30.4.03
Numa "avant-première" do que virá por aí, foi passado hoje o seguinte emeio interno para o pessoal do JB:
Jorge Luiz C. Brandão - Ger. Adm. Redação
30/04/2003 15:47
Para: (...)
cc: (...)
Assunto: AJUDA DE CUSTO
Prezados,
Conforme determinação da Diretoria de Redação, a partir de Maio/03, fica suspensa a ajuda de custo de R$ 100,00 ( Cem reais), que eram adicionados (sic) ao valor contratual , quando na (sic) emissão das Notas Fiscais de suas empresas.
Esta medida deve-se a (sic) revisão orçamentária da empresa evitando com isso mudanças estruturais no efetivo da Redação.
Esperando contar com a colaboração e compreensão de todos.
Atenciosamente,
Jorge Luiz
Jorge Luiz C. Brandão - Ger. Adm. Redação
30/04/2003 15:47
Para: (...)
cc: (...)
Assunto: AJUDA DE CUSTO
Prezados,
Conforme determinação da Diretoria de Redação, a partir de Maio/03, fica suspensa a ajuda de custo de R$ 100,00 ( Cem reais), que eram adicionados (sic) ao valor contratual , quando na (sic) emissão das Notas Fiscais de suas empresas.
Esta medida deve-se a (sic) revisão orçamentária da empresa evitando com isso mudanças estruturais no efetivo da Redação.
Esperando contar com a colaboração e compreensão de todos.
Atenciosamente,
Jorge Luiz
Fim de papo. Acabou-se o tal consórcio O Dia-JB, uns três meses depois de um entusiástico regabofe de lançamento no Méli-Mélo, e uns seis meses após o Fernando Portella, d'O Dia, ter reunido os editores do jotinha e dito que a era do profissionalismo ia começar por lá, que ia ter participação nos lucros e coisa e tal..."Eu garanto!", bateu metaforicamente no peito Portella, numa tradução digna de Jabuti da máxima "La garantia soy yo!", muito ouvida em lojinhas miami-guaranis.
Mas isso não é tudo: ao anunciar o fim do CMI (o tal consórcio), Nelson Tanure deu aquele famoso grito de craque de pelada - "Dánimin!" - e anunciou que vai se mudar pra Rio Branco para administrar pessoalmente o ex-jornal da Condessa.
Agora vai!
Mas isso não é tudo: ao anunciar o fim do CMI (o tal consórcio), Nelson Tanure deu aquele famoso grito de craque de pelada - "Dánimin!" - e anunciou que vai se mudar pra Rio Branco para administrar pessoalmente o ex-jornal da Condessa.
Agora vai!
É...O povo gostou tanto de ser vigilante de meio de comunicação que agora ataca até de TV. E paga! Olha aí o que observou
atentíssimo blog Parla Pedro (o link taí do lado):
O pessoal da GloboNews precisa fazer um exame de vista ou então conhecer melhor os políticos do Brasil. A Leila Sterenberg ficou o tempo todo da marcha de Lula com os governadores informando que o governador do DF Joaquim Roriz era o único ausente. Seria ótimo, pensei eu, que esse senhor nos privasse da sua presença. Quando eu olho pro plenário, quem tá lá recebendo efusivos abraços de deputados? O Roriz. E ela nem se tocou, ficou a transmissão inteira falando isso. Ele ainda ficou um bom tempo de papagaio-de-pirata atrás do Lula e nada deles enxergarem. O Eduardo Grillo ainda tascou que aparentemente não era nenhuma represália, porque o governador esteve ontem com o presidente e blá-blá-blá. Nem pra prestar um pouco mais de atenção no vídeo e dar a informação correta pro assinante. Só no final é que alguém avisou pra ele que o Roriz estava lá com os outros governadores.
atentíssimo blog Parla Pedro (o link taí do lado):
O pessoal da GloboNews precisa fazer um exame de vista ou então conhecer melhor os políticos do Brasil. A Leila Sterenberg ficou o tempo todo da marcha de Lula com os governadores informando que o governador do DF Joaquim Roriz era o único ausente. Seria ótimo, pensei eu, que esse senhor nos privasse da sua presença. Quando eu olho pro plenário, quem tá lá recebendo efusivos abraços de deputados? O Roriz. E ela nem se tocou, ficou a transmissão inteira falando isso. Ele ainda ficou um bom tempo de papagaio-de-pirata atrás do Lula e nada deles enxergarem. O Eduardo Grillo ainda tascou que aparentemente não era nenhuma represália, porque o governador esteve ontem com o presidente e blá-blá-blá. Nem pra prestar um pouco mais de atenção no vídeo e dar a informação correta pro assinante. Só no final é que alguém avisou pra ele que o Roriz estava lá com os outros governadores.
Gincana! Vamos ver se você é bom/boa de esporte e adivinha quem plantou a notinha sobre a perda da medalha de ouro olímpica por parte de Joseph DeLoach e Carl Lewis. A dica: ele era rápido e saltava muito, mas hoje aperece em sua casa de vez em quando.
Como o Enetation não deu certo, tentemos o sistema do Blooger.com.br...
Notas com prazos de validade vencidíssimos de Fred Suter, no JC:
Golfe popular
Japeri, o município mais pobre do Estado do Rio, ganhará em breve um campo de golfe de 18 buracos habilitado para o circuito internacional.
É longe para os golfistas, mas há uma compensação: pode-se chegar lá de trem. Não tem como errar - é a última parada da linha
Além de velha, a nota tem ainda o agravante de dar o enfoque errado à construção do campo de golfe: ele foi criado para ensinar os jovens carentes da região, muitos deles caddies de clubes de golfe. Isso está numa matéria, já antiga, do Globo.
Em alta
O mercado de blindagem de automóveis no Brasil, um dos poucos negócios sem crise no país, movimentará este ano R$ 380 milhões.
E não pára de crescer.
Já está assim há anos. Foi matéria em tudo que é jornal e revista.
Importação sempre
Com recordes de produção sendo quebrados todos os meses, a Petrobras já enxerga perto a marca da auto-suficiência. A continuar no rítmo atual de produção, em 2005 o país poderá conquistar a independência dos exportadores.
Os atuais 140 mil barrís diários importados pelo Brasil, deverão cair pela metade já no próximo ano. Mesmo com a auto-suficiência, o país continuará a importar, já que a Petrobras entende como fundamental a prática da troca internacional.
A Petrobras já avisou há tempos que auto-suficiência só em 2007 e olhe lá.
Golfe popular
Japeri, o município mais pobre do Estado do Rio, ganhará em breve um campo de golfe de 18 buracos habilitado para o circuito internacional.
É longe para os golfistas, mas há uma compensação: pode-se chegar lá de trem. Não tem como errar - é a última parada da linha
Além de velha, a nota tem ainda o agravante de dar o enfoque errado à construção do campo de golfe: ele foi criado para ensinar os jovens carentes da região, muitos deles caddies de clubes de golfe. Isso está numa matéria, já antiga, do Globo.
Em alta
O mercado de blindagem de automóveis no Brasil, um dos poucos negócios sem crise no país, movimentará este ano R$ 380 milhões.
E não pára de crescer.
Já está assim há anos. Foi matéria em tudo que é jornal e revista.
Importação sempre
Com recordes de produção sendo quebrados todos os meses, a Petrobras já enxerga perto a marca da auto-suficiência. A continuar no rítmo atual de produção, em 2005 o país poderá conquistar a independência dos exportadores.
Os atuais 140 mil barrís diários importados pelo Brasil, deverão cair pela metade já no próximo ano. Mesmo com a auto-suficiência, o país continuará a importar, já que a Petrobras entende como fundamental a prática da troca internacional.
A Petrobras já avisou há tempos que auto-suficiência só em 2007 e olhe lá.
O pessoal também já está de sacanagem com a Márcia Peltier. A nota abaixo está na internet hoje, mas é de domingo.
Aposta furada
Exilado no Brasil, o general Lino Oviedo - que teria 60% das intenções de votos na eleição de hoje no Paraguai, se pudesse concorrer - resolveu apostar todas as fichas no nome de Guillermo Sanchez Uffanti. Para tanto, contratou duas agências de publicidade brasileiras: a Pública, de São Paulo, e a SMP & B, de Belo Horizonte. Algumas das maiores empreiteiras, bancos e indústrias, todos com interesse no Paraguai, foram - digamos assim - convidadas a pagar a conta.
E tem mais...
No embalo da campanha, o Vox Populi garantiu a Oviedo que ele iria transferir 1% de seus votos, por dia, para seu afilhado. Um caríssimo esquema de transmissão via satélite foi montado, pelo qual o general, através de telões, pedia diariamente votos para Sanchez. Pois bem: na sexta-feira, antevéspera do Dia D, ele não passara de 6,1% das preferências de votos. Hoje, dia da eleição, é o lanterninha no páreo.
Aposta furada
Exilado no Brasil, o general Lino Oviedo - que teria 60% das intenções de votos na eleição de hoje no Paraguai, se pudesse concorrer - resolveu apostar todas as fichas no nome de Guillermo Sanchez Uffanti. Para tanto, contratou duas agências de publicidade brasileiras: a Pública, de São Paulo, e a SMP & B, de Belo Horizonte. Algumas das maiores empreiteiras, bancos e indústrias, todos com interesse no Paraguai, foram - digamos assim - convidadas a pagar a conta.
E tem mais...
No embalo da campanha, o Vox Populi garantiu a Oviedo que ele iria transferir 1% de seus votos, por dia, para seu afilhado. Um caríssimo esquema de transmissão via satélite foi montado, pelo qual o general, através de telões, pedia diariamente votos para Sanchez. Pois bem: na sexta-feira, antevéspera do Dia D, ele não passara de 6,1% das preferências de votos. Hoje, dia da eleição, é o lanterninha no páreo.
Boa sacada, vinda de boa apuração, nesta matéria de Polícia d'O Dia.
Do Informe do Dia:
Origens
O presidente Lula não precisa ficar acanhado porque será o primeiro operário homenageado com a Medalha Visconde de Mauá, hoje, na Associação Comercial do Rio.
O patrono da comenda, antes de ser um rico empreendedor, ganhou a vida como menino de recados nas ruas do Rio de Janeiro.
Um sujeito que se elege com mais de 50 milhões de votos vai lá se acanhar em receber uma comenda da ACERJ?
Véspera de feriado, falta de nota...Problema sério...
Origens
O presidente Lula não precisa ficar acanhado porque será o primeiro operário homenageado com a Medalha Visconde de Mauá, hoje, na Associação Comercial do Rio.
O patrono da comenda, antes de ser um rico empreendedor, ganhou a vida como menino de recados nas ruas do Rio de Janeiro.
Um sujeito que se elege com mais de 50 milhões de votos vai lá se acanhar em receber uma comenda da ACERJ?
Véspera de feriado, falta de nota...Problema sério...
29.4.03
Parece que o povo que lê o blog está tomando gosto pela doce arte de vigiar colunistas de jornal. Se a moda realmente vingar, a vida deles tende a virar um inferno...E as colunas ficarem melhores, claro.
Outra de leitor atento, mas exatamente do pessoal do Xingatório da Imprensa. Saiu no JC, na matéria principal da editoria de Tecnologia e Saúde:
Ainda existe o gravíssimo problema da obesidade mórbida, daqueles que parecem candidatos a Rei Momo, com imensas barrigas, mais de 150 quilos de peso.
Respeito é o mínimo que se esperaria do repórter para com pessoas que ele mesmo diz sofrerem de uma doença grave, né?
Ainda existe o gravíssimo problema da obesidade mórbida, daqueles que parecem candidatos a Rei Momo, com imensas barrigas, mais de 150 quilos de peso.
Respeito é o mínimo que se esperaria do repórter para com pessoas que ele mesmo diz sofrerem de uma doença grave, né?
Esta é de leitor atento da coluna Informe Econômico:
Choro e ranger de dentes
Sob o comando de Luiz Schymura, a Anatel entrega ao Ministério das Comunicações, até o final de maio, o Plano Geral de Metas de Universalização. Entre as novas obrigações destacam-se a instalação de terminais públicos com acesso à Internet e a criação de telefones residenciais especiais para as classes de baixa renda.
Vigentes de 2006 a 2025, as regras devem ser sancionadas pelo presidente Lula.
Não sem antes enfrentar as reclamações habituais das operadoras.
Tudo bem quanto ao texto, mas a foto que acompanha a nota é do José Mario Abdo, presidente da Aneel, e não do Luiz Guilherme Schymura, da Anatel.
Choro e ranger de dentes
Sob o comando de Luiz Schymura, a Anatel entrega ao Ministério das Comunicações, até o final de maio, o Plano Geral de Metas de Universalização. Entre as novas obrigações destacam-se a instalação de terminais públicos com acesso à Internet e a criação de telefones residenciais especiais para as classes de baixa renda.
Vigentes de 2006 a 2025, as regras devem ser sancionadas pelo presidente Lula.
Não sem antes enfrentar as reclamações habituais das operadoras.
Tudo bem quanto ao texto, mas a foto que acompanha a nota é do José Mario Abdo, presidente da Aneel, e não do Luiz Guilherme Schymura, da Anatel.
Não deu pra ler o JB de manhã, por isso só vi essa da Márcia Peltier agora:
Pódium
O Brasil poderá ganhar mais uma medalha de ouro olímpica. A recente notícia de que na Olimpíada de Seul, em 1988, os dois primeiros lugares da prova de 200 metros estavam sob o efeito de dopping, pode tirar o ouro de Carl Lewis e a prata do outro americano. Com isso, o brasileiro Robson Caetano, medalha de bronze e terceiro colocado, tem chances de ficar com o ouro olímpico.
Olha só...É difícil até saber por onde começar...:
1. A medalha de ouro nos 200 metros nos Jogos de Seul foi de Joseph DeLoach (EUA). Lewis ficou com a prata e o Robson com o bronze;
2. O exame antidoping feito após a prova nada acusou no pipi dos americanos;
3. O Lewis foi pego por doping nas seletivas americanas, meses antes dos Jogos. Não pesa nenhuma acusação sobre DeLoach;
4. Só existe um caso de perda de medalhas olímpicas depois de vitória nas provas. Foi o do índio Jim Thorpe (cujo nome na língua de seu povo era Destino Brilhante) acusado de "profissionalismo", perdendo por isso as medalhas que conseguira nos Jogos de 1912, em Estocolmo. Anos depois, para vergonha eterna do COI, as medalhas foram devolvidas (se não me engano antes dos Jogos de Atlanta), pois foi comprovado que Destino Brilhante fora vítima de um complô montado por dirigentes do próprio COI (deu até filme, com Kirk Douglas no papel do índio, cujo título no Brasil, se não estou enganado, foi "O Homem de Bronze"). Thorpe, é claro, já havia morrido;
5. Até para evitar a repetição desta vergonha, o COI simplesmente não cassa medalhas por denúncias de dopings acontecidas após o encerramento dos Jogos. É inconcebível, até por absurda, a figura do "doping retroativo".
6. Doping se escreve com um "p" só.
Márcia deveria ser a última pessoa a escrever uma nota dessa. Afinal, ela é mulher do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, que deve estar arrancando os cabelos com a besteira que a patroa escreveu.
Sei não...Mas essa história está me cheirando à plantação de alguém...
Pódium
O Brasil poderá ganhar mais uma medalha de ouro olímpica. A recente notícia de que na Olimpíada de Seul, em 1988, os dois primeiros lugares da prova de 200 metros estavam sob o efeito de dopping, pode tirar o ouro de Carl Lewis e a prata do outro americano. Com isso, o brasileiro Robson Caetano, medalha de bronze e terceiro colocado, tem chances de ficar com o ouro olímpico.
Olha só...É difícil até saber por onde começar...:
1. A medalha de ouro nos 200 metros nos Jogos de Seul foi de Joseph DeLoach (EUA). Lewis ficou com a prata e o Robson com o bronze;
2. O exame antidoping feito após a prova nada acusou no pipi dos americanos;
3. O Lewis foi pego por doping nas seletivas americanas, meses antes dos Jogos. Não pesa nenhuma acusação sobre DeLoach;
4. Só existe um caso de perda de medalhas olímpicas depois de vitória nas provas. Foi o do índio Jim Thorpe (cujo nome na língua de seu povo era Destino Brilhante) acusado de "profissionalismo", perdendo por isso as medalhas que conseguira nos Jogos de 1912, em Estocolmo. Anos depois, para vergonha eterna do COI, as medalhas foram devolvidas (se não me engano antes dos Jogos de Atlanta), pois foi comprovado que Destino Brilhante fora vítima de um complô montado por dirigentes do próprio COI (deu até filme, com Kirk Douglas no papel do índio, cujo título no Brasil, se não estou enganado, foi "O Homem de Bronze"). Thorpe, é claro, já havia morrido;
5. Até para evitar a repetição desta vergonha, o COI simplesmente não cassa medalhas por denúncias de dopings acontecidas após o encerramento dos Jogos. É inconcebível, até por absurda, a figura do "doping retroativo".
6. Doping se escreve com um "p" só.
Márcia deveria ser a última pessoa a escrever uma nota dessa. Afinal, ela é mulher do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, que deve estar arrancando os cabelos com a besteira que a patroa escreveu.
Sei não...Mas essa história está me cheirando à plantação de alguém...
Mestre pela UFRJ, Patrícia Maurício ministrará curso de Jornalismo Econômico no campus Barra da Universidade Castelo Branco, que fica em frente ao Cittá America. O curso terá três meses de duração (75 horas-aula), às segundas e quartas, das 19h às 22h. Começa dia 5 de maio e o preço é quatro (matrícula e mais três) de R$ 304,00. Mais informações pelo telefone 2406-7700.
Ainda da coluna de Daniel Castro:
O SBT fechou na última quinta- feira parceria com o Ministério da Cultura em que irá divulgar festas folclóricas apoiadas, por meio de incentivos fiscais, pelo governo federal. O acordo foi selado em Brasília entre o ministro Gilberto Gil e Júlio César Casares, superin tendente de rede do SBT.
Ah! Quer dizer que aquela "TV riquíssima" que ia receber um agrado do governo, segundo mestre Janio, era o SBT?
O SBT fechou na última quinta- feira parceria com o Ministério da Cultura em que irá divulgar festas folclóricas apoiadas, por meio de incentivos fiscais, pelo governo federal. O acordo foi selado em Brasília entre o ministro Gilberto Gil e Júlio César Casares, superin tendente de rede do SBT.
Ah! Quer dizer que aquela "TV riquíssima" que ia receber um agrado do governo, segundo mestre Janio, era o SBT?
Da coluna do Daniel de Castro, na Folha:
Sinceridade
Depois de Globo (e seus canais Globo News e SporTV), Record, Band e Band News adotaram a expressão "ao vivo" no lugar de "vivo". A Globo diz que a mudança foi só por respeito à língua portuguesa. A Band afirma que, além da língua, mudou para não fazer propaganda grátis da telefônica Vivo.
A Globo não está mesmo dizendo a verdade. No seu livro - que recomendo - "A Imprensa e o Caos na Ortografia", mestre Marcos de Castro (não tem parentesco com o colunista da Folha) conta que há anos, quando trabalhava na emissora, avisava na crítica interna que "vivo" estava errado em se tratando de língua portuguesa - o correto era (e é) "ao vivo". "Vivo" era coisa do inglês ("live"). Nunca foi ouvido.
Sinceridade
Depois de Globo (e seus canais Globo News e SporTV), Record, Band e Band News adotaram a expressão "ao vivo" no lugar de "vivo". A Globo diz que a mudança foi só por respeito à língua portuguesa. A Band afirma que, além da língua, mudou para não fazer propaganda grátis da telefônica Vivo.
A Globo não está mesmo dizendo a verdade. No seu livro - que recomendo - "A Imprensa e o Caos na Ortografia", mestre Marcos de Castro (não tem parentesco com o colunista da Folha) conta que há anos, quando trabalhava na emissora, avisava na crítica interna que "vivo" estava errado em se tratando de língua portuguesa - o correto era (e é) "ao vivo". "Vivo" era coisa do inglês ("live"). Nunca foi ouvido.
Legenda da página D3 (Esporte), da Folha:
ESFORÇO
Stephon Marbury, do Phoenix, salta para marcar sexta sob a marcação de Tony Parker, do San Antonio. O Phoenix venceu o jogo de anteontem por 86 a 84 e empatou em 2 a 2 a série dos playoffs da Conferência Oeste. O quinto jogo acontece hoje, em San Antonio.
ESFORÇO
Stephon Marbury, do Phoenix, salta para marcar sexta sob a marcação de Tony Parker, do San Antonio. O Phoenix venceu o jogo de anteontem por 86 a 84 e empatou em 2 a 2 a série dos playoffs da Conferência Oeste. O quinto jogo acontece hoje, em San Antonio.
Boa materinha, tipo levanta-e-corta, entre o Informe e a equipe de Polícia, n'O Dia.
Em compensação, boa notícia vida do mesmo Informe do Dia
Poder dividido
Os barbudinhos do PT encontraram uma maneira de neutralizar o poderio do PTB do deputado Roberto Jefferson na Delegacia Regional do Trabalho do Rio.
À revelia do novo delegado, Henrique Pinho, nomearam os chefes das seções de Fiscalização do Trabalho e de Segurança e Saúde ? a alma do órgão.
Pode ser que agora as empresas de comunicação do Estado sejam autuadas pelos seus inúmeros problemas trabalhistas.
Poder dividido
Os barbudinhos do PT encontraram uma maneira de neutralizar o poderio do PTB do deputado Roberto Jefferson na Delegacia Regional do Trabalho do Rio.
À revelia do novo delegado, Henrique Pinho, nomearam os chefes das seções de Fiscalização do Trabalho e de Segurança e Saúde ? a alma do órgão.
Pode ser que agora as empresas de comunicação do Estado sejam autuadas pelos seus inúmeros problemas trabalhistas.
Nota com prazo de validade vencido no Informe do Dia:
Na alça de mira
A ex-governadora e atual ministra da Assistência Social, Benedita da Silva, sempre teve problemas com seus calos. Ela deve redobrar os cuidados. Há barbudinhos de altíssimas pelagens no Palácio do Planalto querendo pisar nos seus dedos. Estão decepcionados com o desempenho da ministra, que pilota a bolada de R$ 4,7 bilhões ? terceiro maior orçamento da República ? e, até agora, não disse a que veio.
Espremida entre os seus colegas José Graziano, da Segurança Alimentar; Humberto Costa, da Saúde; e Cristovam Buarque, da Educação, Benedita não conseguiu a tão almejada visibilidade na área social, o que é vital para a administração petista.
?Quando ela não está na primeira classe de um avião, é vista nas matinês dos cinemas de Brasília?, comentou, visivelmente irado, um daqueles figurões que andam de estrelinha no peito.
O caso da ex-governadora ainda não é de demissão. O PT não quer gerar crise ministerial na antevéspera das reformas. Mas que vão cobrar-lhe resultados, isso vão.
A cara fechada do pessoal do PT para com Bené foi notícia há mais de um mês.
Na alça de mira
A ex-governadora e atual ministra da Assistência Social, Benedita da Silva, sempre teve problemas com seus calos. Ela deve redobrar os cuidados. Há barbudinhos de altíssimas pelagens no Palácio do Planalto querendo pisar nos seus dedos. Estão decepcionados com o desempenho da ministra, que pilota a bolada de R$ 4,7 bilhões ? terceiro maior orçamento da República ? e, até agora, não disse a que veio.
Espremida entre os seus colegas José Graziano, da Segurança Alimentar; Humberto Costa, da Saúde; e Cristovam Buarque, da Educação, Benedita não conseguiu a tão almejada visibilidade na área social, o que é vital para a administração petista.
?Quando ela não está na primeira classe de um avião, é vista nas matinês dos cinemas de Brasília?, comentou, visivelmente irado, um daqueles figurões que andam de estrelinha no peito.
O caso da ex-governadora ainda não é de demissão. O PT não quer gerar crise ministerial na antevéspera das reformas. Mas que vão cobrar-lhe resultados, isso vão.
A cara fechada do pessoal do PT para com Bené foi notícia há mais de um mês.
Boechat ainda apronta no Globo, mesmo um ano e meio depois de ter sido demitido. Essa saiu na página 13 do jornal:
Bom Burguês desmente
Por determinação da 15 Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, O GLOBO desmente o inteiro teor da nota publicada por Ricardo Boechat na edição de 25 de maio de 1999, referente a Jorge Medeiros Valle, ex-funcionário do Banco do Brasil, conhecido durante o golpe militar como Bom Burguês e que fora preso por crime político, tendo sido posteriormente anistiado e readmitido pelo Banco do Brasil, do qual é aposentado.
Jorge Medeiros Valle de fato participou ativamente da luta contra o regime antidemocrático, mas jamais desviou valores do Banco do Brasil para si, senão, apenas e exclusivamente, para financiar a guerrilha urbana que se punha contrária à ditadura então vigente. Por outro lado, o sr. Jorge Medeiros Valle jamais foi réu em qualquer ação relativa a desfalque, seja do Banco do Brasil ou do caixa no prédio em que mora no bairro do Leblon, sendo tais informações ostensivamente falsas (e divorciadas da verdade), como restou asseverado pelo Poder Judiciário.
Bom Burguês desmente
Por determinação da 15 Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, O GLOBO desmente o inteiro teor da nota publicada por Ricardo Boechat na edição de 25 de maio de 1999, referente a Jorge Medeiros Valle, ex-funcionário do Banco do Brasil, conhecido durante o golpe militar como Bom Burguês e que fora preso por crime político, tendo sido posteriormente anistiado e readmitido pelo Banco do Brasil, do qual é aposentado.
Jorge Medeiros Valle de fato participou ativamente da luta contra o regime antidemocrático, mas jamais desviou valores do Banco do Brasil para si, senão, apenas e exclusivamente, para financiar a guerrilha urbana que se punha contrária à ditadura então vigente. Por outro lado, o sr. Jorge Medeiros Valle jamais foi réu em qualquer ação relativa a desfalque, seja do Banco do Brasil ou do caixa no prédio em que mora no bairro do Leblon, sendo tais informações ostensivamente falsas (e divorciadas da verdade), como restou asseverado pelo Poder Judiciário.
Hilário o título que está sob a foto do casal Garotinho no Globo de hoje: "Um governador para chamar de seu". Parabéns ao redator! :))
A nesga stalinista que ainda resta em minh'alma está profundamente comovida com as atitudes dos companheiros Dirceu e Genoíno, sob as bênçãos do Eleito.
28.4.03
Vamos lá, meu povo! Última semana para votar em quem fez a melhor cobertura da invasão do Iraque (lembra dela?), em jornal, TV e revista.
A frila da Casa Cláudia Luciana Benatti, de São Paulo, teve uma grande idéia (e que, até onde sei, nunca foi posta em prática por aqui): criou um blog no qual acompanha o que acontece diariamente durante a montagem da Casa Cor na Paulicéia. Taí uma boa ferramenta para os veículos e para as assessorias em eventos do tipo, que tenham montagem demorada ou que demandem um qualquer tipo de preparação que leve tempo (tipo mostras, festas promocionais, festivais, etc...). O blog da Casa Cor é http://casaclaudia.abril.com.br/livre/blog e o blog pessoal da Luciana, o Café Pinheiros, já está aí do lado.
Meus leitores estão ficando cada vez mais atentos. Um pegou mancada do Segundo Colunista do Globo que passou despercebida para mim:
O boom gay
Até o ano passado, só duas capitais faziam paradas gays em 28 de junho, Dia do Orgulho Gay.
Mas, este ano, vai haver 25 paradas. As únicas capitais que não aderiram, por enquanto, foram Vitória, Campo Grande, Florianópolis, João Pessoa e São Luís.
Ora, se haverá passeatas em 25 capitais de estado e em cinco outras os gays não sairão à rua, segue que o país tem 30 capitais estaduais. Como só há 27 estados (e um Distrito Federal), chegamos à conclusão que ou há com duas capitais (e o meu leitor e eu gostaríamos muito de saber quais são...), ou SGC quis dizer que haverá paradas em cidades que não são capitais. Neste casao, será que houve outro erro na hora de se cortar uma nota maior?
Perguntas...Perguntas...
O boom gay
Até o ano passado, só duas capitais faziam paradas gays em 28 de junho, Dia do Orgulho Gay.
Mas, este ano, vai haver 25 paradas. As únicas capitais que não aderiram, por enquanto, foram Vitória, Campo Grande, Florianópolis, João Pessoa e São Luís.
Ora, se haverá passeatas em 25 capitais de estado e em cinco outras os gays não sairão à rua, segue que o país tem 30 capitais estaduais. Como só há 27 estados (e um Distrito Federal), chegamos à conclusão que ou há com duas capitais (e o meu leitor e eu gostaríamos muito de saber quais são...), ou SGC quis dizer que haverá paradas em cidades que não são capitais. Neste casao, será que houve outro erro na hora de se cortar uma nota maior?
Perguntas...Perguntas...
Sensacional entrevista com Jean Baudrillard na Folha.
N' O Dia de hoje, alto da página 9:
Aula até nas folgas
Estado decide caçar sábados e férias para repor os 60 dias de greve dos professores
Pergunta: que tipo de arma Dona Garotinha vai usar para abater as folgas dos mestres?
Aula até nas folgas
Estado decide caçar sábados e férias para repor os 60 dias de greve dos professores
Pergunta: que tipo de arma Dona Garotinha vai usar para abater as folgas dos mestres?
Na coluna da Tia Cora de hoje:
Meu blog, meu tesouro
Finalmente alguém encontrou o caminho das pedras! O jornalista Nelito Fernandes, meu colega da ?Época?, é o primeiro blogueiro brasileiro a receber pelo fruto do seu trabalho, realizando, assim, o sonho de onze entre dez confrades. Na semana que vem, embolsa um cheque de R$ 1.570,17 pela publicidade veiculada no seu ?Eu, Hein?? < www.euhein.com.br >. Isso ainda não faz dele um milionário.com, mas já representa um notável progresso em relação a outros blogueiros que, como a vossa escriba, ainda pagam para blogar.
Nelito foi, logo depois da Daniela Abade, do ?Mundo Perfeito? < www.mundoperfeito.ter ra.com.br >, o segundo blogueiro a ser ?contratado? por um provedor. Impressionado com a popularidade dos seus divertidos cartazinhos e com os cinco mil visitantes diários do ?Eu, hein??, o Terra chamou-o para uma parceria interessante para ambos: o ?Eu, Hein?? (que hoje conta também com a participação de Claudia Valli) fica hospedado lá, e o lucro dos banners é dividido. Entre os anunciantes, Brasil Telecom, Ministério da Saúde, GM, Farmácia em Casa, Fiat e Editora Globo. A Telefônica foi a que mais apoio deu ao blog: seu banner foi exibido 77 mil vezes para os atuais oito mil visitantes diários.
Espero que tenha sido bom para eles também, e torço para que essa moda pegue.
Legal! Principalmente porque é jogada do Nelito, cara do bem!
Ah! E já atualizei o link aí do lado.
Meu blog, meu tesouro
Finalmente alguém encontrou o caminho das pedras! O jornalista Nelito Fernandes, meu colega da ?Época?, é o primeiro blogueiro brasileiro a receber pelo fruto do seu trabalho, realizando, assim, o sonho de onze entre dez confrades. Na semana que vem, embolsa um cheque de R$ 1.570,17 pela publicidade veiculada no seu ?Eu, Hein?? < www.euhein.com.br >. Isso ainda não faz dele um milionário.com, mas já representa um notável progresso em relação a outros blogueiros que, como a vossa escriba, ainda pagam para blogar.
Nelito foi, logo depois da Daniela Abade, do ?Mundo Perfeito? < www.mundoperfeito.ter ra.com.br >, o segundo blogueiro a ser ?contratado? por um provedor. Impressionado com a popularidade dos seus divertidos cartazinhos e com os cinco mil visitantes diários do ?Eu, hein??, o Terra chamou-o para uma parceria interessante para ambos: o ?Eu, Hein?? (que hoje conta também com a participação de Claudia Valli) fica hospedado lá, e o lucro dos banners é dividido. Entre os anunciantes, Brasil Telecom, Ministério da Saúde, GM, Farmácia em Casa, Fiat e Editora Globo. A Telefônica foi a que mais apoio deu ao blog: seu banner foi exibido 77 mil vezes para os atuais oito mil visitantes diários.
Espero que tenha sido bom para eles também, e torço para que essa moda pegue.
Legal! Principalmente porque é jogada do Nelito, cara do bem!
Ah! E já atualizei o link aí do lado.
George Vidor insiste com as bobagens do Dráuzio Varela:
Como as mulheres analfabetas no Brasil têm, em média, o dobro dos filhos daquelas que possuem pelo menos quatro anos de instrução, o recente convênio assinado entre o governo federal e o Sesi para alfabetização de adultos seria uma ótima oportunidade para o Ministério da Saúde divulgar seu programa de planejamento familiar. Em recente artigo no GLOBO, o médico Dráuzio Varella assinalou que as pessoas mais necessitadas desconhecem os programas oficiais de planejamento familiar.
A nota prova que o colunista não lê bem o jornal em que trabalha. Semana passada matéria na Editoria Rio (post abaixo) demonstrou que não é só por falta de informação que as mulheres deixam de se prevenir contra a gravidez. Irresponsabilidade, busca de status na comunidade e falta dinheiro estão bem na frente da falta de instrução no caso.
Como as mulheres analfabetas no Brasil têm, em média, o dobro dos filhos daquelas que possuem pelo menos quatro anos de instrução, o recente convênio assinado entre o governo federal e o Sesi para alfabetização de adultos seria uma ótima oportunidade para o Ministério da Saúde divulgar seu programa de planejamento familiar. Em recente artigo no GLOBO, o médico Dráuzio Varella assinalou que as pessoas mais necessitadas desconhecem os programas oficiais de planejamento familiar.
A nota prova que o colunista não lê bem o jornal em que trabalha. Semana passada matéria na Editoria Rio (post abaixo) demonstrou que não é só por falta de informação que as mulheres deixam de se prevenir contra a gravidez. Irresponsabilidade, busca de status na comunidade e falta dinheiro estão bem na frente da falta de instrução no caso.
Nota com prazo de validade vencido no Segundo Colunista do Globo:
Dedo na tomada
Veja como o setor elétrico está dodói no Brasil.
A espanhola Iberdrola, que tem por aqui a baiana Coelba, entre outras, já registrou perdas de 960 milhões de dólares no país.
É velha de um mês.
Dedo na tomada
Veja como o setor elétrico está dodói no Brasil.
A espanhola Iberdrola, que tem por aqui a baiana Coelba, entre outras, já registrou perdas de 960 milhões de dólares no país.
É velha de um mês.
27.4.03
Saiu no Informe do Dia:
Crueldade leonina
Quem se der ao trabalho de verificar com olhos de lince os grandes números da arrecadação de Imposto de Renda no Brasil vai descobrir o quanto o Leão é cruel. Técnicos que trabalham para a Comissão Especial da Câmara da Reforma Política fizeram isso, semana passada. Vejam que gracinha eles desvendaram. (...)
Fiquei na dúvida: não serão técnicos da Comissãoe Especial sobre Reforma Tributária? Mas se forem mesmo da Comissão para Reforma Política, por que eles se meteram a olhar os números do Leão? Nada contra denunciar injustiça de assalariado pagar mais do que aplica no mercado financeiro, mas que esse interesse é esquisito é.
Crueldade leonina
Quem se der ao trabalho de verificar com olhos de lince os grandes números da arrecadação de Imposto de Renda no Brasil vai descobrir o quanto o Leão é cruel. Técnicos que trabalham para a Comissão Especial da Câmara da Reforma Política fizeram isso, semana passada. Vejam que gracinha eles desvendaram. (...)
Fiquei na dúvida: não serão técnicos da Comissãoe Especial sobre Reforma Tributária? Mas se forem mesmo da Comissão para Reforma Política, por que eles se meteram a olhar os números do Leão? Nada contra denunciar injustiça de assalariado pagar mais do que aplica no mercado financeiro, mas que esse interesse é esquisito é.
Por falar no Segundo Colunista, o emeio da coluna, que não é publicado no jornal de papel, como os dos outros, pode ser encontrado na edição digital, embaixo da fotinho.
Legal a matéria do Esporte sobre os perigos para peladeiros de fim de semana, pegando como gancho os ossos partidos da cúpula do PT (esse deve ser o maior caso de somatização da História!). O curioso é que o Segundo Colunista publica hoje nota sobre o mesmo assunto e com um das fontes ouvidas pelo Esporte, o doutor José Luiz Runco, do Flamengo e da seleção:
Atleta de fim de semana
Lula, Palocci, José Dirceu, João Paulo, Jair Meneghelli. A turma do PT anda se quebrando com freqüência desde que chegou ao poder.
O ortopedista da seleção brasileira José Luiz Runco acha que o pessoal precisa tomar mais cuidado.
Veja a receita para jogar uma peladinha e continuar fora do PI ? o Partido dos Inválidos.
1. É preciso manter uma atividade física (pode ser uma caminhada) pelo menos duas vezes por semana.
2. Quando for jogar futebol ou vôlei na praia faça um alongamento de uns dez minutos.
3. Inclua também uma corridinha leve para aquecer a musculatura.
4. Cuidado com o peso. Quilinhos a mais sobrecarregam as articulações.
5. Preste atenção ao tipo de tênis. Se o jogo for em grama sintética, use um de trava baixa. Em grama normal, melhor um de trava alta.
6. Segure seu ímpeto em campo. Não tente dar uma de craque se você estiver mais para perna-de-pau.
Atleta de fim de semana
Lula, Palocci, José Dirceu, João Paulo, Jair Meneghelli. A turma do PT anda se quebrando com freqüência desde que chegou ao poder.
O ortopedista da seleção brasileira José Luiz Runco acha que o pessoal precisa tomar mais cuidado.
Veja a receita para jogar uma peladinha e continuar fora do PI ? o Partido dos Inválidos.
1. É preciso manter uma atividade física (pode ser uma caminhada) pelo menos duas vezes por semana.
2. Quando for jogar futebol ou vôlei na praia faça um alongamento de uns dez minutos.
3. Inclua também uma corridinha leve para aquecer a musculatura.
4. Cuidado com o peso. Quilinhos a mais sobrecarregam as articulações.
5. Preste atenção ao tipo de tênis. Se o jogo for em grama sintética, use um de trava baixa. Em grama normal, melhor um de trava alta.
6. Segure seu ímpeto em campo. Não tente dar uma de craque se você estiver mais para perna-de-pau.
Na Inter do Globo, boas matérias de José Meirelles Passos (sobre a Cidade Saddam e o vácuo de poder no Iraque pós-guerra) e de Deborah Berlinck com o cara do PNUD da ONU. A correta matéria do Toni Marques sobre os evangelistas da Casa Branca também me chamou a atenção por ter sido claramente inspirada por aquele artigo da Maureen Dowd, do NYT, que publiquei outro dia no Pensata. Boa maneira de conseguirmos pegar ângulos que são mais facilmente acessíveis pelos nativos do lugar.
26.4.03
Novo sistema de comentários na área. É o inglês Enetation. Tomara que funcione bem.
Outro toque de leitor atento: o Segundo Colunista do Globo é o único entre os colunistas diários do jornal a não ter o emeio publicado no pé do texto. Por que será?
Alerta de uma querida, cultíssima e viajadíssima leitora.
Saiu na coluna da Hilde, em 22 de abril:
"NAS LAMENTAÇÕES pelas perdas artísticas e culturais causadas pela guerra, no Iraque, ninguém tocou no mais importante, no tesouro maior: lá estão (ou estavam) os exemplares do Código de Hamurabi, base do direito codificado, depois da Bíblia talvez o livro mais importante do mundo, um dos maiores monumentos à cultura da Humanidade..."
A colunista do Globo não devia ficar tão aflita: o Código de Hamurabi está são e salvo no Louvre.
Saiu na coluna da Hilde, em 22 de abril:
"NAS LAMENTAÇÕES pelas perdas artísticas e culturais causadas pela guerra, no Iraque, ninguém tocou no mais importante, no tesouro maior: lá estão (ou estavam) os exemplares do Código de Hamurabi, base do direito codificado, depois da Bíblia talvez o livro mais importante do mundo, um dos maiores monumentos à cultura da Humanidade..."
A colunista do Globo não devia ficar tão aflita: o Código de Hamurabi está são e salvo no Louvre.
25.4.03
O Prêmio Haldol de Paranóia deste mês vai para o coleguinha que acha a análise do Beraba (post abaixo) inocente e montou o seguinte cenário:
Capitão Bolinha faz acerto com os traficantes, dizendo a eles que quanto ao Beira-Mar não há o que fazer, mas quanto a eles - Marquinhos Niterói, Marcinho VP, Sapo e outros - dá pra voltar ao status quo ante, com celulares nas celas, quentinha de bons restaurantes e revoada de advogados-correio. Em troca, os caras entregam alguns carregamentos de armas e drogas e param de fazer arruaça, tocando o negócio na paz. O secretário-marido (ou será o contrário?) levaria a glória de ter aumentado a segurança do Estado (ou pelo menos a parte rica da capital).
Não sei se o colega mantém o cenário depois do Bolinha ter batido cabeça pro Thomaz Bastos, mas ele pode argumentar que o novel secretário está ganhando tempo e/ou fazendo jogo duplo.
Elegantemente, como é de seu costume, Tereza Cruvinel em sua coluna de hoje dá passagem a este cenário, usando as palavras do deputado Paulo Delgado:
(...)?Espero que esta aposta seja no confronto implacável com o crime organizado?, diz o deputado Paulo Delgado. Se outra houvesse, seria a da transigência passada, que fez o Rio chegar onde chegou. (...)
Seria um risco enorme pro Bolinha, pois o governo federal tem a PF e Ciex, Cenimar e Cisa (sem contra a Receita, que, não sei por que raios, nunca entra neste bloco...) para correr atrás da polícia estadual se desconfiar de alguma armação. Um cenário como o montado pelo meu irmão em paranóia levaria ao absurdo dos absurdos: polícia policiando polícia.
Capitão Bolinha faz acerto com os traficantes, dizendo a eles que quanto ao Beira-Mar não há o que fazer, mas quanto a eles - Marquinhos Niterói, Marcinho VP, Sapo e outros - dá pra voltar ao status quo ante, com celulares nas celas, quentinha de bons restaurantes e revoada de advogados-correio. Em troca, os caras entregam alguns carregamentos de armas e drogas e param de fazer arruaça, tocando o negócio na paz. O secretário-marido (ou será o contrário?) levaria a glória de ter aumentado a segurança do Estado (ou pelo menos a parte rica da capital).
Não sei se o colega mantém o cenário depois do Bolinha ter batido cabeça pro Thomaz Bastos, mas ele pode argumentar que o novel secretário está ganhando tempo e/ou fazendo jogo duplo.
Elegantemente, como é de seu costume, Tereza Cruvinel em sua coluna de hoje dá passagem a este cenário, usando as palavras do deputado Paulo Delgado:
(...)?Espero que esta aposta seja no confronto implacável com o crime organizado?, diz o deputado Paulo Delgado. Se outra houvesse, seria a da transigência passada, que fez o Rio chegar onde chegou. (...)
Seria um risco enorme pro Bolinha, pois o governo federal tem a PF e Ciex, Cenimar e Cisa (sem contra a Receita, que, não sei por que raios, nunca entra neste bloco...) para correr atrás da polícia estadual se desconfiar de alguma armação. Um cenário como o montado pelo meu irmão em paranóia levaria ao absurdo dos absurdos: polícia policiando polícia.
24.4.03
Com o passamento do Falou&Disse, estou procurando um novo sistema de comentários. De repente, acho um legal neste fim de semana. Se alguém tiver alguma idéia, mande pra mim.
Entre 11 e 14 de junho será realizada a 6ª Feira de Comunicação, em Gramado (RS). A assessoria é de Juçara Tonet Dini e Adriana P. Medeiros, da Dinâmica Comunicação Empresarial, de Caxias do Sul.
Desculpas, mais uma vez, pelos links errados pro Pensata. Dessa vez comi o ".html"... :/
Boa análise do Marcelo Beraba sobre a situação do novo secretário de segurança do Rio.
Aliás, a nomeação de Dona Garotinha confirma, pela enésima vez, uma sábia assertiva, das que guiam a minha vida: "Nada é tão ruim que não possa piorar".
Aliás, a nomeação de Dona Garotinha confirma, pela enésima vez, uma sábia assertiva, das que guiam a minha vida: "Nada é tão ruim que não possa piorar".
Amo a Soninha. Um dos motivos está aqui.
23.4.03
Evaldo José, ex-locutor de esportivo da Rádio Brasil, foi contratado pela Globo do Rio em substituição a Maurício Menezes, o "Danadinho".
O Mithrandir aqui pirou completamente hoje após um upgrade (coisa simples: gabinete ATX e memória de 256) e por isso a coisa não deve ir muito adiante além desta explicação, ok?
22.4.03
Rodrigo Cerqueira deixou o JBairros para se dedicar integralmente ao mestrado em Relações Internacionais na PUC.
Estou há muito tempo para elogiar a Economia d'O Dia. É um trabalho decente, objetivo e sem firulas, que fala diretamente ao público a que se destina o jornal. Exemplo é a principal matéria de hoje.
Por falar na nossa guerra, esse caso do Complexo da Maré é de um rídiculo atroz: uma das milícias do tráfico tem como base um morro, o do Timbau, o ponto mais alto da região. A única maneira de se tomar conta da área -e a mais fácil também - é simplesmente ocupar o morro e não sair de lá, instalando um posto de observação no ponto no topo. De lá, com binóculos potentes, se vê toda a movimentação num raio de vários quilômetros. Metade dos problemas estariam da área resolvidos assim.
Olha só...No título desta matéria d' O Dia, me parece, tem um erro de enfoque (na matéria, curiosamente, o erro não existe): quem semeou o terror em Vila Isabel não foi o tráfico, foi a comunidade do Morro dos Macacos. Os traficantes deram apoio de artilharia, sem dúvida, mas a infantaria, que comandou o ataque, era formada por moradores do morro mesmo.
Na coluna da Helena Chagas de hoje há, de passagem, um alerta para os coleguinhas que cobrem segurança no Rio: é bom aprurar bem para não serem manipulados pela Dona Garotinha nesta questão e jogados contra o governo federal. Vale para todos os outros setoristas também, mas principalmente para os correspondentes de nossa guerra interna.
21.4.03
Este é o currículo vitae de Giani Barboza.
Fabiana Monte deixou o site TI Master e se mandou para a Máquina da Notícia a fim de realizar trabalhos de assessoria de imprensa e marketing.
Essa foi de mestre Janio ontem, na Folha:
(...)Por sua vez, e dentro da programação de retorno à ênfase de candidato, Luiz Inácio Lula da Silva assegura que "acabou o tempo em que o amigo do rei conseguia os empréstimos (...)".
Mas tal novidade inclui TV riquíssima? O esclarecimento só virá em mais algum tempo. E, até lá, convém lembrar que nem só de empréstimos se faz a transferência de dinheiro dos cofres públicos para caixas privados. A publicidade desnecessária, mas muito bem paga, é um dos outros veios. (..)
Êpa! Ôpa! TV riquíssima? Publicidade desnecessária? Do que - e de quem - estamos falando, hein? hein?
(...)Por sua vez, e dentro da programação de retorno à ênfase de candidato, Luiz Inácio Lula da Silva assegura que "acabou o tempo em que o amigo do rei conseguia os empréstimos (...)".
Mas tal novidade inclui TV riquíssima? O esclarecimento só virá em mais algum tempo. E, até lá, convém lembrar que nem só de empréstimos se faz a transferência de dinheiro dos cofres públicos para caixas privados. A publicidade desnecessária, mas muito bem paga, é um dos outros veios. (..)
Êpa! Ôpa! TV riquíssima? Publicidade desnecessária? Do que - e de quem - estamos falando, hein? hein?
Por falar no Segundo Colunista, ele informa hoje que as drogas voltaram ao Pereirão, morro que era apontados pelos Garotinhos como exemplo de vitória da política social sobre o crime. Triste mesmo, mas tenho uma pergunta: alguém providenciou o "kit Estado" pro Pereirão? O que é "kit Estado"? Ora, a presença, ao mesmo tempo, de escola, posto de saúde e posto policial numa determinada região. Se não, acontece o mesmo que aconteceu aqui no Parque Royal, onde fizeram o Favela-Bairro, mas não botaram nada disso (só uma creche e umas quadras de esporte): os traficantes vieram e tomaram conta.
Putz! Perdi uma boa chance de pegar no pé do Segundo Colunista do Globo! Passei batido pelo fato de o dia 31 de outubro, reivindicado como Dia do Evangélico, ser aquele em que, em 1517, Lutero afixou suas 95 teses às portas de Wittenberg.
E por falar em culpar vítima pelo crime, esse Josias Quintal é um pândego: ele quer que Manguinho seja inexpugnável aos traficantes da favela que muro-com-muro com a refinaria. Como? Tendo um batalhão de mariners americanos importados diretamente do Iraque? Sabe o que o comandante do baralhão diria? "Bem, vamos ter que varrer esse pessoal daí. Do jeito que está, não vai dar pra defender". É isso, dr. Josias: ou sai a favela ou sai a refinaria ou saem os traficantes. Não tem outro jeito.
Boas matérias de Lílian Quaino e Ana Cristina Campos, no Globo, desmoralizando as bobagens ditas por Dráuzio Varela sobre a relação entre informação, planejamento familiar e violência. O médico pode entender muito de preso, mas saca nada de família e muito menos de adolescentes.
Em compensação, o nosso "gravatinha" George Vidor escreve a seguinte besteira em sua coluna:
O doutor Drauzio Varella, médico que tem pautado sua vida profissional na defesa da cidadania, é mais um a propor um amplo programa de planejamento familiar para reduzir a desigualdade e, em conseqüência, a violência. Eis alguns dados que servem para reforçar a posição do dr. Varella: o último censo constatou que a população favelada do Rio cresceu a uma média anual de 2,8%, enquanto nas demais áreas da cidade a expansão demográfica foi de 0,38%. A população nas favelas cresce então 7,4 vezes mais.
PQP, Vidor! O número de favelados cresceu no Rio não porque pobre prolifere como coelho. Cresceu porque as pessoas ficaram mais pobres. E por que elas ficaram mais pobres, hein, Vidor? Porque o Estado brasileiro fez aquilo que você, Dona Míriam e outros colunistas iluminados pelo mercado disseram que ele devia fazer: privatizar tudo o que pudesse (e, principalmente, o que não deveria) para que ele, mercado, salvasse o país. Agora que deu tudo errado, como era previsto por aqueles mais espertos pouquinha coisa, você pratica a nobre arte brasileira de culpar a vítima pelo crime.
Em compensação, o nosso "gravatinha" George Vidor escreve a seguinte besteira em sua coluna:
O doutor Drauzio Varella, médico que tem pautado sua vida profissional na defesa da cidadania, é mais um a propor um amplo programa de planejamento familiar para reduzir a desigualdade e, em conseqüência, a violência. Eis alguns dados que servem para reforçar a posição do dr. Varella: o último censo constatou que a população favelada do Rio cresceu a uma média anual de 2,8%, enquanto nas demais áreas da cidade a expansão demográfica foi de 0,38%. A população nas favelas cresce então 7,4 vezes mais.
PQP, Vidor! O número de favelados cresceu no Rio não porque pobre prolifere como coelho. Cresceu porque as pessoas ficaram mais pobres. E por que elas ficaram mais pobres, hein, Vidor? Porque o Estado brasileiro fez aquilo que você, Dona Míriam e outros colunistas iluminados pelo mercado disseram que ele devia fazer: privatizar tudo o que pudesse (e, principalmente, o que não deveria) para que ele, mercado, salvasse o país. Agora que deu tudo errado, como era previsto por aqueles mais espertos pouquinha coisa, você pratica a nobre arte brasileira de culpar a vítima pelo crime.
20.4.03
Parece que o companheiro Gáspari teve que ir à rua apurar matéria. Se foi isso mesmo, o sumiço das fontes que lhe davam tudo mastigado deve ser saudado com muito entusiasmo.
Como teve este superferiado no meio - e em feriado a freqüência ao blog cai muito - decidi manter as três pesquisas simultâneas mais uma semana. Assim, elas terminam só no dia 4 de maio.
Por enquanto, a Folha vence a enquete sobre que jornal fez a melhor cobertura da invasão anglo-americana ao Iraque; a Carta Capital lidera entre as revistas, e a Globo vence nas tevês.
Por enquanto, a Folha vence a enquete sobre que jornal fez a melhor cobertura da invasão anglo-americana ao Iraque; a Carta Capital lidera entre as revistas, e a Globo vence nas tevês.
Não sei se vai sair amanhã, mas aqui está um artigo bem legal do NYT sobre como os neoconservadores pensam em evangelizar o Iraque, enquanto seu rebanho americano mete a mão na grana.
Muito interessante - e apavorante - a matéria da Roberta Jansen com o biólogo americano que prevê a criação de super-humanos em futuro não muito distante. Será o início das Guerras Eugênicas previsto pela Jornada nas Estrelas (Khan, aquele vilãozão, era um líderes dos eugênicos, lembram?)?
Na parte de guerra do Globo:
* Oportuna a matéria de Cristina Azevedo sobre o esquecido Afeganistão. A lamentar apenas o olvido dos prisioneiros de Guantanamo.
* Criativa a pauta da matéria de Renato Galeno sobre as relações entre as palavras e a guerra. Valia até mais espaço.
* Deborah Berlinck desperdiçou a chande de ter boa matéria em portifólio de guerra. A entrevista com Bernard Kouchner teve muito levantamento de bola para o cara cortar sem defesa. A repórter perdeu a oportunidade, por exemplo, de perguntar a M. Kouchner se depois de Iraque e Síria, ele defendia que os EUA invadissem Arábia Saudita e Egito. É que os dois também são ditaduras e ficam no Oirente Médio. Assim, pela lógica do médico e político francês deviam ser alvos preferenciais para a "missão civilizatória" de Bush II & cia.
*Em compensação, redondas matérias de Cássia Maria Rodrigues - com diplomata inglês dizendo a obviedade que democracia imposta é ditadura - e Toni Marques dando uma idéia do que pensa a direita enlouquecida que domina os EUA atualmente. Aliás, creio que valeria uma série de matérias sobre como ela tem influenciado o dia-a-dia dos americanos. Acho que ficaria bonito e o Toni certamente brilharia.
* Oportuna a matéria de Cristina Azevedo sobre o esquecido Afeganistão. A lamentar apenas o olvido dos prisioneiros de Guantanamo.
* Criativa a pauta da matéria de Renato Galeno sobre as relações entre as palavras e a guerra. Valia até mais espaço.
* Deborah Berlinck desperdiçou a chande de ter boa matéria em portifólio de guerra. A entrevista com Bernard Kouchner teve muito levantamento de bola para o cara cortar sem defesa. A repórter perdeu a oportunidade, por exemplo, de perguntar a M. Kouchner se depois de Iraque e Síria, ele defendia que os EUA invadissem Arábia Saudita e Egito. É que os dois também são ditaduras e ficam no Oirente Médio. Assim, pela lógica do médico e político francês deviam ser alvos preferenciais para a "missão civilizatória" de Bush II & cia.
*Em compensação, redondas matérias de Cássia Maria Rodrigues - com diplomata inglês dizendo a obviedade que democracia imposta é ditadura - e Toni Marques dando uma idéia do que pensa a direita enlouquecida que domina os EUA atualmente. Aliás, creio que valeria uma série de matérias sobre como ela tem influenciado o dia-a-dia dos americanos. Acho que ficaria bonito e o Toni certamente brilharia.
Legenda hilariante hoje na página 37 do Globo, editoria de Esporte: "Marcão, que volta ao time do Fluminense, treina nas Laranjeiras". Na foto, o "treinador" Renato Gaúcho e o goleiro Kléber. Detalhe para quem não acompanha o maior clube de futebol do mundo: Marcão é um negão, e o Renato e o Kléber dois branquelos azedos.
19.4.03
Boas novas! A Placar volta a ser mensal e baseando-se num sistema de assinaturas. Creio que a idéia da Abril é garantir o público leitor da revista, diminuindo assim a flutuação nas vendas e facilitando a venda de publicidade. É sempre bom a volta de uma revista tão tradicional quanto a Placar. Que seja uma volta definitiva.
A invasão da refinaria de Manguinhos mostra claramente que tá chegando a hora de alguém chamar os senhores representantes das "comunidades" e avisar oficialmente que a guerra foi declarada e por isso eles vão ter que escolher lado: ou ficam com o Estado (governos) ou ficam com os traficantes. Não há neutralidade possível. Agora, só quero ver quem é macho (ou fêmea) suficiente pra fazer isso. Mas quanto mais demorar, pior vai ficar.
Tá lá na página 12 do Globo de hoje, na materola Bandidos matam dois policiais e ferem outro:
(...)O inspetor Orlando da Silva Tavares, de 39 anos, morreu. O outro inspetor, Sílvio Rodrigo Maltarolo Chedid, de 26, foi ferido com um tiro no tórax. Os investigadores da 41ª DP (Tanque) suspeitam da tentativa de roubo do Audo A-3 preto,dirigido por Orlando, e da moto Kawasaki Ninja rebocada pelo veículo (...)
Como é que é?! Inspetor de polícia dirigindo Audi A-3?!! Rebocando Kawasaki de outro inspetor de polícia?!!! Ah! Pelo amor de Deus, né? Alguém vai perguntar de onde eles tiraram dinheiro para comprar estas belezocas, certo?
(...)O inspetor Orlando da Silva Tavares, de 39 anos, morreu. O outro inspetor, Sílvio Rodrigo Maltarolo Chedid, de 26, foi ferido com um tiro no tórax. Os investigadores da 41ª DP (Tanque) suspeitam da tentativa de roubo do Audo A-3 preto,dirigido por Orlando, e da moto Kawasaki Ninja rebocada pelo veículo (...)
Como é que é?! Inspetor de polícia dirigindo Audi A-3?!! Rebocando Kawasaki de outro inspetor de polícia?!!! Ah! Pelo amor de Deus, né? Alguém vai perguntar de onde eles tiraram dinheiro para comprar estas belezocas, certo?
Mexer em sarcófago não dá certo desde Howard Carter (o explorador britânico que descobriu a tumba de Tutankamon), mas já que o SporTV resolveu desencavar o Raul Quadros, que pelo menos não o escale em jogos do Flamengo. O cara simplesmente não se dá conta que comentarista tem que ter pelo menos um mínimo de isenção, ainda mais na TV onde o distinto público vê o que está acontecendo. Devia tomar umas lições com o também egro Júnior ou com o vascaíno Sérgio Noronha, que até dão umas torcidas discretas - afinal ninguém é de ferro -, mas sem irritar quem está deste lado da telinha.
Esta saiu na coluna Persona, do Estadão, anteontem:
Pulso nu
Assim que ganhou de presente um Rolex do presidente do PTB, José Carlos Martinez, o ministro José Dirceu, mais do que depressa, doou o relógio, avaliado, por baixo, em R$ 10 mil. Quem quiser arrematar, é só procurar o Fome Zero...
Este caso aconteceu há coisa de um mês e meio. E ainda pagam o César Giobbi pra cometer coisas assim...
Pulso nu
Assim que ganhou de presente um Rolex do presidente do PTB, José Carlos Martinez, o ministro José Dirceu, mais do que depressa, doou o relógio, avaliado, por baixo, em R$ 10 mil. Quem quiser arrematar, é só procurar o Fome Zero...
Este caso aconteceu há coisa de um mês e meio. E ainda pagam o César Giobbi pra cometer coisas assim...
18.4.03
Bacana a mobilização da mídia (e de coleguinhas) em favor dos oposicionistas presos pelo Fidel. O pessoal poderia aproveitar e ampliar a mobilização e, sem sem precisar sair da ilha caribenha, mobilizar a opinião pública contra o tratamento dados pelos EUA aos prisioneiros feitos no Afeganistão (lembram desse país), que estão há mais um de um ano sem receber visitas nem de advogados na base de Guantanamo e nem acusação formal contra. Pelo que sei, não tem nem blog em favor deles...
Já que estou no assunto, o Segundo Colunista se queixa - levemente e com a elegância e o bom humor que o caracterizam - de minha atitude em relação à coluna dele. Afirma que ele - e sua excelente equipe - faz o que pode para não errar, mas que isso é inevitável, já que trabalham como cachorros quase todos os dias.
Bom, tenho que dar a mão à palmatória. Eu realmente sou um tanto ranheta com a coluna (como apontou outro dia um outro colunista famoso que me honra com a leitura). Tenho também a minha justificativa, no entanto. É que não posso aceitar muito facilmente que alguém com a grife do Segundo Colunista possa cometer tantos erros bobos - ainda mais auxiliado por gente tão competente como a dupla de nomes quase iguais e sobrenomes idênticos, mas que não é parente. Em alguns casos, não se tomou cuidados com a simples aritmética; em outros é óbvio que não se passou a mão no telefone para consultar nem a assessoria de uma instituição ou empresa; em outros não se procurou direito nem no Google.
Mas tudo bem. Vou procurar controlar a minha ranhetice, principalmente quanto às notinhas bobas, que o outro colunista famoso argumenta (bem) que são importantes para dar leveza em coluna cercada de desgraça por todos os lados. Mas, ainda assim, desconfio que o lombo do Segundo Colunista ainda vai sofrer um pouco (ou um muito)...:)
Bom, tenho que dar a mão à palmatória. Eu realmente sou um tanto ranheta com a coluna (como apontou outro dia um outro colunista famoso que me honra com a leitura). Tenho também a minha justificativa, no entanto. É que não posso aceitar muito facilmente que alguém com a grife do Segundo Colunista possa cometer tantos erros bobos - ainda mais auxiliado por gente tão competente como a dupla de nomes quase iguais e sobrenomes idênticos, mas que não é parente. Em alguns casos, não se tomou cuidados com a simples aritmética; em outros é óbvio que não se passou a mão no telefone para consultar nem a assessoria de uma instituição ou empresa; em outros não se procurou direito nem no Google.
Mas tudo bem. Vou procurar controlar a minha ranhetice, principalmente quanto às notinhas bobas, que o outro colunista famoso argumenta (bem) que são importantes para dar leveza em coluna cercada de desgraça por todos os lados. Mas, ainda assim, desconfio que o lombo do Segundo Colunista ainda vai sofrer um pouco (ou um muito)...:)
Aliás, o Segundo Colunista do Globo penitenciou-se do erro cometido ontem a respeito da compra do Sudameris pelo ABN-Amro (uns posts abaixo). Valeu.
O Segundo Colunista do Globo confirma as modificações que sua coluna sofre no Diário de São Paulo e as justifica dizendo que nunca houve mesmo a idéia de escrever uma coluna nacional. Na verdade, pelo plano inicial, iam ser duas colunas diferentes, com equipes próprias (o que sobrou deste plano foi o nome da coluna no DdSP, Diário do Brasil). O Segundo Colunista diz que a coluna dele a coluna é assumidamente carioca, o que é demonstrado pela campanha contra a invasão do espaço público (meritória, aliás), sempre com um foto enorme. Para os outros estados, ele procura tirar a maior parte das notas do Rio e modificar-lhes um pouco o texto, mas sem alterar-lhes o sentido.
17.4.03
Do Informe do Dia
Lorota
Tem uns espíritos de porco assoprando no ouvido da governadora Rosinha que os últimos atentados são por obra e grana de gente da própria máquina do Governo.
É a velha e surrada teoria da conspiração.
Do segundo colunista do Globo
A voz das trevas
No submundo do crime, e até no comando da polícia, há quem duvide da participação do tráfico nestes atentados contra hotéis.
Segundo esta versão, o tráfico não quer afugentar o turista (muitos são usuários de droga).
Seria coisa de policiais em briga com Rosinha. A conferir.
Coincidência demais, como diria Rex Stout...
Lorota
Tem uns espíritos de porco assoprando no ouvido da governadora Rosinha que os últimos atentados são por obra e grana de gente da própria máquina do Governo.
É a velha e surrada teoria da conspiração.
Do segundo colunista do Globo
A voz das trevas
No submundo do crime, e até no comando da polícia, há quem duvide da participação do tráfico nestes atentados contra hotéis.
Segundo esta versão, o tráfico não quer afugentar o turista (muitos são usuários de droga).
Seria coisa de policiais em briga com Rosinha. A conferir.
Coincidência demais, como diria Rex Stout...
Do Boechat, hoje:
Moleza
A Aneel está preparando portaria dando prazo de 13 anos para que as concessionárias de energia estendam seus serviços a todo o território nacional.
É coisa de pai para filho, principalmente considerando-se que 11 milhões de brasileiros ainda vivem sem luz elétrica.
O Rio tentará antecipar a data para 2006, em proposta que o secretário estadual de Energia, Wagner Victer, apresentará hoje.
Detalhes: os 13 anos de prazo são para distribuidoras de regiões cuja inclusão elétrica é baixíssima (exemplo: Piauí, onde os domícilios ligados à rede elétrica é de 56%). Para estados com mais de 90% de percentual de ligação ao sistema, o prazo proposto da Aneel é 2007 para a região toda, sendo que em alguns municípios dentro destas regiões desenvolvidas, com mais de 96% de índice, o prazo é 2005. Ou seja um ano a menos do que o defendido pelo Estado Rio. Todos estes dados podem ser checados aqui, no site da Aneel.
Moleza mesmo é manipular colunista desinformado...
Moleza
A Aneel está preparando portaria dando prazo de 13 anos para que as concessionárias de energia estendam seus serviços a todo o território nacional.
É coisa de pai para filho, principalmente considerando-se que 11 milhões de brasileiros ainda vivem sem luz elétrica.
O Rio tentará antecipar a data para 2006, em proposta que o secretário estadual de Energia, Wagner Victer, apresentará hoje.
Detalhes: os 13 anos de prazo são para distribuidoras de regiões cuja inclusão elétrica é baixíssima (exemplo: Piauí, onde os domícilios ligados à rede elétrica é de 56%). Para estados com mais de 90% de percentual de ligação ao sistema, o prazo proposto da Aneel é 2007 para a região toda, sendo que em alguns municípios dentro destas regiões desenvolvidas, com mais de 96% de índice, o prazo é 2005. Ou seja um ano a menos do que o defendido pelo Estado Rio. Todos estes dados podem ser checados aqui, no site da Aneel.
Moleza mesmo é manipular colunista desinformado...
As coberturas sobre a pesquisa a respeito do trabalho infantil no Brasil: O Globo, Folha, Estadão, JB e O Dia.
Apenas um reparo: no lide da matéria do JB está dito que o país tem um batalhão de 5 milhões de crianças trabalhando. Melhor seria um exército, né? Batalhão é pouco pra tanta gente.
Apenas um reparo: no lide da matéria do JB está dito que o país tem um batalhão de 5 milhões de crianças trabalhando. Melhor seria um exército, né? Batalhão é pouco pra tanta gente.
Bacana a materinha com os jovens da PF que investigaram o propinoduto do Garotinho Silveirinha. Um adianto legal para os pistoleiros, que agora já têm nome, sobrenome e foto de quem vão tentar matar. Só falta agora darem a foto e o endereço da tal da Valéria. E depois ainda dizem que a polícia brasileira tem inteligência...
Alguém precisa dizer ao segundo colunista do Globo que os holandeses do ABN-Amro compraram o Sudameris e não foram comprados por ninguém. Se ele quiser conferir é só abrir o próprio jornal em que trabalha na página 24: a notícia correta está no alto.
16.4.03
Hoje, a Segunda Era da CPM faz um ano. No dia 16 de abril de 2002, voltei a enviar o devezemquandário, que hoje tem 317 almas assinando, pouco mais de metade do que tinha na Primeira Era. Resultado razoável.
Fotos da manifestação dos jornalistas cariocas em repúdio ao assassinato dos colegas quer trabalhavam na cobertura da guerra do Iraque pelas forças anglo-americanas:
E aqui o manifesto distribuído durante o ato:
Liberdade ameaçada
Jornalistas alertam: pela paz mundial, é preciso parar a máquina de Bush !
Foi preciso um tiro de canhão para que a imprensa internacional percebesse
com clareza que a liberdade de imprensa também é um dos alvos do governo dos
Estados Unidos, que tem firme em sua mira a dominação do mundo. A invasão do
Iraque pelos Estados Unidos e aliados deixou clara a mensagem: quem se opor
às diretrizes norte-americanas e à sua expansão econômica será massacrado.
Não importam os obstáculos a transpor, sejam instituições mundiais, acordos
internacionais, autonomia dos povos. Nem o custo desse objetivo, seja o de
vidas humanas, em especial o massacre de civis, ou simplesmente a LIBERDADE.
A morte, ou assassinato, de jornalistas, não foi à toa. Bastaram as
notícias que mostram a indignação crescente da população mundial com os EUA
terem mais visibilidade na mídia e aumentar o número de matérias e artigos
que condenam os objetivos de Bush, que jornalistas começaram a morrer na
cobertura da invasão. O dedo no gatilho foi o espaço dado às imagens que
mostram os horrores da guerra, que vitima inocentes e que estraçalha uma
nação.
O ataque ao hotel dos correspondentes internacionais e aos escritórios das
televisões árabes não tem justificativas. A sofisticação tecnológica dos
armamentos modernos usados pelo exército da coalizão permite ação precisa,
planejada. Se os "alvos inimigos" estavam mapeados em Bagdá, as ordens
foram claras: a imprensa é um deles; está do outro lado ... o da verdade.
Essa guerra por si só é uma sangrenta forma de censura a todo àquele que
ameace a hegemonia norte-americana, mesmo que tenha sido parceiro algum dia, como
é o caso de Saddam Hussein, como foi Bin Laden. E calar a imprensa à bala de
canhão, é uma prova de que a democracia não tem vez no mundo de Bush. É um
recibo de que a paz mundial está ameaçada!
E aqui o manifesto distribuído durante o ato:
Liberdade ameaçada
Jornalistas alertam: pela paz mundial, é preciso parar a máquina de Bush !
Foi preciso um tiro de canhão para que a imprensa internacional percebesse
com clareza que a liberdade de imprensa também é um dos alvos do governo dos
Estados Unidos, que tem firme em sua mira a dominação do mundo. A invasão do
Iraque pelos Estados Unidos e aliados deixou clara a mensagem: quem se opor
às diretrizes norte-americanas e à sua expansão econômica será massacrado.
Não importam os obstáculos a transpor, sejam instituições mundiais, acordos
internacionais, autonomia dos povos. Nem o custo desse objetivo, seja o de
vidas humanas, em especial o massacre de civis, ou simplesmente a LIBERDADE.
A morte, ou assassinato, de jornalistas, não foi à toa. Bastaram as
notícias que mostram a indignação crescente da população mundial com os EUA
terem mais visibilidade na mídia e aumentar o número de matérias e artigos
que condenam os objetivos de Bush, que jornalistas começaram a morrer na
cobertura da invasão. O dedo no gatilho foi o espaço dado às imagens que
mostram os horrores da guerra, que vitima inocentes e que estraçalha uma
nação.
O ataque ao hotel dos correspondentes internacionais e aos escritórios das
televisões árabes não tem justificativas. A sofisticação tecnológica dos
armamentos modernos usados pelo exército da coalizão permite ação precisa,
planejada. Se os "alvos inimigos" estavam mapeados em Bagdá, as ordens
foram claras: a imprensa é um deles; está do outro lado ... o da verdade.
Essa guerra por si só é uma sangrenta forma de censura a todo àquele que
ameace a hegemonia norte-americana, mesmo que tenha sido parceiro algum dia, como
é o caso de Saddam Hussein, como foi Bin Laden. E calar a imprensa à bala de
canhão, é uma prova de que a democracia não tem vez no mundo de Bush. É um
recibo de que a paz mundial está ameaçada!
Só me avisaram agora, em cima da hora, mas quem sabe pode ainda ser útil a alguém aí (ou a alguém que conheça alguém...): a TV Globo está oferecendo vagas para pessoas portadoras de deficiências ou reabilitadas, de acordo com o art. 93 da Lei 8.213/91. As vagas estão disponíveis para os seguintes cargos:
Coordenador de Programação (2º grau completo , experiência de no mínimo 1 ano no cargo e 2 anos no cargo de Controle Mestre; Registro Profissional de Radialista junto a DRT);
Editor (Registro Profissional de Jornalista)
Produtor (Registro Profissional de Jornalista)
Repórter (Registro Profissional de jornalista)
Os interessados devem ligar para 3316-9374, até 17 de abril.
Coordenador de Programação (2º grau completo , experiência de no mínimo 1 ano no cargo e 2 anos no cargo de Controle Mestre; Registro Profissional de Radialista junto a DRT);
Editor (Registro Profissional de Jornalista)
Produtor (Registro Profissional de Jornalista)
Repórter (Registro Profissional de jornalista)
Os interessados devem ligar para 3316-9374, até 17 de abril.
O segundo colunista do Globo não é bom de contas. Ele pergunta se as 860 cuecas que vão à leilão ao preço total de R$ 7 mil são de ouro. Dividindo o preço do lote pelo número de peças dá R$ 8,13. É meio caro, certo, mas não um absurdo.
Mas cá pra nós: notinha sobre cueca é muito caída, né não?
Mas cá pra nós: notinha sobre cueca é muito caída, né não?
No Globo, matérias legais de análise do El Pais e do NYT (essa infelizmente não está na internet). Não tão legal o título da correta matéria de Deborah Berlinck dizendo que intelectuais ridicularizam Jacques Chirac. São apenas três caras (um deles, o Glucksmann, conhecido por ser da direita liberal) contra 90% da população (o que está na matéria) e quase 100% de seu próprio grupo (intelectuais). O título generalizou onde não podia.
Aliás, pelo que li, só a Folha deu matéria sobre mais este ataque ao Hotel Palestine.
Bacana a matéria de Juca Varela e Sérgio Dávila sobre mais um ataque das tropas americanas aos jornalistas. Mais bacana ainda foi a resposta do coleguinha português Carlos Fino, da RTP, que, ao ser perguntado se guardava armas no quarto do hotel, mostrou caneta, bloco e a câmera do cinegrafista: "Estas são as armas neste hotel. É por isso que, de vez em quando, vocês dão tiros de tanque em nós", mandou ele.
Chamadinha de primeira da Gazeta Mercantil: Paixão defende permanância do MAE. Paixão é Lindolfo Paixão, que vem a ser superintendente do MAE, órgão que pode vir a ser extinto. Assim, é mais do que óbvio que ele iria defender a existência do próprio emprego, ou seja um típico caso de "cachorro mordeu o homem". Notícia seria se ele dissesse que o MAE tinha mesmo que ser extinto por não servir pra nada, né?
15.4.03
A revista Capricho vai ter uma versão televisiva. O programa "No Capricho" vai ao ar dia 5 de maio na MTV, é uma produção da Prodigo Filme e terá dez minutos de duração, começando às 11h50, todos os sábados e domingos. A apresentação será das coleguinhas Adriana Yoshida e Nana Caetano, respectivamente editoras de moda e beleza da revista. Por trás das câmeras, a coisa é,,,hã...bem familiar: a produção executiva é de Adriano Civita e a direção geral de Francesco Civita e Doca Corbett (é bom lembrar que a Capricho é da Abril), ficando a direção do programa com Marcelo Camello.
Diretamente do Xingatório da Imprensa, de 13 de abril:
Arredondando
De uma simpática repórter da CNT: Nos três primeiros meses deste ano, período que corresponde aos cem primeiros dias do Governo Lula, a inadimplência...
Arredondando
De uma simpática repórter da CNT: Nos três primeiros meses deste ano, período que corresponde aos cem primeiros dias do Governo Lula, a inadimplência...
Olha só..Não é pra assustar ninguém, não, mas seria de bom alvitre as empresas de comunicação levarem um lero com os responsáveis pela segurança pública a respeito de maneiras de se reforçar a segurança nas imediações da sede dos jornais. É que com matérias como as do Dia e aquela do Globo de domingo mostrando as estratégias e entranhas do crime organizado, e a moda de se caçar jornalistas mostrada para todo o mundo, é bem possível que, em breve, armas sejam apontadas também para jornais e TVs principalmente. Espero que não aconteça, mas não custa nada prevenir, né?
Outra matéria legal do Dia sobre a nossa guerra doméstica.
Da Folha:
Após execuções, Saramago retira seu apoio a Fidel
DA REDAÇÃO
O escritor português José Saramago retirou seu apoio ao regime de Fidel Castro após a execução de três sequestradores de um barco de passageiros numa tentativa de fuga para os EUA.
"Até aqui eu acompanhei. De agora em diante Cuba seguirá seu caminho, eu fico por aqui", escreveu o prêmio Nobel de Literatura de 1998, em artigo no jornal "El País". "Cuba não venceu nenhuma batalha heróica fuzilando esses três homens, mas perdeu minha confiança, destruiu minhas esperanças, acabou com minhas ilusões", disse Saramago, um dos principais intelectuais de esquerda do mundo.
Dá-lhe, Saramago!
Após execuções, Saramago retira seu apoio a Fidel
DA REDAÇÃO
O escritor português José Saramago retirou seu apoio ao regime de Fidel Castro após a execução de três sequestradores de um barco de passageiros numa tentativa de fuga para os EUA.
"Até aqui eu acompanhei. De agora em diante Cuba seguirá seu caminho, eu fico por aqui", escreveu o prêmio Nobel de Literatura de 1998, em artigo no jornal "El País". "Cuba não venceu nenhuma batalha heróica fuzilando esses três homens, mas perdeu minha confiança, destruiu minhas esperanças, acabou com minhas ilusões", disse Saramago, um dos principais intelectuais de esquerda do mundo.
Dá-lhe, Saramago!
Da Folha:
Saldo de baixas entre civis pode chegar a 14 mil
PABLO X. DE SANDOVAL
DO "EL PAÍS"
Depois de 25 dias de combate no Iraque, o balanço de baixas civis é de 1.254 mortos e 5.112 feridos - segundo informou o governo iraquiano em 3 de abril, antes de cair. Mas estes não serão os números a entrar para a história.
Em Bagdá não há ninguém para atualizar o saldo. Também não foi contabilizada a situação nos hospitais -nos primeiros dias de combate, havia cem entradas por hora. Por fim, a coalizão anglo-americana não tem números concretos de baixas inimigas, porque "consome tempo e é muito arriscado". Em Bagdá, o Exército americano falou em "uns mil mortos" na primeira incursão, em 3 de abril, mais mil na segunda, dia 4.
O número mais preciso de baixas civis vem de uma organização chamada Projeto de Contagem de Mortos no Iraque, que detalha em sua página na Internet (www.iraqbodycount.net) cada um dos incidentes em que, por meio da imprensa, se soube de mortes civis. O registro é verificado em dezenas de veículos para que seja estabelecido um máximo e um mínimo de mortos. Até quinta-feira, o número mínimo de mortos civis era 1.160, e o máximo, 1.413.
A metodologia foi criada pelo professor Marc W. Herold, do Departamento de Economia da Universidade New Hapshire Durham, para o ataque ao Afeganistão (2001). Na ocasião, o Pentágono estimou "dezenas" de baixas civis. Segundo Herold, essas "dezenas" ficaram entre 3.100 e 3.600.
No Iraque, diz Herold, se contados os mortos diretos, os feridos, os mortos por falta de remédio e comida e pelas minas e bombas que explodem com atraso, o saldo, que nunca será definitivo, pode chegar a 14 mil pessoas.
Alguém devia mandar o link para o ex-ministro Mário César Flores...
Saldo de baixas entre civis pode chegar a 14 mil
PABLO X. DE SANDOVAL
DO "EL PAÍS"
Depois de 25 dias de combate no Iraque, o balanço de baixas civis é de 1.254 mortos e 5.112 feridos - segundo informou o governo iraquiano em 3 de abril, antes de cair. Mas estes não serão os números a entrar para a história.
Em Bagdá não há ninguém para atualizar o saldo. Também não foi contabilizada a situação nos hospitais -nos primeiros dias de combate, havia cem entradas por hora. Por fim, a coalizão anglo-americana não tem números concretos de baixas inimigas, porque "consome tempo e é muito arriscado". Em Bagdá, o Exército americano falou em "uns mil mortos" na primeira incursão, em 3 de abril, mais mil na segunda, dia 4.
O número mais preciso de baixas civis vem de uma organização chamada Projeto de Contagem de Mortos no Iraque, que detalha em sua página na Internet (www.iraqbodycount.net) cada um dos incidentes em que, por meio da imprensa, se soube de mortes civis. O registro é verificado em dezenas de veículos para que seja estabelecido um máximo e um mínimo de mortos. Até quinta-feira, o número mínimo de mortos civis era 1.160, e o máximo, 1.413.
A metodologia foi criada pelo professor Marc W. Herold, do Departamento de Economia da Universidade New Hapshire Durham, para o ataque ao Afeganistão (2001). Na ocasião, o Pentágono estimou "dezenas" de baixas civis. Segundo Herold, essas "dezenas" ficaram entre 3.100 e 3.600.
No Iraque, diz Herold, se contados os mortos diretos, os feridos, os mortos por falta de remédio e comida e pelas minas e bombas que explodem com atraso, o saldo, que nunca será definitivo, pode chegar a 14 mil pessoas.
Alguém devia mandar o link para o ex-ministro Mário César Flores...
Agora não tem jeito: a Síria vai dançar. Além do Rumsfeld e do Powell, o "falcão" Ali Kamel também manda duro recado aos sírios.
14.4.03
Morreu o Ibsen Spartacus. Ele se formou na UFF, numa turma que tinha, entre outros Marceu Vieira e Aydano André Motta e que entrou um ano depois da minha. O Ibsen foi protagonista de um dos maiores erros de avaliação que vi em jornalismo. Aí por volta de 87, ele estava fazendo teste no Globo e um chefe de reportagem - a quem respeito muito e por isso não declino o nome - disse-lhe que ele não tinha jeito pra ser jornalista. Eu não tinha intimidade com o Ibsen, mas como o vi sentando com uma cara horrível, fui perguntar o que tinha acontecido. Provavelmente por me conhecer da UFF, ele contou. Como sempre fui mais ou menos como sou hoje (era mais esquentado na época...) lembro que fiquei puto com o chefe:
- Quem é ele pra te dizer isso? Você só tem 21 anos! Liga não e segue em frente! Você é bom. Mostra pra ele!
Ele mostrou.
Valeu, Ibsen!
- Quem é ele pra te dizer isso? Você só tem 21 anos! Liga não e segue em frente! Você é bom. Mostra pra ele!
Ele mostrou.
Valeu, Ibsen!
Tudo bem que o "jornalismo cowboy" é uma bobagem, mas também é algo esperado. Depois de termos virado alvo dos dois lados, é natural - embora não muito aconselhável - atirar de volta. É uma realidade que teremos que enfrentar de agora em diante: como nos comportamos agora que abriram a temporada de caça ao jornalista?
Aliás, o pessoal da FAIR não hesita em acusar o NYT de mentiras e manipulação pró-guerra, e ainda de "vira-casaca". Veja aqui.
Por falar no assassinato dos coleguinhas em Bagdá, aqui está a matéria da FAIR.
Amanhã será realizada manifestação em repúdio ao assassinato dos três colegas pelas forças anglo-americanas que invadiram o Iraque. De início será oficiada, a partir das 10h30, missa de sétimo dia em memória dos jornalistas na Igreja de Santa Luzia - quase esquina de Santa Luzia com Av. Presidente Antônio Carlos. Depois, uma passeata segue até o Consulado dos EUA, na frente do qual serão depositadas flores e cartazes com os nomes dos mortos. A manifestação é organizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Arfoc-Brasil (Associação nacional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos), Arfoc-Rio, ABI e Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas).
Resposta do Toni Marques às minhas críticas ao desempenho dele na cobertura de guerra do Globo:
Olá.
Vejo que venho sendo objeto de sua crítica. Isto é muito bom.
Você até suspeitou que eu fosse de direita, assim como a direita suspeitou que eu fosse de esquerda (juntamente com o Meirelles e o Argemiro).
Para um esclarecimento, dou a informação de que o que menos vem me ocupando, desde que cheguei, é aquilo que antigamente se chamava de variedades.
Em Esportes, publiquei na primeira página do Globo o downgrade que o Goldman Sachs promoveu sobre a seleção brasileira durante a Copa.
Publiquei, três meses antes do "Wall Street Journal", matéria sobre espionagem americana nos laranjais brasileiros. O presidente da associação dos citricultores brasileiros desconhecia, até a minha matéria, a espionagem. Protestou, em seguida, junto ao Itamaraty.
Matéria minha, quando o Zé Dirceu foi a Washington e veio a Nova York, mostrou que ele admitiu para analistas de Wall Street que o PT iria convocar alguém de fora do partido, e de dentro do mercado, para o BC.
Matéria minha mostrou que o Meirelles participara, na surdina, de reunião de Palocci, ano passado, no Fed. Ele ainda não havia sido anunciado presidente do BC. Porque eu devia um favor ao Cristiano Romero, do "Valor", dei meu furo para ele.
Matéria minha mostrou que o banco de que o Meirelles era executivo tirara dinheiro do Brasil. E que o Palocci, na referida reunião, admitira que aumentaria a meta de superávit.
Passei oito manhãs de sábado como cobaia de um laboratório que testava futuro remédio da Pfizer. A matéria era sobre o mercado de cobaias profissionais. Sua publicação coincidiu com início da série de seis artigos do "Washington Post" sobre cobaias de farmacêuticas americanas mundo afora.
Levantei o mercado de identidades falsas - seguridade social, green card e passaporte - antes de o governador do estado de Nova York anunciar o desbaratamento de quadrilhas de falsificadores na mesma região em que apurei o material.
Consegui o imposto de renda da Fundação Guggenheim, que acabou não sendo publicado.
Na terça-feira de carnaval, a informação de que o Mohammed estivera no Brasil saiu no Globo, por minha causa. Peguei os dados precisos com a PF na quinta-feira (feriado é foda) seguinte, mas por alguma razão o jornal não se interessou.
Entrevistei cientista que conduziu a maior pesquisa sobre hormônios de crescimento já feita no país. Marcio Aith e eu fomos os primeiros brasileiros a entrevistarem a maluca da Clonaid.
Entrevistei Nobel de Química pacifista. E o primeiro chefe de polícia do Giuliani, responsável pela revolução do policiamento na cidade, que aliás deu consultoria ao Tasso Jereissati.
Desvendei a morte de Rockson Gracie, cuja versão oficial fora plantada pela família na imprensa. Pautei, no setor de geral, várias vezes o Estado e a Folha. Desde as ameaças de ódio branco aos brasileiros daqui até a famosa carta em português recebida pela redação do "New York Times" durante o episódio do antraz.
Em cultura, o único texto de que me lembro alegremente foi sobre Os Simpsons no Rio de Janeiro.
Faltam-me qualidades que meus colegas têm de sobra. Mas é incorreta a afirmação de que meu perfil está nas variedades.
Obrigado pela atenção.
Olá.
Vejo que venho sendo objeto de sua crítica. Isto é muito bom.
Você até suspeitou que eu fosse de direita, assim como a direita suspeitou que eu fosse de esquerda (juntamente com o Meirelles e o Argemiro).
Para um esclarecimento, dou a informação de que o que menos vem me ocupando, desde que cheguei, é aquilo que antigamente se chamava de variedades.
Em Esportes, publiquei na primeira página do Globo o downgrade que o Goldman Sachs promoveu sobre a seleção brasileira durante a Copa.
Publiquei, três meses antes do "Wall Street Journal", matéria sobre espionagem americana nos laranjais brasileiros. O presidente da associação dos citricultores brasileiros desconhecia, até a minha matéria, a espionagem. Protestou, em seguida, junto ao Itamaraty.
Matéria minha, quando o Zé Dirceu foi a Washington e veio a Nova York, mostrou que ele admitiu para analistas de Wall Street que o PT iria convocar alguém de fora do partido, e de dentro do mercado, para o BC.
Matéria minha mostrou que o Meirelles participara, na surdina, de reunião de Palocci, ano passado, no Fed. Ele ainda não havia sido anunciado presidente do BC. Porque eu devia um favor ao Cristiano Romero, do "Valor", dei meu furo para ele.
Matéria minha mostrou que o banco de que o Meirelles era executivo tirara dinheiro do Brasil. E que o Palocci, na referida reunião, admitira que aumentaria a meta de superávit.
Passei oito manhãs de sábado como cobaia de um laboratório que testava futuro remédio da Pfizer. A matéria era sobre o mercado de cobaias profissionais. Sua publicação coincidiu com início da série de seis artigos do "Washington Post" sobre cobaias de farmacêuticas americanas mundo afora.
Levantei o mercado de identidades falsas - seguridade social, green card e passaporte - antes de o governador do estado de Nova York anunciar o desbaratamento de quadrilhas de falsificadores na mesma região em que apurei o material.
Consegui o imposto de renda da Fundação Guggenheim, que acabou não sendo publicado.
Na terça-feira de carnaval, a informação de que o Mohammed estivera no Brasil saiu no Globo, por minha causa. Peguei os dados precisos com a PF na quinta-feira (feriado é foda) seguinte, mas por alguma razão o jornal não se interessou.
Entrevistei cientista que conduziu a maior pesquisa sobre hormônios de crescimento já feita no país. Marcio Aith e eu fomos os primeiros brasileiros a entrevistarem a maluca da Clonaid.
Entrevistei Nobel de Química pacifista. E o primeiro chefe de polícia do Giuliani, responsável pela revolução do policiamento na cidade, que aliás deu consultoria ao Tasso Jereissati.
Desvendei a morte de Rockson Gracie, cuja versão oficial fora plantada pela família na imprensa. Pautei, no setor de geral, várias vezes o Estado e a Folha. Desde as ameaças de ódio branco aos brasileiros daqui até a famosa carta em português recebida pela redação do "New York Times" durante o episódio do antraz.
Em cultura, o único texto de que me lembro alegremente foi sobre Os Simpsons no Rio de Janeiro.
Faltam-me qualidades que meus colegas têm de sobra. Mas é incorreta a afirmação de que meu perfil está nas variedades.
Obrigado pela atenção.
Jornal novo na praça! É o Correio do Brasil - Hoje, um mini-tablóide, que, além do tamanho, tem como novidade o horário de circulação: é vespertino. "A idéia é resgatar uma antiga tradição do Rio, que é a das pessoas utilizarem o tempo gasto na volta para casa se informando sobre o aconteceu no decorrer do dia, prática que foi alterada pelos telejornais noturnos", explica Gilberto de Souza, dono da Thompson e Souza, empresa autora do projeto.
O CB-Hoje é a versão impressa do jornal virtual Correio do Brasil, que já existe há mais de três anos e do qual aproveitará a estrutura de produção. O novel jornal terá, a princípio, 10 mil exemplares de tiragem e será distribuído em bancas da Tijuca, Centro e Zona Sul, no terminal rodoviário Menezes Cortes, no Aeroporto Santos-Dumont e em hotéis da orla, a partir das 16 horas. Além de bancas, a rede de distribuição contará ainda com vendedores de rua. O preço de capa é de R$ 0,25.
A equipe do CNB-Hoje é composta por Pablo Christhian e José A. Monteiro (editores) e Ana Paula e Leonardo Santos (repórteres), e pelos correspondentes Denise Martins (Londres) e Rui Martins (Berna), além de toda a equipe de correspondentes dos Repórteres Sem Fronteiras. Fazem parte ainda da equipe de articulistas os jornalistas Aziz Filho, Sônia Regina S. Gomes e Marcelo Bernstein, e o ilustrador Aliedo, responsável pelas charges.
O CB-Hoje é a versão impressa do jornal virtual Correio do Brasil, que já existe há mais de três anos e do qual aproveitará a estrutura de produção. O novel jornal terá, a princípio, 10 mil exemplares de tiragem e será distribuído em bancas da Tijuca, Centro e Zona Sul, no terminal rodoviário Menezes Cortes, no Aeroporto Santos-Dumont e em hotéis da orla, a partir das 16 horas. Além de bancas, a rede de distribuição contará ainda com vendedores de rua. O preço de capa é de R$ 0,25.
A equipe do CNB-Hoje é composta por Pablo Christhian e José A. Monteiro (editores) e Ana Paula e Leonardo Santos (repórteres), e pelos correspondentes Denise Martins (Londres) e Rui Martins (Berna), além de toda a equipe de correspondentes dos Repórteres Sem Fronteiras. Fazem parte ainda da equipe de articulistas os jornalistas Aziz Filho, Sônia Regina S. Gomes e Marcelo Bernstein, e o ilustrador Aliedo, responsável pelas charges.
13.4.03
A próxima enquete na verdade são três: quais as melhores coberturas da guerra em jornal, rádio e TV? Votos até o dia 27!
Sílvio "pelo amor dos meus filhinhos!" Luiz levou o título de melhor narrador de futebol da TV com 15 (24,19%) dos 62 votos computados. Em segundo ficou Galvão Bueno, com 10, seguido de perto por Cléber Machado (9), Luciano do Vale (8) e Luiz Roberto (7). Na turma de trás, ficaram Milton Leite e Oliveira Andrade (empatados com 4), Nivaldo Prieto com 3, e Luiz Carlos Jr, em último com 2.
Até o início da semana passada, Pedro Grossi, amigo de Nelson Tanure e ligado ao Jornal do Commercio, era o nome mais forte colocado na pedra para ser diretor comercial do JB. Fernando Portella, d' O Dia, porém, era contra. Vamos ver no que vai dar...
O Viva Rio procura profissional para editar o site Desarme.org (www.desarme.org). É preciso ter trabalhado em - ou pelo menos ter conhecimento sobre o que faz uma - ONG; familiaridade com sites de informação e notícias e com o tema de segurança humana, além de bons inglês e espanhol. O escolhido será responsável: escrever matérias; monitorar uso e visitação da página; preparar boletim semanal; editar conteúdo em português e pautar matérias; coordenar a equipe de produção de conteúdo da página. O Viva Rio oferece remuneração de R$ 2.500, que poderá ser reavaliada de acordo com a experiência do interessado. Os currículos devem ser enviados até o dia 21 de abril para jessica@vivario.org.br. Mais informações com Jéssica
pelo telefone (21) 2555-3793. É bom correr porque esta notinha saiu para os assinantes da CPM no dia 10.
pelo telefone (21) 2555-3793. É bom correr porque esta notinha saiu para os assinantes da CPM no dia 10.
Boa matéria do Dia, na editoria de sua especialidade. É o início de uma série.
Certo...Como eu digo, sempre pode ser pior. A avaliação de Dráuzio Varela sobre a gravidez na adolescência é sábia e informada perto desta opinião moralista do Informe do Dia:
Atrocidade infantil
A miséria, a fome e a violência não são as únicas mazelas sociais que perseguem o Rio. Um estudo recente do Ministério da Saúde e Funasa descobriu que, em 2000, nasceram no estado 2.138 bebês de mães com idade entre 10 e 14 anos. Ou seja, são crianças gerando crianças.
O maior índice de gravidez precoce foi registrado na capital: 844 meninas tiveram filhos naquele ano. Isso só comprova que o abandono e a violação de crianças neste estado é um fato concreto.
Normalmente, esses números são empurrados para debaixo do tapete. Adultos conscientes e responsáveis têm vergonha deles, que também retratam a decadência moral persistente em algumas cidades, especialmente naquelas ? como o Rio ? onde traficantes de drogas têm domínio das comunidades de baixa renda.
Por enquanto, só uma das cidades mencionadas nesse estudo ? Nova Iguaçu ? se chocou com as estatísticas e criou um programa específico, o Gravidez Nota Dez, para orientar crianças e adolescentes. Será lançado nesta segunda-feira. Nos demais municípios, tal atrocidade permanece coberta pelo manto da indiferença.
Atrocidade infantil
A miséria, a fome e a violência não são as únicas mazelas sociais que perseguem o Rio. Um estudo recente do Ministério da Saúde e Funasa descobriu que, em 2000, nasceram no estado 2.138 bebês de mães com idade entre 10 e 14 anos. Ou seja, são crianças gerando crianças.
O maior índice de gravidez precoce foi registrado na capital: 844 meninas tiveram filhos naquele ano. Isso só comprova que o abandono e a violação de crianças neste estado é um fato concreto.
Normalmente, esses números são empurrados para debaixo do tapete. Adultos conscientes e responsáveis têm vergonha deles, que também retratam a decadência moral persistente em algumas cidades, especialmente naquelas ? como o Rio ? onde traficantes de drogas têm domínio das comunidades de baixa renda.
Por enquanto, só uma das cidades mencionadas nesse estudo ? Nova Iguaçu ? se chocou com as estatísticas e criou um programa específico, o Gravidez Nota Dez, para orientar crianças e adolescentes. Será lançado nesta segunda-feira. Nos demais municípios, tal atrocidade permanece coberta pelo manto da indiferença.
Com a guerra em seus estertores (ô trocadilho infame...), vou suspender minha chateação diária aos coleguinhas que labutam bravamentepara fazer o caderno de guerra do Globo. Estas são as últimas considerações, pelo menos em bloco. De repente, vem alguma sobre uma ou outra matéria isolada, mas em bloco prometo que esta é a derradeira edição:
* Para começar gostei bastante do fato de a maior parte das matérias ter sido produção do própria casa. Uma valorizada merecida no trabalho do povo. Aliás, parabéns em especial pelo uso dos correspondentes em toda a cobertura. Com exceção de um, todos corresponderam (há, há, há...) à confiança.
* Boas as matérias da Deborah Berlinck com o Sérgio Vieira de Mello (que espero não pense realmente aquilo que falou, pois mostraria que não está entendendo absolutamente nada do que está se passando...) e com o nosso bravo Aidan White, presidente da FIJ.
* A matéria do Chico Otávio é boa também, mas mais pelo que está nas entrelinhas: a cabeça completamente tacanha dos nossos militares. O Mário César Flores ainda acredita que o número de civis iraquianos mortos e feridos é o divulgado pelo serviço de RP das forças invasoras. Seria o caso de perguntar que ovo ele pediu ao coelhinho da Páscoa...Até a única fala decente do ex-ministro na entrevista - o fim do serviço militar obrigatório - é uma obviedade há pelo menos 20 anos.
* A entrevista com Carlos Fuentes poderia ter sido melhor, creio, mas pra Janaína Figueirredo até que ficou boa.
* Arte árabe ganha guerra na Europa, da Graça Magalhães-Ruether.
* Maravilhoso o texto de Ariel Dorfman.
* Para começar gostei bastante do fato de a maior parte das matérias ter sido produção do própria casa. Uma valorizada merecida no trabalho do povo. Aliás, parabéns em especial pelo uso dos correspondentes em toda a cobertura. Com exceção de um, todos corresponderam (há, há, há...) à confiança.
* Boas as matérias da Deborah Berlinck com o Sérgio Vieira de Mello (que espero não pense realmente aquilo que falou, pois mostraria que não está entendendo absolutamente nada do que está se passando...) e com o nosso bravo Aidan White, presidente da FIJ.
* A matéria do Chico Otávio é boa também, mas mais pelo que está nas entrelinhas: a cabeça completamente tacanha dos nossos militares. O Mário César Flores ainda acredita que o número de civis iraquianos mortos e feridos é o divulgado pelo serviço de RP das forças invasoras. Seria o caso de perguntar que ovo ele pediu ao coelhinho da Páscoa...Até a única fala decente do ex-ministro na entrevista - o fim do serviço militar obrigatório - é uma obviedade há pelo menos 20 anos.
* A entrevista com Carlos Fuentes poderia ter sido melhor, creio, mas pra Janaína Figueirredo até que ficou boa.
* Arte árabe ganha guerra na Europa, da Graça Magalhães-Ruether.
* Maravilhoso o texto de Ariel Dorfman.
O Dráuzio Varela dá, no Globo de hoje, voz àquela lenga-lenga típica da década de 70 de que é preciso fazer "planejamento familiar" para acabar com a pobreza, que, segundo ele, tem a ver com a violência. O triste é que não se pergunta a ele em que tipo de planejamento ele pensa. Eu fiquei sem saber porque numa hora ele fala em esterilização (vasectomia para o homem, mas quem fala disso fala em laqueadura para a mulher umas três frases depois se for bem inquirido) e noutra hora defende informar as adolescentes de métodos para não engravidar.
Na capa, O Globo chama a afirmação de polêmica. Uma pena que a coisa pareça ir pelo sensacionalismo, mas ainda tenho esperança de que o pessoal pense um pouco e aproveite a entrevista do médico do momento para pelo menos tentar uma discussão séria a respeito do assunto. A idéia seria chamar os demógrafos do IBGE (a Flávia Oliveira deve ter nomes e telefones de cabeça...) e da Unicamp e botar a Ediane Merola em campo para ouvir professores de escolas públicas da periferia para darem depoimentos, além, claro, de correr atrás de estudiosos com reflexões sobre o tema.
A idéia dos depoimentos dos professores vem do que diz Dona Janina, mãe da Andréa, que ensina em escolas da Baixada há 30 anos. Ela conta que muitas adolescentes ficam grávidas não por falta de informação, mas porque querem mesmo. É uma forma de se tornarem mais respeitadas na comunidade e forçar que os homens delas pelo menos comparecerem com alguma grana, em vez de só dar dar uma trepadinha e ir embora (Dona Janina, claro, não se expressa nestes termos chulos, que são meus mesmo).
Ou seja, a discussão é muito mais complicada do que o nosso dublê de médico e "TV star" faz crer. E acredito que seja papel dos jornalistas mostrar isso e não simplificar e pasteurizar ainda mais as coisas.
Na capa, O Globo chama a afirmação de polêmica. Uma pena que a coisa pareça ir pelo sensacionalismo, mas ainda tenho esperança de que o pessoal pense um pouco e aproveite a entrevista do médico do momento para pelo menos tentar uma discussão séria a respeito do assunto. A idéia seria chamar os demógrafos do IBGE (a Flávia Oliveira deve ter nomes e telefones de cabeça...) e da Unicamp e botar a Ediane Merola em campo para ouvir professores de escolas públicas da periferia para darem depoimentos, além, claro, de correr atrás de estudiosos com reflexões sobre o tema.
A idéia dos depoimentos dos professores vem do que diz Dona Janina, mãe da Andréa, que ensina em escolas da Baixada há 30 anos. Ela conta que muitas adolescentes ficam grávidas não por falta de informação, mas porque querem mesmo. É uma forma de se tornarem mais respeitadas na comunidade e forçar que os homens delas pelo menos comparecerem com alguma grana, em vez de só dar dar uma trepadinha e ir embora (Dona Janina, claro, não se expressa nestes termos chulos, que são meus mesmo).
Ou seja, a discussão é muito mais complicada do que o nosso dublê de médico e "TV star" faz crer. E acredito que seja papel dos jornalistas mostrar isso e não simplificar e pasteurizar ainda mais as coisas.
Outra vez a coluna do companheiro Gaspari cai para a irrelevância. Só se salva a entrevista com o nosso sempre simpático senador Eduardo Suplicy. Que, aliás, dribla muito bem as armadilhas do companheiro que queria vê-lo dizer que o programa Primeiro Emprego é um erro em si.
Ia esquecendo completamente! O prêmio "Greenpeace de Desperdício de Papel" para quem publica a matéria mais sem sentido do ano ganhou um concorrente de peso. Veja qual.
12.4.03
Está sendo lançada em Petrópolis a revista Fama, que tem como principal característica edições que enfatizam uma data especial como tema da matéria central. A do primeiro número, por exemplo, é o Dia das Mães. Pautas e mais informações sobre a revista com Luciana Cardoso por luciana.cardoso@uol.com.br e revista@listafama.com.br
O Ateliê 19 - Assessoria de Comunicação foi o responsável pelo texto e as informações do balanço da Vale do Rio Doce, publicado nos grandes jornais no dia 10 passado.
Diz-se que o caderno sobre exclusão digital do Globo teria sido totalmente bancado pelo Ministério das Comunicações, daí não ter precisado de anúncios. Mesmo se for verdade, não tira o mérito da bela consecução do caderno, na minha opinião, embora ache teria sido melhor botar um anúncio do Governo claramente. Afinal, não haveria nada de se envergonhar, pois o assunto é mesmo mais do que relevante. Agora, quem levanta a hipótese da mãozinha governamental tem o dever de mostrar provas claras disso, sob pena de o descrédito cair sobre quem escreve - e quem publica - coisas assim.
As boas coisas do caderno de guerra do Globo hoje:
* A análise de José Meirelles Passos sobre a cobertura da guerra. Provavelmente o melhor texto publicado pelo caderno durante todo o conflito.
* Entrevista com o líder curdo. (Deborah Berlinck)
* Soldados americanos pensando sobre como vão se justificar diante dos filhos. (Oliver Poole, Daily Telegraph)
* O sumiço dos jornalistas no caminho de Bagdá (José Meirelles Passos).
* Artigo de Paul Krugman.
* Entrevista com Gabeira sobre o silêncio do governo Lula a respeito da repressão dos dissidentes cubanos. (Evandro Éboli).
* A análise de José Meirelles Passos sobre a cobertura da guerra. Provavelmente o melhor texto publicado pelo caderno durante todo o conflito.
* Entrevista com o líder curdo. (Deborah Berlinck)
* Soldados americanos pensando sobre como vão se justificar diante dos filhos. (Oliver Poole, Daily Telegraph)
* O sumiço dos jornalistas no caminho de Bagdá (José Meirelles Passos).
* Artigo de Paul Krugman.
* Entrevista com Gabeira sobre o silêncio do governo Lula a respeito da repressão dos dissidentes cubanos. (Evandro Éboli).
11.4.03
JB, Estadão e Valor (este não sei se vai poder ser visto livremente...) deram matéria sobre um convescote de economistas tucanos em São Paulo, mas só o jornal carioca lembrou que eles são de oposição (e assim mesmo com eufemismo). Os outros registraram os caras descendo a borduna, qualificando-os apenas com o neutro "economistas".
Vany Laubé está assessorando a SM Comunicação Estratégica, empresa de eventos que está no mercado paulista há 24 anos e chega ao Rio agora. A SM invade a nossa praia associada ao publicitário carioca Ricardo Ladvocat. O anúncio oficial da chegada será na segunda, dia 14, com um brunch na Brasserie Garcia & Rodrigues (chiques os caras, hein?...), no Leblon. Mais informações com a Vany por vany.laube@terra.com.br.
Hildezinha precisa tomar cuidado com as notas com validade vencida, avisa uma elfa poderosa. Dois exemplos de hoje:
ROBERTO CAMPOS, onde se encontra, no Reino da Glória, deve estar nas nuvens. Na homenagem a RC, ontem, na Câmara, o PT teceu loas à sua capacidade. O presidente João Paulo Cunha e o líder do PT, professor Luisinho, disseram que Roberto Campos ?engrandecia o debate político?...
BAIXARIA NA FESTA dos 75 anos da Kopenhagen, no Leopolldo, em Sampa: saíam carregando os chocolates da decoração, que, na porta, eram confiscados pela segurança. Ordem dos donos...
ROBERTO CAMPOS, onde se encontra, no Reino da Glória, deve estar nas nuvens. Na homenagem a RC, ontem, na Câmara, o PT teceu loas à sua capacidade. O presidente João Paulo Cunha e o líder do PT, professor Luisinho, disseram que Roberto Campos ?engrandecia o debate político?...
BAIXARIA NA FESTA dos 75 anos da Kopenhagen, no Leopolldo, em Sampa: saíam carregando os chocolates da decoração, que, na porta, eram confiscados pela segurança. Ordem dos donos...
Ainda do Informe do Dia:
Coração alvirrubro
Torcedor fanático do Bangu, o subsecretário de Ação Social do estado, Ricardo Bittar, mandou colocar um mastro em seu gabinete. A partir de segunda-feira, vai haver hasteamento da bandeira do clube todos os dias lá. O primeiro dia do evento excêntrico terá ares de solenidade oficial, com direito a hora marcada na agenda do executivo e tudo.
Evento excêntrico? Ih...Vai ter gente se revoltando na coluna...:)
Coração alvirrubro
Torcedor fanático do Bangu, o subsecretário de Ação Social do estado, Ricardo Bittar, mandou colocar um mastro em seu gabinete. A partir de segunda-feira, vai haver hasteamento da bandeira do clube todos os dias lá. O primeiro dia do evento excêntrico terá ares de solenidade oficial, com direito a hora marcada na agenda do executivo e tudo.
Evento excêntrico? Ih...Vai ter gente se revoltando na coluna...:)
Do Informe do Dia:
Como antes
O PTB ganhou a queda-de-braço com os barbudinhos do Rio e continuará com a Delegacia Regional do Trabalho.
O delegado será Henrique Pinho, assessor jurídico do antecessor, Luiz Edmundo Rego. Os dois são ungidos do deputado Roberto Jefferson.
Disse ao pessoal do Sindicato que ia terminar assim. Eles acharam que eu estava errado...
Acho que vou acabar me tornando repetitivo, mas não tem muito jeito...Parabéns à Flávia Oliveira, a Nelson Vasconcelos, à toda equipe que participou do caderno de inclusão digital e ao próprio Globo. É isso mesmo: jornalismo não pode ficar apenas à reboque dos fatos. Não se pode esquecê-los, óbvio, mas tem que arrumar espaço para discussões estratégicas para a sociedade como essa, nem que seja num caderno sem um único anúncio. Só assim deixaremos de ser o Bananão que fomos até hoje. Muito grato a todos.
Ah! E por falar no Al-Sahaf, sei que deve ter muita empresa querendo os préstimos profissionais desta revelação da comunicação (aquela empresa que poluiu o Rio Pomba, por exemplo, certamente daria muito boas-vindas ao iraquiano), mas aviso que não tenho o telefone dele não...
As matérias legais da edição do caderno de guerra do Globo, que hoje recuperou o senso de proporção:
* Shahaf ganha um site. O site é este aqui (mas vai ser difícil acessar. Muito tráfego, provavelmente...)
* Desordem inviabiliza ajuda humanitária em todo o país (Zé Meirelles). Pena que não esteja na internet.
* Candidato a governo sob suspeita (Zé Meirelles).
* Matéria com Mahid Al-Bassam, do CNI (Cristina Azevedo)
* Shahaf ganha um site. O site é este aqui (mas vai ser difícil acessar. Muito tráfego, provavelmente...)
* Desordem inviabiliza ajuda humanitária em todo o país (Zé Meirelles). Pena que não esteja na internet.
* Candidato a governo sob suspeita (Zé Meirelles).
* Matéria com Mahid Al-Bassam, do CNI (Cristina Azevedo)
Parabéns ao Estadão, o único entre os "quatro grandes" a publicar a matéria de Bob Herbert, do NYT, sobre as ligações entre as ligações esquisitas entre militares e burocratas de Washington e as empresas que reconstruirão o Iraque.
10.4.03
Na boa, o Sérgio Thompson-Flores e o Fernando Portella deviam ter ensaiado melhor o discurso sobre o fim da parceria O Dia-JB na área comercial (que forma com redação e transporte o centro de interesse de qualquer sinergia de empresa jornalística). O primeiro diz que tudo estava combinadinho e o segundo, mais honesto, admite que a comercialização conjunta foi um fracasso.
E foi um fracasso porque mídia não é burro. Ele olhava o custo por mil do Dia, olhava o CPM (não é coincidência com o nome do devezemquandário não...) do JB, via que o do primeiro é mais baixo (claro, quanto maior a venda, menor o CPM. A isso chama-se escala...) ,e, obviamente, exigia pagar pelo preço mais baixo. Assim, de nada adiantou o aumento do volume de anúncios do JB, pois a grana que realmente entrou não cresceu na mesma proporção. Por outro lado, ou muito me engano ou O Dia é que mandava ver na parte operacional da venda - em outras palavras, metia a grana -, já que a incompetência do comercial do JB é proverbial. Assim, o jornal do Ary Carvalho também não tinha grande vantagem no acerto, se é que tinha alguma.
De um acordo em que todos esperavam ganhar muito e rápido, passou-se a um em que se ganhava pouquinho. Demais para as almas de corsário de Tanure e Ary.
E foi um fracasso porque mídia não é burro. Ele olhava o custo por mil do Dia, olhava o CPM (não é coincidência com o nome do devezemquandário não...) do JB, via que o do primeiro é mais baixo (claro, quanto maior a venda, menor o CPM. A isso chama-se escala...) ,e, obviamente, exigia pagar pelo preço mais baixo. Assim, de nada adiantou o aumento do volume de anúncios do JB, pois a grana que realmente entrou não cresceu na mesma proporção. Por outro lado, ou muito me engano ou O Dia é que mandava ver na parte operacional da venda - em outras palavras, metia a grana -, já que a incompetência do comercial do JB é proverbial. Assim, o jornal do Ary Carvalho também não tinha grande vantagem no acerto, se é que tinha alguma.
De um acordo em que todos esperavam ganhar muito e rápido, passou-se a um em que se ganhava pouquinho. Demais para as almas de corsário de Tanure e Ary.
Todos os grandes jornais brasileiros são assinantes do serviço do NYT, certo? Pois bem. Vamos ver quantos vão publicar esta matéria de Bob Herbert, que está no jornal nova-iorquino hoje.
Do Palaranave:
Lamento do Guardião da Fronteira
Pelo Portão do Norte sopra o vento carregado de areia,
Solitário desde a origem do tempo até agora!
Árvores caem, no outono a relva amarelece.
Galgo torres e torres
para vigiar a terra bárbara:
Desolado castelo, o céu, o amplo deserto.
Nenhum muro de pé sobre esta aldeia.
Ossos alvos com milhares de geadas,
Altas pilhas, cobertas de árvores e grama;
Quem fez com que isto acontecesse?
Quem trouxe a cólera imperial flamante?
Quem trouxe o exército com tambores e tímbales?
Bárbaros reis.
De uma primavera suave a um outono de saque e sangue,
Trezentos e sessenta mil,
E tristeza, tristeza como chuva.
Tristeza para ir, tristeza no regresso.
Desolados, desolados campos,
E nenhuma criança de campanha sobre eles,
Não mais os homens para a ofensa e a defesa.
Ah! Como sabereis de toda esta tristeza
no Portão do Norte,
Com o nome de Rihaku esquecido
E nós, guardiões, pasto dos tigres?
(Li T´ai Po)
Lamento do Guardião da Fronteira
Pelo Portão do Norte sopra o vento carregado de areia,
Solitário desde a origem do tempo até agora!
Árvores caem, no outono a relva amarelece.
Galgo torres e torres
para vigiar a terra bárbara:
Desolado castelo, o céu, o amplo deserto.
Nenhum muro de pé sobre esta aldeia.
Ossos alvos com milhares de geadas,
Altas pilhas, cobertas de árvores e grama;
Quem fez com que isto acontecesse?
Quem trouxe a cólera imperial flamante?
Quem trouxe o exército com tambores e tímbales?
Bárbaros reis.
De uma primavera suave a um outono de saque e sangue,
Trezentos e sessenta mil,
E tristeza, tristeza como chuva.
Tristeza para ir, tristeza no regresso.
Desolados, desolados campos,
E nenhuma criança de campanha sobre eles,
Não mais os homens para a ofensa e a defesa.
Ah! Como sabereis de toda esta tristeza
no Portão do Norte,
Com o nome de Rihaku esquecido
E nós, guardiões, pasto dos tigres?
(Li T´ai Po)
Excelente artigo de Demétrio Magnoli, do Pangea, na Folha.
O Murdoch comprou mesmo a Direct TV na sede do Império. E aqui como vai ficar? Hora de o Conselho de Comunicação Social se mexer e dizer ao que veio, pois o homem vai ter o quase monopólio do sistema DTH (Direct To Home, o da antana-pizza). Afinal, é sócio majoritário da Sky também.
Por falar em mudança de posição, cá pra nós o Straw está certo: os americanos e os ingleses é que botaram os rapazes e moças deles pra enfrentar aquele inferno e depois ONU, França, Alemanha, Brasil e outros querem parte do butim, mesmo tendo sido contra a guerra? Não é assim, não, mermão! Como diz o ministro inglês, tá nas leis internacionais: as da pirataria, das quais os súditos da Rainha são grandes conhecedores desde a outra Elisabeth.
Olha só! Não disse que o Ali é melhor falando das coisas de que entende do que sobre geopolítica? Muito boa a análise dele da cobertura da imprensa sobre a invasão do Iraque. Boa inclusive pro pessoal do Globo, que vinha bem até ontem quando -no início levemente, hoje caindo de boca - resolveu aderir à visão americana do ataque. Se não fosse pelo artigo do Ali, pelo Zé Meirelles, que está por lá e não é influenciado por clipes da CNN e da Fox, e até pelo Thomas L.Friedman, do NYT, que põe as coisas nos devidos lugares (os americanos ganharam a guerra, mas ainda não conquistaram a paz, que é o que importa, e nisso ele concorda com o discurso dos franceses), a edição de hoje do Globo teria posto em perigo todo o bom trabalho anterior.
Que os iraquianos - espertos como todos os pobres, pois se não fossem malandros já estariam mortos há muito - façam festa para os conquistadores não só é previsível como aconselhável. Mas que os veículos de fora dos EUA façam o mesmo, aí é um pouco demais, né, não?
Que os iraquianos - espertos como todos os pobres, pois se não fossem malandros já estariam mortos há muito - façam festa para os conquistadores não só é previsível como aconselhável. Mas que os veículos de fora dos EUA façam o mesmo, aí é um pouco demais, né, não?
"Regime de Saddam cai sem luta", O Globo? E essas três semanas foram o quê? Um passeio pela Ocean Drive?
O cobertura estava tão legal...Não vão estragar agora, quase no fim, né?
O cobertura estava tão legal...Não vão estragar agora, quase no fim, né?
9.4.03
Está lá, na capa da revista "Conta Mais!", da Editora Escala, número 125, que circulou no dia 9 de abril: "Wanessa Camargo encara sensura e confirma romance". Mas antes de crucificar a pobre a editora, Cláudia Mastrange, é bom saber que ela não tem nada com este crime de lesa-vernáculo. O culpado é o diretor editorial da Escala, um tal de Paulo Afonso, que não é jornalista (na verdade, ninguém sabe muito bem o que ele fazia da vida antes de aparecer na editora) e costuma mexer nos títulos da capa.
Deve ser botando nas bancas erros grotescos como esse - e nem se dignando a recolher a edição (ainda encontrei hoje nas bancas, junto com o número desta semana) - que a Escala acredita estar fazendo jus ao seu slogan: "Um jeito diferente de fazer revista".
Deve ser botando nas bancas erros grotescos como esse - e nem se dignando a recolher a edição (ainda encontrei hoje nas bancas, junto com o número desta semana) - que a Escala acredita estar fazendo jus ao seu slogan: "Um jeito diferente de fazer revista".
Quem assina a CPM pode pular esta.
O JB dispensa colunistas, mas estaria negociando com Maitê Proença. Ela escreveria na Domingo. Maitê é ex de Paulo Marinho, o sub do Tanure.
O JB dispensa colunistas, mas estaria negociando com Maitê Proença. Ela escreveria na Domingo. Maitê é ex de Paulo Marinho, o sub do Tanure.
O juiz Décio de Moura Notarangeli, da 1ª Vara Criminal de Pinheiros (SP), extinguiu a queixa-crime movida contra o colunista Lauro Jardim, da Veja, pelo empresário Ari Natalino da Silva e a empresa Petroforte por causa da nota "O Rei da Sonegação", publicada em março de 2001. Ainda cabe recurso. (Consultor Jurídico)
A coleguinha Rosane Serro avisa que os amigos de Raúl Rivero, coleguinha e escritor cubano condenado a 20 anos de prisão por pensar e falar livremente, criaram o blog Raúl Livre! visando iniciar um movimento para dar asilo político a Raúl no Brasil. Uma boa jaca pro Tilden Santiago, nosso novo embaixador na ilha de Fidel, deglutir...
De um dos brilhantes confrades - coleguinha do Globo - do Núcleo de Inteligência Tricolor (NIT) sobre a troca de Lopes por Fernando Diniz: "Saímos ganhando! O Diniz não fede, nem cheira. O Lopes pelo menos cheira...".
Em compensação, bacana a matéria - simples e honesta - sobre a inauguração apressada do Batalhão da Maré, que deve ocorrer amanhã, no mesmo O Dia. Se não me engano, o próprio governo estadual tinha dito que o ataque da semana passada tinha ocorrido por causa da construção do quartel. Como certamente a "comunidade" toda sabia que ele seria inaugurado amanhã, essa é uma boa explicação para o "arranca-rabo" desta noite. Tomara que alguém lembre de perguntar sobre isso ao Josias Quental.
A página 9 d'O Dia é um imensa matéria paga das empresas de ônibus lobando contra a gratuidade de idosos, estudantes e afins (ou a favor de renúncia fiscal para, argumentam, financiar as passagens grátis. Dá no mesmo.). Tudo bem, é do jogo, até porque é uma série. O único problema é que a caracterização como matéria paga vem minúscula lá no alto, à direita, com a expressão "Informe Especial" em cima de uma espécie de selo. O leitor d' O Dia, que costuma prestar mais atenção às fotos do que a qualquer texto, tende a pensar que é uma página editorial. Por que não botar, com letras maiores, a expressão "Informe Publicitário" do lado esquerdo, em cima do título geral "Transporte em Debate"?
Tocante a homenagem sinérgica d' O Dia pela passagem do 112º aniversário do JB (que transcorre amanhã, se não me engano). Anúncio de um quarto do total da página 4.
Esse Josias Quental...Com o endurecimento com os bandidos nas prisões não era esperado um ataque do inimigo? Cadê aquele famoso - especialmente a tira que é muito considera pelos coleguinhas - serviço de inteligência que não previu isso?
O melhor do caderno de guerra do Globo, na minha desvaliosa opinião:
* Matéria sobre o massacre dos jornalistas do coleguinha Francisco Peregil e a entrevista a respeito de Graça Magalhães-Ruether com a também espanhola Antônia Rados.
* Edição da matéria da matéria entre Bush e Blair. Gozadíssima a mímica de "senta, cachorrinho" do Imperador pro servo.
* Entrevista da Deborah Belinck com Danielle Miterrand.
* Artigo do Paul Krugman esperneando contra o fim da liberdade de crítica nos EUA.
* Matéria sobre o massacre dos jornalistas do coleguinha Francisco Peregil e a entrevista a respeito de Graça Magalhães-Ruether com a também espanhola Antônia Rados.
* Edição da matéria da matéria entre Bush e Blair. Gozadíssima a mímica de "senta, cachorrinho" do Imperador pro servo.
* Entrevista da Deborah Belinck com Danielle Miterrand.
* Artigo do Paul Krugman esperneando contra o fim da liberdade de crítica nos EUA.
Por falar nisso, que tal dar uma cutucada no pessoal de comunicação do governo - e no Dirceu, se alguém aí tiver peito - sobre a condenação de cubanos que gostam de pensar e dizer o que pensam publicamente (esse é o problema, na verdade) pelo Fidel? Nem que seja pelo prazer de vê-los se contorcer...
Bem, bem...Agora acabou-se de vez essa história de "América, terra da liberdade de imprensa", correto?
Um ponto de vista da terrinha sobre os "repórteres enfronhados" nas palavras de Mário Mesquita, analista de mídia d'O Público, de Portugal.
8.4.03
O Conselho de Comunicação Social, órgão consultivo do Congresso para assuntos de comunicação, rejeitou por unanimidade o projeto de lei 175/01, do senador Ney Suassuna, que abre possibilidade dos canais a cabo terem 100% de seu controle acionário nas mãos de estrangeiros. O parecer do CCS será entregue ao presidente do Congresso, José Sarney, e será enviado à Comissão de Educação, onde será analisado junto com o projeto de lei.
Todo mundo sabe que tenho implicância com um monte de posições assumidas pelo intelectual residente do Globo, mas dessa vez ele faz defende uma tese respeitável ao analisar a questão envolvendo o coleguinha da IstoÉ, o ACM, o grampo e o off. O mesmo assunto é abordado por mestre Janio na coluna de hoje, de um prisma diferente e, como sempre, de maneira mais contundente, como se pode ver abaixo:
Em "off"
Em seu depoimento à Comissão de Ética do Senado, sobre o seu texto relatando confissão que o senador ACM lhe teria feito, de autoria dos grampos baianos, o jornalista Luiz Cláudio Cunha estendeu suas considerações à própria atividade jornalística. Ou seja, envolveu a atividade dos demais jornalistas. Indagado sobre a validade ética da violação de um "off" (informação dada em confiança pessoal, ou porque não deva ser publicada, ou porque o informante não deva ser citado), Luiz Cláudio Cunha disse que esse recurso surgiu "na época do arbítrio", para obtenção de informações, e "alguns jornalistas preservam".
Com esse ou com outro nome, o "off" existe desde que surgiu o jornalismo informativo. Os nítidos princípios éticos que o circundam - os pessoais e os profissionais - atravessaram os séculos, ou milênios, sem alteração até hoje. Não consta, também, que a decisão de violar um compromisso de "off" seja "tomada pela direção da revista", do jornal ou de outro meio de jornalismo. Nenhum desses tem direito ou poder de obrigar a ruptura de princípios, sejam quais forem, dos seus jornalistas. O "off" está relacionado ao informante e ao jornalista. O caso mais notório, na atualidade, é o Watergate, cujo informante em "off" é mantido em segredo há 30 anos.
Em "off"
Em seu depoimento à Comissão de Ética do Senado, sobre o seu texto relatando confissão que o senador ACM lhe teria feito, de autoria dos grampos baianos, o jornalista Luiz Cláudio Cunha estendeu suas considerações à própria atividade jornalística. Ou seja, envolveu a atividade dos demais jornalistas. Indagado sobre a validade ética da violação de um "off" (informação dada em confiança pessoal, ou porque não deva ser publicada, ou porque o informante não deva ser citado), Luiz Cláudio Cunha disse que esse recurso surgiu "na época do arbítrio", para obtenção de informações, e "alguns jornalistas preservam".
Com esse ou com outro nome, o "off" existe desde que surgiu o jornalismo informativo. Os nítidos princípios éticos que o circundam - os pessoais e os profissionais - atravessaram os séculos, ou milênios, sem alteração até hoje. Não consta, também, que a decisão de violar um compromisso de "off" seja "tomada pela direção da revista", do jornal ou de outro meio de jornalismo. Nenhum desses tem direito ou poder de obrigar a ruptura de princípios, sejam quais forem, dos seus jornalistas. O "off" está relacionado ao informante e ao jornalista. O caso mais notório, na atualidade, é o Watergate, cujo informante em "off" é mantido em segredo há 30 anos.
Amanhã tem nova assembléia da campanha salarial de 2003 aqui no Rio. Começa às 20 horas, na sede do Sindicato (Rua Evaristo da Veiga, 16/17º). Os patrões de Rádio e TV só oferecem 3,5% de reposição e o Sindicato quer 16,33%. Já patrões de Jornais e Revistas ainda nem sentaram à mesa, pois o sindicato deles está sem presidente. A data-base (e o retroativo) está garantida.
O Rodrigo Azevedo, presidente do Comunique-se, divulga durante o 6º Congresso de Comunicação Empresarial, que começou hoje em Sampa, uma pesquisa feita com 1.094 coleguinhas de redação, entre 27 e 31 de março passados, sobre como estes vêem os assessores de imprensa. Será interessante saber como anda esta relação, mesmo que certamente sejam divulgadas apenas as partes publicáveis das respostas...
O coleguinha Roberto M. Moura lança seu livro "Sobre Cultura e Mídia", no dia 16, a partir das 19 horas, no Sesc Bristô (Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo). O livro fala sobre cultura brasileira, principalmente através da música, a grande praia do autor. A divulgação está sendo feita pelo nobre George Patiño, que pode ser contatado por 2505-0072 e 9963-2520.
Os Mesquita devem ter tomado um "presta atenção" do mercado e sairam-se com este comunicado hoje:
A família Mesquita, controladora da S.A. "O ESTADO DE S.PAULO", empresa que edita os jornais O ESTADO DE S.PAULO e Jornal da Tarde, e das demais empresas do Grupo ESTADO, acaba de aprovar, por unanimidade, o Programa de Reorganização de suas empresas.
O objetivo do Programa é o de preparar e qualificar o Grupo para as oportunidades que se oferecerão nos mercados de capitais e resultarão da abertura do setor de mídia e que poderão se constituir em apoio importante para seus projetos de crescimento.
Como foi divulgado em 11 de dezembro último, o Conselho de Administração contratou a assessoria dos Srs. Alcides Lopes Tápias, Roberto d'Utra Vaz e Octávio Castello Branco para realizar os estudos necessários à consecução desse objetivo.
A Galeazzi & Associados que, sob a coordenação do Sr. Cláudio Galeazzi, elaborou o plano preliminar de ação para o Grupo, foi agora contratada para apoiar a implantação do Programa, que estará a cargo do Diretor Superintendente.
A família Mesquita decidiu que os acionistas deixem, nesta oportunidade, suas funções executivas, continuando, contudo, de sua responsabilidade direta a representação institucional e a orientação editorial e empresarial do Grupo, que serão exercidas por meio do Conselho de Administração e de seus recém criados Comitês Editorial e de Supervisão e de Estratégias.
Um novo Diretor Superintendente será contratado para o Grupo; enquanto se processa a contratação do novo executivo, o Sr. Francisco Mesquita Neto permanece no cargo e se reporta ao Comitê de Supervisão e de Estratégias, do qual fazem parte acionistas do Grupo e os assessores acima mencionados; esse Comitê se subordina ao Conselho de Administração.
Ao Diretor Superintendente subordinar-se-ão todas as operações e os executivos responsáveis pelos negócios nos quais o Grupo ESTADO atua.
O Comitê Editorial, que é formado por acionistas e subordinado ao Comitê de Supervisão e de Estratégias, nomeou o Sr. Ruy Mesquita Diretor de Opinião, a quem cabe responder pela orientação e pela linha editorial de todos os produtos do Grupo.
A família Mesquita estará, assim, sempre à frente dos projetos de desenvolvimento do Grupo ESTADO, zelando pelos valores e pela credibilidade de seus produtos, como vem fazendo há mais de 100 anos
O problema é que - até um esclarecimento do organorama - acho este acordo meio de pé-quebrado e por isso tende a não dar certo. Mas como o Grupo OESP é o único que parece estar levando a sério a perspectiva de conseguir sócios, nacionais ou gringos, para alavancar o negócio, pode ser que a coisa avance com essa solução de compromisso. Enfim, como dizia o Orlando Batista, "o mais laureado locutor esportivo", quem viver verá!
A família Mesquita, controladora da S.A. "O ESTADO DE S.PAULO", empresa que edita os jornais O ESTADO DE S.PAULO e Jornal da Tarde, e das demais empresas do Grupo ESTADO, acaba de aprovar, por unanimidade, o Programa de Reorganização de suas empresas.
O objetivo do Programa é o de preparar e qualificar o Grupo para as oportunidades que se oferecerão nos mercados de capitais e resultarão da abertura do setor de mídia e que poderão se constituir em apoio importante para seus projetos de crescimento.
Como foi divulgado em 11 de dezembro último, o Conselho de Administração contratou a assessoria dos Srs. Alcides Lopes Tápias, Roberto d'Utra Vaz e Octávio Castello Branco para realizar os estudos necessários à consecução desse objetivo.
A Galeazzi & Associados que, sob a coordenação do Sr. Cláudio Galeazzi, elaborou o plano preliminar de ação para o Grupo, foi agora contratada para apoiar a implantação do Programa, que estará a cargo do Diretor Superintendente.
A família Mesquita decidiu que os acionistas deixem, nesta oportunidade, suas funções executivas, continuando, contudo, de sua responsabilidade direta a representação institucional e a orientação editorial e empresarial do Grupo, que serão exercidas por meio do Conselho de Administração e de seus recém criados Comitês Editorial e de Supervisão e de Estratégias.
Um novo Diretor Superintendente será contratado para o Grupo; enquanto se processa a contratação do novo executivo, o Sr. Francisco Mesquita Neto permanece no cargo e se reporta ao Comitê de Supervisão e de Estratégias, do qual fazem parte acionistas do Grupo e os assessores acima mencionados; esse Comitê se subordina ao Conselho de Administração.
Ao Diretor Superintendente subordinar-se-ão todas as operações e os executivos responsáveis pelos negócios nos quais o Grupo ESTADO atua.
O Comitê Editorial, que é formado por acionistas e subordinado ao Comitê de Supervisão e de Estratégias, nomeou o Sr. Ruy Mesquita Diretor de Opinião, a quem cabe responder pela orientação e pela linha editorial de todos os produtos do Grupo.
A família Mesquita estará, assim, sempre à frente dos projetos de desenvolvimento do Grupo ESTADO, zelando pelos valores e pela credibilidade de seus produtos, como vem fazendo há mais de 100 anos
O problema é que - até um esclarecimento do organorama - acho este acordo meio de pé-quebrado e por isso tende a não dar certo. Mas como o Grupo OESP é o único que parece estar levando a sério a perspectiva de conseguir sócios, nacionais ou gringos, para alavancar o negócio, pode ser que a coisa avance com essa solução de compromisso. Enfim, como dizia o Orlando Batista, "o mais laureado locutor esportivo", quem viver verá!
Aydano André Motta confirma ida para o Globo, mas faz questão de dizer que está aí mesmo para frilas.
Daniele Nogueira, repórter da Domingo, está demissionária.
O melhor do caderno de guerra do Globo, na minha humílima opinião:
* O texto - uma carta a Bush - do moçambicano Mia Couto;
* A matéria do Zé Meirelles sobre o mural da ira na Jordânia;
* A entrevista de Lilian Fernandes com o jornalista-médico (ou o contrário, tanto faz) da CNN;
* A oportunidade da matéria do Toni Marques com o oficial iraquiano exilado;
* A frase de Zé Meirelles no início da matéria sobre o uso armas com urânio pelas tropas invasoras ("Estados Unidos e Grã-Bretanha admitiram oficialmente, sem nenhum escrúpulo,...") - grifo meu. É isso que eu quero de um correspondente: que informe e opine com moderação, nem que seja pra eu discordar dele;
* O texto - uma carta a Bush - do moçambicano Mia Couto;
* A matéria do Zé Meirelles sobre o mural da ira na Jordânia;
* A entrevista de Lilian Fernandes com o jornalista-médico (ou o contrário, tanto faz) da CNN;
* A oportunidade da matéria do Toni Marques com o oficial iraquiano exilado;
* A frase de Zé Meirelles no início da matéria sobre o uso armas com urânio pelas tropas invasoras ("Estados Unidos e Grã-Bretanha admitiram oficialmente, sem nenhum escrúpulo,...") - grifo meu. É isso que eu quero de um correspondente: que informe e opine com moderação, nem que seja pra eu discordar dele;
7.4.03
Manifesto do Sindicato e da Fenaj pelo Dia do Jornalista (esqueceu? Pois eu também...):
Manifesto em Defesa da Profissão
07 de abril de 2003 é dia de luta para uma categoria de trabalhadores brasileiros: os jornalistas. Há um ano e meio, não existe nenhum critério para obtenção do registro de jornalista e atuar profissionalmente. Uma decisão da juíza Carla Rister, da Justiça Federal de São Paulo, suspendeu em todo País a exigência de qualquer formação para o exercício da nossa profissão.
A juíza paulista, na verdade, sustenta a confusão entre exercício profissional do jornalismo e direito de expressão. Enquanto o direito de expressão é inerente à existência da cidadania em qualquer sociedade democrática, e válida para todos, o exercício da profissão atinge tão somente aqueles que utilizam o jornalismo como meio de vida. Qualquer cidadão, desde que autorizado pelo proprietário do veículo, pode se manifestar livremente em jornal, rádio, revistas, TVs etc. No entanto, jornalismo, só deve ser praticado por jornalistas.
O resultado previsível desta decisão judicial será uma sociedade ainda mais distante das condições ideais de acesso à informação de qualidade, ética e pluralista, imagem reforçada de um país condenado pelo monopólio dos meios de comunicação, cuja concentração é vedada pela Constituição Federal, este sim, um princípio constantemente desrespeitado.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e todos os Sindicatos de Jornalistas a ela filiados reafirmam o seu entendimento de que a decisão da juíza é contrária ao interesse público. É, ainda, uma decisão retrógrada, pois tenta retirar dos jornalistas uma conquista de 80 anos de luta, que é a exigência de formação específica para a obtenção do registro profissional.
A FENAJ e os sindicatos de jornalistas do país mantém a confiança de que a lei da profissão é absolutamente constitucional e que, por essa razão, alcançarão a vitória na decisão final sobre essa questão. Portanto, neste 07 de abril, Dia do Jornalista, repudiam publicamente mais essa tentativa oportunista de desregulamentar a profissão e que ameaça o verdadeiro princípio da liberdade de expressão e do acesso público à informação livre, plural e democrática.
Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro
Manifesto em Defesa da Profissão
07 de abril de 2003 é dia de luta para uma categoria de trabalhadores brasileiros: os jornalistas. Há um ano e meio, não existe nenhum critério para obtenção do registro de jornalista e atuar profissionalmente. Uma decisão da juíza Carla Rister, da Justiça Federal de São Paulo, suspendeu em todo País a exigência de qualquer formação para o exercício da nossa profissão.
A juíza paulista, na verdade, sustenta a confusão entre exercício profissional do jornalismo e direito de expressão. Enquanto o direito de expressão é inerente à existência da cidadania em qualquer sociedade democrática, e válida para todos, o exercício da profissão atinge tão somente aqueles que utilizam o jornalismo como meio de vida. Qualquer cidadão, desde que autorizado pelo proprietário do veículo, pode se manifestar livremente em jornal, rádio, revistas, TVs etc. No entanto, jornalismo, só deve ser praticado por jornalistas.
O resultado previsível desta decisão judicial será uma sociedade ainda mais distante das condições ideais de acesso à informação de qualidade, ética e pluralista, imagem reforçada de um país condenado pelo monopólio dos meios de comunicação, cuja concentração é vedada pela Constituição Federal, este sim, um princípio constantemente desrespeitado.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e todos os Sindicatos de Jornalistas a ela filiados reafirmam o seu entendimento de que a decisão da juíza é contrária ao interesse público. É, ainda, uma decisão retrógrada, pois tenta retirar dos jornalistas uma conquista de 80 anos de luta, que é a exigência de formação específica para a obtenção do registro profissional.
A FENAJ e os sindicatos de jornalistas do país mantém a confiança de que a lei da profissão é absolutamente constitucional e que, por essa razão, alcançarão a vitória na decisão final sobre essa questão. Portanto, neste 07 de abril, Dia do Jornalista, repudiam publicamente mais essa tentativa oportunista de desregulamentar a profissão e que ameaça o verdadeiro princípio da liberdade de expressão e do acesso público à informação livre, plural e democrática.
Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro
Houve um problema de entendimento sobre os meus comentários a respeito do Toni Marques. Um amigo dele reclamou que eu teria defendido a saída dele de Nova Iorque. Obviamente, um erro terrível de interpretação. Acho apenas que depois que ele terminar o tempo na Grade Maçã, o próximo correspondente deveria ser escolhido sob outros critérios, que levassem em consideração que, apesar de baseado numa das capitais culturais do mundo, o representante de um jornal como O Globo tem obrigação de ser pelo menos excelente em tudo - da cultura à política internacional, passando pelo esporte e a economia. Ou será que estou exigente demais?
Ia esquecendo...Eu sei que é só pra arrumar mais espaço pra anúncios, mas fiquei encantado com a volta dos desenhos do gol da rodada no Globo. Nos meus tempos de garoto, era uma das partes que mais gostava, até porque não se transmitiam muitos jogos, eu morava longe para vê-los ao vivo e, assim, o desenho era um forma de ver como um gol tinha acontecido. No caso específico de ontem, o desenho (abaixo) foi realmente importante já que a Globo comeu mosca no lance.
Bem bacana a análise de Ricardo Bonalume Neto, na Folha, sobre os problemas para tomar Bagdá.
O Informe do Dia saiu empastelado na internet:
Estratégia
Três acidentes na Zona Oeste do Rio deixaram oito pessoas feridas no fim de semana. Duas crianças estão internadas, em coma, no Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, vítimas da batida entre o Corsa verde, placa LBU-0853, e o jipe bege, placa LIN-9241, na Avenida das Américas, perto do número 28.000, em Barra de Guaratiba. Driele Monte, 11 anos, e seu primo, Erick Fernandes, 10 meses, sofreram traumatismo craniano.
O acidente aconteceu por volta das 22h de sábado. O motorista do Corsa, Alexandre Nogueira da Cruz, 30 anos, e a mulher, Cristina Fernandes, 31, pais de Erick, também estão hospitalizados no Rocha Faria. Ele sofreu escoriações e ela fraturou costelas e a perna direita. O irmão de Driele, Roberto Carlos do Monte, 9, sobrinho do casal, teve ferimentos leves. O motorista do jipe, William Cesar Motta, que bateu de frente com o Corsa, nada sofreu.
No fim da tarde de sábado, na Avenida Brasil, altura do Km 47, em Campo Grande, duas pessoas ficaram feridas na batida entre o Gol branco LAK-9561 e o Versailles azul LJX-3934.
O motorista do Gol, Rafael Vieira Alves, 20 anos, diminuía para parar numa blitz, quando o Versailles, dirigido por Joaquim da Silva Leal, bateu na traseira do carro. Na batida, a mulher de Rafael, Lílian de Souza Oliveira, 20, e o filho do casal, Carlos Henrique Alves, de sete meses, foram projetados para fora do carro. Eles foram atendidos no Hospital Rocha Faria e liberados. ?Eu estava andando devagar, mas agora passou. Quero esquecer?, desabafou ontem Rafael.
Na Avenida das Américas, próximo ao condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca, o motorista do Renault Civic LNL-1943, Diego Felipe da Cunha Coelho, 18 anos, perdeu a direção do carro e capotou. Ele estava acompanhado de quatro amigos, que não ficaram feridos.
No papel, essa é uma matéria editada ao lado da coluna, na página 6. A nota "Estratégia" no papel é essa:
No seu depoimento à CPI do Propinoduto, o chefe de informática do Detran, David Birman, lembrou que conhecia o presidente da comissão, deputado Paulo Melo, de outros carnavais.
No início de suas carreiras, eles trabalharam para uma concessionária de motos em Botafogo. Birman era consultor de informática e Melo, despachante.
Que saiu sob o nome As voltas que a vida dá na Redona
Outro empastelamento rolou na nota Meu garoto!, que na internet saiu Meu gato! (eu, hein...)
No mais, uma simpática nota que mostra o quanto bate forte um sofrido coração bangüense:
Lembrança
Tem um pedacinho do Rio de Janeiro no Museu Casa do Penedo, na cidade de Penedo, em Alagoas, onde foi filmado Deus é Brasileiro.
Um livro do início do século exibe fotos do time do Bangu.
Estratégia
Três acidentes na Zona Oeste do Rio deixaram oito pessoas feridas no fim de semana. Duas crianças estão internadas, em coma, no Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, vítimas da batida entre o Corsa verde, placa LBU-0853, e o jipe bege, placa LIN-9241, na Avenida das Américas, perto do número 28.000, em Barra de Guaratiba. Driele Monte, 11 anos, e seu primo, Erick Fernandes, 10 meses, sofreram traumatismo craniano.
O acidente aconteceu por volta das 22h de sábado. O motorista do Corsa, Alexandre Nogueira da Cruz, 30 anos, e a mulher, Cristina Fernandes, 31, pais de Erick, também estão hospitalizados no Rocha Faria. Ele sofreu escoriações e ela fraturou costelas e a perna direita. O irmão de Driele, Roberto Carlos do Monte, 9, sobrinho do casal, teve ferimentos leves. O motorista do jipe, William Cesar Motta, que bateu de frente com o Corsa, nada sofreu.
No fim da tarde de sábado, na Avenida Brasil, altura do Km 47, em Campo Grande, duas pessoas ficaram feridas na batida entre o Gol branco LAK-9561 e o Versailles azul LJX-3934.
O motorista do Gol, Rafael Vieira Alves, 20 anos, diminuía para parar numa blitz, quando o Versailles, dirigido por Joaquim da Silva Leal, bateu na traseira do carro. Na batida, a mulher de Rafael, Lílian de Souza Oliveira, 20, e o filho do casal, Carlos Henrique Alves, de sete meses, foram projetados para fora do carro. Eles foram atendidos no Hospital Rocha Faria e liberados. ?Eu estava andando devagar, mas agora passou. Quero esquecer?, desabafou ontem Rafael.
Na Avenida das Américas, próximo ao condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca, o motorista do Renault Civic LNL-1943, Diego Felipe da Cunha Coelho, 18 anos, perdeu a direção do carro e capotou. Ele estava acompanhado de quatro amigos, que não ficaram feridos.
No papel, essa é uma matéria editada ao lado da coluna, na página 6. A nota "Estratégia" no papel é essa:
No seu depoimento à CPI do Propinoduto, o chefe de informática do Detran, David Birman, lembrou que conhecia o presidente da comissão, deputado Paulo Melo, de outros carnavais.
No início de suas carreiras, eles trabalharam para uma concessionária de motos em Botafogo. Birman era consultor de informática e Melo, despachante.
Que saiu sob o nome As voltas que a vida dá na Redona
Outro empastelamento rolou na nota Meu garoto!, que na internet saiu Meu gato! (eu, hein...)
No mais, uma simpática nota que mostra o quanto bate forte um sofrido coração bangüense:
Lembrança
Tem um pedacinho do Rio de Janeiro no Museu Casa do Penedo, na cidade de Penedo, em Alagoas, onde foi filmado Deus é Brasileiro.
Um livro do início do século exibe fotos do time do Bangu.
Os destaques do caderno de guerra do Globo, em minha desvaliosa opinião:
* Matérias do José Meirelles Passos a respeito da guerra de mentiras e dos saques.
* A pesquisa assinada por Antônio Nascimento sobre a ocupação do Iraque durante a Segunda Guerra (admito aqui que gosto muito do assunto II Guerra e isso influencia a minha percepção)
* Artigo de R.W. Apple Jr., do NYT, sobre o novo jogo que se desenha: "onde estará Saddam", que, infelizmente, não está na internet.
As matérias dos correspondentes em Londres, Madri e Roma poderia ter sido mais bem aproveitadas, principalmente a dos dois últimos.
A lamentar apenas o fim do cuidado de evitar chamar os soldados de EUA e Inglaterra de "tropas da coalizão". Não são. São tropas anglo-americanas, anglo-saxônicas (o que incluiria também os 200 sujeitos da Austrália), invasoras, de ocupação...
* Matérias do José Meirelles Passos a respeito da guerra de mentiras e dos saques.
* A pesquisa assinada por Antônio Nascimento sobre a ocupação do Iraque durante a Segunda Guerra (admito aqui que gosto muito do assunto II Guerra e isso influencia a minha percepção)
* Artigo de R.W. Apple Jr., do NYT, sobre o novo jogo que se desenha: "onde estará Saddam", que, infelizmente, não está na internet.
As matérias dos correspondentes em Londres, Madri e Roma poderia ter sido mais bem aproveitadas, principalmente a dos dois últimos.
A lamentar apenas o fim do cuidado de evitar chamar os soldados de EUA e Inglaterra de "tropas da coalizão". Não são. São tropas anglo-americanas, anglo-saxônicas (o que incluiria também os 200 sujeitos da Austrália), invasoras, de ocupação...
Aydano André Motta não ficou muito tempo ao relento. Começa dia 14 na Nacional do Globo.
A Gazeta Mercantil escapou de mais um ataque armado pelo JB na Justiça. Segundo a M&M, citando o site Consultor Jurídico, o juiz da 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acolheu recurso da empresa contra decisão de primeira instância obtida pelo jornal do Tanure, que determinava a penhora da sede comercial da GM em Sampa. A GM tinha indicado para penhora uma propriedade rural avaliada em R$ 30 milhões, mais de dez vezes o valor da ação, mas o JB queria mesmo era a jugular do inimigo.
Não deve ser fácil a vida de executivo profissional em empresa de comunicação, este antro de brigas familiares. A nova vítima, segundo o Meio & Mensagem, foi Cláudio Galeazzi, chamado pelos Mesquita para reestruturar a empresa e demitido semana passada. Bateu de frente com membros do clã que não querem largar o osso da diretoria. Isso vai ser sempre um problema: é que o/a cara só é considerado/a pelo cargo que ostenta numa empresa grande como o Estado. Se não tiver o cargo, os grã-finos do Pinheiros, do Iate Clube ou do Itahangá são bem capazes de mandar as figuras comprarem cigarro na cantina.
6.4.03
Pra encerrar por hoje, uma daquelas historinhas verídicas da galera. É meio antiga - tem uns três anos - mas é boa...
A colega assessora do Inca mandou release sobre pesquisa realizada em 95 países pela OMS sobre câncer de mama. Liga a produtora da TV Globo:
- Oi! Essa pesquisa é recente?
- É sim! Saiu semana passada - responde a assessora.
- Legal! Agora fiquei com uma dúvida: são 95 países do mesmo continente?
A colega assessora do Inca mandou release sobre pesquisa realizada em 95 países pela OMS sobre câncer de mama. Liga a produtora da TV Globo:
- Oi! Essa pesquisa é recente?
- É sim! Saiu semana passada - responde a assessora.
- Legal! Agora fiquei com uma dúvida: são 95 países do mesmo continente?
Equilibrada a disputa pelo melhor narrador de futebol da TV. Sílvio Pelo amor dos meus filhinhos Luiz lidera com nove votos, seguido pelo trio global Luiz Roberto, Cléber Machado e Galvão Bueno, com seis, ficando em terceiro Luciano do Vale e Milton Leite, com quatro votos. Vamos lá, que esta é a última semana de votação!
Ah! Ontem teve mais uma matéria bacana do Márcio Moreira Alves no Globo sobre experiências que dão certo por estes rincões brasileiros. A série é pule de dez para o Esso de Contribuição à Imprensa deste ano e poderia servir de guia para a ministra Benedita da Silva, caso ela resolva querer trabalhar algum dia.
Quem não o fez no Comunique-se, pode ler aqui o que minha irmã, advogada e professora de direito, escreveu sobre o Caso Peltier-Doria. Mas sem aqueles comentários hilários da galera que freqüenta a minha coluna no site.
FHC como colunista do Globo e do Estadão. É. Faz sentido. Mas me cria um problema: agora não vou poder chamar mais o principal colunista do Globo disso. Vou chamá-lo de segundo colunista do Globo, então.
Menção honrosa para a matéria sobre as bibliotecas das escolas do Rio, feita pela competente Ediane Merola, do Globo. Só senti falta de uma coisa: como doar livros para as escolas diretamente. É uma pergunta pessoal mesmo - já doei sacolas de livros pelo finado "Leia, Brasil" (ganhei um diploma que guardo como um de meus tesouros, junto com a certidão de nascimento) e para a Biblioteca Popular Euclides da Cunha, aqui da Ilha, mas queria saber como doar diretamente a uma escola. Já tentei, mas rolou uma burocra tal que desisti. Será que tem um jeito fácil?
Novamente bom caderno de guerra do Globo. Gostei especialmente das seguintes matérias:
*Curdos lutam por lugar no futuro do Iraque(Cristina Azevedo)
* EUA deixaram legado de autoritarismo entre vizinhos (Flávio Henrique Lino). Para mim a melhor de hoje por fazer algo que me parece o caminho do jornalismo em geral, e do de Inter em particular: a contextualização das massas de informação a que temos acesso.
* Medo de rir da política americana (Toni Marques). Só entra por causa da pauta, tão boa que nem o Toni conseguiu derrubar. O correspondente do Globo em Nova Iorque, na gíria do futebol, é um pipoqueiro: nunca assume nada. É tal de "segundo fulnao", "de acordo com sicrano" que vou te contar. Vamos lá, Toni! Divide, meu filho! Aliás, depois do desempenho do Toni neste conflito, acho que seria uma boa idéia o jornal repensar os seus critérios para escalação de correspondentes. Menos hype e mais sustança seria aconselhável, creio.
* Solo sagrado (Ana Lúcia Azevedo).
*Curdos lutam por lugar no futuro do Iraque(Cristina Azevedo)
* EUA deixaram legado de autoritarismo entre vizinhos (Flávio Henrique Lino). Para mim a melhor de hoje por fazer algo que me parece o caminho do jornalismo em geral, e do de Inter em particular: a contextualização das massas de informação a que temos acesso.
* Medo de rir da política americana (Toni Marques). Só entra por causa da pauta, tão boa que nem o Toni conseguiu derrubar. O correspondente do Globo em Nova Iorque, na gíria do futebol, é um pipoqueiro: nunca assume nada. É tal de "segundo fulnao", "de acordo com sicrano" que vou te contar. Vamos lá, Toni! Divide, meu filho! Aliás, depois do desempenho do Toni neste conflito, acho que seria uma boa idéia o jornal repensar os seus critérios para escalação de correspondentes. Menos hype e mais sustança seria aconselhável, creio.
* Solo sagrado (Ana Lúcia Azevedo).
O Eleito deve estar felicíssimo com a avaliação dos 100 dias de seu governo. A melhor prova de que está no caminho certo é a irrelevância da coluna do Companheiro Gáspari hoje. Teve até nota contra os nomes dos cachorros do pessoal da Esplanada dos Ministérios!!!
Dona Garotinha não podia ter deixado de responder às 30 perguntas feitas pelo Globo. Assim, não tem acordo com JB que dê jeito...
Aydano André Motta, Newton Rodrigues e outros colunistas foram dispensados do JB. A versão oficial foi contenção de custos. É verdade, em parte, já que, ao que consta, a redação estaria gastando R$ 1,1 milhão e Nelson Tanure só admite pagar R$ 1 milhão pelo brinquedo. No caso de Aydano, porém, pode ter havido algo mais. É que o colunista cometeu a temeridade de esculhambar, nas últimas três colunas, a doutora Rosinha Garotinho, cujo maridão, segundo dizem nas internas, fez um acordo com Tanure para aliviar a barra da governadora no noticiário. Coincidência ou não, na semana em que teria sido feito o acerto, pingou o 13º nas contas da galera.
5.4.03
Nilo Dante não dá mole: revisa pessoalmente as seções de Cartas e de Opinião. O que sai fora da linha, é limado sem dó, nem piedade. Na minha já algo distante juventude, a isso se dava o nome de censura.
No caderno de guerra do Globo de hoje tem uma matéria (que não achei na internet) sobre como a mídia árabe está cobrindo o conflito. Creio que se perdeu uma oportunidade de, usando o que foi escrito pela colega do NYT, botar um contraponto brasileiro, ouvindo algum analista de mídia daqui. Enfim...
A equipe de atendimento à imprensa da CSN é formada por Sandro Rego e Gustavo Lima (São Paulo) e Helton Fraga, em Volta Redonda.
As relações entre a imprensa e o mundo das editoras será o assunto do curso A imprensa e o mundo editorial: Uma relação complicada?, a ser ministrado pelo colega Moacir Amâncio, no dia 8, terça, das 19h às 20h, em São Paulo. O evento é organizado pela Universidade do Livro, da UNESP, e custará R$ 70,00, com sócios da Universidade e estudantes pagando só R$ 56,00. Mais informações por universidadedolivro@editora.unesp.br.
Tudo bem, os mata-mosquitos são malas. Mas o que O Globo tem de pessoal contra eles? Há dias saem matérias sacaneando a vitória dos caras na Justiça e sua reintegração ao governo. Não tem outra coisas sobre o que escrever, não, hein?
4.4.03
Vacilo meu! O Dia foi atrás das matérias dos garotos presos na manifestação anti-americana. O garoto e as duas moças, pelo que me contou fonte lá do jornal, passaram uma agradável noite na Polinter (ele, que deu até curso rápido de geopolítica aos bandidos) e em Bangu 5 (elas, que acharam interessante o contato humano com as presas). Nenhum tomou nem chave de braço. A polícia inglesa não faria melhor. Vai ver que foi por esta cortesia toda que o delegado da 1ª DP foi mandado pra Santa Cruz...
Falando em Al-Jazeera, aqui está a entrevista do editor do site da emissora concedida à Folha.
Boa observação de Nélson de Sá, hoje na Folha:
A Al Jazeera conseguiu tirar Saddam Hussein do sério. Um de seus correspondentes em Bagdá foi expulso.
Do editor-chefe do canal árabe, Ibrahim Helal, em entrevista à BBC, ontem:
- Nós já enfrentamos muitas coisas assim do governo iraquiano e de outros governos na região árabe. Eles pensam que eles podem impor condições à Al Jazeera.
Nada mal, para uma pequena emissora do pequeno Qatar -desagradar George W. Bush e Saddam Hussein em menos de duas semanas.
Será que um dia teremos a Al-Jazeera nas grades das emissoras de TV por assinatura no Brasil? Acho que é mais fácil o Eleito botar aqueles três pratos de comida na frente dos pobres daqui em quatro anos do que isso acontecer, né?
A Al Jazeera conseguiu tirar Saddam Hussein do sério. Um de seus correspondentes em Bagdá foi expulso.
Do editor-chefe do canal árabe, Ibrahim Helal, em entrevista à BBC, ontem:
- Nós já enfrentamos muitas coisas assim do governo iraquiano e de outros governos na região árabe. Eles pensam que eles podem impor condições à Al Jazeera.
Nada mal, para uma pequena emissora do pequeno Qatar -desagradar George W. Bush e Saddam Hussein em menos de duas semanas.
Será que um dia teremos a Al-Jazeera nas grades das emissoras de TV por assinatura no Brasil? Acho que é mais fácil o Eleito botar aqueles três pratos de comida na frente dos pobres daqui em quatro anos do que isso acontecer, né?
Luiz Cláudio Cunha,d a IstoÉ, foi questionado por ter aberto o off do ACM na questão do grampo. É uma boa discussão mesmo. A matéria da Folha está aqui e aqui (esta a versão do coronel baiano).
Do Informe do Dia:
Geladeira
O delegado Alberto Leite foi transferido da 1ª DP (Praça Mauá) para a 36ª DP (Santa Cruz).
Foi ele quem enquadrou os quatro estudantes mineiros que participaram do protesto contra a guerra no Iraque.
Na polícia, transferência para tão longe soa como punição.
Essa história precisava ser contada direito. Soube que os garotos mineiros - entre eles uma garota - apanharam feio, como nos velhos tempos, e, segundo consta, só não sumiram de vez porque o pessoal de diretórios acadêmicos do Centro - como o CACO, do Direito da UFRJ - chegou a tempo. Na minha época, a gente iria investigar; hoje, com o advento do "jornalismo moderno", deve ficar por isso mesmo...
Geladeira
O delegado Alberto Leite foi transferido da 1ª DP (Praça Mauá) para a 36ª DP (Santa Cruz).
Foi ele quem enquadrou os quatro estudantes mineiros que participaram do protesto contra a guerra no Iraque.
Na polícia, transferência para tão longe soa como punição.
Essa história precisava ser contada direito. Soube que os garotos mineiros - entre eles uma garota - apanharam feio, como nos velhos tempos, e, segundo consta, só não sumiram de vez porque o pessoal de diretórios acadêmicos do Centro - como o CACO, do Direito da UFRJ - chegou a tempo. Na minha época, a gente iria investigar; hoje, com o advento do "jornalismo moderno", deve ficar por isso mesmo...
Na mesma página 6, William "Safado" Safire (apelido posto por um coleguinha de Inter) mostra mais uma vez como funciona a cabeça dos patrícios da Nova Roma, mas o artigo mais legal de uma página de artigos é o do espanhol Bastenier, com sua alusão ao "herói relutante" Gary Cooper.
Quanto ao Ali Kamel, ele realmente fica muito melhor quando fala do que entende (no caso, Islã). Infelizmente, escorrega no fim ao aderir à retórica de Rumsfeld e repetir a ameaça deste aos governos de outros países, chamados, obviamente, de ditatoriais. Mas tudo bem, ele é apenas um jornalista de um país de Terceiro Mundo, que só agora, no início do Século XXI, descobriu que é uma boa idéia botar comida no prato de todos os seus cidadãos. Não é um "Safado" Safire, do NYT. Dá pra levar, portanto.
Quanto ao Ali Kamel, ele realmente fica muito melhor quando fala do que entende (no caso, Islã). Infelizmente, escorrega no fim ao aderir à retórica de Rumsfeld e repetir a ameaça deste aos governos de outros países, chamados, obviamente, de ditatoriais. Mas tudo bem, ele é apenas um jornalista de um país de Terceiro Mundo, que só agora, no início do Século XXI, descobriu que é uma boa idéia botar comida no prato de todos os seus cidadãos. Não é um "Safado" Safire, do NYT. Dá pra levar, portanto.
Uma aula a edição da página 6 do caderno de guerra do Globo. Gostei especialmente das colunas de William Safire, do NYT, e de M.Á. Bastenier, do El País, sendo colocada lado a lado, entremeadas da foto de um menininho com uma das mãos segura por um homem, cuja face não aparece. Uma página muito equilibrada, tanto na parte gráfica quanto editorial. Excelente.
Acho essa questão de nepotismo no futebol meio desfocada. É que nepotismo se refere ao serviço público - ou entidades de direito público. Não se aplica, creio, a entidades de direito privado (como, pelo que me lembro, é a CBF e certamente são os clubes de futebol). Se um dirigente de uma empresa (ou clube) quer contratar o filho, a irmã, a mulher, um cunhado, o problema é dele e da empresa (ou clube), pois o dinheiro sai do bolso da instituição e não de orçamento público (e grana de consumidor, ou torcedor, não é público; é do publico).
A questão pega mesmo é nas negociatas como aquelas que o Renato Maurício Prado denunciou na coluna dele outro dia, com um garoto de 13 anos. E, claro, na questão ética. Mas essa, como estamos no Bananão (cujo hino devia ser o "Vale Tudo", do Tim Maia), ninguém leva muito a sério.
A questão pega mesmo é nas negociatas como aquelas que o Renato Maurício Prado denunciou na coluna dele outro dia, com um garoto de 13 anos. E, claro, na questão ética. Mas essa, como estamos no Bananão (cujo hino devia ser o "Vale Tudo", do Tim Maia), ninguém leva muito a sério.
Principal colunista do Globo, a empresa que ganhou uma das boquinhas para tomar conta dos campos de petróleo do Iraque chama-se Halliburton. Tudo junto. Não Halli Burton, como está hoje na coluna. Ah! E um dos principais executivos dela, até pouco tempo, era o atual vice de Bush, Dick Cheney.
3.4.03
Nasceu também Yasmin, filha da querida Marina Lemle, da coluna InSite (JB), e Newton. Parabéns, Marina!
Outra do Informe do Dia:
Semelhantes
"O PT é a UDN de macacão".
Quem conheceu as trampolinagens da UDN concorda em gênero, número e grau com a observação do publicitário Elysio Pires.
Faz total sentido.
Essa frase - famosa - é de Leonel de Moura Brizola.
Semelhantes
"O PT é a UDN de macacão".
Quem conheceu as trampolinagens da UDN concorda em gênero, número e grau com a observação do publicitário Elysio Pires.
Faz total sentido.
Essa frase - famosa - é de Leonel de Moura Brizola.
Palavra que às vezes não dá pra entender o que sai no Informe do Dia:
Brincadeirinhas
Enéas - prima-dona do Prona - fez um discurso demolidor, semana passada, no plenário da Câmara Federal, contra a política previdenciária.
Falou grosso. Foi aplaudido. Só depois dos apupos revelou a gaitice: acabara de plagiar um pronunciamento feito na Casa, no ano passado, pelo então deputado petista e hoje ministro Ricardo Berzoini (PT-SP).
Apupo é sinônimo de vaia. Afinal, o Enéas foi vaiado ou foi aplaudido, catzo?!
Nasceu Joana, filha do insigne tricolor Victor Javoski e de Daniela. Parabéns, Vitinho!
Mestre Janio em grande forma, como sempre.
Três boas notas do Nélson de Sá hoje, sendo que a última é muito bem lembrada, principalmente para os radicais do PT. Eles bem que poderiam tomar conta deste caso, que é muito importante,em vez de ficar enchendo a paciência do Eleito só para arregar no último instante.
E a Folha, hein? Botou os 75% de aprovação do governo do Eleito num pé de página par, embaixo de anúncio. Quem olha assim de repente, pode até achar que é má vontade...
Neste boxe do caderno de guerra do Globo, diz-se que divergências de especialistas sobre se os EUA estariam ou não fazendo sua ofensiva final sobre Bagdá. Mas, na verdade, só um divergiu: o analista russo, que disse que era sim a ofensiva final. E parece que estava certo.
O Globo à vezes tem cada uma...O PDT se abstém de votar contra a emenda que abre caminho para a autonomia do BC, descumprindo ordem de Leonel de Moura Brizola. Que eu me lembre, foi a primeira vez que a bancada, em sua totalidade, desobedeceu o cacique-supremo. POis não é que o Globo, em vez de ressaltar o poder de atração do governo, resolveu botar em destaque a "divsião da bancada"? E isso com uma votação de 442 votos em 513 possíveis. Eu, hein!
2.4.03
Já está nas bancas a revista Sapiens, que tem como público-alvo a galera GLS. No primeiro número, tem entrevista com Eduardo Moscovis, matéria sobre o bairro de Ipanema e outras, e colunas sobre comportamento, música eletrônica, etc. A publicação tem 60 páginas, tiragem de 15 mil, circulação no Rio e em Sampa (por enquanto, pois até o fim do ano chega a Porto Alegre e Recife) e custa R$ 7,20.
Como a CSN está desativando seu escritório no Rio, Sandro Rego se muda para São Paulo, mas permanece na companhia. Ele se aboleta na cadeira em Sampa no dia 7.
Simone Gondim terminou seu mês de frila no JBairros e já está na Factual, num frila de três meses. Cuida das contas da editora Atheneu, do restaurante Rossopomodoro e da boate Nuth.
H! .A nota sobre a Patrícia Tanure saiu na Hilde também!
DIA 10, Adriana Marinho e Patricia Tanure comemoram os aniversários. A festa vai ser no Gourmet e o traje, "dress to kill" ...
DIA 10, Adriana Marinho e Patricia Tanure comemoram os aniversários. A festa vai ser no Gourmet e o traje, "dress to kill" ...
Da coluna da Márcia Peltier:
Frase mandada por uma leitora e que corre na Internet: ''Melhor ter um presidente sem dedo do que um sem cérebro.''
A frase já saiu no principal colunista do Globo.
Parece que Márcia não aprendeu nada...
Frase mandada por uma leitora e que corre na Internet: ''Melhor ter um presidente sem dedo do que um sem cérebro.''
A frase já saiu no principal colunista do Globo.
Parece que Márcia não aprendeu nada...
Outra da Lu Lacerda:
Adriana Marinho e Patrícia Tanure comemoram aniversário dia 10, no Gourmet, em Ipanema com um festão. A decoração é de Ovídio Cavalleiro. As mais, digamos, tradicionais, devem deixar o terninho no armário. O traje pedido no bonito convite, feito por Betina Haegler é: Dress to Kill. Que tal?
Deve ser mais um fruto da sinergia entre o JB e O Dia: Patrícia Tanure é, há tempos, figura quase obrigatória na coluna de Márcia Peltier.
Adriana Marinho e Patrícia Tanure comemoram aniversário dia 10, no Gourmet, em Ipanema com um festão. A decoração é de Ovídio Cavalleiro. As mais, digamos, tradicionais, devem deixar o terninho no armário. O traje pedido no bonito convite, feito por Betina Haegler é: Dress to Kill. Que tal?
Deve ser mais um fruto da sinergia entre o JB e O Dia: Patrícia Tanure é, há tempos, figura quase obrigatória na coluna de Márcia Peltier.
Notinha com prazo de validade vencido na coluna de Lu Lacerda, no Dia:
A lojinha do PT está quase virando shopping center. O que nasceu de uma simples frente para arrecadar fundos para a campanha acabou tornando-se sucesso de vendas online. No site da butique, além de camisetas e acessórios, DVDs que narram a trajetória de Lula, gargantilhas e pins, de ouro, iguais àqueles que Marta Suplicy prende na lapela de seu tailleur Chanel quando visita o Jardim Ângela.
A lojinha do PT é um sucesso desde o tempo da eleição e já foi alvo de dezenas de matérias.
A lojinha do PT está quase virando shopping center. O que nasceu de uma simples frente para arrecadar fundos para a campanha acabou tornando-se sucesso de vendas online. No site da butique, além de camisetas e acessórios, DVDs que narram a trajetória de Lula, gargantilhas e pins, de ouro, iguais àqueles que Marta Suplicy prende na lapela de seu tailleur Chanel quando visita o Jardim Ângela.
A lojinha do PT é um sucesso desde o tempo da eleição e já foi alvo de dezenas de matérias.
Parece que só mestre Janio teve a coragem ontem de dizer o que os demais analistas dos jornais - militares ou não - fingem que não estão vendo: EUA e Grã-Bretanha mudaram de tática no Iraque. Agora, em vez dos tais "bombardeios cirúrgicos", ele partiram para a Doutrina Os Imperdoáveis. Você deve se lembrar da cena: Clint Eastwood com a espingarda nas mãos e o Gene Hackman no chão. O durão informa ao futuro cadáver: "Já matei tudo o que anda, voa ou rasteja". Pois é isso: a tática dos invasores é atirar para matar em tudo o que se mova no Iraque.
1.4.03
Da coluna do Boechat de hoje:
Forte aliado
Um jornal do Rio decidiu não mais publicar fotos da bandeira dos EUA sendo queimada em manifestações contra a guerra do Iraque.
Enternecida com o gesto, inédito na mídia estrangeira, a Casa Branca não sabe como agradecer.
A publicação sacaneada é o Jornal do Brasil, onde o colunista escreve.
Depois dessa, ou Nilo Dante demite o Boechat, ou passa a andar pela redação com um saco enfiado na cabeça.
Forte aliado
Um jornal do Rio decidiu não mais publicar fotos da bandeira dos EUA sendo queimada em manifestações contra a guerra do Iraque.
Enternecida com o gesto, inédito na mídia estrangeira, a Casa Branca não sabe como agradecer.
A publicação sacaneada é o Jornal do Brasil, onde o colunista escreve.
Depois dessa, ou Nilo Dante demite o Boechat, ou passa a andar pela redação com um saco enfiado na cabeça.
Interessante a diferença de enfoque entre as colunas de Luís Nassif e Nélson Vasconcelos falando do mesmo assunto - software brasileiro.
Do Informe do Dia
Discrição em dose dupla
Domingo, Rodrigo Santoro, o Diogo de Mulheres Apaixonadas, estava num bar da galeria do Teatro Leblon com seu par na novela, Paloma Duarte, a Marina.
Para decepção dos que esperam uma confirmação de que os dois estão namorando, o ator foi embora sozinho, de moto.
Do principal colunista do Globo
Ah, o amor!
Parecia novela, mas era vida real. No sábado, por volta das 17h, Rodrigo Santoro e Paloma Duarte - casados em "Mulheres apaixonadas" - curtiam o final de tarde na Praia do Recreio.
Eles chegaram em carros separados, mergulharam no mar e assistiram ao pôr-do-sol aos beijos.
E eu aqui pensando que este tipo de notinha ficava bem só em revistas de celebridades e de adolescentes, nunca em colunas que se acham importantes e cujo espaço é teoricamente valioso.
Morreu Marcelo Fagá, aos 49 anos, de enfarte (mais um coleguinha que morre jovem da mesma coisa). Trabalhou na Folha na mesma época em que eu - ele como editor de esporte, eu como repórter da editoria aqui no Rio.
No dia da decisão entre Flu e Bangu, em 85, ele estava na fileira da tribuna de imprensa atrás de mim e ficou escandalizado pelo meu comportamento nos últimos minutos do jogo, que deu o tri estadual ao Flusão: eu dava soco na cadeira da frente e na hora do pênalti escandaloso do Vica no Cláudio Adão, aos 46 do segundo tempo - poderia dar empate ao Bangu e o título do time de Moça Bonita -, berrava que não fora nada. No fim, quando descíamos a escadaria (eu ia passar a matéria para a Folha), ele deu um tapinha nas minhas costas:
- Roubado, hein? - gozou
- Roubado é mais gostoso - disse eu e, na hora, me arrependi. Coincidência ou não, o Flu ficou nove anos sem títulos.
Valeu, Fagá!
No dia da decisão entre Flu e Bangu, em 85, ele estava na fileira da tribuna de imprensa atrás de mim e ficou escandalizado pelo meu comportamento nos últimos minutos do jogo, que deu o tri estadual ao Flusão: eu dava soco na cadeira da frente e na hora do pênalti escandaloso do Vica no Cláudio Adão, aos 46 do segundo tempo - poderia dar empate ao Bangu e o título do time de Moça Bonita -, berrava que não fora nada. No fim, quando descíamos a escadaria (eu ia passar a matéria para a Folha), ele deu um tapinha nas minhas costas:
- Roubado, hein? - gozou
- Roubado é mais gostoso - disse eu e, na hora, me arrependi. Coincidência ou não, o Flu ficou nove anos sem títulos.
Valeu, Fagá!
Ô, Zé Meirelles! Que matéria bonita sobre os meninos e o futebol, cara! Linda! Parabéns, mano!
Demorou, mas alguém acabou dizendo o óbvio: o Brasil está em guerra. Assim, como dizia Sun Tzu, podemos esperar qualquer coisa, menos que o inimigo não ataque. Por isso, toda vez que for anunciada a prisão de um chefão do tráfico, planos de construção de presídios de segurança máxima de verdade ou descoberta de rotas de drogas ou armas é bom se preparar que o contra-ataque virá.
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