28.2.03
Aliás, o Ipea bem que podia abrir uma livraria virtual para a gente comprar as publicações, né? É que dá uma preguicinha ir até a Avenida Antônio Carlos, 51/ 14º andar...
Voltando ao assunto da questão racial no Brasil, quem se interessar pela dica da Flávia Oliveira hoje no Globo, pode ir até este endereço. Nele está boa parte do estudo do Ipea (de repente é até todo, pois é grande à beça. Não deu pra ver tudo...) que trata das intervenções governamentais para a diminuição das desigualdades raciais no Bananão.
Fuçando no site do IBGE descobri um dado interessante que contraria totalmente o discurso da mídia sobre os servidores públicos. A pesquisa sobre sindicalismo, período 1991/2001, dá conta que o grupo mais numeroso dentro da CUT é o trabalhadores na Agricultura, com 45%, seguido dos empregados na indústria, com 16%. Os funcionários públicos são maioria apenas na CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores), com 31% contra 19% dos trabalhadores nas indústrias. O release sobre a pesquisa está aqui.
Só para botar alguns números nesta questão das cotas raciais nas universidades fluminenses que nunca vi na mídia (dados do Censo de 2000 que podem ser encontrados no site do IBGE):
a. Número total de fluminenses: 14.392.106
b. Número total dos que se declararam negros dentre a população fluminense: 1.528.262 (10,61% do total)
c. Número total dos que se declararam pardos dentre a população fluminense: 4.819.488 (33,48% do total)
d. B + C: 6.347.750 (44,10% do total)
a. Número total de fluminenses: 14.392.106
b. Número total dos que se declararam negros dentre a população fluminense: 1.528.262 (10,61% do total)
c. Número total dos que se declararam pardos dentre a população fluminense: 4.819.488 (33,48% do total)
d. B + C: 6.347.750 (44,10% do total)
Ainda no campo do Judiciário, mas com certo atraso...Nélson Tanure perdeu, em primeira instância, a demanda na qual pede R$ 1 milhão da Veja por ter sido citado naquela matéria feita em cima da agenda do lobista Alexandre Paes dos Santos. A juíza Claudia de Lima Menge, da 15ª Vara Cível de São Paulo, não viu intenção de ofensa na matéria. Leia a sentença aqui.
Já a IstoÉ foi isenta de pagar R$ 40 mil ao agente da PF Celso Figueiró Rodrigues da Silva, que se sentiu ofendido por ter a revista transcrito as acusações feitas por Fernandinho Beira-Mar de que policiais da PF estariam extorquindo traficantes. Para o juiz Marcos Gozzo, da 8ª Vara Cível de São Paulo, não houve abuso por parte da publicação, além de ter entendido que as informações eram de conhecimento público porque já tinham sido publicadas anteriormente. (Site Consultor Jurídico)
Por falar em Folha, ela foi condenada a pagar R$ 100 mil a Luiz Favre, namorado da prefeira Marta Suplicy, por ter a empresa publicado "informe publicitário" que transcrevia coluna do Cláudio Humberto na qual chamava Favre de "171", "enrolão" e "enganador". A Folha pode (e acho que vai) recorrer da sentença proferida pelo juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 5ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. Você pode ler a íntegra da decisão aqui.
A Gazeta Mercantil não foi às bancas hoje de novo aqui no Rio.
Cara, a Folha descobriu o Luiz Mendonça de Barros e parece estar encantada com a descoberta. Tanto que deu um espaço enorme na edição de domingo passado para ele criticar a gerência da crise do setor elétrico pelo governo do Eleito. Tão fascinada está a Folha com Mendonça que até esqueceu que ele foi um dos articuladores da privatização que levou o setor à crise.
Hoje, o jornal abre espaço para ele atacar um relatório do Ministério das Comunicações que mostra os defeitos na privatização das telecomunicações. Ainda sob o domínio do charme de Mendonça, a Folha esqueceu que ele foi detonado do BNDES no bojo de um escândalo ocorrido exatamente no processo de privatização das teles.
Que coisa!
Hoje, o jornal abre espaço para ele atacar um relatório do Ministério das Comunicações que mostra os defeitos na privatização das telecomunicações. Ainda sob o domínio do charme de Mendonça, a Folha esqueceu que ele foi detonado do BNDES no bojo de um escândalo ocorrido exatamente no processo de privatização das teles.
Que coisa!
Você lembra daquele tema, puxado pelo Companheiro Gáspari, que versava sobre o acúmulo de participações em conselhos de administração por parte de membros do Governo (algo, aliás, que existiu durante toda a Era FHC)? Vamos lá, faça um esforço de memória - faz mais de um mês...
Não lembrou? Não tem problema: o Estadão requenta o assunto hoje. É uma bela demonstração de uma técnica muito usada pela nossa imprensa: pega-se um assunto antigo, dá-se uma nova roupagem e manda-se de novo para as páinas (ou ao ar) como se fosse novo. Se não colar como da primeira vez, tenta-se de novo, e de novo, e de novo...Um dia acaba colando e você consegue o objetivo: fazer a lama pegar.
Não lembrou? Não tem problema: o Estadão requenta o assunto hoje. É uma bela demonstração de uma técnica muito usada pela nossa imprensa: pega-se um assunto antigo, dá-se uma nova roupagem e manda-se de novo para as páinas (ou ao ar) como se fosse novo. Se não colar como da primeira vez, tenta-se de novo, e de novo, e de novo...Um dia acaba colando e você consegue o objetivo: fazer a lama pegar.
27.2.03
Mestre Janio dá novo show. De uma tacada só bate na hipocrisia da imprensa e na cultura de segredo das Forças Armadas (um dos argumentos contra pô-las no combate ao narcotráfico e que não foi listado por Clóvis Rossi), e ainda dá uma de pauteiro. Vale a pena ler aqui.
Clóvis Rossi põe novos argumentos sobre a mesa na discussão a respeito da presença das Forças Armadas no combate ao narcotráfico. O ponto de vista do colunista é a favor e é muito respeitável, só não gostei de ele ter listado dois argumentos que o apóiam e nenhum dos contrários, dizendo que eles são muito conhecidos e por isso não se precisaria listá-los. Isso não é uma maneira séria de discutir um assunto tão delicado, eu creio. E digo isso até porfque tendo a concordar com a posição moderada do articulista, que você pode ver aqui.
A Gazeta Mercantil deixou de circular novamente hoje e dessa vez com aviso oficial aos jornaleiros.
Ainda vai virar semanário.
Ainda vai virar semanário.
26.2.03
Caidaço o chat do Nilo Dante no Comunique-se. Não apareceu ninguém nem pra cobrar os atrasos nos pagamentos das rescisões, indenizações e coisas que tais. Assim é que eles não pagam mesmo, né, moçada?
O PFL caiu em si e não deu a presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática ao ruralista Ronaldo Caiado. Ela ficou com o paulista Valdemar Corauci Sobrinho, que terá como vices Sandes Junior (é isso mesmo...), do PPB-GO, Vieira Reis (PMDB-RJ) e Silas Câmara (PTB-AM). O interessante desta comissão é que o PT tinha direito ao maior número de vagas, nove, mas abriu mão de quatro (três para o PFL e uma para o PL), e, assim, os pefelistas são maioria absoluta na comissão com 12 parlamentares na comissão. Estranho...
Sensacional empate entre Dona Míriam e Companheiro Gaspari! A disputa pelo título de colunista que mais torce contra o governo Lula está fantástica! Lembre-se: o pleito termina no domingo de carnaval!
Oba! Andréa voltou com meu blog favorito!
Hoje tem Nilo Dante no chat do Comunique-se, a partir das 15 horas. Há promessa de emoções fortes.
Sensacional esta troca de emeios entre Alberto Dines e Rodolfo Fernandes a respeito da cobertura do Globo sobre o grampo de ACM. Umas observações:
1. Não sei se você vai concordar, mas acho que o Rodolfo ganhou a disputa. Ele demonstra que o Globo deu relevo à história na primeira página. Dines queria, pelo que deu pra entender, que o jornal fosse com tudo pra cima do ACM como a Folha fez. Direito do Dines achar isso, mas é aquela coisa: se o Globo fizesse isso com ACM, não se poderia criticar que fizesse com outros personagens depois, né? Prefiro uma "cobertura burocrática" do que uma carnavalesca que provoque prejuízos irremediáveis no caso de a acusação encampada se mostrar injusta. O que, acho, deve ser cobrado é que o Globo seja prudente assim com todo mundo, em todas as editorias, o tempo todo.
2. Quanto à questão dos colunistas, não tenho certeza, mas acho que Tereza Cruvinel realmente pegou o lance em cima, assim como a Dora Kramer e a Eliane Cantânhede. Pode ter sido um dia ou dois depois, mas não mais do que isso.
3. O Dines é mesmo cabeça-dura como diz o Rodolfo (e arrogante, mando eu), mas mesmo com esses - e outros - defeitos ainda é essencial para o jornalismo aqui do Bananão.
1. Não sei se você vai concordar, mas acho que o Rodolfo ganhou a disputa. Ele demonstra que o Globo deu relevo à história na primeira página. Dines queria, pelo que deu pra entender, que o jornal fosse com tudo pra cima do ACM como a Folha fez. Direito do Dines achar isso, mas é aquela coisa: se o Globo fizesse isso com ACM, não se poderia criticar que fizesse com outros personagens depois, né? Prefiro uma "cobertura burocrática" do que uma carnavalesca que provoque prejuízos irremediáveis no caso de a acusação encampada se mostrar injusta. O que, acho, deve ser cobrado é que o Globo seja prudente assim com todo mundo, em todas as editorias, o tempo todo.
2. Quanto à questão dos colunistas, não tenho certeza, mas acho que Tereza Cruvinel realmente pegou o lance em cima, assim como a Dora Kramer e a Eliane Cantânhede. Pode ter sido um dia ou dois depois, mas não mais do que isso.
3. O Dines é mesmo cabeça-dura como diz o Rodolfo (e arrogante, mando eu), mas mesmo com esses - e outros - defeitos ainda é essencial para o jornalismo aqui do Bananão.
Para quem ainda acredita que o "mérito" é a única forma de se encarar a entrada na universidade pública e também quem ainda acredita que a nossa imprensa já chegou à segunda metade do século passado em termos de consciência social é uma boa ler este artigo aqui.
Quércia perde outra na Justiça, dessa vez contra a Abril. Aqui.
Não tenho a menor idéia do porquê esta matéria sobre a reestruturação no Grupo Estado saiu no site Consultor Jurídico, mas que vale uma bela lida vale.
Coleguinha tem tendência a ser papagaio, repetindo o que houve alhures. Vai daí é bom ler este outro artigo do OI a respeito de explosão demográfica.
Para você ver como trabalham a Folha e o Estadão quando o assunto é PT leia este esclarecedor artigo que saiu no Observatório da Imprensa.
O pau tá comendo na imprensa de França. Veja aqui e aqui. Antes uma observação: os dirigentes do Le Monde estão processando três coleguinhas e a revista L'Express. Vamos ver se são acusados de atentado contra a liberdade de imprensa também...
Nada contra a análise de Clóvis Rossi feita aqui, mas creio que cabem duas observações:
1. A situação emergencial da segurança pública no país - não só no Rio - só merece registro dos principais colunistas da Folha (e de outros jornais) quando ocorrem explosões como as de agora (e de Salvador há dois anos e São Paulo, nas prisões). Como afirma o próprio Clóvis, a situação é muito grave, daí, creio, merecer pelo menos uma coluna a cada 15 dias dos luminares da imprensa;
2. Os mesmos colunistas não exigiram tanta agilidade do governo federal há quatro meses quando houve aquela onda de boatos durante o governo Benedita. O que terá mudado em tão curto período?
1. A situação emergencial da segurança pública no país - não só no Rio - só merece registro dos principais colunistas da Folha (e de outros jornais) quando ocorrem explosões como as de agora (e de Salvador há dois anos e São Paulo, nas prisões). Como afirma o próprio Clóvis, a situação é muito grave, daí, creio, merecer pelo menos uma coluna a cada 15 dias dos luminares da imprensa;
2. Os mesmos colunistas não exigiram tanta agilidade do governo federal há quatro meses quando houve aquela onda de boatos durante o governo Benedita. O que terá mudado em tão curto período?
25.2.03
A Viacom está pensando em comprar a CNN. Menos vozes ainda nos EUA: a Viacom já é um colosso que possui, entre outras, a CBS (que faz parte de um sistema de 39 estações de TV espalhadas pelos EUA), a MTV, a Nickelodeon, a Black Entertainment Television (BET), a Paramount, a UIP a UCI, a Blockbuster e a Simon&Schuster.
E ainda tem gente querendo liberar geral para esses megagrupos de comunicação...
E ainda tem gente querendo liberar geral para esses megagrupos de comunicação...
Ulisses Mattos, subeditor da Programa, desmente que a foto da capa da semana passada esteja rasgada e que as personagens da foto tenham sido nela inseridas. O esclarecimento de Ulisses e uma pequena tréplica minha:
O desleixo começa a tomar conta do JB. Na capa da revista Programa da sexta-feira passada, a foto está rasgada no canto superior esquerdo e as pessoas que se vê nela foram obviamente postas lá por um programa de tratamento de imagens (aliás, pessimamente utilizado).
Tudo bem que a crise é braba lá, mas se esse tipo de comportamento fica mal para a empresa, fica ainda pior para o responsável pelo trabalho.
Ih, Ivson. Nessa você viajou legal. A foto não está rasgada e nem inserimos ninguém lá. Nenhum veículo, por mais desleixado que fosse, iria publicar uma foto rasgada na capa. Acho que nem fanzine de faculdade. Aquilo que lhe parece um rasgo é apenas o guarda-sol da mesa. É que tivemos um problemas com as fotos que mandamos fazer e precisamos usar uma foto de divulgação. Só que tivemos que ampliar a tal foto (daí a moldura) e o guarda-sol ficou esquisito lá no canto de cima. E aquele pessoal já estava na foto. Na ampliação é que a definição também não ficou grande coisa. Imprevistos do jornalismo, e não desleixo. Vê lá o que você vai colocando no site. Uma coisa é esculhambar empresas. Você tem suas razões para criticar procedimentos dos mais variados veículos. Mas quando você fala de ``desleixo´´ parece que o problema são os profissionais, que chutaram o balde. Não é por aí. Mesmo. Quero continuar lendo suas ótimas notas achando/sabendo que elas são bem pensadas antes de pularem pra tela e não apenas suposições apressadas.
Eu não tinha visto a foto no dia. Fui alertado para ela por um leitor antigo e fui conferir. Fiquei confuso e consultei três pessoas experientes em Arte e elas não tiveram dúvidas em dizer que a foto estava mesmo rasgada, e foi uma delas - bambambam no Photoshop - que me alertou que as pessoas tinha sido inseridas, e de maneira tosca.
O desleixo começa a tomar conta do JB. Na capa da revista Programa da sexta-feira passada, a foto está rasgada no canto superior esquerdo e as pessoas que se vê nela foram obviamente postas lá por um programa de tratamento de imagens (aliás, pessimamente utilizado).
Tudo bem que a crise é braba lá, mas se esse tipo de comportamento fica mal para a empresa, fica ainda pior para o responsável pelo trabalho.
Ih, Ivson. Nessa você viajou legal. A foto não está rasgada e nem inserimos ninguém lá. Nenhum veículo, por mais desleixado que fosse, iria publicar uma foto rasgada na capa. Acho que nem fanzine de faculdade. Aquilo que lhe parece um rasgo é apenas o guarda-sol da mesa. É que tivemos um problemas com as fotos que mandamos fazer e precisamos usar uma foto de divulgação. Só que tivemos que ampliar a tal foto (daí a moldura) e o guarda-sol ficou esquisito lá no canto de cima. E aquele pessoal já estava na foto. Na ampliação é que a definição também não ficou grande coisa. Imprevistos do jornalismo, e não desleixo. Vê lá o que você vai colocando no site. Uma coisa é esculhambar empresas. Você tem suas razões para criticar procedimentos dos mais variados veículos. Mas quando você fala de ``desleixo´´ parece que o problema são os profissionais, que chutaram o balde. Não é por aí. Mesmo. Quero continuar lendo suas ótimas notas achando/sabendo que elas são bem pensadas antes de pularem pra tela e não apenas suposições apressadas.
Eu não tinha visto a foto no dia. Fui alertado para ela por um leitor antigo e fui conferir. Fiquei confuso e consultei três pessoas experientes em Arte e elas não tiveram dúvidas em dizer que a foto estava mesmo rasgada, e foi uma delas - bambambam no Photoshop - que me alertou que as pessoas tinha sido inseridas, e de maneira tosca.
Num dia um tanto confuso (estou muito inglês hoje...) como ontem, acabou me passando mais uma gentileza de mestre Luiz Gravatá, que, no entanto, foi notada pela sempre atenta Andréa (esta, aliás, tirou seu excelente blog Palavranave da Rede sob meus protestos). Gravatá, um dos meus gurus desde dos Dias Antigos do Centroin, mencionou em sua coluna no Info&Etc do Globo o post sobre a Alta-Autoridade em Comunicação Social de Portugal, incluído neste desvalioso blog semana passada. Muito grato pela atenção, mestre!
Você notou que a Folha de São Paulo não se assina mais assim nos comerciais de assinatura, pelo menos aqui no Rio? É só Folha. Acho que tem marquetagem por trás disso visando crescer por aqui.
Dora Kramer verbera contra a inação dos governos federal e estadual diante da violência no Rio. Mas, talvez por esquecimento provocado pela indignação, esqueceu de escrever, com todas as letras, o que defende, embora seja óbvio: a intervenção no Estado do Rio. Tese respeitável. Tanto que certament só a ira pode ter feito a colunista não defendê-la abertamente na coluna que você pode ler aqui...
De quem será que o Clóvis Rossi está falando quando comenta, no trecho abaixo, o comportamento da mídia no caso dos grampos?
Mas como o leitor acha que teria sido o comportamento petista se o episódio tivesse vindo a público há, digamos, um ano e o suspeito fosse FHC ou alguém próximo dele?
Aliás, como se teriam comportado membros da brigada carlista na mídia nessa hipótese e como se comportam agora?
Mas como o leitor acha que teria sido o comportamento petista se o episódio tivesse vindo a público há, digamos, um ano e o suspeito fosse FHC ou alguém próximo dele?
Aliás, como se teriam comportado membros da brigada carlista na mídia nessa hipótese e como se comportam agora?
Ontem, O Globo deu matéria de que a Light tivera um prejuízo de R$ 4,7 bilhões até setembro de 2002. HOje, em notinha perdida nas Cartas do Leitores, vem retificação, assinada pela colega Cristina Calmon: o prejuízo é de R$ 407 milhões no período citado. Errinho bobo...Só uns R$ 4,3 bilhões...Cerca de dez vezes a informação correta...
24.2.03
O desleixo começa a tomar conta do JB. Na capa da revista Programa da sexta-feira passada, a foto está rasgada no canto superior esquerdo e as pessoas que se vê nela foram obviamente postas lá por um programa de tratamento de imagens (aliás, pessimamente utilizado).
Tudo bem que a crise é braba lá, mas se esse tipo de comportamento fica mal para a empresa, fica ainda pior para o responsável pelo trabalho.
Tudo bem que a crise é braba lá, mas se esse tipo de comportamento fica mal para a empresa, fica ainda pior para o responsável pelo trabalho.
Para quem assina a CPM não é novidade, mas é bom socializar a informação, certo? O JB está vendendo em bancas entre 15 mil (segundas) e 35 mil (domingos). Os assinantes é que ainda salvam o jornal: são 55 mil fiéis.
23.2.03
O companheiro Gaspari ultrapassou Dona Miriam na entrada da reta final da disputa pelo título de colunista que mais torce contra o governo Lula, possivelmente aproveitando-se do fato de sua concorrente estar de férias.
A votação termina no domingo que vem. Tem tudo para ser um final emocionante! Vamos lá! Vote!
A votação termina no domingo que vem. Tem tudo para ser um final emocionante! Vamos lá! Vote!
Sabe quem está na bica para presidir a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados?
Ronaldo Caiado.
É, ele mesmo! O criador e ex-líder da União Democrática Ruralista! Isso é o que eu chamo ter boi na linha!
Ronaldo Caiado.
É, ele mesmo! O criador e ex-líder da União Democrática Ruralista! Isso é o que eu chamo ter boi na linha!
Materinha manipuladora a de hoje sobre as possíveis mudanças nas regras da FCC sobre a concentração da mídia nos EUA. Fala das "muitas vozes" a que os americanos teria acesso, citando um monte de canais de TVs a cabo, não sei quantos jornais, uma cacetada de rádios e a internet. Mas esquece de dizer que a maior parte de todo esse aparato pertencer a menos de dez empresas.
Por que apareceu uma matéria dessa na edição dominical do Globo? Porque segunda passada, como está num post lá embaixo, Alberto Dines levou ao Conselho de Comunicação Social, do qual é conselheiro, a grave concentração da mídia no Brasil. E nós sabemos qual o grupo empresarial que mais concentra veículos de comunicação nas mãos, não é?
Por que apareceu uma matéria dessa na edição dominical do Globo? Porque segunda passada, como está num post lá embaixo, Alberto Dines levou ao Conselho de Comunicação Social, do qual é conselheiro, a grave concentração da mídia no Brasil. E nós sabemos qual o grupo empresarial que mais concentra veículos de comunicação nas mãos, não é?
Boa defesa das cotas raciais a da Flávia Oliveira hoje no Globo, apesar de um pequeno engano: o artigo quinto da Constituição Federal diz respeito às garantias individuais e não envolve empresas. Assim, a menção à CSN fica sem razão de ser. Mas o erro no exemplo não invalida a tese central: políticas compensatórias necessariamente beneficiam mais uns do que outros. Afinal, os compensados já foram injustiçados antes e exatamente por isso necessitam da compensação, ó pá! Outro ponto importante tocado de passagem: realmente o combate às cotas sabe muito à reação de quem não quer perder privilégios.
Agora é esperar que outros negros com poder de pressão sigam o exemplo da colunista do Globo e comecem a se mexer para impedir que mais uma geração de irmãos e irmãs seja perdida.
Agora é esperar que outros negros com poder de pressão sigam o exemplo da colunista do Globo e comecem a se mexer para impedir que mais uma geração de irmãos e irmãs seja perdida.
22.2.03
Gabriel Oliven, editor de Política de O Dia, começou segunda passada como Diretor de Comunicação da Assembléia Legislativa do
Estado do Rio. Em seu lugar, por enquanto, fica Rachel Vita. (Jornalistas&Cia)
Estado do Rio. Em seu lugar, por enquanto, fica Rachel Vita. (Jornalistas&Cia)
Elfo esportivo ficoi cismado com uma coincidência. É que na mesma semana em que saiu dominical enorme do Globo sobre a importância das peladas para a formação dos craques de futebol no país, seguida de elogio aos "rachas" de rua numa conceituada coluna esportiva do mesmo jornal, a Nike lança uma campanha cujo principal mote é...a pelada!
Eu hein...
Eu hein...
Hilário o "esclarecimento" que saiu hoje na capa do Ela, do Globo, cuja matéria foi sobre swing:
As pessoas que aparecem nas fotos desta página participaram de uma festa ma boate Image Night, em São Paulo. Elas não fazem swing.
Ou seja, "olha, eu estou aqui nesse bacanal, mas na verdade sou uma freira, tá?"
Sen-sa-ci-o-nal!! O que não faz o medo de um processo, hein?
As pessoas que aparecem nas fotos desta página participaram de uma festa ma boate Image Night, em São Paulo. Elas não fazem swing.
Ou seja, "olha, eu estou aqui nesse bacanal, mas na verdade sou uma freira, tá?"
Sen-sa-ci-o-nal!! O que não faz o medo de um processo, hein?
Segundo a Meio&Mensagem, a ANJ vai realizar, dia 27, um debate nacional, em circuito fechado, sobre a Previdência. Boa oportunidade para a entidade tomar posição sobre os seus associados que não depositam o devido ao INSS ou usam de artifícios, como a transformação de trabalhadores em pessoas jurídicas, para burlar contribuições, entre as quais a da Previdência pública.
21.2.03
A campanha contra as cotas nas universidades públicas ou em qualquer outro lugar está encorpando a olhos vistos. Todos os veículos de comunicação importantes têm, todos os dias, editado matérias contra a idéia. Sempre é claro, diz-se no início de cada matéria que ninguém é contra as cotas e tal e coisa, mas depois só se vê o lado contra baixando o porrete. É hora de quem está a favor, especialmente o movimento negro, se mexer. A reação já está em campo sozinha e contando com a ajuda da mídia para detonar no nascedouro esta vertente da luta contra a exclusão social no país.
Não li no dia, mas hoje escarafunchando os arquivos do JB li essa ótima idéia de pauta do velho Villas, falando anteontem dos escritórios locais dos deputados e senadores, mantidos com dinheiro público bem longe de Brasília:
(...)A verba para contratar livremente assessores da confiança pessoal de Suas Excelências para o luxo dos gabinetes privativos, já guarnecidos pelo excelente corpo de servidores da Casa, disparou para o desatino de hospício de R$ 25 mil. E, no mesmo surto, o insustentável segundo gabinete na base, para atender ao eleitor em casa, teve a sua verba mensal engordada de R$ 7.000 para R$ 12 mil.
Só este segundo gabinete emporcalha duas legislaturas. A anterior, em cujo ventre foi gerado, no balcão de votos para a eleição da Mesa Diretora. E a atual, que mantém o descaro, com o inchaço do despudor. Eis um desafio aos pauteiros de jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. Vale a missa com coro, de uma reportagem de arromba, com visita de surpresa aos endereços dos gabinetes em alguns Estados, para a colheita de informações sobre o número e salário dos contratados, os serviços e horário dos extenuantes expedientes. Ou, basta confirmar os endereços e listar os que realmente existem e os não encontrados, talvez porque secretos. (...)
E aí, quem vai nessa?
(...)A verba para contratar livremente assessores da confiança pessoal de Suas Excelências para o luxo dos gabinetes privativos, já guarnecidos pelo excelente corpo de servidores da Casa, disparou para o desatino de hospício de R$ 25 mil. E, no mesmo surto, o insustentável segundo gabinete na base, para atender ao eleitor em casa, teve a sua verba mensal engordada de R$ 7.000 para R$ 12 mil.
Só este segundo gabinete emporcalha duas legislaturas. A anterior, em cujo ventre foi gerado, no balcão de votos para a eleição da Mesa Diretora. E a atual, que mantém o descaro, com o inchaço do despudor. Eis um desafio aos pauteiros de jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. Vale a missa com coro, de uma reportagem de arromba, com visita de surpresa aos endereços dos gabinetes em alguns Estados, para a colheita de informações sobre o número e salário dos contratados, os serviços e horário dos extenuantes expedientes. Ou, basta confirmar os endereços e listar os que realmente existem e os não encontrados, talvez porque secretos. (...)
E aí, quem vai nessa?
Antônio Carlos Magalhães acredita estar sofrendo perseguição de Dora Kramer e se queixa disso hoje, na coluna da coleguinha, que abriu espaço para a resposta do coronel, mas ficou com a palavra final, claro.
O depoimento de Carlos Sasse pode ter impedido - pelo menos adiou - um acordo que estava sendo costurado por um grupo de elite do ex-governador Garotinho com os altos-comandos da mídia do Rio. A idéia era - e pode continuar sendo mais adiante - que a cobertura sobre o escândalo dos fiscais fosse abrandada por aqui. O argumento principal é que um caso deste tipo exatamente na área de arrecadação daria ao governo do Eleito a desculpa perfeita para não dar a grana que a Garotinha está literalmente chorando para conseguir e ainda prejudicaria o pleito de trazer a refinaria da Petrobrás para cá (diz-se que o companheiro Dutra deseja levá-la para o Nordeste). No fim, argumenta a garotada, a própria mídia fluminense entraria pelo cano, pois a decadência econômica do Estado - que vem se acentuando desde a década de 90 - chegaria em um ponto de não-retorno por simples falta de perspectiva.
Sabe-se que estes argumentos já tinham sensibilizado algumas empresas, mas agora fica difícil esconder as traquinagens do Molecão, principalmente porque os jornais de Sampa não têm nada com isso e vão mandar brasa mesmo.
Sabe-se que estes argumentos já tinham sensibilizado algumas empresas, mas agora fica difícil esconder as traquinagens do Molecão, principalmente porque os jornais de Sampa não têm nada com isso e vão mandar brasa mesmo.
Luís Nassif é mesmo o melhor colunista de economia do País. Disparado. Leia aqui, principalmente se você é coleguinha de economia ou estudante de jornalismo.
Se o governo do Eleito der errado não será por falta de aviso de meste Janio. Leia aqui.
Eliane Cantanhêde faz uma boa análise sobre a reunião do Eleito com os governadores, mas, no fim, sucumbe à ansiedade. Afinal, é quase impossível numa primeira reunião com mais 30 de pessoas sair alguma proposta, né, Eliane? Veja aqui a coluna.
20.2.03
A pesquisa sobre qual o colunista está torcendo mais contra o governo Lula tem sido um sucesso de público. Em menos de uma semana 45 votos!
Dona Míriam lidera, mas o companheiro Gaspari vem com muita ação e Diogo Mainardi mantém uma terceira posição consistente.
Dona Míriam lidera, mas o companheiro Gaspari vem com muita ação e Diogo Mainardi mantém uma terceira posição consistente.
A coisa está mais feia do que parece no JB:
* A coluna de Ricardo Boechat não saiu na segunda por "problenas técnicos", segundo jornal. O "problema técnico" foi o não pagamento do salário de janeiro do colunista. Com o salário na devida conta, a coluna voltou.
* Já a coluna dominical de Millor Fernandes sumiu há duas semanas. A causa é mesma: atraso nos pagamentos.
* A coluna de Ricardo Boechat não saiu na segunda por "problenas técnicos", segundo jornal. O "problema técnico" foi o não pagamento do salário de janeiro do colunista. Com o salário na devida conta, a coluna voltou.
* Já a coluna dominical de Millor Fernandes sumiu há duas semanas. A causa é mesma: atraso nos pagamentos.
A competente Cláudia Turela foi demitida da TV Globo, depois de nove anos como editora-chefe de RJ1.
O tal consórcio que une O Dia e o JB realizou ontem um furdunço no Méli-Melo para se apresentar aos publicitários. Tinha uíque pelas canelas, baterias da Grande Rio e do Monobloco, coisa de pelo menos R$ 300 mil. Enquanto isso, o pessoal que entrou no conto da pessoa jurídica - recebendo a promessa de levar as verbas rescisórias em suaves prestações - está sem ver a cor da grana desde dezembro. Nem a galera que teve a garantia que receberia pelo O Dia está escapando do calote. O consórcio, como se vê, não é só para dividir custo e racionalizar departamentos. Rola sinergia na cara de pau também.
Luís Nassif faz a mesma cobrança de Rossi, mas se embansando na economia e não na política. Aliás, a coluna de hoje me lembrou uma pergunta que eu ia fazer ontem: por que será que nas vésperas de reuniões do Copom os coleguinhas - principalmente colunistas - sempre ouvem os economistas ligados ao "mercado" (leia-se mercado financeiro) e não os ligados à indústria, ao comércio (menos o Luiz Roberto Cunha, pelo menos por enquanto, por favor...), às empresas de serviços ou mesmo às universidades? Os ouvidos, é claro, defendem a inevitabilidade do aumento dos juros que garantem os lucros de seus clientes e seus belos bônus. Os outros só são ouvidos - quando o são - depois que os juros realmente subiram, e vêm reclamando do fato consumado e não oferecendo uma opção antes de o fato acontecer. Por que isso? Pergunte à Matrix...
Acho que o Clóvis Rossi fez a pergunta certa, aquela que mostra toda a decepção com a política econômica do PT. Leia aqui
Clarissa Lima trocou a sucursal do JB em Brasília pela assessoria do Ministério de Minas e Energia.
19.2.03
A nova direção da TVE, aliás, deve se preparar para descascar um abacaxi que vem por aí. Três procuradores da República já deram parecer dizendo que a existência da Acerp - aquela "organização social" inventada durante o governo FHC para fazer uma espécie de terceirização da mão de obra da empresa - é inconstitucional. Agora, depende só do juiz que está com o caso nas mãos. Se ele/ela acolher os pareceres vai ser um problema sério.
Beth Carmona toma posse na direção da TVE na sexta, às 11h30. É esperada a presença de ministros.
Cara, o Janio de Freitas é um barato! Leia aqui.
Por falar em ACM, está ficando ensurdecedor o mutismo do companheiro Gaspari sobre a acusação de grampeamento feita ao senador baiano. Fica ainda mais esquisito quando a gente se recorda que o companheiro saltava na jugular do governo FHC sempre que os arapongas tucanos bobeavam e deixavam rastros. Você lembra quantas colunas rendeu ao ácido colunista do Globo e da Folha o caso do grampo no BNDES à época da privatização das teles?
O Clóvis Rossi tem até razão na ponderação final que faz no fim da coluna de hoje, mas se ACM ainda é um personagem da hora por aqui, nós, da mídia, temos muito a ver com isso, não é?
18.2.03
Desde 1990, quando foi criado, a Alta-Autoridade para a Comunicação Social (AACS), de Portugal (um Conselho Comunicação Social vitaminado de lá) abriu 22 processos contra tevês que mandaram ao ar programas de baixo nível, sendo 12 em 2002. E lá ninguém pensa em acusar o órgão de atentar contra a liberdade de expressão...Informações do jornal Público.
A desvalorização do real está fazendo além-mar. A TV Canção Nova - aquele grupo carismático católico que foi brindado com um monte de concessões no tempo de FHC - está tentando renegociar suas dívidas com a TV Cabo, de Portugal. A informação é do jornal Público.
Cara, se o Eleito for mesmo indicado pro Nobel da Paz vai ter gente cometendo "haraquiri baiano". Incluindo coleguinhas...
Na reunião mensal do Conselho de Comunicação Social, o ranheta, mas nem por isso menos importante, Alberto Dines puxou um assunto importante: a concentração da mídia no Brasil. A reunião pegou fogo e ficou decidido que o CCS terá uma reunião específica para discutir o assunto, incluindo a propriedade cruzada dos meio de comunicação no Bananão.
Não é só no JB que a coisa está feia não. A Record não tem dado férias a ninguém por não ter como arcar com as despesas. E não tem depositado o fundo de garantia.
Pra constar de sua lista de efemérides favoritas: no dia 19 de fevereiro de 1972 foi realizada a primeira transmissão oficial a cores na tevê brasileira. Televisou-se a abertura da Festa da Uva, em Caxias do Sul, com imagens geradas pela TV Difusora de Porto Alegre e transmitidas pela Record. Antes desse momento, houvera apenas alguns testes na década de 60, levados a cabo pela Tupi e pelas jovens Globo e Bandeirantes. Oficialmente, a tevê em cores no Brasil, porém, começou no dia 31 de março de 72, em comemoração aos 18 anos da "Redentora".
A situação do JB voltou a piorar. Alguns salários de janeiro só foram pagos ontem e as perspectivas são muito ruins. Informações dão conta que o jornal chega, em alguns dias, a tirar apenas R$ 8 mil com as vendas em bancas.
O Studio Eme abriu inscrições para turmas do curso de Telejornalismo e Apresentação de TV no mês de março. O que engloba os dois módulos começa no dia 20 e tem carga de 32 horas, sendo ministrado entre aos sábados, entre 10h e 14h. Já o curso que é apenas de apresentação tem 18 horas e começa dia 10 de março. Mais informações em www.studioeme.hpg.ig.com.br.
Coitada da programação de esportes da Fox. Nem bem nasceu, já vai morrer. A Meio&Mensagem informa que a Globosat e a ESPN Internacional, que pensavam em pôr os esportes dentro de um canal só dele, o Fox Sports, desistiram da empreitada.
17.2.03
Aquele elfo que marca O Globo em cima viu um erro bobo na segunda edição do Esporte de domingo: o título do colunão sobre o jogo Atlético x Cruzeiro saiu dando a vitória ao Galo de Minas, mas quem venceu mesmo foi o Cruzeiro, como está na primeira linha do texto.
A IstoÉ tomou outra tunda na Justiça. Dessa vez foi por conta de matéria sobre o suposto envolvimento de Tarcísio Jorge, do irmão do ex-assessor da Presidência no governo FHC, Eduardo Jorge, no desvio de verbas destinadas à construção do Fórum da Justiça do Trabalho em São Paulo. A revista vai recorrer da decisão do juiz João Marcos Guimarães Silva. No processo também foi condenado o coleguinha Leonel Rocha, autor da matéria. (Consultor Jurídico)
O veterano Haroldo Costa - em cadeira de rodas por ter quebrado o fêmur recentemente - lança nesta quinta, na livraria do Museu do Catete, o seu sétimo livro, "Salgueiro - 50 Anos de Glória", que sai pela Record. O convescote começa às 19 horas.
O Studio Eme comunica que agora também tem site. Fica em http://www.studioeme.hpg.ig.com.br e nele você pode achar todos os cursos promovidos pela empresa.
Senhores bem-vestidos, taciturnos e de olhar frio têm sido vistos na redação do Lance! nos últimos dias, observando tudo com muita atenção. São consultores. Você sabe o fim dessa história, não?
Um esclarecimento histórico sobre o recorde do Estadão. Ele é em termos de volume de páginas. Porque em termos de mentira descarada a acusação de envolvimento do então deputado José Genoíno em um assalto a banco em Leme, em 86, ainda é imbatível.
A edição de domingo do Estado de São Paulo deve ter estabelecido um novo recorde de anti-petismo na história da imprensa brasileira.
Esqueci de citar uma outra prova de como "Gangues de Nova Iorque" é instrutivo. Por intermédio do filme, descobrimos que nos anos 60 do século XIX em Nova Iorque havia um cirurgião plástico pelo menos tão bom quanto o Pitanguy...
Inovação na BR. O presidente da subsidiária da Petrobras, Rodolfo Landim, decidiu promover o coleguinha Alex Messias a assessor da Presidência e pôs como gerente de comunicação o engenheiro Sérgio Bandeira de Melo. A assessoria de comunicação ainda é chefiada pela jornalista Carmen Navas.
16.2.03
Mais três atalhos no Vai Lá, Mané!, dois sobre mídia de esquerda e um sobre boa ação. Os dois primeiros levam Pa III Ciranda Internacional de Informação Independente, evento que aconteceu durante o III FSM, e o segundo para o Núcleo Piratininga de Comunicação, ONG dirigida pelos bravos e queridos Vito Giannotti e Cláudia Santiago.
O terceiro é para o blog sobre o Lucas. Você lembra dele, não é? Aquele menininho que nasceu miserável e soropositivo, e que está sendo ajudado por uma moça paulista, por sua vez auxiliada por um monte de blogueiros.
O terceiro é para o blog sobre o Lucas. Você lembra dele, não é? Aquele menininho que nasceu miserável e soropositivo, e que está sendo ajudado por uma moça paulista, por sua vez auxiliada por um monte de blogueiros.
Dia 18, terça, será lançado em São Paulo o jornal "Brasil em Fatos", uma publicação de esquerda editada pelo grande José Arbex. O lançamento oficial do jornal rolou durante o III Fórum Mundial Social e a edição paulista do evento será às 19 horas, no Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520).
Janaína Figueiredo em sua matéria de hoje no Globo diz que a Venezuela está desanimada, depois da derrota do golpe contra o presidente Hugo Chávez. Bem, a oposição venezuelana deve estar mesmo desanimada, mas não é só ela que está deprê com a resistência de Chávez, né, Janaína?
Esse Janio de Freitas é danado de bom, sô!
O veterano Villas-Boas Corrêa ganhou a pesquisa sobre quem é o melhor colunista político entre os que publicam nos quatro grandes jornais. Villas teve 21 do total de 56 votos (37,5%), seguido por Tereza Cruvinel, do Globo, com 13 (23,21%) e Dora Kramer (JB/Estadão), com 8 (14,29%), esta com um voto a mais que Eliane Cantanhêde, da Folha (12,5%). Fechando ficaram Fernando Rodrigues (Folha), com 4 votos (7,14%), e Helena Chagas, com 3 (5,36%). Helena, porém, pode ter sido prejudicada por ser a única que escreve apenas uma vez por semana no Globo.
Nova enquete já está aí a sua esquerda: "Qual o colunista que mais está torcendo contra o Governo Lula?". O vencedor da pesquisa ganhará um desenho virtual do imortal pesonagem "O Amigo da Onça", do cartunisita Péricles, pernambucano como eu e o Eleito. Votos até o dia 1º de março, quando Lula completará dois meses no Planalto.
Nova enquete já está aí a sua esquerda: "Qual o colunista que mais está torcendo contra o Governo Lula?". O vencedor da pesquisa ganhará um desenho virtual do imortal pesonagem "O Amigo da Onça", do cartunisita Péricles, pernambucano como eu e o Eleito. Votos até o dia 1º de março, quando Lula completará dois meses no Planalto.
Interessantes as fotos publicadas hoje na página 42 do Globo. No alto, uma grande, com corte vertical, mostra um cano enorme apontado para o leitor e, desfocada, um pessoa; na legenda diz-se que é uma iraquiana experimentando um lançador de granadas. Mais abaixo, numa foto com corte comum, horizontal, oito soldados americanos tiram fotos e riem como se estivessem de férias; na legenda afirma-se que os soldados estão treinando no Kuwait e informa-se que as baterias anti-aéreas de Saddam Hussein estarão entre os primeiro alvos do ataque.
Como diria Charlie Brown, deve significar algo, mas não sei o quê. Quem sabe o Flávio Rodrigues e o pessoal do Photosynthesis (espero ter escrito certo dessa vez...) possam explicar?
Como diria Charlie Brown, deve significar algo, mas não sei o quê. Quem sabe o Flávio Rodrigues e o pessoal do Photosynthesis (espero ter escrito certo dessa vez...) possam explicar?
Dona Míriam está tenta hoje obter a rendição incondicional do Eleito à política econômica ruinosa que os amigos dela mantiveram por oito anos e ele preserva por forças das circunstâncias. Obviamente não vai conseguir, mas foi boa a jogada de escrever a coluna de hoje e se mandar para mais um período de férias (acho que já perdi as contas de quantas foram neste último ano) no Nordeste. Como ela diz irá de deliciar nas praias de lá e certamente procurará se concentrar na beleza da paisagem, tentando não ver a miséria local - que leva, entre outras coisas, à exploração sexual de crianças e adolescentes, com ponto nas praias - que aumentou nos últimos anos graças exatamente à política econômica que ela defende com tanto vigor.
Mas nada contra. Como ela deixa a Flávia Oliveira, uma repórter de verdade, como substituta, saímos lucrando muito. Boas férias, Dona Míriam! Não se apresse em voltar viu?
Mas nada contra. Como ela deixa a Flávia Oliveira, uma repórter de verdade, como substituta, saímos lucrando muito. Boas férias, Dona Míriam! Não se apresse em voltar viu?
O companheiro Gaspari faz boa proposta para o Eleito detonar o decreto de FHC que aumenta o tempo de indisponibilidade de documentos públicos da Presidência da República. Infelizmente, o mesmo não se dá quando o caso é o setor elétrico. O compnheiro só sabe escrever que o governo deve deixar as distribuidoras de energia elétrica quebrarem, sem botar dinheiro público nelas. Ok. Mas então fazer o quê com a Eletropaulo, empresa que distribui 14% da energia consumida no país na área metropolitana de São Paulo e nas cidades do cinturão industrial paulista? Deixa apagar tudo? O que diriam do governo do Eleito o companheiro e suas fontes no PFL, como o senador ACM, se isso acontecesse? E com a AES Sul, pertencente oa mesmo grupo e que distribui energia no Sul no país? Apaga tudo lá também?
Esqueci de comentar esse artiguete que saiu no Globo ontem:
A raposa e as galinhas
O GOVERNO deverá permitir que empresas estatais participem da concorrência para a construção e exploração de linhas de transmissão de energia, algo proibido pelo programa de privatização.
A CURIOSIDADE é quanto às regras para essa participação. Se estatais e empresas privadas participarem em condições iguais das licitações, será como soltar no mesmo quintal galinhas e raposas.
ENQUANTO AS empresas privadas precisam dar lucro, e são obrigadas a administrar custos com especial cuidado, o mesmo não se pode dizer das estatais.
SE NÃO houver o cuidado em tratar de forma diferente raposas e galinhas, a liberdade para empresas públicas disputarem esses projetos será apenas uma maneira indireta de patrocinar a reestatização do setor.
Acredito piamente que, quando se escreve sobre assuntos complexos, a gente tem que procurar se informar pelo menos sobre o básico. Infelizmente, parece que quem escreveu o texto acima não teve esta preocupação elementar. As estatais federais têm maioria acionária pertencente à Eletrobrás, empresa de capital misto, com ações negociadas em bolsa, inclusive internacionais (como a Latin, da Espanha). Ou seja, ela não pode de modo nenhum, até por questão estatutária, dar prejuízo aos seus acionistas conscientemente, pois seus dirigentes seriam processados, no mínimo, por gestão temerária.
Tudo bem que, por questão ideológica, o Globo deva defender a empresa privada até à morte, mas no processo não precisa praticar desinformação, certo?
15.2.03
Se era pra botar aquele locutor imbecil (um tal de Dirceu) e o Zetti comentando (melhor diria balbuciando obviedades), o SBT podia muito bem ter economizado a grana com os advogados que lutaram para que o canal transmitisse o campeonato paulista.
"Gangues de Nova Iorque" é realmente um filme muito instrutivo sobre o momento presente. Mostra com toda a clareza porque os americanos agem do jeito que agem em sua relação com o mundo. O personagem de Daniel Day-Lewis, então, se vivo fosse, estaria no lugar do Colin Powell. O que estou dizendo? Estaria era no lugar do George Filho!
A história de Keila Costa - entrevistada da revista da Oi neste mês segundo a coluna Pessoas, do Globo - foi apresentada há coisa de dois meses no Histórias do Esporte, da ESPN-Brasil. Foi um programa muito bonito e que me deu um orgulhoso danado de ser pernambucano. E vai aqui uma idéia para o pessoal da ESPN-B: que tal chamar o ministro Agnelo Queiroz para o Bola da Vez e dar uma fita com a história da Keila para ele? Mesmo se o ministro já tiver ido ao Bola (não tenho visto nos últimos tempos) valeria pedir uma audiência para entregar a ele (quem negaria alguma coisa à Soninha?).
O nosso bravo ministro do Esporte teria assim até como avaliar os custos de um projeto do tipo: no programa, o técnico de Keila, Roberto Ribeiro, faz até as contas de quanto custa povoar a vida de sonho a vida de um pequeno conterrâneo meu. É uma merreca tal, que projetos como esse poderiam ser montados pelo país afora em questão de ano, ano e meio, sem deixar Dona Míriam e outros coleguinha da Economia vociferando sobre as desgraças que advirão da queda no superávit primário.
O nosso bravo ministro do Esporte teria assim até como avaliar os custos de um projeto do tipo: no programa, o técnico de Keila, Roberto Ribeiro, faz até as contas de quanto custa povoar a vida de sonho a vida de um pequeno conterrâneo meu. É uma merreca tal, que projetos como esse poderiam ser montados pelo país afora em questão de ano, ano e meio, sem deixar Dona Míriam e outros coleguinha da Economia vociferando sobre as desgraças que advirão da queda no superávit primário.
Saiu assim na matéria sobre o escândalo dos fiscais aqui no Rio:
A liberdade dos fiscais de renda acusados de evasão de divisas por mandarem US$ 33,4 milhões para a Suíça está nas mãos da procuradora da República Marylucy Santiago Barra. O juiz da 38 Vara Criminal, Camilo Ribeiro Ruliere, alegou que cabe à Justiça federal decidir se decreta a prisão temporária dos servidores, pedida na quinta-feira pelo Ministério Público estadual. Ele encaminhou o inquérito à 3 Vara Federal Criminal, onde o juiz substituto Rodolfo Kronemberg Hartmann vai remeter o pedido para análise da Procuradoria da República.
Só tem uma coisa: procurador não decide prisão de ninguém. Ele/Ela pode dar um parecer e considerar que há indícios ou mesmo provas suficientes para o juiz decretar a prisão.
A liberdade dos fiscais de renda acusados de evasão de divisas por mandarem US$ 33,4 milhões para a Suíça está nas mãos da procuradora da República Marylucy Santiago Barra. O juiz da 38 Vara Criminal, Camilo Ribeiro Ruliere, alegou que cabe à Justiça federal decidir se decreta a prisão temporária dos servidores, pedida na quinta-feira pelo Ministério Público estadual. Ele encaminhou o inquérito à 3 Vara Federal Criminal, onde o juiz substituto Rodolfo Kronemberg Hartmann vai remeter o pedido para análise da Procuradoria da República.
Só tem uma coisa: procurador não decide prisão de ninguém. Ele/Ela pode dar um parecer e considerar que há indícios ou mesmo provas suficientes para o juiz decretar a prisão.
O recado do Eleito está dado e é claro: se os donos dos veículos de comunicação continuarem com o jogo de tentar encurralar o governo com denúncias sem fundamento (casos Coteminas, Adauto e agora sobre a tal crise no Conselho de Desenvolvimento Social), procurando forçá-lo a manter o esquema de publicidade como tem sido até hoje e ainda ameaçando as políticas públicas dele, vai ter guerra. E, barões, vocês sabem, talvez melhor do que ninguém, que o homem é duro na queda. Afinal, tentaram derrubá-lo por mais de 20 anos apelando para todo o arsenal de sujeiras e não conseguiram. Portanto, é bom tomar cuidado. Até porque o governo tem órgãos como o Ministério do Trabalho e a Receita que se forem postos a fazer direito as suas tarefas em cima das empresas de comunicação levarão 90% delas à ruína.
14.2.03
Cara, a coluna de hoje da Dona Míriam está praticamente idêntica às que ela escrevia para justificar as atrocidades orçamentárias do tucanato. Se precisava de mais alguma prova de que o esquema econômico antigo continua por aí, não precisa mais.
Realmente, a mídia brasileira está com um medo tremendo do tal Conselho do Lula, e por isso faz tudo para bombardeá-lo, como Nélson de Sá obervou ontem na TV e está hoje na primeira página do Globo. Mas, no fim, ficou até legal, principalmente porque todas as propostas serão apresentadas ao Eleito. Devia ter sido assim desde o início. Mas como disse ontem: é assim que é a maneira da esquerda - em especial do PT - decidir as coisas. Vida que segue.
Este caso do grampo é uma ótima chance mesmo para o PT detonar o ACM logo no início do mandato dele, como diz a Eliane Cantanhêde. Agora, que teria coleguinha de BSB muito triste com mais uma queda do baiano, a isso teria...
Até concordo com o Clóvis Rossi: o navio Brasil já bateu há muito no iceberg. Mas já que é assim, não adianta desespero. Tem que trabalhar com certa frieza para salvar o maior número de pessoas possível. Afinal, como no caso do Titanic verdadeiro, no naufrágio mesmo morreram poucos. A maior parte dançou mesmo foi pelo frio dentro d'água. Veja o Clóvis aqui.
Essa ANJ...A entidade acusa o Tribunal de Justiça da Paraíba de atentado contra a liberdade de imprensa por ter ordenado à Telemar que tirasse da Grande Rede o UOL do Estado. A ANJ afirma que, com a decisão, os paraibanos ficam impedidos de acessar o conteúdo da Folha. Só que o problema nada tem com imprensa. O caso é que o UOL deu uma rasteira nacional nos pequenos provedores com quem tinha contratos que eram um misto de franquia e representação. Sem aviso, a empresa cancelou os contratos e, de posse dos bancos de dados de assinantes destes provedores, mandou cartinhas avisando sobre o novo número de acesso (um 1500). Obviamente, os pequenos entraram na Justiça e na Paraíba pediram - e obtiveram - o bloqueio dos endereços IP da UOL. Ou seja, um problema puramente comercial. Se bem que, nesse caso, há algum sentido, porque para a ANJ liberdade de imprensa é a mesma coisa que liberdade de empresa.
Enquanto isso, a entidade continua em silêncio ensurdecedor sobre o caso da Gazeta Mercantil e seus calotes.
Enquanto isso, a entidade continua em silêncio ensurdecedor sobre o caso da Gazeta Mercantil e seus calotes.
A Band está numa felicidade só. Sábado passado, o Sabadaço, programa apresentado por Gilberto Barros, derrotou a Globo por 11 a 10, com pico de 12 pontos. (M&M)
13.2.03
A Globo desistiu da ação contra a Federação Paulista de Futebol na briga para manter a exclusividade para a transmissão do Paulistão/2003. A iniciativa foi tomada após o Tribunal de Justiça de São Paulo ter julgado o mérito da questão dando vitória à FPF, o que pemirte ao SBT também transmitir o campeonato. Veja detalhes no Consultor Jurídico.
O Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo trancou a ação impetrada contra Eliane Cantanhêde, da Folha, por uma coluna intitulada "Hora da Faxina", publicada em fevereiro de 2001. Veja mais detalhes sobre a decisão do TAC-SP aqui e a coluna da coleguinha aqui.
A Time está fazendo uma pesquisa on line para saber que país mais ameaça a paz mundial, entre Iraque, Coréia do Norte e Estados Unidos. Quer saber quem está ganhando e também votar? Vá até aqui.
A coluna Cartas Ácidas desta semana deveria ser lida por todos os estudantes de jornalismo e analisada em salas de aula em todo o país. Por que não em redação? Porque nessas não há mais jeito de se vencer o vício apontado na coluna. Leia aqui.
Hoje vi a primeira das matérias do JN sobre a reforma da Previdência. Para os padrões do Império foi até equilibrada, apesar de apresentar um daqueles operadores de 29 anos que de vez em quando dão desfalques milionários jurando que a reforma traria benefícios imediatos; o Mendonção de Barros dizendo que os juros baixariam e o marido de Dona Míriam afirmando que o PT vai conseguire mudar a Previdência por ser um partido de trabalhadores. Vá analisar as coisas em profundidade assim em reunião de empresário, mano!
No fim, foi a vez do companheiro Berzoini dizer o que já estava óbvio há mais de um mês: agora só dá para passar a PL-9 (aquela que muda o sistema dos servidores públicos para quem vai entrar) e mais alguma coisinha, como aumento de uns sete anos na idade mínima. Bem, este é o estilo de decisão da esquerda mesmo: discute-se 15 horas e decide-se pela proposta que fora apresentada nos primeiros 15 minutos.
No fim, foi a vez do companheiro Berzoini dizer o que já estava óbvio há mais de um mês: agora só dá para passar a PL-9 (aquela que muda o sistema dos servidores públicos para quem vai entrar) e mais alguma coisinha, como aumento de uns sete anos na idade mínima. Bem, este é o estilo de decisão da esquerda mesmo: discute-se 15 horas e decide-se pela proposta que fora apresentada nos primeiros 15 minutos.
O companheiro Berzoini, com quase um mês de atraso, vem a público dizer o óbvio: que não se pode culpar o servidor público pela desigualdade social no Brasil. Por que a demora para dizer esta obviedade que a mídia adora esconder para fragilizar ainda mais o funcionalismo da União? Não tenho a menor idéia...Veja o artigo do ministro que saiu hoje no Globo.
Nélson de Sá, da Folha, normalmente pega mesmo pesado com Dona Míriam. Mas dessa vez não há como não dar razão a ele:
Havia uma novidade na coletiva da equipe econômica, anteontem. Faltou o presidente do Banco Central. Ou, melhor, esconderam.
De resto, tudo igual, não faltando nem a análise de Míriam Leitão na sequência:
- Guido Mantega e Palocci não tinham alternativa. Ou, melhor, tinham: ignorar a crise, os dados da realidade e deixar estourar as contas...
E assim foi, tudo como dantes.
Havia uma novidade na coletiva da equipe econômica, anteontem. Faltou o presidente do Banco Central. Ou, melhor, esconderam.
De resto, tudo igual, não faltando nem a análise de Míriam Leitão na sequência:
- Guido Mantega e Palocci não tinham alternativa. Ou, melhor, tinham: ignorar a crise, os dados da realidade e deixar estourar as contas...
E assim foi, tudo como dantes.
Segundo a Folha, o Eleito já deu o freio de arrumação que eu ia mesmo pedir: avisar ao Zé Dirceu e ao resto do povo do comando político que realpolitik tem limites. E eles estão na coluna Eliane Cantanhêde de hoje.
Adriana Baffa deixou a Publicom e voltou a fazer frilas para a Gazeta Mercantil. Para o seu lugar retornou Nathalia Chagas, que já estivera na empresa no atendimento ao Inca.
12.2.03
A Record também vai transmitir o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana de Clubes, esta no segundo semestre. Tudo numa boa com a Estrela da Morte. (M&M)
Como anunciado há algumas eras do mundo atrás na CPM, o Sportv começou a se transformar numa filial do Departamento de Esportes da Globo, com a exibição, a partir do dia 17, do Globo Esporte em duas edições, às 17h e às 18h30. Como não fica bem um canal de TV paga ser apenas reprodutor de programação de TV aberta, o Cléber Machado, junto com o Casagrande, iniciam, também este mês, o Arena Sportv; o João Pedro Paes Leme estréia no Supervolley em março, mês em que também estreará um programa sobre basquete, ainda sem nome definido (Meio&Mensagem)
Do chat com Ricardo Boechat hoje no Comunique-se
[16:02:03] - José Paulo Lanyi (Colunista / Comentarista / Crítico - Comunique-se) pergunta: Boechat, o Jornal do Brasil tem uma história positiva no jornalismo brasileiro. Mas há algumas emperradas, como as dissensões trabalhistas. Muitos ex-funcionários que ficaram com a parte podre do negócio com o Tanure, ou seja, com nada, têm o jornal como um símbolo de negócio mal administrado - como você bem disse em relação aos jornais de forma geral. Como está o JB hoje, administrativamente? E o que dizer a esses ex-funcionários que nada viram e nada verão?
Ricardo Boechat responde: Esses colegas lesados pelo JB devem processar a empresa, seus donos, seus sócios e quem mais puderem, pedindo arresto de bens, denunciando-os onde for possível, desmascarando-os sempre. Sendo útil, ofereço-lhes meu testemunho na Justiça. Mas o buraco trabalhista do JB vem sendo construido há muitos e muitos anos, bem antes de Tanure chegar aqui. O jornal vem lutando desesperadamente para melhorar, para vender mais, para repercutir. Mas carrega o peso da debilidade que acumulou como empresa. Suponho, apenas suponho, que a gestão do JB, hoje, lhe é menos lesiva do que foi no passado. Mas não tenho mais idade para dissimular meus medos. E, confesso, tenho medo quando olho para o futuro.
Alguém ainda tem alguma dúvida do que se deve fazer?
[16:02:03] - José Paulo Lanyi (Colunista / Comentarista / Crítico - Comunique-se) pergunta: Boechat, o Jornal do Brasil tem uma história positiva no jornalismo brasileiro. Mas há algumas emperradas, como as dissensões trabalhistas. Muitos ex-funcionários que ficaram com a parte podre do negócio com o Tanure, ou seja, com nada, têm o jornal como um símbolo de negócio mal administrado - como você bem disse em relação aos jornais de forma geral. Como está o JB hoje, administrativamente? E o que dizer a esses ex-funcionários que nada viram e nada verão?
Ricardo Boechat responde: Esses colegas lesados pelo JB devem processar a empresa, seus donos, seus sócios e quem mais puderem, pedindo arresto de bens, denunciando-os onde for possível, desmascarando-os sempre. Sendo útil, ofereço-lhes meu testemunho na Justiça. Mas o buraco trabalhista do JB vem sendo construido há muitos e muitos anos, bem antes de Tanure chegar aqui. O jornal vem lutando desesperadamente para melhorar, para vender mais, para repercutir. Mas carrega o peso da debilidade que acumulou como empresa. Suponho, apenas suponho, que a gestão do JB, hoje, lhe é menos lesiva do que foi no passado. Mas não tenho mais idade para dissimular meus medos. E, confesso, tenho medo quando olho para o futuro.
Alguém ainda tem alguma dúvida do que se deve fazer?
Tudo bem que de mortuis nil nisi bonum, mas esse puxa-saquismo post mortem do M.F. Nascimento Brito chegou ao limite, ok? Foi ele que botou o JB no caminho de precipício, fazendo coisas absurdas, como usar parte da grana emprestada pelo Citibank ao jornal para comprar um belo iate. Se M.F. fosse um empresário decente, não haveria Tanure e é bom todos se lembrarem disso.
Luiz Nassif é o único colunista até agora a explicar direito este erro maluco dos R$ 14 bilhões e, melhor ainda, mostra quem errou e por quanto. Veja aqui.
É isso aí, mestre Janio! Baixa o pau!
Essa saiu no Esporte do Globo:
O treino foi realizado num estádio com bom público. A movimentação durou uma hora e meia, foi bem leve e só serviu mesmo para os jogadores se movimentarem.
Com um estilo desses, fica difícil na hora de defender dos preconceitos, né, meu povo?
Boa notícia que a Tereza Crunivel traz: o Eleito ficou contrariado com a bobagem dita pelo Graziano sobre os nordestinos. Um passo adiante para fazer a coisa certa: demitir aquela besta.
Tereza Cruvinel, minha querida, A Cor do Paraíso eu não vi (ando meio de saco cheio de filme iraniano), mas O Filho da Noiva e Deus é Brasileiro podem ser muita coisa, mas filme-cabeça é que não são.
11.2.03
O povo da Justiça não gostou da matéria da Época que insinua que um processo em que Márcio Thomaz Bastos atuava foi sustado por ele ter sido nomeado ministro da Justiça. Numa hora dessa, uma matéria deste tipo, sem provas contundentes, pode parecer provocação. Veja a matéria do Consultor Jurídico.
Amanhã, no Plenário 15 da Câmara dos Deputados, a Comissão de Direitos Humanos realizará a primeira reunião do Conselho de Acompanhamento da Mídia, principal órgão a levar avante a campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania", criada por quase mil entidades da sociedade civil para combater os programas de baixo nível na TV. Os conselheiros darão pareceres sobre os programas mais denunciados via internet e 0800 desde novembro, quando a campanha foi lançada: Programa do Ratinho (SBT); Eu vi na TV (Rede TV); e Programa do Sérgio Mallandro(Rede TV). A campanha vai divulgar os nomes dos programas de baixo nível e estimular as pessoas a boicotar os produtos dos anunciantes deles. A reunião começa às 9h30.
O JB finalmente pagou ontem os salários (ou que nome tenha) dos PJ, muitos dos quais tiveram que pedir algum emprestado para manter as contas em dia.
Outra: no mesmo dia, Nilo Dante determinou que todas as matérias que citem empresas devem ser aprovadas por ele. Por que? Ora, que pessoa mais sem imaginação é você...
Outra: no mesmo dia, Nilo Dante determinou que todas as matérias que citem empresas devem ser aprovadas por ele. Por que? Ora, que pessoa mais sem imaginação é você...
Essa "Rede Globo 2, a Missão" não deve ser lá um projeto tão fácil assim de se tornar realidade. É que teria que haver muita coordenação e acordos com os parceiros regionais para que ela não tirasse publicidade da Globo 1. Além disso, e o pessoal que tem contratos de exclusividade com a Globosat, que, obviamente, seria uma das principais fornecedoras de conteúdo? Os donos de TVs pagas, tanto em DTH quanto a cabo, já estão tendo que se virar mais que bolacha em boca de banguela com o dólar alto e a concorrência das TVs abertas para encarar mais essa.
Sei não, essa rede pode até sair, mas por enquanto ainda me parece mais um sonho de noite de verão e/ou aquele tipo de contratação que dirigente de futebol usa pra desviar as atenções da torcida quando o time está em má fase.
Sei não, essa rede pode até sair, mas por enquanto ainda me parece mais um sonho de noite de verão e/ou aquele tipo de contratação que dirigente de futebol usa pra desviar as atenções da torcida quando o time está em má fase.
Quem quiser divulgar a campanha Pró-Lucas, copie e cole o script abaixo (que já vem com as palavras) em seu blog ou site. Fico grato, antecipadamente, pela gentileza.
Célia, Luiz e Lucas são três miseráveis como milhões de outros aqui do Bananão. Quer dizer, eram. Pois a Célia, quando estava grávida de nove meses do Lucas, teve a sorte de literalmente bater à porta de Rossana Fischer, uma paulista que ao vê-la entrou numa cósmica e bendita crise de consciência de classe média e saiu pedindo dinheiro, roupa, agasalho e o que mais pintar para ajudar os fus, tudo via blogs. Uma elfa de bom coração (e supermãe) pediu para eu ajudar e é o que estou tentando fazer. Recomendo - muito - que vocês vão ao Wumanity (o blog da Rossana) e leiam os relatos, começando por este, que é mais ou menos no fim e dá uma resumida na história. Atenção para o choque que foi para senhora descobrir que aquele mundo que o Eleito dizia que existia - foi até criado nele - realmente existe - um mundo de miséria, dor, fome, violência, solidariedade e esperança.
Ah! Ia esquecendo: Célia e Luquinhas são soropositivos. A chance do menino repetir o feito do Eleito é, eu calculo, uma integral tendendo a zero...
Ah! Ia esquecendo: Célia e Luquinhas são soropositivos. A chance do menino repetir o feito do Eleito é, eu calculo, uma integral tendendo a zero...
Villas-Boas Corrêa tinha disparado, mas Tereza Cruvinel recuperou-se e agora, na reta final, os dois estão bem à frente na disputa pelo título de melhor colunista político dos quatro grandes jornais. Dora Kramer corre por fora, com alguma ação, mas ainda está distante. Lembre-se: a votação acaba dia 16.
Dia 19 tem furdunço no Méli Melo para mil pessoas por conta do JB, do Dia e da Forbes para apresentar o Consórcio de Mídia Impressa aos publicitários. É mais um tentativa de fazer o JB voltar a ser um jornal que conte novamente. Vão precisar de muita sorte, pois o momento mesmo - que era há uns três, quatro anos - passou e só volta se a economia voltar a crescer como promete o Eleito. Fora isso, nada feito.
E a Hilde ensinando como os ricos podem roubar a União enganando os Correios ao usar a "carta social", criada para os pobres? E ainda se chamando de Hilde Leitão? Essa mulher é inacreditável!!
Cara, ainda vou ter que defender a Dona Míriam das sacanagens que fazem com a pobre...
Cara, ainda vou ter que defender a Dona Míriam das sacanagens que fazem com a pobre...
Eis o samba escolhido para o desfile do Imprensa Que Eu Gamo deste ano, a ser realizado no dia 15, sábado (vai concorrer com a passeata da ABI...). Os compositores são quatro conhecidos - e veteranos - sambeiros, que há anos concorrem (e muitas vezes vencem) o concurso. Creio, porém, que foi a primeira vez que compuseram juntos.
Tim, tim - um brinde à Imprensa Que Eu Gamo
(Alexandre Medeiros, Cláudio Henrique, Fernando Molica e Sérgio França)
Abençoado pelas asas de um Arcanjo,
Nosso bloco vai sair.
O Imprensa tem a alma de um rancho
Coração e alegria de existir.
É Carnaval,
Se o Bush quer a guerra,
Eu só quero te beijar.
Ó Silverinha,
Vai lá pro Iraque ser fiscal em Bagdá
Judiciário, sai do armário!
Devolve o meu diploma e pára de me censurar.
Vê se me erra,
Me dá um descanso,
Tira o meu da reta
e vai atrás do Seu Picanço
(Lulalá...)
Lulalá...
Subiu a rampa e virou superstar.
Sarney hoje é nosso companheiro
Sapo barbudo hoje é clone de FH.
(Tim, Tim!)
Mas vem cá,
Vem brindar!
Hoje é dia de lembrar!
Valeu Tim!
Teu sorriso me ilumina,
vem tomar uma cerveja
Eu te vejo em cada esquina
Não escondo minha saudade,
eu queria era te ver.
Atravesso a cidade, bis
e bato palmas pra você!
Tim, tim - um brinde à Imprensa Que Eu Gamo
(Alexandre Medeiros, Cláudio Henrique, Fernando Molica e Sérgio França)
Abençoado pelas asas de um Arcanjo,
Nosso bloco vai sair.
O Imprensa tem a alma de um rancho
Coração e alegria de existir.
É Carnaval,
Se o Bush quer a guerra,
Eu só quero te beijar.
Ó Silverinha,
Vai lá pro Iraque ser fiscal em Bagdá
Judiciário, sai do armário!
Devolve o meu diploma e pára de me censurar.
Vê se me erra,
Me dá um descanso,
Tira o meu da reta
e vai atrás do Seu Picanço
(Lulalá...)
Lulalá...
Subiu a rampa e virou superstar.
Sarney hoje é nosso companheiro
Sapo barbudo hoje é clone de FH.
(Tim, Tim!)
Mas vem cá,
Vem brindar!
Hoje é dia de lembrar!
Valeu Tim!
Teu sorriso me ilumina,
vem tomar uma cerveja
Eu te vejo em cada esquina
Não escondo minha saudade,
eu queria era te ver.
Atravesso a cidade, bis
e bato palmas pra você!
Não concordo com Luiz Nassif quando ele diz que não foi nada demais que Graziano dissesse que a culpa pela violência no Sudeste é é dos nordestinos. O problema não é se o que aquela besta humana disse é certo ou não (eu acho que não é, até pelos números do IBGE, que apontam uma volta dos nordestinos a sua terra maior do que a vida para cá, e a violência só tem aumentado no mesmo período), mas o que ela pode siginifcar em termos de preconceito, como demonstrou o Ubaldo. De qualquer forma, indiretamente o colunista da Folha concorda com a minha conclusão: demite logo esse imbecil Eleito!
Veja a coluna do Nassif aqui.
Veja a coluna do Nassif aqui.
Boa essa do mestre Janio...
Tenha paciência
No encontro com petistas, sexta-feira, Lula lhes ofereceu, sobre a política econômica do seu governo, deu explicações que satisfazem aos que querem ficar satisfeitos. Coisas assim:
"Se tivéssemos escolhido um economista petista para o Banco Central, talvez o mercado reagisse mal e o dólar explodisse, para R$ 5, R$ 6".
Mas ninguém imagina, ou propõe, que a alternativa seja um economista petista ou um presidente de banco americano.
Na mesma linha, Lula recomenda aos críticos da política Malan/Palocci: "Um pouco de paciência não faz mal a ninguém".
Por que, então, a sua falta de paciência com a fome? Começar o redirecionamento da política econômica seria mais eficaz dos projetos contra a fome e contra todos os demais males sociais. Ou, nas palavras do candidato Lula: "Mudar a política econômica é a tarefa já no primeiro dia de governo". Que impaciente candidato foi o paciente presidente.
Tenha paciência
No encontro com petistas, sexta-feira, Lula lhes ofereceu, sobre a política econômica do seu governo, deu explicações que satisfazem aos que querem ficar satisfeitos. Coisas assim:
"Se tivéssemos escolhido um economista petista para o Banco Central, talvez o mercado reagisse mal e o dólar explodisse, para R$ 5, R$ 6".
Mas ninguém imagina, ou propõe, que a alternativa seja um economista petista ou um presidente de banco americano.
Na mesma linha, Lula recomenda aos críticos da política Malan/Palocci: "Um pouco de paciência não faz mal a ninguém".
Por que, então, a sua falta de paciência com a fome? Começar o redirecionamento da política econômica seria mais eficaz dos projetos contra a fome e contra todos os demais males sociais. Ou, nas palavras do candidato Lula: "Mudar a política econômica é a tarefa já no primeiro dia de governo". Que impaciente candidato foi o paciente presidente.
Palavra que não está dando para entender. Se o Eleito fica quieto, dizem que está ficando encurralado pelos radicais; se anuncia medidas grandes, como o Fome Zero, caem cima apontando todos os defeitos possíveis e imagináveis, e ainda duvidando da existência dos recursos; se anuncia medidas pequenas, mas importantes para o bom andamento do país e que não custam muito, reclamam exatamente que elas são pequenas demais e vêem tudo como jogada de marketing, uma reposta à "ansiedade"; se anunciasse uma medida de impacto que não está pronta, reclamariam da mesma coisa.
Nada contra às críticas, mas, caramba, pega uma linha e fica nela (como, aliás, faz Dona Míriam, que tem o meu respeito por isso). Não muda todo o dia, pois assim a credibilidade do crítico vai pra cucuias. Veja os exemplos deste comportamento hoje em Eliane Cantanhêde e Clóvis Rossi, que até têm feito críticas consistentes, mas hoje, creio, derraparam naquela confusão da Folha de que fazer "jornalismo crítico" é bater em qualquer coisa que o governo faça, um papel que natural e esperado em partido de oposição, não em jornal.
Nada contra às críticas, mas, caramba, pega uma linha e fica nela (como, aliás, faz Dona Míriam, que tem o meu respeito por isso). Não muda todo o dia, pois assim a credibilidade do crítico vai pra cucuias. Veja os exemplos deste comportamento hoje em Eliane Cantanhêde e Clóvis Rossi, que até têm feito críticas consistentes, mas hoje, creio, derraparam naquela confusão da Folha de que fazer "jornalismo crítico" é bater em qualquer coisa que o governo faça, um papel que natural e esperado em partido de oposição, não em jornal.
Interessante o resultado da pesquisa que dá embasamento à matéria de capa do Megazine, do Globo. Uma das interpretações possíveis é que, apesar da intensa campanha dos veículos de comunicação contra a universidade pública, a maior parte dos garotos e garotas não é boba e sabe onde estão os melhores professores e os melhores alunos, que é a liga que permite realmente um ensino de qualidade. Veja as retrancas que formam a matéria de capa aqui e aqui.
Dona Míriam, a cartinha do ministro da Defesa nem precisaria ter sido escrita. O que ele diz nela estava na matéria sobre o acordo entre a Varig e a TAM publicada no mesmo dia de sua coluna sobre o assunto. A diferença foi de enfoque: a matéria tentou (e conseguiu) ser objetiva, enquanto a senhora nem tentou.
Nelsinho Vasconcelos, do Globo, aproveitou que o nome de sua coluna mudou - de Nova Economia para Conexão Global (boa alteração, já que a Nova Economia morreu ainda na infância) - e mudou também o look da fotinho. Ficou bem fashion de bigode e cavanhaque...:))
Como nordestino, assino embaixo o texto de João Ubaldo Ribeiro (que você pode ler aqui) e repito o conselho: Eleito demite logo esse Graziano.
Peraí, deixa ver se entendi: quer dizer que o pessoal nem se deu o trabalho de ligar para a assessoria da Caixa para saber se a instituição ia mesmo retirar as ações sobre o FGTS?
Justa a indignação do Fernando Calazans com um repórter chapa-branca (ou que era chapa-branca até meses atrás):
Alexandre Garcia estava entrevistando o ministro Cristovam Buarque no programa ?Espaço aberto?, da GloboNews.
Conversavam sobre alfabetização de adultos e sobre o tipo de leitura adequada para quem aprendeu a ler há pouco tempo. O jornalista mencionou a leitura dos jornais. O ministro fez uma pequena restrição:
- O jornal pode ser uma leitura um pouco sofisticada para quem foi alfabetizado há pouco tempo, mesmo sendo adulto.
Alexandre Garcia não hesitou:
- Mas quem sabe ele pode ler o esporte ou a polícia...
Pois é: os tempos passam, mas o preconceito dos próprios jornalistas continua o mesmo. (...)
O pessoal do Esporte e da Polícia realmente sofre com o preconceito daqueles que se consideram em editorias mais "nobres", como Política, Economia e Cultura (esta, por incrível que pareça, menos que as outras duas), mas no caso em tela há ainda um agravante: o Alexandre Garcia é dos jornalistas mais preconceituosos do país e ponto.
Alexandre Garcia estava entrevistando o ministro Cristovam Buarque no programa ?Espaço aberto?, da GloboNews.
Conversavam sobre alfabetização de adultos e sobre o tipo de leitura adequada para quem aprendeu a ler há pouco tempo. O jornalista mencionou a leitura dos jornais. O ministro fez uma pequena restrição:
- O jornal pode ser uma leitura um pouco sofisticada para quem foi alfabetizado há pouco tempo, mesmo sendo adulto.
Alexandre Garcia não hesitou:
- Mas quem sabe ele pode ler o esporte ou a polícia...
Pois é: os tempos passam, mas o preconceito dos próprios jornalistas continua o mesmo. (...)
O pessoal do Esporte e da Polícia realmente sofre com o preconceito daqueles que se consideram em editorias mais "nobres", como Política, Economia e Cultura (esta, por incrível que pareça, menos que as outras duas), mas no caso em tela há ainda um agravante: o Alexandre Garcia é dos jornalistas mais preconceituosos do país e ponto.
10.2.03
Derrota de donos de rádios na Justiça. Juíza de Ribeirão Preto negou a rádio o direito de não transmitir a Voz do Brasil. Veja no Consultor Jurídico.
Juízes dos tribunais superiores estão cabreiros com as decisões de primeira e segunda instâncias que permitem a volta da censura prévia. Veja matéria do Consultor Jurídico.
Bernardo Kucinski foi para a equipe de Ricardo Kotscho, mas as Cartas Ácidas continuam em forma com Flávio Aguiar. Veja aqui.
E aqui Norman Solomon, um dos colunistas da FAIR, faz uma coisa que raramente se vê por aqui (acho mesmo que nunca vi): bota um poderoso contra a parede fazendo pergunta objetivas publicamente. Agora que, com o Eleito, parece que a mídia brasileira parece estar tomando coragem para falar algumas coisas com mais liberdade, poderia ser uma boa idéia ser copiada.
Nem todos os americanos estão encantados com as trompas de guerra de George Filho. O pessoal da FAIR, por exemplo, mantém o sendo crítico em dia. Veja aqui.
A ABI vai realizar, no dia 15, sábado, a partir das 15 horas, uma caminhada contra a guerra EUA x Iraque. A concentração será no Leme.
O Sindicato do Rio inovou na pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano. Foram 32 novas cláusulas propostas, entre elas as que propõem que as empresas não terceirizem a atividade-fim (ou seja transformem seres de carne e osso em pessoas jurídicas) e que adotem regras e procedimentos que garantam a segurança dos profissionais em matérias arriscadas. Quanto às cláusulas econômicas, elas são as seguintes:
Reajuste salarial: 100% do INPC acumulado nos 12 meses que antecederam à data-base + 5% de aumento real.
Abono salarial: Concessão de abono salarial, no valor correspondente ao dobro do salário do empregado, em 1º de agosto de 2003.
Reajuste salarial: 100% do INPC acumulado nos 12 meses que antecederam à data-base + 5% de aumento real.
Abono salarial: Concessão de abono salarial, no valor correspondente ao dobro do salário do empregado, em 1º de agosto de 2003.
Recomendo a compra da Carta Capital desta semana, cuja capa é sobre a crise na mídia no Brasil. Para você ter uma palinha, leia aqui uma das três matérias que compõem o painel.
Uma boa providência pedida pelo colunista de O Dia:
Primeiras
O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, prometeu que as cidades do Rio e Salvador vão receber o programa-piloto do Primeiro Emprego.
É anotar agora para poder cobrar depois.
Agora, uma pergunta: e se a promessa for cumprida? Vai ter nota 10?
Primeiras
O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, prometeu que as cidades do Rio e Salvador vão receber o programa-piloto do Primeiro Emprego.
É anotar agora para poder cobrar depois.
Agora, uma pergunta: e se a promessa for cumprida? Vai ter nota 10?
É mesmo, principal colunista do Globo. Lá no Nordestenão tem esse negócio de "pinturas homoeróticas" não...
Principal colunista do Globo, principal colunista do Globo...Deixa esse negócio de esquema na DRT-RJ pra lá, nego...Vai por mim...
O veterano Villas-Boas Correa passou Tereza Cruvinel na corrida pelo título de melhor colunista político entre os que escrevem nos quatro grandes jornais. Esta é a última semana do pleito, que termina dia 16. Se não votou, vote!
Você não vai acreditar, mas quase escrevi esta semana no Comunique-se sobre o que o Fernando Rodrigues discorre hoje na Folha, mas resolvi deixar pra semana que vem. Legal. Ganhei um gancho bom...:)
Veja aqui Fernando defendendo a plena expressão da direita no Brasil.
Veja aqui Fernando defendendo a plena expressão da direita no Brasil.
Vinícius Torres Freire está zangado. Com certa razão, é verdade, mas até o tédio é chato quando radical no sentido de espalhafatoso. Veja aqui.
O repórter Bruno Voloch dançou do Sportv. É o prosseguimento da reformulação no canal de esporte da Globosat. Na alça de mira também esteve o comentarista Daniel de Paula, mas conseguiu escapar e teve seu contrato renovado. Outros, porém, não deverão ter a mesma sorte.
9.2.03
Mestre Janio também dá seu pitaco, mas, para variar, joga uma luz diferente sobre o que anda por aí, e ainda a faz incidir sobre a participação da mídia gringa nisso tudo. Aqui.
Dom Cristovám Buarque mostra que pra ocupar espaço é bom pra danar. Em uma semana ganhou destaque nas colunas do companheiro Elio, da Dona Miriam e agora na da Eliane Cantanhêde. Vai aprendendo aí com o profissional aí, galera. Leia aqui a cavada de hoje do ministro da Educação.
Do hilário Mau Humor, do Arnaldo Branco:
Um instante, maestro
Que música vai entrar no index das proibidas em todas as rádios americanas?
- It´s raining men.
Como parece que agora é moda, até Orestes Quércia resolveu entrar na Justiça contra um publicação, no caso a Veja. O motivo foi aquela capa dos dinossauros, que saiu em outubro, logo depois de confirmada as derrotas de Quércia, Newton Cardoso, Paulo Maluf e outros da estirpe. Entre outras coisas, o notório ex-governador paulista não gostou de ser chamado de enricoussauro e partiu para cima do presidente da Abril, Roberto Civita; do diretor editorial e vice-presidente, Thomaz Souto Corrêa, e do diretor de redação, Tales Alvarenga, além dos autores da matéria Alexandre Secco e Sandra Brasil.
Tudo bem que Veja merece ser processada quase toda semana, mas o Quércia se queixar de ser chamado de "enricossauro" é brincadeira...
8.2.03
Este texto saiu no Le Monde Diplomatique. É longuíssimo, tem remissões chatas de ser ler na internet, mas é muito bom, principalmente para quem trabalha e/ou admira fotojornalismo.
O Hospital Sorocabana quer receber R$ 1 milhão do SBT por danos morais porque o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, sugeriu o fechamento do hospital depois que um casal apareceu no programa de 28 de outubro passado dizendo-se desconfiado de ter tido o filho trocado no hospital. Ratinho ofereceu um exame de DNA ao casal e ficou comprovado que o menino não foi trocado na maternidade. Mesmo o resultado tendo sido apresentado no dia 20 de novembro, o hospital resolveu ir à Justiça até porque, no primeiro programa, Ratinho aconselhou os telespectadores a que evitassem o estabelecimento porque poderiam "ter problemas". O caso está a 28ª Vara Cível Central de São Paulo (Consultor Jurídico)
Eleito, eleito...Demite logo esse Graziano. Ele só vai te trazer dor de cabeça. Mal como esse se corta pela raiz e rapidamente.
7.2.03
Sábia, que como toda sábia é observadora, pergunta: por onde anda o Luiz Roberto Cunha, aquele economista da Fecomércio, onipresente nas páginas de economia, onde opinava sobre tudo - do nível das vendas nos shoppings ao preço do petróleo, passando por aplicações financeiras e setor aéreo? Parece que neguinho se mancou e resolveu das umas "férias" ao pobrezinho...
Mais uma pedra no sapato dos americanos nesta guerra que ainda não começou. A Al-Jazeera quer lançar um canal em inglês antes do início do ataque ao Iraque. Já o site em inglês deve entrar na rede em poucos dias.
Para variar, Luiz Fernando Levy promete vender parte do controle acionário a Gazeta em 90 dias. O comprador da vez é o Estaleiro Mauá, pertencente ao Grupo Maritima, do boliviano naturalizado German Efromovich, tradicional adversário de Nelson Tanure, dono do Verolme e do JB, nas licitações da Petrobras. De quanto é a parte das ações a ser vendida, Levy não contou, mas jogou outro H tradicional: que no mesmo prazo de três meses vai pagar as pendências financeiras do jornal com a verba da publicidade legal, obrigatória nos inícios de ano.
Quem quiser que acredite.
Quem quiser que acredite.
Ficou para o último pênalti a decisão de quem terá os direitos sobre Paulistão/2003. O julgamento do mérito no TJ de São Paulo começou ontem com um empate em 1 a 1. O voto final será do desembargador Carlos Renato, que pediu vistas do processo por uma semana. Assim, a decisão da emocionante pugna acontece dia 13, quinta que vem. Até lá, vale a liminar que dá exclusividade à Globo.
Assenta a poeira do terremoto no SBT. Foram criadas duas superintendências: a Geradora, que fica a cargo de Guilherme Stoliar, sobrinho do "homem do sorriso"; e a Produtora, sob o comando de Jean Teppet. A Geradora compreende as diretorias de Rede, Vendas, Novos Negócios e Marketing; na Produtora ficam as de Produção, Programação e Técnica.
Fora dessas duas ficam a diretoria Administrativa e Financeira, a Assessoria Jurídica, a de Recursos Humanos e a de Marketing e Comunicação (que deve se cindir mais adiante). Todas essas dão apoio às superintendências, mas são subordinadas diretamente à vice-presidência, função que está sendo acumulada pelo presidente do Grupo Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, até ser escolhido o substituto de José Roberto Maluf. (Meio & Mensagem)
Fora dessas duas ficam a diretoria Administrativa e Financeira, a Assessoria Jurídica, a de Recursos Humanos e a de Marketing e Comunicação (que deve se cindir mais adiante). Todas essas dão apoio às superintendências, mas são subordinadas diretamente à vice-presidência, função que está sendo acumulada pelo presidente do Grupo Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, até ser escolhido o substituto de José Roberto Maluf. (Meio & Mensagem)
Dona Míriam parece ter encontrado um novo cristo no BNDES. Faz sentido, já que o velho Lessa é mesmo a antítese do que pregam os tucanos da articulista do Globo.
Mas para não deixar os velhos cristos carentes, Dona Míriam baixa o pau no Chávez outra vez. Sugestão: que tal a novel empresa VaTam dar uma passagem grátis, com volta aberta até agosto, para Caracas pra ela? Aí Dona Míriam poderia conspirar mais à vontade.
Mas para não deixar os velhos cristos carentes, Dona Míriam baixa o pau no Chávez outra vez. Sugestão: que tal a novel empresa VaTam dar uma passagem grátis, com volta aberta até agosto, para Caracas pra ela? Aí Dona Míriam poderia conspirar mais à vontade.
Boa dica do Gustavo Krieger, no Informe JB de hoje, para enfrentar a Matriz:
Manual
Uma parceria entre a Unesco, Fundação Orsa e Andi vai colocar no mercado editorial o caminho das pedras para quem quiser conhecer a fundo a questão da educação infantil. Voltado para jornalistas e pesquisadores ''Fontes para a educação infantil'' indica os nomes dos mais importantes especialistas no assunto. O lançamento está marcado para o dia 11, em Brasília.
Bem que os Conselhos de Economia podiam fazer algo nesta direção para enfrentar a Matriz onde ela é mais forte, né?
Manual
Uma parceria entre a Unesco, Fundação Orsa e Andi vai colocar no mercado editorial o caminho das pedras para quem quiser conhecer a fundo a questão da educação infantil. Voltado para jornalistas e pesquisadores ''Fontes para a educação infantil'' indica os nomes dos mais importantes especialistas no assunto. O lançamento está marcado para o dia 11, em Brasília.
Bem que os Conselhos de Economia podiam fazer algo nesta direção para enfrentar a Matriz onde ela é mais forte, né?
Justa indignação do velho Villas-Boas no JB, com direito a um "como é que é?" no Eleito. Aqui.
Já tinham me alertado que eu cometera uma injustiça em não ter posto Genílson Gonzaga, do JC, na disputa pelo título de pior colunista. Realmente o cara é um horror. Veja esta nota:
SEM DÓ
A ministra Dilma Roussef, das Comunicações, revelou, ontem, que, se preciso, retomará concessões.
Uma delas, na área de energia elétrica, está na marca do pênalti, confidenciou.
O sujeito trocou a ministra de pasta, defenestrando o Miro Teixeira, mas a mantece cuidando da área de energia. E isso em cinco ou seis linhas. Um desempenho realmente impressionante!
SEM DÓ
A ministra Dilma Roussef, das Comunicações, revelou, ontem, que, se preciso, retomará concessões.
Uma delas, na área de energia elétrica, está na marca do pênalti, confidenciou.
O sujeito trocou a ministra de pasta, defenestrando o Miro Teixeira, mas a mantece cuidando da área de energia. E isso em cinco ou seis linhas. Um desempenho realmente impressionante!
Mais um show de mestre Janio, com direito até a criação de neologismo que já nasce dicionarizável. E como acontece muito com ele, é bom ficarmos de orelhas em pé com a notinha final. Veja aqui.
Outro bom alerta de Luís Nassif. Mas ainda acho que o pessoal está ansioso demais para que o governo do Eleito comece a acelerar. Os coleguinhas têm que lembrar que aprender a gerir máquina governamental leva tempo e, se bem me lembro, toda a mídia - entre o segundo turno e a posse - já dava 2003 como ano perdido. Parece que a galera mudou de idéia depois da apoteose de 1º de janeiro e entrou em crise de ansiedade.Aqui.
6.2.03
Sandro Guidalli foi demitido do Comunique-se. Fiquei triste. Não que apreciasse o cara. Li-o pouquíssimo (acho que umas duas ou três vezes) porque é um articulista de direita que não tem nada a dizer a mim (ao contrário de outros, como o falecido Roberto Campos). Acho-o ou uma besta ou um espertalhão, pois não dá para levar a sério aquilo que escreve: vejo-o como uma réplica mal-ajambrada do seu ídolo, Olavo de Carvalho. De qualquer forma, ele representa uma Direita que existe na sociedade brasileira e está cada vez mais forte dentro das redações, neste tempo em que há soluções econômico-tecnocráticas para tudo. Se só tem talento e/ou conhecimento suficientes para defender suas idéias de maneira caricata, isso não é um problema só dele, creio, mas da maior parte da Direita brasileira, que não é capaz de criar aqui nada de inteligente por si só e vive de invectivas contra a esquerda.
O que achei lamentável mesmo foi a atitude de colegas que se descadastraram em protesto contra os escritos de Guidalli. Creio que uma atitude desta tem a ver quando você paga - por assinatura ou na banca - por uma publicação. Ao pagar, você está pagando uma parte do salário do cara com o qual você não concorda, e não há motivo para fazer isso. Num site como o Comunique-se não é o caso: ao acessá-lo, você lê os colunistas que quer, ninguém o obriga e você não está diretamente pagando o salário dele. Tem gente que não gosta do que escrevo, mas assim mesmo vai ler para reclamar, o que acho um masoquismo tanto mais inútil porque raramente leio o que vai escrito nos retângulos. Se eu fosse apenas leitor - e não colunista - jamais faria isso e nunca me ocorreria a pedir o desligamento de um site que, tirando o cara que me desgosta, acho bom. Se outras coisas me desagradassem, aí sim poderia pedir para sair, mas só por uma pessoa que nem sou obrigado a ler? Não faz sentido pra mim.
Quanto à atitude do Comunique-se, achei-a correta do ponto de vista de uma empresa: se um de seus contratados está dando um prejuízo que ela crê não poder - ou não querer - suportar, ela o despede. É assim no capitalismo, se não me engano o sistema que Guidalli e seus amigos defendem com tanta veemência.
O que achei lamentável mesmo foi a atitude de colegas que se descadastraram em protesto contra os escritos de Guidalli. Creio que uma atitude desta tem a ver quando você paga - por assinatura ou na banca - por uma publicação. Ao pagar, você está pagando uma parte do salário do cara com o qual você não concorda, e não há motivo para fazer isso. Num site como o Comunique-se não é o caso: ao acessá-lo, você lê os colunistas que quer, ninguém o obriga e você não está diretamente pagando o salário dele. Tem gente que não gosta do que escrevo, mas assim mesmo vai ler para reclamar, o que acho um masoquismo tanto mais inútil porque raramente leio o que vai escrito nos retângulos. Se eu fosse apenas leitor - e não colunista - jamais faria isso e nunca me ocorreria a pedir o desligamento de um site que, tirando o cara que me desgosta, acho bom. Se outras coisas me desagradassem, aí sim poderia pedir para sair, mas só por uma pessoa que nem sou obrigado a ler? Não faz sentido pra mim.
Quanto à atitude do Comunique-se, achei-a correta do ponto de vista de uma empresa: se um de seus contratados está dando um prejuízo que ela crê não poder - ou não querer - suportar, ela o despede. É assim no capitalismo, se não me engano o sistema que Guidalli e seus amigos defendem com tanta veemência.
Terremoto no SBT. Saíram o vice-presidente executivo, José Roberto Maluf, o consultor Luiz Borgeth, a diretora de comunicação Ana Theresa Salles e a diretora de programação Paula Cavalcanti. Ainda não está definido quem sucederá Maluf. No momento, Luiz Sebastião Sandoval, presidente da empresa, irá acumular funções. O falatório da saída de Maluf começou em março de 2002, quando Guilherme Stoliar foi recontratado para ser o superintendente comercial da emissora. Sobrinho de Silvio Santos, Stoliar fora o vice-presidente até 1998, ano em que deixou a empresa por divergências com o tio, tendo sido substituído por Maluf. (Meio & Mensagem)
As colunas do Márcio Moreira Alves quando ele se remete à História são uma delícia de ler...Veja aqui a de hoje.
Boa observação do principal colunista do Globo hoje com relação à inconfidência do ministro Furlan sobre a Varig:
O ministro Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, tropeçou na asa do avião ao dizer que a Varig vai anunciar ?grandes novidades? estes dias. É que isso pode ser considerado divulgação de informação privilegiada. A Varig tem capital aberto. Periga ter gente comprando ou vendendo ações da empresa depois da inconfidência do ministro. Com todo o respeito.
E nem se pode dizer que o ministro é radical da esquerda petista, que adora um holofote...
O ministro Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, tropeçou na asa do avião ao dizer que a Varig vai anunciar ?grandes novidades? estes dias. É que isso pode ser considerado divulgação de informação privilegiada. A Varig tem capital aberto. Periga ter gente comprando ou vendendo ações da empresa depois da inconfidência do ministro. Com todo o respeito.
E nem se pode dizer que o ministro é radical da esquerda petista, que adora um holofote...
Às vezes é muito difícil explicar aos leigos - aqueles seres felizes que não são jornalistas - o porquê das diferenças entre os jornais entre si, deles com as TVs, destas com as rádios, etc. Realmente é complicado explicar a razão de a Folha dizer uma coisa radicalmente diferente dos outros concorrentes grandes sobre a opinião do ministro Marco Aurélio a respeito da reforma da Previdência. Dos quatro jornais do eixo Rio-Sampa, a Folha foi a única que disse que o magistrado está totalmente contra o projeto.
Parece que a repórter da Folha foi atrás do Marco Aurélio no STF, onde ele parece se sentir mais à vontade. O interessante é que no texto da matéria ela dá a entender que não está sozinha na conversa com ele.
Enfim, compare as versões do quatros jornais: Folha, Estado, O Globo e JB
Parece que a repórter da Folha foi atrás do Marco Aurélio no STF, onde ele parece se sentir mais à vontade. O interessante é que no texto da matéria ela dá a entender que não está sozinha na conversa com ele.
Enfim, compare as versões do quatros jornais: Folha, Estado, O Globo e JB
Luis Nassif faz um bom alerta, que vale também para a comunicação do governo. Agora, senti falta de um pedido de desculpas do colunista na notinha do pé...Veja aqui.
Elaine Cantanhêde analisa bem o dilema no PT, embora a saída me pareça obrigatória: baixar um "centralismo democrático" na moçada. Quem se enquadrar, bem; bem quem não se enquadrar, cai fora. O que não vai dar é ficar demorando em resolver a parada. Veja o que diz a colunista da Folha aqui.
5.2.03
Veja aqui a matéria do excelente site Consultor Jurídico sobre liminar que fez a Você S/A trocar a capa. Tem até a íntegra da liminar. Pelo jeito, houve mesmo censura prévia...
Mudanças na Publicom. Adriana Sardinha resolveu dar um tempo par cuidar das crianças e deixa a empresa. Em seu lugar, ajudando Adriana Baggio a cuidar da Allied Domecq e da Lafarge, fica Paulo Vitor Rodrigues, que estava na conta da Contax. Para esta, foi Andresa Feijó, que auxiliava Inês Dell´Erba no clipping.
Provavelmente vou me arrepender, como me arrependi quando tentei algo semelhante na Primeira Era da Coleguinhas (ainda hoje lembro do trabalho insano que era manter a finada Garrafas ao Mar), mas já estava ficando muito angustiado por não fazer algo a respeito da horrível situação do mercado de trabalho de jornalismo no Rio. Por isso, aqueles que quiserem mandar um currículo de uma página, em formato doc 6.0 ou 7.0, eu ponho aqui no blog.
Tenho consciência de que não é muito, na verdade é quase nada, mas é o que posso fazer. Cheguei a pensar em criar outro blog só pra isso (até o desenhei), mas me toquei que com Comunique-se, Catho, Currículo.com.br e outros sites material e tecnologicamente muito mais bem preparados e focados, ficaria ridículo ter uma lista de currículos num blog. Mas como também não conseguia mais conter a angústia, resolvi tentar essa maneira. Pensando bem, acho que essa iniciativa resolve mais o meu problema do que os dos colegas...Enfim...
Os três primeiros currículos são os de Vanessa Campos, Robson Fraga e Maurício Martins.
Do Nélson de Sá hoje, na Folha:
NO AR
Prova cabal
NELSON DE SÁ
EDITOR DA ILUSTRADA
O selo da Fox News anunciava ontem:
- Alvo: Iraque. A fase final.
O canal que derrubou a CNN da audiência nos EUA é como um porta-voz da guerra. Dá a entrevista coletiva do secretário de Defesa cotidianamente. Ontem, ele dizia:
- Já demos provas. Essa fixação que as pessoas têm, esse negócio de prova cabal (smoking gun)... A questão é se Saddam Hussein vai cooperar ou não. E ele não coopera.
Era uma maneira de conter as expectativas em relação as provas prometidas para hoje por seu colega, o secretário de Estado. Mas era também um aviso de que, com ou sem provas, a guerra vem aí.
E a Fox News está com ela. A emissora, que chegou ao Brasil quando Rupert Murdoch assumiu o controle da Sky, mudou o perfil da TV americana. Dizendo-se ele sim independente, contra o suposto domínio esquerdista na mídia, o canal foi a vanguarda da crescente patriotada na cobertura.
A afirmação da Fox News foi resultado da radicalização do ambiente político pós-11 de setembro. A emissora deixou a CNN para trás três meses depois. A CNN tentou seguir o modelo e só fez desfigurar de vez a imagem que tinha.
A característica da Fox News é carregar de opinião a cobertura, tornando-a "vibrante". Faz escolhas provocativas. No dia da eleição de George W. Bush, seu comentarista foi o próprio primo do republicano.
O presidente do canal, escolhido por Murdoch, tem como maior credencial o trabalho como assessor dos ex-presidentes Richard Nixon, Ronald Reagan e George Bush pai. O livro "Bush at War" relata que ele já assessorou o próprio Bush filho, por baixo do pano.
É esse o canal que deve comandar a cobertura da guerra, se houver, o canal com mais e melhores imagens, com acesso às principais fontes.
E que o resto da TV no mundo vai reproduzir.
É certo que haverá resistência. A líder pacifista Míriam Leitão nem se contém mais. Ontem atacava as "atitudes tão grotescas, tão primitivas" do presidente, na Globo:
- Bush filho tem tomado decisões que tornam esta guerra inaceitável. Uma foi nomear a filha do vice para decidir o que vai acontecer no Iraque após a queda de Saddam Hussein. Ela já disse que não quer eleições por lá porque poderia colher uma vitória islâmica. Prefere um ditador amigo.
Mais significativa, na resistência, é a presença de equipe própria em Bagdá.
E depois dizem que eu sacaneio Dona Míriam...
NO AR
Prova cabal
NELSON DE SÁ
EDITOR DA ILUSTRADA
O selo da Fox News anunciava ontem:
- Alvo: Iraque. A fase final.
O canal que derrubou a CNN da audiência nos EUA é como um porta-voz da guerra. Dá a entrevista coletiva do secretário de Defesa cotidianamente. Ontem, ele dizia:
- Já demos provas. Essa fixação que as pessoas têm, esse negócio de prova cabal (smoking gun)... A questão é se Saddam Hussein vai cooperar ou não. E ele não coopera.
Era uma maneira de conter as expectativas em relação as provas prometidas para hoje por seu colega, o secretário de Estado. Mas era também um aviso de que, com ou sem provas, a guerra vem aí.
E a Fox News está com ela. A emissora, que chegou ao Brasil quando Rupert Murdoch assumiu o controle da Sky, mudou o perfil da TV americana. Dizendo-se ele sim independente, contra o suposto domínio esquerdista na mídia, o canal foi a vanguarda da crescente patriotada na cobertura.
A afirmação da Fox News foi resultado da radicalização do ambiente político pós-11 de setembro. A emissora deixou a CNN para trás três meses depois. A CNN tentou seguir o modelo e só fez desfigurar de vez a imagem que tinha.
A característica da Fox News é carregar de opinião a cobertura, tornando-a "vibrante". Faz escolhas provocativas. No dia da eleição de George W. Bush, seu comentarista foi o próprio primo do republicano.
O presidente do canal, escolhido por Murdoch, tem como maior credencial o trabalho como assessor dos ex-presidentes Richard Nixon, Ronald Reagan e George Bush pai. O livro "Bush at War" relata que ele já assessorou o próprio Bush filho, por baixo do pano.
É esse o canal que deve comandar a cobertura da guerra, se houver, o canal com mais e melhores imagens, com acesso às principais fontes.
E que o resto da TV no mundo vai reproduzir.
É certo que haverá resistência. A líder pacifista Míriam Leitão nem se contém mais. Ontem atacava as "atitudes tão grotescas, tão primitivas" do presidente, na Globo:
- Bush filho tem tomado decisões que tornam esta guerra inaceitável. Uma foi nomear a filha do vice para decidir o que vai acontecer no Iraque após a queda de Saddam Hussein. Ela já disse que não quer eleições por lá porque poderia colher uma vitória islâmica. Prefere um ditador amigo.
Mais significativa, na resistência, é a presença de equipe própria em Bagdá.
E depois dizem que eu sacaneio Dona Míriam...
Não é só para a Helô que está chegando a hora da verdade. Para o PT também. Como mostram na Folha Fernando Rodrigues aqui e Clóvis Rossi aqui.
O governo Lula já tem tanto problema, não precisava abrir a guarda assim para os inimigos neste caso da acumulação de salários. Coisa besta sô! Ninguém pensou nisso? Agora que o companheiro Gaspari fez este escarcéu, fica bem mais difícil voltar atrás e, claro, o companheiro coleguinha sabe disso. Leia aqui mais uma cacetada do Gaspari hoje.
Saiu na Folha hoje:
Juiz veta publicação de reportagem
Em desdobramento de decisão judicial, a revista mensal "Você S/A", da Editora Abril, deixou de publicar reportagem de capa que traria informações supostamente desfavoráveis a uma agência de recolocação de executivos, a Dow Right Consultoria em Recursos Humanos.
Em medida cautelar, o juiz Antonio Dimas Cruz Carneiro "condiciona a publicação da matéria à inclusão da resposta da autora [a agência] em seguida a cada fato negativo que lhe for atribuído, observando-se rigorosamente a igualdade de espaço e destaque entre as imputações e defesas".
Na edição que sai hoje, a revista traz editorial em que o diretor-superintendente Sidnei Basile afirma estar sendo vítima de censura. Procurado pela Folha, ele diz estar impedido de dar informações.
Olha só...Quando na campanha para presidente se briga para dar o mesmo espaço para todos os candidatos, ninguém fala de censura, fala de democracia. Quando juiz aí de cima diz pra a revista que tem que dar o mesmo espaço para a acusada e que a cada acusação tem que corresponder à defesa no mesmo espaço, ele não está censurando nada. Censura é impedir que se diga algo e isto não acontece na decisão.
Vamos tomar cuidado com esse negócio de dizer que tudo o que for para regular a imprensa é censura. Muitas vezes é evitar o clima de vale-tudo em busca da sensação que se está instalando nas redações, que, isto sim, é antidemocrático. Porque quando for censura mesmo, o distinto público pode aquela reação típica do saco cheio: "Hi! Lá vem aqueles jornalistas chatos reclamando de censura de novo! Todo dia é a mesma coisa!". Muito cuidado!
Juiz veta publicação de reportagem
Em desdobramento de decisão judicial, a revista mensal "Você S/A", da Editora Abril, deixou de publicar reportagem de capa que traria informações supostamente desfavoráveis a uma agência de recolocação de executivos, a Dow Right Consultoria em Recursos Humanos.
Em medida cautelar, o juiz Antonio Dimas Cruz Carneiro "condiciona a publicação da matéria à inclusão da resposta da autora [a agência] em seguida a cada fato negativo que lhe for atribuído, observando-se rigorosamente a igualdade de espaço e destaque entre as imputações e defesas".
Na edição que sai hoje, a revista traz editorial em que o diretor-superintendente Sidnei Basile afirma estar sendo vítima de censura. Procurado pela Folha, ele diz estar impedido de dar informações.
Olha só...Quando na campanha para presidente se briga para dar o mesmo espaço para todos os candidatos, ninguém fala de censura, fala de democracia. Quando juiz aí de cima diz pra a revista que tem que dar o mesmo espaço para a acusada e que a cada acusação tem que corresponder à defesa no mesmo espaço, ele não está censurando nada. Censura é impedir que se diga algo e isto não acontece na decisão.
Vamos tomar cuidado com esse negócio de dizer que tudo o que for para regular a imprensa é censura. Muitas vezes é evitar o clima de vale-tudo em busca da sensação que se está instalando nas redações, que, isto sim, é antidemocrático. Porque quando for censura mesmo, o distinto público pode aquela reação típica do saco cheio: "Hi! Lá vem aqueles jornalistas chatos reclamando de censura de novo! Todo dia é a mesma coisa!". Muito cuidado!
Por falar na Gazeta, até às 9h30 a edição de hoje não tinha dado o ar da graça nas bancas do Rio.
Segundo o Comunique-se tem demitido querendo voltar à Gazeta, por medo de ficar fora do mercado. Pergunto eu: que mercado é a Gazeta? Será que essas "mulheres de malandro" não se dão conta que pensar em voltar a este jornal moribundo é exatamente passar recibo de incompetência para o tal mercado? É como escrever "olha, sou tão incompetente que não consigo arranjar emprego em nenhuma empresa que pague os salários em dia", e assinar embaixo. Sim, eu sei que é aterrorizante ficar sem emprego na atual situação econômica, mas é preciso lembrar que dignidade uma vez perdida não se compra de volta com Mastercard.
4.2.03
Meio atrasado, mas...A Exame detonou cinco semana passada. Dançaram Eduardo Ferraz, Fabio Peixoto, Ernesto Yoshida, Ednílson Machado e José Maria Furtado, este correspondente em BH. Dessa vez, a desculpa não foi corte de custos. Foi "adequação ao mercado"...
Atenção adeptos do ziriguidum! A escolha do samba do Imprensa Que Eu Gamo será na segunda-feira, dia 10, no Far Up, da Cobal do Humaitá, a partir das 21 horas. Consumação mínima R$ 10,00, já incluída a camiseta do bloco, desenhada pelo Ziraldo. Os sambeiros que quiserem escrever suas obras podem fazê-lo no local até às 19 horas. O desfile será no sábado seguinte, 15, com concentração no ponto tradicional: Mercado São José das Artes, em Laranjeiras.
Ainda dá tempo de se inscrever no curso intensivo de apresentação de telejornais do Studio Eme, que começa dia 27 e é ministrado pela experiente Eleida de Góis. Mais informações por studioeme@uol.com.br
Mordomia legal para o/a coleguinha que ganhar o Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia, mais conhecido como Prêmio Procel. A Eletrobrás acertou parceria com a Costa do Sauípe e o vencedor do concurso terá direito a estada de três noites em hotel ou pousada do resort. Quem quiser concorrer tem que inscrever, até 14 de março, reportagem publicada entre 22 de dezembro de 2001 e 7 de março deste ano. Inscrições e mais informações em www.eletrobras.gov.br/procel.
Em compensação, um dos que sabem, Luís Nassif, continua mostrando classe. Nem sempre concordo com as análises dele, mas prezo muito uma característica deste colunista e que ele defende hoje: o bom senso. Veja aqui.
Essa curva fechada à direita do governo Lula está deixando Dona Miriam orfã. Ela até voltou a fazer apenas reportagens e análises setoriais, deixando as pensatas para quem sabe. Está muito melhor desse jeito, na minha modesta opinião.
Pois é, mestre Janio. Tudo bem que ser poder é diferente de ser oposição, mas há limites. Se bem que essa jogada com o Geddel foi mais coisa do PT mesmo do que do governo, que queria o Pinotti. Enfim...Veja aqui as ponderações do mestre.
É, está chegando a hora de ver se a Heloísa Helena é guerreira mesmo. Já vi esta história antes no PT, e ela ou termina em expulsão, ou termina com o rebelde botando o galho dentro. Nos dois casos, até hoje os rebeldes se ferraram: no primeiro caso porque muitos se elegeram apenas graças à máquina partidária; no segundo porque ficaram com a pecha de "cão que ladra não morde". Vamos ver se a Helô vai bancar ir para o PSTU. (Ah! E Luciana Genro também).
Eliane Cantanhêde bota os pingos nos "is": Quem traiu Mateus que o aguente. Veja aqui.
Mestre Clóvis Rossi concorda que o Eleito anda trocando as bolas como ninguém esperaria. Veja na Pensata.
3.2.03
A querida Julia Marinho (ex-Globo e site da Xuxa) é agora subgerente de Comunicação da Editora Rocco, trabalhando com Ana Accioly.
A última do Notas Toscas por hoje:
Jornalismo...
Você recebe uma pauta para entrevistar um manezinho que será o primeiro índio senador na história da República.
Vai conversando, ele não diz muita coisa que preste, nada que vai deixar seu editor feliz.
Aí você usa aquela velha tática do jornalismo esportivo e enfia a palavra na boca do entrevistado.
Ele falou que havia passado a infância inteira na selva, que viu várias vezes animais selvagens, muitas cobras...
Levanto a bola:
- Você viu muita cobra, né ? É bom porque no Senado tem outras...
Ele dá risada. E chuta de primeira:
- É.... e as de lá são bem mais venenosas.
O chefe adora. A frase vai para a capa do jornal, com destaque. E aparece até naquelas melhores frases das revistas semanais.
Medíocre essa profissão, né ?
Quando se faz dessa maneira, é mesmo...
Jornalismo...
Você recebe uma pauta para entrevistar um manezinho que será o primeiro índio senador na história da República.
Vai conversando, ele não diz muita coisa que preste, nada que vai deixar seu editor feliz.
Aí você usa aquela velha tática do jornalismo esportivo e enfia a palavra na boca do entrevistado.
Ele falou que havia passado a infância inteira na selva, que viu várias vezes animais selvagens, muitas cobras...
Levanto a bola:
- Você viu muita cobra, né ? É bom porque no Senado tem outras...
Ele dá risada. E chuta de primeira:
- É.... e as de lá são bem mais venenosas.
O chefe adora. A frase vai para a capa do jornal, com destaque. E aparece até naquelas melhores frases das revistas semanais.
Medíocre essa profissão, né ?
Quando se faz dessa maneira, é mesmo...
Outra do Notas Toscas:
Segunda-feira, Janeiro 27, 2003:
JORNALISMO...
acreditem. é verdade essa chamada da capa do JT de amanhã:
"O repórter Danilo Vivan aceitou o desafio de experimentar a sensação do petista José Genoino"
sim. ele topou tomar uma torta na cara.
com foto e tudo.
Segunda-feira, Janeiro 27, 2003:
JORNALISMO...
acreditem. é verdade essa chamada da capa do JT de amanhã:
"O repórter Danilo Vivan aceitou o desafio de experimentar a sensação do petista José Genoino"
sim. ele topou tomar uma torta na cara.
com foto e tudo.
Do blog Notas Toscas do Céu e do Inferno:
MORTO VIVO ?
Cidade Alerta de ontem:
Repórter entrevistando o investigador do caso do esquartejador. Datena gritando no ponto feito um louco: Vai, vai, pergunta aí, repórter...
O repórter tentando falar, gaguejava um pouco. Datena insiste: Vai, pergunta se a mulher ainda estava viva quando foi esquartejada.
O repórter tenta, mas outros passam na frente. Datena fica louco: Vai, pergunta logo.
O repórter entra em desespero mete o microfone na cara do investigador e tasca:
Doutor, quando ela foi morta ainda estava viva ?
MORTO VIVO ?
Cidade Alerta de ontem:
Repórter entrevistando o investigador do caso do esquartejador. Datena gritando no ponto feito um louco: Vai, vai, pergunta aí, repórter...
O repórter tentando falar, gaguejava um pouco. Datena insiste: Vai, pergunta se a mulher ainda estava viva quando foi esquartejada.
O repórter tenta, mas outros passam na frente. Datena fica louco: Vai, pergunta logo.
O repórter entra em desespero mete o microfone na cara do investigador e tasca:
Doutor, quando ela foi morta ainda estava viva ?
Não costumo pegar no pé da galera por erros de ortografia quando eles são fruto de erros de digitação, até porque também digito mal à beça. Mas essa mancada que saiu na IstoÉ desta semana é meio demais. Está na página 64, na matéria "Passando a bola":
(...)A posse de Eustáquio caça o título de decano e os direitos já adquiridos por Boschi (...)".
Pô, pessoal...Assim não dá...
(...)A posse de Eustáquio caça o título de decano e os direitos já adquiridos por Boschi (...)".
Pô, pessoal...Assim não dá...
É digno de reconhecimento o esforço de César Giobbi para parecer ridículo:
Tudo como dantes
Quem diz que a nova administração não tem fome de cargos? É tudo igual quando chega lá. O ministro José Dirceu, por exemplo, já assegurou para si assento nos conselhos da Itaipu Binacional e da Petrobrás. E conseguiu nomear seu amigo pessoal, Renato Duque, para a Diretoria de Serviços da Petrobrás, uma das mais importantes da estatal.
A Folha deu isto semana passada, e o PT descobriu que Zé Dirceu não poderia assumir a estatal, como está na Tereza Cruvinel hoje.
Lamentável.
Tudo como dantes
Quem diz que a nova administração não tem fome de cargos? É tudo igual quando chega lá. O ministro José Dirceu, por exemplo, já assegurou para si assento nos conselhos da Itaipu Binacional e da Petrobrás. E conseguiu nomear seu amigo pessoal, Renato Duque, para a Diretoria de Serviços da Petrobrás, uma das mais importantes da estatal.
A Folha deu isto semana passada, e o PT descobriu que Zé Dirceu não poderia assumir a estatal, como está na Tereza Cruvinel hoje.
Lamentável.
Boa nova para a concorrência hoje na coluna de Daniel de Castro, da Folha:
Rojão 1
Pela primeira vez desde janeiro de 2001, quando o Ibope passou a medir a audiência da TV paga, o ESPN Brasil deve superar o SporTV no ranking dos canais esportivos. Prévia de janeiro, até o dia 26, aponta o ESPN Brasil com média diária de 14.303 telespectadores por minuto, contra 13.454 do concorrente.
Rojão 2
O desempenho se deve à Copa São Paulo de futebol júnior e ao tênis, que tiveram picos de até 1,5 milhão de pessoas.
Rojão 1
Pela primeira vez desde janeiro de 2001, quando o Ibope passou a medir a audiência da TV paga, o ESPN Brasil deve superar o SporTV no ranking dos canais esportivos. Prévia de janeiro, até o dia 26, aponta o ESPN Brasil com média diária de 14.303 telespectadores por minuto, contra 13.454 do concorrente.
Rojão 2
O desempenho se deve à Copa São Paulo de futebol júnior e ao tênis, que tiveram picos de até 1,5 milhão de pessoas.
Esta é para professores que façam análises em sala de aula e/ou para alunos de comunicação que gostem de aulas mais práticas. Clique aqui para ver como se faz uma matéria em favor de um setor, contando com auxílio de uma funcionária pública teoricamente paga para vigiar o tal setor. O nome da matéria é "Debilidade financeira aflige e enfraquece planos de saúde" e saiu na Folha.
A Folha sempre deu espaço a Paul Singer, ao contrário dos demais jornais. Mas só em artigos. Entrevista é a primeira vez em anos. Legal isso, principalmente porque como a direita não tem peito pra fazer oposição, a mídia tem que dar vez a críticas de esquerda. O que não faz a luta política, não é? E depois tem gente que não gosta de algo tão interessante...:)
Veja a entrevista do Singer na Pensata.
Veja a entrevista do Singer na Pensata.
Mais uma boa reflexão de Vinícius Torres Freire, na Folha. Dessa vez sobre a cobertura da "tragédia" da Columbia. Veja no Pensata.
2.2.03
Luiz Ernesto Magalhães estréia amanhã, dia 3, no Globo. Fará parte da equipe de administração pública, no lugar de Luciana Conti, que decidiu dar um tempo de redação para curtir o filho e será assessora do deputado estadual Alessandro Molon (PT). Mais um desfalque para a já reduzidíssima equipe de bravos que ainda permanece no JB.
Resultado da enquete sobre qual o melhor caderno de variedades entre os publicados em Rio e Sampa. A vitória, como era esperado, foi da Ilustrada, da Folha, com 25 do total de 79 votos (31,65%), seis votos à frente do segundo colocado, o Caderno 2, do Estadão, com 19 e 24,05%. A terceira colocação ficou com o surpreendente Caderno D, do Dia, a apenas um voto do Caderno 2 (18 votos e 22,78%) e dois à frente do Segundo Caderno, do Globo (16 e 20,25%). Fracasso total foi o do Caderno B, do JB, com apenas um votinho.
Ponto importante a esclarecer: esta enquete - como a anterior sobre o pior colunista - é pública, aparecendo no site do Enquete.com.br. Ou seja, votaram nela não-jornalistas, o que, em minha opinião, confere maior peso ao resultado. Da mesma maneira, a nova pesquisa, que você pode ver a esquerda, também é pública. Ela quer saber qual o/a melhor colunista de política entre os que publicam nos quatro maiores jornais brasileiros. Votação até dia 16 de fevereiro.
Ponto importante a esclarecer: esta enquete - como a anterior sobre o pior colunista - é pública, aparecendo no site do Enquete.com.br. Ou seja, votaram nela não-jornalistas, o que, em minha opinião, confere maior peso ao resultado. Da mesma maneira, a nova pesquisa, que você pode ver a esquerda, também é pública. Ela quer saber qual o/a melhor colunista de política entre os que publicam nos quatro maiores jornais brasileiros. Votação até dia 16 de fevereiro.
1.2.03
Lobando bem, a diretoria da Fenaj e de sindicatos de jornalistas estiveram, na quinta-feira, com o ministro do Trabalho, Jacques Wagner, a fim de pedir a manutenção da precariedade dos registros concedidos com base na sentença daquela juíza paulista. O ministro determinou que fosse expedido um memorando para as DRTs a fim de que a precariedade seja mantida e que todos os registros concedidos entre 10 de janeiro (quando a decisão judicial foi tomada) e o dia 31 sejam revistos para que neles conste a anotação de precário.
Outro ponto essencial abordado na visita foi o andamento do processo para a criação do Conselho Federal de Jornalismo. A Fenaj e os sindicatos pediram à secretária-executiva do Ministério, Sandra Starling (que, se não me engano, é coleguinha), que desse uma força para que a análise do anteprojeto que cria o CFJ seja feita com mais rapidez a fim de ser logo enviado ao Congresso.
Outro ponto essencial abordado na visita foi o andamento do processo para a criação do Conselho Federal de Jornalismo. A Fenaj e os sindicatos pediram à secretária-executiva do Ministério, Sandra Starling (que, se não me engano, é coleguinha), que desse uma força para que a análise do anteprojeto que cria o CFJ seja feita com mais rapidez a fim de ser logo enviado ao Congresso.
Não é só aqui que a mídia cobre pobremente - quando cobre - os assuntos que afetam diretamente seus interesses. Veja o que diz o pessoal da FAIR sobre a cobertura a respeito da intenção da Federal Communications Commission de quebrar as regras que impedem a monopolização dos meios de comunicação nos EUA:
Broadcast Networks File FCC Comments-- But Not Stories
January 29, 2003
The review of media ownership rules underway at the Federal Communications Commission will have an enormous impact on the future of broadcasting and on media diversity. The FCC is considering repealing or altering a number of key rules that limit media consolidation. But you wouldn't know any of this from watching network television news.
Media companies stand to gain a lot from a relaxation of the ownership caps. So it is no surprise that NBC/General Electric, ABC/Disney and
CBS/Viacom have all filed comments with the FCC.
It's what they haven't done that is more troubling: None of the big three networks have found the story worth reporting in depth. Since the FCC
issued its notice on the ownership rules last September, a search of the Nexis news database turns up one network story: a short summary of the
FCC's announcement on ABC's World News This Morning (9/9/02), which according to the transcript aired at 4:30 AM.
So, people who rely on network TV for their news are almost certainly unaware that the FCC is poised to roll back regulations that currently
prevent networks from buying many of their independently owned affiliates. Or that the agency may soon allow one major network to buy another. Or
that rules that have kept the newspaper business separate from the TV industry may soon be a thing of the past.
There have been plenty of opportunities to report on these sweeping proposals. For example, FCC Chair Michael Powell's appearance before the
Senate Commerce Committee on January 14 provided a perfect news peg. The Wall Street Journal's January 3 report, "FCC Flooded With Letters Opposing Media Consolidation," described the massive public input on this matter. A hearing in New York this month, attended by all five FCC commissioners, also attracted media attention-- but nothing on the networks.
Broadcast Networks File FCC Comments-- But Not Stories
January 29, 2003
The review of media ownership rules underway at the Federal Communications Commission will have an enormous impact on the future of broadcasting and on media diversity. The FCC is considering repealing or altering a number of key rules that limit media consolidation. But you wouldn't know any of this from watching network television news.
Media companies stand to gain a lot from a relaxation of the ownership caps. So it is no surprise that NBC/General Electric, ABC/Disney and
CBS/Viacom have all filed comments with the FCC.
It's what they haven't done that is more troubling: None of the big three networks have found the story worth reporting in depth. Since the FCC
issued its notice on the ownership rules last September, a search of the Nexis news database turns up one network story: a short summary of the
FCC's announcement on ABC's World News This Morning (9/9/02), which according to the transcript aired at 4:30 AM.
So, people who rely on network TV for their news are almost certainly unaware that the FCC is poised to roll back regulations that currently
prevent networks from buying many of their independently owned affiliates. Or that the agency may soon allow one major network to buy another. Or
that rules that have kept the newspaper business separate from the TV industry may soon be a thing of the past.
There have been plenty of opportunities to report on these sweeping proposals. For example, FCC Chair Michael Powell's appearance before the
Senate Commerce Committee on January 14 provided a perfect news peg. The Wall Street Journal's January 3 report, "FCC Flooded With Letters Opposing Media Consolidation," described the massive public input on this matter. A hearing in New York this month, attended by all five FCC commissioners, also attracted media attention-- but nothing on the networks.
Assinar Postagens [Atom]
