28.11.03
Olha só, Colunista da 4, defender que o Estado deve ter uma participação forte na economia é uma posição legítima, tanto achar que ele deve se limitar a ser um 'guarda nortuno" dedicado a proteger o capital. Só na luta política o uso da palavra "estatizante" pode ser considerada xingamento, da mesma maneira que "privatista" ou "entreguista". E mesmo assim apenas quando utilizada dentro de um mesmo espectro.
Explicando pra ver se você consegue entender (apesar da fachada, sou mesmo um otimista, pois não?): se a Helô Helena chamar o Genoíno de "privatista", este iria reagir indignado (ou teria reagido em outros tempos, hoje não tenho tanta certeza). Se ela chamasse o Jorge Bornhausen da mesma coisa, ele consideraria até elogio. Ou seja, "estatizante", "privatista", "entreguista", são conceitos vazios, que só têm utilidade na luta política. Assim, escrito por um colunista que se diz imparcial e isento, estes conceitos ficam completamente deslocados. Se fosse uma coluna do...sei lá...jornal da Febraban ou da CNI caberiam bem, pois estas entidades não se arvoram em serem imparciais e/ou isentas, mas no Globo pega realmente mal.
Explicando pra ver se você consegue entender (apesar da fachada, sou mesmo um otimista, pois não?): se a Helô Helena chamar o Genoíno de "privatista", este iria reagir indignado (ou teria reagido em outros tempos, hoje não tenho tanta certeza). Se ela chamasse o Jorge Bornhausen da mesma coisa, ele consideraria até elogio. Ou seja, "estatizante", "privatista", "entreguista", são conceitos vazios, que só têm utilidade na luta política. Assim, escrito por um colunista que se diz imparcial e isento, estes conceitos ficam completamente deslocados. Se fosse uma coluna do...sei lá...jornal da Febraban ou da CNI caberiam bem, pois estas entidades não se arvoram em serem imparciais e/ou isentas, mas no Globo pega realmente mal.
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