu sequei o Rogério. Mas não sequei não...". Imagine se tivesse ... O cara teria quebrado a perna na corrida até a marca do pênalti.

      2. Trinta e dois minutos do segundo tempo, Flusão 4 a 1. Para se classificar para a final da Copa do Brasil, o Ceará precisaria fazer quatro gols em 13, 14 minutos. Luis, tentando elogiar a torcida cearense, chuta: "Caso a decisão da Copa do Brasil seja aqui certamente teremos novamente mais de 50 mil pessoas no Castelão". Depois de conseguir se segurar uns dez segundos, o comentarista Sérgio Noronha não aguentou e disse, como quem não quer nada: "A torcida está se retirando. O Castelão está ficando vazio".

 

Sem noção


   Conselheiro espantou-se com um trecho de uma das matérias d'O Globo sobre a revelação de quem era o Garganta Profunda:

      da série "cumequié????"

      trecho de matéria n'o globo de hoje, a respeito do garganta profunda, página 35:

      A identificação do Garganta Profunda destaca, ainda, um aspecto cada dia mais raro nas redações: a ousadia de editores e proprietários dos meios de comunicação em arriscar seu prestígio confiando em informações trazidas pelos repórteres.


   Realmente quem lê O Globo diariamente, com suas coberturas previsíveis e pautas rame-rame, tem razão para se espantar. Mas deve considerar um ponto importante: autocrítica nunca foi o forte do jornal da Irineu Marinho.

1.6.05

 

Pavor nada gratuito


   Outra coisa muito interessante no jornal de hoje é a matéria dando conta de como levou bordoada o diretor da empresa sueca que tem como negócio distribuir jornais em metrôs inteiramente de graça, faturando os tubos graças a uma estrutura enxutíssima e à publicidade baratinha por ter alcance mundial. Durante o último dia do Congresso Internacional dos Jornais, que se realizou em Seul, os representantes dos jornalões puseram em dúvida desde os números veiculados até a qualidade dos coleguinhas empregados pelo grupo, mas o medo real é que os caras bolaram o primeiro jornal em escala mundial e ameaçam arrebentar principalmente com os jornais populares.

   A Metro International - que tem capital escandinavo, mas sede em Luxemburgo - edita seu tablóide em 78 cidades de 17 países. Seriam 18, se em fevereiro de 2001 o bravo deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) não tivesse entrado com ação para impedir que o "Metro" brasileiro fosse distribuído no Rio e em São Paulo. O argumento da ação foi de que o jornal seria controlado pelos gringos, que apenas estariam usando o consultor em comunicação Sérgio Rego Monteiro como testa-de-ferro.

   Como (ainda) não rolaram por estas plagras, só dá para ver alhures as reações aos jornais gratuitos e as conseqüências da entrada deles nos mercados. Dois textos abordam a questão: aqui e aqui.

 

Casa de ferreiro...


   Hilário o Luis Garcia criticando os jornalistas de serem preguiçosos por não checarem as informações que recebem, cumprindo, quando muito, o ritual de "ouvir o outro lado". É que no jornal em que ele trabalha esse tipo de "reportagem" é o que mais tem e nunca ele fez esse tipo de crítica naquele cantinho da página dois onde se dedica apenas a dizer que jacaré não se escreve com "g".

 

Samba do colunista doido


   Conselheiro me mandou essa. Faz um tempo, mas acho que ainda vale:

      A nota abaixo saiu na coluna Nhenhenhen, do Moreno, no sábado. Li, reli, treli, e confesso que não
entendi. Ele quis dizer que a Guerra do Paraguai aconteceu na Primeira República?

      Corrupção (infelizmente) também é cultura

      A política está tão carente de nomes e idéias que o ministro Aldo Rebelo resolveu apelar para a Primeira República. Tem tudo a ver, já que o Paraguai decretou guerra ao Brasil por querer expandir seus Correios, na época chamado de Telégrafos. Os primeiros governos da República, os de Deodoro e Floriano, citados pelo ministro como vítimas também do PSDB, foram os precursores das medidas provisórias, tanto que o de Deodoro era chamado de “fábrica de leis”, como o de Lula.

      Deodoro, aqui entre nós, como Lula, não era um republicano convicto. Ele odiava o FH da época, Silveira Martins, o “Sansão dos Pampas”. Mas tudo por causa de uma mulher, o que não é o caso de agora. Lula disputa com FH a paternidade de uma política econômica que, como a de Rui Barbosa no governo de Deodoro, pode levar o governo a pique. Claro que, ao contrário de Palocci, Rui Barbosa tinha a língua muito solta. Foi o nosso maior orador.

      Naquele tempo, a Argentina era aliada contra o Paraguai. Solano López invadiu Mato Grosso, mas não conseguiu chegar a Cuiabá, cuja população já estava em guerra contra Diogo Mainardi, da “Veja”. Deodoro só proclamou a República porque fora insuflado pelo boateiro Sólon Ribeiro, o Luiz Gushiken da época, não
a revista, mas o governo.


   Creio que a nota foi pra fazer graça, mas que ficou esquisito, ficou...

 

Tem outro


   Além de "Todos os homens do presidente", Carl Bernstein e Bob Woodward escreveram um outro livro, sobre o restante de suas investigações e o efeito delas dentro da Casa Branca. É "Os Últimos dias", que já comentei uma vez.

 

O lado oculto do Big Ben


   Por falar em Ben Bradlee, veja aqui o lado oculto dele, que não aparece em nenhuma matéria.

 

Vocês ouvirão falar dos meus advogados...


   Bob Woodward, Carl Bernstein, Ben Bradlee, Dustin Hoffman, Robert Redford, Alan J. Pakula e, agora, Mark Felt (só fica de fora o Jason Robards porque já morreu). Finalmente está fechado o círculo daqueles a quem vou processar. Acusação: terem enganado um jovem de 15 anos, fazendo com que ele se tornasse jornalista.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Assinar Postagens [Atom]