30.6.03

 
Aí, povo! Desculpe a barafunda que o blogger fez no template. Tive que botar um de emergência pra ir tocando. No decorrer da semana, vou botando as coisas em ordem, ok?

 
Já a Studio Eme, de Eleida Góis, tem nova turma de seu Curso Prático de Telejornalismo (Reportagem e Apresentação de TV) começando no dia 14 de julho. Mais informações em www.studioeme.hpg.ig.com.br

 
A Mega Brasil, de Eduardo Ribeiro, promove, em São Paulo, o curso Comunicação Interna - Função Estratégica de Resultados - Uma Nova Visão de Comunicação de Relacionamento, com Flávio Schmidt, no próximo dia 3 de julho, ao custo de R$ 280,00. Mais informações com Valéria ou Cristina no 11-5573.3627 ou pelo e-mail eventos@megabrasil.com.br


 
Por falar em Segundo Colunista e setor elétrico, mais uma mostra da briga de foice que é o lóbi via imprensa...:


Do Informe JB de sábado:

Intriga internacional

Em conflito com a El Paso, o governador do Paraná, Roberto Requião, pode ter que explicar a quebra de contratos no exterior.
A empresa texana estuda a possibilidade de levar a questão a uma corte de arbitragem internacional, alternativa prevista pelo próprio contrato assinado entre o governo paranaense e a companhia. Uma decisão favorável à El Paso pode provocar descontos no repasse federal ao Paraná, caso o Estado assuma a multa.


Do Segundo Colunista ontem:

Dedo na tomada

A gigante El Paso Co., que investiu cerca de US$ 3 bilhões por aqui, foi se queixar ao embaixador brasileiro em Washington, Rubens Barbosa.
Alega que está sendo maltratada no Brasil.
A queixa maior é para o governador Roberto Itamar Franco Requião, do Paraná, que fez a estatal Copel rasgar um contrato de compra de energia que tinha com a americana.
Mas também teme pela negociação com a Petrobras em torno do futuro da termelétrica Macaé Merchant.


A CDN, dona da conta de assessoria de imprensa da El Paso, não brinca em serviço...

 
Olha só, Segundo Colunista, esse papo da Cemig ficar com a Eletropaulo tem mais de dois meses...

29.6.03

 
No mais, o monte de páginas gastas pelo Globo sobre os seis meses de governo do Eleito foram corretas, mas sem imaginação. Nada de muito interessante, além da matéria do Túlio.

 
Em compensação, que bela matéria do Túlio Brandão sobre os pobres-diabos que estavam na fila na semana passada!

Aliás, este rapaz - que não tenho o prazer de conhecer - tem um estilo do qual gosto muito: sem firulas - dribles textuais só para fazer avançar a matéria -, procura ser objetivo, no bom estilo "toco y me voy" argentino, sempre procurando o gol, ou seja, a expressão mais exata para passar a informação.

 
Já o texto da mulher de Gáspari, Dorrit Harazim, sobre um gari que deu um "presta atenção" num motorista de juíza, tinha tudo para ser legal, mas acabou apenas piegas ao procurar culpar o PT pelo caos social que o país vive há tempos.

 
O companheiro Gáspari publicou entrevista com o sargento Salles, aquele PM flagrado mostrando toda a sua impotência diante da zona na fila dos que queriam fazer prova pra gari. Fico com medo de cumprimentá-lo depois do que houve com Rick Bragg, do NYT, e com Dona Míriam, que publicaram textos no qual inseriram entrevistas que não fizeram pessoalmente, sem creditar quem realmente as fez. Enfim, de qualquer maneira, a matéria foi boa.

 
Do Informe do Dia hoje

Enriquecimento
Um escândalo de grandes proporções pode ganhar corpo na Receita Federal.

Tem gente cavando no lodaçal das trampolinagens evidências de que um auditor daquele órgão seria dono de uma mansão na França.


Matéria sobre o assunto saiu numa revista de circulação nacional (se não me engano a IstoÉ) há umas duas semanas, com foto do suspeito e tudo (como não deveria ter saído, aliás...)

28.6.03

 
Mas apesar do nominimo não ser o no., os cabeças do primeiro são os mesmos do segundo. E esses cabeças coroadas deram calote em um monte de gente de uma maneira que a mudança de nome - e mesmo de estilo de fazer site - não apaga.

 
Pessoal, o Blogger fez uma baita mudança (e lambança) nos servidores e, no processo, detonou meus post de maio todo e junho até o dia 22.

 
Falando em São Paulo, a prefeitura mandou aviso de pauta sobre o lançamento da Liga Mundial de Pólo Aquático, cuja cerimônia seria na sede do Estadão. Nem bem o texto havia chegado, tocou o telefone da editoria de Esporte do Diário de São Paulo. Do outro, um assessor de prefeitura avisa que o convite fora apenas "uma cortesia" porque o Estadão, patrocinador do evento, não fazia questão da presença dos concorrentes à solenidade.

No dia seguinte, sairam matérias sobre a Liga apenas no Lance! e, lógico, no Estadão...

 
Está hilária esta briga entre Rio e São Paulo. As duas se digadiam para saber quem vai ser humilhada pelas concorrentes do Hemisfério Norte na disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2012. Pelo que sei, Paris, Londres e Moscou estão no páreo e - cá pra nós - nem o balneário decadente, nem o túmulo do samba têm condições de derrotar nenhuma das três, né?

27.6.03

 
Daniela Schubnel (ex-Jornal do Brasil) não é mais a correspondente do O Dia em BSB. Depois de dois anos no cargo, ela se mandou para o Ministério das Cidades, a fim de assumir a chefia da assessoria, ficando o Robson Barenho diretamente ligado ao ministro Olívio Dutra. No lugar de Daniela, ficou Lúcia Leão. (Jornalistas&Cia)


 
A querida Taísa Fortes está trocando a Publicom pelo Departamento de Comunicação da Uerj, para onde entrou por concurso. Ela começa no dia 7 de julho.

 
Só para esclarecer: Dona Míriam não foi ao sambódromo ver a fila dos candidatos a gari. Quem este lá foi Débora Thomé, o apoio da coluna.

 
Aliás, coincidência interessante: Dona Míriam comenta que a maior parte do candidatos ao cargo de gari é composta por pardos. O Segundo Colunista faz a mesma observação.

 
Dona Míriam, a senhora foi apurar matéria na fila do concurso para gari?!!! Grande!!! Meus parabéns!

Agora, me diz: a senhora não sentiu uma pontinha de remorso que seja de defender essa política econômica sociopata que faz com que aqueles infelizes fiquem sofrendo daquele jeito?

 
A redação do projeto de lei 256/91, que regulamenta o artigo 221 da Constituição e estabelece regras para regionalização da programação cultural e jornalística no País, foi rejeitada quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A decisão, raríssima, foi uma crocodilagem braba comandada pela bancada evangélica, que havia exigido para aprová-lo, ano passado, um monte de mudanças que enfraqueceram o PL de autoria da brava Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

O placar foi 23 a 16 e os deputados que votaram contra o PL foram os seguintes (atenção para alguns nomes...):
Antônio Carlos Magalhães Neto, Paulo Magalhães, Zelinda Novaes, Almeida de Jesus, José Roberto Arruda, João Campos, João Paulo Gomes da Silva, Antonio Cruz, Wilson Santos, Raimundo Santos, Roberto Magalhães, André Zacharow, José Divino, Rodrigo Maia, Mendes Ribeiro Filho, José Ivo Sartori, Heleno Silva, Luiz Antonio Fleury, Edna Macedo, Bispo Wanderval, Robson Tuma, Ildeu Araujo e Darci Coelho.

Roberto Magalhães, eleito novo relator do projeto, disse que vai reapresentar rapidamente o PL com a mesma redação. Ou seja, a manobra teria sido só para atrasar a aprovação do projeto, que seguiria para o Senado, onde será alvo de novas obstruções e provavelmente de alterações, apenas no semestre que vem, jogando para as calendas a aprovação final.

26.6.03

 
O grande Roberto Falcão está deixando o Lance! para dar um gás na sua Edição Extra, que está aí mesmo para o que der e vier no ramo de publicações.

No lugar de Falcão como editor-executivo fica Andre Loffredo, que volta à casa após um ano e meio.

 
Sábia (outra) do Conselho me avisa que aquela nota sobre o nominimo (de anteontem) está errada. Aquele pessoal todo que citei não trabalhou no site, mas no finado no., a encarnação anterior. Assim, a rigor, o Tutty está certo em dizer que o site cresceu desde a sua criação há um ano. Assim, o máximo que posso criticar, avanço eu, é o ataque de amnésia que ele teve a respeito do naufrágio do no. E, ainda assim, ele pode argumentar que foi amnésia traumática...

 
Eleito, Tereza Cruvinel diz que você está amargurado porque as boas coisas que o seu governo, segundo você, está fazendo não têm sido divulgadas pela mídia. Por isso, você acha que está perdendo a "guerra da comunicação".

Meu velho, aprende uma coisa: esta guerra seu governo não pode vencer; não pode empatar; não pode nem mesmo se recusar a lutar. Assim, relaxa. Vai aí fazendo o seu, de preferência sem falar muito, e depois mostra durante a campanha de 2006, quando a propaganda gratuita funciona mais ou menos como a Zion no Matrix. Aí deixa que o pessoal resolva.

Se continuares a dar microcrédito e distribuir terreno em favela, e conseguir diminuir a fome e o analfabetismo em uns mil municípios do Nordeste, estás reeleito, queiram ou não os donos de empresas de comunicação e os coleguinhas.

 
A mesma sábia manda mais uma, essa do Segundo Colunista do Globo:

A toda-boa Kelly Key quer se livrar de uma tatuagem na perna com o nome de Latino, seu ex.

Uma vez por semana, vai com o segurança a uma clínica na Barra, no Rio, para o tratamento.


Comentário da sábia:

Isso saiu numa reportagem grande sobre gente arrependida de suas tatuagens na Época de 9 de junho: "Tatuagens: Trintões querem apagar as marcas da juventude". Lá tem até foto da perna da KK...

 
Parece que a briga de lóbis via colunistas está fascinando mais gente. Aquela sábia que pegou a nota velhinha da Hilde ontem, viu mais uma peleja hoje.

Do Segundo Colunista do Globo hoje:

Às voltas que...
Esta história circula no coração do poder.

Na CPI do Orçamento, em 1993, o então deputado Luiz Alfredo Salomão tentou quebrar o sigilo da colega Roseana Sarney. A turma do deixa-disso, aí incluindo Luiz Eduardo Magalhães e Sigmaringa Seixas, suou a camisa para mostrar que a filha de Sarney era gente boa.

Terça-feira, o Senado, presidido pelo pai de Roseana (aliás, ela própria é senadora) rejeitou o nome de Salomão para uma diretoria da ANP.


Do Boechat de ontem:

O troco

Sob o título ''Lambança'', a coluna publicou, dia 7, a seguinte nota:

''Indicado para uma das diretorias da ANP, o ex-deputado Luiz Alfredo Salomão se atrapalhou todo.

Ainda sem o nome aprovado pelo Senado, ele distribuiu em Brasília convites impressos de sua posse.

Alguns senadores consideraram-se ofendidos.

E querem dar o troco.''
***
Ontem, a nomeação de Salomão foi rejeitada pelo Senado, por 40 votos a 23.

E agora?

Mesmo sem nenhum cargo oficial, Luiz Alfredo Salomão instalou-se num gabinete de diretor da Agência Nacional do Petróleo, no Rio, há cerca de dois meses.

Requisitou carro, chofer, secretária, celular e passagens aéreas.

Também constituiu dois assessores - o ex-deputado Edésio Frias e o empresário Waldemar Fizman.

Com seu nome vetado pelo Senado, ontem, as despesas que gerou ficaram sem justificativa legal.

O Tribunal de Contas da União vai deitar e rolar.

25.6.03

 
Sábia, membro do Conselho, que, por obrigação profissional e conjugal, tem que ler a Hilde todo dia:

ESTA É QUENTÉRRIMA, gente. Estão sentados? O Rio corre o risco de perder 30% de seu petróleo! E isso por obra e graça de um senador suplente pelo Paraná, Olivir Gabardo, autor do projeto de lei n 48, de 27/2/2003, que está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e altera o artigo 9 da lei n 7.525, de 1986. O projeto prevê simplesmente a redefinição
dos limites territoriais na costa brasileira quanto à distribuição dos royalties do petróleo. E as únicas fronteiras que se deslocam, curiosamente, são a do Rio de Janeiro com o Espírito Santo, que anda 16° para o sul, e a do Rio de Janeiro com São Paulo, 14° para o norte...


Nota sobre o assunto saiu no Segundo Colunista do Globo (ou seja, no mesmo jornal onde Hilde escreve) anteontem.

 
Outra do Informe do Dia

Piratas na berlinda
Há pelo menos um mês a imprensa do eixo Rio-São Paulo-Brasília denuncia a voracidade de alguns parlamentares do Congresso que decidiram criar uma indústria de convocações e convites para empresários deporem nas comissões especiais e CPIs. Normalmente, os deputados e senadores que agem com tanta afoiteza não estão preocupados com informações. Querem dinheiro.

Até há pouco tempo, essa trampolinagem era lugar-comum na Alerj. Os malandros precisaram ser ameaçados com expulsão para recuarem. Há duas semanas, o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), andou puxando as orelhas dos colegas que adoram criar dificuldades para mercadejar facilidades. A reprimenda não surtiu efeito.

A indústria das convocações e convites do Congresso continua a todo vapor. Cunha decidiu adotar o exemplo do Rio. Vários de seus colegas estão sob vigilância cerrada e poderão sofrer execração pública logo, logo.

É bom ficar de olho, já que uma parte significativa de deputados da bancada fluminense tem se dedicado a esse deplorável ramo da pirataria.


Dois comentários:

1. Pelo que outras colunas disseram (sim! A nota tem prazo de validade vencido, mas isso é confessado logo no lide) são três os deputados fluminenses nessa jogada: Eduardo Cunha, André Luiz e mais um que não me lembro o nome. Não é "parte significativa da bancada fluminense". A não ser que a coluna tenha informações em contrário, as quais deveria dar a público, já que existe para isso.

2. "(...)deplorável ramo da pirataria". Quer dizer que há ramos da pirataria que não deploráveis? Quais?

 
Do Informe do Dia:


Xodó
O PMDB e o PT do Rio andam num namorico de dar nojo.

A coisa gira em torno do deputado Jorge Bittar, o ungido dos barbudinhos para concorrer à Prefeitura do Rio, ano que vem.


Dar nojo?! Em quem? Por que? E o namoro Garotinho-César não dá nojo não? Por que?


24.6.03

 
O Tutty Vasquez é realmente hilário! Na crônica de um ano em comemoração ao nominimo.com.br, ele afirma que "NoMínimo é, decerto, a redação que mais cresceu no Brasil nos últimos meses" e cita os pesos-pesados que passaram a fazer parte do time nestes 365 dias: Ricardo A. Setti, Roberto Benevides, José Paulo Kupfer, Ricardo Calil, Salomão Antunes e Sérgio Rodrigues. Timaço, não há dúvida, mas o gozador esqueceu que saíram de lá José Augusto Dias Pires, Luiz Bello, Tetê Oliveira, Alessandro Greco, Gabriella Vieira M. Araujo, Gilmar Piolla, Helena Arago, Ivan Finotti, Jan Theophilo, Janaína Perez , Karla Monteiro, Leonardo Pimentel, Roberta Salomone, Sidney Coutinho, Sila Monteiro e Thais Aguiar.

Só mesmo o Tutty para tirar seis de 16 e conseguir resultado positivo!


 
Quem já leu na CPM, pode pular...

Continua a liqüidação das participações do Império na tevê paga, agora em Portugal. Nos próximos dias, a Globosat passa nos cobres a participação acionária que possui na Premium TV, um tipo de fraqueadora de programação premium (aquela que importa e não está em pacote básico) em Portugal. As ações pertencem à Portosat, empresa na qual as Organizações Globo são sócias da grandona portuguesa SIC, que tira o time de campo junto. Quem aproveita a xepa é a TV Cabo Portugal, já sócia da Portosat na Premium TV.

A venda da participação na PTV é apenas mais uma parada na Transmigração do Império Global de volta para o Brasil, em mais uma fracassada aventura européia (a outra, para quem não se lembra foi a Telemontecarlo, lá pelos meados dos anos 80). Há algum tempo, os Marinho estão tentando empurrar para a frente a sua participação acionária na própria SIC, mas está difícil.

 
Do Boechat de hoje:

Haja...
Foi dada a largada.

O deputado Jorge Bittar, do PT, contratou o Instituto Gerp para iniciar pesquisas mensais sobre suas chances - e de outros potenciais candidatos - na disputa pela Prefeitura do Rio.

Aliás, mesmo para quem gosta de democracia, uma eleição a cada dois anos é dose...


E para quem não gosta deve ser mesmo um inferno, né?

A propósito: a sempre louvada democracia norte-americana também tem eleição de dois em dois anos. E para cargos federais.

 
O fascinante mundo do lóbi via manipulação de colunistas:

Informe do Dia:

Troca

O cacique-mor do PTB, Roberto Jefferson, confessou a amigos que deseja retirar o parceiro Carlos Wilson da presidência da Infraero.

Wilson é cristão novo no PTB e ainda por cima dirige um dos raríssimos órgãos federais que têm bala na agulha para fazer obra nesse País.


Panorama Político:

RECADO do presidente Lula aos petebistas. Carlos Wilson continuará presidindo a Infraero.

 
Três comentários sobre o Segundo Colunista do Globo de hoje:

* Jornalista bom deve ser chato mesmo. E ignorante (como diz um Sábio do Conselho). Como 007 tem permissão para matar, jornalista tem permissão social para ser cri-cri e perguntador. O problema é que neguinho confunde, exagera e acaba sendo mal-educado e indiscreto.

* Pô, se a Vera Loyola quer tanto doar dinheiro pro Fome Zero, bota na conta que aparece na tevê toda hora, não precisa esperar o ministro para doar em público. O que aquela emergente quer é aparecer a custa dos pobres, como fez a Gisele Bündchen (mas sem os mesmos atributos). E fica meio mal cair em lóbi de socialite, não é não?

* Fátima é ótima até careca.

23.6.03

 
Outra do J&C: a Textual, de Carina Caldas, começa a definir a equipes para a cobertura do Pan-Americano de São Domingos (Santo Domingo é espanhol, mas como aqui hablamos português vou de São Domingos...). Cláudio Motta será um dos coordenadores e Christian Dawes fica na Vila, ao lado dos atletas e cartolas.

 
Pena que vai atrasado, mas a edição em cartaz do Jornalistas&Cia traz boas notícias aqui pro Rio:

* Vagas reabertas no Extra. Foram convidados Marcos Almeida (da Transpetro) e Marcos Pernambuco (IstoÉ)

* Adriana Baffa passou para a Nacional da Gazeta Mercantil, ficando em seu lugar na edição Regional Daniele Carvalho, ex-JB On Line

* Vera Batista estreou o quadro Economia Popular, no programa Comunidade Viva, da Rádio Via Rio (1180 AM, Sistema Globo de Rádio). Verinha, figura muito querida entre todos os que um dia já cobriram economia aqui no Rio, vai ao ar às segundas, quartas e sexta, a partir das 9 horas.

 
Sabe aquela dica de ontem do Novel Colunista do Globo? Pois um dos autores do livro, Bill Kovach, deu entrevista à Renata Lo Prete, da Folha, publicada no Mais! (é, mais uma daquelas coincidência de pauta de domingo entre a Folha e O Globo...). O ping-pong (via emeio) você pode ler aqui.

 
Várias confirmações: Bruno Quadros é mesmo filho do comentarista Raul Quadros, do Sportv.

Legal, mas ele podia ter avisado disso os distintos telespectadores, em nome do fair play. Podia ter dito algo como "Esse Bruno que está com a número três do Guarani é meu filho. Por isso não estranhe se eu for mais severo com ele do que com os outros jogadores". Ia ficar, no mínimo, mais gentil com o telespectador.

E o Sportv podia ter evitado essa saia justa, né? Tanta gente pra comentar e botam logo o pai de um cara que vai marcar o Romário?

22.6.03

 
Pô, companheiro Gáspari! Pensei que você tinha pegado o jeito de bater no Eleito! Mas hoje voltou àquelas bobagens que não levam a lugar nenhum, nem lhe fazem justiça...Lamentável!

 
Mas nem só de bola fora vive o Sportv. Mais cedo, o locutor de França x Nova Zelândia elogiou o Jorge Luis Rodrigues, o comentarista da peleja. "É um enciclopédia!", afirmou, depois de o outro ter dado a ficha de um cabeça-de-bagre neozelândes. Verdade, o Jorge tem um memória prodigiosa e um vivência muito grande no esporte. Mas o grande diferencial, para mim, é que ele se dedica, leva o ganha-pão dele a sério, faz o dever de casa. É nítido que, ao ser escalado, vai lá nos alfarrábios e pega o maior número de detalhes que pode para ilustrar as suas participações. Por isso que meu velho, certamente entre muitos outros, é fã dele. "Esse sabe muito de futebol internacional!", exclama toda vez que ouve a voz de taquara rachada do Jorge e descobre que ele é que vai comentar um jogo.

 
Aliás, uma dúvida: o Bruno Quadros, zagueiro que jogou pelo Guarani, é filho do Raul? Quando o jogo começou, tinha quase certeza de que sim, mas depois fiquei em dúvida - afinal, em nenhum momento os coleguinhas do Sportv mencionaram o fato, e, certamente, o teriam feito, em nome da ética, se houvesse mesmo essa relação de parentesco. Mas só para tirar a grilo da cabeça, se alguém souber me avise, ok? Pode ser pelos pitacos ou confidencialmente.

 
Rapaz, o que é a dupla Lucas Pereira-Raul Quadros, do Sportv?! Jesus, como são ruins! O primeiro errou sistematicamente os nomes dos jogadores do Flusão, trocando em especial os nomes dos zagueiros, chamando Rodolfo de Tinoco, e vice-versa. Tá certo que ambos são juniores recém-promovidos, não estão em albuns de figurinhas, mas, caramba!, são de um time do Rio! Já o Quadros errou todos os comentários - o mais sensacional foi dizer que o Jadílson estava jogando muito, tanto no ataque quanto na defesa. Antes e depois de ele dizer isso, o Guarani só atacou pelo lado do paraíba perna-curta que joga na lateral do glorioso tricolor poque este errava os passes no ataque e deixava um buraco enorme na defesa.

O 'grand finale", porém, foi em dupla. Eles disseram que o pênalti noi Romário não existiu. "O Paulão (zagueiro do Bugre) foi na bola!", afirmaram. É, só que com o cotovelo ele empurrou o gênio da grande área pelas costas, coisa que o sádico do cara responsável pela imagem cansou de mostrar, repetindo o lance umas cinco vezes, só pra sacanear a dupla dinâmica, certamente.

 
O Novel Colunista do Globo dá um boa dica hoje: o livro "Os Elementos do Jornalismo - O que os jornalistas devem saber e o público exigir", de Bill Kovach e Tom Rosenstiel (faltou dizer a editora, mas certamente as livrarias que o tiverem vão botar na vitrine agora). Vou comprar pra ver qual é.

Aliás, foi um boa coluna a de hoje, a primeira que me deu vontade de ler até o fim. Acho que não foi somente por abordar um assunto do qual eu gosto - outras já o tinham feito -, mas também, creio, porque o colunista não expôs muito suas idéias (sempre um tanto óbvias), deixando falar gente como mestre Rosental Calmon Alves e o livro indicado.

21.6.03

 
E a causa desta irrestrita adesão ao governo bushiniano também é explicada pela F.A.I.R.

 
Por falar em americanos do bem, o pessoal da F.A.I.R mostra mais uma vez como a mídia dos EUA esteve (está) comprometida até o pescoço com o governo Bush II. E ainda tem gente que acredita na existência de isenção, independência e imparcialidade na mídia lá e em outros lugares. Essas pessoas devem acreditar também em coelho da Páscoa, Papai Noel, mula-sem-cabeça...

 
Vi "Tiros em Columbine". Não é só cinema de primeira. É jornalismo extra-classe também.

 
Grande amigo, inteligentíssimo apesar de framenguista (oh contradições da alma humana!), obtemperou (por ser redator de um importante jornal tem o direito de obtemperar) que, na nota sobre a esquisita proteção da imprensa esportiva a Renato "Bravata", o verbo certo seria "tachar" e não "taxar". A ele respondi transcrevendo o que vai abaixo, retirado da edição de 1986 do Aurélio:

Sobre a grande confusão que reina quanto ao significado dos verbos tachar e taxar, leia-se a erudita observação do professor Aires da Mata Machado Filho (Escrever certo, 2ª série, pp 32-35), de onde se transcreve o seguinte: ' ...Vejamos agora a lição que é possível colher do dicionário. Parece-me que a dúvida caberá, quanto à grafia do verbo, em frase como: F taxou de exemplar o seu procedimento; F tachou de imprestável o seu trabalho.

O nó da questão está na etimologia e na semântica dos vocábulos em apreço. Taxar (com x) é regular o preço de, donde avaliar, julgar em sentido translato. (L. de Vasconcelos, Lições de Português, p 185) (O título exato dessa obra de Leite de Vasconcelos não Lições de Português e sim Lições de Filologia Portuguesa). Assim, examinando o procedimento de alguém, posso taxá-lo de exemplar ou de incorreto. Entretanto não ficaria bem dizer F. tachou (com ch) de exemplar o seu procedimento. Tachar vem de tacha, que quer dizer mancha, defeito. Pôr tacha, tachar é pôr defeito, encontrar senão. Explica-se pois a mistura das águas nas vertentes semânticas desses dois vocábulos. É erro dizer tachar de bom um trabalho, e tanto se pode dizer taxar de bom como taxar de mau pelas razões ainda agora expostas. Ambos os verbos significam, ao cabo das contas, o resultado de um julgamento" (Francisco Fernandes, Dicionário de Verbos e Regimes, s.v. taxar.


Ou seja: pode-se taxar Romário de gênio da grande área ou taxar Athirson de dopado; mas não se pode tachar Carlos Alberto de craque, permitindo-se, porém, tachar Fernando Baiano de cabeça de bagre, pois tachar é sempre negativo.

20.6.03

 
Esqueci de dar por encerrada a votação sobre qual jornal faz a melhor cobertura de esportes, que terminou domingo passado. O vencedor foi o Jornal dos Sports, com 63 votos (47,73% dos 132 sufrágios computados). No entanto, como houve óbvia manipulação do resultado (jamais ocorreu de uma votação aqui - mesmo as públicas - ter 132 votos), o JS foi desclassificado pelo júri, que, no caso, é composto por mim.

Assim, o vencedor acabou sendo O Dia, com 37votos, seguido do Lance!, com 19;O Globo, com nove; Folha (3); Estadão (1), e Gazeta Esportiva e JB, sem votos.

Aí ao lado, vai mais uma enquete: Qual o jornal que melhor cobre Internacional. Votos até o dia 7 de julho.

 
Por falar em assessoria, Andréa Gouvêa Vieira, ex-dona da Basi, abriu a AGV Consultoria em Comunicação, visando o mercado de administração de crises e avaliação das políticas de comunicação de empresas. No momento, Andréa está nos EUA fazendo cursos, que servirão de base para o curso que dará no segundo semestre na UniverCidade.

 
Coleguinha anda espantadíssimo com o fato de alguns dos personagens principais dos Escândalos Garotinhos - advogados do propinoduto e o Chiquinho da Mangueira - terem conseguido que assessorias - ou assessores - pegassem suas "contas" (de assessoria, bem entendido). Ele clama por uma discussão sobre os limites éticos das assessorias de imprensa. Realmente, é uma boa conversarmos sobre isso, sem preconceitos e nem mania de superioridade.

 
Arthur Dapieve, Gustavo Poli e Sérgio Rodrigues convidam para o lançamento do seminal (ainda não li, mas certamente é essencial) Manual do Mané, cuja noite de autógrafos será no dia 25 de junho, partir das 20 horas, na Livraria da Travessa (R. Visconde de Pirajá, 572, Ipanema). Não vou poder ir porque moro do lado errado da Linha Vermelha. Quem manda ser mané?

 
O Antônio Lopes tem logo o cargo posto em xeque nas manchetes assim que o Vasco deixa de vencer duas partidas; já o Nelsinho Batista, do framengo, foi taxado de covarde e burro por ter perdido uma Copa Brasil com uma equipe com elenco nitidamente inferior, que dois meses antes pouco passava de um time ( ruim) de pelada. O Renato "Bravata" Portaluppi, porém, há meses arma errado o Flusão; escala mal; substitui pior; se ganha, diz que foi porque o time fez o que ele mandou; se perde, diz que a culpa é dos jogadores; e ainda tem um contrato com uma churrascaria, cujos sócios têm participação nos passes de jogadores treinados por ele. Ou seja, faz tudo o que um técnico não pode fazer e não há uma só matéria criticando o cara em jornal nenhum!! Mais um daqueles mistérios da imprensa esportiva brasileira...

 
Galvão Bueno, antes de começar a detonar o Parreira, mostrou-se perplexo porque as multas cobradas pela Fifa aos jogadores advertidos na Copa das Confederações são em francos suíços. "Aqui na Europa, só se fala em euros. Não sei porque a Fifa insiste em usar francos suíços. Tudo o que se refere à arbitragemm é atrasado!", atacou o locutor global.

Bem, Galvão deve até saber que a sede da Fifa fica em Genebra, mas obviamente não sabe que a Suíça não faz parte da Europa do euro e por isso mantém o franco como sua moeda. Que, aliás, é mais valorizada que o euro, um outro motivo para ser preferida pelos cartolas da Fifa.

19.6.03

 
Não é tão mole assim pegar o Segundo Colunista do Globo. Veja o que aconteceu com um leitor do Picado, o Gilson:

Grande Elio!

Elio Gaspari ganhou o prêmio da ABL, categoria ensaio, com o livro ?As ilusões armadas?.

O prêmio, de R$ 40 mil, foi conferido pela comissão formada por Evaristo de Moraes Filho, Candido Mendes e Sérgio Paulo Rouanet.

Prezado Ancelmo;
Elio Gaspari deve estar surpreso. Não pelo prêmio, mas pela repercussão. O livro está fazendo sucesso até no além. Só isso explica Evaristo de Moraes Filho, morto em 97, ressucitar e integrar a comissão. Que coisa impressionante

Gilson Caroni filho


A resposta do Segundo Colunista:

Gilson
Querido: este Evaristo de Moraes Filho esta vivo, é advogado trabalhista e membro da ABL.
O que morreu foi o irmão só por parte de pai , Antonio Evaristo Moraes Filho, criminalista gente boa também conhecido pelos amigos como Evaristinho, nunca foi da ABL.
Aliás voce sabia que o jornalista Mario Moraes, que ganhou o primeiro Prêmio Esso do Brasil, era irmão dos dois ?
Abs,
Ancelmo


Bacana tudo: o SCG respondendo ao leitor e, principalmente, Gilson, que revelou a história mandando o erro dele para o Picado.

 
Aleluia! O Informe do Dia deu uma errata ontem!

Pontos nos is

Não foi no festival de publicidade de Cannes, como esta coluna noticiou ontem, que o secretário de Comunicação de Lula, Luiz Gushiken, se reuniu com o setor.

O evento, ao qual o representante do Rio, Mauro Silva, faltou, foi em Gramado.


Mas também errando por um oceano inteiro de diferença e ainda por cima contra o todo-poderoso das verbas publicitárias governamentais, não tem arrogância que resista, né?

18.6.03

 
Do Panorama Político, do Globo:

Nestes primeiros seis meses, diz Dulci, o maior desafio do governo foi mostrar-se ?seguro na cela?, (...)

Tereza, querida, tá certo que o governo do Eleito parece preso a idéias do passado recente em termos de economia, mas não seria "mostrar-se seguro na sela"? Aquela de cavalo?

17.6.03

 
Da Hilde de ontem:

HOJE E AMANHÃ, quem for ao Dom João vai poder saciar a fome do corpo e da alma. O restaurante do Horto
abriga lançamento de livros da Editora 7Letras, com presença dos escritores Carlos Süssekind, Anton Tchekov e Clarah Averbuck...


Vai ser uma sessão espírita e tanto! Afinal, Tchecov morreu em 15 de julho de 1904.

 
A Globonews parece estar assumindo um novo paradigma no jornalismo: a TV Senado. Agora, ela ficou quase 20 minutos transmitindo um seminário sobre Previdência na Fecomércio de São Paulo, com o Berzoini como estrela. Não discuto a importância do tema, mas - homessa! - precisava transmitir ao vivo?

16.6.03

 
A situação econômica da RBS Participações, a holding do grupo gaúcho, já causa preocupação. A Standard & Poor´s pôs a avaliação do grupo - atualmente em B+ - no grau de vigilância negativa, devido ao mau desempenho operacional das empresas nos primeiros meses de 2003.

Em março, a dívida do grupo atingia US$ 158 milhões e a S&P agora põe em dúvida a capacidade da holding honrar seus compromissos de prazo mais curto, que atingem US$ 47 milhões nos próximos 12 meses. A empresa de avaliação de risco lembra que o mercado publicitário está estagnado desde 2001, o que tem prejudicado em muito as empresas de comunicação
brasileiras, especialmente aquelas com altas dívidas para serem saldadas em prazos curtos.

O desempenho da RBS que deixou os gringos mais cabreiros diz respeito à posição do caixa da companhia gaúcha. Em dezembro, ela tinha US$ 34 milhões no cofrinho, valor este que caiu para US$ 20 milhões hoje. A S&P não acredita que apenas o alongamento do perfil da dívida da holding - se for mesmo conseguida pelo vice Pedro Parente - possa dar um jeito na vida dos
gaúchos. Para os analistas, só mesmo uma recuperação boa e consistente do mercado publicitário nos mercados de jornal e tevê faria com que o lucro operacional da empresa se tornasse constante o suficiente para que as dívidas ficassem realmente sob controle.

 
O fim do escritório da Edelman no Rio não chegou a ser exatamente uma surpresa. Desde a saída de Andréa Gouvêa Vieira da empresa, há coisa de seis meses, as chances de a base carioca sobreviver eram as mesmas do Flusão ser campeão brasileiro este ano: quase zero.

 
Os colunistas, de jornal e revistas, sempre foram alvo preferencial dos lobistas, devido ao alto índice de leitura deste tipo de seção. A diferença é que agora os coleguinhas não tentam mais evitar a instrumentalização. Ao contrário, estão abrindo as colunas totalmente aos lóbis mais descarados. Exemplo? Dê uma olhada na Veja desta semana. Muito triste.

15.6.03

 
Parece que o companheiro Gáspari finalmente entendeu como deve fazer para descer o pau no governo do Eleito: fazer críticas pela esquerda. Isso mesmo, companheiro! Menos Sarney, ACM e Serra e mais Chico Oliveira, Paulo Nogueira Batista Júnior e Marilena Chauí!

O quê, companheiro? Você se identifica mais com os outros? E daí? Quem liga pra coerência? O que interessa é baixar o cacete no governo (qualquer um) para garantir a leitura, não é?

 
Um pequeno reparo à tradução do belo poema Ítaca, transcrito no caderno de Esporte de Globo de hoje: na frase "(...)se alto manteres teu pensamento(...)", a conjugação da segunda pessoa do verbo manter no futuro do subjuntivo é mantiveres e não manteres.

A palavra tinha me soado mal, mas como não tenho (ainda) o Aurélio ou o Houaiss eletrônicos, fui conferir no ConVer, um projeto do gaúcho Emiliano Gomes Padilha, que hoje estuda no Institute for Communicating and Collaborative Systems, da Universidade de Edimburgo (Escócia).

Outro conjugador on line bacanérrimo é o Verbix, disponível para uma cacetada de línguas. Para nós, falantes em português, o lance é aqui.

Ambos agora estão ao seu alcance, aí do seu lado direito.

14.6.03

 

Do Boechat de hoje:

Uma chance

A Frente Parlamentar pela Adoção lança quarta-feira, na TV Câmara, sua primeira campanha nacional.

Trata-se do Programa de Apadrinhamento Afetivo.

O PAA visa a atender menores que não preenchem o perfil exigido pelos casais interessados em adoções formais - como os negros ou os deficientes físicos - e têm, assim, poucas chances de sair dos abrigos onde vivem.

Só em Brasília, há 890 meninos e meninas nessas condições, embora 150 famílias aguardem na fila de adoções.


Do Informe JB, também hoje

Para maiores
A TV Câmara e a Frente Parlamentar de Adoção da Câmara dos Deputados vão lançar, na semana que vem, uma campanha com o objetivo de sensibilizar a sociedade para o problema das crianças abandonas e estimular o chamado apadrinhamento afetivo de menores. A idéia é garantir um vínculo emocional para crianças que ainda não têm família e melhorar o atendimento nas creches e instituições.


 
O documentário We Belong, dirigido pelo coleguinha e insigne tricolor Sérgio Sá Leitão, será apresentado em duas sessões durante o Festival Latino-Americano de Cinema e Vídeo (Cinesul): dia 18 (quarta), às 18h30, na sala de vídeo do CCBB no Rio; e dia 28, às 17 horas, na sala de vídeo do CCBB de Sampa. We Belong foi realizado durante o Fórum
Social Mundial de 2003, e traz entrevistas com 100 pessoas de 38 países, em 11 línguas.


 
···Vejamos como ficou a carnificina ocorrida nas empresas do Grupo Estado, terça passada, segundo o Jornalistas&Cia:

Estadão:

Evaldo Mocarzel (Editor do Caderno 2
José Eduardo Carvalho (sub de Geral)
Rogério Panda e Claudio Barreto (repórteres de Cidade)
José Paulo Lacerda (fotógrafo de BSB)

Jornal da Tarde

Cláudio Marques (editor de Política)
Antonela Salem (editora de Turismo)
Chris Mello (colunista)
Henrique Skujis (repórter de Cidade)
Alexander Soares (repórter de Política)
JJ de Morais Larissa Squeff e Ana Carolina Soares (repórteres de Variedades)
Thaís Andrioli (repórter de Economia, mas que fez acordo porque queria mesmo sair para ir estudar fora)
Sílvio Queiroz (redator de Internacional)
Zuleika Fridemann (repórter de Esporte)
André Bueno (repórter de Informática)
Oslaim Brito e Rodrigo Tofoli (ambos colaboradores)

Agência Estado

Jô Pasquato
Paulo San Martin

13.6.03

 
   O pessoal da F.A.I.R. fez uma interessante compilação que mostra que nem só de Jayson Blair vive a cascatice no NYT.

 
   O fotógrafo Sérgio Caddah montou a exposição Olhares Inocentes com 30 fotos de momentos felizes das crianças auxiliadas pela Casa de Apoio à Criança com Câncer Santa Teresa, de Santa Teresa. Além da exposição, Caddah - ganhador de prêmios da Unesco e da Nikon - promoverá oficinas para as crianças da Casa e das comunidades carentes de Santa. E o que for arrecadado com a venda das fotos expostas será repassado à CACC Santa Tareza. A exposição, que vai até o dia 30 de junho na sede da entidade (Rua Ocidental, 196), tem entrada franca

 
   O Críticos.com.br, sítio de críticas sobre cinema feito por coleguinhas bambas no assunto, completou um ano na Rede. Parabéns ao editor, o insigne tricolor Marcelo Janot, e a todo o pessoal que colabora com o site.

12.6.03

 
   O grande Nilson Lage foi nomeado diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. Parabéns, mestre!

 
   Outra do Pedro Aurélio, esta sobre matéria publicada ontem no Globo, mas que acabei não botando no dia devido:

Nada como uma materinha mal apurada. Na p. 23 do Globo de hoje na matéria sobre a prisão de assaltantes de bancos tá lá que o próximo objetivo do bando era assaltar a agência do HSBC na Estrada do Portela, em Madureira.

Pena que não exista agência do HSBC na Estrada do Portela...


   Pedro é um nobre habitante do glorioso bairro de Madureira.



 
   Acabou-se o mistério. O Pedro Aurélio, que me dá a honra de sua leitura assídua, descobriu o porquê da irritação do povo de BSB com a política de comunicação do Governo do Eleito. E fê-lo (!!!) durante a palestra de Ricardo Kotscho na UniverCidade. Fala, RK!

Não ligo pra jornalistas pra dar exclusivas. Acabei com alguns privilégios que existiam antes.

Prefiro reunir grupos de jornalistas em vez de dar exclusivas

Uns jornalistas estrangeiros vieram me falar que FHC dava entrevista pra eles antes de viajar e eu respondo: O governo FHC acabou, o governo Lula tem outro estilo.

 
   Do Informe do Dia:

Fugitiva
A AES - grupo americano controlador da claudicante Eletropaulo - mandou ontem um mangote de mensageiros ao BNDES e ao Ministério de Minas e Energia.

Foram avisar que a multinacional está arrumando as malas para deixar o Brasil.


   Do Aurélio:


Mangote
[De manga1 + -ote1.]
S. m.
1. Bras. N.E. Pequena rede de pesca.
2. Mangueira1 curta.
3. Mar. Mangueira1 us. como tubo de aspiração de bombas móveis de incêndio, reforçada por uma espiral de arame para resistir à deformação provocada pelo vácuo relativo que se faz no seu interior.


   Ainda do Aurélio:

Quantidade
[Do lat. quantitate.]
S. f.
1. Número de unidades, ou medida, que determina um conjunto de coisas consideradas como equivalentes e suscetíveis de aumento ou diminuição.
2. Grandeza (5) expressa em número.
3. Grande porção de pessoas ou de coisas; grande número; grande quantidade. [Sin., nesta acepç., muitos dos quais pop.: abada, abundância, acervo, batelada, cabazada, canchal, chusma, chuva, dilúvio, enxame, fula, horror, magote, metralha, montão, multidão, penca, porrada, ror, zamborrada e (bras.) porção, corrimaca, despotismo, despropósito, destempero, disparate, imundícia ou imundície, estandarte2, mundo, mundão, mundaréu, mundéu, pá, panázio, montoeira, catervagem, um cesto e um samburá.](...)


   Quando se deseja utilizar palavras pouco usadas deve-se ter a humildade de procurar no dicionário para conferir a grafia. Se não, corre-se o risco de pagar-se micos como esse.

 
   Comentários sobre a transmissão pela Globo do grande jogo de ontem, no qual os bravos estrelados derrotaram os orcs rubro-negros:

   1. No segundo tempo, Fabinho, um dos trogloditas flamengos, foi com os dois pés, num carrinho criminoso, no tornozelo de um rapaz do Cruzeiro. O sujeito saiu direto para a sala de Raio X com suspeita de fratura. Pois, enquanto a câmara lenta mostrava que a bola estava meio metro na frente dos pés do jogador cruzeirense enquanto o orc o acertava, Galvão, Noronha e Zé Roberto Wright diziam, na maior cara limpa, que agressor tinha ido "na bola". Só se foi nas bolas do adversário, as quais, para sorte do rapaz, não foram alcançadas, pois, caso contrário, ele ficaria seriamente prejudicado pelo resto da vida.

   2. Depois de o Cruzeiro ter enfiado os três cocos na rede rubro-negra, Galvão ficou dizendo que o Nelsinho abrira a defesa e, envolvido pela velocidade do adversário, tomara os gols. Só que os três tentos foram assinalados com a defesa postada - dois em bola parada, outro numa rolada após cobrança de falta. Nada de velocidade, só de mau posicionamento mesmo. Notei a bobagem na hora e, como eu certamente um monte de gente, pois logo depois o locutor tentou explicar a besteira, não conseguiu e chamou o Noronha. Este, pouquinha coisa mais inteligente, bolou uma explicação de que os lances que levaram às faltas foram causados pela velocidade do Cruzeiro e daí a teoria galvaniana estar correta. Interatividade perde.

11.6.03

 
   Por falar em esporte, tem gente achando que a pesquisa que aponta o JS disparado na frente como o que melhor cobre esporte no Rio está sendo manipulada pela galera do cor-de-rosa. Quem acha isso está certo, eu creio, embora o Enquete.com.br (o gerador do sistema de votação) garanta que não dá pra burlar o sistema. É bem possível que o pessoal do JS tenha pedido até aos papagaios, cachorros e gatos para votar, mas fazer o quê, né?

   Mas há uma pequena possibilidade de a manipulação ser bem menor do que aparenta. É que esta é um pesquisa pública, ou seja é apresentada no caminhão de sites que usam o sistema rotativo do Enquete.com.br, além de no próprio site do serviço.

   De qualquer maneira, pesquisa na internet não é pra ser levada a sério mesmo, certo?

 
   Renato Maurício Prado começa segunda-feira a comentar o esporte no Jornal da Globo. Assim, Renato estará na tevê aberta, na paga ("Bem, amigos", programa do Sportv), no rádio (comentários na Globo e na CBN) e no Globo.

 
   A coleguinha Denise Assis é autora do projeto e do roteiro do média-metragem Educação Escolar Indígena, produzido pela LC Barreto e dirigido por Camilo Tavares, com patrocínio da Petrobras. É um documentário de 50 minutos que enfoca a educação nas comunidades indígenas, com uma abordagem educacional construída pelos próprios índios. O filme está na bica para ser lançado.

 
   Grande vitória do lóbi das tevês no Congresso: o PL 256/91, que regulamenta a regionalização da programação artística, cultural e jornalística das emissoras de rádio e tevê, foi retirado de pauta por Luiz Eduardo Greenhalg, presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, lugar em estacionara há dois meses. Parece que o projeto da valente deputada Jandira Feghali ainda vai completar a maioridade tramitando pelo Congresso...

 
   Do Informe do Dia:

Jogo abençoado

Já imaginou uma fila de freiras esperando para receber o prêmio do jogo do bicho no Estádio Caio Martins, em Niterói?

Pois a cena era comum quando Roberto Silveira foi governador do Estado do Rio e legalizou o jogo. Esta é uma das histórias da biografia do ex-governador, que será lançada hoje, no Teatro Municipal de Niterói.



   A biografia foi escrita pelo coleguinha José Sérgio Rocha (ex-O Globo e JB, hoje na Petros) e a festança de lançamento começa às 18 horas. Às 21 horas, será exibido ainda o documentário baseado na pesquisa realizada pelo Zé Sérgio para o livro.

 
   Não comentei porque esqueci, mas bacana a iniciativa do Globo de vender a coleção com grandes romances, promoção que começou domingo passado. Espero, porém, que não seja o reinício daquela mania de pendurar atlas, dicionários, panelas e coisas que tais nos jornais para aumentar circulação. Essa tática não deu certo, mas sabe como é o pessoal do marketing - eles...bem...têm alguma dificuldade de apreender as situações e aprender com os erros.

 
   O Dia anda dando um show no ângulo esportivo do Caso do Propinoduto Garotinho. Parabéns!

 
   Pois é, Tereza. O pessoal não está nem aí para como o Eleito fala, desde que ele faça o governo funcionar. Você não precisava tomar este "presta atenção" do seu público, né, querida?

10.6.03

 
A Revista da Oi, produzida pela Selulloid AG, tem novo editor. É Marcelo Camacho, ex-Caderno B do JB.

 
   Ontem, na coluna do Daniel de Castro, na Folha:

É no mínimo curioso projeto de lei apresentado neste ano, pela deputada federal Laura Carneiro (PFL-RJ), e que será votado na próxima quarta pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. O projeto, que já tem parecer favorável, proíbe a exibição de filmes e espetáculos com cenas de sexo explícito sem o uso de preservativos.

   Hoje, no Informe do Dia:

Preservativa

Amanhã, será discutido na Câmara dos Deputados um projeto de lei divertido. A deputada Laura Carneiro (PFL-RJ) quer obrigar que nas imagens de sexo explícito exibidas no País seja obrigatório o uso de camisinha.

Depois, ficam brabos quando se diz que no Brasil há lei para tudo.


   É mesmo tudo muito curioso e divertido aqui no Bananão...

 
   O bravo Elpydio Phragoso, leitor assíduo deste desvalioso blog e coeditor do Xingatório da Imprensa, anda meio cabreiro:

Estou paranóico ou o Segundo Caderno recebeu alguma orientação para só dar filmes de TV por assinatura (leia-se a deficitária NET) como destaque na programação de filmes do dia? Hoje, por exemplo, o destaque é "Negócio Arriscado", um
filme para adolescentes, de milnovecentoselavaipedrada, com Tom Cruise. Não que o dia na TV aberta seja uma maravilha, mas temos algumas opções bastante razoáveis, como o ultrareprisado "Edward Mãos de Tesoura", na Sessão da Tarde, e Parente
é... Serpente", no horário proibitivo das três da manhã.
O mais estranho, porém, é que esse "Negócio Arriscado" passou há umas duas ou três semanas da Globo! E, claro, não foi destaque do Segundo Caderno...


   Caro Elpydio, se estiver paranóico, meus parabéns! Você, que me acompanha há tempos, deve saber que acho a paranóia uma virtude, embora não goste do nome, muito pejorativo. Prefiro "entendimento mais sutil e amplo da realidade circundante".

   Quanto a sua hipótese...Bem, que tem lógica tem.

 
   Coleguinha informa algo já meio antigo, mas como a história é boa...:

Domingo retrasado, no Jornal da Família, matéria diz que correr é melhor do que andar. Foto de Ângela Vieira correndo.
Mesmo domingo, na Domingo: matéria diz que carioca adora andar. Foto de Ângela Vieira andando.
A assessoria de imprensa da Ângela Vieira é boa pra chuchu...


   Concordo.

 
   Sobre a coluna da Tereza Cruvinel hoje:

   1. Realmente uma façanha conseguir juntar o sempre brilhante César Benjamim e o professor Paulo Arantes, da USP, com o João Cristaldo, o sub-Olavo de Carvalho que escreve no site ultradireitista Mídia sem Máscara.

   2. Francamente, não entendi a citação de Cristaldo, o sujeito que compara o Eleito ao Chancey Gardener, personagem de "Muito Além do Jardim". Com a citação de uma pessoa nefasta como essa, a Tereza desqualifica a própria crítica que faz - usando argumentos dos outros - ao estilo de comunicação do presidente. Para se ter uma idéia, o texto de Cristaldo xingando o Lula foi comentado - mas sem citação - no César Giobbi.

   3. Creio que pessoas menos fãs da Tereza do que eu, diante da insistência dela no assunto "comunicação presidencial" e agora citando até ultradireitistas, poderiam até pensar que ela está irritada com o tratamento recebido pelo Planalto.

9.6.03

 
Legal a matéria da Época com Gustavo "Ursinho" Poli, Arthur Dapieve e Sérgio Rodrigues sobre o livro de auto-ajuda aos manés que eles lançaram (comprarei assim que encontrar pela frente, por motivos óbvios...). Mas do que gostei mais foi da fotinho: tinha a cara de banda dos saudosos anos 80...

 
   Leitorinha assídua ficou perplexa com a nota da Veja sobre o pedido de demissão dos dois editores do NYT:

Não entendi. Falando do pedido de demissão dos dois editores executivos do NYT, a Veja encerra a nota com um "o caso Times vira exemplo de uma crise ética com conseqüências aparentemente desproporcionais aos fatos que a originaram. "
Conseqüências aparentemente desproporcionais? O cara mente durante quatro anos, manipula fatos, cria outros, bota tudo num dos maiores jornais do planeta e o que acaba acontecendo é desproporcional? O quê: as demissões, as quatro páginas com correções, o escândalo?
Sinceramente, não deu para entender.


   Acho que para a Veja é desproporcional mesmo. Afinal, ela já fez isso um monte de vezes e nunca aconteceu nada.

 
   A querida Cora Rónai está furiosa com o comportamento de alguns brasileiros que postaram xingamentos num site que mistura fotografia e blog (o Fotolog) porque os criadores resolveram cobrar US$ 5 por mês para uso ilimitado. A baixaria levou um americano a perguntar se o Brasil era um país de bebês chorões. Foi xingado mais do que tudo, confirmando o que o gringo pensava de nós. Mas não é só ele não. O Eleito já falou sobre isso duas vezes, sendo a última na semana passada.

   E olha que o gringo não leu alguns jornalistas pátrios reclamando de que o Lula não fala com a imprensa. Se lesse, aí certamente iria patrocinar campanha para nos mandar um artigo de primeira necessidade por aqui: chupetas.

 
   Por falar em mesmice nas matérias sobre o Dia dos Namorados, dois comentários:

   1. Nas matérias das agências de namoros na Época e na Vejinha-Rio escolheram pessoas normais (exceção para uma lorosa oxigenada na Época) - algumas até bonitas - e bem posicionadas na vida para dar "o toque humano" (uma praga, isso...). Não tem um feio e pobre.

   2. Não é pra me gabar, não, mas lá nos anos 70 na ZN, a gente já "ficava" como essa garotada de hoje (monte de matérias em tudo o que é lugar). O que eles fizeram foi alargar a aplicação do conceito, "ficando" com três ou quatro na mesma festa. Mas se para os jornais e revistas é invenção de agora e da meninada da ZS, tudo bem. Fazer o quê, né?

 
   Salvando-se da mesmice das matérias sobre Dia dos Namorados, a boa pauta d' O Dia de domingo: "Esta faltando homem até para homem".

 
Bom, então como ficamos em relação ao JB?

Ficamos com Augusto Nunes como diretor de redação; Cristina Konder como VP de operações e Sônia Araripe e Marcos Barros Pinto como editores-executivos (ele cuidando do fechamento, ela auxiliando Cristina na produção, dando partida no jornal do dia).

Luís Costa Pinto? Nenhuma chance. No hay plata.

8.6.03

 
Sônia Araripe não é mais editora da Economia do JB. Foi promovida à editora-executiva.

 
O Jornal dos Sports (o primeiro veículo no qual trabalhei) disparou como o que melhor cobre Esporte no eixo Rio-Sampa. Tem nada menos de 48 votos em 84 (57,14%), contra 21 votos do Dia, o segundo colocado. Em terceiro vem o Lance!, com 11, e em quarto O Globo, com três. Os outros jornais não ganharam votos. A eleição termina no dia 15.

 
Bomo toque da Tereza Cruvinel hoje, com direito a papo com Aldo Rabelo. O governo do Eleito é mesmo do tipo "frente popular".

 
Hoje O Globo traz a crítica do Todo Poderoso, filme com o Jim Carrey. E diz que ele não é tão ruim quanto foi aventado no Rio Show. No fim, os colegas que criticaram a "clarividência" dos críticos do Globo tinham razão.

 
Outra nota velhinha do Informe do Dia de hoje:

Negócio impresso
O ex-ministro tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros voltou a se movimentar nos meios empresariais do eixo Rio-São Paulo.

Está arregimentando recursos para comprar o jornal paulista de economia e negócios Valor Econômico.



 

   Nota com prazo de validade vencidíssimo no Informe do Dia:

Roubalheira danada
Sigilosamente ? como convém ao assunto ? a Corregedoria da República e o serviço de inteligência da Receita Federal reuniram-se quarta-feira, em Brasília. O tema do encontro foi pra lá de explosivo: as trampolinagens praticadas pelo Banestado, nos últimos oito anos, através das operações CC-5, que permitiram a evasão de US$ 30 bilhões.

Empresas de todos os portes, executivos de conglomerados multinacionais e políticos de todas as envergaduras estão envolvidos nessa tramóia. Por isso, a Corregedoria mandou as bases de dados dessas operações, apreendidas pela Polícia Federal, para serem referendadas pelas autoridades financeiras americanas.

Se essa base de dados for abençoada lá fora, preparem seus corações. Vai voar escândalo para todos os lados. Uma CPI já está se constituindo no Congresso Nacional só para prospectar tal lamaçal. A coisa é tão cavernosa que parlamentares, antes mesmo de a sujeirada vir à tona, já estão recebendo ameaças de morte.





 
Mário Magalhães, depois de quase 12 anos na Folha, deixou a sucursal do Rio para escrever um livro e editar outro, este com uma coletânea de artigos que escreveu na Copa de 2002. (Jornalistas&Cia)

 
   Interessante o comportamento dos jornais na cobertura do governo do Eleito. Antes, dizia-se que as propostas do PT eram inexeqüíveis e que levariam o país ao caos. Agora que o partido parece ter jogado no lixo boa parte dessas idéias, os jornais cobram coerência com aquilo que eles atacavam antes. Uma exigência que entendo perfeitamente - e até apóio - no Brasil de Fato, mas acho esquisito em jornais da grande imprensa brasileira. Parece até que estão decepcionados por terem os petistas admitido que eles estavam certos.

   A entrevista com Paul Singer hoje no Globo é um exemplo dessa perfomance. O repórter fica o tempo todo tentando fazer com que o economista ataque com mais veemência do governo, mas não consegue porque Singer é obviamente muito mais inteligente do que seu entrevistador e o enrola, mesmo dizendo que a política econômica palocciana aumentou o desemprego e provoca estagnação na economia.




 
A Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores, acaba de lançar o livro Padrões de Manipulação na grande imprensa, do jornalista Perseu Abramo, com posfácio de Aloysio Biondi. O preço é R$ 12,00 e a obra pode ser adquirida aqui(Núcleo Piratininga de Comunicação)




 
O Studio EME oferece o seu Curso Prático de Telejornalismo, em turmas distribuídas por junho e julho. As aulas começam nos dias 16 e 30 de junho, e 14 e 28 de julho, e a carga horária é de 24 horas. Mais informações por (21) 2226-5716/ (21) 9998-3847/9998-3867, ou pelo emeio studioeme@terra.com.br



 
A Clipping TV mudou de endereço em São Paulo. Agora atende na Rua Guarará 52, grupos 115/116 (Edifício Madison Flex Offices), CEP: 01425-000. O telefax de contato, porém, não foi alterado: (11) 3885-5532.

 
Um pouco atrasada, mas...

A FSB conquistou mais clientes no Rio de Janeiro. Um é a Auto-Viação 1001, do grupo Barcas SA, já na carteira da FSB há um ano. A conta é atendida por Liliana Tinoco, sob coordenação de Luciana Martinusso. O segundo cliente é o Sindicato das Sociedades e Corretores de Fundos Públicos e Câmbio e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários do Rio de Janeiro, a cargo da dupla Mariza Louven (coordenação)/Matilde Silveira (atendimento). Tanto a 1001 quanto o Sindicato usam pela primeira vez os préstimos de agência de assessoria.

 
   Coleguinha reclama de uma atitude que o Rio Show vem tomando já há algum tempo:

Você viu que doideira deu ontem nos críticos de cinema do RioSHow? Eles fizeram a crítica de filmes sem assisti-lo!! O filme em questão é "Todo poderoso", com Jim Carrey. Disse o Globo "a comédia não teve sessão prévia para Bonequinhos e afins no Rio". Depois vai e chupa o que disse a crítica do filme lá fora, que "é um enredo fraco".

Logo abaixo no mesmo box falaram de outro filme que o RioShow diz que não houve sessão para a crítica, "Dupla explosiva", com Antonio Banderas. " A distribuidora do filme não promoveu sessões prévias para a crítica. Em 99% dos casos, quando isso acontece, significa que vem roubada por aí e os caras querem ver se salvam pelo menos a bilheteria do primeiro fim-de-semana, atraindo os incautos."

Bem, já fizeram a crítica, né? Precisa mais alguma coisa? E isso foi publicado abaixo da matéria sobre o filme do Jim Carrey. Quer dizer o quê? Que também é uma roubada por que não houve sessão prévia?

Mas não pára por aí. Realmente "Todo poderoso" não foi sido exibido pra imprensa (O Dia também fez a mesma gracinha, de fazer a críitica sem ver) mas "Dupla explosiva" foi vista pela Programa do JB, que fez a crítica do filme (parece que realmente é uma roubada...)


   Quanto à primeira questão, acho que a intenção do pessoal do Rio Show é prestar um serviço ao leitor, informando que, pela experiência dos críticos, filmes que não são exibidos tendem a ser muito ruins. Acho válido, afinal um jornalista vale pela experiência que acumula e pode passar ao leitor. No entanto, talvez fosse melhor um selinho tipo "Por Sua Conta e Risco", informando que os filmes entram em exibição, mas não terão críticas devido a uma decisão da distribuidora. De repente, os bons filmes da semana pudessem ganhar mais espaço para as críticas.

   Já o fato de o crítico da Programa ter visto e os do Dia e do Globo não, realmente ficou esquisito.

6.6.03

 
Aliás, nem toda mídia deve estar irritada com o fato de o Eleito só falar por discursos. A Globonews está adorando: bota as falas do presidente ao vivo durante looongos minutos...

 
   A imprensa tupiniquim quer se arvorar como mediadora democrática entre o Executivo e a sociedade. Muito bem. Então quando é que editores (sem falar em diretores) irão dar satisfações às redações como fizeram os demissionários editores do NYT (foto na Inter do Globo)?

Quem quer ser porta-bandeira da democracia tem que praticá-la em casa, pois não?

 
   Reclamo à beça sobre o fato de os veículos de comunicação do Rio não dão pelota para a Zona Norte, mas vendo hoje as fotos da Segunda Coluna do Globo, tenho que admitir que é melhor ser ignorado do que alvo de mentira.

   Na Segunda Coluna de hoje, tem duas fotos. A de cima, mostra a estrada Canárias-Tubiacanga vazia de carros; a segunda, embaixo, mostra a estrada do Galeão como sempre, ou seja, com trânsito pesado. A legenda diz que a Canárias se tornou uma estrada-fantasma devido à violência às suas margens (acho que a Aeronáutica que tem a maior parte das terras nestas margens devia reclamar...), deixando, assim, de ser opção para desafogar a Galeão. No fim da legenda, diz-se ainda que poucos ousam utilizar a Canárias após às 18 horas. A mentira está aqui. A Canárias é a principal via de saída para os bairros do Moneró (onde moro), Tauá e Freguesia, na hora do rush pela manhã, e o principal caminho de entrada na volta do trabalho, à noite. E é usada com tranqüilidade até bem mais tarde do que o dito na nota (como outras vias do Rio, porém, não é aconselhável andar por ela depois das 23h, 24 horas).

   Entre as duas horas do rush, a estrada realmente fica deserta simplesmente porque não há tráfego suficiente, já que serve a apenas três bairros (ela não era a opção preferida dos técnicos para desafogar a estrada do Galeão. Eles preferiam uma variante pela praia de São Bento, ligando o início da estrada do Galeão, pouco depois da entrada para o Aeroporto, ao Jardim Guanabara). Não sei quando a foto de cima foi tirada (embora o céu claro sugira que foi bem antes das 18 horas), mas a coisa mais fácil do mundo é fotografar a Canárias vazia: é só ir entre meio-dia e 15 horas, ou depois das 22 horas (sem contar a qualquer hora do fim de semana).

   A gente da ZN já sofre muito pela falta de atenção dos poderes públicos. Não precisamos que o preconceito do povo da ZS venha nos atazanar também.

5.6.03

 
Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, o lóbi das TVs tem atingido facilmente seu objetivo de parar a tramitação do PL 256/91, de autoria da brava Jandira Feghali (PCdoB), que se regulamenta a regionalização da programação artística, cultural e jornalística das emissoras de rádio e TV. O projeto está parado na Comissão de Constituição e Justiça e Redação há um mês sem uma deliberação sobre a redação final. Para você ter uma idéia de como é grande a resistência a este PL da Jandira, basta dizer que ele começou a tramitar na Câmara em 12 de março de 1991.

 
A esquerda não derrubou Nilo Dante, mas a sua futura substituta (Augusto Nunes é interino) ostenta um vistoso e tradicional nome esquerdista.

 
Sérgio Rodrigues traz de volta, a partir desta semana, a crítica de estilo&português Mascando Clichê. Ela reencarnou, como ele mesmo diz, no sítio nominino, embora sem aquele nome.

 
Dois comentários sobre matérias do esporte do Globo de hoje, ambos sobre lides criativos:

   1. Na matéria sobre o leilão do Romário, tentativa de fazer um lide criativo apenas modelou um nariz-de-cera;

   2. Na (boa) matéria sobre os nadadores esquecidos, há um erro de pontuação (vírgula) que atrapalha o lide. Erro cometido, me parece, pelo excesso de firulas com o objetivo de dar mais criatividade ao texto. Veja:

     Triste o país que precisa de heróis, já dizia um autor. Mas, certamente muito mais triste ainda, é o país que trata mal os seus heróis, ensina todo dia, repetidamente, o Brasil, que teima em tratar os seus com descaso e sem a reverência e apoio devidos.

Nada tenho contra as tentativas de sair da mesmice - tendo mesmo a dar grandes descontos para erros como os comentados -, mas, ainda assim, creio que o lide criativo vem naturalmente, quando o que se apurou para a matéria pede.

Enfim...

4.6.03

 
Ah! E Nilo Dante pode ficar como colaborador (não se sabe onde, com o quê ou com quem).

 
Lista dos demitidos do JB que consegui apurar até agora:

Octavio Costa (pode ficar como editorialista)
Nelson Hoineff
Leo Schlafman
João Carlos Leal
Vicente Senna
Ana Lúcia (fotografia)
Jacques (diagramador)



 
Morreu Araújo Netto. Mais um grande que se vai. Tá ficando cada vez mais difícil...

 
A FSB - SP tem mais dois clientes na carteira: Eletropaulo, empresa de energia de São Paulo pertencente à notória AES, e a Continental Airlines, também americana. A jornalista Débora Crivellaro, ex-Época, é a responsável pelo atendimento, sob a coordenação de Luiza Pastor, responsável também pelas contas da Febrafarma, da Sindustrigo e da ABCP - este última com o apoio de Luciana Marganelli.

 
A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) lançou, durante a Bienal do Rio, o Guia em Direitos Humanos: fontes para jornalistas e a série de quatro volumes Mídia e Mobilização Social. Nesta, os quatro livros são: Que País é Este? (pobreza, desigualdade e desenvolvimento humano e social no foco da imprensa brasileira), Saúde em Pauta (doença e qualidade de vida no olhar da imprensa sobre a infância), Cidadania Antes dos 7 Anos (a educação infantil e os meios de comunicação) e Equilíbrio Distante (tabaco, álcool e adolescência no jornalismo brasileiro).

As publicações são dirigidas a jornalistas, estudantes, professores de comunicação e profissionais das áreas de desenvolvimento humano e social, direitos humanos e infância/adolescência. Mais informações podem ser obtidas por telefone (61) 322-6508 ou por pauta@andi.org.br. (Núcleo Piratininga de Comunicação)

 
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) lançou a oitava edição da Agenda Para Falar com os Poderes, com os contatos das principais autoridades brasileiras do Executivo, Legislativo e Judiciário. Tem telefone, fax e e-mail dos que ocupam cargos nos ministérios, nos tribunais superiores, na Câmara e no Senado. Apresenta ainda uma relação de entidades sindicais nacionais de trabalhadores e outras entidades da sociedade civil organizada, veículos de comunicação e, nas esferas estadual e municipal, os contatos dos governadores e dos prefeitos de capitais. Os exemplares podem ser adquiridos diretamente com o DIAP, fazendo depósito de R$ 10,00 (associados) ou R$ 12,00 (não-associados) na conta 401.918-0 da agência do BB 0452-9, enviando o comprovante pelo fax 61-225-9150. Para quem mora fora de BSB, o frete será cobrado à parte. Mais informações por diap@diap.org.br. (Núcleo Piratininga de Comunicação)

 
Hi, rapaz! A estafa está avançando rápido...O Werneck demitido do JB é o Alexandre. O Antônio é do Globo e continua a postos na Irineu Marinho 35, 2º andar.

 
Querida Tereza Cruvinel, o que a imprensa vai fazer se o Eleito resolver botá-la em seu devido lugar e usar para a mediação com a sociedade o Legislativo, como manda a receita secular de democracia? Os coleguinhas vão sentar no chão e chorar? Prender a respiração até ficarem roxos? Ou vão começar a dar voz ao maior número de posições possível e ajudar na ampliação da democracia no país, tornando-o mais plural?

3.6.03

 
Infelizmente, há 95% de chances de ser verdade a informação sobre a existência de um passaralho sobrevoando a redação do JB.

 
A versão "oficial" da demissão de Antônio Werneck é a de que ele foi mandado embora por ostentar uma barba de mulá talibã. Mas a verdade é outra.

A história começa em Salvador onde o repórter cobria um daqueles milhares de festivais de música que tem por lá. No tal encontro, havia um grupo palestino e um duo israelense. Werneck tentou botar os dois conjuntos lado a lado, mas eles se recusaram e não só porque serem palestinos e israelenses, mas também porque são concorrentes diretos no mercado local mesmo. O repórter, então, ouviu os músicos separadamente, mas fez uma matéria única, que, segundo apreciação geral, ficou legal.

Não na opinião de Nilo Dante. Confessadamente pró-Israel, ele tentou censurar a matéria. Conversa daqui e dali, acabaram por convencer o homem de que a reportagem devia sair, mas Nilo ficou com Werneck atravessado na garganta. Desconforto que aumentou recentemente com uma áspera conversa entre os dois na redação. Como é de índole vingativa, o ex-diretor de redação do JB esperou o momento e, quando teve a chance, detonou o desafeto.

 
Os boatos de demissões já se confimaram no JB em BSB. Até agora, só consegui apurar os nomes de Leandro Fortes, que era o chefe, Érika Klingl (repórter especial) e Aguinaldo Novo.

Um nome, porém, já chega para substituição, por escolha direta de Nélson Tanure, que acredita que por ser uma pessoa não originária de Brasília, não terá os vícios da capital federal. Quem? Belisa Ribeiro.

 
Caiu o Nilo Dante! E não foi culpa da esquerda:

De:Nelson Tanure - Presidente
03/06/2003 16:46


Para: Todos JB/Parte01
cc:
Assunto: Mudança na chefia da Redação



COMUNICAMOS AOS PROFISSIONAIS DO JORNAL DO BRASIL QUE, A PARTIR DESTA DATA, O VICE-PRESIDENTE EDITORIAL, AUGUSTO NUNES, PASSA A ACUMULAR AS FUNÇÕES DE DIRETOR DA REDAÇÃO.

REGISTRAMOS NOSSOS SINCEROS AGRADECIMENTOS AO JORNALISTA NILO DANTE, QUE OCUPOU O CARGO NOS ÚLTIMOS MESES, E DESEJAMOS BOA SORTE AO AUGUSTO.


NELSON TANURE

JOSÉ ANTÔNIO NASCIMENTO BRITO

 
Tem outra inacreditável ego trip na página 4 do Globo, do mesmo personagem da capa do Segundo Caderno de domingo.

 
O bom Fernando Calazans reclama do Luiz Antônio Magalhães e da Marinilda Carvalho, que, em matéria com Juca Kfouri no Observatório da Imprensa, dizem que a imprensa foi complacente com os dirigentes de clubes no caso da briga contra o Estatuto do Torcedor.

Olha, os colegas do OI podem até ter exagerado no caso específico do Estatuto do Torcedor, mas se erraram no varejo (o que ainda está em discussão), acertaram no atacado. A imprensa esportiva continua a livrar cara dos dirigentes dos clubes no dia-a-dia. Bate muito - e bem, e com justiça - no Ricardo Teixeira e nos caixa d´águas das federações, mas como é que não notam as falcatruas realizadas nos clubes pelo dirigentes - e também pelos procuradores de jogadores, como os "camburáveis" Alexandre Martins e Reinaldo Pitta?

Exemplo que me toca de perto: como é que não se fez ainda uma matéria sobre o Esquema Porcão no Flusão? Falou-se vagamente uma vez no assunto, durante da renovação do Fábio Bala, mas depois ficou tudo parado. Tem outros jogadores nesta situação? Como torcedor, acho que sim (só isso explica Marciel como titular), mas queria uma reportagem séria. E no Flamengo? O caso desse garoto Nélio é esquisitíssimo...Por aí vai.

 
Dois comentários sobre a coluna da normalmente excelente Tereza Cruvinel:

   1. Em que lei, texto teórico ou livro religioso, a imprensa foi sagrada como mediadora entre governo e sociedade numa democracia?

   2. Quer dizer que o povo está com saudades das bocas livres do Itamaraty, é? Ah...Que peninha!...

Proposta: que tal a troca, por três meses, dos repórteres que cobrem a presidência da República pelos colegas que cobrem as madrugadas de Rio e Sampa? Tenho certeza de que os coleguinhas de BSB iriam relativizar bastante o desconforto de ter que usar banheiros químicos...

2.6.03

 
Por fim, veja as novas regras para o mercado de TV, decididos hoje pela FCC:

   TV nacionais

      Nenhum grupo pode controlar mais de uma das quatro redes nacionais de TV aberta (ABC, NBC, CBS e Fox). Foi assim mantida a regra, que existe desde 1946, considerada fundamental para evitar monopólios do mercado publicitário e do mercado de afiliadas.

   Emissoras locais

      Um grupo pode controlar mais de uma emissora local, desde que:

         1. Em mercados com cinco ou mais emissoras (incluindo as não-comerciais) o controle é limitado a duas por grupo, e, ainda assim, só se apenas uma delas estiver entre as quatro maiores audiências;

         2. Em mercados com mais de 18 emissoras (não-comerciais incluídas), uma mesma empresa pode controlar até três estações, mas apenas uma delas pode estar entre as quatro maiores audiências;


   A FCC se reservou o direito de estudar a abertura de algumas exceções em cidades com onze ou menos emissoras, nas quais duas das quatro emissoras com maiores audiências queiram se fundir.

      Para mudar as regras sobre o controle de emissoras locais, que existiam desde 1964, a FCC argumentou que hoje as fontes de informação estão disponíveis por muitos outros meios. A entidade tem por objetivo ainda fortalecer os grupos de mídia locais para ajudá-los na implantação da TV digital.


   Alcance das redes de TV

      Um grupo não poderá controlar redes de TVs que, somadas, tenham uma cobertura maior do que 45% dos domicílios com TV. Atenção: o limite não considera a audiência, mas apenas o número de lares atingidos. Antes de hoje, o limite era de 35%. No Tio Sam existem 1.340 emissoras de TV, sendo 2,9% controladas pela Viacom (CBS), 2,8% pela News (Fox), 2,2% pela NBC e 0,8% pela Disney (ABC).

      Segundo a FCC, a ampliação do limite máximo de 35% para 45% é para fortalecer as empresas de comunicação, que poderão assim continuar oferecendo boa programação, sem contudo ameaçar a preservação dos interesses locais.


 
   Aqui, as novas regras da FCC para controle de rádios nos EUA:

      1. Uma mesma empresa pode ter oito rádios, mas apenas cinco em uma mesma classe (AM ou FM) em mercados com mais de 45 emissoras;

      2. Em mercados com um total de emissoras variando de 30 a 44, uma mesma empresa pode controlar sete, mas apenas quatro em uma mesma classe (AM e FM);

      3. Num mercado cujo total de emissoras de rádio fique entre 15 e 29, um mesmo grupo pode ter seis prefixos, sendo apenas quatro em uma única classe (AM ou FM);

      4. Por fim, em mercados com menos de 14 emissoras uma mesma empresa pode controlar até cinco delas, mas apenas três na mesma classe (AM ou FM).

 
   Veja as novas regras da Federal Communications Comission (FCC) para propriedade cruzada (tevês, rádios e jornais):

      1.Em mercados com menos de três emissoras de TV não é permitida a propriedade cruzada de TVs, rádios ou jornais. exceção, porém, pode ser aberta se a empresa provar que a cobertura desses meios não atinge a mesma área de uma mesma localidade;

      2. Em mercados que possuam mais de nove emissoras de TV não haverá limites para propriedade nas duplas TV-jornal e TV-rádio;

      3. Quando número de emissoras de TV variar entre quatro e oito num determinado mercado, o controle cruzado por uma mesma empresa é permitido e, três situações:
         3.1. Uma emissora de TV, um jornal e metade do limite permitido de rádios (ver abaixo);
         3.2 Um jornal e o número máximo de rádios permitidas;
         3.3 duas TVs (desde que dentro dos limites previstos. Ver abaixo) e o número de rádios permitido.

   Houve uma flexibilização das regras porque a FCC considerou que a presença de controladores de jornais como acionistas das redes de TV tende a melhorar a qualidade de programação, com maior ênfase na informação. FCC também acredita não haver riscos econômicos já que cada meio disputa um mercado distinto.

 
As demissões esquizóides de Cid Benjamim e Alexandre Werneck detonaram uma onda de paranóia na redação da Rio Branco, 110. Os boatos afirmavam que 35 pessoas seriam demitidas (10 em BSB, que passaria a ter cinco profissionais apenas), o que configuraria a saída de 25% da parte editorial do jornal, deixando a redação com apenas 100 pessoas.

Provavelmente como reação de esperança, cresceu também o boato de que Nilo Dante estaria para sair. E não iria sair sozinho.

 
Mais uma demissão biruta no JB. Desta vez foi Alexandre Werneck, do Caderno B, sob o pretexto de que ele usa barba. É isso mesmo que você leu: a causa da demissão do colega não foi uma série de erros ou falta de diligência profissional. Foi gostar de usar barba. Só estou dando esta informação porque a minha fonte nunca me falhou, se não duvidaria de tal absurdo.

 
A Media Guide, da insigne tricolor Manoela Penna e do sofrido botafoguense Diogo Mourão, ganhou mais três clientes: a Maratona do Rio, o Circuito Petrobras de Suf Feminino e o Petrobras Longboard Classic.

Outra boa novidade da MG é a chegada de Pedro Landim (ex-O Dia, LANCE! e GloboOnline) para cuidar das áreas de saúde, entretenimento e saúde, como a Orthomaster, a Orthos Clínica e o Atelier Mourão.

 
Segundo Colunista do Globo, a Cemig é uma empresa de energia elétrica (gera, transmite e distribui) e não uma hidrelétrica. Até possui hidrelétricas, mas não é uma, ok?

1.6.03

 
Leitor atento, marcador duríssimo do JB, manda essas para nosso deleite:

1. Dora Kramer pleonástica no sábado:

Para entrar nela, primeiro as autoridades precisariam encarar a situação de frente e dar às coisas os nomes que elas têm.

Será que dá pra encarar de lado?

2. O prêmio de melhor levantador de bola vai pro JB. Semana passada foi uma levanta-e-corta com o Chiquinho, agora com o Garotinho. Quem será o próximo, Clóvis Sahione?

3.Legais as matérias do JB sobre o sucateamento e as perspectivas da RFFSA. Será que o Tanure tem algum tipo de interesse nos ramais? São matérias na terça, quinta, sexta e hoje, enquanto que no Globo nem uma notinha sobre o assunto. Em uma delas, o ministro Adauto acena com R$1,6 bi de investimentos pra quem virar parceiro.

4. Viu como são as coisas? Desde que Sarney virou articulista do JB tem saído um informe publicitário de página inteira do governo do Maranhão no jornal...

 
Ary Carvalho não teve apenas um AVC. Ao ter o derrame, ele caiu com violência no chão e a hemorragia interna que se seguiu atingiu os pulmões. O estado do dono do Dia é gravíssimo.

 
E já tem nova pesquisa na área! Quem melhor cobre Esportes no país? Votos até dia 15 de junho.

 
Resultado da pesquisa sobre que jornal cobre melhor Economia:

1. Valor: 35 votos (52,24%)
2. Jornal do Commercio: 11 (16,42%)
3. DCI: 9 (13,43%)
4. Gazeta Mercantil: 8 (11,94%)
5. Jornais gerais: 4 (5,97%)

Total de votos: 67.


 
   Quase compensando tudo, a Inter do Globo dá um show hoje com a entrevista da grande Susan Sontag (do Renato Galeno), e as matérias sobre Angola (Cristina Azevedo) e o caso da jovem indiana que se rebelou contra o dote (Flávio Henrique Lino). Esta é meio fait divers, mas quem pode viver um faitdiverzinho sempre dá um sabor à vida, né, monsieur?

 
   Pessoal do Esporte do Globo, uma série de reportagens não precisa ficar dizendo que foi importante para os leitores descobrirem isso. Pelo que me lembro, a Retratos do Rio, por exemplo, não precisou de auto-promoção para ter suas qualidades reconhecidas. Fazer matéria mostrando como estão os casos apontados, tudo bem, mas repercussão com emeio de leitor? Menos, gente, menos...

 
   O companheiro Gáspari dá uma no cravo e outra na ferradura hoje:

      No cravo - A entrevista com César Benjamim. Uma bela crítica pela esquerda ao governo do Eleito.

      Na ferradura - A história da ficção criada pelo Pentágono no caso Jessica Lynch é velha de dois meses.

 
   Por falar em Previdência, três observações sobre matéria sobre a disparidade entre os proventos dos servidores públicos e aqueles do INSS:

      1. O que o João Felício, da CUT, diz é verdade: se tirar pensões pagas aos trabalhadores rurais, o benefício do INSS sobe. Fica ainda muito longe daqueles do Judiciário, do MP e do Legislativo, mas bem mais perto dos de militares e de empregados de estatais. E tem gente boa que diz que pensão para trabalhador rural devia estar em outra rubrica, já que os rurais não tinha mesmo pagado nada antes, diferenciado-se, por princípio, do que não pagaram/pagam/pagarão o suficiente para receber a aposentadoria.

      2. Usar média aritmética em matérias como essa chega às raias da desonestidade, como diz mais sutilmente, o Felício.

      3. Não tem outro tributarista no Brasil além do Ives Gandra Martins, não?

 
   Fernando Henrique Cardoso, o Primeiro Colunista do Globo, é hilário! Agora ele está preocupado com os bons quadros do serviço público que o abandonariam por causa da reforma da previdência proposta pelo Eleito. E aqueles ótimos servidores que largaram o serviço público antes do tempo por causa da reforma realizada pelo governo do 1º CG? Quem tinha condições de se aposentar na época o fez, da mesma maneira que está ocorrendo agora. FHC candidato é mais cara-de-pau do que quando era presidente, né?

 
E pena que a ótima Helena Chagas volte a ficar relegada apenas às segundas-feiras. Realmente, os leitores perdem muito com a troca.

 
   Dificilmente uma matéria superará este ano o rídiculo da capa do Segundo Caderno do Globo de hoje. Um colunista que escreve há um tempão no jornal e ainda assim precisa de uma série de testemunhais para que os leitores descubram o quanto ele é bom e importante, perde, de saída, a credibilidade. A palavra de um jornalista ganha força no dia-dia e não devido a uma ego trip reco.

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