30.11.03
Para comemorar a volta à vida de Mithrandir, socializo uma que já saiu na CPM:
O que dá certo se repete. Pelo menos é o que pensa o Império e por isso lança, no dia 30 de dezembro, o Sportv 2, que, num primeiro momento, vai passar os mesmos programas do irmão mais velho com um atraso de seis horas. Durante 2004, a Globosat vai ver qual será a posição de cada um, e há boa possibilidade que o Sportv 2 tenha programação própria.
Por falar no ano dos Jogos de Atenas, a Globosat vai botar mais dois filhotes da ninhada em campo durante a maior festa do esporte mundial. Em agosto, entram no ar o Sportv Plus e o Sportv Brasil, dedicados exclusivamente à programação olímpica. Todo esse rebuliço já é causado pelos preparativos para o Pan de 2007 aqui na muy leal e heróica.
O que dá certo se repete. Pelo menos é o que pensa o Império e por isso lança, no dia 30 de dezembro, o Sportv 2, que, num primeiro momento, vai passar os mesmos programas do irmão mais velho com um atraso de seis horas. Durante 2004, a Globosat vai ver qual será a posição de cada um, e há boa possibilidade que o Sportv 2 tenha programação própria.
Por falar no ano dos Jogos de Atenas, a Globosat vai botar mais dois filhotes da ninhada em campo durante a maior festa do esporte mundial. Em agosto, entram no ar o Sportv Plus e o Sportv Brasil, dedicados exclusivamente à programação olímpica. Todo esse rebuliço já é causado pelos preparativos para o Pan de 2007 aqui na muy leal e heróica.
Realmente parece ter sido unânime a rejeição à coluna de Renato Maurício Prado sobre o estádio no Engenho de Dentro. Hoje, a coluna dele inteira é feita de emeios indignados contra o preconceito.
Aliás, uma curiosidade: um poderoso do jornal não sei se nasceu, mas certamente viveu boa parte de sua vida no Engenho Novo, a uns 15 minutos de carro do bairro em que será construído o Engenhão. Chegou mesmo a organizar a corrente progressista da igreja local e estudar no Pedro II do Engenho Novo, aliás na mesma época em que eu (só que ele era de um turma da tarde e eu era de uma de manhã).
Aliás, uma curiosidade: um poderoso do jornal não sei se nasceu, mas certamente viveu boa parte de sua vida no Engenho Novo, a uns 15 minutos de carro do bairro em que será construído o Engenhão. Chegou mesmo a organizar a corrente progressista da igreja local e estudar no Pedro II do Engenho Novo, aliás na mesma época em que eu (só que ele era de um turma da tarde e eu era de uma de manhã).
Mais um mistério da existência: por que os computadores sempre quebram no fim de semana? O meu simplesmente não ligou hoje (ainda tenho esperança de que seja apenas a fonte, mas meu instinto me diz que foi a CPU mesmo que dançou). Estou no Sam - pequeno e valente reserva do Mithrandir - para continuar azucrinando o seu juízo.
29.11.03
Fato raro: das cinco cartas comentando a coluna de Renato Maurício Prado sobre o estádio olímpico do Engenho de Denetro, todas foram de críticas, algumas candentes. É raro porque O Globo procura sempre publicar nem que seja uma carta oposta à opinião da maioria. Vai ver que dessa vez não conseguiram achar.
Antes que o sábado acabe, vamos combinar: O Globo já investigou, indiciou, julgou e condenou o governador Flamarion Portela, mas, mui generosamente, deixou que a Justiça determine a pena.
Não há dúvida que é método bem rápido. Perde só para aquele inventado pelo juiz Charles Lynch, pelo que se diz com o mesmo objetivo: detonar inimigos políticos alegando estar fazendo justiça.
Não há dúvida que é método bem rápido. Perde só para aquele inventado pelo juiz Charles Lynch, pelo que se diz com o mesmo objetivo: detonar inimigos políticos alegando estar fazendo justiça.
28.11.03
Olha só, Colunista da 4, defender que o Estado deve ter uma participação forte na economia é uma posição legítima, tanto achar que ele deve se limitar a ser um 'guarda nortuno" dedicado a proteger o capital. Só na luta política o uso da palavra "estatizante" pode ser considerada xingamento, da mesma maneira que "privatista" ou "entreguista". E mesmo assim apenas quando utilizada dentro de um mesmo espectro.
Explicando pra ver se você consegue entender (apesar da fachada, sou mesmo um otimista, pois não?): se a Helô Helena chamar o Genoíno de "privatista", este iria reagir indignado (ou teria reagido em outros tempos, hoje não tenho tanta certeza). Se ela chamasse o Jorge Bornhausen da mesma coisa, ele consideraria até elogio. Ou seja, "estatizante", "privatista", "entreguista", são conceitos vazios, que só têm utilidade na luta política. Assim, escrito por um colunista que se diz imparcial e isento, estes conceitos ficam completamente deslocados. Se fosse uma coluna do...sei lá...jornal da Febraban ou da CNI caberiam bem, pois estas entidades não se arvoram em serem imparciais e/ou isentas, mas no Globo pega realmente mal.
Explicando pra ver se você consegue entender (apesar da fachada, sou mesmo um otimista, pois não?): se a Helô Helena chamar o Genoíno de "privatista", este iria reagir indignado (ou teria reagido em outros tempos, hoje não tenho tanta certeza). Se ela chamasse o Jorge Bornhausen da mesma coisa, ele consideraria até elogio. Ou seja, "estatizante", "privatista", "entreguista", são conceitos vazios, que só têm utilidade na luta política. Assim, escrito por um colunista que se diz imparcial e isento, estes conceitos ficam completamente deslocados. Se fosse uma coluna do...sei lá...jornal da Febraban ou da CNI caberiam bem, pois estas entidades não se arvoram em serem imparciais e/ou isentas, mas no Globo pega realmente mal.
Do Renato Maurício Prado:
O ‘Gorilão’
Pode ser que eu esteja enganado. Tomara. Mas a impressão que tenho - e é compartilhada por muita gente do ramo, dirigentes rubro-negros, inclusive - é que esse estádio no Engenho de Dentro, que a Prefeitura está construindo para o Pan e depois pretender emprestar (ou seria empurrar?) "generosamente" para o Fla e o Flu, tem muitas chances de tornar um mico: autêntico "gorilão".
Infelizmente, o Rio de Janeiro é, hoje em dia, uma cidade partida - e sem dono. Após o cair da tarde, trafegar pelas Linhas Amarela e Vermelha (e pela própria Avenida Brasil) passou a ser uma perigosa gincana de vida ou morte.
Apenas a título de ilustração: ainda esta semana, saindo de uma cerimônia fúnebre no Cemitério do Caju, dois carros, que voltavam para a Zona Sul, foram metralhados (!!!) na subida de um viaduto.
Agora, imagine você, torcedor do Fla ou do Flu que mora na Barra ou na Zona Sul e pretende ir aos jogos no "Gorilão".
Suas opções são duas:
a) no caso da Zona Sul - Rebouças, Radial Oeste (agora chamada de Mané Garrincha) e toda a vida em frente, beirando a linha do trem (e rezando).
b) no caso da Barra, ou Jacarepaguá, a saída é a Linha Amarela - aquela que dia sim, o outro também, tem tiroteios, assaltos etc.
A ida pode até não ter muitos problemas, mas, em compensação, a volta...
No Pan de 2007, com certeza, a cidade viverá um clima de policiamento total: provavelmente até com ajuda das Forças Armadas, como aconteceu na Rio-92.
Depois disso, tudo volta ao "normal" e o estádio lá nos confins do Judas ficará entregue ao Deus dará ? ou à dupla Fla-Flu, se seus dirigentes tiverem disposição para adotar e criar o mico gigante.
***
Antes que me acusem de elitista e preconceituoso, esclareço que sei que milhares de torcedores (rubro-negros, principalmente) moram no subúrbio e em favelas.
Partindo deste pressuposto, sugiro, então, que se construa o "Gorilão" no topo do Complexo do Morro do Alemão - e que se entregue logo a sua administração ao elias maluco da vez. Vai viver lotadão. Que nem baile funk!
Pô...Se ele fosse preconceituoso então...
O ‘Gorilão’
Pode ser que eu esteja enganado. Tomara. Mas a impressão que tenho - e é compartilhada por muita gente do ramo, dirigentes rubro-negros, inclusive - é que esse estádio no Engenho de Dentro, que a Prefeitura está construindo para o Pan e depois pretender emprestar (ou seria empurrar?) "generosamente" para o Fla e o Flu, tem muitas chances de tornar um mico: autêntico "gorilão".
Infelizmente, o Rio de Janeiro é, hoje em dia, uma cidade partida - e sem dono. Após o cair da tarde, trafegar pelas Linhas Amarela e Vermelha (e pela própria Avenida Brasil) passou a ser uma perigosa gincana de vida ou morte.
Apenas a título de ilustração: ainda esta semana, saindo de uma cerimônia fúnebre no Cemitério do Caju, dois carros, que voltavam para a Zona Sul, foram metralhados (!!!) na subida de um viaduto.
Agora, imagine você, torcedor do Fla ou do Flu que mora na Barra ou na Zona Sul e pretende ir aos jogos no "Gorilão".
Suas opções são duas:
a) no caso da Zona Sul - Rebouças, Radial Oeste (agora chamada de Mané Garrincha) e toda a vida em frente, beirando a linha do trem (e rezando).
b) no caso da Barra, ou Jacarepaguá, a saída é a Linha Amarela - aquela que dia sim, o outro também, tem tiroteios, assaltos etc.
A ida pode até não ter muitos problemas, mas, em compensação, a volta...
No Pan de 2007, com certeza, a cidade viverá um clima de policiamento total: provavelmente até com ajuda das Forças Armadas, como aconteceu na Rio-92.
Depois disso, tudo volta ao "normal" e o estádio lá nos confins do Judas ficará entregue ao Deus dará ? ou à dupla Fla-Flu, se seus dirigentes tiverem disposição para adotar e criar o mico gigante.
***
Antes que me acusem de elitista e preconceituoso, esclareço que sei que milhares de torcedores (rubro-negros, principalmente) moram no subúrbio e em favelas.
Partindo deste pressuposto, sugiro, então, que se construa o "Gorilão" no topo do Complexo do Morro do Alemão - e que se entregue logo a sua administração ao elias maluco da vez. Vai viver lotadão. Que nem baile funk!
Pô...Se ele fosse preconceituoso então...
27.11.03
O preclaro Aziz Filho e o não menos ilustre Francisco Alves Filho lançam, nesta segunda na Livraria da Travessa de Ipanema, o livro "Paraíso Armado", uma coletânea de 18 entrevistas com personalidades conhecidas - e algumas desconhecidas - sobre a violência nesta ex-Cidade Maravilhosa. A noite de autógrafos começa às 20 horas e a Travessa de Ipanema fica na Visconde de Pirajá 572.
O Colunista da 4 realmente precisa tomar um remédio para acabar este problema de memória seletiva. Em mais um lapso, ele esqueceu como - e a que preço - o governo FHC mantinha a base parlamentar sob controle.
Quer dizer, Zé Roberto Mendonça de Barros, que as estradas brasilerias estão entrando em parafuso...É, bébé? E quando elas começaram a queda que as levou mergulho em parafuso, hein? Teria sido antes do governo do qual você foi prócer eminente, creio, mas vem cá: o que foi feito durante os oito do citado governo para impedir que a situação chegasse a este ponto, hein? Não é por nada não, é só por perguntar, já que o superego de Dona Míriam impede que ela faça perguntas embaraçosas a membros do governo anterior sobre as crises que eles diagnosticam no presente.
Artigo do economista Cláudio Salm na Opinião do Globo acaba o trabalho de desmonte daquele relatório do Ministério da Fazenda começado pelo Companheiro Gáspari domingo passado. Mas me ficou uma dúvida: Salm é apresentado só como economista, mas economista de onde? Um inseto sifonáptero se instalou atrás do meu duto auricular devido à (pertinente) defesa da universidade pública feita pelo articulista. Ficou me parecendo que ele é ligado à Academia. Sendo ou não, seria legal saber a que instiuição Salm é ligado para que o julgamento do leitor sobre seus argumentos seja mais bem instruído.
26.11.03
Olha só, tudo bem que o tal deputado Alex Canziani (PTB-PR) deve ser mesmo um sem-mãe para propor uma lei que deixa completamente desprotegido quem comprar passagens ou pacotes turísticos. Mesmo assim, ele tinha que ter sido ouvido na matéria de hoje no Globo. Ouviu-se o cara da Abav, o que foi bom e correto, mas o deputado tem o direito de apresentar as razões para esposar (boa essa, hein?) tal reivindicação dos agentes de viagem. E se foi feita a tentativa, esta deveria ter sido consignada no texto (de preferência de maneira mais criativa do que o famoso "procurado pelo jornal não foi encontrado para se pronunciar").
Não vai rolar, por enquanto, a festa de premiação do I Concurso Nacional de Poesia para Jornalistas, que estava marcada para amanhã, na ABL. É que a Faperj, patrocinadora do evento, não passou a grana para o Sindicato que estava organizando o rebu.
Até admito que é questão de opinião, mas na matéria do Globo sobre a vitória dos lobistas dos planos de saúde contra os órgãos de defesa do consumidor foi meio desenxabida a lembrança de que essas mesmas excelências da Frente Parlamentar da Saúde há pouco foram saudadas como valentes defensores das verbas para a Saúde e o Eleito execrado quando os chamou pelo verdadeiro nome: lobistas a soldo dos hospitais. Esta informação deveria, na minha modesta opinião, vir no sublide, no mínimo.
Da coluna Panorama Político:
(...)Segundo a pesquisa, apenas 19% das mulheres passaram a usar preservativos, medida adotada por 36% dos homens. Mal, muito mal.
Mal é substantivo, antônimo de bem; mau é adjetivo, antônimo de bom. Como a autora, parece, queria adjetivar o fato de a maior parte de mulheres e homens não usar preservativo, o certo seria utilizar "mau" e não "mal".
(...)Segundo a pesquisa, apenas 19% das mulheres passaram a usar preservativos, medida adotada por 36% dos homens. Mal, muito mal.
Mal é substantivo, antônimo de bem; mau é adjetivo, antônimo de bom. Como a autora, parece, queria adjetivar o fato de a maior parte de mulheres e homens não usar preservativo, o certo seria utilizar "mau" e não "mal".
25.11.03
Já saiu na Coleguinhas e tá na hora de socializar:
Nem tudo são flores no balanço semestral da Globopar. Ao mesmo tempo que esta, no geral, dá sinais de recuperação e a NET até ameaça ressuscitar, a TV Globo, responsável por 71% das receitas das Organizações
Globo, não conseguiu aumentar sua receita de publicidade, tendo mesmo uma leve queda: de 1,293 bilhão nos primeiros seis meses de 2002 para 1,279 no mesmo período deste ano. O EBITDA, porém subiu de R$ 81,9 milhões (janeiro/julho de 2002) para R$ 136,6 milhões (janeiro/julho de 2003).
A empresa, porém, se dopou para atingir estes resultados. É que teria que começar a pagar este ano as primeiras parcelas do contrato de US$ 240 milhões para a transmissão da Copa de 2006, na Alemanha. A primeira
parcela, de US$ 48 milhões, a ser paga em julho, porém, não foi desembolsada e a Estrela da Morte está chorando uma renegociação com os credores. Tudo leva a crer que esta renegociação vá ocorrer, pois é do interesse da Fifa também. Afinal, dos US$ 800 milhões de direitos de televisão recebidos pela entidade que comanda o futebol no mundo, o grupo Globo (TV Globo e a Globosat) entraram com US$ 230 milhões.
Nem tudo são flores no balanço semestral da Globopar. Ao mesmo tempo que esta, no geral, dá sinais de recuperação e a NET até ameaça ressuscitar, a TV Globo, responsável por 71% das receitas das Organizações
Globo, não conseguiu aumentar sua receita de publicidade, tendo mesmo uma leve queda: de 1,293 bilhão nos primeiros seis meses de 2002 para 1,279 no mesmo período deste ano. O EBITDA, porém subiu de R$ 81,9 milhões (janeiro/julho de 2002) para R$ 136,6 milhões (janeiro/julho de 2003).
A empresa, porém, se dopou para atingir estes resultados. É que teria que começar a pagar este ano as primeiras parcelas do contrato de US$ 240 milhões para a transmissão da Copa de 2006, na Alemanha. A primeira
parcela, de US$ 48 milhões, a ser paga em julho, porém, não foi desembolsada e a Estrela da Morte está chorando uma renegociação com os credores. Tudo leva a crer que esta renegociação vá ocorrer, pois é do interesse da Fifa também. Afinal, dos US$ 800 milhões de direitos de televisão recebidos pela entidade que comanda o futebol no mundo, o grupo Globo (TV Globo e a Globosat) entraram com US$ 230 milhões.
O Dia tem um coordenador do Comitê Editorial de O Dia já bem conhecido nas redações imperiais...Vamos ver se dessa vez ele consegue levar a bom termo o barco que lhe foi entregue.
Tânia Malheiros em dose dupla na Lapa nesta semana: na quinta, dia 27, a partir das 20h30, no Café Sacrilégio (Av. Mem de Sá, 81); e no dia seguinte no Dama da Noite (Rua Gomes Freire, 773), a partir das 22h30.
24.11.03
Por falar no professor Lessa, para quem gosta de uma boa teoria conspiratória - daquelas que fazem todo o sentido - uma boa é ir até este endereço para ver matéria assinada por Mauro Braga, o pseudônimo do Hélio Fernandes.
Coitado do professor Carlos Lessa. Vai apanhar muito enquanto os técnicos do BNDES continuarem resistindo a abrir a bolsa da Viúva em benefício das empresas de comunicação.
23.11.03
Ponderação de um conselheiro sobre as indicações para o Prêmio Esso:
Tem mais coisa esquisita nesse Esso.
A principal: a cobertura do Dávila e do Varella no Iraque é espetacular, mas, infelizemente, se estou bem atento, o regulamento é claro, a temática deve ser NACIONAL. E não me venham com aquela conversa de que não se pode ficar "preso ao regulamento". Se um júri não se prende ao regulamento, vai se prender a quê? Ou seja, atropelaram o regulamento, numa carteirada da Folha.
Dê uma lida no regulamento e levante essa lebre, amigo. Qual foi o critério?
Respondi:
A brecha está aqui:
" 2.4. Serão colocados em julgamento apenas os trabalhos escritos em língua portuguesa, publicados em revista ou jornal brasileiros, com sede no País, e que se refiram a fatos, pessoas ou acontecimentos ocorridos em Território Nacional, ou, se no Exterior, a assunto brasileiro ou de repercussão sobre a vida nacional, segundo entendimento da Comissão de Seleção."
Tréplica do conselheiro:
Fala sério.
Qual foi a repercussão sobre a vida nacional que teve a guerra do Iraque? Nenhuma, isso não é brecha. Uma coisa é uma matéria, sei lá, sobre imigrantes brasileiros nos EUA; outra, sobre uma guerra dos EUA no Oriente, que não teve a menor conseqüência entre nós.
Se for assim, vale tudo.
Ele aproveita e vai além:
O caso da "Tarde" é grave. Mostra que o que acontece no Esso não é bem um julgamento, é um acerto entre os grandes jornais, como todo mundo sabe, há anos.
Está na hora de mudar esse júri, não? Os jurados deveriam ser pessoas sem ligação com as grandes empresas de comunicação, talvez professores de faculdades de comunicação, gente do meio acadêmico etc. Do jeito que está, virou uma disputa entre os departamentos de marketing das grandes empresas de comunicação. O Prêmio mudou, cresceu, virou guerra , e a Esso tem que se convencer disso.
Sobre este último ponto, fiz uma observação:
Tinha é que ser que nem o Oscar: a tal comissão indica e quem quiser votar se inscreve via internet, um papelzinho pelo correio e manda de volta pelo mesmo sistema. Assim ganharia uma credibilidade imensa.
Tem mais coisa esquisita nesse Esso.
A principal: a cobertura do Dávila e do Varella no Iraque é espetacular, mas, infelizemente, se estou bem atento, o regulamento é claro, a temática deve ser NACIONAL. E não me venham com aquela conversa de que não se pode ficar "preso ao regulamento". Se um júri não se prende ao regulamento, vai se prender a quê? Ou seja, atropelaram o regulamento, numa carteirada da Folha.
Dê uma lida no regulamento e levante essa lebre, amigo. Qual foi o critério?
Respondi:
A brecha está aqui:
" 2.4. Serão colocados em julgamento apenas os trabalhos escritos em língua portuguesa, publicados em revista ou jornal brasileiros, com sede no País, e que se refiram a fatos, pessoas ou acontecimentos ocorridos em Território Nacional, ou, se no Exterior, a assunto brasileiro ou de repercussão sobre a vida nacional, segundo entendimento da Comissão de Seleção."
Tréplica do conselheiro:
Fala sério.
Qual foi a repercussão sobre a vida nacional que teve a guerra do Iraque? Nenhuma, isso não é brecha. Uma coisa é uma matéria, sei lá, sobre imigrantes brasileiros nos EUA; outra, sobre uma guerra dos EUA no Oriente, que não teve a menor conseqüência entre nós.
Se for assim, vale tudo.
Ele aproveita e vai além:
O caso da "Tarde" é grave. Mostra que o que acontece no Esso não é bem um julgamento, é um acerto entre os grandes jornais, como todo mundo sabe, há anos.
Está na hora de mudar esse júri, não? Os jurados deveriam ser pessoas sem ligação com as grandes empresas de comunicação, talvez professores de faculdades de comunicação, gente do meio acadêmico etc. Do jeito que está, virou uma disputa entre os departamentos de marketing das grandes empresas de comunicação. O Prêmio mudou, cresceu, virou guerra , e a Esso tem que se convencer disso.
Sobre este último ponto, fiz uma observação:
Tinha é que ser que nem o Oscar: a tal comissão indica e quem quiser votar se inscreve via internet, um papelzinho pelo correio e manda de volta pelo mesmo sistema. Assim ganharia uma credibilidade imensa.
Ai, ai, ai...Esse súbito interesse na tal livro do americano que diz que há psicopatas natos está me deixando cabreiro. Tudo bem que tem psicopata nato mesmo, mas eles são ínfima minoria, pelo menos pelo que se observou em todas as pequisas até hoje. Mas do jeito que está sendo posta a discussão sobre o tal livro - pela matéria do Globo de hoje e pelo Zuenir ontem - arrisca transformar-se a deliqüência juvenil de uma questão social geral, com causas históricas e econômicas identificáveis, em mera questão médica individual.
Valha-nos, São Foucault!
Valha-nos, São Foucault!
Bela operação de assessoria essa matéria do Ilimar Franco no Globo sobre a vassalagem de Zé Comissário ao Poderoso Nove Dedos. Ou alguém aí acha que ele ia botar as mãos naquela papelada toda sem muito mais que uma mãozinha num governo que tem se caractarizado por sua instalação antivazamento?
Por falar em JB, os funcionários foram avisados oficialmente que não receberão 13º salário por falta de grana.
A lei? Ah, dane-se a lei, né?
A lei? Ah, dane-se a lei, né?
Podemos falar tudo do Companheiro Gáspari, menos que ele não seja amigo dos seus amigos. Enternecedor o carinho com que ele trata o livro de Marcos Sá Corrêa sobre Itapaiva. A amizade de fé entre os dois é realmente muito bacana: Wally, consultor da "Nossa História", revista da Biblioteca Nacional, emplacou o companheiro no número 1 da publicação, ao lado de historiadores brasileiros de alto coturno.
Hein? Por que Wally? Ah! Era assim que o chamávamos no JB no início dos 90 porque ele sumia nos momentos em que a revolta na redação crescia, que nem aquele bonequinho de quem o Marcos Sá é quase sósia.
Hein? Por que Wally? Ah! Era assim que o chamávamos no JB no início dos 90 porque ele sumia nos momentos em que a revolta na redação crescia, que nem aquele bonequinho de quem o Marcos Sá é quase sósia.
E Dona Míriam? Ela vai dar o mesmo destaque ao estudo de Márcio Pochman que deu ao do Ministério da Fazenda, em especial no capítulo Educação?
Para azar do pessoal da Economia do Globo, porém, no processo de desmontar as argumentações falaciosas do Ministério da Fazenda, o Companheiro Gáspari acabou por desconstruir boa parte da principal matéria da editoria neste domingo, baseada totalmente nos números da Fazenda.
De qualquer maneira, ainda se salvaram coisas interessantes como a fala do Cristóvam Buarque sobre que a discussão sobre educação teria que passar sobre o retorno da classe média às escolas públicas fundamentais para que o Poder Público, sob pressão, se voltasse para elas a fim de resolver os problemas que parecem crônicos. Isso é interessante porque toda vez que se fala sobre a questão da falta de investimentos públicos em educação, não se diz que a classe média é a maior culpada por esta deterioração.
Lá atrás, no fim dos anos 70, início dos 80, o movimento dos professores e dos estudantes fizeram passeatas, greves, congressos e até anúncios para avisar que os militares estavam conscientemente destruindo a escola pública para favorecer apaniguados interessados em ganhar dinheiro com o ensino. A reação da classe média? Nem te ligo. O raciocínio, típico em Bruzundanga, era "se eu posso pagar escola particular, estou me lixando para escola pública". Raciocínio estúpido, obviamente, que deu no que está dando, mas nunca é lembrado.
De qualquer maneira, ainda se salvaram coisas interessantes como a fala do Cristóvam Buarque sobre que a discussão sobre educação teria que passar sobre o retorno da classe média às escolas públicas fundamentais para que o Poder Público, sob pressão, se voltasse para elas a fim de resolver os problemas que parecem crônicos. Isso é interessante porque toda vez que se fala sobre a questão da falta de investimentos públicos em educação, não se diz que a classe média é a maior culpada por esta deterioração.
Lá atrás, no fim dos anos 70, início dos 80, o movimento dos professores e dos estudantes fizeram passeatas, greves, congressos e até anúncios para avisar que os militares estavam conscientemente destruindo a escola pública para favorecer apaniguados interessados em ganhar dinheiro com o ensino. A reação da classe média? Nem te ligo. O raciocínio, típico em Bruzundanga, era "se eu posso pagar escola particular, estou me lixando para escola pública". Raciocínio estúpido, obviamente, que deu no que está dando, mas nunca é lembrado.
O Companheiro Gáspari mostra que pode fazer coisas bacanas mesmo sendo candidato a líder da oposição na imprensa. Hoje, por exemplo, ele detona aquela análise do Ministério da Fazenda sobre a má-distribuição de gastos sociais por parte do governo, demonstrando, entre outras coisas, que o suposto gasto exagerado com a universidade pública é uma falácia, pois ensino fundamental e médio são atribuições dos municípios e dos estados e não do governo federal, como sabe qualquer que tenha lido o capítulo sobre educação da Constituição federal. Na verdade, o governo central gasta apenas 0,5% do PIB com as universidades públicas. E o mais bacana é que o contra-estudo foi feito por Márcio Pochman e sua equipe, petistas de verdade e não por tucanos travestidos.
22.11.03
Já saiu na CPM...:
Você acredita em ressurreição? Pois se não acredita é melhor não olhar o resultado do primeiro semestre da Globopar, divulgado esta semana (com atraso). É que a holding das Organizações Globo, que há mais de um ano está em default (ou seja, não paga a nenhum credor), não está conseguindo arranjar fontes de recursos novas para pagar a dívida de U$ 1,345 bilhões, segundo a avaliação dos auditores da Ernst&Young.
Mas enquanto há vida, há esperança, como dizia Vovó Sinhá. E esta, no caso, vem do EBITDA (Lucros antes de amortização, impostos e depreciação) de R$ 266,7 milhões nos seis primeiros meses deste ano, contra R$ 124 milhões negativos no mesmo período de 2002.
Um adendo à nota do Segundo Colunista que menciona Nilze Carvalho e Chico Buarque. Ela é sucesso nas rodas de samba e choro desde o início dos 80, quando era um prodígio do bandolim, tendo gravado a série Choro de Menina (quatro discos, dos quais tenho dois aqui em algum lugar).
"República sindicalista", Colunista da 4?! Homessa! Isso não é escrito desde os tempos do IPES-IBAD, pré-64!!! A próxima vai ser o quê? "O PT está atentando contra os valores cristãos da família brasileira"?
21.11.03
Ah! A cerimônia de entrega do Prêmio Esso será em 16 de dezembro, no Sofitel do Posto 6.
Conselheiro estranhou a pequena representação do Globo no Esso deste ano, especialmente dos bons cadernos especiais editados pelo jornal. Realmente, não tenho uma explicação plausível para isso a não ser, talvez, que os organizadores do Esso não tenham querido dar muita força a quem já se deu bem no Embratel, caso do Globo e seus especiais. A exceção seria a matéria Máfia dos Fiscais, da IstoÉ, que venceu o segundo e está na disputa do primeiro.
Mas pior do que O Globo, entre os grandes, foram Estadão, Veja e JB, que não emplacaram nada. Embora, para falar a verdade, nem saiba se eles inscreveram algum trabalho.
Mas pior do que O Globo, entre os grandes, foram Estadão, Veja e JB, que não emplacaram nada. Embora, para falar a verdade, nem saiba se eles inscreveram algum trabalho.
A ânsia de falar mal do governo - e uma certa inexperiência em fazer oposição - provoca alguns tropeços, como esse do Boechat:
Borracha nova
Mesmo depois de tantos cortes de verbas, o Ministério do Esporte não está assim tão mal de grana.
Se estivesse, pouparia os R$ 126 mil que acaba de gastar num carro novo para o ministro Mares Guia.
Um Omega australiano, último modelo.
Walfrido dos Mares Guia é ministro sim, mas do Turismo. O dos Esportes é Agnelo Queiroz.
Borracha nova
Mesmo depois de tantos cortes de verbas, o Ministério do Esporte não está assim tão mal de grana.
Se estivesse, pouparia os R$ 126 mil que acaba de gastar num carro novo para o ministro Mares Guia.
Um Omega australiano, último modelo.
Walfrido dos Mares Guia é ministro sim, mas do Turismo. O dos Esportes é Agnelo Queiroz.
Conselheira ainda fica indignada com a Hilde (a nota é de ontem):
Frase lapidar na Hilde de hoje:
FOI UMA FESTA sem miséria - em cada mesa do Golden , uísque Red Label e um balde de champagne francês Mumm, na temperatura certa, até 4 da manhã!
Os negritos todos no original.
Frase lapidar na Hilde de hoje:
FOI UMA FESTA sem miséria - em cada mesa do Golden , uísque Red Label e um balde de champagne francês Mumm, na temperatura certa, até 4 da manhã!
Os negritos todos no original.
Mais três comentários derivados do caderno "A Cor do Brasil", do Globo:
1. Essa ascensão da questão negra a um dos pólos do debate social no Brasil vai levar a um acirramento do preconceito, que poderá, inclusive, passar a ser violento. Os grupos neonazistas hoje são mais voltados contra os nordestinos e os homessexuais, mas isso porque "o negro sabe qual era o seu lugar". Como agora sabe que o lugar dele é o lugar que também pode ser do branco, estes não vão gostar nada. Este acirramento já pode ser sentido nas ruas - aumento do número de piadas desrespeitosas, inclusive com um índice maior de agressividade; adolescentes brancos de classe média manifestando racismo devido a questão das cotas, etc -, mas pode levar tempo a chegar às redações, até porque os jornalistas influentes nelas não costumam andar de ônibus e frequentar filas de banco, locais propícios a sentir o humor das ruas. Marcos do início deste confronto poderão ser a definição das questões das cotas e se o feriado de Zumbi for elevado a nível federal. É bom ficar de olho.
2. "A Cor do Brasil" diz que os negros são os últimos em todos os quesitos sociais. Abaixo dos índios?
3. Por falar nisso, O Globo agora fica com a responsabilidade de fazer um caderno tão brilhante quando este no Dia do Índio do ano que vem.
1. Essa ascensão da questão negra a um dos pólos do debate social no Brasil vai levar a um acirramento do preconceito, que poderá, inclusive, passar a ser violento. Os grupos neonazistas hoje são mais voltados contra os nordestinos e os homessexuais, mas isso porque "o negro sabe qual era o seu lugar". Como agora sabe que o lugar dele é o lugar que também pode ser do branco, estes não vão gostar nada. Este acirramento já pode ser sentido nas ruas - aumento do número de piadas desrespeitosas, inclusive com um índice maior de agressividade; adolescentes brancos de classe média manifestando racismo devido a questão das cotas, etc -, mas pode levar tempo a chegar às redações, até porque os jornalistas influentes nelas não costumam andar de ônibus e frequentar filas de banco, locais propícios a sentir o humor das ruas. Marcos do início deste confronto poderão ser a definição das questões das cotas e se o feriado de Zumbi for elevado a nível federal. É bom ficar de olho.
2. "A Cor do Brasil" diz que os negros são os últimos em todos os quesitos sociais. Abaixo dos índios?
3. Por falar nisso, O Globo agora fica com a responsabilidade de fazer um caderno tão brilhante quando este no Dia do Índio do ano que vem.
Devido ao adiantado da hora, só um comentário a respeito da lista do Esso. Estranhei a indicação para o Esso de Reportagem da matéria sobre o grampo do ACM feita pela IstoÉ e não a publicada pela A Tarde, que foi o primeiro órgão a puxar o assunto, mas só ficou com a indicação para o prêmio regional do Nordeste.
Olha aí os finalistas do Prêmio Esso deste ano:
Reportagem
Máfia dos Fiscais - Amaury Ribeiro Júnior, Sônia Filgueiras, Francisco Alves Filho, Ricardo Miranda e Liana Melo - IstoÉ.
Grampo que vem da Bahia - Luiz Cláudio Cunha, Weiller Diniz, Leonel Rocha e Eduardo Holanda - IstoÉ.
Estados Unidos atacam o Iraque - Sérgio Dávila - Folha De S.Paulo
Fotografia
Fotos revelam assassino de fotógrafo - André Porto - Agora S.Paulo.
Vôo para a morte - Marcio Rodrigues - Agência Fotocom
O retrato do desemprego - Domingos Peixoto - O Globo.
A quinta noite de violência - Fernando Quevedo - O Globo.
Guerra no Iraque - Juca Varella - Folha De S.Paulo.
Informação Econômica
A Indústria da recolocação - Cássio Utiyama, Dalen Jacomino e Maria Tereza Gomes - Você S/A.
Rua da amargura - Fabiane Stefane - Isto É Dinheiro.
A terceirização que mata - Cássia Almeida, Ramona Ordoñez, Geralda Doca, Érica Ribeiro, Walter Huamany, Higino De Barros, Maria Tereza Boccardi e Luciene Araújo - O Globo
Informação Científica, Tecnológica e Ecológica
Especial Veja Saúde 2002 - Karina Pastore, Paula Neiva e Andréia Caíres - Veja.
Amazônia Brasileira - Marques Casara - Observatório Social (revista).
Caderno Eureka - Leoli Camargo, Lúcia Pires, Caroline Torma, Elton Werb, Anelise Zanoni e Andrei Netto - Zero Hora.
Especial de Primeira Página
Reforma de Lula promete mudar o país - Gildicelli Alencar - O Povo.
Traficantes incendeiam o Rio - Luiz Vieira Júnior - Extra.
Choque e Pavor - Rodolfo Fernandes, Luiz Novaes e Cláudio Prudente - O Globo.
Criação Gráfica - Jornal
No War - E o mundo fracassou - Júlio Moreira e César Mota - Estado de Minas.
Barreira de Saddam - Renata Maneschy, Fernando Alvarus e Alessandro Alvim - O Globo
Prisioneiros de Guerra - Adailton Pereira Gontijo - Folha de S.Paulo
Criação Gráfica - Revista
Cem maneiras de transformar o seu corpo - Paola Giavina e Sérgio Cury -TPM.
Gente que constrói o Brasil - Tatiana Cardeal e Pedro Motta - Revista Nova Escola.
O Tao do sexo - Fernando Naigeborin, Marcelo Zocchio e Inara Correa -Vida Simples.
Especial Interior
Corrupção de Menores - Luiz Carlos Barbon Filho - jornal Realidade, de Porto Ferreira (SP).
Maratona pela vida - Alexandre Laraia Gama - Diário Da Região, de São José do Rio Preto (SP).
Insegurança na noite - Fiu Saldanha - Jornal de Santa Catarina, de Blumenau.
Regional Norte
Amazônia - Marilea Amaral e Dione Santana - A Crítica.
A Impunidade dos senhores de escravos - Ronaldo Brasiliense - O Paraense.
Vergonha! Crianças sobrevivem em lixões - Ronaldo Brasiliense - O Paraense
Regional Nordeste
Grampos ilegais na Bahia - Marconi De Souza, Cíntia Kelly, Flávio Oliveira, José Fonseca Filho, Lenilde Pacheco e Ricardo Hollanda - A Tarde.
Abusos contra a criança - Iracema Sales, Neila Fontenele, Mozarly Almeida e Marcus Peixoto - Diário do Nordeste.
Mortes na fila da UTI - Demitri Túlio e Equipe - O Povo.
Regional Centro-Oeste
Corrupção no Tribunal de Justiça do Distrito Federal - Ana Maria Campos, Leonardo Cavalcanti, Matheus Leitão, Adriano Ceolin, Rodrigo Rangel , Paola Lima e Roberto Fonseca - Correio Braziliense.
Tragédia anunciada - Daniela Arbex - Tribuna de Minas.
Guerrilha do Araguaia - Eumano Silva, Thiago Vitale, Matheus Leitão e Rodrigo Rangel - Correio Braziliense.
Regional Sul
Uma viagem ao país bandido - Carlos Wagner - Zero Hora.
Retalhos do Brasil - Carlos Etchichury - Zero Hora.
Descontrole no uso de carros oficiais em SC - Ana Mimoso - Diário Catarinense.
Regional Sudeste
Crime sobre rodas - João Antônio Barros, Bartolomeu Brito e Márcia Brasil - O Dia.
Chiquinho da Mangueira - Secretário sob suspeita - Dimmi Amora, Maiá Menezes, Ana Cláudia Costa, Antônio Werneck, Carla Rocha, Elenilce Bottari e Alan Gripp - O Globo.
Traficantes nos Quartéis - Antônio Werneck - O Globo.
Especial de Telejornalismo
Sucata vira ônibus em vistoria do Daer - Giovani Grizotti, Julio César Santos e André Maciel - exibido no programa Teledomingo da RBS TV.
Documento Aids 2002 - Andréa Cassola, Zico Góes e Lílian Amarante - exibido no MTV Brasil da MTV
Sindicato do Crime - César Tralli e Douglas Pina - exibido no Jornal Nacional da Rede Globo
Melhor Contribuição à Imprensa
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo - ABRAJI
Venda de Reportagens - Fernando Rodrigues - Folha de S. Paulo.
Reportagem
Máfia dos Fiscais - Amaury Ribeiro Júnior, Sônia Filgueiras, Francisco Alves Filho, Ricardo Miranda e Liana Melo - IstoÉ.
Grampo que vem da Bahia - Luiz Cláudio Cunha, Weiller Diniz, Leonel Rocha e Eduardo Holanda - IstoÉ.
Estados Unidos atacam o Iraque - Sérgio Dávila - Folha De S.Paulo
Fotografia
Fotos revelam assassino de fotógrafo - André Porto - Agora S.Paulo.
Vôo para a morte - Marcio Rodrigues - Agência Fotocom
O retrato do desemprego - Domingos Peixoto - O Globo.
A quinta noite de violência - Fernando Quevedo - O Globo.
Guerra no Iraque - Juca Varella - Folha De S.Paulo.
Informação Econômica
A Indústria da recolocação - Cássio Utiyama, Dalen Jacomino e Maria Tereza Gomes - Você S/A.
Rua da amargura - Fabiane Stefane - Isto É Dinheiro.
A terceirização que mata - Cássia Almeida, Ramona Ordoñez, Geralda Doca, Érica Ribeiro, Walter Huamany, Higino De Barros, Maria Tereza Boccardi e Luciene Araújo - O Globo
Informação Científica, Tecnológica e Ecológica
Especial Veja Saúde 2002 - Karina Pastore, Paula Neiva e Andréia Caíres - Veja.
Amazônia Brasileira - Marques Casara - Observatório Social (revista).
Caderno Eureka - Leoli Camargo, Lúcia Pires, Caroline Torma, Elton Werb, Anelise Zanoni e Andrei Netto - Zero Hora.
Especial de Primeira Página
Reforma de Lula promete mudar o país - Gildicelli Alencar - O Povo.
Traficantes incendeiam o Rio - Luiz Vieira Júnior - Extra.
Choque e Pavor - Rodolfo Fernandes, Luiz Novaes e Cláudio Prudente - O Globo.
Criação Gráfica - Jornal
No War - E o mundo fracassou - Júlio Moreira e César Mota - Estado de Minas.
Barreira de Saddam - Renata Maneschy, Fernando Alvarus e Alessandro Alvim - O Globo
Prisioneiros de Guerra - Adailton Pereira Gontijo - Folha de S.Paulo
Criação Gráfica - Revista
Cem maneiras de transformar o seu corpo - Paola Giavina e Sérgio Cury -TPM.
Gente que constrói o Brasil - Tatiana Cardeal e Pedro Motta - Revista Nova Escola.
O Tao do sexo - Fernando Naigeborin, Marcelo Zocchio e Inara Correa -Vida Simples.
Especial Interior
Corrupção de Menores - Luiz Carlos Barbon Filho - jornal Realidade, de Porto Ferreira (SP).
Maratona pela vida - Alexandre Laraia Gama - Diário Da Região, de São José do Rio Preto (SP).
Insegurança na noite - Fiu Saldanha - Jornal de Santa Catarina, de Blumenau.
Regional Norte
Amazônia - Marilea Amaral e Dione Santana - A Crítica.
A Impunidade dos senhores de escravos - Ronaldo Brasiliense - O Paraense.
Vergonha! Crianças sobrevivem em lixões - Ronaldo Brasiliense - O Paraense
Regional Nordeste
Grampos ilegais na Bahia - Marconi De Souza, Cíntia Kelly, Flávio Oliveira, José Fonseca Filho, Lenilde Pacheco e Ricardo Hollanda - A Tarde.
Abusos contra a criança - Iracema Sales, Neila Fontenele, Mozarly Almeida e Marcus Peixoto - Diário do Nordeste.
Mortes na fila da UTI - Demitri Túlio e Equipe - O Povo.
Regional Centro-Oeste
Corrupção no Tribunal de Justiça do Distrito Federal - Ana Maria Campos, Leonardo Cavalcanti, Matheus Leitão, Adriano Ceolin, Rodrigo Rangel , Paola Lima e Roberto Fonseca - Correio Braziliense.
Tragédia anunciada - Daniela Arbex - Tribuna de Minas.
Guerrilha do Araguaia - Eumano Silva, Thiago Vitale, Matheus Leitão e Rodrigo Rangel - Correio Braziliense.
Regional Sul
Uma viagem ao país bandido - Carlos Wagner - Zero Hora.
Retalhos do Brasil - Carlos Etchichury - Zero Hora.
Descontrole no uso de carros oficiais em SC - Ana Mimoso - Diário Catarinense.
Regional Sudeste
Crime sobre rodas - João Antônio Barros, Bartolomeu Brito e Márcia Brasil - O Dia.
Chiquinho da Mangueira - Secretário sob suspeita - Dimmi Amora, Maiá Menezes, Ana Cláudia Costa, Antônio Werneck, Carla Rocha, Elenilce Bottari e Alan Gripp - O Globo.
Traficantes nos Quartéis - Antônio Werneck - O Globo.
Especial de Telejornalismo
Sucata vira ônibus em vistoria do Daer - Giovani Grizotti, Julio César Santos e André Maciel - exibido no programa Teledomingo da RBS TV.
Documento Aids 2002 - Andréa Cassola, Zico Góes e Lílian Amarante - exibido no MTV Brasil da MTV
Sindicato do Crime - César Tralli e Douglas Pina - exibido no Jornal Nacional da Rede Globo
Melhor Contribuição à Imprensa
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo - ABRAJI
Venda de Reportagens - Fernando Rodrigues - Folha de S. Paulo.
20.11.03
Simone Gondim terminou o contrato com a Factual e emendou na Ethos Comunicação, onde estagiou em não tão priscas eras assim (ela é jovem). Cuida da conta do restaurante Cordato e de alguns jornais internos que a empresa produz.
Quer dizer, Tereza, que o nosso ministro da Justiça não sabia que quem comanda essa nova tentativa de diminuir a maioridade penal é o pai da menina assassinada em São Paulo? Mas em que mundo vive esse senhor? Ele não vê tevê, não lê revista ou jornal? Não lê nem o clipping de sua assessoria? Aliás, há clipping no Ministério da Juistiça?
Mais uma vez: o que faz a Secom neste governo?
Mais uma vez: o que faz a Secom neste governo?
Uma menção especial a Léo Tavejnhansky (será que acertei?) pelo visual em preto, branco e vermelho do caderno, e a Leonardo Aversa pelas fotos em preto e quase-branco. Duas belas molduras para o texto e as idéias contidas nele.
Este caderno repõe uma questão que me deixa muito curioso: que tipo de beberagem Dona Míriam ingere quando vai falar da questão negra no Brasil? Deve algo muito semelhante a do dr. Jekyll, pois não é possível que a mesma pessoa que defende o "estado guarda noturno" (aquele que só cuida que o mercado não seja perturbado) seja também a que defende, com tanta paixão e tanto denodo, um grupo de excluídos que só é lembrado pelo tal guarda na hora descer o cassetete na cabeça de alguém..
Bem, façam suas apostas: quantos prêmios este maravilhoso caderno sobre negros do Globo, parceria entre Flávia Oliveira e Dona Míriam, vai ganhar? Como gosto de números redondos, boto aí uns 10, incluindo a medalha de outro daquele concurso da Unesco no qual este ano Flávia levou a de prata.
Depois do jogo de hoje, o Nove Dedos, que já é vaidoso, vai poder dizer que transcendeu e entrou na categoria dos profetas: o vexame da seleção a que ele se referia não era no jogo com o Peru, mas o do Uruguai.
19.11.03
Nem só do povo da FAIR vive a boa crítica de mídia dos EUA. Aí do lado, lá embaixo, você pode encontrar a partir de agora o atalho pro sítio da ZMag, que tem duas vantagens sobre a FAIR: fala da mídia de outros países e também de outros assuntos além do mundo-mídia. Um exemplo que abarca as duas vantagens você pode ver neste artigo de Norman Solomon, aliás um dos "pais fundadores" da FAIR.
Excelente observação de um novel Conselheiro (participa pela primeira vez, ao que me lembre) sobre a coluna de Zuenir Ventura de hoje:
O assassinato de Felipe Caffé e Liana Friedenbach coloca em questão temas que vão muito além da idade penal, da Febem e mesmo da relação entre criminalidade e desigualdade social. Um trecho do artigo de hoje do Zuenir Ventura é exemplar:
"Cada vez que olho para a foto de Liana, o que vejo é um quadro, uma alegoria, o protótipo do bem e da beleza - o rosto lindo, ligeiramente oval, os olhos verdes, a cabeça meio inclinada para o lado, os cabelos lisos. Como uma imagem assim não foi capaz de despertar pelo menos piedade?"
Foi o Zuenir, mas poderia ter sido eu, você, qualquer um. Diante de casos chocantes, escrevemos bobagens. Escrevemos quase "sem querer" coisas tão absurdas e reveladoras quanto essa. Que tipo de piedade mereceria um rosto feio, olhos pretos, cabelos crespos? E se Liana não tivesse um futuro promissor, mas sim uma vida sofrida, na periferia de São Paulo, na Baixada Fluminense, no sertão nordestino?
Zuenir, autor do indispensável "Cidade partida", provavelmente não quis dizer nada disso. Mas deveria ter dito. Deveria ter dito que o caso passaria em branco, que não motivaria passeatas, que não levaria a Rede Globo a tocar o hino nacional na novela das oito, que não comoveria ninguém, além dos amigos e parentes das vítimas. Vítimas que aparecem quase todos os dias em favelas, bairros pobres, terras de ninguém. Algumas vezes com um tiro, outras com 15 facadas. Mas, nessa hora, o pessoal da passeata, da novela das oito, da comoção não pode ver. Estão todos muito ocupados pensando em como acabar com tanta violência.
O assassinato de Felipe Caffé e Liana Friedenbach coloca em questão temas que vão muito além da idade penal, da Febem e mesmo da relação entre criminalidade e desigualdade social. Um trecho do artigo de hoje do Zuenir Ventura é exemplar:
"Cada vez que olho para a foto de Liana, o que vejo é um quadro, uma alegoria, o protótipo do bem e da beleza - o rosto lindo, ligeiramente oval, os olhos verdes, a cabeça meio inclinada para o lado, os cabelos lisos. Como uma imagem assim não foi capaz de despertar pelo menos piedade?"
Foi o Zuenir, mas poderia ter sido eu, você, qualquer um. Diante de casos chocantes, escrevemos bobagens. Escrevemos quase "sem querer" coisas tão absurdas e reveladoras quanto essa. Que tipo de piedade mereceria um rosto feio, olhos pretos, cabelos crespos? E se Liana não tivesse um futuro promissor, mas sim uma vida sofrida, na periferia de São Paulo, na Baixada Fluminense, no sertão nordestino?
Zuenir, autor do indispensável "Cidade partida", provavelmente não quis dizer nada disso. Mas deveria ter dito. Deveria ter dito que o caso passaria em branco, que não motivaria passeatas, que não levaria a Rede Globo a tocar o hino nacional na novela das oito, que não comoveria ninguém, além dos amigos e parentes das vítimas. Vítimas que aparecem quase todos os dias em favelas, bairros pobres, terras de ninguém. Algumas vezes com um tiro, outras com 15 facadas. Mas, nessa hora, o pessoal da passeata, da novela das oito, da comoção não pode ver. Estão todos muito ocupados pensando em como acabar com tanta violência.
Outra atrasada, do dia 18, vinda do Conselheiro do Sul:
Do Joaquim:
Em 1 de dezembro
O Natal deste ano na Garcia D’Ávila terá um plus a mais em relação aos dois últimos.
Se ele queria fazer uma graça com plus a mais deveria colocar em itálico ou aspas, né? Assim como tá, parece erro
Do Joaquim:
Em 1 de dezembro
O Natal deste ano na Garcia D’Ávila terá um plus a mais em relação aos dois últimos.
Se ele queria fazer uma graça com plus a mais deveria colocar em itálico ou aspas, né? Assim como tá, parece erro
Como fiquei dois dias naquela maquete em tamanho natural erguida no Planalto Central (rimou...), vou postar com atraso algumas colaborações de conselheiros. A primeira, do dia 17:
Saca só duas colunas publicadas hoje.
Informe do Dia:
Vai ser divulgado hoje o último ranking do ano dos programas mais apelativos denunciados pelo público para a campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania, coordenada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O número de denúncias ainda não foi fechado, mas, na última contagem, feita há 10 dias, havia mais de 10 mil reclamações. A novela *Celebridade*, da Rede Globo, recebeu mais de 40 denúncias. As reclamações eram sobre a grande quantidade de palavrão nos diálogos da novela e sobre o abuso de cenas de sexo.
Márcia Peltier:
Iniciativa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, a campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania está completando um ano este mês, com boa marca: já recebeu 1.500 denúncias.
Uma pequena diferença entre os números. Apenas 8.500 a mais.
Saca só duas colunas publicadas hoje.
Informe do Dia:
Vai ser divulgado hoje o último ranking do ano dos programas mais apelativos denunciados pelo público para a campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania, coordenada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O número de denúncias ainda não foi fechado, mas, na última contagem, feita há 10 dias, havia mais de 10 mil reclamações. A novela *Celebridade*, da Rede Globo, recebeu mais de 40 denúncias. As reclamações eram sobre a grande quantidade de palavrão nos diálogos da novela e sobre o abuso de cenas de sexo.
Márcia Peltier:
Iniciativa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, a campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania está completando um ano este mês, com boa marca: já recebeu 1.500 denúncias.
Uma pequena diferença entre os números. Apenas 8.500 a mais.
Segundo Colunista, este plástico do nascido nu, sem dente e careca é velhinho, hein?
Do Blowg:
Coleguinhas, notícias frescas Modificações no jornalismo do JN. Renato Ribeiro, que era o número dois do Jornal Nacional, passa para editora Rio, no lugar de Cesar Seabra, que segue para Nova York. Eric Hart deixa Londres e volta para o Rio, sendo substituído por [Marcos] Uchoa e [Marcos] Losekann. Ilze S [camparini]. mantém a base em Roma. Toda a parte européia terá coordenação do Uchoa. Provavelmente ainda no primeiro semestre, novos espaços vão estar presentes no jornalismo da emissora. Caco Barcellos passa a trabalhar em Paris, a primeira das novas sedes. Jerusalém ficará a cargo de Losekann. Buenos Aires tb ganhará um repórter especial, ainda não definido e, até o fim de 2004, a Rede Globo contará com um correspondente internacional na China.
Coleguinhas, notícias frescas Modificações no jornalismo do JN. Renato Ribeiro, que era o número dois do Jornal Nacional, passa para editora Rio, no lugar de Cesar Seabra, que segue para Nova York. Eric Hart deixa Londres e volta para o Rio, sendo substituído por [Marcos] Uchoa e [Marcos] Losekann. Ilze S [camparini]. mantém a base em Roma. Toda a parte européia terá coordenação do Uchoa. Provavelmente ainda no primeiro semestre, novos espaços vão estar presentes no jornalismo da emissora. Caco Barcellos passa a trabalhar em Paris, a primeira das novas sedes. Jerusalém ficará a cargo de Losekann. Buenos Aires tb ganhará um repórter especial, ainda não definido e, até o fim de 2004, a Rede Globo contará com um correspondente internacional na China.
Dona Míriam defendendo o cumprimento de decisões de congresso interno do PT?!!
Assim eu piro...
Assim eu piro...
17.11.03
Título sensacional na Hilde:
A morte é imortal
A morte é imortal
Viajo hoje para aquela maquete gigante lá do Planalto Central, onde fico até amanhã à noite. Como sempre em casos semelhantes, se arranjar um computador com acesso à Rede, posto alguma coisa de lá, ok? E também respondo os emeios, claro.
Do Panorama Político:
Os articuladores políticos do governo não estão unidos sobre qual o momento adequado para fazer a reforma. Uma ala tem pressa em satisfazer o apetite do PMDB e quer entregar ao aliado o pedido da hora: os ministérios das Cidades e das Comunicações. Mas a maioria considera premeditado fazer qualquer mudança antes de o Congresso concluir a votação das reformas da Previdência e tributária.
Não seria precipitado?
Os articuladores políticos do governo não estão unidos sobre qual o momento adequado para fazer a reforma. Uma ala tem pressa em satisfazer o apetite do PMDB e quer entregar ao aliado o pedido da hora: os ministérios das Cidades e das Comunicações. Mas a maioria considera premeditado fazer qualquer mudança antes de o Congresso concluir a votação das reformas da Previdência e tributária.
Não seria precipitado?
16.11.03
O locutor Paulo Andrade, ex-SBT, reforça a equipe da ESPN-Brasil.
Está valendo o esforço de Flávia Barbosa e Gilberto Scofield Jr. na série "A ofensiva dos emergentes". Vai dar pra ganhar prêmio por aí, mas teria ficado bem mais bacana se o jornal tivesse investido e mandado pelo menos um dos repórteres nos locais. Enfim, com grana curta, o negócio é ir se defendendo com internet e o que mais der, né?
A revista Nossa História, da Biblioteca Nacional, que, diz o Segundo Colunista, vai ser lançada na terça, já pode ser encontrada nas bancas do Centro. Como historiador frustrado, vou comprá-la, assim como a História Nova, essa está mais difícil porque parece que esgotou.
Aliás, o Segundo Colunista devia dar uma passadinha na Economia e consultar a excelente Patrícia Eloy. Ela explicaria, como vem fazendo há dias no jornal em que ambos trabalham, que o dólar tem subido devido aos vencimentos que ocorrerão neste fim de ano.
Por falar na Dona Míriam, o maridão dela faz uma aparição estapafúrdia no Segundo Colunista. Sérgio Abranches chama o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães de ultrapassado por ter dito outro dia que não se importaria de o Brasil ter 500 milhões de habitantes. Para acusar o diplomata disso, o marido de Dona Míriam nunca deve ter ouvido falar da figura de linguagem chamada hipérbole, usada para enfatizar uma pensamento. Um exemplo de hipérbole:
Sérgio Abranches ganhou rios de dinheiro durante a privatização ocorrida no governo FHC ao fazer parte da comissão que coordenava a venda das estatais.
Na verdade, o problema do companheiro de Dona Míriam com o Pinheiro Guimarães é que este defende que o Brasil tenha uma atitude altiva nas negociações com os Estados Unidos em relação à Alca, idéia simplesmente esconjurada por Abranches, que prefere a atitude tradicional da elite bruzundanguense de aceitar aqueles acordos "caracus" com os gringos.
Sérgio Abranches ganhou rios de dinheiro durante a privatização ocorrida no governo FHC ao fazer parte da comissão que coordenava a venda das estatais.
Na verdade, o problema do companheiro de Dona Míriam com o Pinheiro Guimarães é que este defende que o Brasil tenha uma atitude altiva nas negociações com os Estados Unidos em relação à Alca, idéia simplesmente esconjurada por Abranches, que prefere a atitude tradicional da elite bruzundanguense de aceitar aqueles acordos "caracus" com os gringos.
Dona Miriam precisa melhorar na retórica. Hoje, mais uma vez, ela volta a armar uma confusão que não lhe faz jus à grande inteligência. A vítima foi, também mais uma vez, a universidade pública, acusada por ela de tirar as verbas de estudo dos mais pobres para financiar os filhinhos-de-papai. Um dos Grandes Mistérios de Bruzundanga é por que, por anos a fio, os porta-vozes do mandarinato local insistem em opor os gastos de educação com a universidade aos com a educação básica dos pobres, mas nunca pensaram em botar, de um lado, os gastos de educação com a universidade E aqueles com a educação básica dos pobres e, de outro, o gasto com os juros pagos à banca internacional e nacional que encurtam o orçamento do país em geral, incluindo a educação.
Ahá!! Dona Míriam achou um estudo do governo anterior sobre a má distribuição de recursos públicos entre as classes. Não deve ser lá grande coisa, já que ela nem se lembrava (ou mesmo sabia) dele, mas já deu para tirar a primazia do atual governo de ter feito um estudo a respeito do assunto.
15.11.03
Valeu, Scarpino, grande figura!
A Publicom ganhou o bi do Prêmio Aberje Nacional, categoria Atendimento ao Consumidor, dessa vez com o cas de administração de crises feito para a Kraft Foods. (J&C)
Lula Branco Martins volta à reportagem, ficando Ulisses Mattos como editor da Programa, contando apenas com Leticia Pimenta como editora-assistente (Jornalistas&Cia)
Esta discussão sobre a diminuição da idade penal dos jovens para 16 anos está, a cada dia, se tornando uma magnífica demonstração de como os meios de comunicação de uma discussão racional como o diabo foge da cruz. Conscientemete - pois só admito burrice até certo ponto -, eles alimentam o medo das pessoas, levando-as à histeria. Não posso acreditar que pessoas com um mínimo de inteligência acreditem mesmo que diminuir em dois anos a idade para que um jovem seja considerado apto a ser julgado como adulto vá resolver o problema do aumento da criminalidade juvenil. Pois é disso que estamos falando, não é? Porque se não for, se estivermos falando só de vingança e olho-por-olho, devemos imediatamente passar à discussão da diminuição da idade penal para algo em torno de dez anos. Não resolveria nada - porque os encarregados do departamento de recrutamento e seleção do crime iriam apenas baixar a idade máxima dos recrutas para nove anos, é claro -, mas pelo menos seríamos poupados de, daqui a uma década, ter que discutir a redução de 16 para 14 anos; daqui a duas, dos 14 para os 12, e lá por 2030, de 12 para dez.
Mas as empresas de comunicação têm a sua defesa, naturalmente. Afinal, com as agências com a grana cada vez mais curta e os mídias bem mais seletivos, é obrigatório seguir os desejos sanguinários da turba para que se aumente a venda de jornais e as audiências de rádios e tevês. Afinal, the business first, isn't it?
Mas as empresas de comunicação têm a sua defesa, naturalmente. Afinal, com as agências com a grana cada vez mais curta e os mídias bem mais seletivos, é obrigatório seguir os desejos sanguinários da turba para que se aumente a venda de jornais e as audiências de rádios e tevês. Afinal, the business first, isn't it?
14.11.03
O I Congresso Nacional de Jornalistas de Imagem, promovido pela Arfoc Brasil, está marcado para o período de 21 a 23 próximos. Mais informações, programação e inscrição pelo 2524-9488 ou no endereço www.arfoc.org.br.
Dia 18, terça-feira, Tim Lopes faria 53 anos. Em sua memória será realizada, às 8h30m, missa na Capela da PUC , celebrada pelo Padre Fernando Bastos De Ávila.
Após a missa, às 9h30m, será lançado no ginásio da universidade o livro "O Grito dos Inocentes", um guia sobre a situação da violência sexual contra jovens e adolescentes no Brasil, voltado para jornalistas. O lançamento será seguido de palestra da socióloga Marlene Vaz, do Instituto World Childhood (WCF-Brasil), entidade fundada pela Rainha Sílvia, da Suécia.
Dentro do mesmo assunto, vários profissionais da mídia e organizações de direitos das crianças vão debater a violência sexual contra crianças e adolescentes e como o tema está sendo tratado pelos veículos de comunicação. Participarão do debate - organizado pelo Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio - os cinco jornalistas do jornal A Tarde, de Salvador, vencedores do Concurso Tim Lopes para Projetos de Investigação Jornalística; o diretor executivo de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel; Veet Vivarta, diretor-editor da ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e a coordenadora executiva da Rede ANDI, Graziella Nunes. O diretor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, professor Miguel Pereira, presidirá a mesa.
Após a missa, às 9h30m, será lançado no ginásio da universidade o livro "O Grito dos Inocentes", um guia sobre a situação da violência sexual contra jovens e adolescentes no Brasil, voltado para jornalistas. O lançamento será seguido de palestra da socióloga Marlene Vaz, do Instituto World Childhood (WCF-Brasil), entidade fundada pela Rainha Sílvia, da Suécia.
Dentro do mesmo assunto, vários profissionais da mídia e organizações de direitos das crianças vão debater a violência sexual contra crianças e adolescentes e como o tema está sendo tratado pelos veículos de comunicação. Participarão do debate - organizado pelo Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio - os cinco jornalistas do jornal A Tarde, de Salvador, vencedores do Concurso Tim Lopes para Projetos de Investigação Jornalística; o diretor executivo de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel; Veet Vivarta, diretor-editor da ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e a coordenadora executiva da Rede ANDI, Graziella Nunes. O diretor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, professor Miguel Pereira, presidirá a mesa.
Outra conselheira obtempera que a notinha da Hilde sobre os vôos para o Japão via EUA na verdade saiu há um mês no Segundo Colunista do Globo e já era velha na ocasião, pois a confusão começou logo depois da arrogante e paranóica decisão americana, na época do Pan de Santo Domingo.
Nova da Conselheira e, de longe, a mais sensacional do dia. Talvez do mês:
Da Folha de hoje, matéria sobre a Operação Anaconda, somente para felizes assinantes
Grupo articulou a destruição de provas
LILIAN CHRISTOFOLETTI
RUBENS VALENTE
[...] "Preocupados com escutas telefônicas e com o vazamento de informações, o clima era de alarme entre os acusados. O delegado Bellini, segundo o empresário Sérgio Chiamarelli narrou por telefone ao agente federal Rodriguez, estava "apavorado, dizendo que tem uma pica voadora do tamanho do [edifício] Empire State" e que eles precisavam se reunir para discutir o assunto."
O relato sobre o estranho objeto voador identificadíssimo está na página A6, segunda coluna, logo abaixo do subtítulo "apavorados".
Da Folha de hoje, matéria sobre a Operação Anaconda, somente para felizes assinantes
Grupo articulou a destruição de provas
LILIAN CHRISTOFOLETTI
RUBENS VALENTE
[...] "Preocupados com escutas telefônicas e com o vazamento de informações, o clima era de alarme entre os acusados. O delegado Bellini, segundo o empresário Sérgio Chiamarelli narrou por telefone ao agente federal Rodriguez, estava "apavorado, dizendo que tem uma pica voadora do tamanho do [edifício] Empire State" e que eles precisavam se reunir para discutir o assunto."
O relato sobre o estranho objeto voador identificadíssimo está na página A6, segunda coluna, logo abaixo do subtítulo "apavorados".
A Conselheira defensora do Zuenir está impossível.
Da Folha do dia 9:
Diferentemente do que informamos na reportagem Com dois gols de Nilmar, Internacional vence o Atlético-MG (Esporte, 09/11/2003, às 19h54), o nome do técnico do Atlético-MG é Procopio Cardoso e não Procópio Ferreira.
Da Folha do dia 9:
Diferentemente do que informamos na reportagem Com dois gols de Nilmar, Internacional vence o Atlético-MG (Esporte, 09/11/2003, às 19h54), o nome do técnico do Atlético-MG é Procopio Cardoso e não Procópio Ferreira.
Da mesma conselheira que defendeu o Véio Zuza:
"Da Hilde de hoje:
E POR FALAR em 11 de setembro, a Varig está querendo suspender o seu vôo para LA, que serve de conexão para o Japão, porque os aviões estão às moscas desde que o governo americano passou a exigir o visto de turistas em trânsito. Como para os japoneses o visto custa caro, eles estão voando por outras companhias. Para contornar a situação, a Varig estuda uma nova rota para Tóquio com escala em Frankfurt... "
Isso já saiu em todos os jornais há mais de um mês.
"Da Hilde de hoje:
E POR FALAR em 11 de setembro, a Varig está querendo suspender o seu vôo para LA, que serve de conexão para o Japão, porque os aviões estão às moscas desde que o governo americano passou a exigir o visto de turistas em trânsito. Como para os japoneses o visto custa caro, eles estão voando por outras companhias. Para contornar a situação, a Varig estuda uma nova rota para Tóquio com escala em Frankfurt... "
Isso já saiu em todos os jornais há mais de um mês.
O Sebrae vive reclamando das garantias exageradas pedidas pelos bancos à micro, pequenas e médias empresas. Realmente deve ter exagero mesmo, mas quando vai alguém perguntar à entidade que tipo e nível de exigências ela consideraria justas? Afinal, sabe como é: banco não é obra de caridade e precisa mesmo ter garantias, e o Sebrae reconhece isso implicitamente, já que critica o exagero e não a regra em si. Então, qual seria o ponto ótimo?
Pô, Tereza, manda um emeio pro Companheiro Gáspari dizendo onde anda o Olívio Dutra. Outro dia o seu colega colunista perguntava por onde ele andava.
Muito legal mesmo os dados fornecidos pela Fazenda, Dona Míriam. E o mais bacana é que foi feito este estudo ao que parece pela primeira vez (a senhora não esclareceu este importante ponto, certamente devido ao seu entusiasmo sobre o estudo). Fica, claro, a pergunta do porquê não foi realizado antes, já que os números sempre estiveram à disposição. Talvez também o entusiasmo explique o esquecimento de se fazer a pergunta também.
Conselheira escreve sobre post a respeito do Zuenir, defendendo o colunista do Globo:
"Se numa esquina você pede o nome de um escritor, vem o de uma dezena, alguns ilustres, já mortos, como Erico Verissimo, Mário Quintana, Josué Guimarães e Caio Fernando Abreu, outros consagrados ou menos conhecidos no Sudeste: Luiz Fernando Verissimo, Moacyr Scliar, Lia Luft, Carlos Nejar, Assis Brasil, João Gilberto Noll, João Simões Lopes Neto, Martha Medeiros, Letícia Wierzchowiski, Tabajara Ruas, Sérgio Faraco, José Clemente Posenato, Michel Laub, Walter Galvani, Charles Kiefer, Alcy Cheeuiche, Jane Tutikian, Hermes Benardi Jr., Luiz Coronel, Luiz de Miranda, Regina Zilberman, Rovílio Costa - e muitos outros que certamente esqueci de citar"
Em absoluto o que ele escreveu não está errado; na primeira categoria, ele pôs os ilustres E já mortos. No segundo time, ele pôs os outros consagrados OU menos conhecidos - e João Simões Lopes Neto é menos conhecido. Ele em nenhum momento diz que pôs na segunda categoria os vivos. É aquela coisa: não está errado, mas está mal escrito.
"Se numa esquina você pede o nome de um escritor, vem o de uma dezena, alguns ilustres, já mortos, como Erico Verissimo, Mário Quintana, Josué Guimarães e Caio Fernando Abreu, outros consagrados ou menos conhecidos no Sudeste: Luiz Fernando Verissimo, Moacyr Scliar, Lia Luft, Carlos Nejar, Assis Brasil, João Gilberto Noll, João Simões Lopes Neto, Martha Medeiros, Letícia Wierzchowiski, Tabajara Ruas, Sérgio Faraco, José Clemente Posenato, Michel Laub, Walter Galvani, Charles Kiefer, Alcy Cheeuiche, Jane Tutikian, Hermes Benardi Jr., Luiz Coronel, Luiz de Miranda, Regina Zilberman, Rovílio Costa - e muitos outros que certamente esqueci de citar"
Em absoluto o que ele escreveu não está errado; na primeira categoria, ele pôs os ilustres E já mortos. No segundo time, ele pôs os outros consagrados OU menos conhecidos - e João Simões Lopes Neto é menos conhecido. Ele em nenhum momento diz que pôs na segunda categoria os vivos. É aquela coisa: não está errado, mas está mal escrito.
13.11.03
E não esqueça...Amanhã tem a sambista-coleguinha Tânia Malheiros no Dama da Noite (Rua Gomes Freire, 773), a partir das 22h30.
Dona Míriam, o BNDES fez mau negócio recomprando parte das ações da Vale por preço superior ao que vendeu há alguns anos porque na época o fez por um preço inferior ao que essas participações valiam. Fez isso com o apoio da senhora e de outros colunistas de economia.
Ou seja, não é só do lado petista que há amnésia seletiva.
Ou seja, não é só do lado petista que há amnésia seletiva.
Conselheira protesta contra o "excesso de bairrismo dos paulistas":
Ivson, caríssimo,
Exemplo crasso do excesso de bairrismo paulista. Na semana passada, depois de vários dias de bandidos acuando a polícia como nem no Rio se viu, São Paulo viveu um de seus piores momentos: a Assembléia Legislativa teve de ser evacuado por ameças de bombas e 12 artefatos foram encontrados no Aeroporto Internacional de Cumbica.
Tentei acompanhar tudo pelo uol, mas a manchete da página, mantida a tarde inteira, era a liberação de mais um lote de restituição do Imposto de Renda. Os dois fatos supracitados eram manchetinhas. E não havia uma nota de repercussão sobre como passageiros, companhias aéreas e agências de viagens reagiram às bombas no maior aeroporto brasileiro, aquele que vem recebendo os vôos que as empresas não querem mais fazer no Galeão.
Ontem, abro o uol e está lá, entre as manchetinhas, no mesmo nível das bombas de Cumbica e da evacuação do Legislativo estadual: empresário carioca preso por ligações com o tráfico. Abri, pensando no Roberto Medina, Eduardo Eugênio, sei lá quem. E era um dono de loja de material de construção em Campo Grande, com ficha criminal, que mereceu um colunão hoje no Globo.
Ivson, caríssimo,
Exemplo crasso do excesso de bairrismo paulista. Na semana passada, depois de vários dias de bandidos acuando a polícia como nem no Rio se viu, São Paulo viveu um de seus piores momentos: a Assembléia Legislativa teve de ser evacuado por ameças de bombas e 12 artefatos foram encontrados no Aeroporto Internacional de Cumbica.
Tentei acompanhar tudo pelo uol, mas a manchete da página, mantida a tarde inteira, era a liberação de mais um lote de restituição do Imposto de Renda. Os dois fatos supracitados eram manchetinhas. E não havia uma nota de repercussão sobre como passageiros, companhias aéreas e agências de viagens reagiram às bombas no maior aeroporto brasileiro, aquele que vem recebendo os vôos que as empresas não querem mais fazer no Galeão.
Ontem, abro o uol e está lá, entre as manchetinhas, no mesmo nível das bombas de Cumbica e da evacuação do Legislativo estadual: empresário carioca preso por ligações com o tráfico. Abri, pensando no Roberto Medina, Eduardo Eugênio, sei lá quem. E era um dono de loja de material de construção em Campo Grande, com ficha criminal, que mereceu um colunão hoje no Globo.
12.11.03
Maltrata velho, tira comida da boca de mongo, rouba bengala de ceguinho, dá rasteira em perneta...Pô, Nove Dedos, tu és muito mau!
Conselheiro Pinheiro, do Sul, manda essa, colhida na coluna do Zuenir de ontem, sobre Porto Alegre:
Se numa esquina você pede o nome de um escritor, vem o de uma dezena, alguns ilustres, já mortos, como Erico Verissimo, Mário Quintana, Josué Guimarães e Caio Fernando Abreu, outros consagrados ou menos conhecidos no Sudeste: Luiz Fernando Verissimo, Moacyr Scliar, Lia Luft, Carlos Nejar, Assis Brasil, João Gilberto Noll, João Simões Lopes Neto, Martha Medeiros, Letícia Wierzchowiski, Tabajara Ruas, Sérgio Faraco, José Clemente Posenato, Michel Laub, Walter Galvani, Charles Kiefer, Alcy Cheeuiche, Jane Tutikian, Hermes Benardi Jr., Luiz Coronel, Luiz de Miranda, Regina Zilberman, Rovílio Costa - e muitos outros que certamente esqueci de citar
Segundo o Conselheiro, o supracitado em negrito partiu deste vale de lágrimas em 1916.
Se numa esquina você pede o nome de um escritor, vem o de uma dezena, alguns ilustres, já mortos, como Erico Verissimo, Mário Quintana, Josué Guimarães e Caio Fernando Abreu, outros consagrados ou menos conhecidos no Sudeste: Luiz Fernando Verissimo, Moacyr Scliar, Lia Luft, Carlos Nejar, Assis Brasil, João Gilberto Noll, João Simões Lopes Neto, Martha Medeiros, Letícia Wierzchowiski, Tabajara Ruas, Sérgio Faraco, José Clemente Posenato, Michel Laub, Walter Galvani, Charles Kiefer, Alcy Cheeuiche, Jane Tutikian, Hermes Benardi Jr., Luiz Coronel, Luiz de Miranda, Regina Zilberman, Rovílio Costa - e muitos outros que certamente esqueci de citar
Segundo o Conselheiro, o supracitado em negrito partiu deste vale de lágrimas em 1916.
11.11.03
Enio Farias, empresário de jovens promessas tricolores, entra no Flusão para ser supervisor de repente. Há a notícia, mas nenhum aprofundamento. Dois meses e pouco depois, ele sai da mesma maneira inopinada e nada de uma matéria mais aprofundada a respeito desse estranho personagem.
Sei não, mas não faltando alguma coisa neste jogo?
Sei não, mas não faltando alguma coisa neste jogo?
Outra coincidência da vida jornalística pode ser vista na página 67 da Época desta semana. É uma matéria sobre os fotologs, blogs com fotos que viraram mania por aqui. Texto sobre o assunto saiu no Info&Etc no mês passado, mas até aí tudo bem. A coincidência fica por conta das personagens escolhidas pela repórter da revista - Singoalla de Oliveira e Helena de Barros - as mesmas que apareceram na matéria do Globo. Tudo bem que elas podem ser as mais representativas dos fotologistas tupiniquins, mas, caramba!, não dava para ser pelo menos um pouquinho original, não? Ô preguiça!
Conselheira atenta manda mais uma dessas coincidências da vida:
Márcia Peltier, sexta-feira:
Imagem
A cantora Simone ganhou uma ação contra sua gravadora, a Sony Music. Simone alegou uso desautorizado e indevido de uma foto sua, na capa de um CD de coletânea de hits que, aliás, foi um big sucesso. A gravadora terá de pagar R$ 75 mil.
Gente boa, hoje
Mal na foto
Simone vai receber da Sony Music, sua antiga gravadora, R$ 75 mil de indenização pelo uso indevido de sua imagem na
capa do CD "Grandes sucessos", lançado há três anos. A cantora detestou a foto escolhida e entrou com ação na 26 Vara
Cível. Acertado o valor, as partes chegaram a acordo.
Márcia Peltier, sexta-feira:
Imagem
A cantora Simone ganhou uma ação contra sua gravadora, a Sony Music. Simone alegou uso desautorizado e indevido de uma foto sua, na capa de um CD de coletânea de hits que, aliás, foi um big sucesso. A gravadora terá de pagar R$ 75 mil.
Gente boa, hoje
Mal na foto
Simone vai receber da Sony Music, sua antiga gravadora, R$ 75 mil de indenização pelo uso indevido de sua imagem na
capa do CD "Grandes sucessos", lançado há três anos. A cantora detestou a foto escolhida e entrou com ação na 26 Vara
Cível. Acertado o valor, as partes chegaram a acordo.
Mas nem tudo está perdido em termos de colunistas no Globo. Se há Dona Míriam, quatro páginas depois temos Nelson Vasconcelos lembrando algo que sua colega de Economia faz questão de esquecer: para crescer todos os países - inclusive a tal pária do livre comércio - praticaram (e ainda praticam) o protecionismo em alguns setores que consideram estratégicos. Mercado aberto mesmo só tem em dois tipos de países: aqueles que já desistiram de ser alguma coisa no mundo ou em colônias.
Pois é, Dona Míriam, a proposta dos americanos para a Alca era um horror, mas por que só agora, depois que matéria publicada no próprio jornal em que a senhora trabalha, provou isso por A + B é que a senhora enxergou essa obviedade? Por que sua primeira reação foi bater na diplomacia brasileira - que a senhora defende com tanto ardor com razão - quando ela deu um soco na mesa? A senhora acha mesmo que se não fizéssemos braulho e jogássemos duro os americanos iam afinar e ficar mais flexíveis? Se acredita nisso, faço outra pergunta: a senhora acredita em coelhinho da Páscoa?
10.11.03
Do Boechat hoje:
Jovem Guarda
Um presente para os fãs de Roberto Carlos. A Funarte vai lançar em DVD os três filmes que ele protagonizou, entre 1967 e 1971, sob a direção de Roberto Faria.
Em ritmo de aventura, Diamante cor-de-rosa e a 300 quilômetros por hora estarão nas lojas no verão.
Conselheiro avisa que o pacote de filmes do Rei está na praça desde o verão do ano passado.
Jovem Guarda
Um presente para os fãs de Roberto Carlos. A Funarte vai lançar em DVD os três filmes que ele protagonizou, entre 1967 e 1971, sob a direção de Roberto Faria.
Em ritmo de aventura, Diamante cor-de-rosa e a 300 quilômetros por hora estarão nas lojas no verão.
Conselheiro avisa que o pacote de filmes do Rei está na praça desde o verão do ano passado.
Capa da Veja: gangue de toga; capa da Época: como ficar bonita (o) e gostosa (o) para o verão; capa da IstoÉ: vida após a morte e regressão a vidas passadas (?!!).
Tá bom, tá bom...Faço autocrítica...A Secom até terminou bem o caso da berzoinice da Previdência. Ou alguém acha que foi coincidência nenhuma das três principais revistas de informação do país não terem dado em suas capas uma chamadinha sequer a respeito da "Operação Barbosa" do Berzoini?
Tá bom, tá bom...Faço autocrítica...A Secom até terminou bem o caso da berzoinice da Previdência. Ou alguém acha que foi coincidência nenhuma das três principais revistas de informação do país não terem dado em suas capas uma chamadinha sequer a respeito da "Operação Barbosa" do Berzoini?
Me pareceu um pouco forçada a manchete do Esporte do Globo. "Cariocas são bacanas" dá a idéia de que Vasco e fra perderam por que quiseram, o que não é verdade. Perderam por serem ruins à beça. O Vasco até lutou muito, "ferozmente" como diz a própria crônica do jogo, embora, incoerentemente, afirme também que o time do Eurico tenha sido gentil em ceder a vitória ao Cruzeiro.
Bacana a reflexão do guru Carlos Alberto Teixeira, o CAT, no Info & Etc. Aliás, o blog do colunista, o Catalisando, está aí do lado.
9.11.03
Agora é oficial: Nelson Tanure partiu mesmo para o campo da pirataria. Já pode ser encontrada nas bancas a Forbes editada pelo dono do JB e devidamente desautorizada pelos donos da marca. E para dar a partida em tão ambicioso projeto, nada como chamar os amigos. A capa é com Carlos Arthur Nuzman, maridão da Márcia Peltier, colunista do jornal.
Por falar no Awi, antes tarde do que nunca: meus parabéns a ele e ao Lúcio de Castro (que não se encontra mais no Globo) pelo prêmio recebido do Unicef pela série sobre os porões do futebol.
Bacana matéria de Fellipe Awi e Tadeu de Aguiar sobre o fim do cara que roubou a Jules Rimet, crime que está fazendo 20 anos.
Aliás, gostaria de saber também o que Dona Míriam e o Colunista da 4 têm a dizer sobre a matéria de capa da Economia do jornal e que eles trabalham. É que ambos espinafraram o governo por ter o Brasil dado soco na mesa e não aberto as pernas para a Alca, e hoje a matéria de Aguinaldo Novo, Luciana Rodrigues e Eliane Oliveira mostra números de estudo do Ipea dando conta que ganharíamos apenas 1% a mais de exportações se aceitássemos o acordo como proposto pelo iaques. Ou seja, o Brasil estava certo e os colunistas do Globo errados.
A boa série "A Ofensiva dos Emergentes", de Flávia Brbosa e Gilberto Scofield, desta vez foi claríssima: para crescer e diminuir as desigualdades, país pobre precisa de política industrial planejada pelo Estado, como estão demonstrando Índia e China. Gostaria muito de saber o que Dona Míriam tem a dizer sobre esta questão, ela que sempre defendeu que governos deveriam ficar bem longe de qualquer tipo de política industrial.
8.11.03
É só dar uma espaço pouco maior que o pessoal da Inter do Globo mostra a sua eficiência de comando inglês na Segunda Guerra. Muito bons os boxes sobre o engabelamento consentido da mídia americana (e, por tabela, a do resto do mundo) no caso da soldado Lynch e sobre a estratégia americana de usar a democracia como desculpa para meter a mão nos barris de petróleo dos árabes.
Agora a Luana Piovani pode dizer que estava fazendo tratamento preventivo contra esclerose múltipla.
Agora, Dona Míriam, dizer que é só cruzar dados dos computadores da Previdência com os dos cartórios só pode ser sacanagem, né não? Que computadores em cartório? Não estamos nos esteites, Dona Míriam. Estamos em Bruzundanga, lembra?
Pergunta que não quer calar: o que faz a Secom neste governo que deixa aquela besta fazer a berzoinice sem nem tentar impedir? Não teve ninguém para trazer o bobalhão de volta à Terra e lembrá-lo de que não se pode humilhar velhinho como ele fez com os funcionários públicos durante a reforma da Previdência, sob aplausos calorosos dos coleguinhas? Mídia adora velhinho e odeia servidor público e alguém da assessoria de comunicação do Ministério devia ter lembrado o idiota disso.
Aliás, se é tão importante para o governo - qualquer um - recadastrar os velhinhos, por que não se abre um concurso do tipo que o IBGE faz para o Censo, contrata umas cinco mil pessoas por dois meses e as manda nas casas dos idosos? Além de ser mais digno, ainda ajudava a luta contra o desemprego, né?
Parabéns, dessa vez, Dona Míriam. Os adjetivos escohidos para caracterizar a berzoinice do governo com os velhinhos foram perfeitos. Só um sujeito estúpido e inepto é capaz de ter aprovado uma sandice dessa, e só uma besta completa não pediu logo desculpas no momento em que suspendeu a burrada.
Agora, pelo que me lembro, o governo anterior também andou pensando em recadastrar velhinho aí por 97 ou 98. É fácil ver o ano, pois pouco depois foi feita a primeira campanha ampla de vacinação dos idosos e teve velhinho se recusando a tomar a vacina porque achava que o governo queria "matar o velho" para aliviar as despesas com a Previdência. Deu até nos jornais.
No fim, parafraseando os ingleses: "nada mais parecido com um tucano que um petista no poder". Né, Dona Míriam?
Agora, pelo que me lembro, o governo anterior também andou pensando em recadastrar velhinho aí por 97 ou 98. É fácil ver o ano, pois pouco depois foi feita a primeira campanha ampla de vacinação dos idosos e teve velhinho se recusando a tomar a vacina porque achava que o governo queria "matar o velho" para aliviar as despesas com a Previdência. Deu até nos jornais.
No fim, parafraseando os ingleses: "nada mais parecido com um tucano que um petista no poder". Né, Dona Míriam?
7.11.03
Eleito, filho, não sai mais da América do Sul, não. É você pisar fora do subcontinente que o teu pessoal faz besteira.
E onde está o Duda Mendonça quando mais se precisa dele? Preocupado em ganhar contas de estatais?
Tudo bem que "humilhados e ofendidos" é sensacionalismo digno de O Povo na Rua, mas o Berzoini mereceu. Burro tem que sofrer muito!
6.11.03
Segundo Colunista, os sócios do Vasco votam no Eurico pelo mesmo motivo que os sócios do Fluminense votam naquelas múmias paralíticas que dominam o tricolor há séculos: o time de futebol pode dar vexame e até cair para a terceira divisão, mas os azulejos da piscina estão limpinhos e a sauna com a temperatura certa e o cheiro eucalipto não muito forte.
Enquanto não se separar o social dos clubes do futebol vai continuar dessa forma, pelo menos aqui no Rio. E não vai ser fácil separar. É que o "pessoal da piscina" sabe muito bem que é o futebol que, no fim das contas, financia a limpeza dos azulejos e a compra da essência de eucalipto.
Enquanto não se separar o social dos clubes do futebol vai continuar dessa forma, pelo menos aqui no Rio. E não vai ser fácil separar. É que o "pessoal da piscina" sabe muito bem que é o futebol que, no fim das contas, financia a limpeza dos azulejos e a compra da essência de eucalipto.
Do Informe do Dia:
Conta do chá
Por um triz não houve racionamento de água no Rio.
O suplício só não ocorreu graças ao controle rigoroso da Serla e do Conselho de Integração do Vale do Paraíba nos mananciais que alimentam o sistema do Guandu. Que alívio!
Validade vencidíssima. O assunto ficou em cartaz por dias há coisa de duas semanas.
Conta do chá
Por um triz não houve racionamento de água no Rio.
O suplício só não ocorreu graças ao controle rigoroso da Serla e do Conselho de Integração do Vale do Paraíba nos mananciais que alimentam o sistema do Guandu. Que alívio!
Validade vencidíssima. O assunto ficou em cartaz por dias há coisa de duas semanas.
Do Informe do Dia:
Pingos nos is
Esta coluna publicou em 14/01/03 que a cabeça da diretora do abrigo Leão XIII, em Campo Grande, Maria da Conceição Sampaio, não valia dez réis de mel coado.
Isso porque a presidente da Fundação, Ana Paula Costa, não a encontrou no local de trabalho. Apesar de comprovada a insatisfação de Ana Paula, a juíza do 5º JEC determinou a retratação da nota.
Entendi nada. A Maria da Conceição foi demitida? Só assim ficaria comprovada a "insatisfação de Ana Paula". Se isso não ocorreu, a nota estava errada e muito bem fez a juíza em ordenar a retratação. Se ocorreu a demissão, a coluna estava certa e devia ter ido às últimas conseqüências - no caso, aos tribunais superiores - em busca de justiça.
Pingos nos is
Esta coluna publicou em 14/01/03 que a cabeça da diretora do abrigo Leão XIII, em Campo Grande, Maria da Conceição Sampaio, não valia dez réis de mel coado.
Isso porque a presidente da Fundação, Ana Paula Costa, não a encontrou no local de trabalho. Apesar de comprovada a insatisfação de Ana Paula, a juíza do 5º JEC determinou a retratação da nota.
Entendi nada. A Maria da Conceição foi demitida? Só assim ficaria comprovada a "insatisfação de Ana Paula". Se isso não ocorreu, a nota estava errada e muito bem fez a juíza em ordenar a retratação. Se ocorreu a demissão, a coluna estava certa e devia ter ido às últimas conseqüências - no caso, aos tribunais superiores - em busca de justiça.
Da Gente Boa:
Em defesa de Luana
A jornalista Soninha, demitida da TV Cultura e atacada ao dizer que fuma maconha, defende Luana Piovani, que está sendo criticada por ter admitido o mesmo. ?Essa sociedade moralista cobra comportamento exemplar dos artistas... Mas que incoerência! O que é exemplo? Beber? Colocar silicone??
Soninha é bacana pacas e Luana é espetáculo, mas consumir maconha ainda é contra lei, né? Acho besteira manter os "tapinhas" como crime, mas enquanto a lei não é mudada, tem que ser cumprida. Eu acho...
Em defesa de Luana
A jornalista Soninha, demitida da TV Cultura e atacada ao dizer que fuma maconha, defende Luana Piovani, que está sendo criticada por ter admitido o mesmo. ?Essa sociedade moralista cobra comportamento exemplar dos artistas... Mas que incoerência! O que é exemplo? Beber? Colocar silicone??
Soninha é bacana pacas e Luana é espetáculo, mas consumir maconha ainda é contra lei, né? Acho besteira manter os "tapinhas" como crime, mas enquanto a lei não é mudada, tem que ser cumprida. Eu acho...
História bacana de empresa moderna. Na semana passada, algumas pessoas do Globo andaram recebendo broncas de amigos por não terem respondido emeios. Os globais respondiam que não tinham recebido nada. Como isso aconteceu com pessoas que com alma de repórter, elas foram à luta.
Pergunta daqui, checa dali, investiga acolá, descobriu-se que o jornal foi alvo de uma ataque de virótico que impediu que mensagens fossem recebidas por três ou quatro dias. Foi-se aos responsáveis pela informática do jornal e ouviu-se a "explicação":
- É houve um problema sim, mas não avisamos ninguém porque não queríamos causar pânico.
Tem gente suspeitando que não houve comunicado geral porque isso acarretariua pontos negativos na contagem de qualidade para o setor. E quanto menos pontos, menos bônus sobre o salário para quem trabalha na informática.
Pergunta daqui, checa dali, investiga acolá, descobriu-se que o jornal foi alvo de uma ataque de virótico que impediu que mensagens fossem recebidas por três ou quatro dias. Foi-se aos responsáveis pela informática do jornal e ouviu-se a "explicação":
- É houve um problema sim, mas não avisamos ninguém porque não queríamos causar pânico.
Tem gente suspeitando que não houve comunicado geral porque isso acarretariua pontos negativos na contagem de qualidade para o setor. E quanto menos pontos, menos bônus sobre o salário para quem trabalha na informática.
Por falar no modificado artigo 222, até hoje, um ano e meio depois de aprovada a emenda constitucional, nada aconteceu. Não apareceram empresas, nacionais ou gringas, para botar dinheiro nos veículos, que continuam à míngua.
O deputado Carlos Minc propôs que seja concedida a Medalha Tiradentes, a mais alta comenda da Assembléia Legislativa do Estado do Rio, ao jornalista Alberto Dines. Na justificativa, Minc diz que Dines foi o primeiro a pedir a modificação do artigo 222 da Constituição Federal para que se pudesse abrir o capital das empresas de comunicação. A proposição do deputado deverá ser votada em uns dez dias.
5.11.03
Se depender da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) a vida da Globopar e da Globosat vai ficar muito desagradável no esporte. É que a secretaria deu um parecer duríssimo contra a dupla imperial ao analisar o caso levado a ela em 2001 pela Neo TV - grupo de empresas de tevê paga que não fazem parte do conglomerado global, incluindo a TVA - que acusava Globopar/Globosat de um tudo para prejudicar a concorrência na compra de eventos esportivos.
Os técnicos concordaram com as acusações da Neo TV, entre elas a de que a Globopar muitas vezes compra os direitos de transmissão apenas para impedir que a concorrência o faça. Assim, o Império praticamente monopoliza a programação esportiva na tevê aberta com a Globo, e na tevê fechada com a Globosat, através do SporTV. Como punição, a Seae propõe:
* Aplicação das penas previstas na Lei 8.884/94 (o limite é 30% do faturamento bruto anual);
* Publicação, pela Globosat, da sentença condenatória em jornais de grande circulação, com destaque e por três semanas (dois dias seguidos por semana);
* Comercialização do canal SporTV ou eventuais substitutos a todos os operadores existentes e futuros, por cinco anos, em condições iguais, com base nos preços praticados em janeiro de 2001 entre a Globosat e as associadas da Net Brasil (o grupo de franqueadas da NET);
* Quebra das cláusulas de exclusividade dos contratos relacionados ao futebol brasileiro em vigor para tevê por assinatura e pay-per-view, bem como condições de exclusividade previstas para a renovação desses contratos.
* Proibição de novas aquisições com condições de exclusividade e proibição de celebração de contratos direitos para exibição de futebol brasileiro por prazos superiores a dois anos.
* Proibição de contratos de exclusividade na contratação de programação referentes a outras modalidades esportivas.
Mas calma em Bruzundanga! O relatório do Seae ainda vai ser avaliado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que costuma, mesmo em casos envolvendo gente menos poderosa, levar literalmente anos para se dar uma decisão. De qualquer forma, que eu me lembre é a primeira manifestação oficial de um governo do Bananão contra um monopólio das Organizações Globo. É sempre um avanço.
O parecer da Seae pode ser encontrado aqui
Os técnicos concordaram com as acusações da Neo TV, entre elas a de que a Globopar muitas vezes compra os direitos de transmissão apenas para impedir que a concorrência o faça. Assim, o Império praticamente monopoliza a programação esportiva na tevê aberta com a Globo, e na tevê fechada com a Globosat, através do SporTV. Como punição, a Seae propõe:
* Aplicação das penas previstas na Lei 8.884/94 (o limite é 30% do faturamento bruto anual);
* Publicação, pela Globosat, da sentença condenatória em jornais de grande circulação, com destaque e por três semanas (dois dias seguidos por semana);
* Comercialização do canal SporTV ou eventuais substitutos a todos os operadores existentes e futuros, por cinco anos, em condições iguais, com base nos preços praticados em janeiro de 2001 entre a Globosat e as associadas da Net Brasil (o grupo de franqueadas da NET);
* Quebra das cláusulas de exclusividade dos contratos relacionados ao futebol brasileiro em vigor para tevê por assinatura e pay-per-view, bem como condições de exclusividade previstas para a renovação desses contratos.
* Proibição de novas aquisições com condições de exclusividade e proibição de celebração de contratos direitos para exibição de futebol brasileiro por prazos superiores a dois anos.
* Proibição de contratos de exclusividade na contratação de programação referentes a outras modalidades esportivas.
Mas calma em Bruzundanga! O relatório do Seae ainda vai ser avaliado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que costuma, mesmo em casos envolvendo gente menos poderosa, levar literalmente anos para se dar uma decisão. De qualquer forma, que eu me lembre é a primeira manifestação oficial de um governo do Bananão contra um monopólio das Organizações Globo. É sempre um avanço.
O parecer da Seae pode ser encontrado aqui
Do Boechat:
Também hoje, no Leilão de Livros e Documentos, no Palácio dos Leilões, em Botafogo, será vendido um ingresso não usado do antigo Teatro Constitucional Fluminense (atual João Caetano) para a récita de 26 de fevereiro de 1837 de O castigo do Soberbo Nabucodonosor ou Daniel no Lago dos Leões.
Lago?
Também hoje, no Leilão de Livros e Documentos, no Palácio dos Leilões, em Botafogo, será vendido um ingresso não usado do antigo Teatro Constitucional Fluminense (atual João Caetano) para a récita de 26 de fevereiro de 1837 de O castigo do Soberbo Nabucodonosor ou Daniel no Lago dos Leões.
Lago?
Cara, essa presidência da OAB-RJ deve ter açúcar para merecer praticamente a mesma nota em duas colunas de jornais diferentes:
Segundo Colunista:
OAB
A oposição, com base numa pesquisa da Gerp, acha que a eleição na OAB fluminense está indefinida.
Segundo a pesquisa, 51% dos advogados ainda não escolheram seu candidato.
Peltier
Eleição indefinida
O candidato à presidência da OAB Lauro Schuch contra-ataca, argumentando que a liderança alardeada pelo candidato Octavio Gomes é fruto de uma pesquisa de março/abril. Segundo os dados obtidos por Lauro através do Gerb, em sondagem recente, datada da última sexta-feira, a margem de diferença entre os candidatos é infinitamente menor e o número de indecisos gira em 52%. Dados compartilhados, aliás, pelo outro candidato,Wadih Filho.
Segundo Colunista:
OAB
A oposição, com base numa pesquisa da Gerp, acha que a eleição na OAB fluminense está indefinida.
Segundo a pesquisa, 51% dos advogados ainda não escolheram seu candidato.
Peltier
Eleição indefinida
O candidato à presidência da OAB Lauro Schuch contra-ataca, argumentando que a liderança alardeada pelo candidato Octavio Gomes é fruto de uma pesquisa de março/abril. Segundo os dados obtidos por Lauro através do Gerb, em sondagem recente, datada da última sexta-feira, a margem de diferença entre os candidatos é infinitamente menor e o número de indecisos gira em 52%. Dados compartilhados, aliás, pelo outro candidato,Wadih Filho.
Tem um anúncio esquisito na página 29 do Globo de hoje. Ele chama para um "estágio multimídia de jornalismo". No texto, diz que a vocação pode ter aparecido cedo, mas a chance de desenvolvê-lo só agora. Nenhuma palavra sobre a formação específica para a função, vulgo diploma de jornalismo. Seria uma boa o Sindicato e a Fenaj pedirem informações a respeito. Afinal, como dizia vovó Sinhá, cachorro mordido de cobra desconfia de lingüiça.
Tia Cora informa em seu blog que Ana Cristina Reis substituirá a saudosa Mara Caballero como editora do Ela.
Essa é do charmoso e inteligente Blowg:
Leia primeiro aqui . Um famoso jornal de economia, sediado no Rio, está obrigando seus jornalistas a usar vários pseudônimos para dar idéia de que a redação tem muitos repórteres. Essa nem Chatô imaginaria.
posted by marina w
Leia primeiro aqui . Um famoso jornal de economia, sediado no Rio, está obrigando seus jornalistas a usar vários pseudônimos para dar idéia de que a redação tem muitos repórteres. Essa nem Chatô imaginaria.
posted by marina w
Pelo que estou entendendo, a querida Tereza Cruvinel está dizendo que para tirar o país do atoleiro o Nove Dedos e seus companheiros devem entrar para a Socila, é isso?
Sensacional o "teaser" para o novo livro da série escrita pelo Companheiro Gáspari. De repente, este eu até compro (os outros dois vou esperar para encontrar em sebos daqui a uns anos).
4.11.03
A TV Cultura detonou 108 funcionários hoje. Segundo nota da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da tevê, a cimitarra rodou para "estancar a ocorrência de déficits, recuperar a capacidade de investimento e produção e tornar a organização mais moderna e economicamente sustentável, privilegiando a revitalização da atividade-fim".
Eles poderiam, pelo menos, ser originais de vez em quando, né?
Eles poderiam, pelo menos, ser originais de vez em quando, né?
Já saiu na CPM...:
Nem bem botaram em cima da mesa suas propostas para receberem o dinheiro da Viúva, as empresas de comunicação já estão divididas. Quem tem dívidas grandes, teme que quem as que tem menores, ou pelo menos administráveis, use a grana das linhas de crédito regulares do BNDES para se capitalizar, crescer e, eventualmente, tomar o espaço das primeiras. Por isso as grandes devedoras operam nos bastidores para o banco soltar apenas a bufunfa para o fundo de emergência e não para permitir - ou dificultar ao máximo - a obtenção pelas outras da "plata" das linhas regulares de financiamento.
Nada como uma família unida, né?
Nem bem botaram em cima da mesa suas propostas para receberem o dinheiro da Viúva, as empresas de comunicação já estão divididas. Quem tem dívidas grandes, teme que quem as que tem menores, ou pelo menos administráveis, use a grana das linhas de crédito regulares do BNDES para se capitalizar, crescer e, eventualmente, tomar o espaço das primeiras. Por isso as grandes devedoras operam nos bastidores para o banco soltar apenas a bufunfa para o fundo de emergência e não para permitir - ou dificultar ao máximo - a obtenção pelas outras da "plata" das linhas regulares de financiamento.
Nada como uma família unida, né?
Escolhidos os cinco finalistas do I Concurso Nacional de Poesia para Jornalistas, promovido pelo Sindicato do Rio, com patrocínio da Faperj e coordenação de Lênin Novaes. Os cinco poemas escolhidos e seus autores:
O namorado da poesia, de João Evangelista Rodrigues (Belo Horizonte).
O poema que morreu, de Ricardo França de Gusmão (Nova Friburgo - RJ).
Opereta de cordel, de José Ricardo Rodrigues de Mello Filho (Recife).
Incursão menestrel à paz social, de José Aparecido Fiori (Curitiba)
Viagem de tribus, de Wilson Machado (Campo Grande).
A festa de premiação dos vencedores será no dia 27, às 19 horas, na Academina Brasileira de Letras (Avenida Presidente Wilson, 203, Centro).
O namorado da poesia, de João Evangelista Rodrigues (Belo Horizonte).
O poema que morreu, de Ricardo França de Gusmão (Nova Friburgo - RJ).
Opereta de cordel, de José Ricardo Rodrigues de Mello Filho (Recife).
Incursão menestrel à paz social, de José Aparecido Fiori (Curitiba)
Viagem de tribus, de Wilson Machado (Campo Grande).
A festa de premiação dos vencedores será no dia 27, às 19 horas, na Academina Brasileira de Letras (Avenida Presidente Wilson, 203, Centro).
A querida Tânia Malheiros volta ao palco, desta vez no Dama da Noite (Rua Gomes Freire, 773, Lapa), nesta sexta-feira, a partir das 22h30. No repertório, como sempre, só grandes sambas de ainda maiores compositores. Será o primeiro de uma série de quatro apresentações na mesma bat-hora e no mesmo bat-local.
3.11.03
Aliás, esse caso da "Polícia Federal de São Paulo" mostra que os Brancaleones estão parcialmente certos: é mesmo preciso lutar contra o feudalismo em Bruzundanga. Mas não contra a volta dele. Porque ele nunca foi embora.
Mesmo tendo vivido literalmente toda a minha vida em Bruzundanga esse país não se cansa de me surpreender. Agora descubro que existe um ente chamado "Polícia Federal de São Paulo". Na maior parte dos meus 43 anos de vida, sempre achei que o substantivo federal se referia ao país todo e, assim, um órgão federal tinha jurisdição sobre todo o Bananão. Agora descubro que não é assim: em São Paulo, só podem operar policiais federais de lá (ou com a permissão e conhecimento deles), da mesma forma que deve ocorrer no Acre, no Paraná, na Bahia...
Pensando bem, deve ter sido um erro meu, já que só eu pareço estar surpreso com o fato. Afinal, nenhum coleguinha teve o meu raciocínio, o que mostra o meu equívoco.
Pensando bem, deve ter sido um erro meu, já que só eu pareço estar surpreso com o fato. Afinal, nenhum coleguinha teve o meu raciocínio, o que mostra o meu equívoco.
Do Segundo Colunista hoje:
Guggenhein in Rio
O Channel Four, da Inglaterra, encerrou seu principal noticiário, sexta-feira à noite, com uma reportagem sobre o plano do Guggenhein no Rio.
O curioso é que lá fora se dá mais valor ao projeto do que aqui.
Comentário de uma conselheira:
"Deve ser porque eles não vão pagar a conta..."
Guggenhein in Rio
O Channel Four, da Inglaterra, encerrou seu principal noticiário, sexta-feira à noite, com uma reportagem sobre o plano do Guggenhein no Rio.
O curioso é que lá fora se dá mais valor ao projeto do que aqui.
Comentário de uma conselheira:
"Deve ser porque eles não vão pagar a conta..."
2.11.03
Ah, quer dizer que "A Ofensiva dos Emergentes" é uma série? Pô, deviam ter avisado semana passada, com um dedo-duro pelo menos, pois a coisa muda de figura. Hoje, a matéria está boa, principalmente porque mostra que os grandões do outro lado do mundo fazem tudo ao contrário do que prega o FMI, com apoio de, entre outros, Dona Míriam e do Joelmir. China e Índia controlam câmbio, não permitem fluxo livre de capital e têm política industrial dirigida, e por isso tudo já estão espanando uniformes e turbantes para entrar na festa das grandes economias do mundo. Enquanto isso, nós aqui continuamos seguindo o que o Fundo dita, como sói em Bruzundanga.
Bacana Simone Intrator e Tânia Neves (tremendo reforço) terem botado na matéria de capa do Jornal da Família que Kubanacan ajuda a erotizar as crianças, provocando problemas a elas e aos pais. É isso aí. O Erlanger que se vire depois para tentar desmentir o óbvio.
Agora, tem um culpabilizar na fala de uma terapeuta que, no meu tempo, daria outra tela de espinafração do LAG. Por que não o velho e bom culpar, hein?
Agora, tem um culpabilizar na fala de uma terapeuta que, no meu tempo, daria outra tela de espinafração do LAG. Por que não o velho e bom culpar, hein?
Contradição entre o subtítulo e o texto, na matéria da página 16:
Na zona rural, moradores não têm água, luz e esgoto
Serra Negra do Norte fica na região do Seridó. Mais de 70% de seus 7.380 moradores vivem no campo. Mas, apesar de pobre, o município tem rede de água e esgoto em 100% das casas. Todas as crianças estão na escola e o atendimento de saúde é considerado exemplar em todo o Nordeste.
Diante das condições de trabalho - fechando de madrugada, após um dia de trabalho para fechar a edição de sábado - até dá para desculpar a confusão, mas é sempre chato, né?
Na zona rural, moradores não têm água, luz e esgoto
Serra Negra do Norte fica na região do Seridó. Mais de 70% de seus 7.380 moradores vivem no campo. Mas, apesar de pobre, o município tem rede de água e esgoto em 100% das casas. Todas as crianças estão na escola e o atendimento de saúde é considerado exemplar em todo o Nordeste.
Diante das condições de trabalho - fechando de madrugada, após um dia de trabalho para fechar a edição de sábado - até dá para desculpar a confusão, mas é sempre chato, né?
Por falar na coluna do Jorge Bastos Moreno, Tereza Cruvinel devia ler a coluna de seu colega de sucursal. A notinha sobre o conselho salomônico lembrado por Sarney saiu ontem na coluna de fofocas de sábado.
É impressão minha ou o há algum tempo o Companheiro Gáspari não dá uma cifradinha daquelas que a gente ia ver, semanas depois, que era um furo? Posso estar enganado, mas ultimamente parece que ele vive de criticar o adjetivo do governo do Nove Dedos e a dar indicações de (bosn) livros. Do jeito que anda, ainda acaba no Prosa&Verso ou no Nhenhenhém.
A matéria do Globo on line sobre o empate do Flu com a Ponte Preta afirma que Carlos Alberto disse houve desatenção do time Fluminense, mas isso não é pecado só do time tricolor:
01/11/2003 - 21h54m
Renato Gaúcho fica insatisfeito com o empate do Flu
O Globo On Line
RIO - O técnico do Fluminense, Renato Gaúcho, não ficou nada satisfeito com o empate em 3 a 3 com a Ponte Preta, neste sábado, nem com o desempenho da equipe tricolor. Segundo o treinador, o time carioca jogou de salto alto. Renato foi irônico ao comentar a situação do Fluminense, que luta contra o perigo de ser rebaixado, e disse que os jogadores parecem que já se consideram garantidos na Primeira Divisão.
Para o meia Carlos Alberto, o Fluminense pecou pela displicência. O jogador comentou que Renato sempre cobra do elenco atenção durante os 90 minutos, mas disse que o tricolor não conseguiu corresponder a este pedido do treinador.(...)
O jogo foi 2 a 2.
01/11/2003 - 21h54m
Renato Gaúcho fica insatisfeito com o empate do Flu
O Globo On Line
RIO - O técnico do Fluminense, Renato Gaúcho, não ficou nada satisfeito com o empate em 3 a 3 com a Ponte Preta, neste sábado, nem com o desempenho da equipe tricolor. Segundo o treinador, o time carioca jogou de salto alto. Renato foi irônico ao comentar a situação do Fluminense, que luta contra o perigo de ser rebaixado, e disse que os jogadores parecem que já se consideram garantidos na Primeira Divisão.
Para o meia Carlos Alberto, o Fluminense pecou pela displicência. O jogador comentou que Renato sempre cobra do elenco atenção durante os 90 minutos, mas disse que o tricolor não conseguiu corresponder a este pedido do treinador.(...)
O jogo foi 2 a 2.
Aliás, o Brancaleones já está na lista aí do lado.
Zé Truda, um grande praça e editor do blog Brancaleones, manda essa de Dona Míriam hoje (não vi porque perdi o jornal no ônibus antes de ler):
(...) O ABC, onde ele [o presidente Lula] se transformou no maior sindicalista deste país, fez, no passado, parte de uma coalizão inflacionária. Os poderosos sindicatos conseguiam aumentos salariais, as empresas repassavam o novo custo aos preços e eles eram pagos pelos consumidores em geral, alimentando a inflação. Sofriam mais os mais desprotegidos. Até hoje é assim: enquanto os grandes sindicalistas aumentam as vantagens para seus afiliados e declaram sagrados os direitos trabalhistas que os protegem, cresce cada vez mais o contingente dos trabalhadores sem qualquer direito. Atualmente, mais da metade está na informalidade. (...)
Dona Míriam, o que a senhora quer que sindicatos façam em lugar de lutar pelos direitos trabalhistas de seus filiados? Distribuir doces no Dia de Cosme e Damião? Promover sessões de cinema? Organizar torneio de pescaria?
(...) O ABC, onde ele [o presidente Lula] se transformou no maior sindicalista deste país, fez, no passado, parte de uma coalizão inflacionária. Os poderosos sindicatos conseguiam aumentos salariais, as empresas repassavam o novo custo aos preços e eles eram pagos pelos consumidores em geral, alimentando a inflação. Sofriam mais os mais desprotegidos. Até hoje é assim: enquanto os grandes sindicalistas aumentam as vantagens para seus afiliados e declaram sagrados os direitos trabalhistas que os protegem, cresce cada vez mais o contingente dos trabalhadores sem qualquer direito. Atualmente, mais da metade está na informalidade. (...)
Dona Míriam, o que a senhora quer que sindicatos façam em lugar de lutar pelos direitos trabalhistas de seus filiados? Distribuir doces no Dia de Cosme e Damião? Promover sessões de cinema? Organizar torneio de pescaria?
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