2.10.05
Farisaísmo geral e irrestrito
Conselheiro comenta as matérias da semana passada, demonstrando o estado em que se encontra nossa imprensa:
1) Esta matéria das estatais [N do P: do Globo] não tem pé nem cabeça. Mistura empresa de produção de derivados de sangue com subsidiárias da Petrobrás. Tudo para gerar uma manchete fajuta de domingo, Governo Lula criou uma estatal por mês. O que tem a Hemobrás (empresa criada para produzir derivados de sangue, que são atualmente importados, a preços exorbitantes, produtos estratégicos para o País) a ver com a Petrobrás Argentina (criada, se não em engano, a partir da compra de uma petroleira local, parte dos planos de expansão da empresa, aliás lucrativíssima)? Nada, né? Pois o Globo faz uma mistureba total, não junta pé com bola, para gerar uma série cuja conclusão é: ai, que saudades do FHC!!!
2) Nossa imprensa está cada vez mais ideológica. Ontem, um ranking de PERCEPÇÃO do Fórum Econômico Mundial (percepção, Ivson, com o que executivos ACHAM), no qual o Brasil caiu SEIS ou oito posições, saiu com chamadas enormes nas primeiras páginas. Hoje, uma notícia concreta, que o Brasil foi o terceiro país a receber mais investimento estrangeiro direto em 2004, não teve chamada nos jornalões. Só deram dentro, é verdade que no Globo foi capa da Economia. E tem mais coisa. The Economist deu uma matéria enorme elogiando o Bolsa Família, solenemente ignorada no Brasil. The New York Times deu editorial elogiando a redução do desmatamento no Brasil. Isso gerou uma curta nota coberta, na Globonews, e mais nada. Agora, qq crítica, por mínima que seja, que saia na imprensa estrangeira, vira manchete, né? Por quê? Motivo óbvio, não?
3) A posição em relação à eleição do Aldo foi de um farisaísmo atroz. Sim, PTB, PL e PP são os partidos do mensalão, mas, se eles não votassem no Aldo, ele perderia, não? E ele não teve só votos deles. Ao fim e ao cabo, O Globo (e toda a imprensa) gostaria que o governo tivesse ficado paralisado e cedido o comando da Câmara ao PFL que, claro, partiria para o impeachment. Isso não aconteceu, os caras ficaram putos e aí descarregam em manchetes ressentidas. O Merval tem acenado com a tese de que teria sido melhor para o governo um presidente de oposição... Só rindo!
1) Esta matéria das estatais [N do P: do Globo] não tem pé nem cabeça. Mistura empresa de produção de derivados de sangue com subsidiárias da Petrobrás. Tudo para gerar uma manchete fajuta de domingo, Governo Lula criou uma estatal por mês. O que tem a Hemobrás (empresa criada para produzir derivados de sangue, que são atualmente importados, a preços exorbitantes, produtos estratégicos para o País) a ver com a Petrobrás Argentina (criada, se não em engano, a partir da compra de uma petroleira local, parte dos planos de expansão da empresa, aliás lucrativíssima)? Nada, né? Pois o Globo faz uma mistureba total, não junta pé com bola, para gerar uma série cuja conclusão é: ai, que saudades do FHC!!!
2) Nossa imprensa está cada vez mais ideológica. Ontem, um ranking de PERCEPÇÃO do Fórum Econômico Mundial (percepção, Ivson, com o que executivos ACHAM), no qual o Brasil caiu SEIS ou oito posições, saiu com chamadas enormes nas primeiras páginas. Hoje, uma notícia concreta, que o Brasil foi o terceiro país a receber mais investimento estrangeiro direto em 2004, não teve chamada nos jornalões. Só deram dentro, é verdade que no Globo foi capa da Economia. E tem mais coisa. The Economist deu uma matéria enorme elogiando o Bolsa Família, solenemente ignorada no Brasil. The New York Times deu editorial elogiando a redução do desmatamento no Brasil. Isso gerou uma curta nota coberta, na Globonews, e mais nada. Agora, qq crítica, por mínima que seja, que saia na imprensa estrangeira, vira manchete, né? Por quê? Motivo óbvio, não?
3) A posição em relação à eleição do Aldo foi de um farisaísmo atroz. Sim, PTB, PL e PP são os partidos do mensalão, mas, se eles não votassem no Aldo, ele perderia, não? E ele não teve só votos deles. Ao fim e ao cabo, O Globo (e toda a imprensa) gostaria que o governo tivesse ficado paralisado e cedido o comando da Câmara ao PFL que, claro, partiria para o impeachment. Isso não aconteceu, os caras ficaram putos e aí descarregam em manchetes ressentidas. O Merval tem acenado com a tese de que teria sido melhor para o governo um presidente de oposição... Só rindo!
Assinar Postagens [Atom]
