30.1.04

 
   Muito bem! O Zé Alencar errou feio ao mandar aquele bilhetinho pedindo pelo filho do ex-sócio e merece tomar pito mesmo. Agora achei duas coisas na edição de hoje do Globo muito engraçadas:

      1. A minúscula nota da redação dizendo que O Globo só fiscaliza em nome do interesse público. Legal. Mas nem precisava dizer, né?
      Ou precisava?

      2. O Intelectual da Casa dando lição de moral no Zé. Lembrando que não se pode usar os contatos no governo para dar jeitinhos e levar vantagens. Bem, vamos ver se ele se lembra disso se rolar aquele empréstimo do BNDES para as Organizações Globo e congêneres da mídia. É que, na boa, se fossem usados só argumentos técnicos para analisar esses pedidos das empresas de comunicação, nenhum poderia ser aprovado. Afinal, que garantias reais essas empresas podem dar para receber a grana? Se for concedida alguma bufunfa, háverá, mais que provavelmente, intervenções do tipo que o IC condena hoje no vice-presidente da República.

 
   Tenho o imenso e inolvidável prazer de dizer que ainda há boas coisas para ser ler no Jornal do Brasil. No caso, a seção "Filme em Questão", do Caderno B, que hoje analisa "Dogville", de Lars von Trier (não, ainda não vi, ando meio atrasado nos filmes também...). Três textos de categoria, de gente inteligente (Amir Hadad, Felipe Hirsch e, principalmente, Joel Birman), analisando de verdade uma obra. Como dizem Ney Lopes e Wilson Batista a respeito da goaiaba cascão em caixa, "é coisa fina, sinhá, que ninguém mais acha". Ainda mais em tempos de jornaltevê, esse híbrido que bota imagem impressa em vez de palavras para manusearmos.

   O velho B, quem diria, me fez ganhar o dia (sem trocadilho, por favor).

 
   Bem fariam os colunistas de lerem pelo menos o jornal em que trabalham de ponta a ponta. Se fizesse isso, o Segundo Colunista do Globo não teria publicado hoje como novidade extraordinária que a ministra Dilma Rousseff ficou irritada com a Petrobras por ter faltado gás às térmicas do Nordeste. O fato ocorreu há duas semanas e foi noticiado por todo mundo, incluindo O Globo. Para se ter uma idéia do vencimento da validade da nota, as térmicas nordestinas já foram até desligadas, no início dessa semana.

29.1.04

 
   Conselheiro observou as manchetes dos principais jornais do país hoje:

      O Globo: Parmalat do Brasil pede concordata

      Extra: Parmalat do Brasil pede concordata

      Folha de S. Paulo: Parmalat do Brasil pede concordata

      Jornal do Commercio: Parmalat do Brasil pede concordata

      Estadão: Parmalat Brasil pede concordata

      As diferentes

      Jornal do Brasil: Parmalat pede concordata no Brasil

      Zero Hora: Parmalat brasileira pede concordata para ganhar tempo

      Gazeta Mercantil e Valor Econômico também deram manchetes diferentes: Parmalat poderá ter novo fundo de recebíveis (Gazeta) e Concordata da Parmalat ameaça abastecimento.

 
   Segundo Colunista, meu velho, o que raios tem a ver o Nove-Dedos estar "feliz como pinto no lixo" por visitar o Taj Mahal com o fato de os filhos do sujeito que contruiu terem prendido o velho numa fortaleza e a suposição de que o projeto seja um italiano? Tanta coisa pra criticar no Nove-Dedos e você perde espaço e tempo escrevendo coisas assim? Eu, hein...

 
   Mas Dona Míriam, a senhora não explicou na sua coluna como é que o governo pode intervir nesta crise da Parmalat sem estatizar alguma coisa. Poderia até não criar a Leitebrás, mas, no mínimo, teria que desembolsar algum para alguém para salvar o leitinho das crianças. E aí como ficaria a sua defesa intransigente da livre iniciativa? Afinal, esta tem como corolário que empresas podem ir à falência levando outras - muitas ou poucas, dependendo do tamanho da falida - de roldão. Assim é o capitalismo, não?

 
   É de ontem, mas vale a leitura da crítica de Renato Lemos, no Caderno B, sobre a "Cor do Pecado".

28.1.04

 
   Lembre-se: dia 3 próximo é a escolha do samba do Imprensa Que Eu Gamo. Será no Far Up, na Cobal do Humaitá e quem ainda quiser se inscrever para disputar o concurso momesco pode fazê-lo até o dia da competição pelo emeio rita@hipertexto.srv.br.

   O desfile do bloco dos jornalistas será no dia 7 de fevereiro, com o percurso de sempre: sai do Mercadinho São José, local da concentração, vai pela Gago Coutinho, passa pelo Largo do Machado e retorna ao Mercadinho pela rua das Laranjeiras. A camiseta do IQEG este ano (que estará à venda no Far Up pela quantia de R$ 6,00 (seis real)) tem uma charge do Cláudio Duarte, do Globo:


27.1.04

 
   Matéria do Globo On Line:

      O diretor Fernando Meirelles recebeu a notícia das nomeações do Oscar em Londres, onde trabalha na pré-produção de seu próximo filme, "The constant gardner", baseado no livro "O jardineiro fiel", de John Le Carré, e estrelado por Ralph Fiennes. Seu filme, "Cidade de Deus", recebeu quatro indicações ao Oscar: melhor diretor, fotografia, roteiro adaptado e montagem.

   Vai assim a matéria toda: nomeações. Como se o cara fosse tomar posse em algum ministério do Nove-Dedos e não concorrer ao Oscar.

   Na boa, o que se tem contra a boa e velha palavra "indicação" para traduzir "nomination", hein?

 
   Desculpe, Arnaldo, mas tive que roubar essa do Mau Humor. É como dizia aquele cachorrinho do desenho "É a leeeii do Oeste..."

         

 
   Agora, apesar da vantagem estratégica, é bom os defensores das cotas se mexerem e tratarem de garantir a vitória, com uma ofensiva política. Porque os racistas - e seus aliados táticos - não vão esmorecer na luta para impedir que os negros (pretos+pardos+cafuzos) melhorem suas condições de vida via educação, diminuindo, dessa forma, a pobreza geral em Bruzundanga.

 
   Tarso Genro diz que as cotas para negros vão ser introduzidas nas universidades em sua gestão. Não precisou nem os letárgicos defensores das cotas se mexerem, pois o velho centralismo democrático do Zé do Poder botou as coisas nos trilhos. E ainda por cima no dia em que estreava "Na Cor do Pecado" (como disse um Comentador, se a heroína fosse a Giovana Antonelli seria "Na Cor da Virtude", mas deixa pra lá...), para chateação das Organizações Globo. Legal.

   No mais, apenas a tautologia de dizer que as cotas não resolvem tudo. Claro que não, mas são um ótimo começo. E tem mais: é política passageira, coisa para 20, 30 anos (ou uma geração) no máximo.

26.1.04

 
   Amanhã tem a primeira assembléia para a campanha salarial dos jornalistas de 2004. Será na sede do Sind (Rua Evaristo da Veiga, 16/17º), a partir das 20 horas.

 
   Rodrigo Mach, d' O Fluminense, está frilando no Globo Niterói, no lugar do Fábio Vasconcellos.

 
   O Prosa&Verso está levando o próprio nome muito a sério e embasbacando alguns leitores - não necessariamente de maneira positiva. Veja esta pescada por uma Conselheira:

      Mar, amar, amar. Ondas que vêm de Tróia, sempre a mesma onda. Paixão pelo Estrangeiro que chega em nome de alianças. E que transforma o leito da esposa em mar de transgressão, o corpo alvo em barco estreito, a anca em quilha. O mar, amar, amar. Amargo, fero, tempetuoso mar. Que ninguém morra que não tenha amado. Os amantes são fontes, marés, rios. Não há ação maior do que a do barco do amor. Câmaras do coração abertas para o azul, na mesma onda de Tróia. Mar de transe e delito. Flagelo de honra.

Quem poderia ter escrito algo assim, com o mistério e a perfeição das conchas nacaradas, que sussurram milagres na boca do ouvido? Búzios e clepsidras a rolarem nas praias do tempo. Segredo de magas, sibilas, xamãs. Fábulas do início da história. Quem poderia traduzir algo assim? Somente nas mãos do dominicano Bruno Palma o obscuro bardo Saint-John Perse, laureado com o Nobel em 1960, se faz aurora, se faz luz, sol nascente. E nos cega com o fulgor de seus cantos. Sua tragédia em versos, montada numa arena à beira-mar. Mar de monstros. Mar de heróis. Mulheres atadas em penhascos, salvas da morte da domesticidade por semi-deuses, príncipes pastores eleitos por Eros e Afrodite.


   A Conselheira ficou embatucada:

      Boca do ouvido?

 
   Valeu, Fanny Blankers-Koen! Descanse em paz, Mamãe Voadora.

 
   Essa discussão sobre planejamento familiar volta de vez em quando. O problema é que toda vez que retorna, ela vem acompanhada da idéia de que a pobreza é fruto exclusivo do fato de haver pobres demais. Bastaria, portanto, diminuir o número deles para que houvesse menos pobreza e todos vivessem felizes por aqui. Raciocínio tentador, mas incompleto, pois não toca na questão do modelo concentrador de renda que sustenta a sociedade brasileira. Além disso, tem um monte de estudiosos do assunto que dizem que essa idéia de controle da natalidade de pobre é simplesmente balela. Como esse modo de pensar raramente é mostrado nos nossos meios de comunicação - que gostam desde sempre da idéia de culpar os pobres pela própria pobreza -, me parece uma boa ler a entrevista da demógrafa Elza Berquó na Folha de hoje.

25.1.04

 
   Razoável a matéria sobre os cotistas da Uerj. Apesar do evidente intuito de dar uma força ao alunos carentes, observou-se alguns cuidados para a matéria se adequar à visão "democracia racial brasileira" das Organizações Globo. Não vou nem falar que a personagem da matéria quase não tem traços negros (embora eles estejam lá) - dou de barato que foi coincidência. O que estragou mesmo foi não ter corrido atrás da denúncia explícita de discriminação feita contra o centro acadêmico por um aluno de Letras. O C.A. foi da Letras mesmo? O que os editores do jornal no qual saiu o tal artigo denunciado têm a dizer sobre as cotas? Saíram jornais de outros CAs com artigos contra as cotas? A que tendência política pertencem os que são contra das cotas no movimento estudantil? O DCE da Uerj apóia a posição anticotas? Se não há discriminação, como a Reitoria explica o tal jornal (não peço um exemplar deste com o artigo porque aí já seria meio gincana, mas que seria bem legal tentar um, seria). Que professores fazem piada com os cotistas? Não valeria uma entrevista com eles para saber por que eles são contra e constrangem os seus alunos? Os cursos nos quais há maior evasão dos cotistas são aqueles em que há maior presença de professores e alunos são contra as cotas? Por aí vai...

   De qualquer maneira, dada a posição do Globo contra as cotas - praticamente contra toda e qualquer ação implique melhoria das condições sociais do país - só o fato da matéria ter saído já foi um alento.

   Ah! Não é "negros e pardos", tá? É "pretos e pardos", pois preto e pardo são cores, e negro é raça. Mas tudo bem: esse aviso vale até para mim, que erro sobre isso de vez quando.

 
   A determinação do Globo em detonar a possibilidade de se discutir o racismo no Brasil - e, por conseguinte, atrasar em decênios a melhoria das condições de pretos, pardos e cafuzos (=negros) e, portanto, a diminuição da pobreza no país - gera situações jornalisticamente cada vez mais constrangedoras. A de hoje ficou por conta da entrevista com o novo ministro da Educação, companheiro Tarso Genro.

   No subtítulo da manchete de capa e no do título da matéria (o sutiã dos tempos do jornalismo movido a vapor), está escrito que Tarso é contra o regime de cotas para negros. No lidão da matéria, muda um pouco: ele não vê com "bons olhos" as idéia das cotas. Aí vamos à matéria e se torna claro que Tarso não é contra as cotas em nenhum nível. Ele, como a maior parte das pessoas de bem do país não suficientemente informada sobre a relação entre pobreza e raça, acredita que a questão é social antes de ser de raça. Mesmo achando isso, ele deixa patente que essa idéia "é um conceito", o que quer dizer que ele pode mudá-lo, desde que lhe provem que está errado.

   E foi por esta atitude de abertura, que não fique desanimado com a entrevista do Tarso. Ele é um homem inteligente e que tem tradição de pensar - até por ser irmão de um dos mais brilhantes teóricos petistas, o falecido Adelmo Genro. Assim, é só o pessoal que defende as cotas mostrar os números que demonstram claramente que, no Brasil, pobre é quase sinônimo de negro (=preto + pardo+cafuzo) para sensibilizá-lo. E aí residem os maiores problemas no momento, a meu ver: a letargia, estranhamente parecida com covardia, dos defensores das cotas, e aparente incapacidade destes de transformar aqueles números acachapantes em discurso político de mudança social, visando ganhar para a causa das cotas raciais as pessoas de bem, não racistas e sem interesses comerciais e pecuniários pela manutenção do racismo, para a causa.

 
   Foi de ontem, mas acho que ainda vale. Num artiguete, O Globo afirma que não devemos seguir o caminho da Índia deixando de lado receituário ultra-ortodoxo do FMI. O argumento - tautológico já no título, "A Índia não é aqui" - diz que as condições de economia indiana não são as mesmas das daqui e por isso não devemos imitar aquele país, que aposta no crescimento. Ora, as situações econômicas da Argentina, da Tailândia ou do Burundi também não são iguais entre si e em relação ao Brasil, e mesmo assim o FMI quer que todos administrem suas economias da mesma forma. Ou seja, o argumento do jornal do Marinho pode ser utilizado contra o FMI a quem procura defender.

24.1.04

 
   Alto Conselheiro ficou maravilhado com o título do Prosa & Verso, do Globo, A poesia alegórica e inspiracional do oracular e telúrico Alexei Bueno: são quatro adjetivos em sete palavras. Deve ter batido algum recorde.

23.1.04

 
   Tenho que admitir que a comunicação do Nove Dedos inovou realmente em uma coisa: é a primeira vez que vejo uma reforma ministerial transmitida em tempo real. Na próxima, é bem capaz de ter tevê e narração do Galvão Bueno.

 
   Quando não tem nada sobre o que escrever - e agora que foi desmoralizada pelo seu Nacib Kamel para defender a causa negra - Dona Míriam elogia o aumento no uso dos telefones móveis (não menciona, claro, que uns 9% desses usuários migraram dos telefones fixos, como lembra hoje o Ziller, da Anatel). Para amanhã, uma sugestão para Dona Miriam: explicar por que a Índia, fazendo um monte de coisas que ela condena (se lixando para aumento do déficit público e aumento do superávit primário, e controlando câmbio, por exemplo), é queridinha das agências de risco e nós, que somos mais ortodoxos que papai-e-mamãe, continuamos gramando e pedindo investimento externo quase pelo amor de Deus.

22.1.04

 
   Do Boechat:

      Chance zero

A senadora Serys Slhessarenko, do PT, tenta colher 27 assinaturas de colegas num projeto que busca extinguir o pagamento de jetons no Senado.

Vai ser difícil.

Dos 81 senadores, apenas um - ela própria - devolveu o salário adicional da convocação extraordinária.

Essa turma adora dinheiro.


   Ué, Boechat?! E você não gosta?!

 
   Tá vendo? Os racistas se articularam, pressionaram e Nove-Dedos pipocou, como sempre. Resultado: nada de MP para a criação de cotas para os negros. Virará projeto de lei "para ser mais bem discutido pela sociedade". Se der tudo certo, será aprovado - totalmente desfigurado - e assinado, com pompa e circunstância, nas comemorações do bicentenário da Abolição.

 
   Na boa, se essa investigação sobre o Inca for realmente fundo, vou ter que comprar algumas toneladas de bom ar lá pra casa e O Globo deveria fazer o mesmo. O mau-cheiro vai empestear toda a região da Cruz Vermelha e adjacências.

 
   Segundo Colunista, se "No Aperreie" é a tradução de "No stress" para o nordestês, então tá errado. "Não aperreie" é imperativo, melhor ficaria "No aperreio", pois usaria um substantivo.

   Não é?

 
   Grande Márcio Moreira Alves:

      1. O Tarso do PT é Genro, não Dutra;

      2. O novo superministro social deve ser, segundo o próprio Globo, Patrus Ananias.

21.1.04

 
   Correção: o Fábio Vasconcellos sai do Globo-Niterói e vai para a editoria Rio no lugar da Flávia Duarte.

 
   Rapaz, esse Cláudio Salm, economista que escreve hoje na página de opinião do Globo, é valente mesmo. Não é que o cara foi capaz de escrever hoje a obviedade de que a entrada em massa das mulheres no mercado de trabalho só aumentou o Exército Industrial de Reserva de que nos falava Marx, diminuindo ainda mais o valor do trabalho? É óbvio, mas nunca vi um homem com coragem para dizer isso de público. Claro que o coitado vai a partir de agora comer o pão que Belzebu amassou nas mãos de um dos mais poderosos lobbys do mundo, o feminista. Mas ele devia saber disso quando escreveu, pois não?

   De resto, o que ele propõe - ou melhor diz que um gringo propõe em um livro - tem muita semelhança, no meu modo de ver, com o Renda Mínima do Suplicy, aquele programa recém-criado em lei assinada pelo Nove-Dedos e que o Intelectual da Casa do Globo decretou ontem que não vai dar certo.

 
   Da resenha do livro "Um rio chamado Atlântico", de Alberto da Costa e Silva (Nova Fronteira), escrita por Murilo Melo Filho para o Caderno B, uma verdade que contraria muita gente, e uma mentira que agrada a esta mesma gente:

   A verdade:

      A partir de Afonso Henriques, de Dom Manuel e da Escola de Sagres, a História da África - ou melhor, das várias Áfricas -, antes e durante os três séculos do tráfico infame e sinistro, faz parte da própria História brasileira. Ela é fundamental para nós, porque ajuda a nossa explicação e facilita o nosso entendimento.

   A mentira:

      Sem a escravidão, o Brasil não existiria como hoje e não teria sequer ocupado os imensos espaços desenhados pelos portugueses e pelos mamelucos. A campanha pela abolição da escravatura serviu para consagrar, no nosso universo, três brasileiros históricos: Luís Gama, André Rebouças e José do Patrocínio. Mas ela serviu também para plantar os alicerces de uma nacionalidade que hoje abomina e sataniza os ódios, os preconceitos e as exclusões raciais.

   Se abominasse mesmo, os negros e os índios não estariam há tanto tempo nas condições de cidadãos de segunda e terceira categorias, respectivamente.


 
   O Companheiro Gáspari está uns 300 anos atrasado. Ele acha que os reis da Noruega, da Dinamarca e da Suécia ainda governam seus países. Só acreditando nisso para compará-los a um presidente de República do início do Século XXI.

20.1.04

 
   Você sabe aquele texto-corrente que rola na internet sobre usar filtro solar e que chegaram a dizer que foi escrito pelo Kurt Vonnegut Jr (creio que ele adoraria saber quem começou a espalhar isso pra processar), mas na verdade é de uma colunista do Chicago Tribune? Pois o Arnaldo Branco, do hilário Mau Humor (atalho aí do lado), fez uma revisãozinha na tradução...

   Depois, aproveita e lê o resto do blog. Você não vai ser arrepender. Ou vai, sei lá...

 
   Como você deve ter notado, se leu o artigo do Chico Teixeira indicado abaixo, o nome da cidade indiana onde se realiza o Fórum Social hoje é Mumbai. Com exceção da Folha, os outros jornais da grande imprensa preferem usar Bombaim, nome pelo qual os colonialistas ingleses chamavam a cidade.

 
   Rapaz, o Intelectual da Casa do Globo está à direita do Milton Friedman! Como se sabe, o monetarista americano, um dos pilares do neoliberalismo e insuspeito de esquerdismo de qualquer matiz, defende a existência de políticas que dêem um tanto por mês na mão de todos membros de uma sociedade. Ou seja, é a favor do Renda Mínima do Suplicy. Mas não como política social compensatória, pois esse tipo de politica não é para isso; é para reforçar o conceito de cidadania mesmo. O ICG sabe disso, mas como a ordem no jornal agora é ser contra qualquer coisa que pareça, mesmo de longe, idéia progressista a ser aplicada aqui no Bananão, aceitou ser mais um colunista do jornal a pagar mico público. Triste.

 
   Fábio Vasconcellos, ex-JB, começa segunda-feira no lugar de Flávia Duarte no Globo-Niterói.

19.1.04

 
   Nada a ver com mídia; tudo a ver com mídia: Chico Oliveira.

 
   Conselheira está indignada com a vergonhosa posição do Globo na questão da cotas:

      Hoje ficou mais do que evidente o quão vergonhosamente O Globo age quando o assunto é discriminação racial e sistema de cotas. São sobre esse assunto as três cartas que abrem hoje a seção "Cartas dos leitores" do jornal. As três, evidentemente, contra o sistema de cotas (uma inclusive comenta o artigo de Ali Kamel do dia 15 de janeiro). A primeira, abrindo a seção, é um primor: "Por que o governo não dá bolsas de estudos para os mais pobres, negros, pardos ou brancos, para que possam competir em igualdade com os mais afortunados? Faculdade é elite, não é para qualquer estiolado. Nem vai custar tão caro, num país de analfabetos onde raros chegam ao segundo ciclo." A carta vem assinada por um sr. Aloysio Martins Guerra.

      O que há de se dizer? Que os que defendem o sistema de cotas precisam, urgentemente, ao menos dizer "Presente!" ante essa safadeza. Olááá!!! Tem alguém aí???????????


 
   A nota da coluna de Thomas Traumann, na Época, sobre os arapongas que estão grampeando a família do Nove-Dedos é mais um aviso aos veículos de comunicação do que aos bisbilhoteiros. Afinal, esses dossiês só funcionam se a imprensa divulga-os. Sem a ameaça de aparecer nas manchetes, eles não atingem seu intento mais claro: chantagear as vítimas com a ameaça de destruir a sua reputação jogando-a aos jornalistas-lobos.

 
   Bonito artigo do Leandro Konder sobre Norberto Bobbio, morto semana passada. Saiu no JB de sábado. A conclusão pode até não ser uma que Bobbio assinaria - embora eu ache que sim -, mas eu boto o jamegão embaixo sem hesitar.

18.1.04

 
   Aliás, do jeito que o MP de São Paulo e a imprensa - especialmente a Folha - estão tratando este Caso Celso Daniel, este Sombra, realmente uma figura bem estranha, ainda sai com um atestado de honestidade no fim.

 
   Esse desabafo do Zé Poderoso e do próprio Nove-Dedos contra o vazamento de informações do Ministério Público para a imprensa no Caso Celso Daniel me reforça uma desconfiança: o PT jamais pensou em ser governo. Só isso para explicar porque o partido cevou este tipo de conluio estranhíssimo entre MP e coleguinhas e se serviu dele durante anos, e agora reclama. Como, surpreedentemente para si mesmo, ganhou o poder, agora não sabe o que fazer quando toma no lombo. Meu conselho é, aproveitando a amizade com o pessoal da Casseta&Planeta, marcar consulta com o doutor Jacintho Leite Aquino Rêgo, pois pode apostar que os membros do MP vão continuar sua dura e profunda atividade...

16.1.04

 
   O povo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) esteve ontem na Secom para levar um lero sobre a ajuda do BNDES ao grupos de mídia. O Fórum já havia escrito uma carta aberta ao Nove-Dedos (essa aqui) pedindo uma discussão pública sobre se, porque e como essa mãozinha seria concedida.

   Os representantes do FNDC foram recebidos pelo secretário adjunto Marcus Flora, que disse que o governo não dará de graça essa ajuda. Exigirá contrapartidas dos veículos, contrapartidas essas que estão sendo estudadas. Flora disse ainda, segundo Daniel Herz, presidente do FNDC, que o governo estuda duas linhas de financiamento para ajudar as empresas: uma de curto prazo, para salvá-las da bancarrota iminente, e outra de longo prazo, que serviria para dar base sustentável ao desenvolvimento do setor de comunicações.

   Vamos ver como anda a questão, mas que até agora ela está escondida demais, isso está.

 
   Um artigo de Boaventura Santos na Agência Carta Maior que, me parece, muito nos interessa aqui no Bananão.

 
   Legal também o Colunista da 4. Apenas achei que aqueles números todos e a abragência deles valeria mais dos textos pelo menos. Ficou tudo meio atirado. C-4 mostra, pela enésima vez, que quando se atém ao ofício de repórter rende muito mais do que quando se mete em fazer análises.

 
   Um artigo sensacional de mestre Nei Lopes, desfilando elegância textual e conhecimento histórico, ocupa hoje o mesmo lugar na página de Opinião do Globo daquela besteirada do Seu Nacib Kamel ontem. Só pode ter sido sacanagem, pois, como criador da AMPLIAR, eu não creio em coincidências deste nível, e por este motivo ficou ainda mais legal.

 
   Legal a foto da página 2 do Globo. Bush de braços abertos embaixo da cruz...Mais fundamentalista impossível.

15.1.04

 
   Aí, meu povo defensor das cotas, relendo Seu Nacib - ando meio masoquista ultimamente - atinei que lá no fim, ele já começa a "Operação Reversão", que consiste em sair da defesa de uma tese - no caso a defesa que somos um país abençoado por Deus por não termos racismo - para o ataque, no caso chamar a nós de racistas.

   Olha que eu tô avisando: enfiar a cabeça na areia não dá certo nem pra avestruz. Se quem defende as cotas não reagir, a tese vai ficar muito mal e os negros vão continuar a subir pelo elevador de serviço por pelo menos mais cem anos.

 
   É, Dona Míriam, o Nove-Dedos manteve a política econômica assassina da Era FHC. Mas ele ao menos tenta fazer crer que a consciência lhe dói.

 
   Conselheira propõe que o Ali, quando escrever sobre racismo no Brasil, seja chamado de Seu Nacib.

   Assim seja.

 
   Agora parece não haver dúvida: o Ali Kamel decidiu ficar passando a mão na dona Míriam - filosoficamente falando, claro. Hoje, ele volta a sacanear os defensores das cotas para os negros nas universidades deturpando os conceitos como sempre - devia repetir como um mantra "negro é raça, pardo é cor/negro é raça, pardo é cor/negro é raça, pardo é cor" -, mas indo além, com uma cara de pau que me fez dar vários sorrisos e uma gargalhada no segundo parágrafo: "Não me oponho a que se defenda tal política [a de cotas], mas cobro clareza, transparência e honestidade intelectual". Não é demais?

   Sabe o que me veio à cabeça enquanto gargalhava? Uma história do Stanislaw Ponte Preta. Ele conhecia um cara que era muito, mas muito canalha. Só que era gente boa, muito gente boa. Por isso os amigos não ficavam putos com as canalhices dele. Chegavam a chamá-lo de "flor de canalha". Pois o Ali está entrando nesta categoria: ele é muito capacho, mas está tão engraçado tentando tapar o sol com a peneira neste assunto do racismo da sociedade brasileira que já o estou considerando um capacho, mas um capacho hilário.

   Não tão gozada, porém, é a inércia dos defensores das cotas. Nem falo mais da Dona Míriam, que está completamente desmoralizada pela passadas de mão públicas, mas nem os técnicos que sempre defenderam as cotas têm coragem suficiente de defender seus pontos de vista publicamente? É claro que O Globo pode estar censurando os argumentos contra, inclusive nas cartas dos leitores (fui lembrado outro dia por alguém que entende do assunto que carta de leitor é editoria tão sujeita à censura como qualquer outra), mas o silêncio é ensurdecedor até na Internet - não tem nem uma correntezinha com artigo de um daqueles antes intimoratos defensores da causa negra.

   Afinal, por mais imbecil que seja uma argumentação, se ela for repetida mil vezes...

14.1.04

 
   Na pesquisa do MEC, os alunos de jornalismo foram os que mostraram mais insatisfação com o curso. Queriam ser mais exigidos. O interessante é que amigos professores dizem que quando tentam exigir um pouco mais do alunado, principalmente em escolas privadas, ele reclama à beça, chegando a pedir a cabeça do mestre. Tem algo errado nisso tudo...De repente, é pauta para o Megazine.

 
   Essa é velhinha, mas como é boa, vai aí para espalhar.

   Você lembra daquela matéria da Veja na semana em que todos os veículos decidiram baixar o sarrafo no Carlos Lessa? O título era "O hospital do Dr. Lessa". Pois bem. Mês passado, os principais barões da mídia foram ao BNDES para uma reunião sobre aquele empréstimo do qual todos estão precisando algo desesperadamente. O professor Lessa abriu os trabalhos dando-lhes as boas-vindas ao BNDES: "Senhores, bem-vindos ao hospital do Dr. Lessa".

   Lindo, não?

 
   Tudo bem, a gente pode discordar do Companheiro Gáspari em um monte de coisas, mas é forçoso admitir que o sujeito é o único colunista do Globo com peito para ir contra as determinações do jornal. Depois de defender as cotas pera negros, hoje mostra-se a favor da identificação dos americanos nos aeroportos.

 
   É de se ver - e deleitar - a indignação cívica e moral do Colunista da 4 com as alianças esquisitíssimas que o PT está armando para as eleições municipais. Principalmente porque mostra que não foi só a cúpula petista que mudou de ponto de vista em relação ao mundo à volta: afinal, o C-4 nunca foi visto, ouvido ou lido reclamando das composições políticas tucanas durante o Governo FHC.

 
   Os alunos da PUC-Rio que cursam a cadeira ministrada por Luis Nachbin produziram um programa sobre o Fórum Mundial Social, que começa depois de amanhã na Índia. O legal é "Um Fórum, Muitas Idéias" vai ao ar hoje pelo Canal Futura.

 
   Flávia Duarte trocou o Globo pelo Dia. Vai para o lugar de Fabiana Sobral, que assumiu a chefia de reportagem, como você deve se lembrar.

13.1.04

 

   Do Boechat hoje:

      Poderosas

      Festejando 30 décadas de existência, o Concurso Oficial de Fantasias do Hotel Glória, marcado para 21 de fevereiro, reserva uma surpresa para o público este ano.

      Além das tradicionais luxo e originalidade masculino e feminino, será disputada, pela primeira vez, a categoria Drag Queen.

      As inscrições (telefone 2240-3338, no Rio) começam quinta-feira.


   Da Hilde, também hoje

      POR SUGESTÃO DA apresentadora do evento, Rogéria, o Concurso Oficial de Fantasias do Hotel Glória vai premiar este ano, e pela primeira vez, também a categoria Drag Queen. Dia 21 de fevereiro. O número para os interessados em se inscrever é 2240-3338 ...

   Pô, duas menções em duas colunas diferentes no mesmo jornal...São poderosas mesmo...

 
   Do Boechat hoje:

      Na pauta

Em sua próxima reunião, 10 de fevereiro, a Opep não discutirá só a redução no limite de produção - hoje, em 24,5 milhões de barris diários de petróleo.

A entidade começará a debater se o preço do produto deve passar a ser cotado no valorizado euro e não mais em dólar.


   A notícia sobre a entrada em pauta deste assunto na próxima reunião da Opep circula há uns quatro meses. Já o assunto em si tem mais de um ano e foi objeto até de uma tese de que esta seria a verdadeira causa do Tio Sam invadir o Oriente Médio via Iraque.

 
   Tem uma matéria hoje na Economia do Globo tratando a briga entre os acionistas da Cataguazes-Leopoldina como se fosse novidade. Pois não é nem para o jornal, pois saiu uma nota no Segundo Colunista há umas duas semanas. E matérias sobre o assunto já estão nos jornais desde a semana passada.

 
   Conselheiro informa que o JB dá um passo à frente na esculhambação do jornalismo carioca. No dia 25 começa a circular (ou volta, na verdade, pois em priscas eras houve um a respeito do mesmo assunto) caderno sobre a Barra da Tijuca. Porém, este, ao contrário do antigo, será produzido totalmente por estagiários.

   A continuar neste caminho, o outrora poderoso e prestigiado rotativo irá se transformar em jornal de bairro.

 
   Conselheira reclama da coluna Gente Boa:

      Olha que notas de extremo bom gosto na edição de hoje da coluna "Gente boa", de O Globo:

            Pura fama

            Snoop Dogg já não é mais o mesmo. O rei do hip-hop, que foi visto com 15 mulheres em São Paulo, circulava pelo saguão do Inter-Continental no domingo com apenas duas. Chinelada mesmo, apenas na bagagem. Snoop Dog embarcou de volta para os Estados Unidos com 40 havaianas na mala.


            Ah, bom!

            O Conar informa: as gostosonas das campanhas das cervejas para o verão estão, não só em forma, como absolutamente dentro da lei. Todas parecem ter mais de 25 anos, não mostram alteração de comportamento nem mostram gostar mais de quem bebe a cerva. Liberadíssimas para consumo.

      "Chinelada"? "Gostosonas liberadíssimas para consumo"? "Cerva"? Ninguém merece!! Ai de mim se escrevesse isso numa das aulas de técnica de redação lá na UFF. Era capaz de o Alceste me jogar um par de havaianas no meio da cabeça, para aprender a escrever direito...

      Sem contar a indecisão, que pode passar por erro ao digitar: Snoop Dogg ou Snoop Dog?

 
   Conselheiro pegou essa no Segundo Colunista na Zona Fanca:


      A coluna errou a localização do Shopping Carioca. Fica em Del Castilho e não Vicente de Carvalho, ambos lugares de gente boa.

      Errou de novo, o Carioca fica mesmo em Vicente de Carvalho. Em Del Castilho fica o Nova América. Ou o Norte Shopping.


   Bons tempos aqueles em que para ser jornalista no Rio a gente tinha que conhecer minimamente a cidade.


 
   Ainda do Segundo Colunista


      WPP e FSB

      A WPP, tida como maior empresa de marketing do mundo, sonha em ficar com 30% da FSB de Chiquinho Brandão, grande em assessoria de imprensa.


   Há uns três anos que a WPP e a FSB têm uma parceria forte. A segunda é algo como a representante oficial da primeira no Bananão.

 
   Do Segundo Colunista do Globo hoje:

      Novo líder

Arlindo Chinaglia, paulista, ou Henrique Fontana, gaúcho.

Um deles deve substituir Nelson Pellegrino na liderança do PT na Câmara.

Pellegrino quer disputar a prefeitura de Salvador.


   Putzgrila! Essa notícia é velha de três ou quatro meses..

 
   Correto o editorial do Globo sobre a questão do planejamento familiar no combate à pobreza. Correto, mas um tanto contraditório com as últimas posições assumidas pelo jornal. Afinal, como o próprio texto diz, o grau de instrução das mulheres e a renda delas é o fator determinante para a diminuição no número de filhos que põem no mundo. Bem, como a maior parte dos pobres é composta de negros e pardos - diga o Ali Kamel o que disser - segue-se que deve-se fazer um esforço especial para elevar o nível educacional dessas mulheres e, consequentemente, sua renda junto. Daí, vamos acabar chegando à questão das cotas para negros e pobres nos diversos níveis de ensino, aquela ação afirmativa que o Globo passou a combater agora que está chegando a data de estréia da novela que vai "discutir o racismo" na visão da Rede Globo.

   Claro que há outros dois métodos para diminuir o número de filhos das mulheres pobres:

      1. Trocar a laqueadura por dois pares de sapatos (em algumas regiões dá pra ser um só par), o método Bemfam;

      2. Laçá-las na rua e nos morros e fazer a operação na marra, método Gestapo.

   Mas creio que nem O Globo chegaria ao ponto de defender qualquer um dos dois. Ainda.

 
   Fiquei pensando sobre aqueles títulos despirocados do caderno de turismo da Folha. Me veio à mente um texto do Bernardo Kucinski que consta do livro "Síndrome da Antena Parabólica" cujo título é algo como "o jornalismo torturado da Folha de São Paulo". Perfeito, não? Para um jornalista da Folha parece que o dia só vale a pena se ele descobre algo que possa deprimir o leitor - uma falcatrua, uma ameaça à saúde, um aumento de imposto...

   E o que tem isso com os títulos? Bem, é que o turismo é, por definição, uma atividade "pra cima". Noventa e nove vírgula nove por cento das pessoas sai de férias para espairecer e descansar e não ficar deprimidas, né? Então, o caderno de turismo num jornal torturado - e torturante - fica meio contra a maré, certo? Daí, para ficar mais em consonância com o resto do jornal, creio, vieram os títulos falando de cartões de crédito que podem despirocar e deixar o turista com uma dívida impagável, falando de uma Chueca abandonada, de bares tombados para não cair...

   Claro que pode não ser nada disso. Pode ser que simplesmente toda a editoria tenha resolvido que queria ser mandada embora e ganhar o fundo. Ou todo mundo tenha enlouquecido em comunidade...

12.1.04

 
   Refeição à madrilena (sic) acaba quando termina, Bar tombado para não cair está igual desde 31, Fatiar o presunto exige obediência a certas regras, Modernos e gays salvam a Chueca do abandono, e...Cartão de crédito despiroca na capital(?!!!)...

   Títulos da Casseta&Planeta? Da Hora do Povo? Não!! Do caderno de Turismo de Folha de São Paulo!

 
   Fátima Belchior deixou a assessoria do Ministério de Minas e Energia aqui no Rio e foi para Print, de Janice Caetano, como coordenadora geral, no lugar de Andréa Dunninghan.

11.1.04

 
   Cara, acho que vou ter que rever o programa da AMPLIAR (Análise Ampla Polilinear da Realidade). Como é que me escapou o motivo do Globo ter dado aquela guinada passando a defender que o racismo não existe no Brasil, depois de Dona Míriam ficar anos dizendo exatamente o contrário e o jornal ter feito um caderno maravilhoso como "A Cor do Brasil"? Foi uma pesquisa sim, claro, uma quali quase certamente, mas o alvo não era a posição do jornal. Era a nova novela da Globo, essa com a Taís Araújo como estrela e que vai estrear daqui a pouco no horário das 19 horas. Foi daí que veio o alerta para se parar de falar dessas coisas que a elite verde-amarela não gosta de ver discutidas com profundidade.

   Diz-se que a novela vai discutir o racismo, mas certamente no estilo Globo-de-ver-a-vida, na linha em que o MST foi "discutido" no Rei do Gado, lembra-se? Ou seja, a questão vai se resumir a questões pessoais (a mãe da moça negra -feirantes ambas, of course - não quer o namoro porque já sofreu o problema na juventude, a família do rapaz também não quer, provavelmente por ser um bando de esnobes racistas fdps, mas o amor é maior que tudo, etc, etc, etc...). Resumo da ópera bufa: não se fala de nada sério - cotas em universidades e outras ações afirmativas, o fato de que a distância entre negros e brancos resiste a tudo o que se faça para melhorar a educação e a distribuição de renda, etc. Despolitiza-se a questão e ponto final.

   Bom, vai ver que o problema não é com o programa, afinal. Deve ter sido de BIOS - Burro Idiota Operando o Software. Desculpe aí a falha.

10.1.04

 
   A Publicom já não atende à conta do INCA.

9.1.04

 
   Duas questões sobre a matéria a respeito da Pesquisa sobre Orçamento Familiar (POF) do IBGE que saiu no Globo:

      1. Realmente é interessante que as despesas com tevê a cabo e internet já sejam maiores que com feijão e arroz. Isso indica que mais famílias estão tendo acesso a essas facilidades. Mas tem que ver que a assinatura de uma tevê a cabo está em torno de uns R$ 100 em média. Para comer isso tudo de feijão, haja feijoada!

      2. Despesas de internet e tevê a cabo devem mesmo estar no item habitação? Não ficariam melhor no item lazer?

 
   Um empresário chamado Eduardo Uram cuida dos interesses de todos os jogadores contratados até agora pelo Flusão para a temporada 2004. Um confrade do NIT jura que este cara foi o mesmo que levou um monte de boleiros para o Botafogo no ano em que o clube da Estrela Solitário caiu para a Segundona. Não estaria na hora de um repórter investigar quem é esse cara? De onde ele veio, qual o currículo (ou prontuário) dele e se tem relações mais próximas com o tal Celso Barros, o presidente da Unimed que surgiu, de repente, como prócer do clube tricolor? E o Romário, tem ou teve algum negócio com o tal Uram?

 
   Na matéria sobre o doping da atleta Marizete Rezende está escrito que um "oficial antidoping da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF) " negou que a atleta tenha declarado estar usando um remédio com a substância encontrada em sua urina. Não ficou legal. A palavra inglesa "oficial", em inglês, neste caso, tem uma equivalência melhor em português ao nosso "dirigente".

 
   Apesar do inegável trabalho do Globo - expresso no artiguete da página 28 e no texto do Colunista da 4 - para que a decisão de identificar os americanos ao chegar ao país vire uma crise diplomática, a fim de prejudicar a política externa geral do governo Lula, isso dificilmente irá ocorrer. Afinal, diplomatas se caracterizam pela cautela - até demasiada - e não será uma bobagem dessa, ainda mais respaldada pelo princípio da reciprocidade, que iria afetar, por exemplo, as negociações sobre a Alca.

   A cada diz que passa, a insistência do Globo neste assunto sem a importância que o jornal lhe atribui demonstra que o sucesso total do governo federal na arena externa não desceu bem pela goela do patriciado brasileiro.

 
   Duas coisas, Dona Míriam:

      1. Legal o título da coluna;

      2. O Ziller foi bem-humorado ao dizer que tinha sido um "profeta de segunda". Por isso, a senhora poderia também admitir, com o humor que lhe fosse possível, que pisou na bola ao criticar o cara antes de saber quais as opiniões dele.

8.1.04

 
   Do Informe do Dia:

      Vagas

         O D.O. da União do dia 24 traz perólas para quem está procurando empreguinho público.

         Publica a resolução que criou 1.760 cargos técnicos na Aneel, agência da área de energia, e 210 na Ancine, do cinema. Os          salários vão de R$ 1.500 a R$ 6.000.


   A nota não diz, mas todos os cargos serão preenchidos por concurso público.

   O que eu gostaria de saber é por que um colunista publica uma maldosa como esta? Não pode ser apenas por ódio aos funcionários públicos. Isso seria patológico demais, digno de se procurar ajuda profissional. Tem que ter outro motivo...


 
   Não precisa tomar essa pancada do JB, né, Gushiken san? Era só ter pingado aquele regulamentar que ficava tudo certo. O fato de o jornal não ser hoje lido por mais 50 mil pessoas e por isso o percentual de verba destinada a ele ter sido correto não quer dizer muita coisa, né? Era só botar mais uns dois ou três milhõeszinhos nas mãos devidas e tudo andaria bem.

 
   Pô, Dona Míriam! Fui todo animado para ler a sua coluna a fim de ver a senhora saudar, pela tricentésima octagésima sexta vez, o sucesso da privatização da telefonia no país - esquecendo, como sempre, que as tarifas impedem a universalização do atendimento fixo e que os celulares só dão certo por causa dos pré-pagos, odiados pela empresas por não permitirem previsão do fluxo de caixa. Tudo pra dar uma boa cacetada no novo presidente da Anatel. Foi legal até meados da primeira coluna quando a senhora diz que as idéias expostas pelo Ziller já podem ter mudado...Caramba, se a senhora não sabe a opinão dele hoje, como pode tecer comentários a respeito da futura administração do sujeito?

 
   Conselheira ficou meio perplexa com matéria na Economia do Globo sobre o aumento do preço dos remédios:

      Segundo a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), 74 remédios tiveram redução. Como o anti-hipertensivo Adalat, que saía por R$ 17,46 em dezembro e caiu para R$ 17,45.

         Se esse é o exemplo de redução de preço (R$ 0,01) quanto será que os outros remédios baratearam? R$ 0,001? Redução bacana essa...

7.1.04

 
   A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) apresentou o projeto de lei 595/03 pelo qual as emissoras de tevê ficariam obrigadas a transmitir a Voz do Brasil (no caso Imagem, eu creio...) como fazem as rádios desde 1962. O PL de autoria da nobre parlamentar acreana, ao mesmo tempo, flexibiliza o horário de apresentação do programa nas rádios, que hoje começa obrigatoriamente às 19h. Pela nova redação dada ao artigo 38 da Lei nº 4.117/62, a Voz poderia começar entre 19h30 e 00h30, tanto nas rádios quanto nas tevês.

   Sei não, mas Vossa Excelência pode estar fazendo um gol contra: é que a Voz é um dos programas mais odiados pelas rádios, que vivem querendo derrubá-lo e a volta desta discussão pode levá-las a conseguir este objetivo. Os veículos são apoiados pelo público das cidades maiores, que despeza o programa, mas ele essencial para as cidades menores, que só assim podem saber se os seus interesses estão mesmo sendo defendidos pelos deputados de sua região e senadores de seus estados.

 
    A prefeitura de Porto Alegre, que é popular no trato da coisa pública e por isso impopular nos meios de comunicação locais, arrumou mais sarna para se coçar por uma boa causa: a comunicação comunitária. Uma decisão do IV Congresso da Cidade, realizado de 17 a 19 de outubro passado, determinou a criação de incubadoras de comunicação comunitária, de linhas de crédito e de incentivo aos veículos deste setor, tudo dentro do famoso Orçamento Participativo, marca registrada da administração local, petista ao estilo antigo (pré-Planalto).

 
   A boa-gente Fabiana Sobral assumiu a chefia de reportagem de O Dia no lugar de Gisele Dominguez, que se mandou pra Europa. (Jornalistas&Cia)

 
   Pô, Nove-Dedos, a Tereza tem razão: se alguém tem culpa por esse disse-me-disse que se formou por causa da reforma ministerial, esse alguém é você. Queres o quê, velho? Que neguinho ouça as especulações de teus amigos e deixe pra lá? Portanto, pára de bobagem, detona quem tem que detonar, ajeita quem puder e bola pra frente, que 2004 começou há mais de uma semana e você ainda não começou a trabalhar este ano.

6.1.04

 
   Adriana Barsotti é a nova editora do Megazine.

 
   Voltando à Dona Míriam, pensei que era parte de minha birra, mas um conselheiro está com a mesma percepção: a colunista anda meio sem rumo nos últimos 15 ou 20 dias. As colunas não têm foco, misturam alhos e bugalhos e nem apresentam aquela numeralha tão cara à Dona Míriam e necessária a sua retórica. Deve ser conseqüência de Dom Palocci estar dando prosseguimento à política econômica neoliberal recessiva do tucanato apoiado por DM e das Organizações Globo terem decidido que negro pode até possuir casa de alvenaria, tevê de 29 polegadas e geladeira, mas tem que continuar a subir pelo elevador de serviço.

 
   Taí...Essa idéia do presidente em exercício do TST, Ives Gandra Martins Filho, de estender as férias de 60 dias para as categorias expostas a pressões extraordinárias vai ao encontro de uma das raízes da nacionalidade, sintetizada no famosa frase "Ou restaura-se a moralidade ou nos locupletemos todos", que de tão perfeita uns atribuem a Rui Barbosa, outros a Sérgio Porto na encarnação Stanislaw Ponte Preta, e outros ainda a Aparício Torelli, o Barão de Itararé. Obviamente, nós, os jornalistas, estaríamos no rol das tais profissões pressionadas - e temos até um argumento forte na pesquisa da OMS dos anos 90, que nos colocou como a terceira categoria mais estressada, atrás apenas dos médicos e dos policiais, e ao lado dos mineiros (os que cavam a terra e não os que nascem em Minas).

   Não é essa a primeira contribuição do meritíssimo Ives Gandra Martins Filho à cultura nacional. Além de autor de livros de Direito, ele escreveu um livro ilustradíssimo sobre o Senhor dos Anéis, lançado há uns dois anos. O nível dessa obra é o mesmo da idéia das férias de 60 dias...

 
   E Dona Míriam misturando Zilda Arns com o presidente da Alcoa para arranjar motivo para bater no Nove-Dedos? A gente sempre pode confiar na Dona Míriam para dar pelo menos um sorriso pela manhã, não? Tudo bem que é sacanagem com a irmã do Dom Paulo, mas admita: botá-la ao lado de uma empresa que reclama porque agora terá que pagar o uso da água - um recurso público e escasso - que utiliza para gerar a energia que irá consumir sozinha para ganhar um fortuna com a exportação de alumínio é muito, muito engraçado. É ainda mais hilário se você sabe que a tal taxa será usada para ampliar o acesso e diminuir a tarifa dos pobres que Dona Zilda defende (e que Dona Míriam dizia defender no tempo em que falava de racismo...).

 
   Numa outra era do mundo, o JB pegaria na unha este touro da luta contra o racismo na universidade brasileira, mesmo sendo um veículo tão conservador quanto o Globo, só pra marcar posição.

   Ah, sôdade danada daquele finado jornal!!!

 
   "Tudo bem", dirá você, "mas e a tomada de posição contra a cota para os negros na universidade pública?".

   Bem, pra essa atitude absurda eu só posso pensar que uma pesquisa qualitativa tenha apontado uma resistência muito forte a este projeto para elevar a taxa de igualitarismo republicano por parte patriciado brasileiro - leitor preferencial do jornal dos Marinho desde sempre.

 
   O Globo parece ter acordado do sonho, voltou à realidade e tenta recuperar o tempo perdido, indo em marcha batida... para trás. A tomada de posição contra a decisão do juiz, que obriga os cidadãos americanos a sofrerem o mesmo constrangimento dos nossos lá de serem identificados como criminosos sem culpa formada, é de uma subserviência aos americanos que há muito só se encontrava no jornal na deliciosa "Há 50 anos", que sai no Segundo Caderno.

   Aplicando a AMPLIAR (Análise Ampla Polilinear da Realidade) a esta atitude, chegamos à pressão daquelas empresas ianques para receber na Justiça de lá a grana devida pela Globopar. Um alinhamento automático e capacho como esse pode não ajudar, mas certamente não prejudica o interesse do Império em manter o calote que sustenta há mais de um ano nos esteites.

5.1.04

 
    Você lembra quando o tal flashmob surgiu, a cobertura que a mídia deu a esse tipo de mobilização assumidamente niilista? Pois vamos ver se esta onda aqui se espalhar e chegar aqui nos tristes trópicos, ela terá a mesma cobertura.

 
   A grande Zilda Arns driblou com classe a tentativa da repórter do Globo de jogá-la contra o governo do Nove-Dedos e declará-lo inferior ao do FHC. Ela criticou no governo a fraqueza do governo na área social - o que me parece ponto pacífico - e a tendência petista de esmagar a sociedade civil, se ela não for correia de transmissão (algo que todo mundo na esquerda sabia, mas parece que a mídia só descobriu agora). A irmã de Dom Paulo, porém, deu os devidos descontos ao Nove-Dedos, como a inexperiência administrativa dos quadros petistas. No fim, ficaram as mercidas críticas duras, mas não os elogios rasgados ao FHC como era o objetivo da pauta.

 
   O Globo continua a sua campanha contra o ensino superior gratuito. A estocada de hoje se baseou no fato de que se gasta muito mais com ensino superior do que com ensinos básico e fundamental. Bacana. Agora, nestes gastos com o ensino estão incluídos o custeio de laboratórios de alto desempenho de universidades públicas, como o de Física do Plasma da UFF? Isso a repórter "esqueceu" de esclarecer.

4.1.04

 
   Parece que só sobrou mesmo o Companheiro Gáspari como colunista com coragem e independência suficientes para desafiar a posição oficial conservadora do Globo na questão racial.

 
   O mesmo Conselheiro do Sul manda a seguinte observação:

      tu reparaste que a Veja deu uma reformulada no expediente? Antes tinha um monte de cargo (editor-assistente, subeditor, chefe de sucursal, o escambau). Agora, abaixo dos caciques, tem apenas repórteres e UM editor especial, o Pompeu de Toledo. O resto tudo virou simplesmente "repórter", inclusive um tal de João Gabriel Santana de Lima, que tá na Veja há uns 40 mil anos e tb era editor especial. Não sei se alguém dançou, mas tb é bem possível. Saberia explicar este estranho fenômeno?


   Não tenho idéia da explicação. Será que alguém aí tem?

 
   Conselheiro do Sul informa que a adminsitração do Correio do Povo, segundo jornal do Rio Grande, só dá uma caneta Bic nova para o repórter se este devolver uma carga vazia.

   Se a moda pega...

3.1.04

 
   Os americanos não acharam nada demais seus cidadãos "tocarem piano" para entrar no Brasil, ao contrário do Globo e de César Maia que acharam a decisão do juiz paulista um absurdo.

   Pô, pessoal, pelo dêem uma ligadinha para embaixada dos "homê" para saber qual é a posição oficial e não pagar esse mico...

2.1.04

 
   O texto de Luiz Paulo Horta sobre o Senhor dos Anéis apresenta dois enganos que o comprometem:

      1. O professor Tolkien começou a pensar em escrever algo na linha do SdA antes até da Primeira Guerra, na qual, aliás, lutou nas trincheiras (daí o porquê as batalhas do livro serem tão verossímeis). A idéia era escrever primeiro o que veio a ser o ciclo do Silmarillion, que acabou saindo por último, post-mortem. O SdA saiu quando saiu porque "O Hobbit" fez um sucesso estrondoso ao ser lançado em meados dos anos 30 e os editores queriam uma continuação. O professor não gostou da idéia, pois tinha em mente algo que nada tinha de infantil (quem acha que o SdA é só infantil ou infanto-juvenil deve achar o mesmo das histórias dos irmãos Grimm...). A idéia central da luta pelo Poder como desgraça da espécie humana estava na mente dele desde a adolescência. Na verdade, ele achava que as duas guerras - principalmente a Segunda, com o advento da bomba atômica - apenas confirmavam o que ele pensava e estava escrevendo no SdA. Em uma de suas cartas ao filho Christopher, que servira na guerra, o mundo é que, horrivelmente, se inspirou no livro e não o contrário.

      2. Horta, carola assumido, se enrola ao tentar ligar o SdA à Bíblia. Só que nem precisava: o professor Tolkien era tão ou mais carola do que ele. Católico tão fervoroso que tentava converter os amigos, tendo conseguido seu objetivo pelo menos com o também escritor C.S.Lewis. Há um livro que espero comprar em breve de uma estudiosa da obra tolkiana que fala exatamente da influência da Bíblia no SdA. Ela existe mesmo, mas meio a contragosto do próprio escritor, que tinha, entre seus objetivos principais, criar uma mitologia para as Ilhas Britânicas, pois a que existia fora trazida do continente pelos invasores saxões e fundida com os mitos cristãos levados pelo romanos (o ciclo do Rei Arthur é o maior resultado disso). O professor queria criar uma história mitológica anterior à chegada do Cristianismo às Ilhas e por isso não teria cabimento pôr símbolos cristãos na roda. A única escorregada mais óbvia foi com Galadriel, que lembra, ainda que vagamente, a Virgem Maria. Creio que ele se deu conta disso meio tarde demais, mas, gênio que era, resolveu no Silmarillion: Galadriel neste ciclo é um mulher grande, forte e determinada - uma dos líderes da rebelião dos elfos contra os Valar e sobrevivente da viagem para o exílio na Terra Média pelos gelos eternos de Helcaraxë -, bem diferente de qualquer mulher da Bíblia, com a possível exceção de Judith.

 
   Uma adendo à nota da Heloísa Tolipan sobre a pane no elevador do edifício Chopin na noite de Ano Novo: ela poderia não ter ocorrido se a colunista, junto com mais duas pessoas da equipe dop JB, não tivessem forçado a entrada no tal elevador, apesar dos avisos do ascensorista citado na matéria.

1.1.04

 
   Ano novo, pesquisa nova: o que você acham dos prêmios de jornalismo que proliferam por aí?

   Respostas até 31 de janeiro.

 
   Se você é assinante da CPM, pode pular:

      Mal Nelson Tanure obteve a concessão para usar a marca Gazeta Mercantil por 60 anos, já há boatos de que    ele pode fazer o mesmo - ou mesmo comprar - o Jornal dos Sports. Dado que a área vai receber um monte de grana nos próximos anos, devido à realização do Pan 2007 no Rio, e que Tanure - como diz um Conselheiro do Picadinho - é um câncer que se espalha em matástase pelo corpo do jornalismo brasileiro, o boato tem realmente chance de ter um bom fundo de verdade.
      A conferir.

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