31.10.03

 
   No site do JB há uma promoção para quem assinar por seis meses, que dará direito a 12 edições da revista Forbes. Que Forbes? A americana ou a genérica do Tanure? Que, aliás, se for em frente mesmo com a idéia de manter a publicação no Brasil poderá reivindicar um ponto fixo ao lado daqueles vizinhos dele que ficam em frente ao Avenida Central.

 
   Mais velha que a denúncia do Roberto Dinamite sobre a farta distribuição de títulos de sócios do Vasco pelo Eurico só mesmo o achado do tal Reinaldo Pimenta, que vem na última notinha grande do Gente Boa. O sujeito "descobriu" que as expressões complementares "vacas gordas" e "vacas magras", tão do gosto do Eleito, têm origem na Bíblia. E pela originalidade da descoberta ganhou uma nota na coluna.

 
   O Segundo Colunista deu um jeito de corrigir a informação sobre o Charlie Brown Jr. sem perder o rebolado. Deu outra nota e, no meio, fez a correção.

 
   Tereza está certa. Ô Nove Dedos, dá um tempo e pára de cabotinismo. Tudo bem que você foi importante sindicalista (o mais importante de todos os tempos é discutível, afinal tem aqueles anarquistas de 17, né?) e que realmente criou (mas não sozinho) o PT. Mas não é disso que estamos falando, certo? O papo é sobre fazer um bom governo ou não. E sabe o pior? O seu nem está tão ruim. Tá merecendo um sete e meio, já levando em consideração os percalços bobos. Portanto, cala essa boca e vamos em frente, ok?

30.10.03

 
   O pessoal mais novo ficou irado (no sentido antigo) com o Segundo Colunista por ele ter escrito que o Charlie Brown Jr é carioca, quando a banda é santista. Um jovem conselheiro estrilou:

      Lamento que o Ancelmo não conheça o Charlie Brown Jr, banda que faz sucesso há pelo menos sete anos e que agora aparece exaustivamente na TV em propaganda da Coca-Cola. Lamento também que ele como jornalista não saiba apurar direito e escreva que a banda é carioca quando ela é santista.

      Murdoch na Directv, Kitesurf de lancha, acho que ele tá voltando aos velhos tempos!!


   Bem, dessa vez eu não posso condenar o SC. Humildemente, tenho que admitir que também não conheço o Charlie Brown Jr,e, se tivessem me perguntado, diria que o grupo era paulista, mas de Sampa, e nunca santista. É mais uma prova que eu e o Segundo Colunista estamos mesmo ficando velhos.

 
   A conselheira que mandou ontem a nota da Mácia Peltier ficou felicíssima com a primeira nota da coluna de hoje da madame Nuzman:

      A coluna cometeu um ato falho, ontem: colocou o mago da comunicação Ruppert Murdoch como o dono da Direct TV. Na verdade, ele tem a Sky mas ainda está comprando a Direct TV nos EUA e deverá comprar, também, a Direct TV para a América Latina. Como as duas empresas são as únicas tevês por assinatura via satélite no Brasil, o Cade já foi consultado sobre a possível aquisição e, nos EUA, o órgão antitruste específico. As negociações estão bem avançadas.

   Entusiasmada, a conselheira acreditou que a correção aconteceu porque a colunista lê o Picadinho. Tive que puxar a moça de volta para a Terra, lembrando que o mais provável é que outra pessoa, do círculo da colunista, a tenha avisado do erro.

29.10.03

 
   A coleguinha Tania Malheiros volta a cantar sambas de Paulo da Portela a Gracia do Salgueiro e Xangô da Mangueira no Sacrilégio (Av. Mem de Sá, 81, Lapa). O show será amanhã, a partir das 20h30, e Tania é acompanhada de Guaracy Sete Cordas, Serginho Procópio (cavaquinho/voz), Marco Basilio, Paulo Sapura e Mauro Passarinho (percussão).

 
   Tá bom, Joaquim, é maluquice os holandeses quererem receber os diretos das músicas do Ary Barroso. Mas por que eles estão exigindo isso, hein?

 
   A Conselheira ficou também um tanto decepcionada com a nota da Peltier : "ninguém lê o Picadinho...", lamentou. Fiz-lhe ver que não deveria ficar triste . Afinal, digo isso há anos: ninguém lê o que escrevo. E isso é óbvio, porque se lessem não viveriam cometendo os mesmos erros, né?

 
   Conselheira ficou meio confusa com as posses de Rupert Murdoch depois de ler a Peltier hoje:


      Anatel promoverá, até o início de 2004, novas licitações da TV paga. Dois grupos internacionais andam de olho na movimentação: a News Corp., do supermagnata Rupert Murdoch - dono de 700 empresas em 52 países -, e a Modiaset, do não menos poderoso Silvio Berlusconi. Murdoch, vale lembrar, já é dono da Direct TV por aqui.

    A conselheira pergunta: Afinal. ele é dono da DirecTv ou da Sky?.

   Por enquanto, é dono só da Sky, mas está querendo comprar a Direct TV lá nos esteites. Só que ficaria com tal poder que mesmo o Michael Powell, filho do Colin, presidente da FCC e defensor intransigente dos magnatas da comunicação, acha que o Murdoch ficaria com força exagerada. Assim, a pretensão do autraliano-britânico-americano está sendo embarreirada.

   Ah! O nome do grupo do Berlusconi é Midiaset e não Modiaset.

 
   Maneira a "capa pizza" de hoje da editoria Rio do Globo.

 
   E o Segundo Colunista continua a sua cruzada preconceituosa contra os petistas culpados do pecado de terem nascido pobres e vencido na vida. Mas dessa vez, tenta disfarçar, fingindo que respeita a origem humilde do senador Sibá Machado (AC).

   Esta se cumprindo, mais rápido do que eu esperava, o que tinha previsto para uma grande amiga, negra, brilhante e valente, na época em que se discutia a questão das cotas para os negros nas universidades: "você vai ver, o preconceito vai aumentar no país e não só contra os negros (embora, no caso, Sibá seja mulato). Agora que negros, mulatos e nordestinos de todas as cores estão conseguindo tomar o que parecia sempre destinado à elite branca, ela vai reagir". E o pior é que começam a reação usando quem, em princípio, deveria estar ao lado dos discriminados por ser um deles.

   Enfim, é do jogo.

 
   Se a vaca engordar nem que seja um pouquinho, o Companheiro Gáspari vai perder um bom cavalo-de-batalha para quando estiver sem assunto.

 
   Tudo bem, dona Bárbara, a senhora sabe muito sobre segurança pública. Mas a senhora mesmo admite que há outros competentes pesquisadores na área, correto? Então não teria sido mais prudente que o Luiz Eduardo tivesse escolhido um deles do que a senhora - e a atual mulher dele - para contratar? Será que tão doutas pessoas não conhecem a máxima sobre a mulher de César?

28.10.03

 
   Talvez em homenagem ao aniversário de calote da Globopar, as associações de patrões apresentaram hoje a proposta para receber aquela ajuda amiga do BNDES. A base da argumentação é um estudo da empresa MS&CR2 - Finanças Corporativas Ltda, da ex-presidente da CSN Maria Silvia Bastos - uma queridinha da mídia -, e Cláudio Coutinho e Carlos Guedes (sócios no banco CR2). O estudo sugere, como não podia deixar de ser, que seja aberta uma linha de crédito emergencial para tirar as empresas da pindaíba atual e a abertura de outra, regular, para que elas se pendurem quando necessário. Ou seja, tudo o que os colunistas de Economia sempre criticaram quando empreas de outros setores pediam (né, Dona Míriam? Né, Joelmir?).

   Em nota oficial, a Abert diz que o trabalho mostra a importância do setor "gerador de emprego e de impostos" (é, você leu certo, emprego e impostos. A gente tem que admirar a cara de pau dos sujeitos) e apresenta os dados sobre cada um dos tipos de veículos. Vamos ver agora qual será a posição do banco oficial. Meu palpite: vai rolar do meu, do seu e do nosso.

 
   Meu Deus, como pude (quase) esquecer de data tão importante?! Hoje fez um ano que a Globopar entrou em default - em português claro, está dando calote. Neste tempo todo, a holding fez de tudo para equacionar as dívidas e até agora fracassou, principalmente porque o Império só consegue apresentar uma fonte de receita confiável, a Globo; pediu que o prazo de pagamento da dívida seja espichado para 12 anos, o que o povo do mercado acha demais, e os Marinho não querem largar o osso do controle acionário de jeito nenhum. Por isso, acha-se que só em 2004 pode rolar alguma solução. Enquanto isso, os credores ficam lá, fazendo fila na porta.

 
   Pô, Joaquim! Você, que ontem reclamou tanto das palavras vazias que os marqueteiros enfiam pelo nosso duto auditivo a dentro, hoje me vem com um "customizadas"? Por que não o velho e bom personalizadas?

 
   Conselheira envia essa para quem acha que vida dos "paparazzi" é glamurosa:

      Hoje tá na coluna da Márcia Peltier:

      Vida real
      "O agente da top Ellen Jabour encontrou, na secretária eletrônica do seu celular, um recado digno da trama de Gilberto Braga. Na mensagem, um fotógrafo avisa que, finalmente, alguns paparazzi a serviço das revistas Caras e Contigo tinham conseguido tirar uma foto de Ellen com Rodrigo Santoro, tal qual o flagra levado pelos personagens de Malu Mader e Thiago Lacerda na novela, numa lancha em Angra. A fonte não informou se Rodrigo aparece com o bumbum de fora. "

      Esse mesmo fotógrafo ligou para o Joaquim, que deu em sua coluna, no dia 23:

      No esquema relatado pela novela "Celebridade", um paparazzo ligou para "Gente Boa", ontem, oferecendo foto de Ellen Jabour e Rodrigo Santoro saindo de um restaurante na Barra, depois do aniversário de Fernanda Rodrigues. Não, o ator não estava, como Thiago Lacerda na novela, com o derrière ao vento. O paparazzo queria R$ 100 pelo cândido flagrante roubado de Rodrigo e Ellen. A coluna achou caríssimo.


   A conselheira ficou condoída:

      Puxa vida, a gente devia fazer uma vaquinha e comprar essa foto! O cara deve ter sofrido assalto, espancamento, tomado chuva e ter sido acometido por uma bruta dor de barriga para vendê-la a qualquer preço!

 
   Critério editorial é critério editorial, mas por que a abertura de uma rua em área ambiental em Búzios é mais importante que o alerta da Agência Nacional de Águas sobre um possível racionamento no Rio?

 
   Por falar no Segundo Colunista, descobriu-se que a nota sobre a vinda de Rupert Murdoch ao Brasil tinha dois erros: o apontado aqui (sobrenome errado do gringo) e a empresa que fazia aniversário (era a Sky e não a Direct TV). E isso em apenas quatro linhas. Os dois erros foram corrigidos hoje, embora só o segundo admitido.

 
   O Segundo Colunista resolveu dar sua contribuição à temporada de "tasca ele" que O Globo resolveu fazer com o Nove Dedos. Tudo bem, faz parte das regras do jogo, mas podia ter sido mais elegante, sem apelar para o preconceito. Afinal, o cochicho do Eleito com o português António Guterres, obviamente, não tem nada a ver com o uso do fone de ouvido. Esse estava ali claramente para que ele ouvisse o discurso que estava sendo feito, enquanto ele batia papo com o luso.

 
   Cara, tenho quase certeza de que a Veja viajou legal (para não dizer coisa pior), como sempre, na matéria sobre os tais agentes secretos da campanha do Eleito. Mas que o caso daria um bom romance de espionagem à brasileira, isso daria, ainda mais junto com os informes da embaixada americana sobre o medo que tinham da eleição do Nove Dedos, publicados pelo Globo no domingo. Será que alguém aí se habilita a ser um John Le Carré tupinambá?

 
   Pois é. Não entendi muito bem essa celeuma em torno da abordagem divergente da Tereza Cruvinel e do Companheiro Gaspari sobre as denúncias a respeito da capinagem em Aracaju. A Teresa falou que o tal senador não tinha que levar isso ao Senado por ser assunto paroquial; o Companheiro, como líder da oposição na imprensa, detonou o PT, como detona por qualquer coisa. Tudo mundo fazendo o que sempre fez. Qual o grilo, como pergunta hoje nas entrelinhas a Tereza?

 
   Os jornais estão tentando arrumar um jeito de sair da pindaíba sem precisar de (muito) dinheiro do BNDES. Uma saída, apontada por executiva jornalista com cabeça no lugar (existem sim!), diz que seria apostar em cadernos (ou produtos, como eles falam...) especiais que atrairiam anunciantes específicos. Isso, em combinação com qualidade editorial (também defendida pela executiva), dá um bom caldo realmente. E o exemplo pode ser achado no Globo: o excelente Megazine. Dá pra sentir em cada página o cuidado e mesmo o carinho com que é feita a revista. Na edição que circula hoje, por exemplo, tem uma ótima matéria sobre os alternativos de butique, totalmente redondinha (acabo de dar pra uma das estagiárias ler e ela confirmou que no IACS, da UFF, onde estuda, é assim mesmo). Muito legal!

27.10.03

 
   Como o previsto, a RBS detonou uma galera. Entre os jornalistas, o cálculo inicial é de algo entre 15 e 20 coleguinhas na rua da amargura. A nota da empresa vai abaixo. Quase dá vontade de tirar um caraminguá para botar na mão dos coitadinhos dos Sirotsky...


Reestruturação

A instabilidade macro-econômica dos últimos anos, em especial no segundo semestre do ano passado, atingiu a grande maioria das empresas brasileiras, e a indústria de mídia não foi exceção. Desde o início do ano, a RBS vem implementando processo de mudanças estruturais com o objetivo de enfrentar este quadro, melhorando a sua produtividade e recuperando sólidos fundamentos econômicos.
Neste contexto, a empresa vem adotando um amplo conjunto de medidas voltadas para a redução geral de seus custos. Infelizmente, para atingir os resultados pretendidos, não foi possível evitar que, dentre essas medidas, estivesse a redução dos custos com pessoal. Por essa razão promovemos, nesta data, o desligamento de 218 colaboradores, menos de 5% de nosso quadro. Consideramos esse movimento encerrado.


Toda vez que somos forçados a tomar esta decisão, o fazemos com grande desconforto, e procuramos tratar os companheiros que saem com a maior dignidade possível. No caso atual, disponibilizamos-lhes gratificação complementar aos direitos legais, além de seguro saúde e de vida por um período de seis meses.
A partir dessas mudanças, a RBS, por intermédio de seus 4.300 colaboradores, está perfeitamente preparada para continuar a trajetória de melhoria iniciada por este processo de mudanças estruturais, e já antevê para o ano de 2004 uma concreta perspectiva de crescimento substancial de seus resultados.


 
   Notinha com prazo de validade vencido no Informe do Dia:


      Sinuca de bico

Relator do Orçamento da União para o ano que vem, o deputado Jorge Bittar (PT-RJ) recebeu missão inglória do Palácio do Planalto. Tem até amanhã para apresentar à comissão mista que cuida do assunto uma proposta que mantenha o percentual que a Constituição manda aplicar na Saúde sem prejudicar outras áreas ou fazer cortes nos programas sociais. Coisa simples assim, tipo tirar as meias sem descalçar os sapatos.


   A notícia frequenta o noticiário desde a semana passada.

 
   O que o Rumba Gabriel faz no Gente Boa de hoje?

 
   Cara, a matéria da Veja em favor dos transgênicos é um bom argumento para a concessão do empréstimo do BNDES. Pelo menos saberíamos de onde o dinheiro viria e a troco de quê.

 
   Aliás, queria muito saber que tipo de garantias o BNDES está pedindo às empresas de comunicação para pingar a grana no chapéu delas. E, claro, o quanto vai do meu, do seu, do nosso (né, Segundo Colunista?) bolso para financiar os barões da mídia, e a forma de ressarcimento deste dinheiro aos cofres públicos.

 
   O Império que morde é o mesmo que assopra. Enquanto O Globo tem fumaças oposicionistas, embora (ainda) civilizadas, a Época desta semana dá uma puxada de saco no Eleito que deve ter doido pacas. Afinal, não dá pra bater de frente antes que o BNDES assine aquele contratinho camarada do ProMídia, né?

 
   Joaquim Ferreira dos Santos escreve furiosa -e muito pertinente - coluna sobre os cascudos que o vernáculo toma no dia-a-dia daqueles que querem enrolar o próximo com palavras difíceis. Mas ao contrário do que dá a entender o cronista, isso é caso antigo aqui em Bruzundanga.

 
   Um tanto maroto o cálculo de tempo do Globo em relação ao governo do Eleito. Ele venceu a eleição em 27 de outubro de 2002, mas só começou a governar dia 1º de janeiro deste ano. Um ano no poder, o Nove Dedos só completa nesta data e quando ela chegar vai ter edição semi-especial de novo?

 
   Segundo Colunista, é Rupert Murdoch e não Murdock.

26.10.03

 
   O Globo até que tentou se recuperar da falta de visão estratégica demonstrada no caso do lançamento do astronauta chinês, mas a página sobre os emergentes hoje foi meio fraquinha. Podia ser feita coisa melhor e com mais espaço.

 
   A morte de Mara me fez lembrar algo que esqueci de comentar ontem: o aproveitamento de uma nota da Hilde sobre o elegantérrimo e "come-quieto" Nelson Seabra, que teria sido o brasileiro de maior sucesso em Hollywood, pelo Ela. Quanto ao JB, onde Hildezinha escreve, nada.

 
   Que a humilde Formiga, da seleção feminina brasileira de futebol, diga "haviam meninas que não sabiam onde se colocar" , tudo bem. Mas reproduzir este erro crasso de português nas páginas não pode, certo?

 
   O jornalismo perde realmente uma grande profissional com a morte de Mara Caballero. A sua morte aos 53 anos me fez pensar, novamente, se não estará havendo um aumento no número de mortes de coleguinhas, especialmente na faixa que vai dos 45 aos 55 anos, nos útlimos tempos. Não sei se isso tem a ver com o fato de eu estar me aproximando desta faixa etária, ou está mesmo crescendo a mortalidade nela. Creio que os sindicatos - pelo menos os maiores de centros urbanos no Sul-Sudeste - deveriam promover uma pesquisa séria a respeito da saúde do trabalhador em jornalismo para tirar esta dúvida.

25.10.03

 
   Quando Marina Silva luta contra os trangênicos é musa e heroína. Quando Requião faz o mesmo é maluco.

   Vá entender o Segundo Colunista.

 
   Até que demorou muito um sequestro planejado de um dono de uma grande assessoria de comunicação. Os caras têm grana e andam sem seguranças.

   Espero que o Ivandel saia bem dessa. E força, Kiki!

 
   Já saiu na CPM...

   Uns dados bacanas coletados pelo Epcom (Instituto de Estudos e Pesquisas
em Comunicação) :

      As seis redes de comunicação do Brasil - Globo, SBT, Record,
Bandeirantes, Rede TV! e CNT - controlam ou estão associadas de diversas
maneiras a 309 canais de tevê, 308 emissoras de rádio e 50 jornais diários.

      Direta ou indiretamente, as "seis irmãs" operam algo em torno de 90% das
emissoras de tevê do país.

      Se forem somados às "seis irmãs" outros quatro grandes conglomerados de
mídia - Abril, RBS, Folha e Estado -, chegamos a um fato: estas dez
empresas dominam algo em torno de 98% do se vê, ouve ou lê no Bananão.

   Dentro deste poder já enormemente concentrado, há um segundo nível de
concentração:

      As Organizações Globo possuem (ou têm alta participação), além de na Rede
Globo, em duas rádios (CBN e Globo, a primeira de alcance quase nacional);
em quatro jornais (O Globo, Valor Econômico, Extra, Diário de São Paulo);
em uma revista (Época), em um portal internet (Globo.com); em uma editora
de livros (Editora Globo); em uma gravadora (Som Livre); em uma produtora
de filmes (Globo Filmes, que participou de 92% das fitas feitas no Brasil
nos últimos dois anos, segundos dados da Ancine); em uma tevê por assinatura (NET) e numa
programadora para tevê paga (Globosat).

   Agora, na boa, esse pessoal precisa de ajuda do dinheiro público do BNDES?


24.10.03

 
   Estréia dia 6 de novembro o programa "Vida Moderna", que tratará das maravilhas da tecnologia aplicadas ao cotidiano. Vai ao ar pela Nova Geração da Televisão (NGT), na NET e TVA, e no canal 48 (UHF). A produção é da VideoPress.

 
   Movimentação no Lance!:

       Dançou o correspondente em Barcelona, Marcus Vinícius Pinto. Em seu lugar foi contratado João Castelo Branco, baseado em Londres e filho de José Trajano, colunista do jornal e chefe da ESPN-Brasil.

      Demitida também a repórter Danielle Rocha. A mesma a quem, há menos de dois meses, tinha sido oferecida uma promoção à editora-executiva assistente no Rio, promoção essa que foi recusada.

      Outro que saiu foi o repórter Aurino Leite.

 
   Foi aprovado anteontem o projeto 708/2003 que modifica do Decreto 972/69, o qual regulamenta a profissão de jornalista. O parecer do deputado Pedro Corrêa foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, incluindo a emenda supressiva do relator com o seguinte teor: "Suprima-se do caput do art. º 6º proposto pelo projeto a expressão 'como empregados'." Ou seja, avança sobre nós a flexibilização trabalhista "caracu", aquela em que os patrões entram com a cara e nós com o resto.

   Por falar nos patrões, como andam as investigações sobre as relações entre o deputado Corrêa e os piratas de cigarros e combustíveis que tinham entrado tão inopinadamente na pauta dos veículos pouco antes de ele dar o parecer acima, e saído, com igual rapidez, depois que ele relatou o 708/2003 com a emenda supracitada?



23.10.03

 
   O Studio Eme abre mais duas turmas do seu Cusros Prático de Telejornalismo (Reportagem e apresentação em TV): uma aos sábados, de 9h às 13h, começando dia 8 de novembro; a outra às quartas e sextas, de 13h30 às 17h30, começando dia 12 de novembro. Em ambas os alunos devem levar uma fita VHS virgem de 120 minutos para a gravação dos exercícios. Mais informações por 2226-5716 ou por studioeme@terra.com.br

 
   Pô, Dona Míriam! Pio Borges como convidado na Globonews?! Logo o Pio Borges, o cara que emprestou dinheiro para a AES sem garantias quando presidia o BNDES e depois foi ser consultor dela na briga com o banco? Não tinha outro não? Eu, hein... Parece o governo do Eleito - fazendo bobagem no mais simples...

 
   Parabéns à Cássia Maria, Ramona Ordoñez e Geralda Doca pela conquista do Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo. Na minha modesta opinião, é o prêmio mais significativo da imprensa brasileira, por ter um viés de cidadania que os outros, geralmente promovido por empresas, não possuem.

 
   Ler Márcio Moreira Alves é um alívio para quem gosta de informação de verdade, aquelas processadas antes por um cérebro.

22.10.03

 
   Antes tarde do que nunca: tiro meu chapéu para a equipe da Forbes que pediu demissão coletiva. Se mais gente tivesse essa lucidez, somada com coragem pessoal, os patrões pensariam três vezes em atrasar salário, não pagar verbas rescisórias e até se apropriar indebitamente de contribuições de impostos que descontam dos contra-cheques.

 
   Alerta no Sul. A RBS já fez circular a informação de que demitirá cerca de cem funcionários, de todos os departamentos, em todos seus veículos, dentro e fora do Rio Grande. A redação do Zero Hora pode sofrer menos, já que as potestades administrativas do grupo acham que ela está enxuta. Os cortes ocorrerão nos salários considerados mais altos, ou seja, acima de R$ 5 mil.

 
   Companheiro Gáspari, companheiro Gáspari...Na matéria da Vivian Oswald, no mesmo Globo, está escrito o oposto do que você escreveu na sua coluna: a isenção de CPMF para circulação de investimentos vai beneficiar exatamente a classe média, pois quem tem R$ 1 milhão para aplicar já está livre do imposto. Pô, companheiro, você já foi melhor como oposição quando apurava antes de descer a borduna...

21.10.03

 
   O fim do casamento Forbes-JB mostra que não são só Flávia Oliveira e Luciana Rodrigues se internacionalizaram. Nelson Tanure também. Ao contrário da moças, porém, "estourou no Norte" pela porta dos fundos (êpa!!!): agora ele é um caloteiro transfronteiras.

 
   Apelo dramático da ABI:

Colega jornalista:

O objetivo desta carta simples é mostrar o quadro real da situação da Associação Brasileira de Imprensa a todos os que se preocupam com o futuro de entidade maior dos jornalistas brasileiros, fundada há 95 anos. Depois de ajudar o Brasil, ao longo de décadas, em momentos cruciais, como o ingresso do país na Segunda Guerra Mundial, na campanha do Petróleo é Nosso, e nas lutas cívicas pela Liberdade de Expressão, pela Anistia, pelas Diretas e contra as ditaduras, hoje, é a ABI é que precisa de ajuda de todos nós.

Entidade filantrópica desde 1917, em 2001, a ABI foi incluída numa relação de entidades "pilantrópicas", devido à luta de Barbosa Lima Sobrinho contra as privatizações e, hoje, a instituição corre risco real de fechamento, caso esta decisão não seja revogada pelo novo Governo. A ABI, que vem acumulando dívidas por se manter, há anos, exclusivamente das mensalidades de seus associados e dos baixos aluguéis de salas e andares do edifício-sede, não tem recursos para pagar os impostos federais acumulados desde o cancelamento da filantropia retroativos - inexplicavelmente - ao ano de 1995.

A direção atual da ABI presidida por Fernando Segismundo, via Gabinete da Liderança do Governo na Câmara Federal, com a ajuda do vice-presidente Henrique Miranda, vem realizando gestões para que a entidade volte a ser considerada filantrópica e sem fins lucrativos, como sempre foi ao longo de toda a sua vida. Também está procedendo ao levantamento das dívidas acumuladas com a União nos últimos oito anos - a confirmação do cancelamento da filantropia só chegou a ABI no início do corrente mês de outubro, após um primeiro aviso em fevereiro que, infelizmente, não foi levado em consideração, para que, de posse dessa informação, iniciasse negociações com Brasília para reverter a medida.

É assunto delicadíssimo, e solicitamos ao colega jornalista, que tiver condições de ajudar nesta negociação com as autoridades de Brasília, que ajude. A ABI precisa dos esforços de cada um de nós e isto não é uma frase de efeito. É a realidade!

Outra questão crucial para a ABI, hoje, é a dívida com a Prefeitura do Rio de Janeiro, devido a taxas de iluminação pública e de lixo acumuladas e nunca pagas ao longo dos anos. A dívida soma cerca de R$ 360 mil e está em fase de execução pela Procuradoria Geral do Município que, através de sucessivas ações, vem penhorando progressivamente andares do edifício-sede da ABI, como garantia para futuros leilões judiciais. Embora o prédio - construído e doado aos jornalistas por Getúlio Vargas em 1938 - seja tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o que, no entendimento de alguns advogados, o torna "inleiloável", segundo as leis em vigor.

É importante relatar aos colegas que foram feitas gestões junto ao presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, vereador Sami Jorge, e este se prontificou a ajudar a ABI - ressaltando porém ser fundamental a mobilização do prefeito César Maia para solucionar os problemas com o município. No dia 5 de novembro, está prevista reunião com a Secretária de Imprensa do Prefeito, Ágata Messina (associada da ABI), como desdobramento das conversações mantidas com o presidente da Câmara. Toda ajuda nesta direção também é super bem vinda.

A ABI tem, no momento, como sua terceira maior credora, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), a quem deve R$ 187 mil por anos e anos de inadimplência. A presidente do Conselho Administrativo, Lygia Jobim, esteve na sede da companhia para renegociar o débito e esta concorda em parcelá-lo, desde que a ABI pague à vista pelo menos as contas dos dois últimos meses - cerca de R$ 11 mil. O problema é que a ABI não dispõe desse dinheiro, engolfada em um herança de dívidas diversas que vem sendo pagas (detalhes em www.abi.org.br/contas) paulatinamente desde maio.

Para tentar superar o impasse, já houve uma primeira conversa com o ex-Governador Anthony Garotinho, tendo ele se colocado integralmente à disposição da direção da ABI para solucionar o problema. No momento, através de conversações já iniciadas com a Secretaria de Imprensa do Governo estadual, aguardamos os próximos passos dessa negociação que está em andamento.

Além dessas três grandes dívidas - com a União, com o Estado e com o Município -, a ABI acumula débitos diversos com prestadores de serviços de telefonia, de luz e, também, com pequenos fornecedores de material de consumo. Somando-se tudo, algo em torno de R$ 500 mil (a lista de credores está na Internet). Portanto, colegas jornalistas, resolver a questão das dívidas da ABI não é missão impossível se houver união e disposição, de todos nós, para atacar de frente o problema e solucioná-lo.

Desde maio, temos trabalhado para superar os problemas financeiros acumulados há anos e, também, na modernização das práticas contábeis da entidade - muito antigas e superadas. Com o único objetivo de fortalecer a Associação, que consideramos patrimônio de todos os jornalistas e, também, do povo brasileiro. Nada disso é visível pelo grande volume de contas e problemas encontrados.

Os andares da sede da ABI, que estavam vazios há bom tempo, começaram a ser alugados, como também nos preocupamos em valorizar nossos espaços internos de aluguel, especialmente auditórios - tradicionais pontos de encontro para reuniões políticas no Centro do Rio de Janeiro. Progressivamente, a receita vem aumentando e temos saldado contas e diminuído despesas, refazendo contratos. Mas os problemas continuam, tanto que a firma Koleta Ambiental, de recolhimento de lixo, em meados de outubro, ameaçou requerer a falência da ABI, caso não saldasse débito de cerca de R$ 3 mil.

Mas ainda há muito a fazer, pois o que arrecadamos não tem permitido fazer o pagamento integral dos salários de nossos funcionários, nem colocar em dia os valores do vale transporte e do tíquete alimentação. Uma estratégia está sendo montada para permitir que o décimo terceiro salário também não atrase, mesmo que, mais uma vez - como vem ocorrendo nos últimos anos - a ABI seja obrigada a recorrer a empréstimos bancários.

A ajuda de todos vocês neste processo é fundamental. Precisamos de projetos que possam ser tocados pela ABI, pois há gente querendo colaborar com patrocínios, Precisamos que todos os companheiros se associem à Casa do Jornalista, caso não o tenham feito ainda, ou que ponham em dia as mensalidades atrasadas, caso estejam inadimplentes. Enfim, precisamos de cada um de vocês.

Osvaldo Maneschy
Diretor Tesoureiro

Antonio José Liborio
Diretor 1º Secretário


 
   O TRF da 3ª Região botou na Rede um utilíssimo manual jurídico prático para jornalistas. O link está aí do lado, na seção Ferramentas. Para ler o manual, tem que ter Acrobat Reader.

 
   A página 5 do Globo é um passo adiante em direção ao futuro do jornalismo. As matérias da página é que parecem anúncios, dentro da moldura do reclame do Itaú.

20.10.03

 
   A quase inacreditável Flávia Oliveira não se contenta mais em ganhar prêmios por aqui. Em dupla com Luciana Rodrigues, ela acaba de faturar o Prêmio Anual da Associação de Correspondentes das Nações Unidas, criado há oito anos e que distribui um total de US$ 20 mil para as melhores coberturas jornalísticas sobre a Organização das Nações Unidas (ONU), suas iniciativas ou escritórios. É a primeira vez que jornalistas brasileiros levam o prêmio. Flávia e Luciana foram laureadas (isso é láurea, não tem outra palavra) com as matérias sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio e o Relatório do Desenvolvimento Humano Mundial de 2003, publicadas entre 6 e 8 de julho passado, derrotando quase cem concorrentes de 36 países.

   Acho que beijos de parabéns são pouco, mas é o que posso dar às duas colegas.

 
   Por falar em estagiários, os que fazem parte da equipe do jornal da CSN premiado pela Aberje são Tatiana Campelo, Alexandre Campbell e Renato Natividade.

 
   Mais dois blogs na lista aí ao lado: Algo Provisório (Chris Rangel, minha estagiária na ELB, e equipe) e Soltando Pipa (Fábio Vinícius)

 
   Na quarta, dia 22, serão conhecidos os vencedores do I Prêmio Alexandre Adler de Jornalismo em Saúde, promovido pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro (SINDHRIO), pelo Centro de Educação em Saúde do SENAC Rio (CES-SENAC Rio) e pelo Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ). Serão quatro prêmios: Prêmio Principal, Melhor Reportagem de Mídia Impressa, Melhor Reportagem de TV, e Melhor Reportagem de Rádio/Veículo On Line. No total serão R$ 11 mil em grana viva - R$ 5 mil para o prêmio principal e R$ 2 mil para cada um dos outros. A cerimônia de premiação ocorrerá na sede da Fecomércio-RJ (Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo), a partir das 19 horas.

 
   Comentário de conselheiro sobre a matéria da página 3 do Globo de ontem:

      Oi, Ivson, se vc leu O Globo hoje (ontem) deve concordar que na página 3, sobre as obras de determinados estados que estão recebendo verbas de seus conterrâneos, a matéria seria perfeita se não fosse por um detalhe: os dados foram levantados pelo PFL, principal partido de oposição ao Governo Lula. Portanto, dar página inteira neste caso cheira a conspiração. O que me deixou mais "cabreiro" foi a resposta de Ciro ao ser questionado sobre destinar verbas generosas à menina dos olhos de olho dele no Ceará. Dizer que estava cumprindo ordens do Lula, que pediu verbas para obras em conclusão é, no mínimo deboche. Que a obra precisa ser concluída e ele é o ministro responsável para isso, tudo bem, mas pelo menos poderia ser mais sutil, ou seja, destinar menos do pouco que ele tem e ajudar outras obras. Claro que para isso acontecer, ou chove canivete ou elefante ganha asas.

 
   Mais um esclarecimento para quem é forçado por editores/pauteiros meio doidos a fazer matérias sobre o setor elétrico não sabendo nada a respeito: usina hidrelétrica não é geladeira, que só pode ser ligada depois de inteiramente pronta. Tucuruí, por exemplo, começou a gerar energia em 84 e até hoje tem turbina sendo inaugurada. Assim, a tal especialista em meio ambiente da UFPA que disse ser mentira do governo que Belo Monte vai ajudar a evitar novo apagão simplesmente falseou a verdade para o colega escalado para fazer matéria sobre algo de que não entende. Ele deveria ter ligado para qualquer pessoa que trabalhe no setor elétrico - ou mesmo ido conversar com quem cobre o assunto no jornal - para saber se era verdade o que lhe foi dito. Mas aí seria pedir demais por três motivos:

      1. O cara teria que ser humilde o suficiente para admitir que não entende de algo;

      2. Teria que saber que nesta briga não existe mocinho e bandido. É tudo bandido ou tudo mocinho, dependendo do ângulo que se olhe.

      3. O sujeito teria que ter a consciência do papel que deve representar um jornalista na sociedade, o que, obviamente, ele não tem idéia de qual seja.

 
   Bem, parece que a Veja entendeu a mensagem do astronauta chinês melhor do que O Globo.

19.10.03

 
   Ah! "Cocalero" na Bolívia não é sinônimo de traficante não, viu? É mais plantador de coca índio pobre. O lembrete é que agora deve começar (ou reiniciar) aquela campanha da mídia para identificar o líder dos cocaleros Evo Morales com os traficantes. Ele pode até ter mesmo ligação, mas ninguém ainda provou por A + B e, ao contrário do que pensa e pratica a imprensa brasileira, as pessoas são inocentes até que se prove o contrário.

 
   Por falar em estratégia e diplomacia, a imprensa brasileira finge que não viu, mas a derrubada do Losada é a segunda derrota séria dos americanos em seu próprio quintal em dois anos. Primeiro, não conseguiram derrubar o Hugo Chávez; agora viram seu agente ser literalmente corrido da Bolívia pelos índios. Por enquanto, 2 a 0 nós. Mas o "garoto do placar" da mídia brasileira anda dormindo e não computou os nossos gols.

 
   Quem escreveu o artiguete que ficou ao lado da matéria de Roberta Jansen (boa essa moça, hein?) sobre a cooperação sino-brasileira no espaço parece que não está entendo bem os objetivos dos chineses ao mandar um compatriota ao céu (ou então finge que não entendeu). Parece claríssimo agora que os sujeitos de olhos puxados estão a fim mesmo de tomar a hegemonia do mundo das mãos do ianques até 2.100. Este foi o recado mandado "urbi et orbi" com a missão espacial tripulada e que O Globo parece não ter apreendido. E olha que tem até precendente histórico: em 64, a China fez algo parecido quando divulgou que havia construído sua bomba atômica. Era um recado claro, seguido imediatamente pelo envolvimento mais direto e aberto com a guerra do Vietnã, com os resultados que todos conhecemos para os americanos.

    "Kiko?", pergunta você. Bem, para brigar pela hegemonia mundial, os chinas precisam de um bom "agente comercial" nos calcanhares dos sobrinhos do Tio Sam, que contam com um na Ásia, o muito bem-sucedido Japão. E quem seria o "Japão" da China no continente americano? Vai por eliminação que só sobra um...Assim, seria legal os veículos de comunicação brasileiros irem treinando sinólogos em suas equipes e pensando em ter correspondentes residentes em Hong Kong ou Shangai.

 
   O Globo pegou bem este flanco ambiental do governo e tem batido nesta área com vigor e competência. É mais um avanço que podemos creditar ao governo do Eleito: ter feito o principal jornal do Rio se voltar com mais seriedade para esta questão fundamental, cuja discussão de políticas públicas sempre foi relegada ao segundo plano em suas páginas.

   Para ficar redonda -e não parecer apenas implicância de oposicionista (sempre tem gente maldosa que pode pensar essa injustiça) - o jornal deveria também cobrar dos ambientalistas propostas factíveis para as questões que não se esgotam apenas no meio ambiente. Falando de algo que me toca de perto, poderia ser perguntado, por exemplo, quais as opções que os ecologistas apresentam para as construções das duas hidrelétricas no Rio Madeira e de Belo Monte (PA), sabendo-se que o país vai precisar - se quer mesmo crescer 5% ou mais ao ano - dos 10.000 MW que estas três UHEs podem fazer entrar no sistema elétrico nacional nas próximas décadas.

   Explorar este ângulo do assunto teria dois méritos: separaria o trigo dos ambientalistas sérios do joio dos aproveitadores e apresentaria soluções ambiental e economicamente váveis, que ajudariam a sociedade a tomar uma posição consciente sobre como superar o aparente dilema meio ambiente x desenvolvimento.

   É abordando questões complexas de maneira cuidadosa e séria que um jornal pode fazer diferença mesmo.

18.10.03

 
   Minha ex-vizinha de Ilha, Sonia Araripe, ganhou o Prêmio de Melhor Profissional de Imprensa/2002 concedido pela Abamec, em escolha direta dos analistas financeiros. Sonia é editora-executiva do JB. (J&C)

 
   Jan Theophilo foi para a coluna Boa Gente, de Joaquim Ferreira dos Santos, trocando com César Tartaglia, que vai para reportagem da Rio (Jornalistas&Cia)

 
   Tudo bem fazer matéria com as adolescentes taradinhas da elite carioca, mas - caramba! - ascensão se escreve assim, com "s" e não com "ç"!

17.10.03

 
   Bacanérrimo o texto de Flávio Aguiar, na Carta Maior.

 
   O Jornal da CSN ganhou o Prêmio Aberje Nacional na categoria Jornal Interno - empatado com o do Santander/Banespa - na primeira vez que disputou o prêmio. Parabéns ao editor Helton Fraga (ex-O Dia) e a Sandro Rego e Gustavo Lima, que fazem parte da equipe com dois estagiários.

 
   Atrasado, devido à viagem, mas creio que vale a observação de um conselheiro sobre matéria publicada no dia 15 no Segundo Caderno do Globo:

      Qual a necessidade de colocar uma foto na penumbra apenas dos olhos do Rogério Sganzerla, que está muito doente? Por que não colocaram uma foto dele menos apelativa? É a cultura do caos imperando.

16.10.03

 
Hlide hoje:

É A HORA da retomada da auto-estima do Rio, do charme, do glamour, da cordialidade, da carioquice, eu não disse? Para alavancar tudo isso, vem aí o Caderno H, e chega na hora H!...

H DE HETERO, de homo, de high, de holofotes e de Hildezinha...


Então é isso. Hildezinha arrumou os anunciantes pra oficializar o seu jabá no JB. Parabéns pra ela.

 
Ainda bem que quem editou a página de hoje d'O Globo não é professor. Se fosse, coitados dos alunos. Só aqueles com 10 seriam aprovados. Afinal, o 8,5 recebido pelo Eleito da antiga 'fessora foi considerado má nota.

Realmente, a galera às vezes exagera na vontade de fazer oposição. Até pra isso que tem ter talento.

15.10.03

 
Aliás, o título da notinha do Informe do Dia é uma demonstração maravilhosa como os coleguinhas prejulgam os fatos e as pessoas com uma desfaçatez espantosa.

 
Do Informe do Dia:

Privataria I
Hoje, os barbudinhos do Ministério do Planejamento vão mostrar, em São Paulo, aos membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, como vai funcionar a PPP ? Parceria Público-Privada ?, maneira que o PT inventou de privatizar sem privatizar.


Do Globo:

Infra-estrutura: plano não convence
Ronaldo D'Ercole e Flavio Freire

SÃO PAULO. O projeto de lei que cria e regulamenta as parcerias público-privadas (PPP), com o qual o governo pretende estimular as empresas a investir em projetos de infra-estrutura, foi apresentado ontem pelo ministro do Planejamento, Guido Mantega, aos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. A proposta, contudo, foi recebida com reserva pelos empresários que integram o Conselho. Mesmo saudado como um passo positivo, muitos ressaltavam que a iniciativa do governo pode ser comprometida por problemas, por exemplo, com os marcos regulatórios de setores de energia elétrica ou de saneamento.


Que coisa, hein?

 
Finalmente uma boa notícia para os jornais...dos EUA. A esperança é que, como aqui normalmente seguimos os caminhos dos esteites, mesmo com atraso, os rotativos daqui também passem a receber mais anúncios. Torçamos.

14.10.03

 
   Olha só, vou fazer uma viagem a trabalho e só volto na sexta. Se conseguir botar a mão num computador, tento postejar. Se não, até a volta.

 
   Sensacional a resposta do Eleito à choradinha da bonitona Maria Fernanda Cândido. Em vez de ficar resmungando pelos cantos (e na mídia), que os artistas e arteiros se virem para financiar os seus projetos e/ou os coloquem dentro da realidade.

 
   Ponto para o Colunista da 4: realmente o que deve ser discutido é um novo pacto federativo e não apenas a repartição da grana proveniente do bolo tributário.

 
   Muito bacana a carta do ex-ponta esquerda da Máquina Tricolor Zé Roberto - conhecido como O Gato por ser homônimo do bichano que ficava no colo da Célia Biar quando esta anunciava a Sessão Coruja da Globo, no Cretáceo Inferior. A missiva dá bem a medida do que ocorre no futebol carioca e que está sendo, com sucesso e habilidade variáveis, sendo mostrado pelas editorias de Esporte.

   E uma coisa significativa: na época em que Zé Roberto jogava (e Célia Biar segurava o xará de quatro patas no colo), uma carta dessas seria enviada (e talvez publicada) no Jornal do Brasil, por ser o jornal da "inteligentzia" carioca.

12.10.03

 
   Mais um fotograma da debandada do JC (e até do país). No último mês e meio saíram Gustavo Teixeira (foi passar um tempo com a mãe nos EUA), Helena Furtado (vai para Universidade de Barcelona), Danielle Borges (idem) e Larissa Morais (para a FSB).

   Vai sobrar ninguém.

 
   Pena aquela matéria bacana sobre a escola de Duque de Caxias premiada pela Unesco ter sido usada toda apertada numa página tomada em três quartos por um anúncio. Ela ficaria muito melhor na Megazine.

 
   Dessa vez tenho que tirar o chapéu para o Colunista da 4. Foi muito inteligente usar a desculpa de um boato internáutico para fazer o que ele sempre quis e não podia, por diversos motivos, inclusive a falta de coragem: xingar o Eleito e os seus eleitores.

11.10.03

 
   Outra grande entrevista de Rachel Bertol, no Prosa&Verso do Globo. Desta vez com o grande Antonio Negri, co-autor de "Império".

10.10.03

 
   Outro conselheiro avisa a Hilde que o Jobi está fechado para obras. Vai ver que a colunista do JB agora tem fonte entre a peãozada.

 
   Conselheiro acha que o Colunista da 4 deveria prestar mais atenção às colunas do professor Pasquale no Globo. "Ontem ele escreveu "...erário público". Qual erário que não é público?", pergunta o rapaz.

 
   A pedidos, aqui vão os atalhos para o bate-boca pseudo-britânico entre o Ali e o Mário Sérgio Conti:


Mário Sérgio: http://nominimo.ibest.com.br/servlets/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeNoticia?codigoDaNoticia=7821&dataDoJornal=atual

Ali: http://nominimo.ibest.com.br/servlets/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeNoticia?codigoDaNoticia=7904&dataDoJornal=atual

 
   Da Hilde:

      ENTREOUVIDOS NO JOBI: Nem ligo mais pra bala perdida. Entra por um ouvido e sai pelo outro...

   É. Hilário.

 
   Do Informe do Dia:

      Político econômico

Como todo mineiro que se preze, o deputado Fernando Gabeira é um homem de poucos gastos. A ponto de seus amigos ? e que amigos! ? estarem espalhando pelo Congresso que ele só admite regressar ao PT se o partido esquecer a odiosa mania de garfar 30% dos salários de seus parlamentares. Talvez fora do PT sobre algum no bolso de Gabeira para comprar uma bicicleta nova.


   Odiosa por quê? Isso faz parte dos estatutos do partido desde a fundação e quem entra nele sabe disso muito bem. Quem não concorda, nem precisa entrar. Afinal, ninguém obriga, né?

 
   Se continuar esse bate-boca fleumático entre o Mário Sérgio Conti e o Ali Kamel ainda é capaz de divertir um pouco.

 
   Os bons resultados ecomômicos deram mais uma esfriada no Colunista da Quatro, que andou mais animadinho com as rusgas internas do Governo. Se a seca de más notícias para o Eleito continuar mais uma semana, o CD4 vai ter que voltar a falar das paroquialidades fluminenses.

 
   Ahá!!!! JPII não ganhou o Nobel da Paz e ainda perdeu pra uma mulher muçulmana!! Sen-sa-cio-nal!!

9.10.03

 
   Dona Míriam faz hoje uma bela coluna sobre o analfabetismo, indo de encontro aos seus amigos economistas conservadores que sempre defendem o esquecimento dos analfabetos adultos para o investimento maciço nas crianças. Incluo a coluna de hoje no "mea-culpa-que-não-ousa-dizer-seu-nome" que a colunista de economia do Globo anda fazendo nos últimos tempos. Ela tem revisto seus conceitos a respeito do que é importante para o país e isso é bom. Melhor seria se ela fizesse que nem aqueles gringos das agências de risco que disseram "eu errei" publicamente e na moral, quando perguntados a respeito das previsões catastróficas sobre o governo do Eleito. Mas sabecumé: aqui em Bruzundanga quem assume erro é bocó e Dona Míriam jamais faria isso abertamente. De qualquer maneira, mesmo que de maneira envergonhada, é bom saber que a colunista abriu mais cabeça e deixou de ver só números na frente e passou incluir as gentes em suas preocupações.

8.10.03

 
   Sobre o "affair" Gabeira x PT, não tinha lido a grande Tereza Cruvinel. Ela lembra bem do passado partidário do deputado.

 
   Nesse caso do Gabeira x PT os coleguinhas têm que lembrar sempre que o deputado só voltou ao PT porque corria o risco de não se reeleger pelo PV. Foi conveniência eleitoral e não identificação política com o partido que fez o companheiro retornar ao petismo.

 
   Nas manhãs dos dias 22 e 23 de outubro, o Banco do Brasil promove, em São Paulo, uma oficina sobre Comércio Exterior especial para coleguinhas. O pessoal andava pedindo informações técnicas para fazer um trabalho melhor e o banco resolveu atender, seguindo o exemplo do ano passado, quando realizou oficinas sobre Operações Estruturadas e Agronegócios.

7.10.03

 
   Texto no nominimo fala das pequenas cervejarias e seus lançamentos. Foi escrito por coleguinha que, consta, é sócio de uma micro-cervejaria, a Devassa. A bem da verdade, esta não é citada na matéria, embora o seja no quadrinho lincado à matéria principal.

 
    O Centro de Arte e Comunicação (CACO) promoverá um curso da ilha de edição AVID. As aulas serão na Rua Sorocaba, 674 - Botafogo. Mais nformações pelo telefone (21) 2579-5748.

 
   O locutor da Rádio Globo FM Eloy Decarlo prorrogou as inscrições do seu curso de locução para TV e Rádio até o dia 13 de outubro. Informações pelo telefone (21) 2579-5748.

 
   Outra de Sampa: a Universidade do Livro promove curso de Assessoria de Imprensa para o Mercado Editorial, ministrado por Antonio Carlos Olivieri, ex-Ática, Scipione, Sextante e outra editoras, e atualmente na Palas Athena e Nankim Editorial. O curso será de 13 a 17 de outubro, no horário das 18h às 21h. Mais informações por universidadedolivro@editora.unesp.br ou pelo telefone 0xx11) 3242?9555.

 
   A RSVP, de São Paulo, ganhou mais três contas: Fórmula Academia, Raça Transportes e Pronto Socorro e Hospital Sabará.

6.10.03

 
   Vai rolar tremendo agito no Auditório Rio Data Centro, da PUC, quinta-feira próxima. Dentro do projeto Imagens e Vozes de Esperança", iniciativa da UNESCO e organização internacional Brahma Kumaris, será realizado, pela manhã, o seminário "Mídia, 4º Poder – Nossa Contribuição". Entre os participantes estarão William Bonner (editor-chefe Jornal Nacional TV Globo), André Trigueiro (da Globo News), Leilane Neubarth (da TV Globo), Lula Vieira (sócio-diretor VS), Mariza Tavares (Diretora Executiva da CBN e Regional SP), Miguel Pereira (diretor departamento de Comunicação Social da PUC-Rio), Pedro Lessa (coordenador da Unesco-RJ), Rafael Payão (sócio-diretor FULL Jazz e Full Tecno) e Regina de Assis (diretora da MultiRio).

   O furdunço continua à tarde com a exibição de filmes e vídeos sobre experiências como o site Viva Favela, a TV Roc (da Rocinha) e o "Nós do Morro". Haverá ainda o lançamento do Borandá, programa de rádio feito pelo povo da ECO-UFRJ e que irá ao ar pela rádio Viva Rio, e a divulgação dos resultados da pesquisa nacional sobre “A satisfação do brasileiro com a Mídia” (xiii...).

 
   O Jornalistas&Cia e a M&A Editora promovem, no dia 23, o 1º Encontro com os Correspondentes Estrangeiros no Brasil, no auditório da BM&F, em São Paulo, com apoio da Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Sampa. Mais informações aqui.

 
   A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) também resolveu criar seu prêmio de jornalismo, com apoio da Academia Brasileira de Medicina. A primeira edição tem como tema a "Utilização do Cinto de Segurança no Banco de Trás". A melhor reportagem ganhará R$ 5 mil, e quem quiser concorrer pode se inscrever gratuitamente até 20 de outubro. A premiação será em 13 de novembro e mais esclarecimentos podem ser obtidos pelo telefone 0800-55-7268 ou no site www.sbot.org.br.

5.10.03

 
   Sobrevivi a duras penas à Operação Mudança e agora transmito de uma versão com-teto de um acampamento de sem. Amanhã, se tudo der certo, volto a postejar (copyleft Marinilda) normalmente.

2.10.03

 
   Amanhã começa a Operação Mudança. Valha-me, Deus!

 
   Nova frente de batalha vai abrir a Record. A emissora pretende entrar na teledramaturgia, mas em parceria com uma produtora independente, muito provavelmente a Casablanca, que já produz a "Turma do Gueto" para a tevê dos pastores. A idéia é botar a novela no ar em março.

 
   Para você ver como a vida dos jornais está realmente difícil. A TV paga, aquele veículo que não tem nem 3,5 milhões de assinantes, já está quase passando o meio em matéria de verbas publicitárias, segundo levantamento da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura. As tevês pagas faturaram em 2002 - contando publicidade, venda de assinatura e outros serviços - em 2002 R$ 3,183 bilhões contra cerca de R$ 3,198 bilhões dos jornais. (Meio&Mensagem)

 
   Na boa, emprego bom mesmo é o do Benjamim, gerente da Livraria da Travessa da Ouvidor. Disse isso a ele ontem, e também que o invejava à beça, quando ele me mostrava o livro de cartas entre John Fante e H.L. Mencken.

   Ah! Quem sentir falta da Mônica e seus olhos verdes (eu sinto), ela está na Travessa grande de Ipanema.

1.10.03

 
   Levantamento da empresa especializada Filme B aponta: a Globo Filmes tem 92% do mercado de filmes nacionais. Não tenho certeza, mas creio que mesmo quando dominava completamente a TV, lá na década de 70, início dos 80, nem a Estrela da Morte tinha esta preponderância. O governo não gosta muito desta situação, mas não tem muito o que fazer, pelo menos por enquanto.

 
   Conselheira que andava sumida volta e avisa que jornalista do Império que assina coluna de opinião n?O Globo, por norma, só é creditado como jornalista.

   Tudo bem, mas, no caso específico do texto revisionista do Ali, informar que ele era jornalista da TV Globo era essencial para o leitor avaliar a isenção ou não dele.

 
   O Conselheiro do Sul, Márcio Pinheiro, se queimou com a Câmara Brasileira do Livro:

      Entreguismo tem limite! Você sabe como se chama o catálogo de associados da Câmara Brasileira do Livro, edição que reúne os endereços de quase 500 editores, livreiros, distribuidores, gráficas e agentes literários do país? Who's who! Isso mesmo, em inglês.

      Será que Quem É quem não seria um título mais apropriado para uma publicação de uma instituição que divulga a língua portuguesa?

 
   No dia 15 de outubro, às 9 horas, será lançado, no auditório do Ministério Público Estadual (Avenida Marechal Câmara 370), o Fórum Estadual de Combate à Discriminação no Mercado de Trabalho. Os jornalistas serão representados pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, do Sindicato. Quem quiser se inscrever no seminário de lançamento do Fórum, que se estende até o dia 16, pode fazê-lo gratuitamente por meio do Núcleo de Cidadania e Trabalho da DRT (nct.drtrj@tem.gov.br, fax 2220-5018 ou 2532-0402) ou no local do evento em seu primeiro dia.

 
   A querida Tânia Malheiros canta amanhã, dia 2, a partir das 20h30, no Café Cultural Sacrílego (Avenida Mem de Sá, 81, Lapa), acompanhada de Guaracy Sete Cordas, Serginho Procópio (cavaquinho/voz), Marco Basilio, Paulinho Supira e Mauro Passarinho (percussão). Na]o repertório, como sempre acontece com Tânia, muito samba de raiz. A consumação é de apenas R$ 10,00.


 
   É bom as agências de assessoria de imprensa prestarem bem atenção na questão da carga horária dos jornalistas que têm sob contrato. A decisão do TST é que eles/elas têm direito à jornada de cinco horas da regulamentação profissional, mesmo que não atuem em empresas jornalísticas. Ou seja, não adianta dizer que pertence a sindicatos de outras categorias profissionais - como RP ou Publicidade. É melhor mudar os contratos ou, no futuro, a empresa pode ter sua sobrevivência comprometida por decisões judiciais. Quem avisa amigo é.

   A matéria sobre a decisão do TST está no C-se e me foi passada por jovem conselheira assessora.

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